VIOMUNDO

Diário da Resistência


Fisk: A verdadeira história de Gaza que os israelenses não contam
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Fisk: A verdadeira história de Gaza que os israelenses não contam


17/07/2014 - 18h09

Gaza Palestina

por Robert Fisk, no diário britânico Independent, via Diário do Centro do Mundo

OK, só nessa tarde, o escore de dois dias de mortes é 40 mortos palestinos e nenhum morto israelense. Passemos agora à história de Gaza de que ninguém falará nas próximas horas.

É terra. A questão é terra. Os israelenses de Sderot estão recebendo tiros de rojões dos palestinos de Gaza, e agora os palestinos estão sendo bombardeados com bombas de fósforo e bombas de fragmentação pelos israelenses. É. Mas e como e por que, para início de conversa, há hoje 1 milhão e meio de palestinos apertados naquela estreita Faixa de Gaza?

As famílias deles, sim, viveram ali, não eles, no que agora é chamado Israel. E foram expulsas – e tiveram de fugir para salvar suas vidas – quando foi criado o estado de Israel.

E – aqui, talvez, melhor respirar fundo antes de ler – o povo que vivia em Sederot no início de 1948 não era israelense, mas árabes palestinos. A vila palestina chamava-se Huj. Nunca foram inimigos de Israel. Dois anos antes de 1948, os árabes de Huj até deram abrigo e esconderam ali terroristas judeus do Haganah, perseguidos pelo exército britânico. Mas quando o exército israelense voltou a Huj, dia 31/5/1948, expulsou todos os árabes das vilas… para a Faixa de Gaza!

Tornaram-se refugiados. David Ben Gurion (primeiro primeiro-ministro de Israel, chamou a expulsão de “ação injusta e injustificada”). Pior, impossível. Os palestinos de Huj, hoje Sderot, nunca mais puderam voltar à terra deles.

E hoje, bem mais de 6 mil descendentes dos palestinos de Huj – atual Sderot – vivem na miséria de Gaza, entre os “terroristas” que Israel mente que estaria caçando, e os quais continuam a atirar contra o que foi Huj.

A história do direito de autodefesa de Israel é a história de sempre. Hoje, foi repetida e a ouvimos mais uma vez. E se a população de Londres estivesse sendo atacada como o povo de Israel? Não responderia? Ora bolas, sim. Mas não há mais de um milhão de ex-moradores de Londres expulsos de suas casas e metidos em campos de refugiados, logo ali, numas poucas milhas quadradas cercadas, perto de Hastings!

A última vez em que se usou esse falso argumento foi em 2008, quando Israel invadiu Gaza e assassinou pelo menos 1.100 palestinos (escore: 1.100 mortos palestinos, a 13 mortos israelenses). E se Dublin fosse atacada por foguetes – perguntou então o embaixador israelense? Mas nos anos 1970s, a cidade britânica de Crossmaglen no norte da Irlanda estava sendo atacada por foguetes da República da Irlanda – nem por isso a Real Força Aérea britânica pôs-se a bombardear Dublin, em retaliação, matando mulheres e crianças irlandesas.

No Canadá, em 2008, apoiadores de Israel repetiram esse argumento fraudulento: e se o povo de Vancouver ou Toronto ou Montreal fosse atacado com foguetes lançados dos subúrbios de suas próprias cidades? Como se sentiriam? Não. Os canadenses nunca expulsaram para campos de refugiados os habitantes originais dos bairros onde hoje vivem.

Passemos então para a Cisjordânia. Primeiro, Benjamin Netanyahu disse que não negociaria com o ‘presidente’ palestino Mahmoud Abbas, porque Abbas não representava também o Hamas. Depois, quando Abbas formou um governo de unidade, Netanyahu disse que não negociaria com Abbas, porque ‘unificara’ seu governo com o “terrorista” Hamas. Agora, está dizendo que só falará com Abbas se romper com o Hamas – quando, então, rompido, Abbas não representará o Hamas…

Enquanto isto, o grande filósofo da esquerda israelense, Uri Avnery – 90 anos e, felizmente, cheio de energia – ataca a mais recente obsessão de seu país: a ameaça de que o ISIS mova-se para oeste, lá do seu ‘califato’ iraquiano-sírio, e aporte à margem leste do rio Jordão.

