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Amaury diz que já tem os documentos para o Privataria II


01/08/2012 - 14h13

Lançamento do Privataria I em Porto Alegre (foto Divulgação)

por Luiz Carlos Azenha

A sequência do livro Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr., será dedicada à lista de Furnas, informou o repórter hoje de manhã, por telefone.

A lista trata de um suposto esquema de arrecadação para financiar campanhas eleitorais dentro da estatal durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Pelo esquema, fornecedores de Furnas teriam sido beneficiados com contratos em troca de doações.

O esquema teria sido chefiado por Dimas Toledo, ex-diretor da empresa.

A arrecadação, de quase 40 milhões de reais, teria abastecido campanhas de vários partidos.

Colunista do jornal Hoje em Dia, em Belo Horizonte, através do qual divulgou ontem trechos da denúncia do Ministério Público Federal sobre o caso, Amaury disse que dispõe “de dez mil páginas de documentos” que resultaram da investigação feita pela Polícia Federal, inclusive com interceptações telefônicas.

Segundo Amaury, o conjunto de provas demonstra a autenticidade da lista, sempre contestada pelo PSDB:

1. A perícia oficial comprova a assinatura de Dimas Toledo no documento;

2. Demonstra que não houve montagem;

3. Escutas telefônicas feitas com autorização da Justiça mostram que o lobista Nilton Monteiro, acusado de tentar falsificar o conteúdo ou de usar o documento para fazer chantagem política, sempre tratou a lista como sendo verdadeira;

4. A investigação identificou empresas doadoras citadas na lista;

5. Roberto Jefferson admitiu ter recebido, em dinheiro, a quantia atribuída a ele no documento, de 75 mil reais.

Politicamente, a confirmação do conteúdo da lista deixaria claro que o PSDB operou um sistema parecido com aquele pelo qual petistas serão julgados a partir desta quinta-feira, no Supremo Tribunal Federal, no caso do chamado mensalão.

Ou seja, caixa dois para financiar campanhas e azeitar alianças políticas (na lista de Furnas, doações teriam sido feitas a candidatos do PMDB, PP, PTB, PL e PFL, além do próprio PSDB, visando a campanha de 2002).

No chamado mensalão, o PT alega que abasteceu o caixa dois utilizando dinheiro de empréstimos em bancos privados. A acusação, no entanto, diz que o partido usou operações fraudulentas em associação com o publicitário Marcos Valério para desviar recursos públicos.

No caso da lista de Furnas, a leitura da denúncia do Ministério Público Federal não livra de todo o PT (ver íntegra abaixo, disponibilizada por Amaury, via e-mail).

Roberto Jefferson, em seu depoimento, narra tratativas com o então ministro José Dirceu para manter Dimas Toledo no cargo de diretor de Engenharia, Planejamento e Construção de Furnas. Teriam acontecido em 2005.

No depoimento, Jefferson disse que negociava a permanência de Dimas no cargo em troca da arrecadação mensal de R$ 1,5 milhão, que seriam divididos entre PT e PTB.

Segundo ele, o projeto fracassou quando foi deflagrado o escândalo do chamado mensalão.

Dimas Toledo se afastou do cargo depois da entrevista-denúncia que Jefferson deu, em 2005. À época, Dimas Toledo negou o relato de desvios do petebista.

Ao confirmar que recebeu os 75 mil reais que aparecem atribuídos a ele na lista de Furnas, Jefferson deu credibilidade ao documento mas entrou no rol de denunciados.

Por conta do livro Privataria Tucana, Amaury e a Geração Editorial — que lançou o livro —  são processados pelo ex-governador José Serra, agora candidato à Prefeitura de São Paulo.

Serra chamou o livro de “lixo”.

Privataria Tucana vendeu 120 mil exemplares.

Lista de Furnas no MPF

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38 comentários

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A Privataria Tucana entre os finalistas do Prêmio Jabuti « Viomundo – O que você não vê na mídia

21 de setembro de 2012 às 10h36

[…] Amaury diz que já tem os documentos para o Privataria II […]

Responder

Furnas será a Privataria – II do Amaury | Conversa Afiada

03 de agosto de 2012 às 09h07

[…] O Conversa Afiada reproduz post do Viomundo: […]

Responder

Fabio Passos

02 de agosto de 2012 às 20h30

Responder

Décio Rangel

02 de agosto de 2012 às 15h28

Regulamentação da Mídia já!

Responder

Azuir Ferreira Tavares Filho

02 de agosto de 2012 às 13h45

Azuir Disse:

Nossa Homenagem para Amaury, como Castro Alves um Patriota Verdadeiro defendendo nosso Povo e a Nação.

