VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Classe média experimenta o terror que a PM paulista toca na periferia


14/06/2013 - 02h32

por Luiz Carlos Azenha

Foi brutal, mas foi didático.

A classe média paulistana — inclusive aquela formada por repórteres da Folha e do Estadão — experimentou na própria pele o comportamento autoritário, brutal e descontrolado da Polícia Militar de Geraldo Alckmin, com a conivência do PT, de Fernando Haddad e do ministro da Justiça, que ofereceu o reforço da Força Nacional.

Incitado, ironicamente, pela própria mídia fã da ditabranda.

A PM paulista demonstrou o zeitgeist de sua existência: bater, em nome da segurança nacional, nos mais frágeis. Suprimir a democracia. Barbarizar jornalistas e manifestantes. Usar as armas de que dispõe graças ao financiamento público para atacar o público que a financia.

Em nome de manter a avenida Paulista “aberta ao trânsito”, a PM paulista fechou a cidade de São Paulo.

Se tivesse acompanhado à distância o protesto dos manifestantes, como aconteceu no Rio de Janeiro, a cidade teria sofrido muito menos do que sofreu.

A “demonstração de força”, às custas do dinheiro público, foi bárbara — como podem testemunhar centenas de pessoas que foram atacadas indiscriminadamente pela PM paulista “por estarem na rua”.

O resultado concreto é que, graças à lógica doidivanas da PM paulista, as manifestações do Movimento do Passe Livre — sobre o qual cabem dezenas de questionamentos — só tendem a crescer.

O mais repugnante é ver gente supostamente ligada ao PT e à esquerda posicionada sobre o muro, aguardando um piscar de olhos das “lideranças” para lamentar ou aplaudir o comportamento dos manifestantes.

Eles podem errar. O Estado, não.

O Estado não pode torturar, bater ou barbarizar, como fez nos tempos da ditadura militar.

Jovens podem agir de forma irresponsável. O Estado, com o monopólio da violência, não.

Infelizmente, ontem vimos o Estado agir como um jovem irresponsável, disparando bombas, atacando jornalistas e barbarizando transeuntes.

Como na ditadura militar. Vimos, também, o oportunismo de petistas, tomados por uma amnésia profunda sobre os primórdios do próprio partido, nos anos de chumbo em que a mesma PM atuou para abortar o PT e os movimentos sociais.

Leia também:

Elio Gaspari: PM começou a batalha da Maria Antônia

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



86 comentários

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Vídeo: Grito das ruas de São Paulo em meio à violência policial · Global Voices em Português

16 de junho de 2013 às 21h18

[…] jornalista Luiz Carlos Azenha chega a comparar a ação policial de hoje com a dos tempos da Ditadura Militar (1964-1985): O Estado não pode […]

Responder

Mário SF Alves

14 de junho de 2013 às 23h07

Não dá mais para nso deixarmos guiar por visões fragmentadas do processo político. Não dá mais para agir politicamente em função de fragmentos da realidade. Não mais dá para agir politicamente ignorando a complexidade política e a respectiva opressão na qual sempre esteve sujeita a população brasileira e latino-americana como um todo.
Fragmentação da realidade, isso é política que interessava à ditadura militar; é política fomentada, endossada e garantida pelo Grande Irmão do Norte. O mesmo cuja retórica continua sendo a defesa intransigente da democracia, mas que, paradoxalmente, tornou-se campeão em golpes de estado contra governos populares, progressistas e/ou radicalmente democráticos e, mais recentemente no controle da sociedade via espionagem. Este último, devidamente denunciado pelo WikiLeaks, e mais recentemente pelo jovem Edward Snowden, ex-agente da NSA que, em entrevista concedida ao “The Guardian”, declarou:

1- A NSA construiu uma infraestrutura que lhe permite interceptar praticamente tudo. Com esta capacidade, a imensa maioria das comunicações humanas é gravada de maneira automática e sem selecionar os alvos. Se, por exemplo, eu quero ver os seus correios eletrônicos ou saber qual o telefone da sua mulher, basta-me usar métodos de interceptação. Desta forma, posso apossar-me dos seus e-mails, das senhas, dos registros de telefone, dos números de cartões de crédito. E complementa, “eu não quero viver numa sociedade que faz este tipo de coisas… Não quero viver num mundo em que é gravado tudo o que digo e faço. Não se trata de algo que esteja disposto a apoiar ou viver sob este regime. “

2- Vocês não têm nem ideia do que é possível fazer. A extensão das capacidades de atuação da NSA é horripilante. Podemos introduzir programas nos seus computadores e, assim que um de vocês entrar na rede, identificar a sua máquina. Uma pessoa nunca está a salvo, por mais que se proteja.
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Dito isto, convém a dúvida: será que o centenário e expressão maior do conservadorismo neoliberal, o The Economist, está atacando o ministro Mantega por amor ao povo brasileiro e por extensão aos demais povos da América Latina?
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Outro fato:
Passamos por tudo e não reagimos. Passamos pela farsa e espetacularização midiática do mensalão e não reagimos. Passamos pelos habeas corpus concedidos ao Daniel Dantas na calada da noite e não reagimos. Passamos pelo Demóstenes, o Mosqueteiro da Veja, e não reagimos. Passamos pelo Cachoeira e não reagimos. Passamos pelo engavetador geral e pelo prevaricador geral e não reagimos. Passamos pelo “A Privataria Tucana” e não reagimos. Passamos pelos dez anos de achaques e ataques cerrados da dita grande imprensa e não reagimos. Passamos pela imoral, antissocial e dusumana concentração de terras no Brasil e não reagimos. Passamos pela dívida pública interna, que é o maior e mais poderoso dreno de energias e recursos do povo brasileiro e não reagimos. Passamos pelos recentes ataques do The Economist e não reagimos.
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Nós não reagimos, a esquerda democrática não reagiu. Mas o Cansei, os filhos da burguesia , os mercenários, os inocentes úteis, os impetuosos, os extremistas de sempre e todos que se beneficiam do caos e da desacreditação pública local e internacional do modelo de desenvolvimento adotado pelos três últimos governos do Brasil, estes estão demonstrando que pensam e podem agir diferente.
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Quem sabe não seria essa a hora de reagirmos contra tudo aquilo que continua entalado em nossas gargantas e contra o qual não reagimos?
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Quem sabe não essa a hora de dar a devida importância à “espontaneidade “ da explosão contra o aumento de passagens e somar forças pela consolidação da democracia no Brasil? Um movimento democrático supra-partidário já seria agora possível?

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Edgar Rocha

14 de junho de 2013 às 22h13

Concordo totalmente com a análise do Azenha. Ainda mais com sua percepção de que até agora, a classe média não tinha sentido o peso da borracha tão usada sob as costas de quem normalmente é ignorado. Como se diz em Minas, o diabo sabe pra quem aparece. Até agora. Mas, há duas possibilidades: ou a polícia deu um tiro no pé, desmontando a velha tese da classe média de que borracha no olho do pobre é refresco, o que forçará uma demanda por uma nova filosofia dentro da PM e consequentes mudanças tão sonhadas pela maioria; ou a besta-fera do estado autoritário,ou seja,a alcateia chamada PM, alimentada a pão-de-ló até agora pela classe média, perdeu o controle totalmente e vai querer botar terror em toda a sociedade mais uma vez, pra continuar se fortalecendo e garantindo sua política de sequestro da cidadania, estendendo-a agora aos seus antigos apoiadores. Fazer o que, criaram um monstro pra defendê-los do avanço da democracia… se quiserem sair de casa, vão ter de sacrificá-lo.
Mudando de assunto, o que mais confunde a população é o discurso pré-eleitoreiro das forças políticas envolvidas, tentando cooptar não o movimento, mas o seu significado. A imagem de vandalismo vem sendo utilizada pelos PiGs, pelos partidos e pelo Governo do PSDB como munição de campanha. Os jornais internacionais associam os atos à tese de aumento da inflação e crise econômica que defendem,dando apoio ao discurso dos PiGs e do PSDB. Já tem gente do PT, por outro lado, dizendo que a manifestação tem por objetivo melar o Governo Haddad, sendo promovida pela própria oposição. A margem pra que isto aconteça, infelizmente é dada pelo próprio movimento, que carece de um planejamento adequado.

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José X.

14 de junho de 2013 às 20h02

Como era de se esperar, a culpa agora é do Haddad, e não do Geraldinho Pinheirinho, o dono da PM…

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José X.

