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IstoÉ: Polícia Federal vai investigar contratos do Metrô de São Paulo


31/08/2013 - 17h40

PF entra no trilho

Alan Rodrigues, Pedro Marcondes de Moura e Sérgio Pardellas, em IstoÉ

Passava das 14h da quinta-feira 29 quando agentes da Polícia Federal entraram no edifício do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, centro da capital paulista, e subiram ao quinto andar em busca de documentos relacionados à formação de cartel de empresas ligadas ao transporte sobre trilhos em São Paulo. A ação policial teve como foco 21 contratos com indícios de irregularidades, de acordo com pessoas ligadas à investigação e ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Os negócios, em valores corrigidos, somam cerca de R$ 11 bilhões. Cinco já foram julgados irregulares pelo Tribunal de Contas. Já três, estimados em R$ 6,3 bilhões, nem sequer foram julgados. Outros 13, como o projeto executivo para o trecho Ana Rosa/Ipiranga da Linha 2 Verde, que custou ao menos R$ 143,6 milhões, foram considerados regulares pelo tribunal.

A Polícia Federal pretende usar as informações contidas nos procedimentos do TCE para complementar um inquérito que investiga as fraudes cometidas pelas 18 empresas participantes do cartel, que teria abastecido um propinoduto que percorreu as gestões do PSDB em São Paulo nos últimos 20 anos. Há três semanas ­ISTOÉ já havia revelado com exclusividade análises do Tribunal de Contas do tEstado de São Paulo que alertavam as autoridades paulistas sobre a existência de superfaturamentos e direcionamento de contratos.

Apesar dos avisos, as tramoias nos certames continuaram a ocorrer. “A auditoria do tribunal, em diversos casos de contratos, mostrou que não havia competição entre as empresas”, disse o presidente do tribunal, Antônio Roque Citadini. “Diante desses novos fatos, os contratos que já foram julgados regulares podem ser reabertos para nova análise”, afirma Citadini.

O Ministério Público Federal também aprofunda as investigações sobre o escândalo do Metrô em São Paulo. Desde que a PF realizou, em 4 de julho, a operação “Linha Cruzada”, o MPF tenta sem êxito ter acesso ao material recolhido. Os requerimentos encontram-se parados na Justiça há mais de um mês à espera de uma decisão.

De acordo com a procuradora da República, Karen Louise Jeanette Kahn, o compartilhamento é necessário para que haja uma força-tarefa na investigação. “Essa troca de informações é condição básica para que o trabalho avance de forma mais rápida e os ilícitos detectados sejam punidos”, analisa Karen.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



7 comentários

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Clodoaldo Massardi

15 de setembro de 2013 às 16h57

Será que, PF vai entrar de sola nesse caso? ou vai fazer de conta que investiga essa roubalheira. aposto que, se escandalo estivesse acontecendo com outros políticos e outros partidos esses partidos e políticos já estavam julgados e condenados pela mídia, mas como isso está acontecendo é no ninho dos tucanos provavelmente não dará em nada pois a mídia tradicional ira protege-los.

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Wagner Ortiz

03 de setembro de 2013 às 13h37

A PF paulista é tucana. Boa parte da PF brasileira é tucana. Vai haver arquivamento por falta de provas.

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Mardones

02 de setembro de 2013 às 10h39

Ih, o tucanato precisa da cabeça do Dirceu no mentirão para abafar o trensalão.

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paulo

02 de setembro de 2013 às 09h07

A PF de São Paulo? Vai dar em nada. É a tucanalha concursada.

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WILSON

02 de setembro de 2013 às 04h19

Essa policia federal incompetente so investiga o PT. Ela e o mp, tb incompetente e mal intecionados

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Julio Silveira

31 de agosto de 2013 às 20h57

Para que a investigação, mesmo da PF, ser producente, deveria ser feita por grupo de outro estado. Existe um compadrio muito grande e uma promiscuidade politica muito grande também, nos estados, mesmo em instituições federais.

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Marat

31 de agosto de 2013 às 18h07

Temos uma situação escancaradamente grave: Quando há pequenos indícios, ou mesmo apenas boatos de algum tipo de irregularidades em governos pseudo-esquerdistas, a impren$$$a cai de pau, implacavelmente. Ela mesma prejulga, julga, condena e bate sem parar. Quando há indícios fortes, ou mesmo provas explícitas de irregularidades em governos de direita e extrema-direita, a mesma impren$$$a cala, ou só da informações leves, com amplíssimo direito a defesa dos acusados. Depois jogam fezes nas sedes destas empresas, acham ruim… Vai entender!

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