LISTA FURNAS MENSALÃO, PRA JUDICIÁRIO E MÍDIA FALAR.

Muita gente participando, fazendo mal a nosso Brasil.
Dos recursos se apropriando, coisa igual nunca se viu.
Verdadeiramente Campeão, 156 ninguém vai superar.
Lista Furnas Mensalão, pra Judiciário e Mídia falar.

Sem Vergonha na cara, Querem é julgar os inimigos.
Um fracasso que não para, cada vez mais perdidos.
É o Mensalão Imensidão, a Arruda e Azeredo ganhar.
Lista Furnas Mensalão, pra Judiciário e Mídia falar.

Gente da Alta Sociedade, Desde Paulista à Mineira.
São de todas localidades, da nossa Nação Brasileira.
Uma Verdadeira Seleção, nessa modalidade a ganhar.
Lista Furnas Mensalão, pra Judiciário e Mídia falar.

Fingem não estar vendo, nem nada estão ouvindo.
No momento nada lendo, como estivesse omitindo.
De muito difícil superação, sem gangue pra suplantar.
Lista Furnas Mensalão, pra Judiciário e Mídia falar.

É do Amaury Ribeiro, que mostrou o crime Privataria.
Um Escritor Guerreiro, de Consciência e Cidadania.
Um Patriota de dedicação, prova que estão a roubar.
Lista Furnas Mensalão, pra Judiciário e Mídia falar.

Vamos tudo acompanhar, senão fazem confundir.
São capazes de engavetar, e algum documento sumir.
Tem os que dão absolvição, no final vão se estrepar.
Lista Furnas Mensalão, pra Judiciário e Mídia falar.

Se pensa tudo dominado, de o que quiser poder fazer.
Mais estão é enganados, tem Eleições e vão é sofrer.
Mais crime contra a Nação, vão tentar outros culpar.
Lista Furnas Mensalão, pra Judiciário e Mídia falar.

Uma Gente Criminosa, que topam imunda parada.
Gente vil e mentirosa, que já se mostra desesperada.
Vão tentar fazer proibição, ou todas provas anular.
Lista Furnas Mensalão, pra Judiciário e Mídia falar.

É uma coisa muito fula, é uma vergonha sem fim.
Não tem Dilma nem Lula, tem Serra, Aécio e Alckmin.
Não representam a Nação, não são pelo povo a Lutar.
Lista Furnas Mensalão, pra Judiciário e Mídia falar.

Azuir Filho e Turma de Amigos: do Social da Unicamp, Campinas, SP,de Rocha Miranda, Rio de janeiro, RJ, e de Mosqueiro, Belém do Pará.

Responder

Romulo

02 de agosto de 2012 às 13h36

Vamos cobrar todos os deputados a instalação da CPI da Privataria pessoal.

Responder

Maria Libia

02 de agosto de 2012 às 12h19

Esse Jerfeson diz ter recebido dinheiro de Furnas e do Mensalão. Espero que esse dinheiro dê para pagar o tratamento de sua doença, que para os menos aquinhoados é muito cara impossibilitando um tratamento mais digno. A Justiça Divina não demora e não falha.

Responder

Paulo Moreira Leite: A diferença entre os autos e a opinião publicada « Viomundo – O que você não vê na mídia

02 de agosto de 2012 às 12h07

[…] Amaury Ribeiro Jr: MPF diz que a lista de Furnas não foi forjada […]

Responder

Marco Ferreira

02 de agosto de 2012 às 10h07

Uma coisa que não entendo,pelo que sei, Dimas Toledo é tucano e ligado ao grupo do Aécio Neves, por que um tucano ocupava até 2005 ( num governo petista), um cargo chave em Furnas? Aliás..foi a disputa por Furnas que detonou o mensalão. Furnas é galinha dos ovos de ouro dos financiamentos ilegais de campanha. Parte dos recursos indicados no mensalão vem de lá, mas isso ninguém fala, por que coloca todo mundo mesmo saco.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    02 de agosto de 2012 às 10h08

    Marco, é por isso que observei que talvez todo o PT não se interesse tanto por este novo livro do Amaury. Mas eu disse “talvez”.

acmsouza

02 de agosto de 2012 às 07h47

SENHORES MINISTROS,

MÁXIMA DA JUSTIÇA: NA DÚVIDA BENEFICIA-SE O RÉU.
Sobre os autos não sei se é possível absolver os acusados do pretenso mensalão, mas, se for pela voz do povo, clamor da sociedade e desejo público de justiça, sem duvidas, está mais que provado que os acusados já foram absolvidos, não uma vez, mas, quatro, e de forma contundente.
Primeira ao não pedir queda do presidente LULA; segunda sua reeleição; terceira eleger a presidente DILMA; quarta, está a mais contundente, levaram ao fosso o PFL/DEM e minguaram toda à oposição fajuta.
A única voz que clama é a mídia totalitária golpista sonegadora DA VERDADE.