14 de junho de 2013 às 19h44

“A PM paulista demonstrou o zeitgeist de sua existência:”

leitmotif

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Emily Gonçalves

14 de junho de 2013 às 16h04

Prezado Azenha,
Devo dizer que, em relação aos demais artigos e matérias que tenho lido a respeito das manifestações, seu texto ganha em coerência. Discordo apenas do trecho “Jovens podem agir de forma irresponsável”.
Digo isto porque a Constituição Federal garante, no artigo 5º, inciso XVI, que “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público […]”.
Para além dos deveres e direitos garantidos por lei, entendo que não se pode fazer ouvir com atitudes irresponsáveis ou extremas. Sabe aquela frase “gritou, perdeu a razão”? É como vejo.

O cerne da questão – os interesses individuais e coletivos – não está sendo discutido agora. Só se fala no abuso de poder ou nas ações de manifestantes, em detrimento de discutir o problema inicial – o aumento da passagem e demais injustiças e/ou falhas do poder público.

Cito como exemplo de manifestação coerente a Marcha da Maconha. Nos últimos 2 anos, o evento tem dado certo em todos os aspectos. Isso porque houve conscientização e preparo prévio dos organizadores e orientações aos participantes. No ano passado mesmo, houve uma articulação antes do início da marcha, no vão do MASP, com participação de intelectuais e distribuição de panfletos.

Não há protesto que dê certo sem boas justificativas, embasamento e organização (não no sentido da mobilização em si, mas também do preparo e da orientação dada aos envolvidos). No caso do Passe Livre, temos os 2 primeiros itens. O último, não.

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JBBS

14 de junho de 2013 às 15h26

Mas queriam o quê de uma polícia militar treinada para ser uma GESTAPO, com a total cobertura de uma elitezinha fascistóide que governa São Paulo desde sempre, desde o tempo dos bandeirantes que caçavam índios como se fosse gado para vender como escravos??? A GESTAPO PAULISTA bate e atira em tomo mundo que estiver pela frente, e, contrariamente ao ditado, nem pergunta depois…..

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Mauro da Silva Noffs

14 de junho de 2013 às 15h18

A PM que reprimiu com violência os manifestantes do MPL é exatamente a mesma que foi criada pela ditadura militar. Quando li o artigo do Elio Gaspari “PM começou a batalha na rua Maria Antonia” achava que era uma referência a esse fato. Pois a truculência da PM em nada mudou nesses 20 anos de construção da democracia. É a mesma PM que atuou no massacre do Carandiru, a mesma PM que tortura, mata e persegue os pobres na periferia de São Paulo cotidianamente. E há vinte anos é comandada pelo PSDB que nada faz para mudar essa situação. A única solução para esse tipo de polícia é a sua extinção. Não faz mais sentido a concepção de “inimigo interno” construída pela lógica da ditadura militar. Agora, essa PM tem um comandante, e esse comandante chama-se Geraldo Alckimin que atua como seu antecessor Fleuri, que tem como lema o “prende e arrebenta” dos ditadores militares.
A manifestação é contra o aumento das tarifas e o caos em que se transformou o trânsito em SP. Estão no mesmo pacote os ônibus, metros e trens metropolitanos, portanto envolvem as administrações municipais e estaduais. Mas depredaram a sede do PT, e pelos comentários que tenho lido nos vários artigos, parece que quem está pagando o pato é o Haddad que chegou a cinco meses na prefeitura. Pior ainda, já se pode ler em alguns comentários que não existe diferença entre os governos tucanos e os do PT, pois ambos só se movimentam pela lógica eleitoral, como se fosse possível para algum partido não atuar pela lógica eleitoral! A alternativa à lógica eleitoral é pegar em armas e liquidar a burguesia. Afora isso o que se pode fazer é lutar pondo o povo nas ruas e ampliar as reformas,fazendo com que a democracia chegue aonde ainda não chegou, denunciando os seus limites.
Sobre a oferta do ministro da justiça de oferecer apoio da Força Nacional talvez até mesmo fosse bom. Isso não quer dizer (acho) que seria para introduzir mais violência. Pelo menos não foi assim nas favelas do Rio de Janeiro, apesar de ter pecado e muito ao matar um índio no Mato Grosso.
Administrar, governar, em minha opinião é distribuir verbas no orçamento e a política entra nas prioridades e na capacidade de diálogo com as forças da sociedade. O orçamento é um só e as demandas são muitas. Não é com cinco meses de governo que se vão resolver problemas de séculos. Nem mesmo com um único mandato. O importante é avançar nas conquistas populares, é dar andamento na agenda democrática. E isso, com avanços e recuos, as administrações do PT tem feito. Mesmo que sobrem críticas em algumas áreas e elogios em outras. Mas não devemos esquecer que política é correlação de forças.A política é a arte de transformar nossas aspirações em realidade, mas é sobretudo a arte do possível! E a força da esquerda hoje é de 20% da câmara dos deputados. Basta dar uma consultada na composição dos partidos no congresso. Dizer que o Haddad não tem sensibilidade às demandas populares é miopia. Foi assim com o terreno na zona leste, e também com o MPL. Ou quando ele chama o movimento para negociar quer dizer o que?Quando ele sobe no carro de som dos sem tetos demonstra intransigência com os sem teto? Negociar não significa atender a todas as reivindicações sempre. Há que se mostrar que o cobertor das verbas é curto, que a cidade tem inúmeros outros problemas tão ou mais graves que o transporte.
Além da didática da porrada para a classe média entender o que é a polícia do PSDB, sobra,e muito,para o PT aprender quanto custa o silêncio de seus deputados,vereadores e senadores, que parece estão com “laringite”tamanho é o silêncio dos seus parlamentares na atualidade. Em questões fundamentais para o país raras são as vozes que ressoam no parlamento. É no parlamento que eu vejo os maiores erros do PT. Não entendeu ainda que o papel do partido é fazer as coisas avançarem,politizar as discussões. Por outro lado, quando vejo a atuação do Randolfe do PSOL repetindo as baboseiras sobre mensalão, aliança com o senador Taques e o PSDB, o discurso contra os “ blogues sujos”, a sua “visita” ao STF para ajudar a torpedear o legislativo e a independência dos poderes, fico mesmo é com o PT, ainda que com muitas críticas.

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André C.

14 de junho de 2013 às 14h11

Azenha, caso a notícia lhe interesse, saiba que a jornalista da Folha se recupera bem. Atenciosamente, André Carone.

Giuliana Vallone
Queridos,
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todas as manifestações de carinho e preocupação recebidas dos amigos e também de pessoas que não tive a oportunidade de conhecer. Vocês são incríveis.
Agora, o boletim médico: passei a noite no hospital em observação. A tomografia mostrou que não há fraturas nem danos neurológicos. A maior preocupação era o comprometimento do meu olho, que sofreu uma hemorragia por causa da pancada. Felizmente, meu globo ocular não aparenta nenhum dano. E agora, ao acordar, percebi a coisa mais incrível: já consigo enxergar com o olho afetado, o que não acontecia quando cheguei aqui. Fora isso, estou muito inchada e tomei alguns pontos na pálpebra.
Sobre o aconteceu: já tinha saído da zona de conflito principal –na Consolação, em que já havia sido ameaçada por um policial por estar filmando a violência– quando fui atingida. Estava na Augusta com pouquíssimos manifestantes na rua. Tentei ajudar uma mulher perdida no meio do caos e coloquei ela dentro de um estacionamento. O Choque havia voltado ao caminhão que os transportava. Fui checar se tinham ido embora quando eles desceram de novo. Não vi nenhuma manifestação violenta ao meu redor, não me manifestei de nenhuma forma contra os policiais, estava usando a identificação da Folha e nem sequer estava gravando a cena. Vi o policial mirar em mim e no querido colega Leandro Machado e atirar. Tomei um tiro na cara. O médico disse que os meus óculos possivelmente salvaram meu olho.

Cobri os dois protestos nesta semana. Não me arrependo nem um pouco de participar desta cobertura (embora minha família vá pirar com essa afirmação). Acho que o que aconteceu comigo, outros jornalistas e manifestantes, mostra que existem, sim, um lado certo e um errado nessa história. De que lado você samba?

Em tempo: obrigada Giba Bergamim Junior e Leandro Machado pelos primeiros socorros!

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Paulo

14 de junho de 2013 às 14h10

Agora a PM fascista é fruto só do PSDB!

Como os petistas militantes adoram tirar o corpo fora. Chega a ser irritante!

http://www.bahiatododia.com.br/index.php?artigo=31967

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André C.

14 de junho de 2013 às 14h03

“Brutal mas didático?” Quer dizer então que bater em jornalista da Folha é legal? Não é preciso ter olhos muito afiados para perceber que muita, muita gente de classe média compareceu às manifestações ou se solidarizou com manifestantes que foram agredidos pela polícia, como usuários de hospitais e moradores da região da Paulista, gente que aplaudia das sacadas e das janelas de prédios. Sou admirador do Viomundo, que faz um trabalho jornalístico muito superior ao da grande imprensa e de vários outros blogs que visito, mas acho que está na hora de parar com essa demonização barata da “classe média”, na qual, não por acaso, colunistas da grande imprensa também já embarcaram. Basta ver os comentários recentes do Arnaldo Jabor. Abraço, André.