“E Netanyahu disse”, segundo Avnery, que “se não forem detidos por uma guarnição permanente de Israel no local (no rio Jordão), logo mostrarão a cara nos portões de Tel Aviv”. A verdade, claro, é que a força aérea de Israel esmagaria qualquer ‘ISIS’ [Nota do Viomundo: Estado Islâmico, movimento sunita insurgente do Iraque], no momento em que começasse a cruzar a fronteira da Jordânia, vindo do Iraque ou da Síria.

A importância da “guarnição permanente”, contudo, é que se Israel mantém seu exército na Jordânia (para proteger Israel contra o ISIS), um futuro estado “palestino” não terá fronteiras e ficará como enclave dentro de Israel, cercado por território israelense por todos os lados. “Em tudo semelhante aos bantustões sul-africanos” – diz Avnery.

Em outras palavras: nenhum estado “viável” da Palestina jamais existirá. Afinal, o ISIS não é a mesma coisa que o Hamas? É claro que não é.

Mas Mark Regev, porta-voz de Netanyahu, diz que é! Regev disse à Al Jazeera que o Hamas seria “organização terrorista extremista não muito diferente do ISIS no Iraque, do Hezbollah no Líbano, do Boko Haram…” Sandices. O Hezbollah é exército xiita que está lutando dentro da Síria contra os terroristas do ISIS. E Boko Haram – a milhares de quilômetros de Israel – não ameaça Tel Aviv. [Nota do Viomundo: O Boko Haram atua na Nigéria]

Vocês entenderam o ‘espírito’ da fala de Regev. Os palestinos de Gaza – e esqueçam as 6 mil famílias palestinas cujas famílias foram expulsas pelos sionistas das terras onde hoje está Sederot – são aliados das dezenas de milhares de islamistas que ameaçam Maliki de Bagdá, Assad de Damasco ou o presidente Goodluck Jonathan em Abuja.

Sim, mas… Se o ISIS está a caminho para tomar a Cisjordânia, por que o governo sionista de Israel continua a construir colônias ali?! Colônias ilegais, em terra árabe, para civis israelenses… na trilha do ISIS?! Como assim?!

Nada do que se vê hoje na Palestina tem a ver com o assassinato de três israelenses na Cisjordânia ocupada, nem com o assassinato de um palestino na Jerusalém Leste ocupada. Tampouco tem algo a ver com a prisão de militantes e políticos do Hamas na Cisjordânia. E nem o que se vê hoje na Palestina tem algo a ver com foguetes. Tudo, ali, sempre, é disputa por terra dos árabes.

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29 comentários

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mario jose amaro peixoto

10 de setembro de 2014 às 00h53

Na Palestina, a cada três dias uma criança é assassinada por Israel. Nunca conheceremos os seus nomes, nunca ouviremos entrevistas com os seus pais, nunca veremos as suas caras. Porque um rocket palestiniano ser interceptado pelo escudo anti-misséis é mais relevante do que a vida de uma criança ser interceptada por uma bomba inteligente. Porque as lágrimas dos palestinianos valem menos que as de um israelita eu olho o desespero deste povo o meu coração doi muito que deus me de um pouco mais de tempo meu sonho ver este povo livre e feliz obrigado

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FrancoAtirador

22 de julho de 2014 às 16h22

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A que ponto chega o Ódio Fanático:

Deputada israelense quer a morte de todos os palestinos

“Todos os palestinos são nossos inimigos e devem morrer,
seu sangue deve estar em nossas mãos”

(Ayelet Shaked, Deputada Fascista Israelense)

(http://www.diarioregistrado.com/internacionales/97586-impresentable–una-diputada-israeli-propone-matar-a-las-madres-palestinas.html)

http://imgur.com/EKbGxQ4
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José Eduardo

20 de julho de 2014 às 12h06

Só lembrando que religião nada tem a ver com história…. A Bíblia, ao contrário de certos ignorantes, não é história. É ficção!” A bíblia , exemplo, é tão sólida quanto as histórias do lendário Rei Arthur.
Assim, judeus nazi-sionistas, vamos parar?

