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Diário da Resistência


Galeano: Pouco a pouco, Israel está apagando a Palestina do mapa
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Galeano: Pouco a pouco, Israel está apagando a Palestina do mapa


22/07/2014 - 16h10

Eduardo-Galeano

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Galeano: Pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está apagando-a do mapa

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria e as suas terras. 

por Eduardo Galeano (*), em Esquerda.Net , Carta Maior 

Para justificar-se, o terrorismo de Estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe álibis. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo os seus autores quer acabar com os terroristas, conseguirá multiplicá-los.

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria, as suas terras, a sua água, a sua liberdade, tudo. Nem sequer têm direito a eleger os seus governantes. Quando votam em quem não devem votar, são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se numa ratoeira sem saída, desde que o Hamas ganhou legitimamente as eleições em 2006. Algo parecido tinha ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador.

Banhados em sangue, os habitantes de El Salvador expiaram a sua má conduta e desde então viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os rockets caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desleixada pontaria sobre as terras que tinham sido palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à orla da loucura suicida, é a mãe das ameaças que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está a negar, desde há muitos anos, o direito à existência da Palestina. Já pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está a apagá-la do mapa.

Os colonos invadem, e, depois deles, os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam o despojo, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma das suas guerras defensivas, Israel engoliu outro pedaço da Palestina, e os almoços continuam. O repasto justifica-se pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, o que escarnece das leis internacionais, e é também o único país que tem legalizado a tortura de prisioneiros.

Quem lhe presenteou o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está a executar a matança em Gaza? O governo espanhol não pôde bombardear impunemente o País Basco para acabar com a ETA, nem o governo britânico pôde arrasar Irlanda para liquidar a IRA. Talvez a tragédia do Holocausto implique uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde vem da potência ‘manda chuva’ que tem em Israel o mais incondicional dos seus vassalos? O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por erro. Mata por horror. As vítimas civis chamam-se danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais.

Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são meninos. E somam milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está a ensaiar com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Por cada cem palestinos mortos, um israelita. Gente perigosa, adverte o outro bombardeamento, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a achar que uma vida israelense vale tanto como cem vidas palestinianas. E esses meios também nos convidam a achar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada comunidade internacional, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos assumem quando fazem teatro? Ante a tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial destaca-se uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Ante a tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.

A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caça aos judeus foi sempre um costume europeu, mas desde há meio século essa dívida histórica está a ser cobrada dos palestinos, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antissemitas. Eles estão a pagar, em sangue, na pele, uma conta alheia.

(*) Artigo publicado no Sin Permiso.

Tradução de Mariana Carneiro para o Esquerda.net.

Leia também:

Fisk: A verdadeira história de Gaza que os israelenses não contam





37 comentários

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RC

04 de agosto de 2014 às 17h28

Da fato, os palestinos mulçumanos não são antissemitas. São anti-Israel. Querem a morte dos judeus desde 1948, mas tudo que tem contraído são baixas inumeráveis. É uma pena que terroristas palestinos usem seu povo como escudo, e que os líderes árabes usem sempre o fator externo pra justificar os desmandos internos. Vão lá ver se Isarel não fez paz com o Egito mesmo depois de detoná-lo numa guerra, oferecendo-lhe extensas porções de terras ricas em petróleo em troca de paz. Mas os fundamentalistas palestinos nunca quiseram paz, e sonharam e continuam sonhando em destruir Israel. Mas Israel não será destruída, e tudo que colherão por continuarem a apoiar terroristas será sua própria aniquilação.

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Priscila Pollo

01 de agosto de 2014 às 15h09

Perfeito,
Israel se acha no direito de matar, está acima de tudo e todos. O termo terrorista que a mídia adora utilizar para denominar o Hamas, cabe muito melhor em Netanyahu e seus compatriotas que sem um pingo de humanidade, banalizando a maldade, inclusive com observações inconsequentes, massacram mulheres e crianças já castigadas até a alma. É falta de coerência com sua própria biografia o que Israel está fazendo, se igualando aos monstros que eles mesmos condenam mas agem de forma equivalente como Hitler. O mundo assiste e mais uma vez demonstra que só interessa agir quando está em jogo o dinheiro e o petróleo. Vidas desperdiçadas !! Será que eles acham que não estão semeando o ódio? Estão ! Peço que a ONU e MSF façam alguma coisa por essa população vulnerável,
sou humanista e essa é minha religião!!