Responder

    Romanelli

    02 de agosto de 2012 às 09h36

    epa opa ipa ..coisa nenhuma

    neste enrosco ha varios tipos de crime e de vigaristas ..ha por ex evasao, CX 2 e inclusive, suspeita de desvio e ROUBO de recursos publicos

    claro, claro que nao da pra falar em mensalao, ainda mais na versao do PIG (um esquema que envolveria de 200 a 300 deputados DA BASE, que receberiam pagamentos regulares de 30 a 100 mil mes, caracterizando o maior esquema de corrupçao que este pais ja teria visto, maior ainda do que os da famiGLIa Maluf …sei sei)

    ..mas de qq forma, apesar do circo, eu como brasileiro vou me sentir OFENDIDO de nao ver gente que golpeou a democracia, que nos trata com desrespeito (tipo Valdemar da Costa, J.Janene, S.Mabel, Delubio, Bob Jeferson, Marcos Valerio e a turma que enchia os bolsos com seus pagtos) sairem ilesos desta vez

    PAU NELES

    ahh sim, e seria bom a nossa “justiça” desarquivar um verdadeiro e legitimo caso de COMPRA DE VOTOS ja esquecido da maioria, o usado para reeleiçao de Dom THC, tal qual confidenciava em telefonema grampeado o ex-deputado Paudernei Avelino, um agraciado com R$ 300 mil a epoca, dizia ..afinal, aqui tb vale a maxima, PAU que da em PT da em PSDB tb

Bonifa

02 de agosto de 2012 às 07h30

Estamos em dias gloriosos de “Mensalão”. Os termos da denúncia do Mensalão, exaustivamente repetidos pelas Organizações Globo e sua parceira de lutas políticas a revista Veja, desde o primeiro momento soaram como suspeitamente impróprios e exagerados. A procuradoria não se deu ao trabalho de desgarrar das opiniões da mídia sabidamente oposicionista para ir ao fundo da questão, para perceber que o cerne criminoso das ocorrências era na verdade a criação de um sistema empresarial oculto, uma estrutura empresarial e financeira que se reproduzia em estamentos muito bem organizada com o fim de servir a administradores e políticos que necessitassem de serviços de apoio a atividades fraudulentas e espúrias, fossem de que tendência política fossem. Aí estaria o foco das investigações, o modelo, o padrão que deveria ser investigado ao fundo da questão, o que apanharia também quem dela se servisse, fosse de que tendência política fosse, da direita ou da esquerda. E que tal sistema contava com a mão e o cérebro de especialistas como o intocável e inimputável Daniel Dantas. E que tal estrutura nasceu lá atrás, durante o governo Fernando Henrique Cardoso e a consolidação do capitalismo sem freios, no nascedouro prolífico de toda espécie de marmotas do submundo político econômico brasileiro, justamente para apoiar atividades espúrias de governantes tucanos como o então governador tucano de Minas. Esta percepção, que não poderia escapar à Procuradoria, foi grosseiramente amputada do processo e estritamente silenciada pelos alto falantes fascistas que primam por esconder do povo as patifarias da direita brasileira. A procuradoria apanhou a bandeira que a mídia direitista lhe estendia e também saiu gritando: “Mensalão!” “Mensalão!”. Restou apenas a concentração de ódio em líderes trabalhistas inocentes, sendo alguns pecadores, mas cujo pecado consistia em namorar amadorísticamente com as surradas e constantemente aperfeiçoadas formas fraudulentas de fazer política dos macacos velhos conservadores. O procurador, entretanto, não se poupou de fraseado de sua lavra, tal como “o maior escândalo jamais visto” ou “o chefe da organização criminosa”, por fortuita intuição, sem provas e sem parâmetros. Ora, diante de organizações criminosas como a que operou o hediondo processo de privatização do governo Fernando Henrique, registrado e analisado em diversos livros e abundante em provas, mas que jamais a justiça e a egrégia procuradoria pensaram em apurar e punir, ou como a organização do senhor Cachoeira, cujo enfrentamento até ameaças e crimes de mortes já produziu ou pode ter produzido, mas que tanto a imprensa partidária tucana evita hoje, por razões óbvias, dar a devida importância, fica ridículo chamar os políticos envolvidos no caso Mensalão de “organização criminosa”. Fica ridículo, fica claro um uso fácil de ficção oriunda na mídia e na mídia moldada, um desejo pessoal impulsivo e primário tentando se tornar em realidade, talvez unicamente para encher os olhos grandes da imprensa partidária tucana.

