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Cartas de Minas

Juan Carlos Raxach: Carta de um médico cubano

18 de julho de 2013 às 11h33

Carta de um médico cubano: Simplesmente respeito, solidariedade e ética

“Meu nome é Juan Carlos Raxach, cubano, que desde 1998 escolhi o Brasil como meu país de residência, e sinto o maior orgulho de ter me formado, em 1986, como médico em Havana, Cuba.

É com tristeza e dor que vejo as notícias publicadas pela mídia e nas redes sociais, a falta de respeito e de solidariedade proveniente de alguns colegas brasileiros, profissionais ou não da área da saúde, que atacam e desvalorizam os médicos formados em Cuba como uma forma de justificar a sua indignação às medidas tomadas pelo governo brasileiro no intuito de melhorar a qualidade dos serviços do SUS.

A qualidade humana e a alta qualificação dos profissionais de saúde cubanos têm permitido que ainda hoje, quando o país continua a enfrentar graves problemas econômicos que se alastram desde os anos 90, após a queda do campo socialista da Europa do leste, os índices de saúde da população cubana seguem colocados como exemplo para o mundo.

São índices de saúde alcançados através do trabalho interdisciplinar e intersetorial desses profissionais.

Por exemplo, em 2012 a mortalidade infantil em Cuba continuava sendo 4,6 por cada mil nascidos vivos, menor que o índice de Canadá e dos Estados Unidos.

A expectativa de vida é de 78 anos para os homens e 80 para as mulheres.

E já em 2011 existia um médico a cada 143 habitantes.

Em 2012, a dra. Margareth Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), reconheceu e elogiou o modelo sanitário de Cuba e destacou a qualidade do trabalho que realizam os profissionais de saúde e os cientistas cubanos, e felicitou às autoridades cubanas por colocar o ser humano no centro da sua atenção.

Não é desprestigiando nossos colegas de profissão, seja qual for o seu país onde tenha se formado, que vamos colocar em pauta e debater as verdadeiras causas da deterioração da qualidade dos serviços de saúde no Brasil.

Na hora de nos manifestar, o respeito, a solidariedade e a ética são necessários para estabelecer o diálogo e ir ao encontro da solução dos problemas.

Solidariamente,

Juan Carlos Raxach

Juan Carlos Raxach é assessor de projetos da Associação Brasileria Interdisciplicar de AIDS – ABIA

PS do Viomundo: Reproduzimos abaixo, mais uma vez, a denúncia de Jair de Souza sobre a mesquinharia dos Estados Unidos, que não ajudam e ainda atrapalham quem ajuda, sabotando o programa de solidariedade médica de Cuba.


Leia também:

Cebes: O SUS precisa de mais médicos. E muito mais!

 

142 Comentários escrever comentário »

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Cuma??

29/08/2013 - 11h26

O que mais já aconteceu em Cuba, nas sua praias, temsido gente que morre afogada tentando fugir do regime e por razão óbvia, se pedir vai até preso. Porém, entretanto, e outros terem, um com qual Cuba gastou fábula, podendo cobrar isso as custa da própria vida e de de muitos outros, para ser médico, bastou pedir e esses deixaram, è? Não me diga!! Por que será tanta bondade??

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Ana Paula Freire Artaxo

24/08/2013 - 23h43

Ontem, depois de ler tantos posts contendo intolerância, preconceito, desinformação, desumanidade etc. em alusão à vinda dos médicos cubanos, eu fui dormir com um aperto na alma, triste, inconformada. Estive em Cuba por algum tempo e vi o quanto o povo é amável, educado e acolhedor, e talvez os médicos que estão chegando não consigam nem entender essa gritaria toda contra eles, porque não faz parte da cultura deles esse narcisismo das pequenas diferenças, como bem definiu Freud. Mas, hoje, depois de ler a primeira página de um jornal da minha terra, cuja manchete é AMAZONAS FESTEJA A VIDA DE CUBANOS, meu estado de espírito melhorou. Porque eu sei da situação do povo amazonense que vive nas comunidades mais distantes, e sei que os cubanos, solidários que são, vão ajudar muito os ribeirinhos. Senti-me ainda melhor ao ler esse artigo. Uma aula de cidadania e principalmente de educação, características inexistentes em muitos brasileiros. Obrigada, Dr. Juan Carlos, por fazer a minha noite melhor, e por me fazer crer que nem tudo está perdido.

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22/08/2013 - 21h16

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Gildásio

20/07/2013 - 12h46

Repetindo comentário:

Sou contra qualquer manifestação de xenofobia.
Gostaria de fazer umas perguntas, por mera curiosidade. Independente da sua resposta, quero que saiba que acho que médicos de qualquer país podem viver e trabalhar no Brasil, segundo as leis nacionais.
Juan Carlos Raxach você é médico e trabalha no Brasil como médico numa assessoria de uma ONG do campo da saúde pela qual tenho grande apreço.
1. Você revalidou o seu diploma? Se não, por que?
2. Você foi contratado através do governo cubano ou individualmente?
3. Como assessor de projetos da Associação Brasileria Interdisciplicar de AIDS você é um trabalhador com todos os direitos trabalhistas ou um precarizado?

Responder

Rasec

20/07/2013 - 10h32

Como pergunta Safatle: “Por que o capital pode circular sem problemas entre as nações e a mão de obra não?”

Responder

Lucas

20/07/2013 - 03h03

SABEM QUAL É REALMENTE O PROBLEMA??? É que se os médicos cubanos vierem, eles vao começar a curar, sem ter que pedir 28 tipos de exame, sem ter q tomar 4 caixas de remédio. O PREJUIZO DA BAYER É CERTO!!!! esse é o problema!!!

Responder

    Lucy Bibeiro

    25/08/2013 - 18h28

    Concordo com vc, até para examinar uma unha encravada pedem um monte de exame, isso é incompetência geral dos médicos brasileiros, não sabem nada e são capazes de dizer que a unha encravada é VIROSE!!

    Alina

    26/08/2013 - 14h31

    Se esse povinho oportunista do Brasil não tentasse ganhar dinheiro a todo custo do profissional alegando erro médico quando esse não existe, o médico brasileiro não tentaria se precaver ao máximo (solicitando tantos exames complementares) juntando todas as provas necessárias caso haja um processo contra o mesmo.
    Vamos lá, lembre-se de quantos colegas seus já mencionaram terem passado por erros médicos, mesmo sem entender lhufas de medicina.

Marie Cristian Shubber

20/07/2013 - 02h56

Carta à Presidente Dilma

por Milton Simon Pires | 03 de julho de 2013

“É mais um mérito seu e desse seu partido: promover a maior humilhação que os médicos de um país sofreram até hoje!”

Excelentíssima Sra. Presidente da República Dilma Rousseff,

Permita-me a apresentação: na minha opinião, eu sou um médico, na sua, um “trabalhador da saúde”. Na minha opinião, medicina é cuidar de pessoas doentes, na sua, é fazer “transformação social”. Eu penso em salvar vidas, a senhora em ganhar votos. Como podemos ver, a senhora e eu, não temos muito em comum à primeira vista, mas existem na minha vida alguns fatos que a senhora desconhece. Assim como a senhora, eu já fui marxista – e dos fanáticos! Brigava com colegas da faculdade no final dos 80 e início dos anos 90 para ver seu projeto de poder realizado. Caminhei ao lado daquele seu amigo que gosta de uma cachacinha e costuma ser fotografado com livros de cabeça para baixo. Conversei pessoalmente com o “poeta do sêmen derramado” que agora governa o Rio Grande do Sul.
Não tinha ideia correta daquilo que havia acontecido no Brasil entre 1964 e 1985. Imaginava, como a senhora quer fazer parecer até hoje, que tudo estava indo bem até que militares malvados que não tinham nada para fazer decidiram, com ajuda dos americanos, derrubar o governo brasileiro.

Eu só me dei conta, presidente, de quem Lula, a senhora e seu partido-religião representavam quando comecei a trabalhar com a gente de vocês aqui em Porto Alegre a partir de 1998. Duvido que eu estivesse mal-preparado, sabe? Eu já tinha feito 6 anos de faculdade, um ano de residência em pediatria, um de medicina interna e dois de cardiologia. Gostaria que a senhora visse em que lugar seus “cumpanheros” aqui dos pampas me colocaram para trabalhar… Imagino a senhora doente naquelas condições de segurança, higiene, espaço e administração que a ralé do PT do Rio Grande do Sul nos ofereceu. A senhora tem ideia de como deve se sentir um médico ao ter seu estágio probatório avaliado por técnicos de enfermagem? A senhora sabe o que é receber, depois de tudo que se estudou na vida, ordens de enfermeiras, Presidente? Em nome de que? Em nome de um delírio chamado “democratização da gestão”? Em nome de um absurdo chamado “controle social”? A senhora tem alguma noção de quantas pessoas eu vi morrerem, depois que esse seu partido de assassinos e mensaleiros terminaram com o resto da rede hospitalar brasileira, “aparelhando” a gestão dela com uma legião de analfabetos, recalcados, alcoólatras e incompetentes, que por oferecer uma parte de seu salário ao PT, passaram a dar ordens a homens e mulheres com capacidade de salvar vidas?

Mas, por favor, não fique ofendida comigo, Presidente, de certa forma essa carta é um agradecimento, sabe? Formado há quase 20 anos, eu nunca havia visto os médicos brasileiros tão unidos quanto agora. É mais um mérito seu e desse seu partido: promover a maior humilhação que os médicos de um país sofreram até hoje! A senhora não tem vergonha de apelar para uma ditadura bananeira, um país que mata, tortura, prende e vigia seus próprios cidadãos, para fornecer médicos para o SEU próprio povo? A senhora é brasileira, ou não, presidente Dilma? Se não tem vergonha da medicina do seu País, tenha pelo menos do seu povo! A senhora nasceu aqui e a primeira pessoa que lhe viu foi provavelmente um médico do Brasil. Provavelmente vai ser algum colega, intensivista como sou hoje, quem vai estar ao seu lado no último momento e, mesmo assim, a senhora quer chamar médicos cubanos para enganar nossa gente pobre e doente a ponto de garantir sua reeleição? Quem lhe deu esse conselho, presidente Dilma? Identifique, por favor, um por um, os médicos que lhe cercam e sugeriram semelhante ideia! A senhora e eu já conhecemos alguns, não é? Vamos apresentar os demais ao Conselho Federal de Medicina, ou não?

Presidente Dilma, até bandidos e prostitutas se ofendem quando têm seu território e ganha pão ameaçados. Nós somos médicos, nós salvamos vidas e não vamos permitir que uma profissão, cuja origem se perde no tempo, seja levada ao fundo do poço por um partido, como o da senhora, com o argumento de que estamos sendo corporativistas e o Brasil está sem médicos.

