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Diário da Resistência


Carla Hirt: Baleada, agredida e acusada de formar quadrilha
Denúncias

Carla Hirt: Baleada, agredida e acusada de formar quadrilha


26/07/2013 - 23h29

por Luiz Carlos Azenha

Desde a noite do dia 17 de julho a geógrafa Carla Hirt, integrante do Comitê Popular Copa e Olimpíadas do Rio de Janeiro, vem vivendo um pesadelo.

Primeiro, foi atingida por dois tiros de balas de borracha durante manifestação na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Depois, foi presa sob acusação de formação de quadrilha, apesar de desconhecer totalmente aqueles que foram presos junto com ela — supostamente integrantes da mesma quadrilha.

Em seguida, Carla foi autuada como se tivesse sido presa na rua Visconde de Pirajá, onde de fato aconteceram atos de vandalismo — quando, assegura, foi presa na rua Redentor, 294, diante de um prédio intacto, de fachada de vidro, onde ela e outros manifestantes se abrigaram justamente para evitar os tiros da polícia.

Finalmente, no dia 25, o jornal O Globo publicou uma reportagem ilustrada por uma foto que sugere que Carla e o marido dela, Igor, agente da ABIN – Agência Brasileira de Inteligência — teriam sido flagrados em atos de vandalismo.

Leiam a legenda.

Nem Carla, nem o marido aparecem na foto acima.

Ela não foi presa atirando pedras.

O marido nunca foi preso, nem nas ruas, nem na delegacia.

Igor foi à delegacia para socorrer Carla, que havia telefonado para relatar que tinha sido ferida por uma bala de borracha e estava a caminho da delegacia, presa.

O Globo fez mais: sugeriu no título que Carla e o marido foram presos “participando de quebra-quebra”:

A notícia de O Globo foi replicada nas redes sociais e por outros meios.

O jornal voltou ao assunto em outro texto, no qual destacou que a ABIN faria uma investigação do caso.

Porém, a própria nota oficial da ABIN desmentia o jornal.

Primeiro, deixou claro que Carla não pertence aos quadros da agência.

Depois, informou que o marido dela não estava infiltrado na manifestação.

Finalmente, que Igor passava férias no Rio de Janeiro.

Na edição impressa, o diário direitista anunciou: “Vândalo chapa-branca: Agente da Abin foi preso em protesto“. E fez trocadilho:

Igor Matela, o marido de Carla, escreveu um texto rebatendo o jornal.

Enviou por e-mail a O Globo:

“Hoje fui surpreendido por uma reportagem da editoria Rio do jornal O Globo que relata que eu e minha esposa, Carla Hirt, teríamos sido presos por ações de vandalismo no dia 17/07 na sequencia do protesto em frente à casa do governador Sérgio Cabral. Além disso, a reportagem afirma que eu e minha esposa teríamos nos identificado como agentes da Abin, insinuando que estávamos infiltrados e com outras intenções que não a livre manifestação política.

Gostaria de informar que tal reportagem é difamatória, não nos ouviu e publicou informações erradas que poderiam ser facilmente checadas na própria 14 DP. Carla é professora e atualmente doutoranda no IPPUR/UFRJ. Foi presa de forma arbitrária, agredida, baleada, acusada de formação de quadrilha junto com outros rapazes que ela sequer conhece. A denúncia é tão absurda que o Ministério Público indicou que não irá levar adiante, uma vez que a polícia não conseguiu provas do crime.

No meu caso, é verdade que trabalho na Abin. Passei num concurso público e sou um servidor federal como qualquer outro, submetido à lei 8.112. Tenho garantido minha livre manifestação política. Neste dia, não fui preso. Quando Carla estava sendo abordada e já tinha sido ferida, conseguiu me ligar.

Ouvi pelo telefone que estava sendo agredida e levada para a delegacia. Corri para a DP e cheguei lá uns 30 minutos depois indignado, perguntando pela minha esposa e questionando o abuso de autoridade da PM. Injustamente fui acusado por desacato, numa situação que nada teve a ver com atos de vandalismo. Me identifiquei com minha carteira de motorista e disse, quando a delegada que questionou, que trabalhava na Abin. Em nenhum momento tentei usar isso para o que quer que seja, pois se fosse assim teria sido autuado por abuso de autoridade ou então teria sido liberado.

Tudo isso está nos registros de ocorrência da delegacia.

Esta história conspiratória está me causando muitos prejuízos. Está ferindo minha honra e de minha esposa, me colocando em risco por me associar com policiais infiltrados e está me trazendo problemas no trabalho, onde posso sofrer um processo disciplinar.

Se quiserem ter referências sobre mim e sobre a Carla, sobre nosso efetivo e honesto engajamento político, podem perguntar a várias pessoas: professores do IPPUR/UFRJ (onde eu também curso mestrado), com o vereador Eliomar Coelho que conhece bem a Carla, Comitê Popular da Copa e Olimpíadas, Justiça Global, etc.

Gostaria de pedir que esta reportagem fosse retirada do site do jornal, pois nossos nomes completos estão sendo expostos, causando um prejuízo incomensurável para nós. Já estamos desmentindo a reportagem nas redes sociais, recebendo muita solidariedade de todos. Mas gostaria que os senhores também fizessem uma retratação.

Ciente de sua compreensão,
Atenciosamente,

Igor P. Matela“.

A foto acima foi feita no dia 23, pela fotógrafa Tahiane Stochero, do G1. Ou seja, cinco dias depois de Carla Hirt ter sido baleada e em seguida presa, nas ruas do Rio de Janeiro.

A geógrafa também escreveu uma carta sobre os acontecimentos, antes da “denúncia” de O Globo:

“Prezados(as)

Tenho 28 anos, sou professora e faço doutorado no IPPUR/UFRJ. Acompanho as manifestações pois acho importante o momento que estamos vivendo, no qual inúmeras pessoas saíram da letargia e apatia que caracterizou os últimos anos no Brasil.

Mando este relato sobre o que passei na noite de 17 de julho de 2013, quando fui presa, agredida e acusada de formação de quadrilha junto com mais 6 rapazes que não se conhecem entre si:

Neste dia 17 eu e mais alguns manifestantes fomos presos sob a acusação de formação de quadrilha, pelo simples fato de termos corrido de 3 viaturas que entraram atirando na rua em que estávamos.

Não nos conhecíamos, e a polícia resolveu que éramos uma “quadrilha” simplesmente por que nos abrigamos em frente a um prédio com fachada de vidro, pois sabíamos que a chance de os policiais continuarem atirando, em Ipanema/Leblon, em um prédio daqueles, seriam menores.

Eu fui baleada 2 vezes por balas de borracha (uma na perna e outra na altura da cintura, que acertou a minha bolsa e quebrou minha máquina fotográfica). Além disso fui agredida por um policial, e para não ser levada para Bangu (!!!), precisei pagar 700$ de fiança (cada um dos membros da suposta “quadrilha” também teve que pagar).

Fui liberada às 5:30 da manhã  quase sem conseguir caminhar, com muita vontade de chegar em casa, lavar o ferimento da perna (não tive atendimentos da delegacia) e ver o tamanho do estrago.

Hoje, assistindo os noticiários, fiquei surpresa com a quantidade de imagens  que a mídia e a polícia tinham dos atos que são, por eles, considerados de vandalismo. Alguns videos tem cerca de 10 minutos.

Com tanto policial infiltrado (fáceis de identificar) e com a polícia motorizada entrando à toda velocidade e atirando no meio dos manifestantes, me pergunto: por que nenhuma daquelas pessoas filmadas não estavam na delegacia e não foram presas?

Quando fui presa, havia um policial à paisana ajudando a colocar-nos dentro dos camburões. Se a polícia tivesse mesmo tão interessada em conter os atos de vandalismo, por que esses policiais à paisana estavam seguindo pessoas que estavam longe da “confusão”?

Cabe ressaltar que a policia registrou que nos prendeu na rua Visconde de Pirajá, sendo que eu fui presa na Redentor, 294. A intenção da polícia é dizer que nos prendeu no meio de onde estavam quebrando bancos. A sorte é que eu fiz registro de agressão policial (um policial me agrediu), e no meu depoimento eu disse exatamente o endereço em que tudo aconteceu*.

Carla Hirt (arquivo pessoal)

Em vários momentos vi policiais mascarados e sem identificação perseguindo, agredindo e enraivecendo os manifestantes (os mais “inofensivos”). Os P2 em nenhum momento se ocuparam daqueles que eles chamam de “vândalos” na TV.

Para mim, está claro que a intenção é amedrontar manifestantes, deixar o “vandalismo” correr solto (incitando-o, inclusive), para desqualificar os atos para que percam cada vez mais o apoio popular.

Meus colegas de “quadrilha” eram mais jovens do que eu, entre 17 e 20 anos, de diferentes classes sociais e não se conheciam entre si. Um perigo para a sociedade!

Eu nunca cometi crime algum, tampouco quebrei bancos ou seja lá o que for. Participo do Comitê Popular da Copa e Olimpíadas.

Lá, organizamos atos, manifestações, acionamos o MP, fazemos denúncias em várias esferas, acompanhamos e documentamos as arbitrariedades que ocorrem com a desculpa festiva dos megaeventos, etc (ex do nosso último dossiê).

Nunca em nenhum ato organizado pelo comitê houve confronto com a polícia ou atos classificados como vandalismo. Isso é um indício de que a minha forma de participar das manifestações, seja colaborando com a organização, ou simplesmente como manifestante, é pacífica.

Já fiz denuncia no Ministério Público [Nota do Viomundo: Ver no pé do post a íntegra] e agora espero a defensoria pública (que parece estar bem empenhada contra as recentes arbitrariedades policiais) para responder à acusação.

Segue anexo um arquivo com cópia da denúncia ao MP, e fotos.

Atenciosamente,

Carla

* isso corrobora com essa (e outras) noticia tendenciosa: que dá a entender que estávamos depredando as ruas (o que suspeitávamos que aconteceria quando vimos que a policia disse que nos prendeu na rua Visconde de Pirajá, e não na Redentor).

*****

Em sua página no Facebook, o Comitê Popular da Copa sugere que a “denúncia” de O Globo, publicada uma semana depois dos acontecimentos, foi baseada em informação fornecida ao repórter Antonio Werneck pelo ex-deputado Marcelo Itagiba.

A página reproduziu a troca de mensagens entre os dois no twitter (ver abaixo) na véspera da publicação da reportagem; no dia 25, Itagiba diz, ao tuitar o texto que acusa o casal: “Minha informação no Globo”.

Informação, sustentam Carla e o marido, que era falsa.

*****

Ferida, presa, acusada pela polícia e difamada sem defesa na mídia, Carla Hirt deixou de dormir em casa, por medo de retaliações.

Emocionada, deu a seguinte entrevista ao Viomundo, na noite de sexta-feira:

Ministerio Publico by Luiz Carlos Azenha


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A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
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O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



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Douglas da Mata

29 de julho de 2013 às 16h14

Bom, diante do comunicado da Srª Carla Hirt, em forma de comentário aí embaixo, cabem algumas considerações importantes ao debate.

Primeiro, digo e repito: todas as violências, abusos e incorreções de que foi vítima devem ser rigorosamente apuradas.

Depois, vamos ao texto dela, por partes:

“Caros, resolvi fazer uma declaração sobre os últimos acontecimentos. Segue:

Desde o dia 17 as coisas tem ido de mal à pior. Primeiro, a história bizarra de ser baleada, agredida e presa por formação de quadrilha com pessoas que sequer conhecia, e ter o local da prisão forjado.

Ok. Essa essa acusação de formação de quadrilha era o que menos me preocupava pois, além da minha inocência e da clara inocência dos meninos que foram presos comigo, a lambança que a polícia fez (a PM e a Civil, que acatou uma denúncia que em nenhum momento apresentou qualquer indício de factibilidade) está toda documentada, temos testemunhas, vídeos e documentos que comprovam nossa inocência.”

Réplica: Srª Carla, é preciso que a senhora saiba que o policial militar, ao comunicar um fato em uma unidade policial (delegacia), o faz sob a presunção da legalidade dos seus atos. Isto é um incômodo para os que se dizem inocentes (aliás, nunca ouvi, nem vi um acusado entrando na DP dizendo o contrário – é só visitar as cadeias e poderá ouvir a mesma coisa). Todos se dizem inocentes.
Então, se um dia a polícia militar lhe traz para comunicar um roubo, e junto está o assaltante preso, não a tratarão como suspeita também. Esta premissa é uma garantia sua, assim como o amplo direito de defesa e contraditório que terá para provar sua inocência, se for o caso.
Na esfera policial não é in dubio pro reu(como no tribunal), mas sim, in dubio pro societatis.
Caso discorde deste forma de funcionamento do aparato policial e de investigação, é bom votar em deputados e senadores que revoguem tais princípios.
Mas este prelado está presente, inclusive, no tão falado “poder de investigação do MP”, que pelo seu histórico, deves ser defensora!