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Micael

25 de julho de 2014 às 20h10

Assim é Fácil, contar uma história de 1946 até hoje. É parcial! Sugiro ler o livro mais lido mundo, lá você vai ver quem é o real dono da terra. Veja isso – o outro lado, pois é raridade ver na grande mídia (http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2014/07/24/animacao-mostra-conflito-na-palestina-sob-a-otica-de-israel.htm).

Quando um homem bomba explode levando trabalhadores, crianças, inocentes, etc. – na palestina, iraque, ou outro lugar, não vejo ninguém criticar terrorista. ninguém é responsabilizado/penalizado. Não vejo uma linha nesse sentido.

Ps. só para constar: sou Brasileiro nato, não tenho nenhuma descendência palestina ou israelita – sou Isento.

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henrique de oliveira

25 de julho de 2014 às 11h38

Se não fosse Hitler a Palestina seria a Alemanha.

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wendel

24 de julho de 2014 às 22h46

Onde estão os defensores do Estado nazi-sionista de Israel?
O cético, que nem nome tem, tentou algo parecido, mas logo ficou calado!
~Como não chá como defender o indefensável, parece que o soldo que recebem do governo daquele pais para o defenderem na Web, não está fazendo muito efeito!!!!!

Responder

wwendel

24 de julho de 2014 às 22h34

Matéria esclarecedora, e atenção ao abaixo:
“Quem lhe presenteou o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está a executar a matança em Gaza?”
“Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, o que escarnece das leis internacionais, e é também o único país que tem legalizado a tortura de prisioneiros.”
Se Israel pensa em conquistar a Faixa de Gaza, e provavelmente o fará, talvez pensando que irá eliminar seus inimigos, que diga-se também são semitas,esta redondamente enganado.
Vários deles estão no Líbano, Síria e em muitos países árabes, e não darão trégua a Israel, mesmo que ele tenha expulsado todos da Palestina.
Esta guerra injusta, diga-se, não irá acabar com a tomada da Palestina, e Israel como forte fabricante de armas, sempre irá fomentar estas atrocidades!
Outro aspecto, é o mutismo da chamada “comunidade internacional” que talvez por medo dos donos do dinheiro, sempre ficam omissos, quando se trata de injustiças cometidas pelo Estado Sionista de Israel!
Onde está o Tribunal Penal Internacional para enquadrar este estado criminoso?

Responder

Marat

24 de julho de 2014 às 21h11

O governo de Israel, como de costume, usou as patas para falar mal do Brasil… Eu me pergunto: Quer dizer que para ser grande e respeitado um país tem de pilhar, matar e guerrear?

Responder

    wendel

    24 de julho de 2014 às 22h56

    É Marat, parece que esqueceram que foi o voto do Brasil que decidiu pela criação daquele estado!
    E vejam no que deu!
    Agora nos chamam de “anão diplomático”, quando na realidade éramos naquela época e não sabíamos!!!
    Oswaldo Aranha, deve estar se revirando no túmulo por conta daquele voto!!!!
    Leiam parte dos acontecimentos daquele dia fatídico:
    “Osvaldo Aranha abre a sessão e após alguns discursos começa a votação. Os países foram chamados por ordem alfabética e os votos iam se alternando entre sim e não. Mas a vitória sionista já estava evidente. No final Aranha declara: 33 votos a favor, 13 contra, 10 abstenções e 1 ausência.
    Votaram a favor: África do Sul, Austrália, Bélgica, Bolívia, Brasil, Bielorússia, Canadá, Checoslováquia, Costa Rica, Dinamarca, Equador, Estados Unidos, Filipinas, França, Guatemala, Haiti, Holanda, Islândia, Libéria, Luxemburgo, Nicarágua, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Peru, Polônia, República Dominicana, Suécia, Ucrânia, União Soviética, Uruguai e Venezuela.
    Votaram contra: Afeganistão, Arábia Saudita, Cuba, Egito, Grécia, Iêmen, Índia, Irã, Iraque, Líbano, Paquistão, Síria e Turquia.
    Abstenções: Argentina, Chile, China, Colômbia, El Salvador, Etiópia, Honduras, Iugoslávia, México e Reino Unido.
    Ausência: Tailândia.
    Em todo lugar do mundo, judeus se abraçavam comemorando esse fato histórico. Após quase 2000 anos depois de eles terem sido expulsos pelos romanos, enfim eles poderiam voltar para “sua terra”.(aspas minha)
    Existe uma “falsa informação” de que houve empate na votação, e que Osvaldo Aranha deu o voto de minerva para decidir a questão, mas essa informação não é verdadeira.(aspas minha).
    Osvaldo Aranha foi reconhecido pelo povo judeu como um dos articuladores para criação do Estado de Israel. Em sua homenagem há uma rua em Tel Aviv, capital financeira de Israel, que leva o seu nome.

