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Brasil de Fato: A ofensiva contra os direitos em 2013
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Brasil de Fato: A ofensiva contra os direitos em 2013


16/01/2013 - 15h05

Ofensiva contra os direitos trabalhistas deve aumentar

Será preciso a unidade das centrais sindicais e do conjunto dos movimentos sociais para enfrentar esse avanço

16/01/2013

Editoral da edição 516 do Brasil de Fato

Esse ano poderá ser marcado por uma perigosa ofensiva patronal contra as conquistas trabalhistas. Projetos de lei propondo a flexibilização de direitos apresentados em 2011 poderão ir à votação e contam com muita pressão da bancada patronal.

A influente entidade patronal Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou uma lista de 101 propostas de “modernização das relações trabalhistas” e pressiona fortemente o governo Dilma para que assuma essa pauta. A grande mídia repete a todo momento que é preciso “mexer nos direitos trabalhistas para o país seguir crescendo”.

Este quadro de ofensiva acarretou o recuo em propostas do interesse da classe trabalhadora, como a redução da jornada de trabalho, que segue trancada nas gavetas, aguardando a votação em plenário. Por outro lado, a Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados acelera as iniciativas patronais.

Corremos o risco de aprovação do Projeto de Lei nº 948/2011, de autoria do deputado Laércio Oliveira do PR de Sergipe. Tal projeto pretende alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para que o empregado não possa reclamar nenhum direito trabalhista na Justiça que não for ressalvado no momento da rescisão. É a verdadeira legalização da fraude!

O relator deste projeto na Comissão de Trabalho é o deputado Sandro Mabel (PR-GO), o principal articulador das medidas de precarização das leis trabalhistas no Congresso Nacional.

Há ainda na mesma esteira o Projeto de Lei 951/2011, também de autoria do deputado Laércio de Oliveira, propondo a criação de um “simples trabalhista” para as pequenas e microempresas, com a consequente redução dos direitos trabalhistas dos empregados desses estabelecimentos.

A proposta consiste em flexibilizar os direitos trabalhistas dos empregados de pequenas e microempresas, com redução dos encargos e custos da contratação, mediante acordo ou convenção coletiva específica ou, ainda, por negociação direta entre empregado e empregador, que terão prevalência sobre qualquer norma legal.

Mas isso é apenas a ponta do iceberg. Segue avançando a tramitação do Projeto de Lei nº 1.463/2011, que institui o Código do Trabalho, materializando a verdadeira destruição dos direitos assegurados na CLT. Ao mesmo tempo, a articulação parlamentar patronal prepara-se para rejeitar a Convenção nº 158 da OIT que assegura medidas contra a demissão imotivada.

E a lista não terminou. A frente parlamentar patronal aposta na aprovação do Projeto de Lei nº 4.193, do deputado Irajá Abreu (PSD-TO), que assegura o reconhecimento das convenções e acordos coletivos, com propósito de estabelecer a prevalência do negociado sobre o legislado. Ao mesmo tempo existe o risco de aprovação do Projeto de Lei 252/2012, que modifica o prazo de duração dos mandatos sindicais e altera os critérios para eleições nas organizações sindicais, com o nítido intuito de interferir e enfraquecer a organização dos trabalhadores.

Segundo a análise do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) se persistir um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tímido, inferior a 3% em 2013, sem uma retomada com vigor dos investimentos, o setor empresarial ampliará a pressão sobre os direitos trabalhistas, alegando que os incentivos fiscais e monetários não foram suficientes para manter os empregos tampouco para gerar novos postos de trabalho neste ano.

Além disto, a ausência de diálogo da presidenta com as centrais sindicais favorece esse ambiente pró-mitigação dos direitos trabalhistas. Desde a posse de Dilma, as entidades sindicais aguardam uma sinalização da presidenta em relação a três pontos que os trabalhadores consideram essenciais: 1) a redução da jornada, 2) a proteção contra a despedida imotivada e 3) o fim do fator previdenciário.

Enquanto a presidenta Dilma segue menosprezando os representantes dos trabalhadores, parte significativa da base parlamentar do governo está envolvida no apoio às iniciativas patronais.

