VIOMUNDO

Diário da Resistência


Próximo passo: culpar Lula pela intervenção na Líbia
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Próximo passo: culpar Lula pela intervenção na Líbia


01/02/2015 - 15h53

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Pode com todo o mundo. Menos com o Lula!

por Luiz Carlos Azenha

A montagem acima, do NavalBrasil.com, mostra o ditador líbio Muammar Kadafi cumprimentando Barack Obama (Estados Unidos), Nicolas Sarkozy (França), Silvio Berlusconi (Itália), José Maria Aznar (Espanha) e o poodle do ex-presidente George Bush, Tony Blair (Reino Unido).

São simbólicas da hipocrisia do Ocidente em relação a ditadores.

Se ainda assim restam dúvidas, basta relembrar o relacionamento da britânica Margaret Thatcher com o chileno Augusto Pinochet ou, mais recentemente, a proximidade entre Barack Obama e o falecido rei Abdullah, da Arábia Saudita.

Quanto aos ditadores africanos, basta traçar um paralelo entre a cobertura dada pela mídia internacional a Paul Biya, dos Camarões, e a Robert Mugabe, do Zimbábue:

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Notaram, nas reproduções acima (original aqui e aqui), que a Folha chama Biya — que está no cargo desde 1982 e que foi reeleito sob suspeita de fraude — de “presidente”, enquanto Mugabe é “ditador”? Qual é o critério?

Pura macaquice da Barão de Limeira, que reproduz no Brasil a política externa dos britânicos: foram eles que “distinguiram” Mugabe com o título de ditador, mas só quando ele avançou sobre os interesses de fazendeiros, muitos deles descendentes de britânicos, na primeira e única reforma agrária feita na África que tomou propriedades de brancos, majoritamente racistas da ex-Rodésia.

[Para saber mais, clique aqui para ver um capítulo do programa Nova África sobre a disputa por terras no Zimbábue]

Folha e apartheid, tudo a ver?

Já que falamos nisso, não se pode esquecer aqui do impressionante apoio do Ocidente ao regime do apartheid na África do Sul, quando interessava.

Não foi por acaso que Raul Castro foi um dos escolhidos para discursar nos funerais de Nelson Mandela, subitamente elevado ao status de santo pela revista Veja e congêneres.

Cuba derrotou a África do Sul e a expulsou da Namíbia, o que ajudou a acelerar o fim do regime racista.

Importante lembrar, também, que a Editora Abril, que controla a Veja, é sócia do grupo Naspers, da África do Sul. O grupo Naspers (Nasionale Pers, de Partido Nacional) foi criado pelo mesmo homem que fundou o partido que deu sustentação ao apartheid, JBM Hertzog.

O jornal De Burguer (1914) e a revista  Die Huisgenoot (1916) foram essenciais para fazer a cabeça dos que mais tarde viriam a assumir o controle da África do Sul.

Por tudo isso, tem razão o comentarista do Viomundo que fala numa “elite africâner” do Brasil. Há, por assim dizer, relações financeiramente incestuosas entre os dois lados do Atlântico.

Mas meu ponto aqui é dizer que razões de Estado movem as relações internacionais, muito mais que as preferências deste ou daquele governante.

Isso deveria ser óbvio.

Porém, quando o ex-presidente Lula visitou a Líbia, em 2009, para participar da cúpula da União Africana, foi execrado por colunistas da mídia brasileira.

Augusto Nunes, da Veja+Naspers, relembrou, depois do assassinato de Kadafi, mas sem incluir em sua galeria as fotos reproduzidas acima:

Lula estava lá para reafirmar a solidariedade do governo brasileiro a estadistas incompreendidos. Elogiou abjeções mundialmente desprezadas, louvou celebrou a generosidade de assassinos, louvou o fervor democrático de liberticidas, festejou o patriotismo de corruptos de carteirinha e reiterou a admiração pela biografia infame do ditador da Líbia.