Deus lhe proteja na batalha que vai enfrentar conosco, Presidente. Se a senhora for ferida vai precisar ser atendida por um médico – e eu duvido muito que ele fale português.

Porto Alegre, 2 de julho de 2013

Milton Simon Pires é médico (CREMERS 20.958).

Responder

    Lucy Bibeiro

    25/08/2013 - 18h39

    se o senhor está tão ofendido, achando que a Presidenta está errada, e que só está fazendo campanha, (ela não precisa)convoque os seus ilustres colegas, que vá trabalhar na Amazonia (longe dos shopings), se o amor à profissão é tão grande, mande que eles cuidem dos pobres coitados que morrem nos corredores dos postos de saúde, por falta deles (médicos da elite) está ameaçando a Presidente com as suas ações??? o povo está do lado dela e vcs estão dando um tiro no pé. QUEREMOS MÉDICOS DE QUALQUER PARTE DO MUNDO, vcs não são melhores do que eles, até hoje não provaram isso. Só temos noticias de médicos que ganham pra bater o ponto, e não tem vergonha disso, são verdadeiros ladrões do erario púbico.

    elizabeth cristina freitas letra

    27/08/2013 - 10h53

    Espero que cada um fale por si! O povo está do lado da presidente? Uma ova!!! Eu estou totalmente contra. Porque por detrás dessa atitude governamental, tem altos interesses, totalmente escusos! Que logo, logo, vamos tomar conhecimento! Porque esse governinho de B***A, jamais tomou qualquer atitude imediatista, como foi agora nesse caso, para auxiliar a população!!! Dentro de um mês a DilmANTA anunciou a idéia, aprovou, e os médicos já desmbarcaram aqui no Brasil! Nossa quanta competência não. Porque nos 8 anos de governo do amiguinho dela; e no decorrer do mandato dela, ninguém fez nada pela saúde; e agora há mese das eleições vem ela, toda interessada pela saude!?!?!?! FORAAAAAAAAAAAAAAA ptRALHAS OPORTUNISTAS!!! é ISSO!!!

    elizabeth cristina freitas letra

    27/08/2013 - 10h47

    Concordo em tudo com esse médico!!! O governo não dá condições nenhuma a estudante nenhum, de profissão alguma!!! Aí pegam o exemplo de meia dúzia de médicos que batem o ponto e vão embora e generalizam isso! Porque o governo não mostra os exemplos dos médicos que trabalham, no fim do mundo, desembolsam dinheiro próprio para compras dos materiais de primeira necessidade que nos postos não tem. Isso esse governinho de PTralhas não colocam na mídia, não é!!! Governo podre com intensões escusas é isso o que está ocorrendo!!!

Emilia Faust

19/07/2013 - 23h02

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/mais+de+3+milhoes+de+brasileiros+vivem+hoje+no+exterior/n1597067659662.html

Por causa de 6.000 médicos esse povo(CFM/médicos/faculdades de medicina) fazem essa gritaria toda!??Agora todo mundo esquece dos milhares de brasileiros que foram trabalhar no exterior…e lembrando que os nossos médicos não querem sair dos “grandes centros”!!Que venham os estrangeiros!!

Responder

MARCÃO

19/07/2013 - 22h35

O dia em que o povão e “a grobo” for contrário a um salário de 10 mil reais, com a prefeitura (o governo) pagando sua casa, sua alimentação, e tudo isso, for pouco, eu irei votar no PSDB de Aécio — kkkkkkkkkkkkkkkkk — pergunte a qualquer médico do Estado o que paga Aécio? — kkkkkkkkkkkkkk

Responder

Eda Lúcia

19/07/2013 - 22h34

Talvez pudéssemos resolver a questão dos médicos estrangeiros, se todos os médicos formados nas faculdades públicas que nós trabalhadores, pagadores de impostos bancamos, prestassem serviço no SUS por um período de 3 anos, devolvendo assim ao público aquilo que dele ele usufruiu, tenho certeza que nestes meus 30 anos de serviço dos quais 27 foram na saúde, recolhendo imposto de renda já formei muito médico na USP e na Escola Paulista de Medicina. Como já trabalhei no HC, posso dizer que boa parte dos alí formados vem de famílias com condição financeira superior a minha, ou seja pago faculdade para filho de rico e banco a do meu filho também. Que tal menos discurso e mais ação, se preocupar mais com o trabalho e menos com o salário que, segundo a pesquisa do IPEA é o mais alto do país, e por favor não venham com o discurso de “nós salvamos vidas”, já outras profissões também o fazem sem estrelismo.

Responder

renato

19/07/2013 - 21h05

Eu tenho que fazer uma pergunta!
È engenheiro civil que diz o que um médico precisa.
È um vidraceiro que diz o que um médico precisa.
Ou um médico não sabe o que é que tem que fazer
para ter as suas mãos o que necessita.
Ele não sabe fazer pedidos de equipamentos.
ou vai ser o Vereador que vai pedir uma cadeira de
dentista para um clinico geral!
Se é assim, então está explicado.
Na minha profissão se me colocarem num terreno aplainado.
Eu digo o que preciso para fazer o que estudei para fazer.
Então manda os médicos…para todo lugar, e sem medo da concorrência
cubana.

Responder

renato

19/07/2013 - 20h40

Srougi cita Desmond Tutu: “Se ficarmos neutros numa situação de injustiça, teremos escolhido o lado do opressor”.
Srougi é médico. E esta no conversa afiada.
As palavras que estão aí não demosntram o que ele expressa.
Mas ele conhece geografia no Brasil.
—Instrutores e professores qualificados aceitarão migrar com suas famílias para os grotões remotos do país, amparando os estagiários?
GROTÕES REMOTOS, então existem no Brasil!E lá tem gente?

—-Será que estagiários inexperientes conseguirão atuar num sistema público devastado pelo descaso e pelos malfeitos e assumir a responsabilidade de resgatar seres para a vida?
ONDE ELES ATUAM ATUALMENTE?

—–Tampouco vale a pena discorrer sobre os médicos portugueses e espanhóis. Criados com padrão de vida inatingível para a maioria dos brasileiros, nunca se adaptariam aos rincões abandonados e carentes da nação. Teriam que praticar em condições desprovidas de dignidade e sem chance de propiciar vida honrada para si e seus familiares.
RINCÕES ABANDONADOS, SE ESTÃO ABANDONADOS NÃO HÁ GENTE, HÁ?
RINCÕES.
O BRASIL NÃO É MAIS UMA BOA PARA ESPANHOIS. SÃO MUITO RICOS…

—-Os estágios no SUS terão início em 2021. Quantos corpos sucumbirão até lá, vítimas da ventura sempre prometida e nunca concretizada?
QUANTOS CORPOS SUCUMBIRÃO…..OU CONTINUAM A SUCUMBIR….?

MIGUEL SROUGI, 66, pós-graduado em urologia pela Universidade de Harvard (Boston), é professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP e presidente do conselho do Instituto Criança é Vida.

ESPERO QUE NÃO TIREM DAÍ.
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/07/19/srougi-critica-mais-medicos/

Responder

IZA

19/07/2013 - 20h00

Esse debate está insuportável. Tornou-se irracional.
Tenho uma irmã que é médica.
Hoje, nos encontramos na casa de minha mãe, aqui no interior de Minas.
Tivemos um arranca rabo.
A primeira coisa que ela me disse, quando questionou a defesa que fiz do programa do governo federal, foi dizer que o salário de 10 mil reais é POUCO.
E eu, que vivo razoavelmente, tenho um apartamento, carro, ganho a metade disso, e pagando IR.
Não há nada mais vergonhoso do que o corporativismo.
Prá mim, a classe médica perdeu de vez o juízo.

Responder

nona fernandes

19/07/2013 - 19h27

O ministro Alexandre Padilha está cansado de dizer, que os médicos estrangeiros não passarão pelo exame de revalida, pelo simples fato de, em revalidando os seus diplomas, eles poderão optar por exercerem suas profissões nos grandes centros, e não nos rincões do País. Aí, o verdadeiro objetivo do programa Mais Médicos, desceria rio abaixo. Simples assim caras pálidas. E vamos colaborar, e não ficarmos alimentando o corporativismo dos médicos brasileiros, acredito, os mais corporativistas do mundo.

Responder

Emilia Faust

19/07/2013 - 17h38

PLANO DE CARREIRA MÉDICO DO SUS:

No brasil hoje existem em torno de 280.000 médicos no serviço público(SUS).Se fosse criado um plano de carreira com salário base de 10.000,00 + (FGTS + INSS + 13 salário + férias) teriamos uma gasto anual em torno de 140.000,00/ano/médico! Um gasto total de 40 bilhões de reais somente com salário médico(uma CPMF)!!
O orçamento anual de saúde é de 117 bilhões!!1/3 do orçamento seria somente para salário médico!!Que planeta este povo vive!!!????”Tem que colocar na ponta do lápis”!!

Responder

    denis dias ferreira

    19/07/2013 - 20h43

    Será que eles sabem fazer contas?

Wagner

19/07/2013 - 14h48

… e continuo repetindo: medicina interventiva, medicamentosa, cirúrgica, DÁ LUCRO, medicina preventiva dá PREJUÍZO…quem quer o quê?

Responder

Claudio Henrique

19/07/2013 - 11h54

Caro Samir , estive em Cuba 15 dias este ano 2013, observei problemas em HAVANA,com menos intensidade que em São Paulo, e te garanto, se tem uma coisa que fiquei surpreso foi o tamanho da liberdade que os Cubanos tem, vi Cubanos ser abortados por policiais, que não colocam o cidadão com a cara na parede , e cidadão debatendo com a policia , coisa que se aqui no brasil acontecer com certeza no minimo um tapa na cara e o risco de tomar um tiro é grande,não vi ninguém dormindo na rua, final de tarde vários Cubanos namorando, tomando seu rum ou sua cerveja nos bares,muita gente com seu celular andando nas ruas , claro que não é o Smartfones de ultima geração,ouvi também vários Cubanos reclamando da falta de dinheiro , mas ninguém dizendo que esta passando fome ou pedindo esmola, ai chequei na conclusão, quer falar de Cuba vai a Cuba , ler a veja , ou assistir documentário da bandeirantes,Globo, realmente vai ser de uma Cuba repressora de gente passando fome, governo corrupto. qual Capitalista vai querer falar bem Cuba.

Responder

    Nelson

    19/07/2013 - 19h36

    O conteúdo do teu comentário tá muito bom, Cláudio Henrique. Porém, o mesmo eu não posso dizer da pontuação; simplesmente um horror.