Este é o perigoso cenário que a classe trabalhadora enfrentará este ano. Exatamente no momento histórico em que o movimento sindical brasileiro apresenta uma retomada de sua capacidade de luta, enfrentará uma intensa e articulada ofensiva patronal que se aproveita da correlação de forças no Congresso Nacional.

É preciso denunciar esses projetos e os parlamentares que o apoiam, mas o decisivo é organizar a luta nas ruas. Será preciso a unidade das centrais sindicais e do conjunto dos movimentos sociais para enfrentar esse avanço. Sem a construção de mobilizações unitárias não conseguiremos barrar a ofensiva patronal.

Por isso é uma boa notícia a decisão das centrais sindicais em promover manifestações e marchas conjuntas este ano, em torno de uma agenda ampla e unitária de defesa e ampliação dos direitos trabalhistas.

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34 comentários

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Diana Assunção: USP sobe no ranking baseada em trabalho semi-escravo « Viomundo – O que você não vê na mídia

25 de março de 2013 às 11h03

[…] Ana Tércia Sanches, por sua vez, denunciou a lei da terceirização generalizada e o Brasil de Fato elencou a ofensiva contra os direitos trabalhistas em 2013. […]

Responder

Jose Mario HRP

18 de janeiro de 2013 às 08h14

A Dilma anda de braços dado com os empresários, guinou a direita!
E esse aqui continua a fazer papelão mundo afora!

Responder

Urbano

17 de janeiro de 2013 às 18h04

Alô, Alô CUT! Vamos prestar bem atenção à manobra dos capitalistas de meia pataca que compõem a oposição ao Brasil, que só funcionam usurpando o Estado brasileiro e os trabalhadores. Há aqueles capitalistas que não compactuam com isso, mas o percentual em relação ao todo tende a zero.

Responder

assalariado.

17 de janeiro de 2013 às 17h02

Quer queiram, ou não, esta é a verdadeira face oculta dessa sociedade de luta de classes que vivemos, onde a burguesia capitalista e sua imprensa classista, tentam esconder do Brasil e do povo em geral. O terreno de luta pela (HEGEMONIA) ploitica, do ponto de vista Republicano, se da através do Estado burgues e suas instituiçoes, a qual os donos do capital são (HEGEMONICOS), de cabo a rabo.

A burguesia patronal e seus soldados dissimulados, agem por dentro do congresso que é, onde eles fazem valer juridicamente, enquanto classe dominadora do todo social e, ao mesmo tempo, do Estado. Claro, precisamos avisar o povo para derrotar o capital e seus lacaios, de uma vez por todas nas próximas eleições de 2014. Isso se não houver um golpe de Estado da burguesia capitalista antes. Fiquemos atentos, não passarão, não passarão, …

No Brasil, somos por volta de 30 partidos, só meia duzia de “esquerdas”. Resta saber, para futuras eleições, como construiremos politicamente no congresso nacional a nossa (HEGEMONIA) congressual, pela esquerda e, sem aspa. Claro!

Aqui vai os nomes e os partidos das leis (contra os assalariados), ao que se refere este post:

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PL 948/2011 – impede que o empregado demitido possa reclamar na Justiça do Trabalho.

Autor: Dep. Fed. Laercio Oliveira – PR/SE

Endereço: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=497536

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PL 951/2011 – flexibiliza os direitos trabalhistas dos empregados de pequenas e microempresas.

Autor: Dep Fed. Júlio Delgado – PSB/MG

Endereço: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=497551

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PL 1.463/2011 – cria o Código do Trabalho e flexibiliza os direitos trabalhistas com a adoção da prevalência do negociado sobre o legislado.

Autor: Dep. Fed. Silvio Costa – PTB/PE

Endereço: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=504200

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PL 3.785/2012 – cria o contrato de trabalho intermitente que busca a formalização do trabalho eventual e por hora trabalhada.

Autor: Dep. Fed. Laercio Oliveira – PR/SE

Endereço: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=543121

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PL 4.193/2012 – assegura o reconhecimento das convenções e acordos coletivos prevendo a prevalência sobre o legislado.