Mais de sete anos depois de Tripoli, menos de dois depois de Sirte, o companheiro, amigo, irmão e liderado de Kadafi resolveu proclamar inexistentes o acasalamento promíscuo e as cenas de cumplicidade explícita. É tarde. E é impossível. Espertalhões bem mais sagazes que Lula também tentaram substituir fatos amplamente documentados por mentiras convenientes. Nenhum dos farsantes foi muito longe. Todos acabaram vencidos pela verdade. Todos jazem na vala comum reservada aos falsificadores da História.

Ao discursar no evento, Lula disse aos presentes, segundo o Estadão: “As instituições e pessoas que sempre foram pródigas em nos dar conselhos hoje estão contabilizando a falência de suas políticas”.

O ex-presidente estava se referindo, obviamente, ao impacto da crise financeira internacional, detonada em 2008. Indiretamente, ao fato de que as agências de classificação de risco, até a véspera da crise, davam nota máxima a instituições que acabaram no ou perto do buraco. Ao fato de que as políticas do Fundo Monetário Internacional, de caráter neoliberal, tinha roubado dos Estados a capacidade de reagir, ao promover a privataria desenfreada e o enfraquecimento do aparato estatal (por sorte, o Brasil preservou o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras).

Lula, certamente, encontrou uma plateia ávida por ouví-lo: a África foi um dos “laboratórios” do Banco Mundial e do FMI.

Não é por acaso o sucesso da diplomacia chinesa em território africano: a China oferece às elites locais financiamento de obras de infraestrutura sem as condicionalidades do FMI.

Não é por acaso o sucesso da diplomacia de Kadafi entre os vizinhos: ele direcionava parte dos lucros do petróleo para aumentar a influência da Líbia na região e vislumbrava os Estados Unidos da África. Para além dos sonhos de grandeza do próprio, Kadafi impulsionava uma política externa que era inerentemente contrária aos interesses do Ocidente.

Era “a África para os africanos” justamente no momento em que os Estados Unidos colocavam em funcionamento o Africom, seu comando militar para o continente.

Era o “África para os africanos” justamente quando o Golfo da Guiné começava a rivalizar com o Golfo Pérsico como fonte mundial de petróleo.

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Era o “África para os africanos” justamente quando a França sonhava novamente projetar seu poder para muito além das margens do Mediterrâneo, na África francófona que inclui os valiosíssimos minerais do Congo (para saber mais, veja este episódio do Nova África que trata da disputa pelo coltan, o mineral que está nos componentes do seu celular e de outros eletroeletrônicos).

Neste contexto, não é de estranhar que a França tenha tomado a iniciativa de bombadear Kadafi antes mesmo que os Estados Unidos, em 2011.

Aliás, em retrospectiva, pode se dizer que a guerra de propaganda movida contra Kadafi foi tão ou mais bem sucedida do que aquela que falava em “armas de destruição em massa” no Iraque. Nunca foram obtidas provas de que o ditador líbio autorizou estupro em massa como tática de guerra, de que tenha empregado milhares de mercenários vindos de fora ou de que tenha usado caças ou helicópteros de ataque contra a população local. No entanto, foi a propagação destes boatos como “verdades” que culminaram com a intenvenção da OTAN.

O fato é que África ainda tem muitos recursos minerais a oferecer ao Ocidente e enfraquecer a soberania local é pressuposto para competir com a enorme influência chinesa.

[Para saber mais sobre a presença da China, assista ao segundo bloco deste episódio do Nova África]

Kadafi não caiu por ser um ditador cruel, nem por se servir de escravas sexuais: ele foi derrubado por uma rebelião interna que não teria sido bem sucedida não tivesse contado com apoio financeiro, material e diplomático do Ocidente, cujo objetivo era o de sempre, dividir para conquistar.

“Estados Unidos, França e Reino Unido relutantemente intervieram para derrubar Kadafi, de forma a prevenir que ele massacrasse outros líbios”, se defende envergonhadamente a revista britânica Economist, em edição recente, ao constatar que a Líbia de hoje — não a de Kadafi — faliu.

“A Líbia tem dois governos, dois parlamentos, dois grupos que se dizem no controle do banco central e da companhia nacional de petróleo, não tem polícia ou exército em funcionamento, tem um sem número de milícias que aterrorizam os 6 milhões de habitantes, saqueiam o que restou da riqueza nacional, arruinam o que sobrou da infraestrutura, torturam e matam quando quer que estejam no controle”, resume a revista em editorial.