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    Edgar Rocha

    26 de julho de 2014 às 02h33

    José Eduardo, com todo respeito, discordo. Acho que a Bíblia é História, sim. Tanto pela possibilidade de relatar fatos e personagens reais sob uma ótica religiosa (e ficcionista, como você coloca), quanto pela certeza de que seu conteúdo influenciou e influencia diretamente a mentalidade, as ações e os princípios éticos que regem as relações internacionais. Ainda mais no que diz respeito ao Oriente Médio. A crença de que alguém possa ser herdeiro mais legítimo de um punhado de tribos que expulsou e matou para se instalarem no que seria a Terra Prometida (um depósito de areia e pedra de matar do coração qualquer servente de pedreiro… vai entender) ainda serve de base moral e histórica pra que gente que nem tem sangue semita se dê o direito de fazer o que faz. Árabes são semitas, muitos cristãos são semitas em origem (eu e metade do povo brasileiro por exemplo), europeus ibéricos… enfim, só uns branquelos que talvez não tenham um único antepassado de canela fina, escurinho e cabeça de caixote, se dizem diretamente ligados a um rei tarado, meio gay e genocida que tinha licença de Deus pra fazer barbaridades.

lulipe

19 de julho de 2014 às 14h01

O que diriam os hipócritas a respeito dos terroristas do Hamas que, além de criminosos, são covardes quando obrigam civis a servirem de escudo humanos e, com isso, culparem Israel pelas mortes.Israel está cercado por inimigos, todos querendo a destruição total do Estado Judeu, o que fazer, deixar que isso aconteça??E claro que ninguém pode ser a favor da morte de inocentes, mas ninguém pode também negar o direito dos israelenses terem um país para viver, como também os palestinos deveriam ter o mesmo. Enquanto Israel não tiver um reconhecimento por parte de seus inimigos, o conflito não terá fim, o resto é só blá blá blá, principalmente da ONU que não tem qualquer poder sobre Israel.

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    Patricio

    20 de julho de 2014 às 17h40

    O maior escudo humano do mundo é composto de defuntos – os judeus, vítimas do holocausto.

    Adauto Gonçalves dos Santos

    20 de julho de 2014 às 23h25

    Quando o ditador Sadan invadiu um País vizinho, os EUA liderou uma coalizão militar que expulsou o ditador. A mesma coisa já deveria ter sido feita pelos EUA. Israel é um Estado pária, um Estado fora-da-lei internacional, invadiu e domina o território palestino, além de roubar as terras dos palestinos, lhes roubam a água e o direito de viver em paz. Os cristãos são uma vergonha para a humanidade, os judeus e os muçulmanos, idem. Vivem se matando. Os Estados Unidos financiam Israel, país este governado por bandidos e assassinos. Há alguns que afirma que Israel é Estado judeu. Judeu remete a judaísmo, e nesse caso seria um Estado religioso, o que é uma desgraça ainda maior para a humanidade.

Bonifa

19 de julho de 2014 às 08h24

O complexo humano apelidado de “Ocidente” está assentado em cima desta pesada injustiça, além de outras semelhantes. E para que esta injustiça seja assimilada pela Humanidade, coisa impossível de acontecer, o tal “Ocidente” vai incorporando distorções terríveis como a tentativa de controle de toda a informação do mundo, e a constante censura da informação. Assim, o tal “Ocidente” vai se corrompendo a si mesmo continuamente, adotando seguidas e diversas estruturas de falsidade para tentar encobrir a violência primitiva e anti-civilizatória de sua substância. Claro que tal sistema não tem sustentabilidade, a Humanidade não vai se conformar com tamanho obstáculo a suas aspirações de igualdade, desenvolvimento e liberdade. Como estas estruturas de poder viciadas não recuam, há a perspectiva de uma longa e sofrida guerra global contra elas.

Responder

Cláudio

19 de julho de 2014 às 04h13

****:D:D . . . . ‘Tá chegando o Dia D: Dia De votar bem, para o Brasil continuar mudando!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D . . . . Vote consciente e de forma unitária para o seu/nosso partido ter mais força política, com maioria segura. . . . . ****:L:L:D:D . . . . Lei de Mídias Já!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. ****:D:D … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …:L:L:D:D

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FrancoAtirador

18 de julho de 2014 às 19h20

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Quando a Mídia Bandida Internacional

acoberta os Crimes contra a Humanidade:

CNN diz que palestinos “querem morrer”

Segundo Jake Tapper, jornalista norte-americano da CNN,
“os palestinos vivem numa cultura de martírio; eles querem morrer”.