Responder

    Mário SF Alves

    02 de agosto de 2012 às 19h39

    A equação é simples, caro Bonifa. É a lei do custe o que custar. A ordem é manter o Brasil como reserva de valor para satisfação de interesses estrangeiros, custe o que custar; manter intocado o poder discricionário da (pior) “elite dominante” (do planeta), custe o que custar. Nesse contexto, companheiro, entregar o Brasil via privatização de recursos e interesses estratégicos, desde que sob discurso da modernidade neoliberal, do fim da História, do estado mínimo, não é crime. Crime é qualquer coisa que fuja a isso; crime é qualquer coisa que cheire a democracia e a superação do subdesenvolvimento.

Roberto Ribeiro

02 de agosto de 2012 às 07h05

Começa hoje o julgamento do:
Nascimeto de Lula.
Nascimento de José Dirceu.
Nascimento do PT.
Começa hoje o julgamento das Eleições de Lula 2002/2006 e Dilma 2010.
Começa hoje a vingança do PIG/PSDBDEMPPS a Lula, Zé Dirceu e ao PT.
Começa hoje um julgamento de classe.
Começa hoje (gravíssimo) julgamento de raça. Luiz Inácio Lula da Silva é Nordestino.
Começa hoje a desforra da Elite Nazista Brasileira.

Responder

Joisé Eudes

02 de agosto de 2012 às 06h32

Meu Caro Azenha analise meu raciocinio: toda investigação contra Tucanos e Demo, so favorece ao PIG, se não vejamos; o Governador Geraldo Alckmim, quando assumiu o Gov. em 2011 ameaçou cortar verbas de publicidade, e ficou só na ameaça, porque duas capas da Folha e do uma do Estadão em uma semana contra o cunhado do Governador foi o suficiente pra nunca mais falar nisso.
Então mandou um recado bem claro nos que o botamos nos mesmos tiramos, alguma duvida.

Responder

Emir Sader: E se o golpe de 2005 contra Lula tivesse dado certo? « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de agosto de 2012 às 22h48

[…] e doutor em ciência política pela USP – Universidade de São Paulo. Leia também: Amaury: Vem aí o Privataria […]

Responder

fabio nogueira

01 de agosto de 2012 às 22h30

ótimo fazer outro livro,mas quando irá acontecer as investigaçoes da cpi da privatria tucana?

Responder

José DF

01 de agosto de 2012 às 22h24

O primeiro livro foi um grande sucesso de vendas mas a gravidade das denúncias não rompeu a blindagem da imprensa paulista/globo ao PSDB.
O candidato e principal personagem da bandalheira certamente vencerá a eleição e o resto da história todos já conhecem.
A credibilidade e o ímpeto investigativo da turma que se apega ao linchamento dos réus do mensalão não resisite sequer à leitura da orelha do livro.
Dizem que o Lula tem inveja do FHC. Certamente pelo fato que o tucano soube escolher seu procurador geral da república.
Se é que me entendem…

Responder

oziel f. albuquerque

01 de agosto de 2012 às 20h29

O pig está fazendo o maior sensacionalismo da historia do Brasil com o causo mensalão. Por outro lado, a privataria tucana e a lista de furnas, o lixo do pig não fala nada.

Responder

    Bonifa

    02 de agosto de 2012 às 09h05

    A Globo deve estar achando que inventaram esta história de Olimpíadas de Londres só para tentar desviar a atenção do seu bendito Mensalão.

Guilherme Souto

01 de agosto de 2012 às 19h38

Fico no aguardo e, como no primeiro, mandarei grana para financiar exemplares a serem doados para quem não pode comprar…

Responder

ZePovinho

01 de agosto de 2012 às 19h23

VEJA.MIZIFIO AZENHA,A BELEZINHA QUE ENCONTREI NO REGULAMENTO ADUANEIRO E QUE JUSTIFICA O QUE FALA O PROFESSOR DA UNB ADRIANO BENAYON E A CAMPANHA “ABAIXO O LUCRO BRASIL” SOBRE OS PREÇOS ABSURDOS DESSAS CARROÇAS NAS QUAIS ANDAMOS NO BRAZIL,QUE DIZER,BRASIL.PAGAMOS PARA SERMOS POBRES!!!!!!!!!!!!

o…… art. 138 do R/A, que concede redução de 40% do imposto de
importação incidente sobre a importação de partes, peças,
componentes, conjuntos e subconjuntos, acabados e semi-acabados, e
pneumáticos, destinados exclusivamente aos processos produtivos das
empresas montadoras e dos fabricantes de : i) veículos leves: automóveis
e comerciais leves; ii) ônibus; iii) caminhões; iv) reboques e semi-reboques; v)
chassis com motor; vi) carrocerias; vii) tratores rodoviários para semi-
reboques; viii) tratores agrícolas e colheitadeiras; ix) máquinas rodoviárias; e
x) autopeças, componentes, conjuntos e subconjuntos, necessários à produção
dos veículos listados acima, incluídos os destinados ao mercado de reposição.