“Até então, minhas maiores preocupações eram:
1 -a minha perna (baleada);
2 – os prejuízos físicos, materiais, morais e psicológicos;
3 -A incomodação de ter que além de me defender de uma denúncia bizarra e processar o Estado, pensar em o que fazer com relação aos meios jornalístico levianos, que colocaram o meu nome e o nome dos demais meninos presos comigo em matérias jornalísticas (se é que podemos chamar disso de jornalismo, tamanha a irresponsabilidade) vinculando nossos nomes ao quebra-quebra de bancos e lojas no Leblon. Qual quer investigação preguiçosa constataria o absurdo da acusação. Sequer fomos procurados e a palavra vandalismo (ou palavras que deem isso a entender) sequer aparece nos nossos autos policiais. Estava claro que isso estava seguindo um padrão atuação da polícia de prender quem quer que seja para apresentar logo algum suposto “culpado” para os jornais, que publicam qualquer coisa, além de nunca ir atrás das pessoas que eles próprios filmam quebrando lojas, etc.

Réplica: Devemos, ad nauseuam, repetir que as violações de garantias e direitos da Srª Carla devem ser apurados e reparados, onde couber. Mas a lógica da Srª Carla esconde um problema, não sei se proposital: Ora, cada uma das “manifestações” recentes resultou nos atos de vandalismo vistos e assistidos por todos (inclusive por ela), então há de se perguntar: Como pretender que a polícia fosse divisar as coisas quando uma era causa e efeito da outra? Que tipo de diversionismo é este? Então pessoas mascaradas, com faixas de fora fulano ou fora sicrano estão com animus democrático de protesto? Qual é a pauta do movimento? Quem está à sua frente? Com quem será o diálogo? Querem algum?

“Reitero: nunca participei destas ações. Nas manifestações que o grupo do qual participo organizam (Comitê Popular da Copa e Olimpíadas) nunca houve qualquer ato identificado por quem quer que seja como vandalismo. Minha opção de manifestação e luta política se identifica com as ações organizadas pelo Comitê: levantamento de dados, elaboração de dossiês sobre os gastos públicos, as remoções de famílias e violações dos direitos humanos sob o pretexto festivo dos megaevento, realizar denúncias ao MP, identificar os processos que estão levando à elitização da cidade, organizar e participar de atos com pautas claras e direcionadas, etc (muitas das informações estão reunidas neste dossiê: http://comitepopulario.files.wordpress.com/2013/05/dossie_comitepopularcoparj_2013.pdf).”

Réplica: Com tudo isto, de novo perguntamos, o que fazia a Srª Carla no local dos fatos? Algum PM ou Pcivil levou a delegacia algum de seus levantamentos, denúncias, dossiês, e encartou do procedimento de investigação inaugurado na 14ª DP? Aqui, a Dona Carla utiliza seus escritos como salvo conduto, um tipo mais polido e refinado de “sabe com quem está falando”. Pois é…

“Não bastasse isso, no dia 25 o O Globo (não consigo mais chamar isso de jornal em respeito aos jornalistas que conheço e que realizam seu trabalho com a responsabilidade necessária) coloca o meu nome e de meu companheiro em uma matérias de capa imensa, associando-nos diretamente à atos de vandalismo e acusando-nos de sermos “agentes” infiltrados pela Abin para promover quebra-quebra.
QUANTA IRRESPONSABILIDADE E LEVIANDADE! COMO QUE ALGUÉM PUBLICA UMA DENÚNCIA GRAVE DESSAS SEM CHECAR OS FATOS? VALE TUDO PARA TER UM FURO SENSACIONALISTA? MESMO ACABAR COM A VIDA DE DUAS PESSOAS QUE NADA TEM A VER COM ISSO E QUE SEMPRE ATUARAM RESPONSAVELMENTE E DIGNAMENTE TANTO EM SEUS TRABALHOS, QUANTO NO EXERCÍCIO DE SUA CIDADANIA E MILITÂNCIA? Quer dizer agora que chamam de jornalismos publicar qualquer coisa que qualquer pessoa diz? Esse tipo de coisa lembra a história do radialista que espalhou pânico dizendo que a Terra estava sendo invadida por extraterrestres. Quem faz uma coisa dessas é irresponsável por não checar as fontes, ou age desta forma conscientemente, sabe-se lá com quais intenções?”

Réplica: Aqui concordo inteiramente com a senhora!

“Pergunto-me: quais os interesses dos responsáveis tanto pela denúncia, quanto pela edição e publicação?
Se em algum momento alguém tivesse me perguntado qual a minha profissão (tanto na delegacia quanto antes de fazerem esta matéria desastrosa), eu teria respondido a verdade da qual me orgulho: sou professora.
Nunca trabalhei e não pretendo prestar concurso para a Abin. Meu companheiro prestou concurso e isso não o impede de exercer seu livre direito de manifestação e de ter posicionamentos e políticos frente às coisas que pesquisa, estuda e acredita.”

Réplica: Novamente a Srª Carla parece esquecer certos detalhes fundamentais. Algumas funções de Estado não estão sob o mesmo rol ou regime jurídico de outras carreiras. Policiais militares não podem fazer greve ou sindicalizarem-se, por exemplo(e eu acho um absurdo, mas é fato). Policiais civis não podem emitir certas opiniões, ou adotar condutas consideradas inapropriadas, assim como juízes, promotores, defensores, etc.
Eu não sei se o caso da Abin, pois desconheço seu regime estatutário, mas tenho certeza que há certas vedações, e que se for o caso, seu esposo deverá responder a uma sindicância administrativa. Afinal, a lei é para todos, não?

“Eu, os meninos que foram presos comigo e tantos outras pessoas presas nas últimas manifestações (e algumas que foram liberadas na delegacia) temos feito denúncias graves contra a atuação policial: arbitrariedades, truculência, provas sendo forjadas, agressões físicas e verbais, etc.”

Réplica: Aqui a senhora deve saber: suas alegações deverão ser meticulosamente provadas. Não valerá a mera injunção corriqueira da violência policial(em alguns casos, verdadeira) para sensibilizar a opinião pública.

“Que espaço isso tem tido na mídia, e quais apurações estão sendo feitas?
Antes dos “jornalões” divulgarem parcialmente esses temas é preciso que muita denúncia e provas circulem nas redes sociais. As grandes empresas de comunicação só divulgam parcialmente as denúncias quando não é possível mais escondê-las, tamanha a divulgação em meios alternativos (salve a democratização, mesmo que lenta, dos meios de comunicação!).
Ainda assim, quando o fazem, é de forma “cuidadosa”, para não afirmar categoricamente nada que questione a ação policial. Quantos Amarildos precisam desaparecer e quantas pessoas tem que expressar sua indignação para que alguma coisa seja publicada!?”

Réplica: A ação policial tem que ser sempre questionada, SEMPRE, esta é uma garantia do Estado de Direito! Mas veja o corte de classe: Careli (Fiocruz) sumiu desde 92, Amarildo “ontem”, e mesmo assim o maior bafáfá se deu com a Srª Carla, que agora “usa” o caso Amarildo para dramatizar seu inconformismo. Milhares de Amarildos somem todos os dias, mas só daremos “atenção” quando sumir alguém como dona Carla.

“POR QUE O MESMO “CUIDADO” NÃO FOI TOMADO ANTES DE PUBLICAREM A MATÉRIA DESASTROSA QUE DIFAMA NACIONALMENTE A MIM E AO MEU COMPANHEIRO? REPITO, QUAIS OS INTERESSES?
Aos (i)rresponsáveis por isso: saibam (tenho certeza que sabem) que causaram danos morais, materiais, psicológicos e físicos (diretamente associado ao psicológico) irreparáveis com tantas mentiras e difamações.
Nunca gostei de exposição, MAS AGORA ESTOU SENDO OBRIGADA A ME EXPÔR para desmentir as acusações irresponsáveis e graves das quais fomos vítimas. REPITO: NÃO GOSTO DESTA EXPOSIÇÃO.
A única coisa verdadeira nessa história toda é que eu estava sim na manifestação, exercendo meu livre direito à ela. Lamento muito o reacionarismo governista dos que temem os resultados das manifestações. Pelas minhas crenças e ideais, sempre sonhei com o momento em que sairíamos da letargia que dominava o país nos últimos tempos, para que as pessoas passem a problematizar mais em vez de aceitar tudo caladas.”

Réplica: aqui repito a sugestão dos dois textos do Wanderley Guilherme dos Santos, no blog o Cafezinho:

http://www.ocafezinho.com/2013/07/26/as-raizes-da-revolta/

http://www.ocafezinho.com/2013/07/25/wanderley-preve-o-futuro-dos-coxinhas/

Como assim o país estava “letárgico”? Então incluir pessoas, aumentar salários e renda, quintuplicar vagas em universidades, reduzir juros deveria causar alguma revolta em alguém? Qual é o perfil sócio-econômico dos que estão nas ruas? Dona Carla já se perguntou isto? Tenha santa paciência…

“QUE BOM QUE AS PESSOAS ESTÃO PROBLEMATIZANDO SEJA LÁ O QUE FOR!”

Réplica: Bom, como uma pessoa que diga uma asneira destas poderá reivindicar que a PM ou qualquer outro órgão de repressão faça a distinção entre seja lá o que for, ou pior, seja lá quem for?

“SIM: TUDO FAZ PARTE DE UMA DISPUTA, ATÉ MESMO OPTAR POR FICAR EM CASA PARA NÃO MUDAR A ORDEM DAS COISAS. Eu, ao contrário, espero por mudanças e tensionarei o quanto for possível para que sejam as melhores (e quem quiser saber alguns dos motivos que me levam às ruas, repito, deixem de preguiça e leiam o documento que citei acima).”

Réplica: Qual destes documentos foi colocado como pauta, e levado a um debate com algum órgão, autoridade, parlamento, ou qualquer esfera legitimada? Então documentos impõem na luta política um mandato irrevogável e unilateral? E depois esta senhora se queixa da mídia…? Santo deus…Uma pessoa que se arvora no direito de “tensionar” sempre, reclamando da contra-tensão? Ué, ela espera que as forças que combate esperem sentadas o seu movimento? Quer atacar como leoa e ser tratada como um pardal?

“Ao contrário do que muitas pessoas estão irresponsavelmente falando, não, eu não quero tirar o Cabral ou quem quer que seja à força do Governo. Não concordo com golpismos. Isso não quer dizer que eu ache que ele não deve ser responsabilizado pelos atos que levantamos e que são de sua responsabilidade (muitos indicados no dossiê, e outros levantados posteriormente, como o uso de recursos públicos para regalias particulares, etc), e que responda por eles.

Réplica: Responda aonde? Serão as ruas um novo tribunal da inquisição, ou uma nova cruzada?

“Sei que outros políticos também são responsáveis por muitas destas questões, mas só conseguiríamos dar conta de todos se as pessoas que tanto falam isso resolvessem fazer mais e ajudar em vez de falar, falar, falar e não fazer nada.”

Réplica: Diante de tanta besteira, e tanto açodamento, o melhor aos de bom senso é nada fazer! Quanto primarismo, quanto reducionismo…!!!!

“A única coisa positiva com essa história toda é o apoio dos amigos, familiares, professores, companheiros de ativismo, das pessoas que foram vítimas junto comigo das arbitrariedades cometidas pela polícia, etc – a quem venho publicamente agradecer. Graças à essas pessoas e à rede que formamos estamos conseguindo mostrar que os grandes meios de comunicação (e os grupos a quem estão historicamente aliados) estão tendo cada vez mais o seu poder posto em xeque.
Desculpem o texto longo, mas podem ter certeza que a minha indignação e tristeza não coube nestes caracteres.
Carla Hirt”

Réplica: Se alguém tinha dúvidas, agora temos certeza: Dona Carla, como tantos outros porra-loucas das ruas têm um grave problema de auto-estima mal resolvido, e as confusões e resultados sentidos nas ruas são a manifestação de sua “terapia de grupo”. Agora, apoiada (e percebida) por amigos, etc, ela pode dar algum sentido a sua vida, para ela, antes patética, porque despercebida.

Carla Hirt é um triste exemplo acabado da falta de senso e irresponsabilidade da ultra-esquerda brasileira, que de tanto tentar, vai conseguir promover as condições ideais para um golpe civil neste país.

Responder

    Vândalo pacífico

    29 de julho de 2013 às 21h30

    Perfeito. Só não concordei com ” ultra-esquerda “. Eles são ultra direitistas mesmo. Neoliberais saudosos da concentração de renda, do desemprego, da estagnação econômica, do FMI, da vassalagem ao imperialismo, do subdesenvolvimento.

    Eduardo

    30 de julho de 2013 às 16h11

    Carla é uma irresponsável. Responsáveis são o Cabral, o Paes, o Vaccarezza. Vamos abandonar os protestos pois a Direita vai dar um golpe e assumir o poder! Daí o Sarney, o Collor, o Maluf, a Kátia Abreu e o Kassab vão dominar o Governo Federal! Saiam das ruas, seus ingênuos!