Por David Swanson*, na Carta Maior | Tradução de Isabela Palhares

Os tristes números dos ataques israelenses a Gaza só têm aumentado.

Na CNN, o jornalista da casa Jake Tapper entrevista Diana Buttu, ex-conselheira da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Depois de ter falhado em convencê-la da total inocência de Israel, ele diz que o Hamas está instruindo mulheres e crianças a permanecerem em suas casas enquanto Israel as bombardeia.
Ela responde expressando dúvida da vontade palestina de morrer.

“Não”, diz Tapper, “os Palestinos vivem numa cultura de martírio; eles querem morrer”.

William Westmoreland, comandante das tropas norte-americanas na Guerra do Vietnã – na qual os EUA mataram 4 milhões de homens, mulheres e crianças -, disse certa vez: “os orientais não colocam um preço tão alto quanto os ocidentais na vida. A vida é barata no Oriente”.

O general britânico Banastre Tarleton (1754-1833) se levantou no Parlamento e defendeu o tráfico de escravos baseado no fato de que os africanos não se importavam em ser escravos.

William McKinley, presidente norte-americano de 1897 a 1901, disse que os filipinos “marronzinhos” apreciam ser conquistados e dominados.

A culpabilização das vítimas, visão de que os oprimidos não se importam em serem abusados, tem um longo histórico de uso afim de desviar os olhos do mal que está sendo feito.
Poderosa igualmente é a visão de que nenhum mal está sendo feito:

Diane Sawyer do ABC News disse aos seus espectadores que as cenas de destruição em Gaza eram, na verdade, em Israel e foi forçada a se desculpar, mas ainda sem evidenciar que cenas como aquela não existem em Israel.
Preferiu deixar a impressão que um simples erro trocou fotos similares de um país para outro.

Pesquisas descobriram que boa parte da população norte-americana crê que o Iraque se beneficiou com a guerra que os destruiu e que os iraquianos são agradecidos, enquanto os EUA sofreram com a guerra.

É com bilhões de dólares em armamentos fornecidos como cortesia pelos contribuintes estadunidenses que os militares de Israel estão bombardeando bairros na Gaza ocupada.

A ocupação contínua está na raiz da crise, mas essa reviravolta para uma violência em maior escala foi produzida por fraude.

O governo de Israel soube que 3 israelitas foram mortos, culparam o Hamas e falsamente alegaram que os jovens ainda estariam vivos.

Essa fraude foi usada para justificar uma ‘missão de resgate’ que deixou vários mortos e presos.

A violência em pequena escala da Palestina não se compara com a brutalidade israelense.
Essa comparação é profundamente imoral assim como absurdamente contraprodutiva.

Mas se assassinatos individuais justificaram a matança das guerras, os EUA teriam que iniciar uma guerra contra si mesmo todos os dias.

E são os armamentos norte-americanos, fornecidos sob o pretexto de ‘ajuda’, que estão destruindo casas de inocentes em Gaza.

*David Swanson é jornalista e ativista político norte-americano.
Publica seus textos neste site: (http://warisacrime.org/cofounders).

(http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia/CNN-diz-que-palestinos-querem-morrer-/12/31401)
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Leia também:

CNN Culpando a Vítima

Usando da marca universal dos opressores,
comentarista do canal televisivo norte-americano
afirma que a “cultura de martírio” dos palestinos
é a responsável pelas mortes de civis em Gaza

Por Vinicius Gomes, na Revista Fórum

(http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/07/culpando-vitima-para-cnn-os-palestinos-querem-morrer)
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Responder

    Mário SF Alves

    18 de julho de 2014 às 22h41

    “Segundo Jake Tapper, jornalista norte-americano da CNN,
    “os palestinos vivem numa cultura de martírio; eles querem morrer”.

    ————————-

    Eis aí um incontestável exemplo da NOVILÍNGUA, prezado Franco. George Orwell que o diga.

Francisco

18 de julho de 2014 às 18h08

Libensraum…

Responder

Marcio Wilk

18 de julho de 2014 às 17h39

E a imprensa brasileira, vergonhosamente, só divulga o ponto de vista de Israel, e só para lembrar: Marinho, Saad, Abravanel são Judeus!