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    Paulo Guedes

    14 de junho de 2013 às 16h15

    André, vc não entendeu. Leia outra vez. Ou será que um desenho resolve/

    Andre C.

    14 de junho de 2013 às 17h12

    Aguardo pelo seu desenho, Paulo.

Daniela Xavier

14 de junho de 2013 às 13h32

Azenha, percebi uma particularidade nesses ‘protestos’ que correm o país: A maioria tem ocorrido em capitais administradas pelo PT ou aliados. Será que ninguém mais notou? Aqui em Manaus, o prefeito é o Arthur Neto do PSDB. Em março ou abril, as passagens aumentaram de 2,75 para 3 reais e ninguém reclamou. Na semana passada, às vésperas dos aumentos de São Paulo, Rio e Porto Alegre, o Arthur mandou as empresas “abaixarem” as passagens para 2,90 e tem anunciado sistematicamente na tv, a “bondade” da prefeitura. Cadê Salvador, do oposicionista ACMnetinho, do DEM; Vitória, do PSDB tucano; Recife e Belo Horizonte, do presidenciável Eduardo Campos? Nestas capitais não houve aumento? O pau não quebrou por lá também? Em Curitiba, do Gustavo Fuet do PDT com governo PSDBista do Beto Richa, teve manifestações, mas sem violência. Já tivemos o tomate, o boato do bolsa família e agora, as tarifas. Vcs estão deixando alguma coisa de fora. A maioria dos manifestantes são jovens da classe média que tem carro ou usam o do papai. É a mesma galera do “CANSEI”, e não o povão. O povão, cansado de trabalhar o dia inteiro, estava era doido para ir para casa dormir e acordar cedo no dia seguinte. Era a turma que se “aquece” para a batalha no facebook, assim como detona a Dilma e o PT por lá também. Isso tudo é articulação política: Guerra de guerrilha para 2014.

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Igor Felippe: "Estamos enfrentando o AI-5 do governador Geraldo Alckmin" - Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de junho de 2013 às 13h25

[…] Classe média experimenta o terror que a PM paulista toca na periferia […]

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Álvares de Souza

14 de junho de 2013 às 12h58

Não denunciar, à exaustão, o fascismo que é marca da ideologia do Governador de São Paulo e de sua equipe de governo, é se tornar cúmplice, desavergonhadamente, de sua prática nasista e da bestialidade dos seus atos. O PT tinha de tomar posição, pois o que ocorreria e ainda ocorrerá em São Paulo é uma tragédia anunciada, com motivações, de um lado, daqueles que protestam, muito além dos 20 centavos do aumento nas tarifas de ônibus, e, de outro, das forças fascistas, e com intenções claras, maquiavelicamente urdidas, de barbarizar, de dar aos protestos uma dimensão que é o caldo de cultura ideal para toda sorte de especulação, de disseminação de mentiras e acusações que atigem diretamente o governo da Presidenta Dilma.

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Unkown

14 de junho de 2013 às 12h55

Engraçado é que não se ouve falar de direitos humanos neste caso, apenas quando algum bandido (comprovado) é morto. Comissão de direitos humanos é uma farsa e deveria ser tratado como uma farsa. Lamentável.
Onde fica o direito do humano que vive numa democracia de expor seus pensamentos e lutar pelos seus ideais?

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Bacellar

14 de junho de 2013 às 12h52

Boa, estava faltando alguem fazer esse link. Essa é a PM que já comandou largas campanhas de extermínio em SP. Quem dá tiro na nuca de moleque de periferia escolhido aleatoriamente pra se “vingar” do PCC vai ter pudores de espancar manifestante?

Eu posso ser considerado um repugnante em cima do muro embora de fato não seja. Sei que a PM e a mídia estão criando esse clima de desestabilização, não tenho dúvidas quanto a isso. Sei que a violencia partiu da PM pois conheço bem seu M.O. Sou tão solidario com o Movimento Passe-livre quanto fui com os estudantes da USP, os professores em greve, os sem-teto, a comunidade do Pinheirinho, os jovens moradores de periferia e outros grupos estuprados em seus direitos basicos nos ultimos anos. Completamente solidario.

Mas oq venho questionando é o seguinte (até agora ninguem, pela internet ou presencialmente, arriscou uma resposta) a quem interessa a desestabilização do Brasil nesse momento?

Depois dos tumultos mal explicados no saque do Bolsa Familia, o passaralho voando solto, as vesperas da Copa das Confederações manifestações conturbadas reinvindicando o fim de um aumento que não foge da curva de aumento de tarifas dos ultimos 10 anos? Justo no momento em que finalmente SP tem a chance de respirar depois dos truculentos 8 anos de Serra-Kassab (quem estava na rua sabe…)? Não seria esse um momento de dialogo, de se aproveitar a mudança de postura na esfera municipal?

Egipcios tinham uma ditadura a derrubar, gregos vivem um arrocho historico pesadissimo, mexicanos tiveram sua eleição presidencial marcada por fraudes. E o Brasil? Aqui existe democracia, vivemos um periodo de inclusao (rarissimo em nossa Historia) e as ultimas eleições foram legitimas. A quem interessa a desestabilização nacional?

Pelo recorte eleitoral o Seu Geraldo Alckmin só ganha com a truculencia, esta surfando na onda do voto conservador. Minas Gerais tem muitos problemas mas a tarifa não é um deles.

Gato escaldado tem medo de agua fria.

Francamente acho a ideia de horizontalidade interessante. Mas um movimento acéfalo não pode ser horizontal, alguem tem que no minimo ser o representante que ouve as demandas e as leva para negociaçao. Não posso confiar num grupo que tem como simbolo um personagem de quadrinhos (que eu lí mas creio que boa parte dos manifestantes só viu a versao hollywood) é um prato cheio pra grupelhos fascistas que sozinhos jamais reuniriam 100 pessoas agirem indiscriminadamente em meio a massa anonyma.

Ja respirei muito lacrimogenio e gas de pimenta (e não me refiro a uma juventude longinqua nos idos de 1960 sou relativamente jovem)acredito piamente no poder da organizaçao popular. A chave é que esse movimento não parece organizado e quando nao existe organizacao é o cenario ideal pros reacionarios. Folha, Estado, Globo, estão usando psicologia infantil com essa molecada “olha não vão pras ruas não que a gente não gosta” aham…Não gostam de ter um boost nas vendas e audiencia, sei.

É um erro pensar oq vai acontecer na segunda-feira. Temos é que pensar oq vai acontecer nos proximos 10 anos. Tudo que os inviabilizados eleitoralmente querem é a desestabilização constante de nossa sociedade daqui até novembro de 2014.

Num eventual vacuo de poder no Brasil como vimos em diversos paises (mas nao nos EUA onde o ocupy wall street é ocultado) quem vai preencher esse vacuo? O Anom? O PSTU? Ou os decreptos agentes do capital que comandam essa nação faz 150 anos?

Gostaria de ter uma posição simples em relação a tudo isso,mas não dá, a situação é complexa.

Uma parte desse movimento já pleiteia a tarifa zero para todo o Brasil e diz que não vai parar até conseguir. Olha a m* que se anuncia.

A quem interessa a desestabilização?

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Isabela

14 de junho de 2013 às 12h34

O que mais me espanta é o fato de todos criticarem a atuação da PM mais não fazerem nenhuma referência aos atos de vandalismo que os manifestantes usaram tanto na cidade de São Paulo quanto na cidade do Rio de Janeiro.
Se tivermos que criticar as formas empregadas pela polícia para conter a manifestação, também deveríamos criticar a foma de manifestação que foi usada pelos manifestantes, que tanto no Rio quanto em São Paulo deixou um rastro de destruição.
Quero deixar bem claro que não estou aqui defendendo a atuação da polícia e muito muito menos repelindo o direito de manifestar-se, pois a manifestação é algo garantido pela nossa Constituição, mais sim para criticar a forma empregada pelos manifestantes para obter aquilo que buscam, que é a redução da tarifa de ônibus.
Porque como podemos ver, houve excesso de ambas as partes.

Responder

    André C.