Mari

19/07/2013 - 09h38

Respondendo a Ricardo Galvão que comentou:
“O Danado é ver gente de ‘partido de esquerda’ tentando fazer defesa do aberrante corporativismo médico por aqui, como tenta fazer a médica e militante do PCdoB Fátima Oliveira a quem outrora até admirava”.
Ricardo, vivemos numa democracia onde respeitar opiniões diferentes deve ser a regra. Respeito a sua, mas vou falar a favor de Fátima Oliveira, uma mulher de esquerda, a quem devemos muito, é séria, médica há pelo menos uns 35 a 40 anos e sempre trabalhou em serviço público e é uma defensora intransigente do SUS. Ela tem os seus motivos e todos respeitáveis para defender a categoria a qual pertence.
Abaixo um texto dela sobre o assunto que espero vc tenha a honestidade intelectual de lê-lo com atenção.

MÉDICOS NO BRASIL SÃO PÁRA-RAIOS DE GOVERNOS IRRESPONSÁVEIS
Fátima Oliveira

Mais uma vez repito: não escrevo para agradar as pessoas, sejam elas até autoridades públicas. Sou uma livre-pensadora que escreve para “tocar” as pessoas.
Agradeço a todas as pessoas que, “tocadas” pelo meu texto, escreveram seus comentários. Obrigada pela leitura!
A expressiva maioria dos comentários aqui postados demonstram unicamente uma coisa: que o sentimento generalizado, embora equivocado, na população quando ela não consegue o que precisa quando está doente, recai na “autoridade sanitária ” a que ele tem acesso: o médico, que é quem está mais próximo a ela.
Prefeito, governador, presidente da República são imagens distantes, verdadeiras miragens para a maioria do povo, então as pessoas não culpam os governos pelo descaso e caos na saúde, mas quem está ali em sua frente, enfrentando a porta, a polícia também, cotidianamente. Em suma: nós, médicos, chegamos à condição de pára-raios de governos irresponsáveis. O que é de uma gravidade enorme e profunda.
Sendo médica há 35 anos, dos quais dez em uma cidade do interior do Maranhão; desde 1988 trabalhando só em “serviço-SUS”; há 25 anos, por livre opção, sem consultório particular e sem atender a qualquer convênio (por opção política); há 16 anos trabalhando exclusivamente em Pronto-socorro , em regime de plantão, teoricamente 36 horas semanais (que é o oficial), mas na vida real em média 48-60 horas semanais (sim, para cobrir “buracos” de plantões, unicamente para servir a instituição na qual trabalho, onde NUNCA faltei e nunca cheguei atrasada), aliás, tenho a honra de dizer que sempre fui assídua e pontual (pontos que considero essenciais e como questões de princípios enquanto trabalhadora) e em 35 anos de trabalho jamais faltei a um dia de trabalho! Sim, eu sei que posso até ser uma raridade, não apenas na profissão médica, mas em muitas e muitas profissões. Quantas pessoas que aqui escreveram podem dizer o mesmo?
Tenho moral para escrever o que escrevi, pois TUDO o que aqui está é a mais pura expressão da verdade. Eu a vivi. Eu a conheço profundamente. Tenho a minha consciência limpa, como médica e como ativista do SUS.
Os comentários ao artigo deveriam ser lidos pelas entidades médicas: CFM, AMB, FENAM – entidades da categoria médica – para que compreendam a necessidade de alguma ação de educação popular em saúde com o intuito de reverter na sociedade a visão de que na saúde o médico é o vilão. A sociedade precisa olhar o descaso e o caos na saúde e enxergar os responsáveis reais: os governos, ponto que considero essencial para que possamos ter as respostas que a população precisa em termos de atenção à saúde, num país que constitucionalmente tem a saúde como dever do Estado.
Apenas mais um breve comentário sobre médicos estrangeiros no Brasil: em nenhum momento disse ou fui contra a presença de médicos estrangeiros no país, apenas defendo que um mínimo de controle de qualidade deve ser exigido: o REVALIDA, normatização do próprio governo! Mas se o governo acha que para atender pobres/desvalidos o REVALIDA é um luxo, eu lamento. Muito. Luto por um SUS de qualidade para todas as pessoas, em qualquer lugar do país. Sou contra medicina pobre para pobre.
Defendo uma medicina de qualidade para todas as pessoas, o que não é o mesmo que “medicina das altas tecnologias”. Leiam o que escrevi em meu livro Engenharia genética: o sétimo dia da criação (Moderna, 1995):
“Na medicina altamente tecnologizada, o exame e o diagnóstico clínicos, obtidos por meio da história da pessoa, vêm perdendo terreno rapidamente. Isso representa uma grave distorção, pois, nos moldes em que a sociedade está organizada hoje, o exame e o diagnóstico clínicos ainda podem fazer muito, principalmente no tocante a doenças comuns da humanidade: na maioria dos casos, um diagnóstico correto requer apenas que se aprenda a ouvir a história do(da) “paciente” e um mínimo de habilidade no exame clínico.
Provavelmente cerca de 90% das doenças não exigem mais do que um bom exame clínico e exames elementares de laboratório. Nada que um(a) médico(a) generalista não possa fazer — com notáveis “chances” e até certezas de salvar vidas e devolver a saúde —, desde que invista nisso. Se realizada de forma humanizada, essa medicina, simples e barata, ainda é capaz de resolver quase 100% dos problemas de saúde da humanidade, mesmo nas condições precárias de saneamento básico em que vive a maioria das pessoas. Então por que ela está sendo marginalizada?”
………………….
Posso até dizer que na toada que vão talvez liberem a entrada para trabalho até para médicos que não tenham proficiência em português, porque eu duvido que encontrem hoje no mundo seis mil médicos que falem português fluentemente que queiram vir para o Brasil, nas condições do trabalho precário e quase escravo (sem direito de ir e vir) que estão oferecendo….
Por fim, eu, médica negra e feminista, nascida no médio sertão do Maranhão, tenho a lhes dizer que “a medicina legou-me asas e nelas voei…”
Compartilho com vocês uma crônica da qual gosto muito:
Ainda saudosa da cozinha no sertão, apesar da trabalheira (19.12.2008) http://migre.me/eNkbm

E talvez possam também gostar de:
Fátima Oliveira: De olho nos prefeitos sem compromisso com o SUS (08.01.2013)
http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fatima-oliveira-de-olho-nos-prefeitos-sem-compromisso-com-o-sus.html

FONTE: VIOMUNDO http://migre.me/fxeVk

Responder

    Samir

    19/07/2013 - 10h01

    Cumpanhêra Mari, em que pese o fato de que a medida da contratação dos médicos estrangeiros foi proposta por um governo amplamente estatizante – veja o absurdo número de ministérios existentes (no tempo da ditadura eram apenas 11) – um pouquinho de choque de concorrência, que, aliás, está presente em todos outros setores do profissionalismo liberal – fará bem à saúde do brasileiro, do ponto de vista do doente, claro.

    Wagner

    19/07/2013 - 14h17

    da indústria farmacêutica principalmente, né? doente dá lucro pra alguns grupos.

    Nelson

    19/07/2013 - 19h47

    O governo Lula privatizou bancos e estradas e aderiu às absurdas PPPs. PPPs de que está se valendo também o governo Dilma para desestatizar ainda mais a economia, entregando o patrimônio que é de todo o povo – portos, aeroportos, ferrovias, rodovias – para a engorda dos lucros de uns poucos. E você vem afirmar que trata-se de um governo amplamente estatizante, Samir?

    denis dias ferreira

    19/07/2013 - 20h52

    Impressionante como as pessoas repetem, sem refletir o mínimo necesssário, o que a grande mídia divulga. Essa história de mais ministérios menos ministérios é assunto de quem não tem assunto. Basta que alguns imbecis da grande mídia afirmem que um número maior de ministérios aumenta as despesas do governo para que um monte de psicodélicos acredite nessa informação estroboscópica!

    Helcio Martins

    19/07/2013 - 10h30

    Prezada Dra.Fátima Oliveira e demais participantes;

    Este é um assunto antigo no Brasil, várias são as tangentes que poderemos abordar para dar pontos positivos ou negativos com relação a importação de médicos. Com relação ao idioma, minha família tem tido seus filhos em países diferentes de seus pais a 5 gerações, em línguas que vem do esperanto praticado por bascos, até o inglês nos EUA , italiano e espanhol também, de forma que indiferente da linguagem, o médico é médico ou não é, e se for profissional, ele vai se fazer entender. A experiência com médicos que falam português já é diferente, não se explicam a mais de 15 anos, meu pai era médico e eu vivi com um médico de verdade, que se levantou contra o CFM, CRM já em 1985 pelo descaso para com pacientes de baixa renda, eu mesmo vivi uma situação onde de manhã levei meu cachorro ao veterinário e o veterinário falava com o cachorro como se o animal fosse uma criancinha, e a tarde eu levei a minha esposa, mulher de 50 anos para tirar uma unha encravada e o que eu ouvi do dito médico falando para ela, bem fiz uma representação formal no SUS e na prefeitura local contra o açougueiro vestido de médico, pois educação é bom e todo ser humano gosta, especialmente os seres humanos doentes, coisa que hoje em dia 75% ou mais dos médicos não se dá conta. O profissionalismo na carreira médica não parte de um diploma, parte da vontade de ser MÉDICO, faz parte do bom profissional uma característica quase passional com relação a pessoas doentes, este seriado House que passam ai é o que a maioria dos médicos acredita ser o correto, pois o médico por ser muito bom, destrata a todos e é um verdadeiro animal para com as pessoas. A medicina é apresentada aos alunos como semi deuses que tudo podem e o corporativismo criminoso que existe no CFM e CRM são notórios, sendo o doente a última coisa que realmente tem se pensado, pois filas que começam as 2 da manhã para pegar uma senha e ser atendido daqui a 6 meses é a piada de mais mau gosto que este governo nos propicia. Ao contrário do que a Dra. Fátima expôs, venho aqui afirmar categoricamente que se ela é médica a 35 anos e ainda não percebeu que o povo não culpa os médicos e sim o governo, então de fato ela é mais uma médica que vive de recalques, o povo já não é tão estúpido assim, de acreditar que a mazela médica no Brasil é culpa de médico. Mas revendo as coisas como de fato são, posso afirmar categoricamente como doente a 25 anos que o tratamento do SUS eu não desejo nem para meu cão, quem dirá para um ser humano, pois tratar dos meus males me deixando em condições indignas, fere mais do que cura, prefiro morrer de câncer agonizando em uma cama, do que ter que ser examinado por um açougueiro de má vontade que se acha médico. Podem não ter dito a senhora ainda, mas tem coisas piores que a morte. O sistema é cleptocracia, onde todos inclusive médicos roubam, de forma que não vamos aqui despejar toda a culpa no “sistema”, porque o sistema é feito de profissionais, aqueles que fraudam plantões, e até viram industriais, fabricando dedos de silicone para baterem seus pontos, e não me venha dizer que isso é esporádico e isolado, pois formam-se no Brasil hoje por ano cerca de 18 mil médicos, claro que dos 18 mil, 1.800 são médicos os outros são açougueiros endeusados por um diploma furado e inócuo. Por fim, partindo do princípio que a medicina nasceu antes dos médicos, posso te dizer que tem muita gente na área da saúde que se comporta melhor que médicos, medicina no Brasil dada a conduta dos profissionais e de seus conselhos de classe, pouco se diferem na minha humilde opinião de atos de bandidagem contra o cidadão comum. Tenho 50 anos, conheço o ramo a fundo e só volto a ter confiança neste tipo de profissional, quando eles entenderem do que fazem, receitem remédios que conheçam e não que lhe foram comissionados por laboratórios, quando o diagnóstico clínico geral descartar o cigarro como pai e mãe de todos os males do ser humano e principalmente quando voltarem a ser gentis com aqueles que hipocritamente por Hipócrates, juraram defender….sejam pelo menos gentis, tirem o Deus que fica em vossas barrigas e os deixe em casa antes de seguir para o trabalho que você escolheu para realizar, eu não escolhi a sua profissão, não escolhemos ficar doentes e o “sistema” funciona com o vosso aval, a vossa omissão e o vosso corporativismo que defende mais os seus próprios interesses, do que aqueles que jurou defender. Há alguns médicos ainda que antes de idolatrarem seus próprios diplomas são homens e mulheres, e isso é quesito fundamental para abraçar esta profissão, pois machos e fêmeas tem de todas as espécies, mas homens e mulheres de fato são poucos, em todas as esferas profissionais , em todos os cantos deste planeta…….Se a senhora é uma destas mulheres, com certeza não vai discordar de mim, porque se é uma mulher de fato, sabe muito bem da falcatrua que seus pares vivem a fazer dentro de hospitais e negar isso é ser mais um médico pinóquio em nosso país, tenha a senhora ido todos os dias pontualmente no trabalho, ou não. eu admiro os verdadeiros médicos, pois eles sacrificam a sua vida em horas intermináveis de trabalho, para que alguém sofra menos, esta profissão é de amor, me dizer que trabalha 60 horas por semana achando que isso me comove, esqueça, pois ser médico é isso ai mesmo, quando ouço isso de que trabalho muito, fico lembrando de um mergulhador que conheci que não queria nadar, ora….acho que ele escolheu a profissão errada, assim como acredito que 80% dos médicos estão ali pelo status e não pela medicina e isso denigre os verdadeiros médicos todos os dias em nossas sociedades. Um viva para aqueles que de fato são médicos, pois estes de fato se sentarão a direita de Deus um dia, quanto aos outros que detém apenas o diploma, eu sinto muito por vocês, pois lidar com vida e morte é algo que pode ser natural e negligenciável hoje, mas se acreditam em Deus, vai condená-los no futuro.
    Respeitosamente;