Responder

    Patricio

    20 de julho de 2014 às 17h45

    Aí não, né Marcio.
    Nem todos são judeus.
    São apenas escória da humanidade, quer dizer, capitalistas.

anac

18 de julho de 2014 às 17h24

Ninguém, nenhum de nós vai poder dizer que não sabia do genocídio praticado em gaza contra o povo palestino. Culpados todos por omissão.

Responder

anac

18 de julho de 2014 às 17h21

Dois estados terroristas: Israel e USA.

Responder

Mauro Assis

18 de julho de 2014 às 16h41

“OK, só nessa tarde, o escore de dois dias de mortes é 40 mortos palestinos e nenhum morto israelense.” Esta frase induz a pensar que os palestinos estão em trégua contra os malvados isralenses. Não. É questão talvez de competência, porque a ferocidade é a mesma de lá e de cá.

Responder

    Jair de Souza

    18 de julho de 2014 às 21h05

    Seu pensamento me lembra a eficiência dos nazistas quando do extermínio dos judeus da Europa: os milhões de mortos foi devido a uma questão de eficiência. Assim pensam os nazistas, os sionistas e seus cúmplices.

Urbano

18 de julho de 2014 às 12h15

Os verdadeiros terroristas sanguinários e usurpadores do Mundo são exatamente os sionistas e seu grande aliado do Norte.

Responder

jose.bento

18 de julho de 2014 às 09h10

Isso é genocídio. Porque a ONU não denuncia israel por crime de guerra? Já morreram mais palestinos na mão deles do que judeus na mão dos nazistas, provavelmente. Portanto, israel é tão ou mais criminoso que Hitler foi.

Responder

    Rapaz

    18 de julho de 2014 às 12h05

    Porque Israel é praticamente o “estado 51” dos EUA.
    Da mesma forma que a ONU não tem poderes práticos contra as infinitas e ilegais intervenções e matanças feitas ou patrocinadas pelo Tio Sam, a organização nada pode fazer de verdade quanto a Israel.

    lulipe

    18 de julho de 2014 às 14h25

    “(…)Já morreram mais palestinos na mão deles do que judeus na mão dos nazistas(…)”

    Acho que voce deve ter sido reprovado nas aulas de matemática, caro Bento. No holocausto foram assassinados mais de 6 milhões de judeus.Segundo o Banco mundial a população de palestinos é na faixa de 4 milhões…Acho que não precisa continuar não, né, bento????

    Patricio

    20 de julho de 2014 às 17h55

    Uma questão de números, lulipe. Algarismos arábicos, se vossa eminência permitir. Se a população palestina tem apenas essa quantidade de pessoas, pode explicar a que se deve? A sua sabedoria contabilizou os palestinos assassinados pelo estado terrorista de Israel? Alfabetize-se antes de criticar os outros.

FrancoAtirador

17 de julho de 2014 às 20h59

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Israel está usando armas proibidas contra Palestinos em Gaza
afirma presidente da Associação de Médicos da Jordânia

17/07/2014
Jornal de Notícias (Portugal)

As feridas sofridas pelos palestinianos da Faixa de Gaza que estão a receber tratamento na Jordânia “provam que Israel está a usar armas proibidas internacionalmente”, acusou o presidente da Associação Jordana de Médicos, Hashem Abu Hassan.

A agência noticiosa jordana, Petra, divulgou que o também diretor do Conselho Jordano de Associações Profissionais deu como exemplo as bombas de vácuo.

Hashem Abu Hassan fez estas declarações durante a sua visita ao centro médico Rei Hussein, onde estão a ser tratados 15 feridos provenientes da Faixa de Gaza.

O diretor-geral do Ministério da Saúde palestiniano, Yusef Abu Rish, alertou, no domingo passado, que vários médicos e outro pessoal de saúde tinham encontrado nos corpos dos mortos ou dos feridos sinais de efeitos de “armas de destruição massiva, ilegais à luz do direito internacional”.

O Exército israelita negou, na segunda-feira, esta acusação e garantiu que respeita “estritamente” o direito internacional da guerra.

A ofensiva israelita contra a Faixa de Gaza, que dura há dez dias, já matou cerca de 240 palestinianos, na sua maioria civis, e feriu cerca de 1500.