    14 de junho de 2013 às 14h23

    Izabela, eu não acho que isto seja verdade. Há vários manifestantes que já se pronunciaram contra estes atos, e houve também quem reconhecesse que a intervenção policial ocorria após algum tipo de descontrole. Mas não se pode aceitar a ideia de que em SP existam dez mil garotos organizados para tomar as ruas e destruir o que aparece à sua frente, a troco de absolutamente nada. São fatos isolados que poderiam muito bem ser controlados sem o pânico que a polícia gera na multidão e sem o tipo de generalização que vem sendo feita pela imprensa, que quer apresentar todos os manifestantes como potenciais ameaças à cidade. O movimento é plural, não tem partido nem classe social.

Edson (BH)

14 de junho de 2013 às 12h32

Gerson abaixo: “E o patrimônio do povo são seus Direitos, e não vidraças.” Tri rim rim, quem tem ouvidos…

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Maria Izabel L Silva

14 de junho de 2013 às 12h24

É Azenha. Desde o inicio ja se sabia que ia dar nisso, ou seja, barbaridades da PM. O que você esperava diante de pessoas encapuzadas, mascaradas, com lenços amarrados no rosto baixando a porrada em tudo que via pela frente, até na Policia?? Esperava que a Policia fosse ficar sentada assitindo? Desde cedo eu aprendi que nunca, nunca, em momento algum, se deve enfretar policial. Nunca. Ele tá armado e é autoridade. Pode lhe prender pelo minimo ato de afronta. É a lei, e eles são treinados para isso. Eu sou professora e trabalho com alunos pobres, de escola publica, eu sempre alertei a esses meninos: não enfrente policiais. Nunca. A juventude da classe media acha que pode tudo, acha que são intocavis e imortais, não possuem um pingo de jogo de cintura, nem malicia, nada. Só querem descarregar a sua furia. Só isso e mais nada. Eu nunca pensei que iria dizer isso, e que deus me perdoe por isso, mas sou solidaria com a Policia. Sou sim. Eu sei que não haveria tanta violencia se a moçada tivesse um pingo de juizo e organização. Não quero ver as ruas da minha cidade, os teatros, as praças pegando fogo por causa de um bando de irresponsaveis, espumando de odio, dizendo que estão protestando.

Responder

    Andre

    14 de junho de 2013 às 17h09

    Maria Izabel, não discordo de suas opiniões, mas elas não caracterizam o movimento como um todo, que é espontâneo e abriga muita gente que não usa capuz ou máscara.

Bilu

14 de junho de 2013 às 12h24

Gente, não se esqueçam que a polícia é basicamente formada por jovens que gostam de “tirar onda”. Isso aí não é problema de um “Estado”, isso é problema de uma força armada formada por muleques brigões, seja lá qual for a idade e o posto deles. Conheço vários PMs e a mentalidade deles é ridícula. A polícia tem que ser bem paga, treinada e capacitada, selecionar pessoas com alto nível técnico e ético. Não esses concursos que deixam passar qualquer turrão que quer tirar onda com as gatinhas porque tá de uniforme.

Responder

Joanna

14 de junho de 2013 às 12h20

Transporte público tem de ser de GRAÇA.

E os jovens deveriam protestar contra uma coisa imunda que está acontecendo neste país no ministério da CULTURA.
Verbas milionárias a artistas ricos que estão mamando nas nossas costas.
Pagamos as produções dos “espetáculos” e ainda pagamos pra assistir. Financiamos e ainda tempos que pagar para ver. A conta é nossa e o lucro vai pro artista. (não eu que não sou besta de pagar pra ver porcaria).

Esse dinheiro deveria ir pro transporte, educação e treinamento da polícia. Mas, não, está enriquecendo artistas que já são ricos. Tem muitos aí que vivem dessas verbas da “cultura”. E os pobres recebendo esmola de 70 reais por mês. UMA VERGONHA DESLAVADA.

Responder

IZA

14 de junho de 2013 às 12h08

Que “oportunismo dos petistas”?
Eu tenho boa memória, sei o que passei nos anos 70/80.
Sei como o PT foi combatido por toda direita, e até hoje ainda é.
Ninguém esqueceu o que passou, meu caro Luiz Carlos Azenha.
A diferença é que o PT, naquela época, mesmo com todo radicalismo, às vezes até infantil (como desses meninos) tinha liderança. Lideranças que vinham de uma luta duríssima contra a ditadura. Muitos que estavam na fundação do PT, foram presos e torturados. Eram lideranças incontestáveis, respeitadas.
O PT apoia e continua apoiando os movimentos sociais. Verifique e veja qual o partido possui mais secretarias voltadas aos movimentos sociais? Basta ver também, no congresso, qual o partido que sempre apoiou as causas mais avançadas da sociedade? É o PT.
O próprio prefeito Fernando Haddad já disse que apoia os movimentos sociais, as manifestações. Recebe diariamente dezenas reinvindicações desses movimentos na prefeitura.
Agora eu pergunto: Como debater com quem não quer debater, como dialogar com quem não quer dialogo?
Todos sabem que o transporte público nas grandes cidades é terrível, um lixo.
Nada melhor do que as pressões legítimas desses garotos.
Mas quem quer reivindicar algo, (como no meu tempo), antes de qualquer mobilização, preparava junto com as lideranças uma pauta clara, factível.
Qual é a pauta desses meninos?
Ninguém sabe, ninguém viu!
Transporte gratuito? COMO?
Eles poderiam explicar para o povão, para a imprensa, e ao prefeito como fazer essa mágica?.
Sobre a atitude truculenta de PM, ninguém concorda.
Há muito tempo a PM de São Paulo é truculenta e assassina. Basta ver o que essa PM faz diariamente na periferia de São Paulo. Pretos, pobres, miseráveis, são assassinados impunimente.
Talvez agora, depois que esses jornalistas que chamam o patrão de “colega”. Depois que esses garotos bem vestidos, classe média, que nunca andaram de ônibus, foram agredidos, tomaram porradas, tiros e cacetadas, a sociedade acorde para a realidade, e cobre mudanças efetivas na PM de São Paulo?

OBS: “Haddad sumiu e ninguém viu” Ao contrário! Haddad está mais exposto do que nunca. Hoje mesmo já deu várias entrevista longas, para rádios, jornais e TV.

Responder

    Leo V

    14 de junho de 2013 às 12h56

    IZA,

    Transporte gratuito, como?

    O projeto do MPL foi retirado em grande parte do próprio PT, da gestão da Luiza Erundina na prefeitura de São Paulo.

    E são os próprios gestores de então que afirmam que ele só não vingou politicamente porque na época não havia um movimento assim para apoiá-lo e dar força política.

    Você escolhe ficar com os de cima, nós escolhemos com os de baixo.

    Você escolhe a paralisia, nós escolhemos o movimento.

    IZA

    14 de junho de 2013 às 14h13

    “Você escolhe ficar com os de cima, nós escolhemos com os de baixo”
    Que lindo! Fiquei emocionado!
    A história mostra quem escolhe quem?
    Apresente a pauta!
    Quem vai pagar o quê?
    De onde vai sair a grana?
    Quem vai negociar com quem?
    Quem representa legitimamente quem nessa “misturada” toda de vocês, onde todo índio que ser cacique?
    O resto é blá, blá, blá, de papo furado rapaz!
    E de papo furado estou de saco cheio.

    Martha Mannes

    14 de junho de 2013 às 13h35

    vc parte do FALSO pressuposto que “ter mais secretarias da CDH” é ser mais “social”, é isso?! ahh… sei, sei…

Ary Soares - Goiania

14 de junho de 2013 às 11h44

Transporte público gratuito tem solução, eis minha proposta para Goiânia que pode se adequada para outras cidades. Aliás, quanto maior a frota de carros particulares, maior será também a arrecadação.

http://ambientevalorado.blogspot.com.br/2013/06/transporte-coletivo-alternativas.html

Responder

    Paulo

    14 de junho de 2013 às 12h50

    E em São Paulo, como no Rio e em BH, está na hora de seguir ótimas iniciativas como as da Inglaterra e do Chile, pedagiando eletronicamente carros em seus centros urbanos, aonde as externalidades negativas já não podem mais ser compartilhadas de forma justa. Com este imposto inteligente e proporcional ao uso das vias, ao invés dos rodízios e das multas, poderíamos num curto espaço de tempo reduzir boa parte dos custos do translado dos ônibus e ao mesmo tempo subsidiar o passe livre.
    Temos tecnologia e ciência econômica para isso. Falta mesmo é político com coragem para experimentar. E o PT, como o PSDB e afins, não representam mais a inteligência coletiva. São meros atores em busca de poder para se esbaldarem na corrupção.

Alexandre Tambelli

14 de junho de 2013 às 11h35

Eu pensei na postura do PT de equidistância dos fatos ocorridos, a partir do MPL (Movimento do Passe Livre). Válido em outras situações, também!