http://www.redecastorphoto.blogspot.com.br/2012/08/o-custo-da-desnacionalizacao.html

quarta-feira, 1 de agosto de 2012
O custo da desnacionalização

Adriano Benayon* – 29.07.2012
1. Venho mostrando que a desnacionalização está na raiz das travas ao desenvolvimento econômico e social do País, que se traduzem em suplícios diariamente vivenciados pela imensa maioria dos brasileiros.
2. Entre os aspectos da vida em que nossa população é mais sacrificada está o transporte para ir ao trabalho e de lá voltar, em que se perde, em muitos casos, seis horas diárias, ademais de passá-las em extremo desconforto.
3. Isso atinge mais duramente os que dependem totalmente dos meios de transporte públicos, mas não poupa os que têm veículo próprio, emperrados no trânsito urbano e nas estradas deficientes e congestionadas, ou exploradas por concessionárias vorazes na extorsão dos pedágios exorbitantes.
4. Esses prejuízos e os decorrentes dos preços dos veículos mais altos do mundo – que, por vezes, passam do dobro do que pagam os consumidores de outros países – são os mais visíveis, mas não são os únicos nem os maiores.
5. As colossais transferências de recursos financeiros que as subsidiárias das transnacionais efetuam em favor de suas matrizes são a causa principal dos déficits das contas externas e o fator básico do endividamento.
6. Este, por seu turno, deu lugar aos abusos que fizeram exponenciar a dívida pública, através da composição de juros extorsivos e de numerosas e injustificáveis taxas, sem falar na estatização de dívidas privadas.
7.Assim, nos últimos 30 anos o “serviço da dívida” come a parte do leão das receitas públicas, fazendo minguar os investimentos na infra-estrutura, na saúde e na educação. Para cúmulo, a insuficiência quantitativa é grandemente agravada pela escolha “errada” em onde investir e como investir.
8. Quanto ao onde, priorizou-se, entre os transportes, o rodoviário. Mas quem induziu ao erro? Há erros tão grosseiros, que não podem ocorrer só por ignorância: alguém exerceu poder para que eles fossem cometidos. Esse é o fulcro da maior – e menos comentada – corrupção existente no País.
9. Os juristas da Roma Antiga recomendavam procurar a quem o crime aproveita. A quem, senão à indústria automotiva e ao cartel do petróleo, cujos interesses, em âmbito mundial, são, em grande parte, os mesmos?
10. Quanto ao como, os investimentos são feitos antes para propiciar ganhos às grandes empresas mundiais que em proveito do País. Omitindo as verdadeiras causas do “custo Brasil”, os que reclamam dos impostos altos, energia e transportes caros não sabem do falam, ou fingem não saber.
11. De fato, não fosse a dívida inflada por obra do modelo dependente, não teríamos, como hoje, de usar quase metade da receita de impostos e contribuições no serviço dessa dívida. Além disso, as alíquotas poderiam ser reduzidas para a metade das atuais, gerando o dobro da receita, se tivessem ficado no País e fossem investidos sensatamente os recursos apropriados e transferidos ao exterior pelas transnacionais.
12. Quanto à energia o Brasil tem todas as condições naturais para que seja barata, e assim seria se não se importassem, com enormes sobrepreços, as turbinas e outros equipamentos dos cartéis mundiais, sob o esquema da dependência financeira e tecnológica. Depois, a dívida resultante subiu para estratosfera.
13. Aenergia seria muitíssimo mais barata se se tivesse desenvolvido corretamente a da biomassa, com óleos vegetais substituindo o diesel de petróleo e o álcool combinado com a agropecuária. Mesmo sem isso, seria muito mais módica, se FHC não tivesse favorecido as estrangeiras British Gas, Shell e Enron com os contratos para importar gás da Bolívia, destinado a antieconômicas termelétricas. Seria ainda mais competitiva sem as corruptas privatizações e concessões.