Cláudio

24 de julho de 2014 às 04h13

Estado fasci$$ta terrori$$ta que conta com o intolerável passivismo internacional, Israel é uma vergonha humana nefanda. ****:D:D . . . . ‘Tá chegando o Dia D: Dia De votar bem, para o Brasil continuar mudando!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D . . . . Vote consciente e de forma unitária para o seu/nosso partido ter mais força política, com maioria segura. . . . . ****:L:L:D:D . . . . Lei de Mídias Já!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. ****:D:D … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …:L:L:D:D

Responder

Cláudio

24 de julho de 2014 às 03h13

****:D:D . . . . ‘Tá chegando o Dia D: Dia De votar bem, para o Brasil continuar mudando!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D . . . . Vote consciente e de forma unitária para o seu/nosso partido ter mais força política, com maioria segura. . . . . ****:L:L:D:D . . . . Lei de Mídias Já!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. ****:D:D … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …:L:L:D:D

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José Souza

23 de julho de 2014 às 23h51

Quando Moisés retirou o povo judeu do Egito, por serem, lá, escravos, colocou-os em terras palestinas. Os judeus não tinham terras naquela região. Os palestinos que habitavam a região de maneira dispersa, em tribos e algumas nômades ofereceram pouca ou nenhuma resistência aos novos habitantes. Agora damos um salto para o pós segunda guerra mundial. A Europa vencedora precisava assentar o que sobrou de judeus e, não desejando fazê-lo em seu continente, optou por colocá-los na palestina junto com os demais judeus que ali já habitavam. A ONU votou então a criação de dois Estados Nacionais, o Palestino e o Israelense. Foi a primeira reforma agrária realizada oficialmente em fazenda dos outros. No momento seguinte iniciou-se o boicote quanto a criação formal do Estado Palestino, o país Palestina. Ao mesmo tempo, as nações vencedoras da guerra (EUA, Inglaterra, URSS, França) aceleraram a criação formal do Estado Israelense, o país Israel. A justificativa que sempre foi divulgada é que, uma vez formalizado o país Palestina, ele iria se armar e atacar Israel. Desde então os palestinos só podem adquirir armamentos por meio do contrabando ou fabricação própria. Já o outro lado, Israel, compra financiado e recebe doações do que há de mais moderno em termos de armamento para suas forças armadas. É uma luta desigual durante todo o tempo. Não sei se religião também entra nessa luta mas, se entrar, é mais um fator de complicação e não de solução porque onde entra a religião as coisas tendem a piorar o que já estava ruim.

Responder

Nelson

23 de julho de 2014 às 16h49

Ainda hoje, pela manhã, eu comecei a assistir um documentário sobre o sionismo. Ainda falta mais ou menos a metade para chegar ao fim do mesmo, mas, pelo que vi, é excelente para compreendermos melhor a questão israelo palestina.

O título do documentário é “La historia sionista” e pode ser visto acessando o link

http://www.youtube.com/watch?v=ZeR1x4TZ280

Responder

    Jair de Souza

    23 de julho de 2014 às 18h47

    Estimado Nelson, além desta versão em espanhol, temos também as legendas deste documentário em português. Se você quiser divulgar, o link é:
    https://www.youtube.com/watch?v=3jNYlUj2gMU&list=UUBvZA4xUBwZoFUHo06S33lw

    Nelson

    24 de julho de 2014 às 23h53

    Grande Jair.
    Se o vídeo legendado em espanhol já é excelente, imagine com legendas em português.
    Vou divulgar, sem dúvida.

Nelson

23 de julho de 2014 às 16h31

Indignação seletiva.