    Douglas da Mata

    01 de agosto de 2013 às 21h25

    Eduardo, seu nível de reducionismo beira ao ridículo.

    Bom, não vou morder a isca e dizer que é a ultra-esquerda que não é lá exemplo para nada, haja vista as péssimas companhias em Macapá, ou o caso do radolfinho andando de braços dados com álvaro dias, simon, e taques no Senado. Os “vestais vingadores”.

    Nem tampouco vamos pedir um auditoria nas contas dos sindicatos controlados pelo pstu, pcb, etc, usando os recursos das categorias para as campanhas destes partidecos, transformando os sindicatos movidos a imposto sindical em aparelhos partidários.

    Acho que descer a este nível só fornece a munição para a direita.

    No mais, nem vale a pena perder tempo com vocês. Quando tiver algum argumento sólido para contribuir no debate que teremos que travar sobre o momento histórico que vivemos e sua gravidade, aí você volta e se dirige a mim.

    Por enquanto, vamos deixar você na calabouço com o pessoal da ultra-direita, lulipes, rodrigos lemes e afins.

    Afinal, os extremos não se tocam sempre?

Julio Silveira

29 de julho de 2013 às 15h00

O maior problema neste mundo é que as credibilidades já não são as mesmas. A reportagem do Globo pode mesmo ser uma reporcagem, assim como o desmentido da Abin pode ser uma fraudulenta mentira. Em quem confiar? Globo e Abin (SNI antes) antes viviam um combubinato no particular, será que estão se separando mesmo ou é apenas um estratégia de disfarce para a vizinhança não desconfiar de um casamento no futuro, será precaução para não invadirem a festa?

Responder

FrancoAtirador

29 de julho de 2013 às 14h36

.
.
Mídia Bandida é mentora do esgoto a céu aberto na internet.

(http://www.libertar.in/search/label/ABIN)
.
.

Responder

Valdete Lima

29 de julho de 2013 às 14h04

Eu acho que isso tem que ser bem apurado, revelado e desmascarado. A professora, na minha visão, conta a verdade. A polícia não faz a linha investigativa. Prende, cobra a multa p/soltar e não dá a menor explicação plausível. Caro Azenha, não deixe este caso morrer. Porque a grande mídia vai dar um jeito de abafar.

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abolicionista

29 de julho de 2013 às 10h32

Além da desigualdade orçamentária entre Polícia Militar e Polícia Civil, há, pelo menos em SP, o problema da distribuição dos gastos no interior de cada instituição. A PM paulista sofreu cortes gastos em seu aparato científico investigativo em prol do aumento injustificável dos gastos com aparato repressivo. Por essas e por outras é que falta inteligência à PM de São Paulo. É preciso investir mais na polícia científica. Por conta desse descaso, a maior parte das ocorrência não é sequer investigada. Isso apenas demonstra que, em vez de patrimônio público (o que a polícia deve ser) nossa polícia foi criada para fazer política de repressão social.

Para entender a opinião das pessoas a respeito, proponho uma reflexão: como sabemos, a violência da PM é necessária para manter uma sociedade injusta. Ou seja, ela é o reflexo de vivermos um apartheid social, ou seja, de possuirmos uma péssima distribuição de renda. Afinal, a pequena fatia de privilegiados precisa manter afastada a massa de miseráveis e a PM cumpre bem esse papel. No meio da guerra, a classe média faz das tripas coração para manter a distância cada vez menor entre ela e os pobres. Daí a identificação irrefletida de grande parte da classe média com a PM. Ainda que ela seja corrupta, injusta e violenta, é preciso amá-la irrestritamente, pois só esse amor garante que o alvo não somos nós, cidadãos de bem. Os protestos que colocaram a classe média nas ruas embaralharam as coisas para a classe média, que se viu na mira da criatura que ela mesma havia alimentado. Diante disso, os argumentos precisaram ser reajustados. Ou bem criamos uma cisão no interior da própria classe média (entre vândalos e manifestantes pacíficos), o que divide ainda mais nosso poder político já reduzido, ou criticamos seletivamente a ação da PM e corremos o risco de que nosso desejo de diferenciação fique exposto como o rei nu da fábula de Andersen (quer dizer que a PM não pode usar bala de borracha na Paulista mas pode usar chumbo na favela?). Ou seja, o argumento pelo qual a classe média se auto-legitima está na corda-bamba, logo ele vai reencontrar seu prumo. Até lá, abrem-se perspectivas políticas interessantes, mas nada que possa nos deixar otimistas.

Responder

    Douglas da Mata

    29 de julho de 2013 às 15h01

    Abolicionista,

    Me desculpe a rudeza, mas ela é necessária: Seu desconhecimento sobre as atribuições da PM(seja onde for) e as polícias civis é gritante.

    Mas não é culpa sua.

    Policiamento ostensivo (PM, ou qualquer outra polícia fardada/uniformizada ao redor do planeta) não tem como missão precípua uso de ações de inteligência.

    Esta prerrogativa é exclusiva das polícias investigativas, onde está incluído o trabalho de polícia técnico-científica que você misturou como condição para uma melhora do policiamento.

    A PM serve para prevenção a partir da coleta e planejamento de dados subordinados às polícias civis, que são quem processam os crimes já cometidos, fornecendo as manchas criminais.

    PM não tem aparato “investigativo” ou perícia, meu amigo.

    Foi justamente a (errada) ideia de incutir no policiamento ostensivo atribuições que lhe são estranhas que deu esta cara esquizofrênica a polícia brasileira, que associada a violência estatal “genética”, resultam em cenas de horror, tristemente banalizadas nas periferias e nos programas marrons de TV.

    Se queremos debater desmilitarização da PM (que eu concordo), a reestruturação das polícias (que eu concordo), temos que avançar para modificar radicalmente o estamento jurídico-penal brasileiro.

    Caso contrário, vamos só enxugar gelo.

    E abolicionista, meu amigo, prezo sua capacidade de argumentação, mas vá muito fundo naquilo que desconhece.

    Um abraço

Mardones

29 de julho de 2013 às 08h49

Esse barulho da imprensa livre da Dilma é um ‘exemplo’ para todos o planeta seguir.

Qual será o controle remoto da mídia impressa?

Responder

Douglas

29 de julho de 2013 às 07h46

Agentes da inteligência de um país infiltrados em levantes, incitando a desordem contra o próprio país ao qual deveria zelar. Só no Brasil mesmo!!!Muito provavelmente foram treinados e regidos pela ideologia da CIA.

Responder

edir

29 de julho de 2013 às 07h01

Carlinha , Carlinha, aprendeu ? entäo fique em casa, espera a poeira do golpe passar e depois volte com suas manifestacöes. Este é meu conselho.
Näo estou apoiando a Globo, sei que essa empresa é um lixo, para näo dizer, um cancer no cérebro dos brasileiros. Mas no momento ela está usando e abusando de todo movimento para tirar o PT do poder, desmoralizar a ABIN e depois rir de todos.

Responder

    anac

    29 de julho de 2013 às 11h17

    O MPL que deu inicio as manifestações em SP disse que não eram apenas os 20 centavos. A direita sabe muito bem que não é e nunca será, clocar o monstro nas ruas e manipulá-lo significa muito mais, principalmente quando aproveitando o momento de turbulência a direita tem por habito histórico infiltrar nas manifestações seus comparsas para criar o caos e possibilitar o retorno ao poder da direita capitalista que implantará de vez o modelo neoliberal,. Que não apenas aumentará em muito mais de 20 centavos o preço do transporte público como promoverá sua privatização total, bem como a saúde e a educação. Luiza Erundina que como prefeita defendeu o passe livre foi atacada de todas as formas pelos capitalistas de direita, que visam acima de tudo LUCRO. E ninguém do MPL a defendeu quando acusada de má-gestão teve que pagar multa ao tribunal de contas.

    edir

    29 de julho de 2013 às 15h03

    Muito bom seu raciocínio. Penso assim tambem. Quem insiste nessas passeatas, tem outras intencöes, ou é ingênuo.

FrancoAtirador

29 de julho de 2013 às 06h35

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Mentira grosseira para desviar atenção

Direto da Redação

Enquanto o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, reconhecia a responsabilidade do Estado por violações dos direitos humanos e infrações ao Direito Internacional Humanitário no prolongado conflito armado naquele país, informação pouco divulgada por aqui, no Rio de Janeiro ocorreu um fato extremamente grave.

Na edição da quarta-feira (25) do jornal O Globo, o repórter Antônio Werneck assinava matéria mentirosa, com chamada de primeira página, revelando que “agente da Abin foi preso em protesto” e com o complemento de sustentação “vândalo chapa-branca”. O jornal da família Marinho, numa demonstração de baixo jornalismo “informava” sobre a prisão do geógrafo e agente da Abin Igor Pouchain Matela junto com a mulher, Carla Hirt.

Mentira grosseira. Carla Hirt foi presa quando fugia da truculência policial sendo agredida, depois de ser ferida por balas de borracha, não tendo jogado pedras em lugar nenhum. O marido, que não estava com ela, foi até a 14a. Delegacia Policial, no Leblon, ao ser avisado pela própria mulher da prisão e agressão por parte de um tenente da PM.

Portanto, ai se esclarece a primeira mentira que tem por visível objetivo induzir o leitor a incriminar a Abin, desviando a atenção do principal, ou seja, de que a PM de Sergio Cabral infiltra agentes P2 nas manifestações, não propriamente para observar, como alegam as autoridades, mas para provocar tumulto. Vídeos postados nas redes sociais não deixam dúvidas.

Carla foi acusada de formação de quadrilha e ter jogado pedras numa agência bancária. Ela foi presa na rua Redentor e a PM notificou que a prisão ocorreu na Visconde de Pirajá. Portanto, uma nova mentira, como várias outras encontradas na matéria do repórter Antônio Werneck. A indicação da Visconde de Pirajá foi para mostrar que ela estava no centro dos acontecimentos no momento da prisão. Se fosse colocada a rua exata ficaria demonstrado que Carla foi presa fora do local onde a PM agia com truculência, por orientação do trio Sérgio Cabral, José Mariano Beltrame e Coronel Enir Costa Filho, comandante da PM.

Que quadrilha os presos poderiam ter formado se nenhum deles se conhecia? Antes da matéria ter sido divulgada, Carla Hirt deu entrada com uma ação no Ministério Público informando ter sido vítima da truculência policial, agredida e baleada, além de acusada falsamente de formação de quadrilha.

Fonte não revelada – Mas o que também chama a atenção da matéria é o fato dela ter sido divulgada uma semana após os acontecimentos ocorridos na manifestação que começou nas imediações do prédio onde reside o Governador Sérgio Cabral, no bairro do Leblon, dia 18 de julho. Aí que mora também o perigo. A fonte da informação sobre a falsa prisão do agente da Abin, não citada pelo repórter de O Globo, foi o ex-deputado Marcelo Itagiba, do PSDB.

Itagiba não é flor que se cheire, tendo sido citado numa Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa fluminense sobre a ação das milícias como elemento vinculado a esse grupo criminoso que atua com ramificações no aparelho de Estado. Uma pergunta que não quer calar: quem informou Itagiba sobre a ocorrência na delegacia do Leblon? E por que Antônio Werneck não revelou a fonte da sua mentirosa matéria e fez questão de contatar o ex-deputado? Ele é fonte de O Globo?

Baixo jornalismo – Mas se os leitores imaginam que o baixo jornalismo do jornal se limitou ao que foi mencionado até agora, engana-se. Tem mais. A própria matéria desdiz a chamada de primeira página ao revelar no meio do texto que o agente foi autuado por desacato quando chegou à delegacia. Então, por que ter colocado com chamada de primeira página a mentira de que o agente da Abin foi preso no protesto? E por que dar ênfase ao “desacato” e relegar a plano secundário a agressão sofrida por Carla Hirt e também colocá-la no texto como agente da Abin?

Como Igor Matela havia mandado uma carta ao jornal O Globo negando o desacato e informando que ele e Carla Hirt eram alunos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o repórter Antônio Werneck procurou o professor Carlos Wainer, titular do referido instituto, perguntando se “o senhor gostaria de comentar o caso” e se ”conhecia o casal?”.

Vainer respondeu, mas o que disse não foi divulgado pelo jornal: “Carla é geógrafa, professora, brilhante estudante de doutorado em Planejamento Urbano e Regional. Digna e íntegra, como os milhões de jovens que têm ido às ruas manifestar sua inconformidade com a situação do país. Orgulho-me de ser seu professor, No Rio de Janeiro, o direito de manifestação vem sendo violado por uma polícia inepta, brutal e, como agora se sabe, capaz de forjar autuações fraudulentas para criminalizar manifestantes. Sob pretexto de manter a ordem, a polícia instaura o terror a cada nova manifestação pública. É necessário investigar e punir policiais e autoridades que promovem ou acobertam essas violências. Ouvir a mensagem das ruas, recomendou a Presidente Dilma, Querem, no entanto, calá-la”.