Autor: Dep. Fed. Irajá Abreu – PSD/TO

Endereço: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=551682

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PLS 252/2012 – modifica o prazo de duração dos mandatos sindicais e alterar critérios para eleições nas organizações sindicais.

Autor: Senador Cassio Cunha Lima PSDB/PB

Endereço: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=106502

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Saudações Socialistas.

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Responder

Roberto Locatelli

17 de janeiro de 2013 às 14h49

Numa reunião, anos atrás, o presidente Chávez disse: “o problema da Venezuela é que ainda somos capitalistas”.

De fato, sob capitalismo, os direitos dos trabalhadores estarão sempre sob ataque. Às vezes o ataque vem, inclusive, dos políticos “de esquerda”.

Essa é a contradição do capitalismo:

1) os patrões quer pagar menos salários e menos direitos aos seus funcionários, para ter mais lucro.
2) ganhando menos e tendo menos benefícios, os trabalhadores têm menos poder de consumo.
3) se a grande massa dos trabalhadores consome menos, o comércio vende menos e a indústria produz menos. Portanto, tem MENOS lucro.

Responder

FrancoAtirador

17 de janeiro de 2013 às 13h25

.
.
BANCO DE HORAS: COMO O PATRÃO NÃO PAGA HORAS EXTRAS AOS EMPREGADOS

Banco de Horas: saiba como funciona

Por Alessandra Iara da Cunha*, no Blog do Trabalho (MTE)

O Banco de Horas é um acordo de compensação em que as horas excedentes trabalhadas em um dia são compensadas com a correspondente diminuição da jornada em outro dia.
Sua validade está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), no parágrafo 2º do artigo 59.

A CLT prevê que a validade do Banco de Horas está condicionada a sua instituição mediante Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho, vale dizer, mediante a participação do Sindicato da categoria.

A adoção ou não do Banco de Horas é uma decisão do empregador e faz parte do seu poder diretivo.

Uma vez instituído, o trabalhador deve aceitar e, havendo qualquer irregularidade, poderá o empregado se insurgir, futuramente, ingressando com uma ação judicial.

A vantagem para o trabalhador é saber que haverá possibilidade de compensar as horas extras trabalhadas.

Para o empregador, a vantagem é não ter de efetuar o pagamento das horas extras nem seus reflexos nas demais verbas trabalhistas.

As horas trabalhadas além da jornada podem ser compensadas com entrada mais tarde ao serviço ou saída mais cedo; também com folgas a mais na semana ou acréscimo de dias de férias.

O empregado deverá estabelecer as datas de descanso com o empregador, para que não coincidam as compensações de vários empregados ao mesmo tempo, de modo a evitar prejuízos ao andamento das atividades empresariais.

Vale lembrar que a CLT estabelece que, para efeitos do Banco de Horas, o limite da jornada é de 10 horas diárias, ou seja, 2 horas extras por dia e o acordo de compensação tem validade por 1 ano.

Caso haja frequente inobservância desse limite de 10 horas diárias, bem como a inobservância do período de 1 ano para liquidação das horas e renovação do acordo de compensação, o Banco de Horas torna-se inválido e todas as horas excedentes trabalhadas devem ser pagas com o respectivo adicional de horas extras.

Havendo irregularidade no Banco de Horas, será devido ao empregado apenas o adicional sobre as horas extras já compensadas.

As horas extras trabalhadas, habitualmente, devem refletir nas demais verbas trabalhistas, tais como férias mais 1/3, 13º salários, depósitos do FGTS e aviso prévio.

Também devem ser pagas em holerite.

O empregado pode se sentir prejudicado se não recebe as horas extras e não as compensa em sua integralidade.

MUITAS EMPRESAS DIZEM QUE ADOTAM ESSE SISTEMA DE BANCO DE HORAS,
MAS NÃO PERMITE QUE OS TRABALHADORES COMPENSEM AS HORAS EXCEDENTES.

Neste caso, o empregado poderá ingressar com uma ação judicial requerendo o pagamento das horas extras que não compensou, devidamente acrescidas do adicional de hora extraordinária.