Para a lógica eleitoral, política adotada pelo partido em suas ações governamentais atuais, é bom que se mostre a violência e que existam as tais manifestações fora da ordem e do controle contra ações de seus governantes, televisionadas para o Brasil todo, pela velha mídia!

Por quê?

Retira do PT a imagem do partido dos radicais, dos baderneiros e terroristas que a velha mídia outrora tentou colar no Partido dos Trabalhadores.

O PT pode dizer:

– Estão vendo! Olha quem são os baderneiros! São outros! Não somos nós! Não são do PT!

As imagens mostram bandeiras do PCO, PSTU e PSOL, não as do PT. É a extrema-esquerda, camarada!

E qual o dividendo eleitoral de toda esta História na lógica eleitoral do PT?

Continuamos no FLA X FLU eleitoral!

PT X Velha Mídia e seu aliado político de plantão. O PT ganha os dividendos eleitorais, porque a torcida do Flamengo é bem maior que a do Fluminense, e, agora, as duas juntas, não mais só a do PSDB para a opinião pública conservadora, conseguem passar a imagem de gostar de duelar só no campo político: sem violência. As duas já conseguem. Diferentemente da esquerda ao PT, certo? Estes os “verdadeiros” baderneiros!

Acaba sendo interessante o FLA X FLU porque no final de tudo se dará de novo o embate entre PT com DILMA e PSDB, provavelmente, com SERRA em 2014. E nesse jogo sabemos que o PT leva vantagem, porque o adversário, não tem golpes competentes para minar a adversária.

E, nós da esquerda e não da extrema-esquerda presente nas manifestações do MPL (Movimento do Passe livre) votaremos no PT, para evitar um inimigo maior, o candidato da oposição apoiado pela velha mídia e sua política econômica neoliberal, a favor do mercado e dos banqueiros, da privatização da Petrobrás e dos bancos como a Caixa, o BB e, favorável,ainda, do Estado Mínimo; sem contar que para nós da esquerda, o candidato da velha mídia é o braço direito de um inimigo maior, vindo de fora: o Imperialismo Norte- Americano e precisamos conter seu regresso em terras brasileiras.

O PT e seus “Trackings” diários calcula até onde se pode ir sem que se perca a conta de apoio eleitoral. Fica em cima do muro. Não se posiciona com clareza e prontidão sobre o Movimento do Passe Livre (MPL) e sobre a legitimidade das manifestações nas ruas. Além, é claro, de não se posicionar com clareza sobre a existência de truculência e abusos da PM durante as passeatas dos jovens do MPL.

Enfim, o PT lembra o velho ditado: “deixa como está para ver como é que fica!”

Somos todos reféns deste FLA X FLU?

Responder

    Alexandre Tambelli

    14 de junho de 2013 às 16h21

    NOTA DA EXECUTIVA MUNICIPAL DO PT – 14 DE JUNHO DE 2013:

    As recentes manifestações na cidade de São Paulo contra o aumento da tarifa de ônibus, trem e metrô para R$3,20, lideradas por vários movimentos sociais, dentre eles o MPL Movimento do Passe Livre, trazem para pauta do dia as péssimas condições de transporte e de descaso com a mobilidade urbana na cidade de São Paulo nos últimos anos.

    O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores vem, através de sua Executiva, trazer algumas considerações sobre os acontecimentos.

    A defesa por um transporte público de qualidade para todos os paulistanos sempre foi uma bandeira do partido. Foram nas gestões petistas na cidade que tivermos os maiores avanços nesta área, tais como Bilhete Único (que permitiu a maior economia da historia para os usuários frequentes do sistema de ônibus), corredores de ônibus, integração com os Terminais, enfim uma efetiva prioridade para um sistema público eficiente e mais barato para o usuario.

    O Partido dos Trabalhadores sempre defendeu a legitimidade dos movimentos populares na luta por melhorias, seja no transporte, saúde, habitação e demais serviços públicos, de forma pacífica, democrática, com total liberdade de expressão.

    Os focos localizados de violência, praticados por parte de alguns manifestantes ocorridos nos últimos três dias na cidade de São Paulo não podem levar à criminalização da luta legítima por transporte público e de qualidade na cidade.

    Repudiamos a ação truculenta e sem dialogo da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que tem sido a mesma nas greves de Professores do estado, da saúde, dos movimentos populares em geral, sob o comando das gestões do PSDB no Estado.

    O Governo Democrático e Popular liderado pelo prefeito Fernando Haddad já está apresentando para população de São Paulo ações que constam em nosso Programa de Governo na área de transporte público, como Bilhete Único Mensal que começará a funcionar em novembro agora, que reduzirá custos com o transporte para muitos paulistanos, a construção de 150 km novos de corredores na cidade para ampliar a velocidade média dos ônibus, também serão licitados 11 novos terminais, nas zonas Sul, Leste e mais um na zona Norte.

    Teremos também a ampliação das ciclovias na cidade, fazendo com que o trabalhador possa deixar o carro em casa e se dirigir a um metrô ou terminal usando a bicicleta.

    Pela primeira vez nos últimos anos o reajuste da tarifa foi muito abaixo da inflação, exigindo um enorme esforço orçamentário da prefeitura que levará a um subsidio recorde de mais de 1,2 bilhões de reais. O prefeito cumpriu o que prometeu na campanha: reajustes abaixo da inflação.

    Sabemos bem, porque estamos nesta luta há décadas, que o transporte continua caro e pesa muito no bolso do trabalhador e das famílias.

    É necessário discutir seriamente as formas de financiamento de uma tarifa menos onerosa para a população.

    A presidente Dilma já deu o primeiro passo, desonerando o transporte público do pagamento do PIS-COFINS. Precisamos avançar mais. O Estado de São Paulo pode e deve desonerar o ICMS do diesel para o transporte publico, permitindo abaixar ainda mais a tarifa. E registramos ainda que é necessária uma fonte permanente de subsidio à tarifa, oriunda daqueles que utilizam o transporte particular.

    Dirigimos-nos a todos que lutam por transporte publico de qualidade e com tarifas mais baixas para estabelecer uma pauta programática com objetivos de curto e médio prazo para ampliar esta luta.

    A negociação de uma pauta de melhoria do transporte público e de tarifas menos impactantes aos usuários do sistema exige um desarmamento de espíritos e a busca do diálogo. Temos a certeza que o prefeito Haddad tem essa disposição. Da nossa parte buscaremos com todas as forças criar condições para esse diálogo entre todos que lutam por uma cidade mais justa.

    São Paulo, 14 de junho de 2013.

    Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores

    http://dmptsp.org.br/local/3370-nota-da-executiva-municipal-do-pt

Aleandro Chavez

14 de junho de 2013 às 11h33

“Se tivesse acompanhado à distância o protesto dos manifestantes, como aconteceu no Rio de Janeiro, a cidade teria sofrido muito menos do que sofreu.”

No Rio a Policia não acompanhou de longe, e também houve confronto. Vi fotos de policiais sacando a arma e apontando para os manifestantes.

Responder

jaime

14 de junho de 2013 às 11h31

A PM de São Paulo é a mesma que acabou com 111 pessoas que já estavam presas, a grande maioria delas armadas com bermuda e chinelos.
E a ditadura, nessa época, já havia acabado.
Ora, não se chuta cachorro morto e nem se bate em inimigo caído – isto é o básico do básico – ou deveria ser.
Já os que apoiam essa PM, alguns são os mesmos, outros estão chegando agora.
Ditadura é um estado de ânimo da sociedade – que pensa ou gostaria de ser chamada democrática.

Responder

Narr

14 de junho de 2013 às 11h23

Passam das 11 horas da manhã e no site nacional do PT não há NADA a respeito. Na Folha SP protestam mas no PT ninguém diz nada? Mas há uma foto enorme do babaquara do Rui Falcão em campanha pela reeleição. Ou seja, o PT assume a responsabilidade pelo massacre?

Responder

Renato

14 de junho de 2013 às 11h13

Vocês estão dando motivos para os militares darem golpe na Dilma.

-MTST fecha a avenida do Estádio Mané Garrincha a poucas horas da Copa das Confederações.
-Índios invadindo terras no MT, a pouco dias da copa das Confederações
-PCO, PSTU e PSOL lideram movimentos exigindo passe livre em algumas capitais na semana de véspera da Copa das Confederações.

E isso vai espalhando pelo Mundo e os militares não estão gostando.