    Helcio.

    denis dias ferreira

    19/07/2013 - 21h10

    Sra. Fátima de Oliveira a sra. tem o direito de defender os interesses de sua categoria. Mas nós, pacientes e usuários do SUS, temos também o direito de defender os interesses de nossa categoria. O que nós estamos reivindicando é muito simples e muito fácil de entender. Nós queremos médicos onde não existem médicos. Para nós não importa a nacionalidade ou a cor da pele do médico. As únicas exigências que fazemos é que ele seja competente, responsável (que não fuja do plantão e que não seja negligente), atencioso, educado, humano e que vá aonde o paciente vive. Será que estamos exigindo muito?

    José Carlos

    19/07/2013 - 23h25

    … Dra. é verdade que existem muitas deficiencias no serviço de saúde SUS … tembém é verdade que seus colegas são (palavra correta) VEGABUNDOS, e não venha com a descupa que é a minoria. Só para ilustrar, minha esposa era portadora de um sarcoma, e tratada em hospitais de alta complexidade: Sirio, Osvaldo Cruz, A.C. Camargo, etc, em razão de um plano de saúde BRADESCO. Ela trabalhou, durante 3 anos após o aparecimento da doença, porém quando a doença tornou-se terminal, tivemos que recorer ás perícias do governo do estado de São Paulo, e toda vez que lá comparecíamos eramos extremamente maltratados pelos cretinos dos médicos. Não eram do SUS, vi “médicos” atender pessoas em condições precarias em pé, aos gritos, e também, vi “médicos” com horário trabalho de 4 horas trabalhar, se tanto 40 minutos. Tens duvidas vai lá e verá, os pilantras tem plano de carreira, recebem salários, 13º salario, aposentadoria, e convenhamos por 40 minutos/dia é um excelente salário considerando a (im)copetência dos animais

    denis dias ferreira

    20/07/2013 - 11h54

    A sra. Fátima de Oliveira trabalha no SUS mas não deve ser usuária do SUS. Eu e meus familiares também já fomos tratados de forma grosseira pelos médicos desse sistema.

Samir

19/07/2013 - 09h23

Quem nunca foi a Cuba não sabe o que são “los miradores”. Ainda mais porque eles são discretos, quase camaleões, mas estarão sempre por ali por perto, olhando, ouvindo e tratando de saber que raio de mentiras os cidadãos cubanos estariam dizendo aos turistas, que visitam a ilha. E ai de quem reclamar ou mesmo sugerir ao “gringo” qualquer queixume, o inimigo de la revolución – certamente, um agente de CIA – perderá sua “liberdade” e mais, dependendo do que tiver dito poderá perder até sua vida. Isso não é minha opinião, é um fato bem conhecido.

Responder

    Luís Carlos

    19/07/2013 - 13h22

    Jurava que você estava falando dos EUA, pois lá é exatamente assim. Na verdade pior, pois tem espionagem em seus e-mails, facebook, ligações telefônicas, etc…

    Nelson

    19/07/2013 - 19h55

    Samir. Você que acredita que nós nos iludimos com relação a Cuba, poderia nos fazer um favor. Poderia nos trazer as provas de seu “fato bem conhecido”.
    O trabalho será árduo e inglório. Você, certamente, não conseguirá apresentar tais provas.

Ana Cruzzeli

19/07/2013 - 09h03

Os médicos do bem, já disse e volto insistentemente, são maioria, mas se continuarem escondidos no armario da timidez os coxinhas, a máfia branca prevalecerá.

Os dados cubanos são conhecidos e reconhecidos mundialmente, o grande problema é a mão grande do grande capital, a mão grande das empresas que lucram com a doença , a industria de fármacos.

Quem estiver do lado do grande capital da saúde estará abrindo sua cova para mais adiante e os médicos que são a favor do programa mais médicos mas sobretudo da revolução na saúde começada pelo Lula em 2003 tem que sair do armário.

Eu não posso deixar de lembrar aos dorminhocos como andava a saúde de 2002 para trás, em 2003 até 2010 como o Lula conseguiu fazer 9 Sarahs reabilitação motora? COMO se 1 Sarah estava para ser privatizado por que FHCia não conseguia mantê-lo?

É DISSO QUE SE TRATA. O PAC da Saúde já tá em curso desde 2003 e quem não viu é por que estava morto .

AVANTE PADILHA que a maioria está do seu lado…. VIVA CUBA, VIVA OS CUBANOS…Viva Lula que viu que a mafia de Branco era perigosíssima

Responder

Mardones

19/07/2013 - 08h27

O dr Carlos Juan deve saber que ética e respeito não são atributos dos privilegiados médicos brasileiros, principalmente aqueles que desejam explorar a saúde como rara mercadoria e não como direito do cidadão. Dr Juan, não espere ética e solidariedade de uma parcela da classe médica – que assim como uma parcela dos advogados – acreditam que são a representação humana dos deuses. Cuba jamais será exemplo para esses brasileiros. O exemplo para eles está um pouco mais ao norte, lá nos EUA, a eterna colonizadora dos sonhos desses brasileiros.

Responder

FrancoAtirador

19/07/2013 - 02h32

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Após denúncias de sabotagem, Ministério da Saúde muda regras do Mais Médicos

Por Aline Leal, repórter da Agência Brasil

Brasília – Depois de receber denúncias de sabotagem ao Mais Médicos, o Ministério da Saúde passará a exigir que os candidatos apresentem documento em que declarem que vão deixar vaga de residência médica ou do Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab) para atuar no novo programa.
A declaração deve ser apresentada no ato da inscrição.

Ao homologar a participação no Mais Médicos, o profissional terá de entregar declaração impressa confirmando o desligamento da residência médica ou do Provab, emitida pela universidade, hospital ou entidade responsável.

“Estamos estimulando os médicos brasileiros a participar do programa, mas não queremos ninguém que esteja fazendo qualquer tipo de sabotagem para atrasar um programa que visa oferecer médicos para a população”, diz o ministro Alexandre Padilha, em nota divulgada pelo ministério.

Os médicos que homologarem a participação e não comparecerem no início das atividades ou desistirem nos primeiros seis meses serão excluídos do programa e só poderão se inscrever novamente após seis meses.
Os reincidentes serão impedidos de voltar ao programa.

As novas regras vão ser publicadas no Diário Oficial da União de amanhã (19).
As novas medidas serão comunicadas aos médicos já inscritos pela Ouvidoria do Ministério da Saúde, por e-mail ou telefone.

As inscrições seguem abertas até 25 de julho e podem ser feitas pelo site do Ministério da Saúde.
Na primeira semana, foram registradas 11.701 inscrições de profissionais em 753 municípios.

O ministério recebeu denúncias de que grupos estão se mobilizando por meio das redes sociais para incentivar a inscrição de profissionais no programa para, depois, desistirem da vaga, com a intenção de atrasar o cronograma do Programa Mais Médicos.

Entidades médicas disseram desconhecer a movimentação.

Lançado na semana passada, o programa visa a levar profissionais para atuar por três anos na periferia das grandes cidades e nos municípios do interior.
A bolsa chegará a R$ 10 mil.

Entidades médicas têm criticado o programa do governo federal, principalmente porque prevê a vinda de médicos estrangeiros sem a revalidação do diploma para ocupar as vagas que não foram preenchidas pelos brasileiros.

O Provab também é destinado para a atuação de médicos em regiões pobres do país.
O contrato é por um ano.
A bolsa é R$ 8 mil, mas passará para R$ 10 mil, a partir de setembro.
O reajuste foi anunciado pelo ministério após o lançamento do Mais Médicos.

No Provab, o médico pode escolher a cidade em que quer trabalhar, entre as inscritas no programa.

No Mais Médicos, os candidatos serão designados para qualquer cidade inscrita.

Em ambos os programas, a carga chega a 40 horas semanais.

Em todo o país, há 3.568 médicos atuando pelo Provab em 1.260 municípios.

A residência médica é o período em que o médico escolhe a área na qual pretende se especializar, como ginecologia, pediatria, oncologia e cardiologia.
A bolsa chega a R$ 2.976,26 por mês e o tempo de duração depende da especialidade.