A CLT ainda estabelece, no parágrafo 3º do artigo 59, que havendo saldo positivo de horas extras quando da rescisão contratual, essas horas devem ser pagas com o respectivo adicional.

Também prevê, no parágrafo 4º do mesmo artigo, que os empregados que trabalham sob regime de tempo parcial não podem fazer horas extras.

*A autora é advogada trabalhista

http://blog.mte.gov.br/?p=5272

Responder

Sagarana

17 de janeiro de 2013 às 12h58

Calma gente, os trabalhadores estão no poder.

Responder

    Roberto Locatelli

    17 de janeiro de 2013 às 14h45

    Não, ainda não estão. O Brasil é capitalista. Por enquanto.

    Sagarana

    17 de janeiro de 2013 às 20h06

    É mesmo? E quando vai deixar de ser? E não me venha com aquela estória de Zorro e sargento Garcia…

Mardones Ferreira

17 de janeiro de 2013 às 09h15

Acho importante a preocupação com os projetos de lei, pois a luta de classes não terminou.

Responder

Hildermes José Medeiros

17 de janeiro de 2013 às 08h03

Muitos direitos trabalhistas, que iniciaram a ser desrespeitados com os neoliberais propriamente ditos, que sem rebuços estavam no poder até 2002, como a terceirização, que continua e foi aumentada pelos neoliberais ainda enrustidos nos governos ditos trabalhistas que se seguiram de Lula e Dilma. Há outros direitos sendo atacados, há uma redução generalizada da participação do patronato na assistência médica ao trabalhador, especialmente nas empresas estatais e o pior é as estas empresas e o Governo Federal estarem impondo quebra de contratos, conduzindo de forma coercitiva a mudança nos planos de complementação de aposentadoria (há dezenas de milhares de trabalhadores na justiça porque as empresas recusam-se a reajustar a complementação de acordo com a Lei, que no geral deixarão os trabalhadores sem nenhuma garantia de que terão condições de manter sua renda quando aposentados, especialmente os mais qualificados e de maiores salários que excedam o máximo pago pelo INSS mais acentuadamente. Este limite que também, por força da insuficiente correção que recebem, é deteriorado ao longo do tempo. As empresas estatais e agora também o Governo Federal contribuem paritariamente para formar um fundo para pagar a complementação da aposentadoria, cujos recursos aplicados no sistema financeiro, pressupõem-se irá dar cobertura à complementação da aposentadoria dos trabalhadores contribuintes desse sistema, que lhes é imposto. Acontece que o sistema de complementação que vem sendo adotado, chamado de contribuição definida, não dá garantia alguma de que o trabalhador terá mantido o nível de sua complementação durante todo o período de sua aposentadoria, passando a se constituir num forte fator de incerteza, que irá retardar, e muito, a decisão para entrar em goso do benefício. A imensa maioria do funcionalismo irá aposentar-se no limite dos 70 anos. Não é justo as empresas e o Governo Federal, que impõem o sistema para poderem induzir seus trabalhadores a se aposentarem, visando a indispensável renovação de seus quadros, que fazem os cálculos sob comando de atuários de sua confiança, recolhem os valores das contribuições paritárias e os aplicam sob suas responsabilidades através de prepostos, deixem de responder, de garantir o poder aquisitivo da aposentadoria durante o período da fruição do benefício pelo empregado, como acontece de forma justa com o sistema de benefício definido, que abandonaram. Estão impondo aos trabalhadores, quando velhos e aposentados, a se responsabilizarem pela parte do fundo que esteja em seu nome, na realidade uma caderneta de poupança que paga imposto de renda, sem garantia governamental. É injusto, é um sistema indigno de ser imposto por governo que tenha a mínima pretensão de ser trabalhista.Que o trabalhador já velho se vire com o mercado.