Comparem isso com os índices sociais do país sob o ditador Kadafi.

Que a mídia brasileira seja perdoada pelas besteiras que publicou sobre a Líbia: além de provinciana, ignorante, preconceituosa e pouco viajada, ela muitas vezes fica lost in translation, mera reprodutora de noticiário gerado por terceiros, como escrevi em Obrigado, Cecilia Malan, que brevemente mostrou ao público a verdade.

Afinal, os mesmos editores que tiraram sarro da cerimônia de posse de Evo Morales provavelmente nunca ouviram falar em Tiwanaku.

Mas a Economist, esta deve a seus leitores um pedido formal de desculpas por ter embarcado na aventura líbia, vendendo a ilusão de que qualquer governo com o selo de “aprovado” pelo Ocidente seria melhor que o de Kadafi.

Recuperando o que disse Lula em seu discurso à União Africana, em 2009, dia em que abraçou Kadafi: “As instituições e pessoas que sempre foram pródigas em nos dar conselhos hoje estão contabilizando a falência de suas políticas”.

Premonitório…

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



16 comentários

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jaide

04 de fevereiro de 2015 às 11h58

Culpar o Lula acho pouco provável. A Dilma, porém, não escapa. Afinal foi daqui do Brasil, em 2011 (governo Dilma), que o Obama determinou a intervenção “humanitária”.

Responder

Edgar Rocha

03 de fevereiro de 2015 às 22h52

Fico pensando, o que esperam os EUA e a União Europeia para o futuro da Líbia e região? Qual é a estratégia? Esperar que se matem todos pra ocupar o lugar? Não vai dar certo, se for isto. A xenofobia pra lá de justificável dos nativos do Norte da África e Oriente Médio, só fará gerar ainda mais grupos dispostos a executar ataques terroristas, matar estrangeiros, disputar o poder… Entendo esta parte: dividir pra dominar. Mas, será que o Iraque não foi exemplo suficientemente eloquente das consequências desta loucura? Morar numa terra em que quase todo mundo não tem nada mais a perder é viver com medo constante. tentar extrair os bens locais com gente explodindo a torto e a direito é meio arriscado.
Creio que chegou o momento mesmo de fazer uma escolha radical. Tô nem aí pra questão humanitária quando o assunto é geopolítica. Invadiu, financiou golpe, destruiu sonhos, tudo por ganância e sede de poder, já sabe. Soy contra! Tem mais é que apoiar os que se rebelam e pronto. Não tem o que discutir. Se quem vai sofrer é humorista engraçadinho, jornalista sacana, civil, dane-se! Não vou mais contemporizar. Há culpados, há povos inteiros sendo exterminados, enquanto choramos um ou outro inocente que se vai nas terras dos agressores. Quem não pode com mandinga, não carrega patuá.

Responder

Jair Fonseca

03 de fevereiro de 2015 às 13h03

É isso aí. E mais uma vez, o “Ocidente” atirou contra o próprio pé ao “libertar” a Líbia da “tirania”. Antes a Líbia era um dos países africanos de melhor situação, e um dos países muçulmanos mais avançados. Agora, o caos.

Responder

    FrancoAtirador

    02 de fevereiro de 2015 às 18h01

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    BRICS & CELAC: O COMEÇO DO FIM DA DITADURA DO DÓLAR

    Irã e Rússia descartam dólar e realizarão pagamentos mútuos em moedas nacionais

    O embaixador do Irã na Rússia, Mehdi Sanaei, disse hoje que planeja criar uma conta conjunta para realizar pagamentos mútuos nas moedas nacionais dos dois países, rublo e rial.

    Mehdi Sanaei sublinhou que as relações entre Moscou e Teerã “estão desenvolvendo-se ativamente” e que “o ano de 2014 foi muito produtivo” para ambas as nações.

    Irã e Rússia “criarão um banco comum, ou uma conta conjunta, para que se possa fazer pagamentos em rials e rublos. Foi também acordada a criação de um grupo de trabalho sobre esta questão”, disse ele.