Igor Matela garante também que em momento algum deu uma carteirada como agente da Abin, como insinua O Globo. Ao ser enquadrado, a delegada naquele momento, Flávia Monteiro, pediu seus documentos e que revelasse a profissão. Mostrou então a carteira de motorista e disse ser funcionário público. A delegada insistiu perguntando em que repartição, mencionando então a Abin. Igor ingressou na Abin por concurso.

Em suma, como tem acontecido nos últimos tempos, O Globo deu mais prova de baixo jornalismo, que precisa ser denunciado em todos os fóruns, sobretudo nas escolas de comunicação onde são formados os futuros repórteres que ocuparão as redações.

(http://www.diretodaredacao.com/noticia/mentira-grosseira-para-desviar-atencao)

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Falcao

28 de julho de 2013 às 22h48

Outro caso padrão “Escola de Base” – Caso Escola Base: Rede Globo é condenada a pagar R$ 1,35 milhão. Tem que haver um basta nessa onda de agressões da mídia…nada foi feito com o “caneta” jornalista do cachoeira(veja)…até quando a sociedade vai aturar …(http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/12/caso-escola-base-rede-globo-e-condenada-pagar-r-135-milhao.html)

Responder

Rodrigo

28 de julho de 2013 às 19h28

Cabral
ONDE está Amarildo?

Responder

Edno Lima

28 de julho de 2013 às 18h53

“Porém, a própria nota oficial da ABIN desmentia o jornal”
Alguém acha que a ABIN confirmaria que o agente estaria infiltrado na manisfetação? ou alguém julga que agentes da ABIN, assim como outras instituições, legitimamente, não infiltra servidores para fins de obeservação.
Um servidor público , que trabalha numa agência de inteligência,e vai para uma delegacia “soltar” a mulher e sai de lá autuado ´por desacato é assunto digno de virar notícia.
Quem vai para manifestação em que ocorrem atos de vandalismo está sujeito/a a ser atingido por um projétil de borracha ou inalar gás lacrimogênio ou a ter seu nome envolvido em ocorrência policiais ou virar notícia de jornal. O resto é chororô!

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RicardãoCarioca

28 de julho de 2013 às 18h36

Que tal pegar o áudio do vídeo http://www.youtube.com/watch?v=6t9azwROXqs do direito de resposta do Brizola lido no JN 19 anos atrás (nossa! texto atualíssimo!) e o utilizar em carros de som nos próximos protestos???

Responder

anac

28 de julho de 2013 às 17h48

Ao tentar envolver a ABIN, a Globo pretendeu criar mais um clima de hostilidade contra o governo que visa derrubar o de Dilma. Alguns manifestantes podem até está agindo de boa índole movidos por boas causas nas reivindicações entretanto estão lidando com profissionais do ramo que tem por habito de décadas infiltrar pessoas com a unica finalidade para criar o caos e motivo para um golpe. Lembrem do atentado do RIOCENTRO. Eles são profissionais e já conseguiram levar ao suicídio um presidente – Getúlio Vargas – e derrubar em 1964 outro – João Goulart – usando exatamente os coxinhas classe media da época tendo como um dos motes a corrupção. Corrupção que a direita pratica há seculos tendo a origem de suas riquezas na pratica contumaz deste ilícito.

Responder

Apavorado por Vírus e Bactérias

28 de julho de 2013 às 14h04

A moça levou um tiro a queima roupa de borracha? A polícia do Rio é comandada pelo Cabral, a de São Paulo, pelo Alckmin. O Alckmin, por incrível que pareça, é muito mais inteligente que o Cabral. Esse Cabral, além de corrupto, ainda vive em pleno AI-5. Alckmin, inicialmente arrebentou. Depois, fez pose de bom moço. Mas mesmo assim não adianta, cai assustadoramente nas pesquisas de satisfação. Até que enfim, na próxima eleição essa canalha vai estar fora.

Responder

    anac

    28 de julho de 2013 às 17h57

    O PIGlobo poupa o Alckmin e demais tucanos. Não é questão de inteligência. Alguém ouviu na Globo, Folha Estadão alguma noticia do propinoduto tucano que desde Covas pagou de propina mais de 400 milhões aos governos tucanos? Se fosse o PT…
    A SIEMENS corruptora por seus empregados confessou a pratica da corrupção em SP no CADE e MP.
    Alguém aqui leu ou ouviu no PiG algo sobre os mais de 1 bi sonegados pela GLOBOPAR no evento Copa do mundo de 2002?

Carla

28 de julho de 2013 às 13h31

Caros, resolvi fazer uma declaração sobre os últimos acontecimentos. Segue:

Desde o dia 17 as coisas tem ido de mal à pior. Primeiro, a história bizarra de ser baleada, agredida e presa por formação de quadrilha com pessoas que sequer conhecia, e ter o local da prisão forjado.

Ok. Essa essa acusação de formação de quadrilha era o que menos me preocupava pois, além da minha inocência e da clara inocência dos meninos que foram presos comigo, a lambança que a polícia fez (a PM e a Civil, que acatou uma denúncia que em nenhum momento apresentou qualquer indício de factibilidade) está toda documentada, temos testemunhas, vídeos e documentos que comprovam nossa inocência.
Até então, minhas maiores preocupações eram:

1 -a minha perna (baleada);
2 – os prejuízos físicos, materiais, morais e psicológicos;
3 -A incomodação de ter que além de me defender de uma denúncia bizarra e processar o Estado, pensar em o que fazer com relação aos meios jornalístico levianos, que colocaram o meu nome e o nome dos demais meninos presos comigo em matérias jornalísticas (se é que podemos chamar disso de jornalismo, tamanha a irresponsabilidade) vinculando nossos nomes ao quebra-quebra de bancos e lojas no Leblon. Qual quer investigação preguiçosa constataria o absurdo da acusação. Sequer fomos procurados e a palavra vandalismo (ou palavras que deem isso a entender) sequer aparece nos nossos autos policiais. Estava claro que isso estava seguindo um padrão atuação da polícia de prender quem quer que seja para apresentar logo algum suposto “culpado” para os jornais, que publicam qualquer coisa, além de nunca ir atrás das pessoas que eles próprios filmam quebrando lojas, etc.
Reitero: nunca participei destas ações. Nas manifestações que o grupo do qual participo organizam (Comitê Popular da Copa e Olimpíadas) nunca houve qualquer ato identificado por quem quer que seja como vandalismo. Minha opção de manifestação e luta política se identifica com as ações organizadas pelo Comitê: levantamento de dados, elaboração de dossiês sobre os gastos públicos, as remoções de famílias e violações dos direitos humanos sob o pretexto festivo dos megaevento, realizar denúncias ao MP, identificar os processos que estão levando à elitização da cidade, organizar e participar de atos com pautas claras e direcionadas, etc (muitas das informações estão reunidas neste dossiê: http://comitepopulario.files.wordpress.com/2013/05/dossie_comitepopularcoparj_2013.pdf).

Não bastasse isso, no dia 25 o O Globo (não consigo mais chamar isso de jornal em respeito aos jornalistas que conheço e que realizam seu trabalho com a responsabilidade necessária) coloca o meu nome e de meu companheiro em uma matérias de capa imensa, associando-nos diretamente à atos de vandalismo e acusando-nos de sermos “agentes” infiltrados pela Abin para promover quebra-quebra.

QUANTA IRRESPONSABILIDADE E LEVIANDADE! COMO QUE ALGUÉM PUBLICA UMA DENÚNCIA GRAVE DESSAS SEM CHECAR OS FATOS? VALE TUDO PARA TER UM FURO SENSACIONALISTA? MESMO ACABAR COM A VIDA DE DUAS PESSOAS QUE NADA TEM A VER COM ISSO E QUE SEMPRE ATUARAM RESPONSAVELMENTE E DIGNAMENTE TANTO EM SEUS TRABALHOS, QUANTO NO EXERCÍCIO DE SUA CIDADANIA E MILITÂNCIA? Quer dizer agora que chamam de jornalismos publicar qualquer coisa que qualquer pessoa diz? Esse tipo de coisa lembra a história do radialista que espalhou pânico dizendo que a Terra estava sendo invadida por extraterrestres. Quem faz uma coisa dessas é irresponsável por não checar as fontes, ou age desta forma conscientemente, sabe-se lá com quais intenções?

Pergunto-me: quais os interesses dos responsáveis tanto pela denúncia, quanto pela edição e publicação?

Se em algum momento alguém tivesse me perguntado qual a minha profissão (tanto na delegacia quanto antes de fazerem esta matéria desastrosa), eu teria respondido a verdade da qual me orgulho: sou professora.
Nunca trabalhei e não pretendo prestar concurso para a Abin. Meu companheiro prestou concurso e isso não o impede de exercer seu livre direito de manifestação e de ter posicionamentos e políticos frente às coisas que pesquisa, estuda e acredita.

Eu, os meninos que foram presos comigo e tantos outras pessoas presas nas últimas manifestações (e algumas que foram liberadas na delegacia) temos feito denúncias graves contra a atuação policial: arbitrariedades, truculência, provas sendo forjadas, agressões físicas e verbais, etc.

Que espaço isso tem tido na mídia, e quais apurações estão sendo feitas?
Antes dos “jornalões” divulgarem parcialmente esses temas é preciso que muita denúncia e provas circulem nas redes sociais. As grandes empresas de comunicação só divulgam parcialmente as denúncias quando não é possível mais escondê-las, tamanha a divulgação em meios alternativos (salve a democratização, mesmo que lenta, dos meios de comunicação!).
Ainda assim, quando o fazem, é de forma “cuidadosa”, para não afirmar categoricamente nada que questione a ação policial. Quantos Amarildos precisam desaparecer e quantas pessoas tem que expressar sua indignação para que alguma coisa seja publicada!?

POR QUE O MESMO “CUIDADO” NÃO FOI TOMADO ANTES DE PUBLICAREM A MATÉRIA DESASTROSA QUE DIFAMA NACIONALMENTE A MIM E AO MEU COMPANHEIRO? REPITO, QUAIS OS INTERESSES?

Aos (i)rresponsáveis por isso: saibam (tenho certeza que sabem) que causaram danos morais, materiais, psicológicos e físicos (diretamente associado ao psicológico) irreparáveis com tantas mentiras e difamações.

Nunca gostei de exposição, MAS AGORA ESTOU SENDO OBRIGADA A ME EXPÔR para desmentir as acusações irresponsáveis e graves das quais fomos vítimas. REPITO: NÃO GOSTO DESTA EXPOSIÇÃO.

A única coisa verdadeira nessa história toda é que eu estava sim na manifestação, exercendo meu livre direito à ela. Lamento muito o reacionarismo governista dos que temem os resultados das manifestações. Pelas minhas crenças e ideais, sempre sonhei com o momento em que sairíamos da letargia que dominava o país nos últimos tempos, para que as pessoas passem a problematizar mais em vez de aceitar tudo caladas. QUE BOM QUE AS PESSOAS ESTÃO PROBLEMATIZANDO SEJA LÁ O QUE FOR! SIM: TUDO FAZ PARTE DE UMA DISPUTA, ATÉ MESMO OPTAR POR FICAR EM CASA PARA NÃO MUDAR A ORDEM DAS COISAS. Eu, ao contrário, espero por mudanças e tensionarei o quanto for possível para que sejam as melhores (e quem quiser saber alguns dos motivos que me levam às ruas, repito, deixem de preguiça e leiam o documento que citei acima).

Ao contrário do que muitas pessoas estão irresponsavelmente falando, não, eu não quero tirar o Cabral ou quem quer que seja à força do Governo. Não concordo com golpismos. Isso não quer dizer que eu ache que ele não deve ser responsabilizado pelos atos que levantamos e que são de sua responsabilidade (muitos indicados no dossiê, e outros levantados posteriormente, como o uso de recursos públicos para regalias particulares, etc), e que responda por eles.

Sei que outros políticos também são responsáveis por muitas destas questões, mas só conseguiríamos dar conta de todos se as pessoas que tanto falam isso resolvessem fazer mais e ajudar em vez de falar, falar, falar e não fazer nada.

A única coisa positiva com essa história toda é o apoio dos amigos, familiares, professores, companheiros de ativismo, das pessoas que foram vítimas junto comigo das arbitrariedades cometidas pela polícia, etc – a quem venho publicamente agradecer. Graças à essas pessoas e à rede que formamos estamos conseguindo mostrar que os grandes meios de comunicação (e os grupos a quem estão historicamente aliados) estão tendo cada vez mais o seu poder posto em xeque.

Desculpem o texto longo, mas podem ter certeza que a minha indignação e tristeza não coube nestes caracteres.

Carla Hirt

Responder

    Carlos Dias

    29 de julho de 2013 às 01h34

    Não me convenceu…. Continuo achando que coxismo tem limites..