Edição: Carolina Pimentel

(http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-07-18/apos-denuncias-de-sabotagem-ministerio-da-saude-muda-regras-do-mais-medicos)

Responder

    renato

    19/07/2013 - 20h28

    Parabens Franco…

Lindivaldo

18/07/2013 - 23h50

Todo repúdio ao corporativismo da classe médica!
Porém, mais lamentável, e fora de ética, é o boicote ao programa de levar mais médicos para os mais necessitados!

Responder

Zé Brasil

18/07/2013 - 23h45

Quando vejo toda esta rejeição aos médicos cubanos, sim deles, pois o restante das outras nacionalidades, tirante as dos outros latino-americanos, of course my friend,tudo é um imenso biombo para não dizer o nome do sentimento indizível e preconceituoso.

Num momento como este cristaliza-se em minha mente o porquê de somente em seus consultórios encontro em suas cestas de revistas o onipresente pasquim de esgoto, bíblia mór dos piores reacionários deste meu Brasil.

Responder

Mário SF Alves

18/07/2013 - 23h22

E por em falar em Cuba, e não obstante a deplorável cegueira ideológica e desumanidade dos alopatas (médicos) brasileiros, movidos a exames laboratoriais e a impulsos neRvo$o$ emitidos pelas grandes corporações transnacionais da indústria farmacêutica, volto ao assunto:

A questão é: afinal, Cuba é o que é? Ou Cuba é o que o Império do Mal³ e sub impérios dependentes permitem que Cuba seja?

Noutros termos. Quem, de viva alma, poderia demonstrar que a existência de Cuba, mantida desse jeito mesmo, asfixiada, travada, por inadmissível boicote econômico, não cumpre ela mesma o papel de ser valiosíssima peça no tabuleiro de xadrez da geopolítica dos EUA e adjacências?

Ou ainda, o que impede ou impediu o dito Império do Mal à Terceira Potência de “detonar” a Ilha quando melhor lhe conviesse? Até porque crise dos mísseis é evento que ficou lá nos idos de 60. Ou não?

_____________________________________
Com o perdão da ignorância, mas considero indispensável um posicionamento crítico a respeito disso. Sem o que, ao menos pra mim, fica difícil qualquer tentativa de equacionamento de, por exemplo, a “eterna crise de subcapitalismo brasileiro”.

Responder

renato

18/07/2013 - 23h08

Ouvi falar que os médicos Nacionais estão preenchendo as vagas no programa do Governo, mas na verdade vão esvazia-lo no momento crítico, para deixar o Brasil e o Governo com as calças na mão.
Verificar veracidade, por favor. ou estou atrasado..

Responder

Mauro Duarte

18/07/2013 - 22h38

O que a grande mídia está fazendo é disseminar o ódio. ódio ao Lula, à Dilma , ao PT.A Hugo Chaves, Irã, Cuba, médicos e até mesmo entre brasileiros. Tudo por causa de manipulação de informação. Orai e vigiai para não sermos corroídos pelo ódio.
Tenho sentido vergonha e tristeza. Vergonha da classe média, da qual faço parte, que ignorante, mal informada ,vai a um estádio de futebol e vaia a presidente e o hino nacional do adversário, mostrando total falta de educação, respeito e civismo. Tristeza com a possibilidade de perdermos os avanços conquistados em dez anos depois de mais de 500 de pilhagem e roubalheira das elites esnobes, egoístas e individualistas, por pura falta de informação.

Responder

    Mário SF Alves

    19/07/2013 - 00h19

    Preocupa-me tal estado de coisas. Preocupa-me fundamentalmente o fato de que a essa elite e respectivo subproduto ideológico, a politicamente alienada classe média, mantenedoras da velha ordem subdesenvolvimentista, jamais consentirão na consolidação da Democracia entre nós. Recorrerão a todos os meios; os mais sujos, inclusive; à extemporânea retórica do anticomunismo, inclusive.
    __________________________
    Tempos ásperos, meu caro. Tempos ásperos. E não hesitarão em jogar o povo contra o povo.
    ______________________________________
    Não querem – e talvez nem possam – entregar nem os malditos anéis. Pelo visto, meu caro, a Democracia vai ter de se consolidar na marra mesmo. Ou isso, ou, se duvidar, alguém vai ser obrigado a lhes arrancar os dedos. Ou…

    elizabeth pretel

    19/07/2013 - 00h35

    Também estou me sentindo assim. Estou me sentindo envergonhada com grande parte de nosso povo e acho que a maior culpada e a mídia de nosso país, apesar de achar que essa grande parcela da população não deveria se deixar levar dessa maneira; deveria sim, parar um pouco e pensar sinceramente sobre o que quer para o país, sem ódio ou preconceito.

    Mauro Duarte

    19/07/2013 - 11h05

    As pessoas estão confundindo patriotismo com patriotada. Não sabem nem a diferença entre nacionalismo, ufanismo e patriotismo!

Elias

18/07/2013 - 22h27

Fora de pauta

Viva Nelson Mandela! Viva Mandela Day! Quero me juntar a todos os que homenagearam o grande homem da África do Sul e do mundo. Poucas palavras para quem merece tantos aplausos. Parabéns Madiba!

Responder

    Mário SF Alves

    19/07/2013 - 00h25

    Bem lembrado. É esse o “médico” que o mundo mais precisa. O médico que livra a alma do preconceito. O médico que, não fosse tamanho preconceito, teria “inflacionado” a África do Sul em milhares e milhares de médicos.
    ___________________________
    Lamento, e lamentarei sempre, que o Nobel da Paz não tenha sido ofertado a ele.

Gildásio

18/07/2013 - 22h23

Sou contra qualquer manifestação de xenofobia.
Gostaria de fazer umas perguntas, por mera curiosidade. Independente da sua resposta, quero que saiba que acho que médicos de qualquer país podem viver e trabalhar no Brasil, segundo as leis nacionais.
Juan Carlos Raxach você é médico e trabalha no Brasil como médico numa assessoria de uma ONG do campo da saúde pela qual tenho grande apreço.
1. Você revalidou o seu diploma? Se não, por que?
2. Você foi contratado através do governo cubano ou individualmente?
3. Como assessor de projetos da Associação Brasileria Interdisciplicar de AIDS você é um trabalhador com todos os direitos trabalhistas ou um precarizado?

Responder

Edno Lima

18/07/2013 - 21h33

“Por exemplo, em 2012 a mortalidade infantil em Cuba continuava sendo 4,6 por cada mil nascidos vivos, menor que o índice de Canadá e dos Estados Unidos.A expectativa de vida é de 78 anos para os homens e 80 para as mulheres e já em 2011 existia um médico a cada 143 habitantes”.
Ele fica divulgando isso por aí, daqui a pouco Cuba estará sofrendo com a forte imigração de canadenses e americanos em busca da qualidade de vida cubana.

Responder

    Ricardo

    18/07/2013 - 22h05

    Me parece de uma pobreza de espirito esse comentário. Vivo no Canadá, e posso garantir que o sistema publico de saúde não é grande coisa, como se costuma erroneamente pensar.

    Bom, para quem estiver realmente interessado em entender sobre saúde publica e os sucessos cubanos, sem as estúpidas opinões daqueles que apenas querem atacar Cuba sem entender nada, sobre nada. Que só fazem vomitar uma ideologia rancorosa, preguisosa e mal intencionada. Sugiro a leitura de um informe publicado no International Journal of Epidemiology. Vale muito a pena, sobre tudo as comparações com os Estados Unidos.

    Espero que possa ser útil ao menos para que idiotices como essa não sejam mais ditas.

    http://ije.oxfordjournals.org/content/35/4/817.full

    Um pequeno trecho…

    “Cuba represents an important alternative example where modest infrastructure investments combined with a well-developed public health strategy have generated health status measures comparable with those of industrialized countries. Areas of success include control of infectious diseases, reduction in infant mortality, establishment of a research and biotechnology industry, and progress in control of chronic diseases, among others. If the Cuban experience were generalized to other poor and middle-income countries human health would be transformed.”

    Edno Lima

    19/07/2013 - 10h48

    Poxa Ricardo, iniciei a leitura de seu texto tão esperançoso, mas acabei me decepcionando. Imaginei que você fosse iniciar orgulhosamento o parágrafo de seu texto dizendo : moro em Cuba!, qual….vc mora no Canadá!
    È fácil morar no Canadá e elogiar Cuba, né!Você tá parecendo o médico cubano; tece elogios à medicina e às condições de vida cubanas , mas está aqui no Brasil, usufruindo do padrão de vida do médico brasileiro,né!

laura

18/07/2013 - 20h56

Não sou médica, mas filha de médicos.A vinda de médicos cubanos só acrescentará à Medicina brasileira, por sua abordagem preventiva junto a população.
O resto é ideologia barata.

Sinto-me muito triste pela situação que se apresenta no Brasil , mais do que amplificada pela mídia e espírito corporativo de parcela da classe médica.O problema é que Dilma não governa mais, o problema é político. Muito ruim.

Responder

    JOTACE

    19/07/2013 - 00h33

    Parabéns, Laura. Em apenas três curtos parágrafos, mas repletos de verdades, falastes pelo Brasil…Cordialmente, Jotace

    Fabricio

    19/07/2013 - 16h10

    Não sou nenhum fã do PT (nem do PSDB, pra ser sincero), mas não acho que estejam errando tomando a decisão de trazer médicos de fora. Se há cidades onde não há médico algum, qualquer clínico geral, pediatra e talvez um obstetra seria de grande ajuda aos que lá vivem. Para os médicos brasileiros que vivem em cidades maiores, nada mudaria. Continuariam seguindo suas vidas. Mas a medida de trazer médicos de fora mexe com algo que é muito forte em muitos médicos: o orgulho. Hoje muitos médicos (inclusive futuros médicos, que nem se formaram ainda) andam nas nuvens, por cima de tudo e todos. Têm certeza absoluta de que são os melhores e mais capazes, por terem passado em um vestibular concorrido. Saem com bons salários, diversas ofertas de emprego (Sim, recebem desde antes de formados emails oferecendo vagas de 10… 15 mil reais…). Pessoas assim, tão seguras de si, não vão tolerar qualquer medida do governo que vá contra o orgulho da classe, mesmo que na prática não traga prejuízo algum para elas.

    Os que vivem nas cidades continuarão com seus ganhos, empregos e também clientela. Mesmo na cidade grande há carência por médicos. Não fosse assim, haveria desemprego (em todas as categorias há, exceto medicina), maior concorrência (médicos que atendessem mal iam perdendo seus clientes), e não precisaríamos aguardar semanas por vaga para atendimento (isso no caso de planos de saúde… no caso do SUS então, meses de espera). Vejam bem: essa é a situação em cidades maiores. Imaginemos então a situação em cidades onde nem há médico! Dadas essas circunstâncias, é de extrema maldade se afirmar que não faltam médicos! E isso é gritado a plenos pulmões inclusive por estudantes de medicina, que nem conhecem ainda o mercado de trabalho!