Agora, o que fazem aqueles que exigiam a intervenção na Venezuela, diante dos crimes do governo racista, terrorista, genocida e covarde de Israel?

Estão a invocar uma intervenção em Israel?

Qual nada! A mídia e seus (de)formadores de opinião estão a fazer malabarismos para tentar “livrar a cara” do governo israelense. Israel tem o direito de se defender, repetem, repetem e repetem.

Um dos artifícios que usam é qualificar o confronto como guerra. Ora, guerra é um confronto no qual os contendores são possuidores de forças mais ou menos, que seja, paritárias. E isto, decididamente, está longe de ser a realidade.

Então, como escreveu o Mário Magalhães em seu blog, o que há ali não é guerra, mas um massacre.

Responder

Nelson

23 de julho de 2014 às 16h21

Indignação seletiva.

Você ainda deve lembrar. Faz poucos meses, a oposicão do governo de Nicolás Maduro, Venezuela, emprendia uma campanha violenta e terrorista em que pregava a derrubada do mandatário.

Mais de 40 mortos, a maioria de funcionários do governo e membros do PSUV, e cerca de R$ 10 bilhões em prejuízos materiais foi o resultado de tal campanha. Essa oposição recebeu apoio, financiamento e treinamento do governo dos EUA e, certamente, de Israel.

Ao divulgarem os fatos, os órgãos da mídia hegemônica e seus (de)formadores de opinião repetiam, à exaustão, que o governo de Maduro havia colocado suas forças a reprimirem e a matar o povo.

Indignados, supostamente, não faltaram os que passaram a sugerir a necessidade de uma intervenção estadunidense no país caribenho; era preciso salvar o povo, também supostamente.

continua…

Responder

    Nelson

    23 de julho de 2014 às 16h35

    Errata.

    Onde eu escrevei “oposição do governo de Nicolás Maduro”, você deve ler “oposição ao governo de Nicolás Maduro”

    Onde eu escrevei “emprendia”, leia “empreendia”.

Urbano

23 de julho de 2014 às 14h24

E o fascimo é o mote primordial desde tempos longínquos, do qual nem seu próprio povo foi poupado.

Responder

ricardo silveira

23 de julho de 2014 às 13h49

Belíssimo texto! O cinismo das potências ocidentais é nojento. Quantas sanções já foram propostas e aprovadas contra o governo genocida de Israel?

Responder

Bacellar

23 de julho de 2014 às 12h24

O mundo pelo avesso.

Responder

Regina Braga

23 de julho de 2014 às 12h23

Ganância,avareza e cobiça…transforma um povo sofrido em torturadores profissionais.E ninguém faz nada!Os donos do mundo, EUA…legitimam o terrorismo e o aceitam como instituição.Então,não falem mais, de grupos terroristas,pois existe o Estado terrorista!E todo o resto é fantasia.Organização Nacional United State…

Responder

Elias

23 de julho de 2014 às 12h06

“Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são meninos”. Os infanticidas israelenses têm o aval de ‘peixes grandes’. Qualquer outro país que cometesse esses crimes sofreria retaliação econômica, quando não ação militar. Israel mata meninos para que não se tornem soldados contra Israel. Se isso não se chama prática nazista, deve ter nome pior. Galeano sempre pôs o dedo nas feridas do mundo. Nesse pequeno artigo ele consegue nos dar resumidamente um capítulo de um livro aterrador.

Responder

Romualda

23 de julho de 2014 às 11h33

Este artigo do Galeano foi escrito durante a operação chumbo fundido, em janeiro de 2009. Eu o li àquela época. E continua um texto muito atual, infelizmente, em julho de 2014. O próprio Viomundo o publicou uma vez: https://www.viomundo.com.br/politica/eduardo-galeano-quem-deu-a-israel-o-direito-de-negar-todos-os-direitos.html

Responder

abolicionista

22 de julho de 2014 às 23h21

Israel é um estado imperialista e totalitário governado por terroristas que promove uma limpeza étnica com o apoio norte-americano. Os crimes contra a humanidade praticados por Israel só se multiplicam. Lamentável.

Responder

Luís Carlos

22 de julho de 2014 às 23h01

Estado nazista de Israel apoiado pelos EUA. Assassinatos de crianças, fruto do ódio sido estado judeu.