FrancoAtirador

28 de julho de 2013 às 13h24

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GOVERNO PARALELO

O PERMANENTE SUBMUNDO DO CRIME ORGANIZADO PARA LESAR O PAÍS.

A atuação das mesmas Quadrilhas da Banda Podre da Contra-Informação.

As mesmas Operações Clandestinas e os mesmos ataques criminosos às Instituições Republicanas:
de Ações de Extermínio a Lavagem de Dinheiro em Refúgios Fiscais; de Queimas de Arquivo [literal e figurativamente] a Crimes contra a Ordem Tributária; de falsos grampos no STF a inquéritos seletivos no MP; da eliminação de adversários políticos à desmoralização de concorrentes econômicos.

OS MESMOS QUE ARMARAM PRA SILVIO SANTOS(*) EM 1989 E PRA ROSEANA EM 2002.

OS MESMOS QUE ABAFARAM BANESTADO, SATIAGRAHA, MONTE CARLO E A PRIVATARIA.

OS MESMOS QUE DERRUBARAM PAULO LACERDA E QUE CALARAM PROTÓGENES QUEIROZ.

Os mesmos que querem bloquear o pouco que ainda resta de investigações

na Polícia Federal (PF) e na Agência Brasileira de Inteligência (ABIN)

(http://www.abin.gov.br/modules/mastop_publish/files/files_51f16155df5be.pdf)
(http://www.abin.gov.br/modules/mastop_publish/files/files_51c1e24e7eb9e.pdf)
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(*) 13/11/2009 – 07h15

Em 1989, briga da Globo não era com a Record,
mas com o candidato Silvio Santos, codinome ‘Moinho’

Marcio Pinheiro
Do UOL Notícias
Em São Paulo

Naquele começo de novembro de 1989, a dúvida pairava sobre qual nome estaria impresso na cédula eleitoral do segundo turno dali a duas semanas para concorrer contra Fernando Collor (PRN), o mais bem posicionado nas pesquisas. Estava bastante claro que a disputa pela segunda vaga se restringia aos esquerdistas Leonel Brizola (PDT), favorito, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Foi quando a bagunça [ou seja, a armação] começou.

Silvio Santos, apresentador e dono do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), lançou-se candidato à Presidência 15 dias antes do primeiro turno.

“Quinze dias pra mim já é mordomia.
Eu ganho essa eleição em uma semana.
Eu ganho com o pé nas costas”, disse Silvio Santos, segundo relato daquele que foi seu candidato a vice, o atual deputado federal Marcondes Gadelha (PSC-PB).
À época, Gadelha era líder do PFL no Senado e integrava o núcleo de apoiadores mais próximos ao governo de José Sarney (PMDB).

De acordo com pesquisa Datafolha realizada entre 6 e 7 de novembro de 1989, Silvio Santos estava empatado com Mário Covas (PSDB) no quarto lugar, embora em algumas pesquisas anteriores já houvesse aparecido como nome mais forte na corrida presidencial.

Silvio Santos era aquele que todos temiam.

Antes de decidir renunciar ao cargo de governador de Alagoas, Fernando Collor fez duas reuniões cruciais.
Primeiro, conversou com o presidente do instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, que lhe avisou:
“Eu garanto que você está no segundo turno se Silvio Santos não for candidato”.
Ambos disputavam uma faixa comum do eleitorado, especialmente os das classes C, D e E.

Em seguida, Collor se reuniu com o próprio dono do SBT, na mansão dele em São Paulo.
Silvio apresentou a Collor a mulher, Iris, e as filhas.
Afirmou, segundo relato de Collor, que elas eram eleitoras do convidado.
E negou categoricamente que seria candidato.

Seu nome, no entanto, era sempre levantado como uma possibilidade, numa época em que as regras eleitorais eram bastante mais maleáveis.

O candidato Guilherme Afif Domingos (PL) afirma que procurou Silvio, também antes de entrar na corrida eleitoral, e o convidou a ser seu vice.

Mais à frente, Silvio inverteria a proposta – sem, no entanto, convencer Afif a abandonar a candidatura.

Roberto Marinho, dono da Rede Globo, não gostava da ideia da candidatura de seu ex-funcionário.
[Em meados da década de 1970, Silvio Santos deixou a Rede Globo, onde apresentava seu programa aos domingos desde que a TV Paulista foi incorporada pela Famiglia Marinho (http://pt.wikipedia.org/wiki/Silvio_Santos)].

Se hoje a preocupação da Globo é com o aumento da audiência da Rede Record, há 20 anos o temor era assistir ao dono da segunda maior emissora de televisão – e, ao mesmo tempo, então acionista da Record – chegar à Presidência e, assim, dominar as outorgas das concessões de todas as TVs abertas no Brasil. [SIC]

Quando Silvio lançou, na reta final, a candidatura, Marinho já demonstrava, por meio da cobertura da Rede Globo, sua preferência por Fernando Collor, cuja família controlava a TV Gazeta, retransmissora da Globo em Alagoas.

O fator Silvio Santos abalou a antiga amizade entre Marinho e o então presidente da República, José Sarney (PMDB), cuja família controla a TV Mirante, retransmissora da Globo no Maranhão.

“Você diz que não tem nada a ver com a candidatura desse camelô, mas foram seus amigos que fizeram tudo.
E isso é uma evidência de sua participação”,
disse Marinho a Sarney, segundo relato de Arlindo Silva na biografia “A fantástica história de Silvio Santos” (Ed. do Brasil).

Dentre esses “seus amigos” um se destaca: Edison Lobão, então senador pelo PFL, hoje ministro de Minas e Energia do governo Lula e sempre ligado à TV Difusora, que retransmite o SBT no Maranhão e é controlada por sua família.

“Lobão foi um dos principais articuladores [da candidatura de Silvio Santos]. Eu diria que foi a peça chave, pela aproximação dele com o Sarney”, explica Gadelha.
E completa: “O Sarney era, no começo, muito simpático à candidatura do Silvio Santos, estimulou a candidatura de Silvio Santos”.

PFL fecha a porta para “Moinho”

A ideia era lançar o apresentador pelo PFL no lugar de Aureliano Chaves, que patinava nas pesquisas.
Mas foi dessa legenda que partiu a puxada de tapete.
“Os principais coordenadores desse movimento eram Antonio Carlos Magalhães [líder do PFL baiano, que foi ministro das Comunicações de Sarney e depois um dos principais apoiadores da candidatura do tucano Fernando Henrique Cardoso, em 1994] e Roberto Marinho”, resume Gadelha.

“Eles foram direto a Aureliano, se louvaram da amizade, fizeram promessas e todo o tipo de mecanismo de aliciamento foi usado para convencê-lo a renunciar.”

Aureliano recuou, aceitou os apelos e permaneceu candidato. As portas do PFL se fechavam para a chapa Silvio-Gadelha.
“Aí, saímos batendo as portas de todas as legendas e não conseguíamos a legenda porque esse grupo [anti-Silvio Santos] tinha cercado todo o sistema”, afirma o vice.

Gadelha conta que, naquele período de negociação da candidatura, sofria com os telefones grampeados.
“Foi nessa época que nós começamos a usar codinomes. Por exemplo, Silvio Santos era ‘Moinho’. Eu era ‘Jacaré'”, lembra o hoje deputado.

Sem o PFL, a chapa “Moinho-Jacaré” tentou emplacar a candidatura pelo PPB, do candidato Antônio Pedreira, que teria proposto desistir de disputar se recebesse dinheiro. Silvio não aceitou.
A peregrinação terminou em 31 de outubro, quando o pastor evangélico Armando Corrêa, do obscuro PMB, renunciou à candidatura em favor de Silvio Santos.

“Tivemos que fazer esse entendimento de madrugada, na calada da noite, lá no apartamento que Edison Lobão tinha em Brasília.”

Gadelha alega que era preciso discrição, para que o acordo não vazasse à imprensa.

Como o horário eleitoral gratuito já estava no ar e sem tempo de trocar o nome de Corrêa pelo de Silvio Santos na cédula, o apresentador usou o bloco de dois minutos e meio de propaganda para ensinar o eleitor a votar nele próprio.

Silvio corria contra o tempo.
Numa tacada só, em duas horas, gravou os oito programas do horário eleitoral do primeiro turno nos estúdios do SBT na Vila Guilherme, em São Paulo. E só demorou esse tempo porque era necessário trocar a roupa, uma diferente por programa, lembra o editor Paulo Tadeu, integrante da campanha de Armando Corrêa, que chegou perto de trabalhar para Silvio.

Segundo Tadeu, todas as falas eram improvisadas, sem roteiro nem teleprompter. Encerradas as gravações, Silvio o convocou imediatamente para a uma reunião.
“Preciso conversar com você sobre o segundo turno”, disse Silvio, de acordo com relato de Tadeu.

Mas a aventura não chegou nem ao primeiro turno. No dia que caiu o Muro de Berlim, o Tribunal Superior Eleitoral punha abaixo em Brasília a candidatura de Silvio Santos, em 9 de novembro de 1989.

Por sete votos a zero, o TSE impugnou a chapa.
A justificativa: o partido não realizou convenções em pelo menos nove Estados e nem em um quinto dos municípios de cada Estado, conforme obrigava a lei.

(http://noticias.uol.com.br/especiais/eleicoes-1989/ultnot/2009/11/13/ult9005u9.jhtm)
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Responder

Rose PE

28 de julho de 2013 às 10h49

Aqui neste País é assim, o que Globo sonegadora fala é verdade , os outros meios de comunicação não tem credibilidade , mas a fora da lei tem! Essa moça não é de classe privilegiada? Como foi parar no xadrez? O sol quadrado nesta Nação é só para os menos favorecidos? Se ela está falando a verdade tem que processar a Toda Poderosa.

Responder

    Jairo Falcucci Beraldo

    29 de julho de 2013 às 07h31

    Será que terá algum togado de saco roxo para acatar a denuncia contra a platinada? Eis a questão!

Douglas da Mata

28 de julho de 2013 às 09h26

Mal comparando, atualizando os contextos, esta é a fala (a da Dona Carla) que esteve na boca do pessoal da extrema-esquerda pré-64, no Brasil, ou no Chile de 73.

O resultado a História nos conta!

Uma miopia sem limites.

Claro, diante das palavras da Srª Carla, quase ninguém se arvoraria a debater: ali está a irresistível verdade!

“Os cruzados das ruas” combatem por esta verdade, e nas palavras da Srª Carla (ou seria Joana D’Arc?) pela idoneidade, pela responsabilidade com a coisa pública…e isto, é claro, é também uma posição política.

Mas eu pergunto: a serviço de que grupo político ou melhor, quem se aproveitará destas bandeiras?

Sim, porque como a Srª Carla eu também comungo que cada passo dado é em direção de uma posição política demarcada em um campo específico.

Ideias e ideais não brotam do chão como capim…

E qual é a dela? Idoneidade, responsabilidade têm um vértice, uma direção?
É uma pauta über alles? Deveríamos todos nos curvar a estas “inquebrantáveis verdades” (idoneidade e responsabilidade com a coisa pública), e esquecermos que cada facção ou grupo(ou classe social) reivindicará o controle discursivo destas premissas?

Quais são, efetivamente, as mudanças que esperam os manifestantes e a Srª Carla que possam ser empurradas pelas ruas?

Socorro-me em Wanderley Guilherme dos Santos:

http://www.ocafezinho.com/2013/07/25/wanderley-preve-o-futuro-dos-coxinhas/
http://www.ocafezinho.com/2013/07/26/as-raizes-da-revolta/

Srª Carla, compadeço-me das supostas agressões sofridas, e caso sejam comprovados os abusos, hipoteco minha solidariedade.

Mas eu não saberia dizer se uma pessoa que, pelas últimas semanas, está informada que cada manifestação terminou em confusão e baderna, estaria ali esperando outra coisa, senão tornar-se “mártir”.

Os manifestantes tipo carlas e os mascarados são um tipo mais agressivo de Yoani Sanchez, a pilantra cubana, que abusa do direito de ser “fraca”, e compõe uma figura aparentemente frágil, mas que transpira autoritarismo, justamente por não poder ser combatida com a mesma violência(simbólica no caso dela, e no seu caso, física) que traz embutida naquilo que representa.

De novo lhe digo: mesmo que seja este o caso, nada desculparia a truculência dos policiais militares, fardados ou não, porém, é que dizem lá na minha cidade no interior: quem procura, acha!