    Além disso, em 2015 o Irã espera assinar um contrato ou memorando com a União Econômica Euroasiática e a intenção de aproveitar esta oportunidade para suas exportações para a Rússia, afirmou o embaixador.

    “Eu acho que nós temos que trabalhar para isso em 2015, para que o Irã tenha certos contatos econômicos com a União Econômica Euroasiática. Estamos trabalhando nisso agora, e o Irã tem a intenção de aproveitar esta oportunidade para as exportações para a Rússia e outros países”, disse ele.

    De acordo com o diplomata, a plena cooperação entre Irã e Rússia é dificultada pelo alto imposto de importação para produtos iranianos.

    No último sábado, o Banco Central do Irã anunciou que deixará de usar o dólar estadunidense em transações internacionais e que os contratos de comércio exterior serão feitos com outras moedas como o yuan, o euro, a lira turca, rublo russo e o won da Coreia do Sul.

    (http://www.contextolivre.com.br/2015/01/ira-e-russia-descartam-dolar-e.html)
    .
    .
    Leia também:

    Yuan e Rupia irão sustentar Rublo

    Tanto a China, como a Índia se manifestam interessadas em atribuir
    um status internacional ou regional às suas moedas nacionais.

    Os acordos com a Rússia, celebrados no âmbito do BRICS,
    estão voltados para o uso das moedas nacionais
    em operações financeiras entre os parceiros.

    (http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_12_25/Yuan-e-rupia-ir-o-sustentar-rublo-1304)
    .
    .
    ARGENTINA FECHA ACORDO COM A CHINA PARA TROCA DE MOEDAS NACIONAIS

    A Argentina fechou um acordo com a China para ativar uma troca de moedas
    que permitirá ao país da Presidente Cristina Kirchner dispor,
    em caso de necessidade, de cerca de US$ 11 bilhões para suas reservas,
    informou o Banco Central Argentino, em comunicado.

    O acordo foi fechado durante um encontro entre o presidente do Banco Central argentino, Juan Carlos Fábrega, e seu colega chinês, Zhou Xiaochuan, na cidade suíça de Basileia, na reunião bimestral do BIS (Banco de Compensações Internacionais).

    Os presidentes de ambos centrais “analisaram os mecanismos para por em marcha a ativação do swap (troca) convertível em moedas e que permitirá o desembolso por parcelas, de acordo com o requerido pelos dois países, de um montante total de até US$ 11 bilhões”.

    A Argentina necessita aumentar suas reservas, que totalizam menos de US$ 30 bilhões, quase a metade do que o país detinha em 2011. Um bloqueio judicial para pagar a dívida com fundos em Nova York criou, nas últimas semanas, uma incerteza no mercado financeiro argentino.

    “O titular do Banco Popular Chinês transmitiu à Fábrega o apoio de seu país à Argentina na controvérsia ocorrida na Justiça de Nova York com os detentores de título da dívida que não ingressaram nas trocas realizadas em 2005 e em 2010″, acrescentou o comunicado.

    Os detentores de bônus não puderam, por decisão judicial, receber os US$ 539 milhões depositados em um banco de Nova York.

    Fonte: Agências Internacionais
    .
    .

henrique de oliveira

02 de fevereiro de 2015 às 14h41

Pois é , como sempre digo as vezes é melhor a ditadura da paz do que a democracia da guerra.

Responder

O Mar da Silva

02 de fevereiro de 2015 às 14h11

“Que a mídia brasileira seja perdoada pelas besteiras que publicou sobre a Líbia: além de provinciana, ignorante, preconceituosa e pouco viajada, ela muitas vezes fica lost in translation, mera reprodutora de noticiário gerado por terceiros,(…).”

Azenha, o pouco (e respeitável) que restou de fonte de informação no Brasil está nos blogs, apelidados de sujos pela vítima da bolinha de papel.

A mídia que é tão importante para qualquer país pela sua capilaridade se tornou um estorvo para o brasil.