14. O Brasil é superdotado em recursos aquaviários, base da modalidade mais econômica dos transportes: extensíssima costa marítima e abundância de rios navegáveis, ou transformáveis em tal, e interligáveis por canais. Há 70 anos, o Prof. Affonso Várzea elaborou o projeto “Ilha do Brasil”, que incluía a ligação entre as bacias do Prata e do Amazonas. E, até hoje, nada!
15. Se tivesse investido em ferrovias e material rodante, prosseguido com as estatais e estimulado o desenvolvimento de tecnologia, não se teria aprofundado a desvantagem em que o País se encontrava há 56 anos, quando a política passou a exacerbar as falhas da malha ferroviária, ao invés de corrigi-las.
16. Veículos automotores em excesso atravancam as vias urbanas, pois faltam densas linhas de metrô nas metrópoles, enormemente infladas em suas periferias pela migração decorrente da estrutura fundiária e da baixíssima renda das massas, gerada pelo modelo. Nos transportes interurbanos e interestaduais dá-se problema semelhante.
17. Conforme estudo do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), as transnacionais montadoras servem-se da pesquisa tecnológica, feita aqui, para remeterem, como despesa, seu lucro real às matrizes, muitíssimo mais que introduzir inovações em processos produtivos.
18. O IPT observa:”O Brasil tem no mundo o maior número de marcas produzidas internamente, mais até que os Estados Unidos”. Aduz o pesquisador do IPT, Mário Sérgio Salerno: “Isso não é bom para o produto, porque cria uma pulverização, e essa indústria depende de escala para ser competitiva”.
19. O engenheiro Carlos Ferreira comenta: “4º maior mercado de veículos e 6º maior montador. Nenhuma marca nacional. Entretanto, fartura de subsídios às transnacionais, que aqui produzem veículos de baixa tecnologia, e remessas de bilhões para suas matrizes no exterior. Algumas delas já teriam desaparecido sem este “eldorado dos trópicos”.
20. Como aponta Salerno, as montadoras realizam, em geral, testes, e não, pesquisa e desenvolvimento (P&D), já que a parte substantiva dos modelos é projetada nas matrizes. Assim, o País paga elevados royalties em favor delas, que contabilizam, como investimento em P&D, numerosas horas de engenharia aplicadas nos testes.
21. Essa é, portanto, uma das rubricas usadas pelas transnacionais para remeter ganhos ao exterior, obtidos com os elevados preços do mercado brasileiro, acrescidos dos subsídios que o “poder público” brasileiro presenteia as montadoras, ademais das isenções e reduções fiscais.
22. Os insumos importados a preços superfaturados são outro grande conduto de recursos para o exterior, resultando, ao mesmo tempo, no preço final elevadíssimo no mercado brasileiro.
23. Os mais importantes deles são os motores, que não são desenvolvidos no Brasil. Fabricam-se aqui, mas sempre por transnacionais, como ocorre com a maior parte das autopeças, indústria que, até os anos 70, era controlada em cerca de 80% por empresas de capital nacional.
24. Esses são dados da realidade demonstrativos de que, embora tenha crescido quantitativamente, a produção no Brasil decaiu qualitativamente. O atraso é espantoso não só em relação aos países asiáticos – que se industrializaram muito depois do Brasil – mas também em relação aos progressos havidos, enquanto teve governo passavelmente autônomo, i.e., na Era Vargas.
25. AFábrica Nacional de Motores (FNM), fundada em 1942, produziu motores aeronáuticos, tendo o primeiro avião com motor FNM saído em 1946. Embora a tecnologia fosse norte-americana, Curtiss-Wright, a produção sob controle nacional viabilizaria o desenvolvimento de tecnologia brasileira.
26. Com a deposição de Vargas em 1945, deu-se o primeiro retrocesso, convertendo-se a produção para motores de eletrodomésticos. Em 1949, a FNM iniciou a fabricação de caminhões, retomada em 1951, em associação com a estatal italiana Alfa-Romeo, com Vargas de volta.
27. Depois, a fábrica de Xerém, RJ, produziu novo modelo do exitoso caminhão FNM e depois o automóvel de passeio Alfa-Romeo JK, mas, em 1968, o governo do novo golpe militar fez alienar a FNM para a empresa italiana, mais tarde privatizada em favor da Fiat.