    Enquanto meus irmãos ainda eram estudantes, me mostraram emails da lista de emails da turma, e pasmem: havia uma discussão em pauta onde alguns alunos se indignavam com o fato de que um delegado da polícia federal ganhava seus 15 mil, juízes começavam a carreira ganhando 20 mil, mas um médico só começava com 10 mil… é ou não absurdo o fato de alguém que nem se formou ainda não entender como um “médico recém formado” não vai ganhar tanto quanto um juiz… então esta é a realidade dos nossos médicos e futuros médicos de hoje. São todos??? Claro que não… mas uma parcela representativa e barulhenta!

Ednaldo Vieira osta

18/07/2013 - 20h30

Quem pagou seu curso de medicina tem todo direito de exercer sua profissão onde escolher.Agora, eu acho que o governo está corretíssimo em buscar esse médico aonde ele estiver independente de nacionalidade.Estrutura se monta,dinheiro não falta.Na eleição eles montam em horas centrais de transmissão via satélite em margem de rio nos confins da Amazônia,em busca dos votos dos nossos irmãos nativos.Nossa Força Aérea transporta político podre até pra festa de casamento de parentes.Porque não abrir o cofre para saúde? Tem que aproveitar,acabou seu curso precisa do emprego, o governo tá chamando vai, depois você critica.Agora fazer passeata na Avenida Paulista,isso tá parecendo coisa de política da pior espécie, que essa direita paulista.

Responder

Fabio Passos

18/07/2013 - 20h16

Tenho certeza que há muitos médicos brasileiros que não concordam com as manifestações grosseiras e preconceituosas contra a vinda dos médicos cubanos.

O sucesso da medicina cubana é internacionalmente reconhecido.

Creio que os médicos brasileiros que protestam e ofendem os médicos cubanos sofrem de uma moléstia bem conhecida: idiotia causada por anos de adestramento pelo PiG. rsrs

Responder

    Mauro Duarte

    18/07/2013 - 21h52

    Eu nem sei se esses médicos brasileiros que protestam são realmente médicos. Parece mais funcionário de Conselhos Regionais, como CREMESP

    http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/07/04/cremesp-paga-taxi-e-hora-extra-para-funcionarios-irem-a-ato-de-medicos-na-paulista/

    Araújo

    19/07/2013 - 19h50

    Acho que você tem razão.
    Conheço ótimos médicos que não estão nestas manifestações. Eles são tão bons que nem precisam de reserva de mercado. Este pessoal que protesta deve ser o cocô do cavalo do bandido que nem participou do filme. Tambem pudera, eles nem frequentavam às aulas preferiam ir às baladas das medicinas Brasil afora ao invés de estudar – foi nisso que deu. Outros só entraram nas faculdades particulares em razão das fichas cadastrais.

Monica

18/07/2013 - 20h14

Acho que tem tantos médicos em Cuba, que estão precisando exportar. Com relação a taxa de mortalidade infantil, qualquer sabe que não depende só de médico, mas especialmente de boas condições de vida: alimentação, saneamento básico, etc. Diarreia é o que mais mata crianças, e na maioria das vezes ela é causada por água contaminada. Acho que esse médico tá vendendo o peixe cubano. Não é só com médicos que se resolve o problema de saúde no Brasil!

Responder

    roberto pereira

    18/07/2013 - 21h44

    É verdade…se o médico tiver uma inteligência como essa tua, não resolve mesmo.

    Geraldo

    18/07/2013 - 23h39

    É como padeiro então.

    Lagrange

    19/07/2013 - 10h23

    Sim, Mônica. Precisa de tudo isso que você citou e um pouco mais. Mas não te parece um bom começo? Ou você também tem restrições inconfessáveis contra o vinda de médicos cubanos? Fique tranquila, não virão pediatras porque eles tem o hábito de degustar o paciente.

Marat

18/07/2013 - 20h08

Estou com Cuba e com os cubanos até a última gota de sangue, até o último soldado da última trincheira. Sei que do outro lado, o inimigo é corrupto, ladrão, mentiroso, assassino e se não for freado, vai destruir o planeta!

Responder

Marat

18/07/2013 - 20h05

Tudo o que não é proveniente dos Estados Unidos, da Inglaterra, da França e dos demais países ricos e poderosos do Ocidente, é literalmente escrachado pela “grande” imprensa nacional, que é abastecida e subornada por estes tais países centrais. A cada dia eu tomo mais e mais consciência que estes países mantêm um sistema capitalista corrompido à base de guerras e mentiras. Eles usam de maneira goebbeliana sofismas insustentáveis, que, a troco de esmolas, são repetidos ad æternum pela imprensa venal e suja, especialmente veja, globo e os cães menores.

Responder

    Mauro Duarte

    18/07/2013 - 21h58

    Concordo,
    dá uma olhada aqui:
    http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/07/18/lula-sobre-o-ira-obama-traiu/

    O Lula conseguiu que o Ahmadinejad assinasse uma carta-compromisso com 10 itens do qual o Obama não abria mão. Mas depois o Obama disse que a carta não valia!

    maria julia

    18/07/2013 - 23h03

    Acho desnecessária a vinda de médicos de fora, o que a saúde brasileira precisa é ampliar e aparelhar nossos ambulatórios e postos de comunidades.

    Lucy Bibeiro

    19/07/2013 - 08h41

    Qual será o seu plano de saude? VC ACHA QUE NÃO FALTAM MÉDICOS PORQUE NÃO DEVE USAR O SUS. ONTEM TINHA CONSULTA MARCADA ÀS 15.10 NUM POSTO DO AME, MUITO BEM EQUIPADO POR SINAL, ACONTECE QUE SÓ FUI ATENDIDA ÀS 17.00 POR FALTA DE MÉDICO, MORO EM ATIBAIA – SP, o que me diz disso? Não é falta de dinheiro, é falta de vergonha dos governos estaduais e municipais, porque o dinheiro chega mas não é usado para o fim destinado. Temos que cobrar a quem deve e não jogar tudo nas costas do governo federal. o intuito não é resolver o problema e simm derrubar o governo. A quem interessa isso???

    Mauro Duarte

    19/07/2013 - 10h45

    Você conhece a realidade de todos os municípios do Brasil, de norte a sul; de leste a oeste?

    wagner paulista de souza

    18/07/2013 - 23h11

    Pô Marat ! Perdoe meu escasso domínio de nossa língua escrita, mas, vá escrever bem assim lá longe… Admirável. Humildes congratulações. A burguesada podia ir dormir sem essas duas colocações.

    Marat

    19/07/2013 - 23h37

    Caro Wagner: Obrigado!
    Saudações, amigo, e, como diria o filósofo, poeta e ufólogo Tim Maia, vamos à luta, que a vida é curta…
    Abraços

Acássia

18/07/2013 - 19h48

Ouçam a entrevista de David Braga ( Secretário de Saúde de Campinas e Indaiatuba)à Rádio Brasil Atual (NET)

Ele questiona a posição do Conselho (que é um órgão oficial federal)
contra a Presidenta da República.Ela se assombra.

Eu não. É apenas mais uma peitada à presidenta pelo PSDB via médicos.

Responder

    Acássia

    18/07/2013 - 19h48

    eu quis dizer ” ele se assombra”

Morais

18/07/2013 - 19h44

Os médicos brasileiros não estão preocupados com a saúde brasileira e muito menos com o povo, eles estão apenas continuar ganhando muito dinheiro como sempre fizeram.Vamos divulgar isto e ajudar na campanha do programa da Dilma.

Responder

josé carlos barbosa de madureira

18/07/2013 - 19h00

a posição dos médicos brasileiros com relação aos médicos cubanos não é equivocada, é uma posição de classe social, burguesa, pró imperialista, essa categoria profissional, mostra qual seu principal interesse, $$$$$$$$$$$$, eles acha que ser médico e ter um DR na frente os torna mais iguais que os iguais, mas isso só me provoca nojo.

Responder

Ivan Clides da Costa

18/07/2013 - 18h50

Alguém, algum dia imaginou que uma categoria, que fez um juramento universal, fosse se prestar a esse tipo de ação? Não consigo acreditar que o corporativismo médico se estende a 100% dessa categoria. Boicote nas escrições de médicos, afim de garantir o insucesso do projeto de levar a saúde a todos os brasileiros é caso de Corte Internacional, por crime contra a humanidade. Aqui a saúde previleggia quem tem condições de pagar, pelas especialidades médicas. Nossa Constituição garante no seu Inciso II da SAÚDE, art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado… mesmo assim o que prevalece é a saúde privada. Tentativa de destruir o sistema SUS, sempre com reportagens negativas, mesmo mostrando que a maior queixa dos usuários é pela falta de médicos, a responsabilidade recai sobre todo o sistema, diminundo o impacto sobre os profissionais que sã reclamados. Pelo cumprimento do Inciso II, art. 196 de nossa Constituição. Saúde Pública e só Pública. O corporativismo não é contra os colegas vindos do exterior, esses estão sendo usados como bodes expiatórios é conta o SISTEMA SUS essa é a verdade velada nas suas atitudes.

Responder

Emilia faust

18/07/2013 - 18h47

http://noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/conteudo/100000614977/Serie-esquadrao-monta-hospital-no-meio-da-Amazonia.html

E a tal falta de estrutura!!???Blá…blá…blá…
Na verdade com amor,compaixão,senso coletivo e humanismo fica fácil!!
Na verdadade com avareza,mesquinharia,mercantilismo e individualismo fica dificil!

Responder

Hortência Gualberto

18/07/2013 - 18h41

Eu não sou contra a vinda de médicos cubanos ou de qualquer outra nacionalidade para o Brasil, apenas que a Lei do Revalida seja cumprida. Cumpriu, tudo bem. Acho que os médicos estrangeiros deveria EXIGIR o Revalida. Seria ético da parte deles. No mínimo. Se é o Revalida que os iguala aos médicos brasileiros, eles deveriam ser os primeiros a exigi-lo. Não deveriam querer privilégios, pois eles os deixam em situação de inferioridade.

Responder

    Niterói RJ

    18/07/2013 - 21h29

    Os médicos brasileiros fazem o revalida? Se achas que as condições devem ser iguais, todos deveriam faze-lo.
    Sou contra, pois não se trata disto. O que os médicos brasileiros querem é uma reserva de mercado, sem se importar com o atendimento da população. Querem perpetuar a mercantilização da saúde no Brasil. A própria Cruz Vermelha Internacional recruta médicos de diferentes nacionalidades para atuarem em todo o mundo. Por que nós não podemos receber médicos estrangeiros aqui? Esta desculpa de falta de competência é uma piada…

    Carlos

    19/07/2013 - 11h06

    Revalida é para médico formado em outro país. Quem fiscaliza e normatiza a formação médica no Brasil é o Ministério da Educação.