Responder

nona fernandes

14 de junho de 2013 às 11h08

O mais curioso, é que, segundo algumas imagens que vi, e opiniões que circulam na internet, pelo estilo de vestimentas dos manifestantes, inclusive usando tênis importado e roupas de grife, quase ninguém ali usa ônibus coletivo. Havia um até vestindo uma camisa dos EUA. Outro detalhe que me chamou a atenção, foi, as frases nos cartazes estavam todas escritas em português absolutamente correto. Isso é coisa de gente da periferia, e que usa transporte coletivo? Estou mais para o que disse Haddad, a Paulo H. Amorim. E acrescento, a gente vai ver coisas do gênero, e outras milhares de vezes piores, até outubro de 2014. Vai ser uma guerra, com total, amplo e irrestrito apoio da mídia.

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abolicionista

14 de junho de 2013 às 10h55

Não sabem de onde tirar o dinheiro para baratear a passagem? Que tal do orçamento bilionário da PM paulista? Que tal abrir licitação para outras empresas de ônibus. Alckmin e Haddad, vosso lugar é atrás das grades. Facínoras!

Responder

    albuquerque costa

    14 de junho de 2013 às 11h29

    A gestão do transporte público feito por ônibus,pertence
    a SPTrans municipal,se ocorresse tal subsidio os mesmos viriam
    dos cofres da prefeitura de São Paulo o que é improvável.

jacó

14 de junho de 2013 às 10h55

É o DESGOVERNO do psdementes no estado de são paulo que iludiu a classe média e depois lascou o pau pra ele aprender que é pau pra votar na direita e é pau pra saber que não se deve mais votar nestes elitistas enobre que fazem questão de viver longe das pessoas votem em vocês POVO.

Responder

Sidnei Santos

14 de junho de 2013 às 10h52

O bom da democracia é que podemos falar o que quisermos, mesmo não tendo razão alguma, ou simplesmente, não querendo agir com ela.
O poço da vala comum é sempre o mesmo: a favor é “petralha”, contrário, é tucano. Entretanto, discutir o problema não é interessante, mas lançar frases de efeito e pseudo-teses torna-se um valor.

Responder

abolicionista

14 de junho de 2013 às 10h43

Eu acredito é na rapaziada!

Responder

André

14 de junho de 2013 às 10h27

texto totalmente POLÍTICO, a fim de desviar o foco para a realidade

Responder

ma.rosa

14 de junho de 2013 às 10h17

A “dor nos ensina a gemer”! Tomara que a classe média também aprenda, pois o que a população mais pobre vê e sente na pele sempre é a dor de ter os seus direitos criminalizados e desqualificados por esta mídia “torta” e falida. E agora pra quem “ELES” vão reivindicar “Imprensa Livre”, se atendendo a “pedidos”, Alckimin e Haddad, desceram o CACETETE!!!!

Responder

Grillo

14 de junho de 2013 às 10h13

Policial quebra vidro da própria viatura:
http://www.youtube.com/watch?v=kxPNQDFcR0U

Responder

Aline C Pavia

14 de junho de 2013 às 10h08

PHA fez uma entrevista por telefone com o Haddad agora há pouco.

O ansioso blogueiro reproduz observações do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, por telefone, numa entrevista nesta manhã de sexta-feira:

Ainda como Ministro da Educação e como pré-candidato a prefeito, ele tinha a percepção de que a questão do transporte urbano é um problema central da administração pública de São Paulo.

“Transporte” foi o tema central da sua campanha.

O transporte é muito caro, pesa muito no bolso do trabalhador e exige uma política mais ampla do que abrir corredores de ônibus. Corredor demora a fazer efeito, e é preciso tomar providências, já!
Quando sobe o salário do trabalhador, a gente se esquece de que sobe também o salário do motorista e do cobrador.
O salário do motorista e do cobrador subiu 8% ao ano, por três anos consecutivos, com a tarifa congelada e o subsidio correndo solto.
Era uma situação economicamente insustentável.
Com a redução dos 6% dos tributos federais e o aumento de R$ 0,20 – o primeiro em três anos – a conta fechou.
Mas, há quatro, cinco anos, há uma insatisfação subterrânea, silenciosa.
Que, agora, se tornou mais violenta, claro, porque ele é o prefeito e do PT.
Partidos políticos, como o PSTU e o PSOL, vão para a rua e ajudam a criar – com a mídia – um caldo de cultura de insubordinação. Mas, o problema é real: o transporte é muito caro! E ineficiente! Mas, a prefeitura não tem com quem conversar. As lideranças são frágeis, que se organizam nas redes sociais.

(Que organizam movimentos, mas dificultam a formação de lideranças – PHA)

Haddad tem notícia de professor que liberou aluno que “queria ver a manifestação”.

A maioria a favor da manifestação não toma ônibus.

Tem a mão de gato dos que querem derrubar a Dilma?, perguntou o ansioso blogueiro.

Em parte, sim, Haddad acredita.
Tem, no subterrâneo, aquela turma que diz que a inflação saiu do controle – por isso o Governo teve que aumentar a tarifa -, que a economia foi para o beleléu.
Tem, sim, tem isso.
O pessoal que agora critica a Dilma porque aumentou a tarifa e antes criticava porque não aumentava.
Mas, Haddad não acredita que o movimento consiga atingir a Dilma: ele tem um caráter inequivocamente local.
Embora a mídia (aqui chamada de PiG (*) – PHA) possa querer espalhar o movimento.

E segunda-feira?

A certa altura vamos ter que conversar, ele disse.
Não pode ser tudo ou nada!, concluiu.

Paulo Henrique Amorim

Responder

Mário

14 de junho de 2013 às 10h00

Acho válido o povo protestar pelo aumento abusivo das passagens. O problema é que não temos o povo que realmente é afetado pelo aumento na rua. Temos um bando de moleques de classe média querendo apenas causar bagunça e tentar, por algum milagre, tentar fazer com que estudantes não precisem pagar para ir/voltar da baladinha de sábado.

Não dá pra levar a sério as reais intenções de um bando de estudante de classe média metido a comunista usando Nike, Gap e filmando tudo com um Galaxy de 900 reais.

Responder

Horridus Bendegó

14 de junho de 2013 às 09h56

Excelente texto, Azenha!

Um prazer ler seu blog!

Aguardando a liberação de meu Cartão de Crédito para me tornar assinante.

Responder

Aline C Pavia

14 de junho de 2013 às 09h42

Impostos federais foram zerados para transporte público.
Tarifa de ônibus em SP estava sem reajuste há mais de 1 ano e meio.
“Tarifa zero” seria cômico se não fosse trágico. Ela existe em alguma cidade do mundo?
Haddad é bacharel, mestre e doutor pela USP, mas quem manda na PM é Alckmin. Só que a “imagem” de violência colou no “Malddad”.
E até o “mundo mineral” sabe que o propósito desse movimento NÃO É discutir 20 centavos de aumento de passagem.

Responder

    Paulo

    14 de junho de 2013 às 10h53

    Existe!

    Mas como a esquerda marxista anacrônica brasileira, com doutorado em Stalin, é uma farsa, pouco se espera deles!

    Veja aí:

    http://freepublictransports.com/city/

trombeta

14 de junho de 2013 às 09h36

Um dos problemas da visão progressista é criticar a si próprio, é careta dizer que os jovens estão extrapolando, que tem gente de partidos políticos oportunistas como PSOL, PSTU e PCO trabalhando para o circo pegar fogo, que a violência só interessa à direita que quer pegar carona no movimento para promover uma primavera árabe de araque.

Vejam que o corporativismo falou mais alto, depois que jornalistas foram atingidos o PIG começou a criticar a PM e a garantia da ‘ordem’ ficou em segundo plano.

O certo é que os interesses em jogo são heterogêneos e os manifestantes bem intencionados podem ser conduzidos para a armadilha do radicalismo, os excessos lado a lado vão aumentando e em breve poderemos ter finalmente alguém morto para delírio da galera.

Responder

Mari

14 de junho de 2013 às 09h21

Prefeito da cidade de São Paulo e Governador de São Paulo se unem contra o povo.


http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/06/14/editorial-do-blog-chegou-a-hora-do-basta/
Editorial do blog: Chegou a hora do basta
Leonardo Sakamoto

……………..
A reação do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Fernando Haddad às manifestações indica que eles se dispõem a endurecer o jogo. A atitude excessivamente moderada do prefeito cansa a população. Não importa se ele estava convencido de que a moderação era a atitude mais adequada, ou se, por cálculo político, evitou parecer truculento. O fato é que a população quer um transporte público de melhor qualidade e com preço mais baixo – e isso depende de coragem política, coisa que parece faltar.

De Paris, onde se encontrava para defender a candidatura de São Paulo à sede da Exposição Universal de 2020, o governador disse que “é intolerável a ação de baderneiros e vândalos. Isso extrapola o direito de expressão. É absoluta violência, inaceitável”. Depois das cenas de violência desta quinta, espera-se que ele segure seus policiais e determine que a PM aja com o máximo rigor para apurar a selvageria e conter a fúria de alguns de seus policiais, que se mostraram mal-preparados, mal-intencionados e alheios à sua função de proteger o cidadão, antes que esse comportamento violento tome conta da cidade.