Responder

    Nelson

    20 de janeiro de 2013 às 08h41

    Muito boa tua argumentação, Medeiros.
    Infelizmente, o que vemos é o desinteresse dos governos que elegemos para agirem de forma diferente, Lula e Dilma, em garantir a cada brasileira(o) uma aposentadoria digna; aposentadoria só possível, é preciso dizer, através da previdência pública, que é a única realmente viável e segura.
    Infelizmente, e é preciso dizer também, que os governos citados agiram e agem assim atendendo à vontade do sistema financeiro que quer abocanhar o filão da previdência, uma verdadeira mina, quase inesgotável, de ganhar dinheiro e fazer lucros.

leprechaun souza

17 de janeiro de 2013 às 06h52

se depender dessas centrais sindicais burocratizadas, congeladas e sob a batuta do estado e dos milhões de novos integrantes da nova classe média totalmente despolitizados, não haverá nenhum movimento de expressão e com toda certeza essa contra-reforma passará fácil

Responder

Alexandro Rodrigues

16 de janeiro de 2013 às 23h34

Essa JK de saias…. kkkk

Responder

Bertold

16 de janeiro de 2013 às 22h50

Tal como os periódicos da direita, os de “esquerda” também adoram inventar coisas e jogá-las ao vento para ver que bicho dá. Algumas das propostas citadas, de mudança na legislação trabalhista, já viraram folclóricas no Congresso de tanto serem aventadas e nunca irem adiante. Não seria num governo petista que vingariam. Quem escreveu essas tolices está por fora.

Responder

    José Silva

    17 de janeiro de 2013 às 10h17

    Esse mesmo governo “petista” que aí está a Dez anos está com o pé em cima da redução da jornada e do fim do fator previdenciário A DEZ ANOS e usa toda sua influência na base aliada pra não deixar votar!!! Não duvido que seria muito capaz de tal atrocidade contra os trabalhadores, afinal a primeira Central Sindical que saiu em defesa da flexibilização da CLT no ano passado é exatamente aquela que está nas entranhas do Partido dos trabalhadores!!! É melhor ficar esperto!!!

J Souza

16 de janeiro de 2013 às 22h22

Não faz sentido reduzir os direitos trabalhistas no momento em que o desemprego é o menor na história do país…

Responder

    leprechaun souza

    17 de janeiro de 2013 às 06h48

    e aí que faz todo sentido

Guanabara

16 de janeiro de 2013 às 22h09

Esse é dos melhores retratos do Brasil. O povo vota, escolhe seus representantes e, na hora deles efetivamente representarem o povo, votam de acordo com os lobbies (lobby é coisa de gente chique. De pobre eles chamam de mensalão).

Pela maioria dos deputados só ter conseguido ser eleita com quantidade em massa de votos, votos vindos da massa, pela lógica, seria impossível termos essa necessidade de “fiscalizar” os votos de cada deputado. Contudo…

E todo ano ouço essa cantilena de “flexibilizar” as leis trabalhistas Porém, o PT conseguiu reverter o quadro de desemprego crônico dos tempos do PSDB sem alterar a CLT, como pregava este último como a única maneira de se gerar mais empregos no Brasil.

Dilma para mim é uma decepção. Mas o que sei é que jamais vivemos em uma democracia, e, sinceramente, não sei se há nação capitalista no mundo em que ela ocorra.

Um exemplo bom é esse aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=1JSBhI_0at0

Responder

armindo

16 de janeiro de 2013 às 21h45

Infelizmente o governo Lula, não fez a reforma sindical. Enquanto os empresários agem organizadamente os REPRESENTANTES dos trabalhadores são divididos e desorganizados. Os trabalhadores sustentam essa turma de pelegos que defendem apenas interesses individuais.

Responder

Rafael

16 de janeiro de 2013 às 21h13

Quanta precipitação nos comentários. Esses projetos de lei, essas tentativas de mudança da CLT existem a muito tempo. Várias estão a anos para serem votadas. Primeira divergência, primeira desconfiança sobre o PT e o PT já não presta mais?? Vcs acham que Dilma é tão fácil de ser manipulada quanto dizem aqui?? Essas tentativas de mudança, extinção da CLT são antigas e sempre partem de partidos como PR, PSD, PSDB, dizer que o PT, Dilma, Lula vão apoiar isso é extremamente precipitado. Não são tolos, sabem com quem podem contar, sabem quem é quem nessa luta constante. A pouco vi notícia que o desemprego chegou a 4,4%, como tentar nesse ambiente mudar lei trabalhista?? Governo fhc desemprego em torno de 15%, maioria da bancada da direita, patronal e não conseguiram mudar a CLT, não seria agora que conseguiriam. Os sindicatos fazem sua parte que é alarmar, mesmo que exageradamente.