Meus sentimentos pela pessoa patética que és…

Responder

    Abel

    28 de julho de 2013 às 19h27

    Cara, você lembrou corretamente de Brasil 1964 e Chile 1973, e eu estou pensando em coisa muito pior: Alemanha, 1918, quando a esquerda porra-louca quis fazer uma revolução e foi esmigalhada pelos Freikorps paramilitares. Na sequência, a República de Weimar acabou sendo comida por dentro por você-sabe-quem…

roberto pereira

28 de julho de 2013 às 00h03

Solidariedade a todos que sofrem agressões. Apenas não entendo a seletividade dos manifestantes em relação ao que são contra. O Engenhão foi construído na administração Cesar Maia e não há uma cartolina escrita contra aquele desperdício de dinheiro público. Em São Paulo o propinoduto do metrô está ligado há mais de 20 anos e não há uma faixa contra. E esse direito de manifestação está ultrapassando todos os outros direitos. Quando um grupo de 200 pessoas pode interromper o trânsito, fazer quebra-quebra, causar prejuízos, aí é a ditadura da minoria sobre a maioria. Mas é que essa minoria está servindo de – até sem entender – instrumento dos veículos de comunicação reacionários.

Responder

    renato

    28 de julho de 2013 às 14h01

    Concordo, esta servindo realmente a alguém.
    Aprendemos isto no Exercito, e olha era a
    PE de Brasilia ( não liguem isto a ditadura, não é)
    Estes caras são iguais e agem
    como os que estudamos e para que servem.
    E digo mais eles não vão parar até conseguirem
    um corpo ou mais.
    Normalmente agem em lugares que há muitas pessoas
    chutam, quebram, gritam palavras e ordem e
    desaparecem. Deixam o resto quebrarem tudo, e ninguém
    sabe de onde começou e o porque estão lá quebrando tudo.
    A Policia sabe que não pode fazer nada, porque estes caras
    matam para colocar culpa na policia e Estado…
    Os manifestantes podem conseguir um meio de fazerem passeatas
    sem risco? Se podem comecem, por que será banho de sangue, é
    o que eles querem….E o duro é que são daqui…

renato

28 de julho de 2013 às 00h00

Eu só li e vi as fotos que me mostraram, não estava lá.
Podia até ficar quieto, mas então por que vim aqui?
Tenho que falar algo…
Se vou a uma manifestação tenho que me manifestar, se há
manifestação há policiais, se há policiais há no mínimo
bala de borracha…
Há bala de borracha na JMJ…? Quase 2 milhôes de pessoas
fazendo o que as manifestações fazem.
E manifestação sem arruaça e quebradeira e balaço e prisão.
Não é manifestação, e passeata….e passeata só na beira da
praia com o seu amor….

Responder

Valcir Barsanulfo

27 de julho de 2013 às 19h54

A líder em SONEGAÇÃO, está querendo mesmo, é um CADÁVER. Porque assim ela incrementará a tentativa de golpe.
Não basta sonegar, é tambem preciso contrabandear. São 700 processos contra as compras irregulares da Globo no exterior.

Responder

Pedro

27 de julho de 2013 às 19h14

Algo que me causa estranheza, por que estão querendo derrubar o Governador do Rio? Por que não trocar nas eleições? Por que esses caras estão tão raivosos com o Governador Sérgio Cabral? Eu como paulista não aguento mais o psdb dominando a minha terra, mas não vou para as ruas pedindo o impeachement do alckmin, pelo contrário, todo momento fico trabalhando para termos alternativas ao que julgo ser péssimo governo da turma do psdb, dem e pps. Democracia prevê eleição direta, tapetão é para quem não tem votos. Agora, ir para as ruas contra a mídia nativa, acho que daí sim funciona, pois não temos muita alternativa de voz!

Responder

    RicardãoCarioca

    28 de julho de 2013 às 08h19

    1) Os adversários do governador, que são bem conhecidos, estão usando a internet para insuflar protestos, como essa nova massa de manobra e tão barata de se incitar;

    2) A globo quer bagunça e, pelo fato do governador do Rio ser do grupo do governo, pau nele. Os adversários do Cabral, que eu já citei, sabem que terão toda a mídia para o seus protestos.

    Esse pessoal que ainda está protestando nem sabem mais sobre o quê estão protestando.

    Lindivaldo

    28 de julho de 2013 às 11h09

    Antes de tudo, adoro o Rio (Capital), mas não moro lá nem sou carioca!
    Depois, não gosto do PMDB.
    Porém, o Sérgio Cabral foi reeleito, no primeiro turno, com 66,08% dos votos.
    E, no seu segundo mandato, não houve nenhum hecatombe que justifique a ida desses baderneiros para exigir sua queda nem tampouco a vertiginosa queda de sua popularidade!
    A não ser que esteja em curso uma poderosa campanha nacional e internacional, na televisão e nas redes sociais, para utilizar o Rio como pedra angular para o grande golpe contra o governo federal.
    Pois, as violências nas ruas desqualificam o Rio como sede das Olimpíadas-2016, derrubam o Sérgio Cabral, atingem a Copa de 2014, chacoalham o Brasil e sua imagem lá fora; e, por conseguinte, com o País desestabilizado, caem a Dilma/Lula, voltando o poder para o colo da velha direita, com total apoio dos EUA.
    Além de tudo, a direita nunca perdoou o Lula por ter trazido a Copa e as Olimpíadas para o Brasil. Morrem de ódio e inveja…
    Oh, simpáticos cariocas, tão amados pelos demais brasileiros! Não deixem que um punhado de baderneiros, insuflados por interesses escusos, possam denegrir a imagem da bela e maravilhosa Rio de Janeiro!
    Já não bastam os estragos que a Globo fez ao Estado durante o mandato de Leonel Brizola?

    José X.

    28 de julho de 2013 às 19h24

    “Além de tudo, a direita nunca perdoou o Lula por ter trazido a Copa e as Olimpíadas para o Brasil. Morrem de ódio e inveja…”

    Também acho isso. Eu nem era a favor, mas acho que quem era contra deveria ter se manifestado logo no começo, ***antes*** do país assumir compromissos internacionais. Querer mudas as coisas no braço agora, em cima da hora, é golpismo mesmo. Por sorte nossa, ou melhor, por amadurecimento do povo brasileiro, as forças armadas não possuem mais força institucional no Brasil, senão estaríamos na mesma situação do Egito, onde os militares se aproveitaram das manifestações de rua para re-instaurar a ditadura militar.

ivana

27 de julho de 2013 às 18h48

Processem a GLOBO, processem e peçam caro pelos danos moral, mas muito caro. Essas empresas precisam sentir no bolso, pois é a única linguagem que respeitam…

Responder

    RicardãoCarioca

    28 de julho de 2013 às 08h22

    Quem sabe daqui a uns 15 anos eles conseguirão um direito de resposta, como aconteceu recentemente com a Folha…

Fernando Garcia

27 de julho de 2013 às 17h55

Quando li a notícia a achei sem pé nem cabeça, até porque como fica claro na própria reportagem, a identidade de servidores da ABIN é protegida por lei, o que implica que o repórter nunca poderia ter confirmado a filiação de Carla, ou de seu marido, com a ABIN.

Acredito que os dois foram pegos num fogo cruzado, pois revelar a presença de um servidor da ABIN nos protestos poderia envolver diretamente o governo federal na lambança que ocorre hoje no RJ.

A questão aqui não me parece, como alguns comentaristas sugerem, o relacionamento entre uma participante de movimentos sociais e um agente da ABIN. Mesmo que eu não entenda como alguém com uma visão progressista vá trabalhar numa instituição de Estado do tipo da ABIN, tenho que reconhecer que cada um faz o que quer da vida…

Responder

    RicardãoCarioca

    28 de julho de 2013 às 08h26

    Um repórter piguento mal intencionado, no meio da bagunça, pergunta a policiais se os manifestantes seriam da ABIN. O policial diz que não sabe e precisa checar. O repórter então noticia que ‘prováveis’ agentes da ABIN estariam envolvidos. Outro repórter, com base no primeiro, diz que agentes da ABIN ‘estariam’ envolvidos. Vem um terceiro repórter e, com base no segundo, diz que agente da ABIN ‘estavam’ envolvidos no protesto.

    Assim, segue a irresponsabilidade da imprensa e dificilmente se achará um culpado pela notícia errada.

Lucila

27 de julho de 2013 às 17h36

Eu fico impressionada com os críticos às manifestações… “Olha, a direita está instrumentalizando…” “Os manifestantes não se mobilização para denúncias sobre o PSDB e só ouvem a grande mídia, esses coxinhas”… “É golpe, saiam da rua!” Devem se achar os profetas oniscientes do caos… Onde estavam todos quando o governo, em prol de uma governabilidade fajuta, que ignorou a estabilidade de dez anos e o amplo apoio popular, resolveu dar os braços à direita que se cala, conspira ou corrompe, quando do seu interesse?! Vocês só sabem analisar o povo, a parte mais difícil de controlar e a mais prejudicada em todas as operações? Pois vejam: não há como controlar a manipulação de nada, nunca houve. O governo federal optou por seguir se equilibrando nesse jogo, sem tomar nenhuma atitude mais drástica a esquerda, com políticas de inclusão social ótimas, mas que em nada contribuíram para uma libertação da opinião pública. Qualquer manipulação presente nas manifestações populares é só reflexo das que sempre existiram. Mandar o povo se calar por isso é querer que nada mude.

Responder

Antônio

27 de julho de 2013 às 17h12

NÃO SABEM O QUE QUEREM E ESTÃO SENDO MANIPULADOS PELO PIG

Interessante, quase todas estas manifestações têm acabado em vandalismo e, consequentemente, em pancadaria. E os “pacíficos” manifestantes sabem e são cúmplices dessa situação porque eles estão conscientes de que tais manifestação vão terminar sempre em quebra-quebra. E as pessoas estão começando a se posicionar contra tais manifestações. Quer dizer, exageraram na dose e estão perdendo o apoio da opinião pública. Geralmente os manifestantes são arrogantes, são contra tudo e contra todos, e acham que representam/ substituem 129 milhões de eleitores que não foram às ruas, mas que estão nas suas casas repousando para a labuta do dia seguinte.

Ontem em São Paulo, por exemplo, 300 manifestantes provocaram o maior rebu do mundo. Depredaram agências bancárias, relógios, cabines da polícia e o escambau. E a manifestação foi contra o Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, governante pelo qual eu não tenho a menor simpatia, mas que foi eleito com os votos da maioria dos cariocas.

Um recado para os manifestantes enfurecidos: se estão mal satisfeitos com os políticos atuais, no próximo ano tem eleição novamente. Comecem a fazer campanha pelos candidatos que vocês acham que são melhorzinhos. Eu vou votar na Dilma, mas a Marina, o Aécio, o Serra, Eduardo Campos, e talvez até o Joaquim Barbosa numa chapa com o Luciano Huck, estarão todos na parada. Procurem melhorar também o Congresso. E lembrem-se: cada voto é um voto. É assim que funciona a democracia em qualquer parte do mundo. Ou você prefere a ditadura?

Responder

    Denise

    27 de julho de 2013 às 23h17

    Boa Douglas da Mata!

    Ozzy Gasosa

    28 de julho de 2013 às 23h28

    Antônio, isso é para vermos o nível dos manifestantes paulistas.
    Protesto contra o Cabral.
    Os 20 anos do desgoverno tucano associado ao silêncio do PIG dá nessas amebas.
    Eles nem sabem contra qual ente federativo protestam.
    São uns coxinhas.

Zé Brasil

27 de julho de 2013 às 16h35

Pergunto: o Agente da ABIN estava ou não em missão? Se sim, qual a missão e objetivo e quem lhe confiou a missão? Se não, o quê um funcionário público lá estaria fazendo? Participando do protesto? Por que ele como agente público não interviu visando auxiliar na preservação da ordem naquele momento?
Isto tudo me parece muito estranho!

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    27 de julho de 2013 às 18h53

    Se eu entendi direito ele escreveu claramente que não estava no protesto, que foi atender a esposa na delegacia. abs

marcia ramires

27 de julho de 2013 às 16h13

Não dá para acreditar que uma professora e doutoranda e um agente da Abin mestrando estejam participando ingenuamente dessaS manifestações esquisofrenica,com o unico de tirar no grito ,o governador do Rio e atingir a presidenta DILMA,isso é GOLPE.Como acreditar nessas pessoas,acho impossivel.O cientista politico Wanderlei dos Santos, em seu artigo:A ANOMIA NIILISTA DAS RUAS ,coloca que os bons ja se ausentaram ha muito das passeatas´.O que faziam Carla e Igor numa passeata que sempre termina em quebra quebra e provocação a policia?

Responder

marlos

27 de julho de 2013 às 15h35

Que pureza dessa moça, com marido da abin!São golpistas.

Responder

roberto pereira

27 de julho de 2013 às 14h16

É claro que todos são solidários com a geógrafa. Mas também ninguém pode negar que essas manifestações estão sendo instrumentalizadas pela mídia conservadora. Então, mesmo sem querer, esses manifestantes estão servindo aos interesses da direita, que antes destes movimentos, estava na UTI político-eleitoral. Agora ressurge com muita força. Então, cabe deixar a pergunta: a quem está servindo essas manifestações?