Responder

Luís Carlos

22 de julho de 2014 às 23h00

Extermínio feito por Israel e legitimado pelo Império cínico EUA. Matam crianças palestinas e argumentam com cinismo.

Responder

Sergio Santos

22 de julho de 2014 às 19h40

Matéria excelente que deveria ser estudada em todas as salas de aula do mundo. Israel é o Terceiro Reich que deu certo. Hitler, Inglaterra e França, principalmente, devem estar orgulhosos das sementes que plantaram. Esse Ocidente ainda nos obriga a estudar sua história como se fosse a da civilização humana, em detrimento da nossa própria história americana pré-colombiana. Nós, latino-americanos, sabemos o que é a extinção de um povo; conhecemos bem os hábitos europeus e de seus descendentes diretos do norte do continente.

Responder

Alexandre Sousa

22 de julho de 2014 às 19h24

Como sempre a corda arrebenta do lado mais fraco. Mas deixando de lado este clichê, Os palestino deviam ou lutar até a morte que é o que parecem estarem decididos ou simplesmente fugir de uma situação que não podem resolver e continuar a vida. Se existe mesmo um Deus quero ver os Judeus carregarem a terra que roubaram nas costas no outro mundo.

Responder

Cético

22 de julho de 2014 às 19h15

Convém salientar que os celerados do Hamas utilizam civis palestinos como escudo, pois instalam suas bases de mísseis bem próximas de escolas, hospitais, mesquitas… Só não percebe isso quem não quer.

Responder

    Jair de Souza

    22 de julho de 2014 às 19h25

    Só se eles forem levar suas bases para a tua casa. Mesmo um sionista envergonhado deveria saber que na Faixa de Gaza ninguém consegue ficar longe de ninguém. Ou você, tão cético, não sabia que Gaza é a maior prisão do mundo (em quantidade de gente, não em espaço), onde estão amontoados cerca de 1.700.000 seres humanos? É a maior concentração humana do mundo. Veja se arruma outra desculpa para inocentar os bandidos nazi-sionistas.

    Nelson

    23 de julho de 2014 às 16h43

    Gaza é o pedaço de terra mais densamente povoado do planeta: são mais de 4.500 habitantes por quilômetros quadrados.

    Por que é assim? Porque, para ali, acorreram milhares e milhares de palestinos e suas famílias, expulsos de suas terras, casas e propriedades pela Forças Armadas daquela que, segundo a mídia hegemônica e seus comentaristas é a “única democracia do Oriente Médio”.

    O direito de escolha que essa “única democracia do OM” deu aos palestinos foi o seguinte: ficar e morrer tentando defender o que era deles ou fugir para pouparem suas vidas.

    Que bela democracia!

    FrancoAtirador

    22 de julho de 2014 às 19h41

    .
    .
    Responda rápido:

    O Território de Gaza
    pertence aos palestinos
    ou aos israelenses?
    .
    .

nonafernandes

22 de julho de 2014 às 18h44

Você pode sim, levar a matéria para seu blog, Redson Mello. Eu a levei para meu email

Responder

Jair de Souza

22 de julho de 2014 às 18h34

É muito triste ver o abandono em que esta o povo palestino nesta hora em que esta sendo massacrado impiedosamente pelas forças do nazi-sionismo, as quais cada dia se mostram mais parecidas com os seus inspiradores alemães (os nazistas na versão alemã). Diante do horror a que estão sendo submetidos, poucos no mundo levantam sua voz para defendê-los. Até mesmo os setores progressistas têm estado apático neste momento e, com isso, o sangue das indefesas mulheres e crianças palestinas não para de jorrar. Tudo isto para a alegria dos nazi-sionistas e de seus admiradores.

As desculpas apresentadas para apoiar ou, pelo menos, aceitar este cruel massacre são de vários tipos. Sem levar em conta os postulados do sionismo, racista, supremacista e alheio ao sofrimento humano, existem aqueles que querem justificar todas as arbitrariedades que o nazi-sionismo pratica na Palestina com o argumento de que se estaria simplesmente cumprindo com os desígnios de Deus. É como dizer que Deus é racista, assassino e ladrão, tudo ao mesmo tempo. Neste tipo de categoria estão os chamados sionistas-cristãos, uma gente que transformou Jesus Cristo (sempre simbolizado como exemplo de amor, tolerância e compreensão) num comandante militar cruel e assassino, que sente prazer ao ver o sangue de gente inocente sendo derramado.