28. A política econômica do modelo dependente promoveu a crescente apropriação do mercado interno brasileiro pelas transnacionais, inclusive através das barreiras à importação. A partir da abertura radical à globalização, iniciada por Collor, os veículos produzidos no Brasil foram tendo conteúdo decrescente de insumos locais, e cresceram as importações de veículos.
29. O resultado disso espelha-se na balança comercial do 1º quadrimestre de 2012: as exportações de automóveis somaram US$ 1,2 bilhão, enquanto as importações atingiram US$ 3,3 bilhões.
30. Segundo o estudo do IPT, Volkswagen, General Motors e Fiat desenvolveriam alguma tecnologia local, em produtos aqui concebidos, como o Fox, da Volks, e a Meriva, da GM.
32. Mas não são desenvolvimentos significativos. Pior: em qualquer caso, pode-se ter certeza que eles se tornam propriedade das transnacionais, protegida por patentes.
33. Na realidade é para isto que a Volkswagen ganhará mais um subsídio: o financiamento pelo BNDES (BancoNacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no montante de nada menos que R$ 342 milhões para “desenvolver” um subcompacto e um sedã, e “modernizar” modelos existentes.
34. Como assinala o economista Paulo Kliass, em artigo publicado em 13.07.2011, “Prioridades do governo, BNDES e indústria do automóvel”, trata-se de modelos já vendidos em outras praças, como o supercompacto “Up”. O crédito, da linha “Proengenharia” do BNDES, serve para gerar valor agregado no exterior.
35. Aduz Kliass: “Os projetos chegam aqui prontos e acabados”. Lembra, ainda, que o BNDES já havia favorecido a Renault, em projeto semelhante, com R$ 374 milhões para “adaptação de veículos ao clima e às condições de ruas e estradas do País. Uma loucura!”
36. Poder-se-ia concluir que o BNDES – com “N” de “Nacional” – dissipa recursos fazendo de conta que as transnacionais sejam brasileiras, por ocuparem os mercados do País e exercerem poder sobre o “governo”.
37. Leonardo Sakamoto, em 03/07/2012, no seu blog, apud Folha SP informa que as montadoras planejam demitir, apesar do aumento de vendas trazido pela redução de IPI. GM e Volkswagen abriram programas de demissão voluntária, e a GM estuda fechar a linha de montagem em São José dos Campos e extinguir 1.500 vagas, segundo o sindicato de metalúrgicos local.
38. Cita, ademais, matéria do Estado de São Paulo, conforme a qual, desde a crise internacional, o governo brasileiro abriu mão de R$ 28 bilhões em impostos para a indústria automobilística, e esta enviou, ao exterior, no período, US$ 14,6 bilhões. Saliento que essa cifra não inclui o grosso da transferência real dos lucros.
39. Sakamoto assinala que, na lógica que as transnacionais impingem ao “governo”, o Estado ajuda as empresas, mas estas não devem sofrer intervenção alguma: “um liberalismo de brincadeirinha, com o Estado atuante, mas subserviente ao poder econômico, em que o (nosso) dinheiro deve entrar calado …”
40. Recorda Gabriel Barros, do Instituto Brasileiro de Economia da FVG: “A indústria automotiva do Brasil tem 60 anos e a da Coreia do Sul, 35, e eles são tão mais competitivos, que o consumidor consegue perceber isso simplesmente entrando no carro”. Ele não explica, porém, que na Coréia do Sul a indústria é de capital nacional.
41. Nos âmbitos estadual e municipal, os subsídios não são menos escandalosos que na esfera federal. Ancelmo Gois, em O Globo, de 20.06.2012, informa que Andrea Calabi, secretário de Fazenda de São Paulo ficou “escandalizado” com o incentivo fiscal dado a duas montadoras por Sérgio Cabral, “governador” do Rio de Janeiro: “O governo fluminense vai financiar 80% do ICMS em 50 anos, com 30 de carência, para Nissan e PSA (Peugeot/Citroen). Juntos, os benefícios chegam a R$ 10 bilhões. A medida é insana. Outras empresas e setores vão querer as mesmas condições…”