Responder

    Abel

    27 de julho de 2013 às 18h26

    E a Globo abrindo espaço no noticiário pra mostrar protesto de favelado contra a polícia do Cabral – kkkkkkkkk! Chega a ser surreal :D

Luís Carlos

27 de julho de 2013 às 13h58

A Globo sonegadora mentindo de novo… …Marcelo Itagiba é sinônimo de algo bom? Não, certamente não.

Responder

Hélio Pereira

27 de julho de 2013 às 13h45

Marcelo Itagiba e Rede Globo…eles se completam.

Responder

Marcio Dreux

27 de julho de 2013 às 13h28

Com ou sem razão, essas manifestações estão chamando a direita para tomar o poder. Burrice, ingenuidade, gente infiltrada… provavelmente um pouco de tudo.

Responder

Jurandir Lucas de Oliveira

27 de julho de 2013 às 12h47

Já passou da hora de termos uma Lei de Meios…

Responder

Guerson Mai

27 de julho de 2013 às 12h45

Processa por calúnia e difamação e mais tudo o que couber do CP e CC. Manda ver e torna tudo público. Esse tipo de jornalismo tem que acabar.

Responder

Roberto Ribeiro

27 de julho de 2013 às 11h39

PT, Governos e Parlamentares petistas tem que entender que conviver com as empresas midiáticas de forma alguma, significa, como fazem, ajoelhar-se diante delas.
Qualquer regime democrático tem que impedir que empresas midiáticas pratiquem crimes.
A chamada grande imprensa sabota o País, e PT, Governos e Parlamentares Petistas se calam.
IRRESPONSÁVEIS!

Responder

abolicionista

27 de julho de 2013 às 11h37

Nojo do governismo reacionário e tacanho tentando justificar a violência policial.

Responder

Fernando

27 de julho de 2013 às 11h26

O que essa coxinha estava fazendo na rua, tem que se ferrar mesmo, até agora esse bando de idiotas úteis só falam bobagens, nem sabem pq estão nas ruas, “Educação, Saúde, etc…” como se alguém não quisesse isso, como um entrevistado que foi uma vez no Jô com um camisa escrito “Eu sou contra a pedofilia”, a não ser pedófilo, alguém é a favor?

Estes manifestantes idiotas estão sendo usados por quem não tem voto.

O que esperar de alguém que tem conta em Facebook, Twiter, etc, já é um idiota por natureza, pq vamos pensar direito, pra mim não existe coisa mais ridícula do que rede social, “Quer ser meu amigo?”, “eu curti isso” “eu li no Face que o filho do Lula comprou um jatinho e é dono da Friboi”, vão se ferrar cambada de idiotas.

Responder

Karen

27 de julho de 2013 às 11h25

Que absurdo! Imagino todos os outros casos que aconteceram e ainda acontecerão. Se não fossem os FDP (BURROS e VENDIDOS) que não veem a importância desses movimentos e que não reparam que nem todos são estúpidos e vendidos como eles mesmos… seria mais fácil de desmascaram políticos e a mídia corrupta!

Responder

Ozzy Gasosa

27 de julho de 2013 às 10h55

Depois dizem que não era Golpe de Estado.
Mas essa ABIN … Num sei não … nem em quem acreditar nessa “estória”.

Responder

Fernando

27 de julho de 2013 às 10h45

Fora Cabral!!

Responder

Lauro

27 de julho de 2013 às 10h42

Quer dizer que um agente da ABIN é casado com uma militante do “Comitê Popular da Copa”?

Que coisa mais esquisita…

Responder

    Carla

    27 de julho de 2013 às 17h33

    Por que esquisita?
    Depois que a pessoa passa num concurso público deixa de ter uma vida própria? Não pode casar? Não pode continuar com as mesmas posições políticas? A Constituição não nos garante isso, ou esses direitos são cassados?

    Fernando Garcia

    28 de julho de 2013 às 13h36

    Vejo que a questão central aqui é um casal que está sofrendo uma campanha de difamação perpetrada por um diário de circulação nacional. Este casal não é o alvo principal da campanha, é um “dano colateral”, foram pegos no fogo cruzado entre setores conservadores e o governo federal.
    No entanto, a fato “esquisito” a qual o comentarista se refere me parece sim inusitado: um agente da comunidade de informação com ligações com participantes de movimentos sociais. Participantes sim, porque não é só a esposa, são amigos, colegas, etc. Acho que cada um faz o quer da sua vida, mas alguns empregos não são meros “ganha-pão”, são um estilo de vida, que por vezes são incompatíveis com algumas “posições políticas”, como você coloca. A comunidade de informação é um destes, o exército é outro, e talvez o seja também a polícia. É difícil imaginar a esquerda nesse contexto. A comunidade de informação, em qualquer lugar do mundo, serve prioritariamente para combater o principal inimigo de qualquer Estado: sua própria população. A esquerda que vejo nesse contexto é a velha esquerda do Partidão. Do mesmo jeito, seria difícil imaginar um reacionário fazendo serviço social.

    Mas como disse: cada um faz o que quer da vida. Cabe a ABIN avaliar se seu agente segue, ou não, o código de conduta esperado dado a doutrina da instituição.

Euler

27 de julho de 2013 às 10h32

Itagiba + Rede Globo + policiais infiltrados nas manifestações + Cabral + ditadura civil-militar. Tudo a ver.

Responder

Douglas da Mata

27 de julho de 2013 às 10h21

Um show de desconhecimento! Esta é a definição sobre os eventos e a ação da PMERJ no Rio de Janeiro.

Primeiro, é bom que se diga em alto e bom som: SÃO INDEFENSÁVEIS as atitudes arbitrárias e violentas de qualquer agente do Estado.

Mas a P2 não é um extra-terrestre que chegou as ruas ontem, ou mês passado!

A P2, ou seção reservada, está aí desde 88 (ou desde sempre), como resquício da doutrina de segurança nacional e do “inimigo interno” (pós-64), cópia mal ajambrada das S2 do Exército Brasileiro(que ainda existem).

Estas seções (P2) deveriam apenas cuidar de investigações sobre infrações penais-militares e administrativas dos policiais militares.

Mas foram incorporadas como forças secretas para atuar ma “guerra as drogas”, assim como os GAP, grupo de apoio a promotoria, usurpando o papel constitucional das polícias civis e federal.

A P2 e os GAP são duas forças paralelas dentro do aparato policial estatal. Porém, até as manifestações recentes, ninguém se deu conta disto!

E qual é o problema agora?

O de sempre! A P2 passou a incomodar aqueles que se julgam à salvo da ação da polícia: jornalistas, militantes zona sul e outros da turma do “você sabe com quem está falando?”

Repetimos: a permanência de policiais militares não fardados agindo como policiais civis em ação de inteligência é fato grave, inconstitucional.

Mas este é o resultado de nossa permanente omissão frente a crescente militarização do policiamento urbano nacional, sob o argumento da “pacificação” e do sossego da classe mé(r)dia.

Enquanto os P2 estavam esgueirando nas favelas, ok…tudo bem. No asfalto é que não pode!

Não dá para reclamar agora. Nossa polícia sempre absorveu as visões generalizantes, em boa parte alimentados pela sociedade:

É favelado, é ladrão, vagabundo!

Agora, é manifestante, é vândalo!

Responder

trombeta

27 de julho de 2013 às 10h08

Vindo da rede bandida globo que é sonegadora contumaz e costuma manipular suas notícias para fazer política de baixo nível tudo é possível.

Esse câncer chamado globo precisa ser extirpado!

Responder

FrancoAtirador

27 de julho de 2013 às 09h58

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“…agentes engajados e atuando na pré-campanha serrista para detonar Aécio. … o trabalho de campo era liderado pelo funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Luiz Fernando Barcellos. Conhecido como “agente Jardim”, Barcellos teria sido levado para o grupo de inteligência de Serra pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB/RJ), também delegado da Polícia Federal e casado com uma prima do tucano Andrea Matarazzo, amigo de Serra há muitos carnavais.”

(A Privataria Tucana; Cap 2, pág 24/25)

(http://www.slideshare.net/JuniorPentecoste/a-privataria-tucana-psdb-amaury-jr)
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“(…) E quem são os quadros do PSDB que partem para a linha de frente? Sérgio Guerra, Marcelo Itagiba, a mesma estrutura midiática-jornalística que, esses anos todos, seguiu a orientação de Serra em um festival absurdo de denúncias vazias.(…)”

(http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/caso-lunus-nao-morreu)
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“A apuração demonstrou aquilo que todo mundo sempre soube que Serra fazia. Na verdade, são duas coisas que o PSDB sempre fez: investigação dos adversários e esquemas de contrainformação. Isso ficou bem evidenciado em muitas ocasiões, como no caso da Lunus (que derrubou a candidatura de Roseana Sarney, então do PFL, em 2002) e o núcleo de inteligência da Anvisa (montado por Serra no Ministério da Saúde), com os personagens de sempre, Marcelo Itagiba (ex-delegado da PF e ex-deputado federal tucano) à frente. Uma coisa que não está no livro é que esse mesmo pessoal trabalhou na campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, mas sob o comando de um jornalista de Brasília, Mino Pedrosa. Era uma turma que tinha também Dadá (Idalísio dos Santos, araponga da Aeronáutica) e Onézimo Souza (ex-delegado da PF).”

(Jornalista Amaury Ribeiro Jr, em entrevista à CartaCapital)

(http://www.controversia.com.br/blog/o-raio-x-do-esquema-serra-por-amaury-ribeiro-jr)
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Marcelo Freixo explica quem é Marcelo Itagiba

(http://www.youtube.com/watch?v=mREuaLa6iCY)
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Responder

Lucila

27 de julho de 2013 às 09h32

Se não fosse verdade, diria que é o roteiro de Jogo de Poder…

Responder

edir

27 de julho de 2013 às 06h41

Minha opiniäo sobre essas manifestacöes no Rio. O Cesar Maia está aplaudindo e rindo de camarote ,por trás destas bandalheiras chamada de manifestacäo, torcendo para que Cabral seja reduzido a pó. Como disse anteriormente, quem tem juízo fica em casa. Esses manifestantes que queriam a qualquer custo parar com os jogos das confederacöes, säo piores que os policiais. Eles agem como se fossem os donos do mundo, os donos da opiniäo e pronto. Como pode querer estar com razäo, exigindo um absurdo como : parar ou transferir os jogos das confederacöes para outro país, uma exigencia dita por eles na semana que iniciava os jogos. Só na cabeca de idiotas como esses. Tiveram sete anos para se manifestarem, mas comecaram ir às ruas nas vésperas dos jogos. Eles desconhecem a palavra compromisso. Compromisso significa cumprir palavra e assinatura que o Brasil mantem com a FIFA e com o mundo na realizacäo da Copa de 2014. Eles querem aparecer e bem feito para eles que estäo recebendo a que plantam. Querem desmoralizar näo só o Governo do RJ como o governo Federal e como a Dona Carla, agora está sofrendo na pele o que é difamacäo. O marido agora tem problema com o emprego e ela se quer pode dormir em casa. Garanto que ela e o esposo estavam na praia de Copacaban em 2007, festejando a escolha do Brasil para sediar o evento . Aliás o Rio de Janeiro tem centenas de motivos para manifestacöes, como por exemplo: A camara dos vereadores, uma das mais corruptas do país, a Assembléia Legislativa do RJ a mais corrupta do país, o MP acompanhando em nível de desmando e corrupcäo tambem, e vejo sómente a Deputada Cidinha Campos gritando gritando pedindo socorro para salvar a ALERJ, porque näo tem o apoio do povo do RJ para manifestar contra tamanho descasos da maioria dos Deputados que metem a mäo no dinheiro público. Aqui deixo minha sugestäo à Dona Carla, para convocar seus companheiros de “luta” e ir se manifestar, em busca de uma limpeza na Alerj e na Camara dos vereadores.

Responder

    Abel

    27 de julho de 2013 às 09h53

    Esse é exatamente o ponto. Os irresponsáveis que não têm o que fazer, vão para as ruas protestando contra tudo e contra todos, da realização da Copa à visita do papa; querem derrubar o governador eleito no grito, esquecendo aliás, convenientemente que ele deixa o governo ano que vem – basta que escolham outro de que gostem mais. Ou não terão competência- e número – para isso? Cesar Maia aplaude (o mesmo da Cidade da Música superfaturada e do Engenhão fechado por risco de desabamento). E o cúmulo do surrealismo é a Globo fazendo matéria sobre desaparecimento de morador da Rocinha (área pacificada)! É óbvio que está em curso a campanha “volta Cesar”. E os “românticos de Cuba” topam servir de massa de manobra para os espertalhões, onde manifestações pacíficas sempre acabam em quebra-quebra, mas onde, estranhamente, nunca nenhum baderneiro é preso. E se for, logo aparecem meia dúzia de advogados da OAB para soltar.