Responder

José X.

16 de janeiro de 2013 às 20h53

Cadê as centrais sindicais pra mobilizar a população ?

Responder

Dialética

16 de janeiro de 2013 às 19h39

Fomos muito tolerantes no governo Lula, muito lerdos, apesar de seu carisma, inteligencia, história e boas intenções, mas enquanto ele discursava o Congresso votava para os banqueiros e empresários graúdos.Lula não é Deus e faz muita diferença quanto a FHC e passados. Mas precisamos mais. Dilma é pessoa incrível e tem história mas a qualidade do Congresso é a mesma. Povo só serve para votar. Nenhum sindicato organiza mais caravana para Brasilia. Precisamos protestar.
Mas quando eu penso que Brasilia está cercada de favelas e ninguém se importa, e isso vem dos tempos de FHC e antes, perco a fé.em S. Paulo há favelas novinhas em folha, da hora, de cada hora, e ninguém pensa nas consequencias futuras, doenças,problemas, gastos, etc

Responder

Dialética

16 de janeiro de 2013 às 19h21

As máfias tomaram conta do Brasil há décadas. E elas ficam bravas se tentarmos retomá-lo.Elas já acham que é um direito.

Vejam: um inquilino aluga uma casa e assina um contrato de adesão diabólico, e promete pagar 3 aluguéis de multa caso queira sair antes do final do contrato.É inacreditável que isso seja legal. Citem ao menos um país que tenha igual contrato. Se o pobre do inquilino quer deixar o imóvel não tem a quem recorrer. Pois a maracutaia é legal. É o ponto onde chegamos. Precisamos criar leis para enjaular esses locadores, isso sim.

Responder

    Dialética

    16 de janeiro de 2013 às 19h23

    Neste ano ouvi só entre meus amigos umas quatro estórias assim. O imóvel tinha defeito, tentaram desfazer o contrato mas seria mais caro pagar advogados e não era garantido. Tentaram negociar e nada. Por qual razão o malandro vai negociar se a lei lhe garante a falcatrua? São casos de casas com mofo, crianças envolvidas, doentes envolvidos, mas nada se pode fazer.

    Dialética

    16 de janeiro de 2013 às 19h26

    Pergunto: por que é que o inquilino deve garantir o rendimento do locador? Em nenhuma outra atividade comercial ou de serviços a relação é tão desonesta.No comércio se pode devolver a mercadoria avariada. Nos serviços se pode receber indenização e até dano moral. Ocorre que a máfia imobiliária é a mais perigosa de todas e mais antiga.

Dialética

16 de janeiro de 2013 às 19h17

Acho que um governo do PT ( leia-se Partido dos Trabalhadores) deveria exigir mais desses deputados de outros partidos numa negociação de apoio.
O PR é estranho a trabalhadores, mas o PSD muito me surpreende com esse projeto. O que precisamos é de mais direitos e não menos. Precisamos criar sindicatos dos Serventes, dos avulsos, dos pedreiros, dos azulejistas, fortalecer o sindicato das empregadas domésticas, que devido à dificuldade de se fazer reuniões de empregadas é o mais fraco de todos, etc. Precisamos criar um Seguro Desemprego nos moldes europeus, que garanta o desemprego até a aposentadoria, pago pelos empregadores. Precisamos retirar o BNDS das mãos das máfias e botarmos, nós trabalhadores as mãos na grana do FAT. Precisamos retomar o FGTS e impeddir que este valor só gere lucros a bancos, inclusive a Caixa Federal que só financia construções grandes e por empreiteiras e não construções pequenas ou compra por pessoas comuns sem a caixa envolvida na construção. Precisamos retirar o governo e o dinheiro das mãos das máfias.