    Niterói RJ

    19/07/2013 - 13h23

    Errado. Quem cria condições para o médico se formar, no Brasil, é o MEC. Quem normatiza e fiscaliza é o Conselho Federal de Medicina que, inclusive, faz exigências (como em qualquer categoria profissional) no que diz respeito ao número de horas mínimo do curso, currículo mínimo e outras coisas. É evidente que o Revalida é para revalidar…vou tentar ser mais claro já que os médicos que aqui comentam não conseguem entender. Você acha que os médicos que atuam no Brasil, hoje, teriam capacidade de serem aprovados em um exame similar ao Revalida?

    Carlos

    19/07/2013 - 17h31

    Errado.
    O CFM fiscaliza e normatiza o exercício da medicina. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L3268.htm
    O MEC define o currículo e competências dos médicos. http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/Med.pdf
    Se os médicos daqui não tiverem condições de passar numa avaliação semelhante ao revalida, o MEC é o culpado, não os médicos. Quem autoriza/ou a abertura de inúmeros cursos de medicina sem condições mínimas para o ensino foi o MEC e CNE. Essa é uma outra discussão, misturar os assuntos só desvia o foco principal. Que repensemos o ensino médico do país! Que um exame de ordem seja instituído para todos os médicos recém formados.

Carlos

18/07/2013 - 18h39

O problema não é a origem do médico, não importa se o médico é cubano, espanhol ou russo. Há excessos de críticas, com comentários xenófobos, mas não é essa a grande questão. O grande questionamento é sobre a aceitação do diploma, sem passar por uma revalidação de diploma. Afirmar que o descontentamento das entidades médicas é apenas com a nacionalidade do profissional é desviar o foco da discussão. Como ter certeza que o indivíduo é profissional médico ou que tenha as mínimas competências? O Revalida deve ser aplicado em todos os interessados em clinicar no país.

Responder

    Niterói RJ

    18/07/2013 - 21h34

    Você é médico? Fez o Revalida? Se não, quem garante então sua competência para clinicar? Aqueles que estão aqui clamando “apenas” que os médicos estrangeiros façam o Revalida estão, de fato, querendo ficar bem na fita, como se diz na gíria aqui no Rio. É apenas um subterfúgio, uma maneira legal de ser contra, pois sabem que os indices de aprovação neste exame são baixissimos (talvez porque outros médicos, do mundo inteiro, tenham capacidade muito inferior à dos nossos médicos aqui…). Patético!!

    Hortência Gualberto

    18/07/2013 - 21h51

    Ai que burrice, meu Deus! Revalida é só para quem fez medicina fora do seu país ou do país em que quer trabalhar!!!

    Carlos

    19/07/2013 - 11h13

    Sim, sou médico e formado no Brasil. Meu curso foi autorizado e fiscalizado pelo MEC, é ele o responsável pela formação médica no Brasil. Em qualquer outro país, independente da profissão, é necessário revalidar o diploma, primeiro uma avaliação da língua e depois avaliação técnica. Como saber que quem vem é um profissional de saúde? É simples, é só fazer o revalida.

    Niterói RJ

    19/07/2013 - 13h19

    Burras são as pessoas que não conseguem entender uma pergunta retórica… É evidente que o Revalida é para quem vem de fora. O meu comentário tem por objetivo, justamente, mostrar que não é o Revalida quem capacita (ou descapacita) alguém para atuar como médico. Como venho dizendo, este argumento é hipócrita. Quantos médicos brasileiros que hoje clinicam no país passariam em um exame similar ao Revalida? O corporativismo é tanto que se apegam a isso para tentar mostrar que os médicos cubanos (ou espanhóis, portugueses, gregos ou o raio que o parta…) não teriam capacidade de clinicar aqui. Que poriam a população em risco… Honestamente, risco maior do que ela vive hoje presença (e na ausência) de nossos médicos é praticamente impossível. Eu seria capaz de contar aqui pelo menos tr:es ou quatro casos absolutamente incríveis que mostrariam como os médicos brasieliros se comportam. Isso só na minha família. Aposto que cada um que comenta neste blog aqui teria um caso para contar…

    Carlos

    19/07/2013 - 16h59

    Me desculpe pela minha burrice…
    Não enxerga quem não quer. O revalida não é hipocrisia, é a única forma de garantir que o candidato teve formação adequada. É natural que a categoria se organize para se defender das possíveis ameaças – esperava-se que ficariam quietos?! Não dá para taxar de elite branca toda uma categoria profissional. Será que não existem médicos altruístas? Todos só pensam no dinheiro e status?
    As idéias propostas até podem ter boa intenção, mas estão sendo impostas e implantadas de forma inadequada.
    Também sou um defensor do SUS, quero um atendimento gratuito, universal com qualidade. Creditar ao médico a culpa de todas as mazelas do sistema de saúde que é hipocrisia. Apenas colocar médicos em todos os municípios não resolverá o problema.
    Leia o texto do Prof. Gastão: http://susbrasil.net/2013/07/18/a-saude-o-sus-e-o-programa-mais-medicos/#ref=Wibiya_bar2
    Cordialmente

    Marcelo

    19/07/2013 - 17h52

    Revalida será aplicada no dia 25 de agosto para médicos brasileiros. Estudantes brasileiros que cursam o sexto ano de medicina farão como pré-teste a prova do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira, o Revalida, no dia 25 de agosto. A data está definida no edital com os detalhes sobre a aplicação teste a estudantes brasileiros publicado na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União.

    Carlam Bezerra Salles

    20/07/2013 - 13h31

    Como Afonso Lacerda deixo aqui a minha solidariedade aos médicos cubanos e demais países, tão expostos ao descredito por pessoas, ou mesmo profissionais que esquecem que exercer a medicina é também um sacerdócio.Tenho ouvido comentários de médicos que esse “revalida”foi criado para dificultar ao máximo a vinda de médicos para o Brasil.Sugiro que, para acabar com a pelêmica,aplique-se essa mesma avaliação para os médicos brasileiros interessados em ingressar no programa.Aos brasileiros a avaliação terá outro nome pois, como já foi dito, “revalida” é só para estrangeiros.Conserve-se o mesmo conteúdo e grau de dificuldades.

Ricardo Galvão

18/07/2013 - 18h37

O Danado é ver gente de ‘partido de esquerda’ tentando fazer defesa do aberrante corporativismo médico por aqui, como tenta fazer a médica e militante do PCdoB Fátima Oliveira a quem outrora até admirava.

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Jayme Vasconcellos Soares

18/07/2013 - 17h56

A posição dos médicos brasileiros contra os médicos cubanos é uma posiçao equivocada e, propositadamente alienada, política, de extrema direita, contra um País socialista. Obvio que nada tem de verdadeiro em relação aos médicos cubanos, pois estes são profissionais de referência, que vêm contribuindo para a melhoria da saúde de todos os povos do mundo, sem exceção. Parabéns Juan Carlos Raxach no que tange à critica aos médicos antiéticos e maus brasileiros, que não têm a menor sensibilidade em relação à carência de assistência médica em nosso País e usam de opiniões, condenavelmente políticas, contra os excelentes médicos cubano!

Responder

Waldeliz

18/07/2013 - 17h49

Dr Juan, nosso país carece de médicos responsáveis, de profissionais que se formaram na área por amor. Nosso povo amarga com o descaso da maioria .desses profissionais. É uma máfia operando no setor de saúde, impedindo que o Brasil melhore na condição de saúde. Sou brasileira e apoio essa medida de nossa presidente. Atitude sensata, justa com os mais necessitados que não têm dinheiro para pagar médicos particulares. Que venham os médicos estrangeiros. A maioria da população agradece.

Responder

fabio Nogueira

18/07/2013 - 16h35

A família Educafro,está solidária com os médicos cubanos!

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Juan Carlos Raxach: Carta de um médico cubano | Conversa Afiada

18/07/2013 - 15h56

[…] Juan Carlos Raxach: Carta de um médico cubano […]

Responder

Luís Carlos

18/07/2013 - 15h25

Juan
Nossa solidariedade a você e todos médicos/cas formados em Cuba. As manifestações que citaste expressam posições dos defensores do capital contra interesses e demandas sociais, todos/as temerosos de perderem espaço na saúde nacional, como medo da mudança do modelo de atenção à saúde brasileira e de grande matiz corporativista, a quem a população deve se submeter, segundo eles/as. Não será mais assim, apesar do apoio que tem de partidos como o PSDB e DEM, e de veículos de comunicação como Globo, Veja, sempre de costas para o povo e de mãos dadas com o grande capital explorador e especulador. Pelos aliados que eles tem, saiba, a população continuará apoiando a vinda de vocês e de outros médicos/as de vários países.

Responder

Tomudjin

18/07/2013 - 15h21

Fique tranquilo, Juan Carlos. Se Jesus fosse cubano, o rigor da proibição que a bíblia iria sofrer, neste país, ainda seria menor do que sofre o documentário “Cidadão Kane”

Responder

Jorge Santos

18/07/2013 - 14h59

Solidariedade.
Este termo é muito forte para entrar na cabeça e nos bolsos das elites.

Jorge Santos
Recife-PE

Responder

    Valter

    18/07/2013 - 17h41

    Eu gostaria de saber quem é essa tal elite raivosa que as pessoas tanto falam. Vejo muita gente cheia da grana por aí ajudando os pobres. Comparar territorialmente e estatisticamente Cuba com Brasil é como querer dizer que a Terra é do tamanho de Jupiter. Para chegarmos a estes índices de 1 médico para 143 habitantes é necessário minimamente sextuplicar o número de hospitais e postos de atendimento. Todo mundo quer o Brasil dando certo, e para a tal “elite raivosa” ter um SUS funcionando muito bem significa futuro para jovens médicos, afinal, quem paga 5 mil de mensalidade em uma faculdade, só pode ser rico.
    Eu tenho um projeto bacana: não acharam o máximo as cotas? Porque então não colocar no topo da lista os cotistas? Já que eles entram mais fácil na faculdade. Esses sim deveriam prestar 2 anos de SUS, não pagam nada e entram na faculdade com atalhos.

    Robson Pacheco

    18/07/2013 - 19h16

    Amigo Valter, num fala besteiras não!!! 1º) a elite raivosa são aqueles que não suportam pobres comendo um bocado a mais, melhorar de vida e ter um atendimento melhor.
    2º)ninguém falou que no Brasil vai ter 1 médico p/ 143 hab.isso é lá em Cuba( país pobre que investe em saúde e educação)na Inglaterra é de 1 por 600 hab.
    3º)pra falar de cotas, primeiro vc tem que falar das cotas de 100% (para elite raivosa) de terras, cargos políticos, cargos dos altos escalões,juízes, cartórios, indústrias, grandes comércios,bancos, mídia e mmmééédddiiicccooossss!!!!!!Num período de 500 anos as cotas foram de 100% para os rrriiicccooosss.