Haddad, que se encontrava em Paris pelo mesmo motivo, também foi afirmativo ao dizer que “os métodos (dos manifestantes) não são aprovados pela sociedade. Essa liberdade está sendo usada em prejuízo da população”. Nesta quinta, reclamou da violência policial, mas disse que a tarifa não vai baixar. E o ministro da Justiça de seu partido político, José Eduardo Cardozo, ofereceu ajuda do governo federal para a contenção dos protestos. A gravidade da situação exige que o prefeito esclareça se com isso o seu partido quis dizer que concorda que manifestações populares devem ser reprimidas à bala.

Responder

Mauricio Lourenco

14 de junho de 2013 às 09h20

Na verdade notamos que a rota tem certa “carta branca” da sociedade para bater e arrebentar, até que atinge algum empregado da mídia ou, algum adolescente, de menor, da classe média assalariada… aquela que acha que é rica!?. Pelo que mostram as pesquisas o ilustre governador será reeleito no 1º turno, portanto, está aprovada a política de segurança pública do Estado nos últimos 20 anos. Sou um petista resignado e decepcionado, pois, meus deputados paulistas sumiram da luta no parlamento; só vejo a bancada na hora de fazer campanha eleitoral…

Responder

Elias

14 de junho de 2013 às 09h18

Seu blog é uma tribuna popular, Azenha. Ainda bem que você ouviu seus leitores e não fechou este espaço que considero uma resistência a tudo que é antidemocrático. Não vou citar nomes nem partidos, vou apenas dizer que seus apontamentos revelam um olho clínico impecável. Está tudo errado nessa balbúrdia do passe livre. E você mostra a incompetência das autoridades nas esferas municipais, estaduais e federais

Responder

Celso Carvalho

14 de junho de 2013 às 09h08

Depois do Pinheirinho e outros casos de violência diuturna da polícia de São Paulo, além da violência federal contra os indígenas em Buriti, não restam dúvidas que o estado brasileiro resolveu enfrentar as questões sociais no cassetete e a bala. Nada mais parecido a um Alfredo Buzaid do que um ministro da justiça do PT. E nada mais parecido a um comandante da 2ª região militar a um Alckmin do PSDB. Esse prefeito de São Paulo, além de poste, é um bundão petucano.

Responder

Vlad

14 de junho de 2013 às 09h02

Parece que os adesistas chapa-branca mudaram o discurso e pularam para o outro lado do muro.
Agora não são mais arruaceiros, playboyzinhos e patricinha. São manifestantes.
Muito bem!!

Responder

Jose Mario HRP

14 de junho de 2013 às 09h00 Responder

Luana

14 de junho de 2013 às 08h52

Azenha, Parabéns!
Me senti contemplada com este texto!
Abraços,
LUana

Responder

Antonio

14 de junho de 2013 às 08h46

Cheiro de primavera árabe no ar… o governo deveria ceder, diminuindo o valor absurdo do diesel. Parece até que o nosso diesel é importando. Por outro lado, a manifestação correta seria entrar no transporte público e não pagar… não precisa depredar tudo. A polícia naturalmente vai vir e retirar os manifestantes do veículo. Isso repetitivamente durante umas duas semanas já seria o suficiente para o governo ceder. A polícia não tem infraestrutura suficiente para todas as manifestações nesse sentido e o governo certamente iria ceder.

Responder

Cristiane Carvalho

14 de junho de 2013 às 08h44

Tenho muitos questionamentos quanto ao direcionamento dado aos protestos, principalmente pelo fato de os mesmos acontecerem em frente à Prefeitura e nenhuma vez em frente ao Palácio dos Bandeirantes (afinal, não foi só a tarifa do ônibus que aumentou). Mas, acredito que agora o motivo inicial se transformou em apenas mais um item na pauta de reivindicações e, no próximo protesto, estarei lá para engrossar as fileiras do movimento.

Responder

Joice

14 de junho de 2013 às 08h38

14/06/2013 – 04h00
Maioria da população é a favor dos protestos, mostra Datafolha

DE SÃO PAULO

A maioria dos paulistanos defende os protestos contra o reajuste da tarifa do transporte público, mostra pesquisa Datafolha realizada ontem, antes das manifestações da noite passada.

O apoio foi manifestado por 55% dos entrevistados, enquanto 41% disseram ser contrários. Foram feitas 815 entrevistas no município.

Para 78%, porém, os manifestantes “foram mais violentos do que deveriam”. Apenas 15% acham que eles agiram na “medida certa”.

A mesma pergunta foi feita sobre o comportamento da polícia. Antes das ações registradas ontem, quase metade, 47%, disse que os policiais foram “violentos na medida certa”; 40% os condenaram.

O percentual dos que defendem os protestos cresce entre os entrevistados com renda acima de 10 salários mínimos, atingindo 67% nesse recorte. Entre os apoiadores, metade (51%) disse que não usa transporte público.

A pesquisa mostra também um descontentamento com o novo preço da tarifa do transporte público, que passou de R$ 3 para R$ 3,20. Para 67% o reajuste foi alto ante 29% que o consideram adequado.

O MPL (Movimento Passe Livre) defende tarifa zero. Para que isso ocorra, a prefeitura teria que desembolsar pelo menos R$ 6 bilhões por ano, verba que hoje é usada em outras áreas. Neste ponto, a maioria é contra. Para 76%, a prefeitura não deveria realocar esses recursos em benefício do passe livre.

Os paulistanos estão insatisfeitos com a qualidade do transporte. Para 55%, o sistema na capital é ruim ou péssimo. Entre os ouvidos, 40% disseram que usam transporte público diariamente.

A margem de erro do levantamento do Datafolha é de quatro pontos para mais ou para menos.

Responder

Fabio

14 de junho de 2013 às 08h37

O policia tucana mostrando sua cara, é isso aí, a os repórteres do PIG experimentaram na carne a democracia tucana com a ajudinha do PT.
Infelizmente PT e PSDB são irmãos gêmeos em tudo.

Responder

Alexandro Rodrigues

14 de junho de 2013 às 08h37

No campo, índios são assassinados por que lutam pelo acesso à terra. Como pano de fundo, a ministra encarregada de gerenciar o governo age com sua mão pesada. Qual o interesse? Governar o estado onde o agronegócio é fortíssimo e portanto, não se indispor com os poderosos locais. Essa é a meta, eleições!

Na cidade, jovens de classe média vão as ruas protestar. Protestar pela irresponsabilidade pública que gerou o caos. O caos chama-se São Paulo. Dos Bandeirantes vem a ordem: peguem pesado. Relembrando a ditadura, a força militar age com truculência para garantir a “ordem”. No curral do Tea Party brasileiro, a motivação para a reação desproporcional é a mesma: eleições!

Os dois parágrafos anteriores denunciam a simbiose política brasileira. PT e PSDB, por mais que seus militantes mais fundamentalistas se detestem, se tornam cada vez mais próximos. O ódio mútuo é a chave para um jogo de cartas marcadas. O atual cenário político brasileiro os beneficia e assim eles os querem manter. Nada de novidades, nada de terceira via. O marasmo político.

No Conversa Afiada, o ínclito PHA denuncia: não havia um trabalhador nos protestos. Só gente branca, rica e hétera (parafraseando a Senhora dos Absurdos…). Na outra ponta da simbiose, Reinaldo Azevedo baba: vagabundos, delinquentes, baderneiros, pau neles! Com base nestas opiniões, os agentes virtuais do petismo e do tucanismo poderiam sair pra tomar um cafezinho juntos!

O que estamos vendo nas ruas de São Paulo talvez (torço pra isso) seja o início de um basta da sociedade. O pacifismo imbecil dos brasileiros irrita. Uma hora essa bomba explode, uma hora as coisas terão de mudar. De alguma forma mudarão…

Somos um país gigante. Somos quase 200 milhões. Somos mais do que PT e PSDB. E não estou falando de partidos. Estou falando da nação. Somos muito grandes para deixarmos o nosso futuro nas mãos da briguinha de cartas marcadas da estrela vermelha e do tucaninho azul. Quem dera estes protestos sejam o embrião de um basta!

Não sou da Rede. Não sou PSOL. Só acho que do jeito que está não está bom. Lula nos mostrou que podemos mais, sempre mais. Tá na hora de ir para as ruas e gritar.

Responder

Mardones

14 de junho de 2013 às 08h29

Qual é a política para o transporte público de massa do PT? A manutenção das concessões como estão?