Sem uma iniciativa do governo federal para formular uma política de comunicação nacional acima de coloração partidária, a população segue vítima de um grupo de coronéis preconceituosos e sem o mínimo interesse em democracia, cidadania e civilidade.

Responder

Hans Bintje

02 de fevereiro de 2015 às 11h56

A conta não fecha, Azenha.

Por que os líderes europeus tiveram interesse em derrubar Kadafi?

Afinal, ele era o grande “gatekeeper” (porteiro) da África, segurando a migração dos africanos para a Europa.

Basta ver a situação atual de lugares como Lampedusa, na Itália. Um verdadeiro inferno!

E o petróleo líbio fluía, os rendimentos eram utilizados em obras de construção e na compra de insumos básicos vindos do mundo inteiro — do Brasil, por exemplo — sobretudo da Europa.

Por que matar esse mercado?

Quem se beneficia com o caos que está acontecendo por lá?

Será que algum planejador militar da OTAN arriscaria colocar soldados ocidentais para tentar controlar as milícias líbias?

Seria suicídio!

Responder

    yacov

    02 de fevereiro de 2015 às 13h47

    Eu acho fecha, sim, companheiro…

    O ocidente não queria e não quer a formação dos ESTADOS UNIDOS DA ÁFRICA, a ÁFRICA PARA TODOS (assim como não querem o BRASIL PARA TODOS), com banco central e moeda próprios, sob o comando do Kadaffi, ou de quem quer que seja, afugentando o seu FMI parasita.

    Por falar em Banco, recentemente, após a criação do Banco dos Brics, um Boeing com 150 passageiros, a maioria cientistas e famílias que se deslocavam para um Congresso Internacional sobre AIDS, foi derrubado na Ucrânia e a mídia ocidental logo tratou de culpar os russos, quando na verdade o Boeing foi derrubado por caças ucranianos, que pensavam estar a abater o Boeing do PUTIN, cujo boeing presidencial passou na mesma rota, cerca de meia hora depois.

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÃO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Nelson

02 de fevereiro de 2015 às 00h18

Excelente análise, Azenha. Tenho, porém, que discordar em um ponto. Por que arrolar apenas Kadafi como ditador?

Quem passa por cima das leis internacionais – que garantem uma convivência minimamente amistosa entre os povos – como o fazem, seguidas vezes, os governos dos EUA, da França, da Inglaterra e outros, só pode, a meu ver, ser chamado, também, de ditador.

Creio que não podemos nos ater a uma mera formalidade, formalidade altamente viciada, como sabemos, que coloca gente desse tipo na presidência desses países, para considerá-los democráticos. As ações e medidas por eles tomadas é que devem ser parâmetros para que julguemo-los democráticos ou ditadores.

Então, já está na hora de rompermos com a dominação linguística e começarmos a chamar esses tiranos pelo que eles realmente são: ditadores.

Responder

Euler

01 de fevereiro de 2015 às 23h55

Iraque, Líbia, entre outros, foram vítimas de pilhagem imperialista. E a mídia internacional e “nacional” agiram como parte integrante desse saque. Assim como acontece quando desmoralizam a Petrobras para tentar privatizá-la a preço de banana podre. Os governos dos países imperialistas entram com os mísseis e canhões; a mídia com o trabalho sujo de convencer ideologicamente que o que se fez – matança de civis, destruição dos meios de sobrevivência – foi em nome da paz, da democracia, do bem geral da humanidade. Como ainda proliferam otários que acreditam no que a mídia golpista publica, a máquina de pilhagem continua.

Responder

FrancoAtirador

01 de fevereiro de 2015 às 17h06

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“Em maio de 2006, a Naspers adquiriu por US$ 422 milhões,

uma participação de 30% no Grupo de Mídia braZileiro Editora Abril

que publica dezenas de títulos sendo o mais importante a Revista Veja”

“Em setembro de 2009, a Naspers adquiriu 91% da participação acionária da BuscaPé,

fornecedora de sistemas de comparação de compras para mais de 100 portais

e sites na América Latina, incluindo Microsoft, Globo e Abril”…

(http://medialternatives.com/2010/06/09/apartheid-inc-profile-of-a-racist-corporation)
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