Responder

Márcio

16 de janeiro de 2013 às 17h13

Se essas coisas passarem,aí é pra jogar a toalha mesmo. O que me resta de credibilidade e apoio (por falta de opção melhor e que não seja infantil) vai pro buraco.

Não adianta, a saída pra tudo isso sempre esteve, e ainda está, na boa e velha rua! Toda força aos movimentos sociais progressistas!

Responder

Carlos Cruz

16 de janeiro de 2013 às 16h56

O governo Dilma trai quem sempre lhe protegeu. Enquanto fhc de sais sorri pra as entidades patronais, dá as costas as centrais sindicais que lhe asseguraram vitoria contra o PSDB/DEM. Enquanto recebe com sorrisos representantes do empresariado, nunca (nunca!) se reuniu com os representantes dos trabalhadores. As greves no setor público são as respostas as intransigencias do governo Dilma. NUNCA recebe ou dialoga. Mas 2014 está ai, proximo ano. Se o PT acha que usando o “carisma” do Sr. Luis Inácio vai engabelar novamente, engana-se. Quanto a mim a decisão está tomada desde a greve de 2012: Dilma/Pt nunca mais! Se não houver candidato que me faça acreditar em mudanças, voto NULO. Mas no PT nunca mais.

Responder

    Dialética

    16 de janeiro de 2013 às 19h27

    PSTU

Nelson

16 de janeiro de 2013 às 15h45

Bem. Mesmo com um crescimento bastante baixo do PIB, as empresas no Brasil seguem ampliando mais e mais seus lucros. Mas, ao que parece isto ainda não é suficiente para o empresariado; eles querem lucros sempre maiores, seguindo a lógica capitalista em seu estágio neoliberal. Assim, não há refresco para os trabalhadores, pois, se puderem, eles rapam todos os direitos.

E o governo operar mudanças segue sucumbindo à pressão do grande capital. De um lado, as privatizações, de outro a tibieza em assumir uma pauta realde mudanças agindo na defesa dos trabalhadores e do povo em geral.

Responder

    Dialética

    16 de janeiro de 2013 às 19h33

    Já reparaste na gagueira ou gagueza dos jornais?
    Até a metade da frase eles dizem ” o governo não tem dinheiro e precisa dos empresários” já no meio da frase dizem ” o governo está financiando”
    e no final da frase “com esses tributos não há empresa que resista” e na próxima frase ” lucro de 140%”. Sinceramente, é de chorar, pois não acredito em movimentação de pessoas, e os sindicatos estão mortos. O salário mínimo é a distribuição de renda. Acho que no Serviço público deve haver gordura apesar da choradeira, mas na pobreza a vida é desesperadora. Precisamos humanizar o trabalho. Não se criou ainda a fiscalização nas construções de casas por particulares, nem no salário, nem no horário, nem no quesito segurança. Apenas nas empreiteiras. Se nestas há escravidão detectada diariamente, imaginem nas construções miúdas…

tiago carneiro

16 de janeiro de 2013 às 15h16

do jeito que o fhc de saias anda, capaz de tudo isso passar.

Responder

    carlos cruz

    16 de janeiro de 2013 às 20h34

    Já notou como o PT não consegue unir? Desagrada os aliados de sempre (dando-lhes as costas…) e não consegue agradar seus aliadas da hora (que sempre querem mais, e conseguem!). fhc de saias está numa encruzilhada: suas ações na economia (apesar dos bilhoes em encentivos) não prosperam e sua inação lhe afasta das centrais, apesar de comandadas por petistas. Quem estará ao seu lado em 2014? Os empresários que sempre trairam (o maior exemplo foi 2012, apesar do fantasticos lucros no governo Lula) ou as centrais sem seus sindicalizados? Se as reformas de destruição da CLT (o PT sempre foi contra a “nefasta herança da era Vargas”. Brizloa sabia disso, “uma pessoa de ontem com o pensamento de antes de ontem”, cfe o chamava Luis Inácio (programa da Hebe, no SBT)) passarem, quem vai lhe defender? O que o tornará diferente do PSDB/DEM? A diferença é que “come pelas bordas”?


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