(http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4033436)
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Responder

    FrancoAtirador

    17 de julho de 2014 às 21h09

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    17/07/2014
    Jornal de Notícias (Portugal)

    Tanques israelitas voltam a bombardear hospital em Gaza

    O hospital Al-Wafa, em Gaza, onde estão internados 14 pacientes, alguns dos quais em coma ou paralisados, foi novamente bombardeado por tanques israelitas, fazendo vários feridos, disse o diretor do estabelecimento à agência noticiosa AFP.

    “Tanques israelitas bombardearam o hospital e atingiram vários andares. Vários enfermeiros ficaram feridos”, contou Basman Alashi, sem fornecer mais detalhes.

    Este hospital de reabilitação já foi bombardeado várias vezes desde o início do conflito.

    Os doentes, na sua maioria paralisados ou em coma, estão acamados na sala de receção do hospital, onde o pessoal os colocou depois de um míssil ter atingido o quarto andar do edifício.

    O diretor do hospital explicou que os 14 pacientes não podem ser deslocados e, mesmo que pudessem, não existem locais para os receber. “Não existem lugares seguros em Gaza. Se um hospital não o é, o que será?”, lamentou.

    Situado no bairro de Chujaya, o hospital pediu a proteção das agências humanitárias internacionais e assegurou que o exército israelita conhece o edifício.

    O exército israelita exigiu, na terça-feira, que o hospital fosse evacuado.

    Num outro bombardeamento de tanques israelitas, a leste da faixa de Gaza, morreram três palestinianos, segundo os serviços de emergência locais.

    Segundo números avançados pelos palestinianos, cerca de 240 pessoas morreram durante a atual ofensiva israelita, a maioria civis, entre os quais 49 crianças, e um cidadão israelita.

    (http://imgur.com/lLGQ6iw)
    i.imgur.com/lLGQ6iw.jpg

    (http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4033434&page=-1)
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Jair de Souza

17 de julho de 2014 às 20h43

Aqui vai um vídeo que mostra como as forças repressivas de Israel lidam com aqueles que não compartilham de sua maneira de tratar o povo palestino.

Nele podemos ver como funciona na prática a “democracia” no Estado de Israel. Veremos o tratamento dado a um jovem estadunidense de origem judaica que está se manifestando totalmente de forma pacífica contra o genocídio que o Estado sionista está cometendo contra o povo palestino. Ele é brutalmente espancado, dominado por vários agentes de segurança, que lhe pisam na cabeça e, ainda por cima, lhe disparam raios imobilizadores diretamente na cara.

Esta cena serve para desmascarar a falsa democracia que existe em Israel e também deixa claro para o mundo que nem todos os judeus compactuam com os crimes do sionismo. Se eles são capazes de fazer isto com um judeu estadunidense, imaginem até que ponto vão quando as vítimas são do humilde povo palestino.

É claro que os grandes meios de comunicação dos países capitalistas não vão dar nenhum destaque a este episódio. Afinal, Israel não é a Venezuela. Israel é um estado amigo do grande capital e agente ponta de lança do imperialismo e neocolonialismo no Oriente Médio, por isso deve ser preservado. Já a Venezuela é todo o contrário e, portanto, deve ser massacrada midiaticamente, mesmo que seja com fatos inventados e forjados.

http://youtu.be/vhYd8bMkTVI

É muito importante que o mundo possa conhecer o que está por trás da “democracia” de Israel.

Responder

Mário SF Alves

17 de julho de 2014 às 20h25

O texto é formidável. Incontestável, porém deixa a dúvida: a questão é apenas essa, só terra?

E os interesses norte-americanos na definição da geopolítica no Oriente Médio?

Só terra? Como?

Responder

    Mário SF Alves

    18 de julho de 2014 às 14h59

    Já entendi.

    Parei pra pensar, e, de fato, ali, a questão é só e apenas isso: terra.

    Terra acima de tudo. Nada muito diferente do “a Alemanha acima de tudo”, alguém se deu conta disso?

    Nada muito diferente da herança maldita das Capitanias Hereditárias, aqui a terra também está acima de tudo. Vide 1964. Vide Reformas de Base. Vide golpe de Estado que derrubou o presidente João Goulart.

Abdula Al Aziz

17 de julho de 2014 às 19h02

Enquanto isso os sionistas continuam a matar mulheres, crianças e idosos e nenhum representante dos direitos humanos se manifesta a respeito. Quem fala em nome e protege o povo palestino? O Hamas. Dá-lhe Hamas.

Responder

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