Também estão aqueles que justificam tudo com a alegação de que Israel está combatendo os fanáticos terroristas do fundamentalismo islâmico. Essas pessoas nunca se questionam o fato de que o fundamentalismo islâmico só ganhou força no mundo devido ao apoio militar, logístico e financeiro que sempre recebeu (e continua recebendo) das grandes potências capitalistas (entre as quais Israel ocupa importante lugar). É que o fundamentalismo islâmico foi sempre utilizado para derrotar todo e qualquer obstáculo que se apresentasse aos interesses do grande capital mundial. Não é preciso voltar muito no tempo para encontrar provas disto: a Líbia de Muamar Gadafi foi destruída pelas forças do fundamentalismo islâmico em total cooperação com as grandes potências capitalistas (USA, Israel, França, Reino Unido, Alemanha, etc). Pudemos ver as bombas da OTAN servindo para abrir caminho para a destruição de um Estado soberano e a instalação de grupos fundamentalistas islâmicos no poder formal (claro, as riquezas reais ficaram sob o comando do grande capital). Na Síria, de igual maneira, o fundamentalismo islâmico é o principal instrumento das potências capitalistas imperiais para tentar derrocar o governo de Bashar al Assad. E, como não podia deixar de ser, Israel desempenha um papel importante no armamento, treinamento e no apoio logístico a todos esses grupos terroristas mercenários que atuam na Síria.

Para os que tratam de usar o pretexto de que o Hamás é que deu origem a este estado de coisas, gostaríamos de lembrar como foi que este movimento fundamentalista ganhou força. Na verdade, o Hamás só ganhou destaque porque o Estado sionista de Israel resolveu fortalece-lo como forma de debilitar a OLP, que mantinha posições em defesa dos interesses palestinos que os dirigentes nazi-sionistas consideravam inaceitáveis. O Hamás, como todos os fundamentalistas islâmicos, nunca se preocuparam com a defesa das riquezas nacionais (basta ver o que ocorre no coração do fundamentalismo islâmico: Arábia Saudita). Desde que pudessem exercer sobre o povo sua política de dominação “espiritual”, as potências capitalistas que se ocupassem das riquezas naturais a seu bel prazer.

Mas, como sempre foi nada mais que um instrumento nas mãos do nazi-sionismo, agora, novamente, Israel faz uso do Hamás para justificar a aniquilação do povo palestino. De grupo que precisava ser apoiado, o Hamás passou a ser uma organização que deve ser destroçada. Claro, que junto com o Hamás, o povo palestino também dever ser incluído nesta tarefa de destruição. Na verdade, dentro de uma perspectiva nazi-sionista, a coisa só faria sentido assim.

Enquanto isto ocorre, o humilde povo palestino vai sendo trucidado, num genocídio sem paralelo nas últimas décadas.

Responder

Euler

22 de julho de 2014 às 18h33

Nem uma vírgula a acrescentar nesse texto verdadeiro do grande escritor e pensador Eduardo Galeano. Os judeus sionistas no poder estão fazendo com os palestinos tudo aquilo que o Ocidente fez contra os judeus pobres durante séculos. Assimilaram a cultura dos seus algozes e agora a colocam em prática contra os palestinos. Ironia, tragédia, farsa. A humanidade precisará evoluir muito ainda, antes que elejam a próxima vítima dessa máquina de moer gente.

Responder

FrancoAtirador

22 de julho de 2014 às 17h39

.
.
A que ponto chega o Ódio Fanático:

Deputada israelense quer a morte de todos os palestinos

“Todos os palestinos são nossos inimigos e devem morrer,
seu sangue deve estar em nossas mãos”

(Ayelet Shaked, Deputada Fascista Israelense)

http://migre.me/kAmdj

http://imgur.com/EKbGxQ4
i.imgur.com/EKbGxQ4.png

(http://www.diarioregistrado.com/internacionales/97586-impresentable–una-diputada-israeli-propone-matar-a-las-madres-palestinas.html)
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Responder

Fernando

22 de julho de 2014 às 16h34

Os black blocks palestinos, conhecidos lá como Hamas, não deveriam deixar o governo Abbas?

Responder

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