    Maria

    27 de julho de 2013 às 11h04

    Acho cômico uma doutoranda e um agente da Abin serem “idiotas”, segundo suas próprias palavras, e mais cômico ainda sua mal fundamentada opinião e sugestão final, visto que “Dona Carla” é muito presente em manifestações na Alerj,
    inclusive como professora da rede pública que foi/é. E (tire uma pequena lição de argumentação daqui) não se baseiam
    fatos em suposições; não pode dizer que ela estava comemorando o anúncio do Brasil como sede e, com isso, seguir toda sua teoria. Na verdade, qualquer “idiota” sabe disso.
    Compromisso é trabalhar sem receber por meses apenas porque sabe que tem gente inocente que depende de você pra ser alguém, compromisso é não ter condições dignas de trabalho e dar um jeito de continuar para o bem daqueles que nada fizeram para isso acontecer. Na verdade, você deveria estar aprendendo um pouco mais sobre compromisso com a “Dona Carla”.
    Não se generaliza grupo algum ou se toma como entendida a vida pessoal/nível intelectual de ninguém a partir de uma reportagem. Isso sim é “idiota”.
    Leia mais: faz bem pra alma e desenvolve o que lhe falta.

    edir

    27 de julho de 2013 às 16h07

    Maria , näo quero aprender com dona Carla, este tipo de comportamento eu chamo de radicalismo e isso näo contribui para o engrandecimento do país.
    Isso näo é luta, isso é jogo para atender alguns interesses que está por trás. Se Carla está com boas intencöes participando destas manifestacöes, entäo ela é ingenua. È visível o jogo político, só näo vê quem näo quer. Näo se preocupe, em fevereiro tem carnaval e uma semana para cair no samba.
    Muito dinheiro público que deveriam ir para educacäo e saúde, väo para organizacäo dos desfiles das escolas de samba. Afinal o Brasil é o país do samba e do futebol.

    Carla

    27 de julho de 2013 às 11h37

    Edir, se você acha desnecessário investigar e denunciar os gastos públicos, as remoções, a demolição de equipamentos de uso público como escolas, parques de treinamento de atletismo e natação (na cidade que quer se dizer “olímpica”), privatizações escandalosas (Maracanã), elitização da cidade, etc, temos nitidamente ideais de mundo muito distintos. Se isso tudo prejudica Cabral, Paes ou quem quer que seja, problema é deles, que orquestram conscientemente essa coisa toda. Se agissem de forma diferente, não correriam esse risco.

    Abel, ninguém quer derrubar ninguém no grito. Denunciar os abusos e pedir que a gestão pública seja feita com responsabilidade e idoneidade, não é pedir impeachment nem a cabeça de ninguém.
    Além do mais, a posição que aparentemente vocês têm, é também uma forma de “luta” política: ou sabem das arbitrariedades e são passivos à elas (isso é uma opção e uma ação política), ou concordam com as coisas que estão sendo feitas e desejam que elas se perpetuem (combatendo quem não compartilha dos mesmos ideais – outra ação política).

    Sugiro que conheçam o dossiê: http://comitepopulario.files.wordpress.com/2013/05/dossie_comitepopularcoparj_2013.pdf

    edir

    27 de julho de 2013 às 15h53

    Acho muito necessário o povo fiscalizar e denunciar sim o poder público. Fui do movimento popular +- 10 anos. Näo sou do RJ e nem simpatizo com Cabral. No meu entender: uma simples ignorancia de alguns, maldade de outros e interesse político de muitos movem essas manifestacöes que já encheu o saco do povo.
    Nos jogos das confederacöes que aconteceram no RJ, foram lá tentar imperdir ou incomodar o jogo, sem respeitar quem queria assistir. Feia essa atitude, mostrando ao mundo a selvageria dos radicais. Agora com o Papa tentam fazer o mesmo. O Cesar Maia foi um dos piores prefeitos do RJ e foi poupado destes manifestantes. O Garotinho e sua esposa, fizeram e desfizeram na gestäo e os manifestantes dormiam. Como citei no comentário acima. A ALERJ está lá rindo de voces, os vereadores tambem. Querem mudar o RJ ? mostre as sujeiras que tem no MP/ALERJ/Camara dos vereadores. Se organizar uma manifestacäo contra os descasos e os altos salários do judiciário, contra os sonegadores do todo país, contra os corruptos e o corruptores, contra a estabilidade dos funcionários públicos, contra o numero de funcionários nos gabinetes de todos políticos, contra as mordomias de todo político e Ministros ,tambem do STF, me chamem que estarei nas ruas. Muito engracado é que o RJ é o estado do Jair Bolssonaro e onde os militares da reserva mais se manifestam contra o governo federal.Coincidencia ?

    edir

    27 de julho de 2013 às 16h16

    A maior pratica de corrupcäo está na ALerg no MP/Judiciário há muitos anos, e voces estäo de bracos cruzados, agora 7 anos de governo do Cabral, voces se acham no direito de querer o impedimento dele ? a policia do RJ sempre foi perversa, isso näo é novidade.

    Douglas da Mata

    27 de julho de 2013 às 17h40

    Mal comparando, atualizando os contextos, esta é a fala que esteve na boca do pessoal da extrema-esquerda pré-64, no Brasil, ou no Chile de 73.

    O resultado a História nos conta!

    Uma miopia sem limites.

    Claro, diante das palavras da Srª Carla, quase ninguém se arvoraria a debater: ali está a irresistível verdade!

    “Os cruzados das ruas” combatem por esta verdade, e nas palavras da Srª Carla (ou seria Joana D’Arc?) pela idoneidade, pela responsabilidade com a coisa pública…e isto, é claro, é também uma posição política.

    Mas eu pergunto: a serviço de que grupo político ou melhor, quem se aproveitará destas bandeiras?

    Sim, porque como a Srª Carla eu também comungo que cada passo dado é em direção de uma posição política demarcada em um campo específico.

    Ideias e ideais não brotam do chão como capim…

    E qual é a dela? Idoneidade, responsabilidade têm um vértice, uma direção?

    É uma pauta über alles? Deveríamos todos nos curvar a estas “inquebrantáveis verdades” (idoneidade e responsabilidade com a coisa pública), e esquecermos que cada facção ou grupo(ou classe social) reivindicará o controle discursivo destas premissas?

    Quais são, efetivamente, as mudanças que esperam os manifestantes e a Srª Carla que possam ser empurradas pelas ruas?

    Socorro-me em Wanderley Guilherme dos Santos:

    http://www.ocafezinho.com/2013/07/25/wanderley-preve-o-futuro-dos-coxinhas/

    http://www.ocafezinho.com/2013/07/26/as-raizes-da-revolta/

    Srª Carla, compadeço-me das supostas agressões sofridas, e caso sejam comprovados os abusos, hipoteco minha solidariedade.

    Mas eu não saberia dizer se uma pessoa que, pelas últimas semanas, está informada que cada manifestação terminou em confusão e baderna, estaria ali esperando outra coisa, senão tornar-se “mártir”.

    Os manifestantes tipo carlas e os mascarados são um tipo mais agressivo de Yoani Sanchez, a pilantra cubana, que abusa do direito de ser “fraca”, e compõe uma figura aparentemente frágil, mas que transpira autoritarismo, justamente por não poder ser combatida com a mesma violência simbólica(neste caso, física) que traz embutida naquilo que representa.

    De novo lhe digo: mesmo que seja este o caso, nada desculparia a truculência dos policiais militares, fardados ou não, porém, é que dizem lá na minha cidade no interior: quem procura, acha!

    Meus sentimentos pela pessoa patética que és…

    Lindivaldo

    28 de julho de 2013 às 01h36

    Concordo totalmente com o Edir, o Abel e o Douglas.

    Afinal, a direita pode ter usado a doutoranda duplamente:

    -anonimamente, como inocente útil: por participar dessas manifestações desestabilizadoras e organizadas pelo facebook-youtube da CIA; e também por ser integrante de um desses comitês que procuram impedir, com base numa velha e seletiva ética golpista, que a Copa e as Olimpíadas não venham a ser realizadas no Brasil, denegrindo, com isto, nossa imagem no exterior e favorecendo a retomada do poder pela ultra-direita brasileira; e
    -depois de identificada como esposa de um agente da Abin, após a prisão e ferimento, a inescrupulosa Direita, aqui já representada pela grande mídia, viu outra oportunidade, qual seja, a de repercutir o fato, em grande estilo, como “servidores federais infiltrados”, para atingir o Governo Federal.

    Mas, foi bom que a doutoranda Carla tenha procurado a blogosfera para desmascarar mais uma das tramas da mídia partidária no afã diuturno de desestabilizar um governo democraticamente eleito pelo povo governo, após ter tentado, sem sucesso, pelas vias normais, pois a grande imprensa jamais se retrata de suas mentiras sem a fiscalização da internet.

    E que a justiça lhe seja feita, mas que, também, aprenda a ter cuidado para não ser, mais uma vez, usada conscientemente ou não pela vil direita!

    Eduardo

    28 de julho de 2013 às 11h01

    Cérebro binário é f… “Criticou Cabral, logo faz o jogo da direita e é golpista”. Bom mesmo é ficar quietinho e apoiar os aliados do PT, não é mesmo? Protesto só é bom quando o Lula deixa. Força Carla!

    Douglas da Mata

    29 de julho de 2013 às 14h51

    Eduardo, antes binário que portador de um sinal apenas! Ou melhor: em terra de cegos como você, já é um alívio ser caolho.

    É bom lembrar que o PT não está (mais) no mesmo barco do governo estadual, e os debates sobre a candidatura do senador Lindbergh estão há tempos em curso.

    No contexto atual, sua fala não tem o menor sentido, nem do ponto de vista tático, sequer do estratégico.

    Outro ponto que é bom lembrar, para expandir sua compreensão monolítica dos fatos, é que nem o PT, nem qualquer outro partido do mundo tem uma natureza homogênea, nem o nazismo(lembra as SS aniquilando as SA?).

    Então, mesmo que eu defenda o governo da Dilma (e não é um governo só do PT), ou do Lula, isto não quer dizer que eu assimile e desconheça os erros praticados.

    Neste caso em tela, estamos a fazer um exercício necessário e indispensável para compreensão e superação deste momento histórico sem que incorramos em erros já praticados.

    Eu não tenho culpa que os que se pretendem donos da “verdadeira verdade da esquerda” reproduzam (como farsa) um discurso e atos que nos levaram ao desastre em vários momentos da História.

    O debate aqui, embora você não tenha alcançado, está muito além de cabrais, dilmas e lulas, ah, e óbvio, muitíssimo além de tipos como a carla…

    Dê uma rápida lida no último artigo do Marcos Coimbra ou Wanderlçey Guilherme dos Santos, onde eles dizem que a queda de Dilma não tem nada a ver com os fatos reais da administração, mas nos sentimentos de medo e instabilidade provocados pela exposição permanente desta violência fascista nas ruas.

    É só juntar os fatos. E em alguns casos, você realmente tem razão: basta dizer se é gato ou cachorro, preto ou branco. Procurar nuances onde não existe é o pior tipo de autoritarismo.

    José X.

    27 de julho de 2013 às 12h56

    Apoiado.

    Minha birra especial é contra os imbecis do MPL. Que tal protestar contra a saúde mercantilizada, em favor da saúde com “passe livre” para todos ? Que tal protestar contra os infinitos desmandos dos ditadores de toga ? Contra os sonegadores e fraudadores, com milionários débitos com a Receita e com o INSS ? Não, nada disso, vamos protestar contra o aumento de 20 centavos do Haddad. O Kassab e o Serra puderam “trabalhar” à vontade sem serem incomodados pelo MPL, agora, o Haddad nem teve tempo de esquentar a cadeira…

    Denise

    27 de julho de 2013 às 23h19

    Apoiado

    Carlos Dias

    27 de julho de 2013 às 13h19

    É por ai. Independente de qualquer coisa, é óbvia a característica intransigente e até fascista desses movimentos. Há enorme desproporção e seletividade na escolha dos alvos. Isso tudo não cheira nada bem.
    Creio que um militante honesto, vendo que as passeatas são motivo de desestabilização política e retrocesso, deveria recolher o mastro e deixar a tempestade passar. A insistência em fazer essas passeatas sem um propósito relevante, fora de foco, interessa a quem?
    Não voto e nem votaria em Cabral, mas a desproporção chama a atenção de um observador atento. Como apontou acima, parece haver muito mais coisas envolvidas nessa histeria coxinha.

Nono

27 de julho de 2013 às 05h04

Nossa colega da Geografia, todos sabemos o quão correta ela é. Que dor vê-la passando por isso. Mídia irresponsável, sem checar informações, no afã de ganhar a notícia a preço de qualquer mentira, e desviar a atenção.

Responder

Rodrigo

27 de julho de 2013 às 02h35

Globo safada. Não Paga o que deve e fica mentindo sem parar.Quantos milhões mesmo? Ah! Bilhão… tsc, tsc, tsc.
Vandalismo é o que a globo faz

Solidariedade à Geógrafa Carla

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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.