    Roberto

    18/07/2013 - 19h36

    e também os das faculdades publicas que cursam 5 anos de faculdade as custas do povo e não retribuem com 1 dia sequer de serviço publico.

    Mauro Duarte

    18/07/2013 - 22h05

    Lamentável!
    Os mais ricos são os que mais entram nas faculdades de medicina públicas, porque têm melhor formação!

    Mauro Duarte

    19/07/2013 - 10h49

    Apenas 2% dos estudantes de medicina da USP são oriundos de escola pública, enquanto que para toda a universidade, o número sobe para 40%

san paradise

18/07/2013 - 14h55

dilma perdeu meu voto assim como o povo brasileiro perdeu a oportunidade de receber 6 mil médicos formados em cuba e que trariam o exemplo de uma medicina voltada ao ser humano
bolsa de 10 mil, é isso que o CRM quer, manter a visão elitizada da medicina………..

Responder

Ramalho

18/07/2013 - 14h37

“Não importa a cor do gato, desde que cace o rato” (Deng Xiaoping, comunista, obviamente).

(a propósito de um vídeo cujo endereço no Youtube circula na Internet e que me foi enviado)

O Globo – para alguns, mais insuspeito do que a ONU – diz que, no ranking do IDH, Cuba está na posição 51, e o Brasil na 84 (http://oglobo.globo.com/economia/indice-de-desenvolvimento-humano-cuba-volta-ao-ranking-na-frente-do-brasil-3215284).

A mortalidade infantil em Cuba é menor do que no Brasil: no ranking da média do índice para o período 1995-2010, segundo a ONU, Cuba está na posição 33, e o Brasil na 107 (http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_%C3%ADndice_de_mortalidade_infantil). Segundo a CIA, Cuba está na posição 40, e o Brasil na 131 (também em http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_%C3%ADndice_de_mortalidade_infantil).

A expectativa de vida ao nascer em Cuba coloca o país, nesse quesito, na trigésima sétima posição no mundo. A do Brasil é octogésima oitava (http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_esperan%C3%A7a_m%C3%A9dia_de_vida_%C3%A0_nascen%C3%A7a).

De passagem, vale mencionar que o índice de mortalidade infantil e a expectativa de vida cubanos são, segundo a ONU, melhores do que os correspondentes norte-americanos, o que pode ser confirmado consultando-se os dados da ONU.

Outro indício de que a saúde da população cubana é melhor do que a dos brasileiros é seu desempenho esportivo. O desempenho de Cuba, potência olímpica com cerca de 11 milhões de habitantes, põe o do Brasil no chinelo (conforme se dizia), e o Brasil tem 200 milhões de habitantes. A saúde do povo cubano revela-se também por intermédio de seus atletas.

No vídeo anônimo (pois não há como confirmar, com os dados do Youtube, nem a autoria, nem o divulgador, e, mesmo se houvesse, quem se daria a esse trabalho?) que você me enviou e que não sabemos – eu e você – se é, ou não, fraude, percebe-se o seguinte: 1) preconceito contra nordestino e pobre (eu mesmo e você viemos de famílias pobres e, apesar de nossa origem, não somos tão desqualificados assim); 2) indução de visão deformada sobre a saúde cubana assentada em preconceito; 3) negação da qualidade do curso cubano por ser o aluno indicado pelo MST – se tal notícia for verídica –, embora a indicação seja irrelevância, pois o que conta é o aluno estar preparado ao final do curso, e é a escola de medicina que decide sobre isto, não o MST; 4) o que uma garota disse sobre revolução socialista no Brasil não tem qualquer sustentação factual, como o vídeo quer fazer crer; no Brasil, todos os golpes de Estado foram de direita, jamais comunistas, portanto, se há alguma revolução (como se autointitulou o motim de 1964) a temer, é de direita.

O vídeo revela a arrogância infundada que se percebe pela insinuação de que a classe médica brasileira é melhor do que a cubana. Não é. A melhor classe médica é a que produz melhores resultados, e os resultados dos serviços de saúde cubanos são melhores do que os brasileiros como atestam ONU e CIA. Portanto, a classe médica cubana é melhor do que a brasileira.

Ao argumento de que médicos brasileiros não fazem melhor serviço porque “não se lhes dão as devidas condições de trabalho”, contrapõe-se o fato de Cuba ser muito mais pobre do que o Brasil, e de, portanto, as condições materiais de trabalho dos médicos cubanos terem de ser piores do que as brasileiras. Mesmo assim, o serviço médico cubano é melhor do que o brasileiro, os dados mostram. Então, as condições materiais de trabalho não são tão relevantes quanto médicos brasileiros querem fazer crer, mas a qualidade dos médicos, sim.

Se, porém, os médicos cubanos não forem melhores do que os brasileiros, então a política de atendimento e gerência do sistema de saúde cubano é melhor do que o nosso (o que denotaria a superioridade da gerência médica cubana sobre a brasileira, coisa que muitos não admitiriam de forma alguma, afinal, Cuba é comunista) pois os resultados dos serviços cubanos de saúde para a população são melhores do que os nossos, mesmo que supostamente com médicos ruins. Como se vê, o argumento “das melhores condições de trabalho” é pobre e só serve para sustentar reivindicações médicas por mais grana (se compra-se mais material médico, por que não se aumenta salários médicos?).

Causa repulsa uma classe médica que não oferece uma sugestão sequer para melhorar o atendimento médico da população e que rebela-se com mesquinharia corporativista contra a tentativa de solução de uma das deficiências do atendimento de saúde brasileiro, uma das deficiências mais graves, e que é a falta de médicos (temos, proporcionalmente, de 25% a 50% dos médicos que a Argentina tem). Além disto, em vez de criticar o sistema de saúde cubano, a classe médica brasileira (e simpatizantes) deveria é estar a estudá-lo para entender as razões de seu sucesso, e, eventualmente, sugerir ao governo brasileiro a aplicação dos ensinamentos aprendidos com o serviço de saúde da Ilha.

Não importa se o médico é cubano ou brasileiro, desde que os indicadores de saúde do Brasil sejam aceitáveis (há muito médico para se queixar, debochar, ofender e criticar, mas há pouco médico para ajudar).

(o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=KslPYEoUg-A)

Responder

    JOTACE

    18/07/2013 - 18h49

    Caro Ramalho,

    Excelente o teu comentário pelo qual muito te felicito. De minha parte acrescentaria nele deter o Brasil o lugar de campeão mundial ou de um discutível vice,no número de portadores do mal de Hansen (a lepra, cujo nome mudou no Brasil numa tentativa inútil de disfarçar a gravidade do mal e os absurdos preconceitos). Aonde ficam muitos dos tais ‘doutores’ brasileiros, defensores do capitalismo, da exploração dos grandes laboratórios, de industriais fabricantes de equipamentos médicos, esquecidos dos seus deveres perante o povo? Por que não reconhecem eles a grandeza de Cuba, apesar de um bloqueio criminoso de cinquenta anos repudiado pelo mundo? Abraço fraternal pra ti e para o médico Dr. Juan Carlos Raxach, do Jotace

    roberto pereira

    18/07/2013 - 22h09

    Perfeito o teu comentário. Eu também assisti o vídeo. Os fascistas de Mussulini não conseguiriam fazer algo tão preconceituoso e odioso.

Rose PE

18/07/2013 - 14h06

Boa carta , drº Juan, minha mãe mora numa cidade no interior de Pernambuco onde não há médico numa única Casa de saúde daquela cidade, passa um médico de 15 em 15 dias para atender as pessoas, a iniciativa do governo é louvável, pois percebemos que os médicos que se formam não querem trabalhar em pequenas cidades, preferindo continuar nos grande centros. Esses manifestos contra esse programa do governo não passa de um corporativismo desmedido. Sou a favor da vinda de médicos conquanto que se respeito a regras estabelecidas por esse programa de médicos de fora.

Responder

simas

18/07/2013 - 13h29

Sou profissional, aposentado, de outra área, q não a médica. Nem por isso, deixo de sentir mta vergonha criada com essa badalação, tda, sobre contratação de médicos, estrangeiros… Não entendo, não consigo entender, a razão de se desqualificar a medicina de outros países, em especial a cubana, por tão pouco. E logo a partir de pessoas da área médica… Pensei q os da área estivessem melhor preparados, no sentido de cuidar da saúde humana… Saúde física, mental e psicológica… Toda.
Dr Juan Carlos, sinto mto

Responder

    sergio a b

    18/07/2013 - 16h42

    Na Belindia em que vivemos, a fração belgica, aquela que não usa o SUS, defende o sindicato dos médicos e a reserva de mercado, que nem o CADE aprova ára setores industriais.
    Já a fração india, a que depende do sus, onde existe hospitais e postos de saúde não tem atendimento por falta de médicos.Nem por R$ 20 mil/mês.
    Passo ao largo da ética de alguns medicos do SUS para não gerar mais ruido na discussão.
    A radiografia é esta.
    A belgica não é solidária nem no cancer.
    Vide Marilena Chaui e sua definição de classe média

wagner paulista de souza

18/07/2013 - 13h23

Não adianta vir com palavras amáveis para contrapor aos desaforos proferidos pelos “pitbuls” de branco de nosso país; eles só pensam naquilo: desgastar os governos do PT; danem-se as considerações profissionais, éticas, humanitárias. Veham os cubanos, muito aprenderemos com eles. (Pena, que o maior aprendizado que eles poderiam nos repassar – AUTOAFIRMAÇÃO de um povo ante o criminoso Império do Norte, não esteja na pauta de nossa Elite Médica).

Responder

marco araujo

18/07/2013 - 13h21

O dirigentes médicos têm medo da concorrência ou de serem desmascarados depois das críticas que fizeram aos cubanos?

Responder

Afonso Lacerda

18/07/2013 - 12h21

Aos competentes médicos cubanos venho manifestar meu apreço. A eles que, como é sabido, solidária e humanamente têm levado sua experiência a outras regiões do planeta as quais também têm insuficiência de serviços e profissionais da medicina. Aproveito para, num gesto de desagravo, dizer o quanto envergonha a atitude inconfessável por trás de certas manifestações tão indignas que chegam a consternar (a mim e, quero crer, à maioria dos brasileiros), ditadas, fundamentalmente, pela tentativa de esconder as próprias insuficiências e/ou assegurar o status de um corporativismo tão mesquinho quanto canalha e que (para cúmulo da vergonha!) ainda tenta se valer de uma perversão ideológica para assegurar-se.

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