As manifestações vieram tarde, mas precisam se espalhar pelo país.

É uma pena que os estudantes não aproveitaram para se unirem aos manifestantes pelo passe livre no país inteiro.

Queremos um superávit para bancar o passe livre!!!!!!!!!!!!!

Responder

Edson Dias

14 de junho de 2013 às 08h27

Pelos canais a cabo acompanhei todo o protesto. Não vi a tal agressão dos manifestantes de que se fala hoje nos canais abertos. A PM foi truculenta e foi amplamente respaldada pelo governador de SP e pelo prefeito. Não pensei que viveria para ver o PT agir com tamanha covardia. Lamento ter feito campanha pelo Haddad.

Responder

Martha Vilarinhos

14 de junho de 2013 às 08h17

Tem razão o Azenha: “Foi brutal, mas foi didático”. E terrível e sem vergonha. A postura do prefeito de São Paulo, Haddad, desfrutando dos ares parisienses, foi sofrível. A prefeita em exercício, a comunista Nádia Campeão, não deu um pio. Todos de acordo? Tudo indica, infelizmente.
No site do PCdoB está desde ontem uma declaração da prefeita: “Esse é um governo democrático e aberto ao diálogo”.
A pergunta é: com quem? Com Alckmin? Parece que sim. Uma vergonha!!!!!
Mais das declarações da prefeita:
“O prefeito pediu para que eu ficasse aqui em São Paulo em função das manifestações a serem realizadas pelo Movimento Passe-Livre, que já tinha tido na semana passada duas manifestações que trouxera uma série de situações difíceis para a cidade, como congestionamento muito grande, atos de vandalismo, então, em função desses acontecimentos todos nós achamos que era importante que eu ficasse na cidade”, justificou Nádia.

http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=215959&id_secao=39

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Rodrigo Leme

14 de junho de 2013 às 07h58

O problema dos petistas que esperam as lideranças é que eles passaram os últimos 10 dias chamando os os manifestantes de “playboys”, “psoldados” e afins, e agora pega mal se solidarizar com os mesmos. Isso sem contar que o nosso prefeito já se posicionou com a PM.

E faltou o Azenha dizer que os manifestantes sentiram o terror que a PF petista está tocando com os índios no MS. Alias, lembram que eu falei uns dias atras que esse site partidariza a policia quando ela é adversaria mas se omite quando ela é o time da casa?

Quem matou índio foi “a PF”, quem bateu em manifestante foi “a PM tucana”. Lógico. 2014 tá aí na esquina.

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Dani

14 de junho de 2013 às 07h37

O prefeito de São Paulo erra porque ele também é outro tucano neoliberal. O Brasil não precisa de PT e nem PSDB, a população está cansada de tanta exploração.

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leprechaun

14 de junho de 2013 às 07h34

aí petistas, tanto falatório, tantas palavras ao vento, tanta “luta”, né “companheiros”, quando chegam lá fazem exatamente as mesmas coisas e dão exatamente as mesmas desculpas

“Haddad: aumentamos a tarifa abaixo da inflação, os protestos não se justificam” (exatamente exato o que faz e fala um tucano nessas horas)

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Tania

14 de junho de 2013 às 07h16

Bom que finalmente descobriram que a PM de SP historicamente violenta… é violenta

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Jose Mario HRP

14 de junho de 2013 às 06h14

Haddad sumiu e ninguem viu!
Humilhado pelo cappo fascista Alckimin pois não foi ouvido ou se omitiu em permitir que a Meganha agisse na sua cidade a revelia, e batesse a vontade na multidão de forma que nem na DITADURA havia se visto!
E Cardozão o pulha da Justiça, teve a ousadia de oferecer a força nacional ao Geraldo Fascista!
Na proxima eleição é melhor dar um tiro na cabeça!
Os jovens dão um baita exemplo e desmascaram o fascismo do PSDB e do PT!
Dilma que PAPELÃO!
Somos , hoje um país que bate em jornalistas, que prende gente por portar vinagre e atira em desarmados como na Africa e nos outros países de trerceiro mundo!
Somos o paiseco de sempre, e caiu a mascara de Dilma, Alckimin, Haddad, Cardozo pança de Boi de Brejo e outros canalhas de plantão!
Molecada boa de bola, com hoestidade e amor ao povo e ao país!
VOCES são o exemplo que quero para os filhos da nossa Pátria!
Não se verguem, sejam o exemplo para essa gente Carcomida pela mediocridade que permeia nossas tristes existencias!
Jesus está com voces, os honestos e bons estão com voces!

Responder

Jose Mario HRP

14 de junho de 2013 às 05h36

O PSDB já era, mas o pT entrou na UTI da canalhice!
E o Haddad ficou com um centimetro!
DITADURA e Arbitrio!
Vou vomitar!!!!!!!!!!!!!!!!!
Blearghhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh……………..

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damastor dagobé

14 de junho de 2013 às 05h36

não vou dizer que algo nisso tudo me impressiona…quase nada me impressiona mais quando descubro que a tarifa do celular aqui no Brasil é quase 50 vezes mais cara que na Índia, e certamente o serviço é bem pior…mas a estreiteza e limitação das análises focando tudo em uma maldade e violência da policia, como se a questão fosse essa, ainda me causa certo espanto, confesso…os idiot-savant estão cada vez menos savant. Enfim acho que mesmo alguém que viva 500 anos não vai conseguir achar lógica que rege esse país.

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Almir

14 de junho de 2013 às 04h47

então parem de destruir tudo porra. Os caras quebram as estações de metro, vandalizam, destroem, não sabem protestar pacificamente. Quem tem a razão não precisa usar da violência tbm. É o sujo falando do mal lavado.

Responder

FrancoAtirador

14 de junho de 2013 às 04h11

.
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Isso é um ‘Remake’ da Ditadura Militar

no auge da Repressão sob o Regime do AI-5!

O estado de São Paulo em Poder do Fascismo!

A Mídia Bandida provou do próprio veneno.

Ainda assim, os repórteres tiveram sorte:

Na Ditabranda, a bala era de chumbo mesmo.
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.

Responder

angelo

14 de junho de 2013 às 04h05

Esperar o quê da PM, quando um oficial diz que jornalista de Carta foi preso porque não conseguiu provar que vinagre era vinagre?

Seria engraçado, não fosse…e uma pá de tiras diz ‘Brasil não está preparado pra regulamentar drogas’. Polícia falar em ‘estar preparado’ é hilariante.

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FrancoAtirador

14 de junho de 2013 às 03h53

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E agora?

O que os vândalos repórteres

da Folha e do Estadão

vão dizer para seus donos?

!!! FASCISTAS !!! NÃO PASSARÃO !!!
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Responder

Gerson Carneiro

14 de junho de 2013 às 03h49

Aprendendo pela dor: A imprensa que hoje apanha da PM é a mesma imprensa que escondeu a truculência da mesma PM em Pinheirinho.

Responder

FrancoAtirador

14 de junho de 2013 às 03h44

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O jornal ‘Folha de S.Paulo’ diz que teve 7 repórteres atingidos no protesto.

Entre eles, Giuliana Vallone [foto acima do post]
e Fábio Braga levaram tiro de bala de borracha no rosto.

Um cinegrafista foi atingido com spray de pimenta no rosto por um policial [Foto abaixo].

Fonte: G1

Responder

    André

    14 de junho de 2013 às 10h26

    o alvo era um rapaz ATRÁS do cinegrafista… idt

Fabio Nogueira

14 de junho de 2013 às 03h23

Para nós moradores de periferia isto é muito”normal”. Afinal de conta é a única arma que o Estado consegue controlar os “vândalos”

Responder

Lino Bocchini: Editoriais do Estadão e da Folha incitaram a violência da PM - Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de junho de 2013 às 02h51

[…] Classe média experimenta o terror que a PM paulista toca na periferia […]

Responder

Gerson Carneiro

14 de junho de 2013 às 02h48

E o Governador fanfarrão Geraldo Alckmin (que fica acuado quando o PCC resolve protestar) pelo twitter tentou cinicamente inverter os fatos:

RT @geraldoalckmin_: Depredação, violência e obstrução de vias públicas não são aceitáveis. O Governo de São Paulo não vai tolerar vandalismo.

Isso às 21h02 do dia 13.06.2013 após a PM ter obstruído a avenida Paulista e espancado quem apareceu pela frente.

A ingenuidade da pauta dos manifestantes não justifica a truculência do governador.

O Haddad erra porque se cala, e ao se calar consente.

E os Ministros da Dilma são mestres em se antecipar e falar bobagens.

Em Pinheirinho, aonde o Ministro da Justiça teria que intervir, não interveio.

E o patrimônio do povo são seus Direitos, e não vidraças.

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