*Adriano Benayon é doutor em economia e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento, editora Escrituras SP.

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    ZePovinho

    01 de agosto de 2012 às 20h39

    Se os amigos tiverem a curiosidade de irem lá,no Regulamento Aduaneiro,artigo 138:

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Decreto/D6759.htm

    Art. 138. É concedida a redução de quarenta por cento do imposto incidente sobre a importação de partes, peças, componentes, conjuntos e subconjuntos, acabados e semi-acabados, e pneumáticos, destinados exclusivamente aos processos produtivos das empresas montadoras e dos fabricantes de (Lei no 10.182, de 12 de fevereiro de 2001, art. 5o, caput e § 1o):

    I – veículos leves: automóveis e comerciais leves;

    II – ônibus;

    III – caminhões;

    IV – reboques e semi-reboques;

    V – chassis com motor;

    VI – carrocerias;

    VII – tratores rodoviários para semi-reboques;

    VIII – tratores agrícolas e colheitadeiras;

    IX – máquinas rodoviárias; e

    X – autopeças, componentes, conjuntos e subconjuntos, necessários à produção dos veículos listados nos incisos I a IX, incluídos os destinados ao mercado de reposição.

    ….perceberão que esse mecanismo,introduzido pela Lei no 10.182, de 12 de fevereiro de 2001, art. 5o, caput e § 1o, deu um golpe de misericórdia na indústria nacional de autopeças.
    O meu primo era representante da empresa Metal Leve S/A, do José Mindlin(um grande judeu brasileiro).Com benesses como as que o governo deu às montadoras,como essa de 2001,ficou difícil concorrer.Vocês já viram governo que protege os empresários de fora do próprio país???????????????????????????????/

    Mário SF Alves

    03 de agosto de 2012 às 15h10

    Cara! Pelamordedeus! Então é isso – esses 40% – compõem e aumentam ainda mais o tal Lucro Brasil, né não? Por analogia, se poderia dizer que na composição do lucro das montadoras, a questão já quase que se define lá atrás, na Alfândega.

    Enquanto isso… o discurso dos amantes do “acima de tudo o deus mercado” continua invariavelmente o mesmo: culpa dos encargos trabalhistas; culpa do custo do trabalhador.

    É por essas e por outras que lembro a La Pasionaria:«¡No pasarán!»

Ferreira

01 de agosto de 2012 às 19h19

PARTICIPEM!!!
Enquete na pagina inicial do IG
Votação em Tempo Real
Qual foi o pior prefeito de São Paulo?
VOTE SERRA

Responder

    Willian

    01 de agosto de 2012 às 19h45

    Precisa de campanha na internet para que Serra seja votado como o pior. Caso não haja a campanha, espontaneamente Marta Suplicy será a mais votada. Corram lá.

    RicardãoCarioca

    02 de agosto de 2012 às 08h13

    Tem campanha para o Serra assim como há campanha para Marta. As duas campanhas são legítimas.

Francisco

01 de agosto de 2012 às 19h14

Vai ter que pagar um “mensalão” para o jui se dar o desplante de ler…

Responder

claudio

01 de agosto de 2012 às 17h39

como faço pra adquerir esse livro, pois se isso for verdade pq? o ministério publicou ainda não denunciou o serra…

Responder

Willian

01 de agosto de 2012 às 17h34

Dado o “sucesso” de Privataria I, é lógico o lançamento do II. Desejo mais sucesso ao autor.

Responder

acmsouza

01 de agosto de 2012 às 16h41

Sobre os autos não sei se é possível absolver os acusados do pretenso mensalão, mas, se for pela voz do povo, clamor da sociedade e desejo público de justiça, sem duvidas, está mais que provado que os acusados já foram absolvidos, não uma vez, mas, quatro, e de forma contundente.
Primeira ao não pedir queda do presidente LULA; segunda sua reeleição; terceira eleger a presidente DILMA; quarta, está a mais contundente, levaram ao fosso o PFL/DEM e minguaram toda à oposição fajuta.
A única voz que clama é a mídia totalitária golpista sonegadora DA VERDADE.

Responder

Marat

01 de agosto de 2012 às 16h07

Ao menos desta vez o PSDB não está com a totalidade da imprensa. Que bom. Nos debates isso tem que ser usado, afinal de contas, malandro que se faz passar por falso beato odeia ser questionado!

Responder

Rodrigo Leme

01 de agosto de 2012 às 15h47

Oba, que prendam todos! Mas é engraçado ver que pessoas que defendem o Zé Dirceu como “injustiçado” virão babando aqui nesse assunto.

O final já se conhece. Mensaleiros do PT, do PSDB, da PQP, cadeia pra ninguém.

Responder

    Antenor

    01 de agosto de 2012 às 17h38

    Viva Zé Dirceu!!!
    Queremos ele de volta à política, tão altivo quanto foi.
    Já tem tucano tremendo de medo!!!

    RicardãoCarioca

    02 de agosto de 2012 às 08h19

    Fora um ou outro mais contrarrevolucionário aqui, a maioria quer um julgamento justo, onde os culpados deverão ser condenados e os inocentes absolvidos. Bem diferente da turma conservadora de vocês que, além de não quererem que os políticos de direita sejam investigados, apoiam a manipulação da imprensa a favor deles e até suas tentativas de censurar vozes discordantes.

    Romanelli

    02 de agosto de 2012 às 08h20

    pois e ..de exemplo, de esperança por mudanças, de cadeia mesmo e de CASTIGO, nada, nadica ..nem um minimo pronunciamento, posicionamento e/ou vontade de nos dar de pratos limpos, desta nem tao celere, muito menos proba e etica “justiça”

    ..alias, a mesma justiça que tem seus cargos principais preechidos por INDICAÇOES dos mesmos politicos, estes que dao de salarios, beneficios nababescos e de direitos vitalicias a poucos escolhidos

    e enquanto isso a massa, tanto a desinformada como a que se considera de “cabeça feita e esclarecida – COITADA”, estas vao servindo de massa de manobra pra todo tipo de interesse pequeno pra essa cambada de VIGARISTAS


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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.