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Cartas de Minas
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Bohn Gass desmascara Pacote do Veneno que bancada ruralista quer aprovar; assista!

06 de maio de 2018 às 09h50

Da Redação, com informações do Contra Agrotóxicos e Estadão

O Brasil já é campeão mundial em uso de agrotóxicos.

Um Legislativo responsável e consciente deveria atuar para reduzir esses níveis.

Mas a voracidade da bancada ruralista no Congresso não tem limite e a mordida da hora é na atual Lei de Agrotóxicos, que ela quer alterar para pior.

Para isso, os ruralistas reuniram num substitutivo todos os projetos sobre o tema e nomearam um relator aliado –.

É o chamado Pacote do Veneno.

Se ele for aprovado, o termo ‘agrotóxico’ deixaria de existir.

Para mascarar a nocividade, ele seria substituído pela expressão ‘defensivo fitossanitário’

A responsabilidade por conceder registros de novos agrotóxicos também mudaria de mãos.

Hoje Ibama, Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura tomam decisões de forma conjunta. Com a mudança, o Ministério da Agricultura concentraria todo o poder decisório.

A avaliação de novos agrotóxicos deixaria de considerar os impactos à saúde e ao meio ambiente, ficando sujeita apenas ao Ministério da Agricultura e aos interesses econômicos do agronegócio.

Seria  admitida a possibilidade de registro de substâncias comprovadamente cancerígenas!

O Ibama e o Ministério da Saúde teriam apenas a função de homologar pareceres técnicos, mas essas avaliações não seriam elaboradas por esses órgãos públicos. Caberia às próprias empresas interessadas em vender os agrotóxicos a missão de apresentar essas avaliaçõe

A responsabilidade por conceder registros de novos agrotóxicos também mudaria de mãos. Hoje Ibama, Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura tomam decisões de forma conjunta. Com a mudança, o Ministério da Agricultura concentraria todo o poder decisório.

O Ibama e o Ministério da Saúde teriam apenas a função de homologar pareceres técnicos, mas essas avaliações não seriam elaboradas por esses órgãos públicos. Caberia às próprias empresas interessadas em vender os agrotóxicos a missão de apresentar essas avaliações.

O projeto de lei substitutivo  também acabaria com os atuais critérios de proibição de registro de agrotóxicos no País.

Segundo o Ibama e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a proposta deixa brechas para que sejam vendidos no mercado nacional produtos já banidos em boa parte do mundo, causadores de distúrbios hormonais e danos ao sistema reprodutivo.

Na próxima terça-feira, 8, o texto do projeto de lei será lido em audiência na Comissão Especial da Câmara que o analisa.

De um lado, Ibama e Anvisa, que são contra o projeto.

Para ambos, a proposta é inconstitucional e cercada de falhas que prejudicariam a fiscalização, colocando em risco a saúde e a vida da população.

Do outro lado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA)), a favor.

Mapa e a FPA afirmam que o tema é tratado com “preconceito e ideologia” e que precisa ser “modernizado”.  Um eufemismo, para deixar tudo na mão dos ruralistas e do mercado, e a vida e saúde dos brasileiros que se danem.

O deputado federal Elvino Bohn Gass (PT-RS) preparou uma aula na qual desmascara ponto a ponto, de forma bem didática, o Pacote do Veneno.

Fique por dentro de toda a enganação. Assista ao vídeo acima.

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Zelia Dantas

08/05/2018 - 09h10

por favor a exposição de E.B Gass – o pacote do veneno está sem som.Quem poderá corrigir?

Responder

    Conceição Lemes

    08/05/2018 - 10h21

    Zélia, o vídeo está com som, sim. Clica em cima dele. Provavelmente vai aparecer “ativar o som” ou algo parecido. abs

maria nadiê rodrigues

06/05/2018 - 10h14

Esses crimes praticados pelos governos contra a saúde alimentar, em razão do uso indiscriminados de agrotóxicos tem início naqueles trabalhadores encarregados de expelir o líquido venenoso na plantação e nos agricultores em geral, que cuidam da plantação e da colheita dos produtos.
Assisti a um vídeo no Canal Curta, com a matéria longuíssima, exemplificando em detalhes como se dão esses processos. Triste de ver. Sentimos pelos trabalhadores, pelas plantas, até ficarmos com o gosto horrível na alma, conscientes de estarmos comprando veneno pra comer cada vez que vamos aos supermercados.
Os depoimentos fornecidos pelos trabalhadores são horríveis também, pois que eles narram as doenças, as incapacidades, e tudo mais que sofrem em decorrência das suas funções no campo, bem como o tratamento que lhes são dispensados quando tentam recorrer a algum direito.
Incompreensível sob todos os aspectos essas medidas de órgãos governamentais, se, ao fim e ao cabo, os próprios governantes não desconhecem as consequências desse crime, que são outros a se somarem àquele. Resulta tudo isso em doenças graves, em internações hospitalares, em afastamentos dos empregos, e, por fim, à morte de um dono de casa que deixará uma pensão para sua esposa e filhos. Depois querem discursar sobre números, quando está em jogo o ser humano, que não é um número apenas.

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