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Fátima Oliveira: A charlatanice e o escárnio da importação de médicos


28/05/2013 - 13h00

Os bastidores, a charlatanice e o escárnio da importação de médicos

Fátima Oliveira, em OTEMPO
Médica – [email protected] @oliveirafatima_

No Brasil, a medicina como profissão liberal foi extinta pelo assalariamento de “largas camadas de profissões intelectuais”; e a categoria médica se proletarizou em condições precaríssimas.

Trocando em miúdos: há postos de trabalho, mas emprego – com direitos trabalhistas – é escasso, seja de “carteira assinada” por prestadores de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) ou via concurso público. Como é impossível SUS sem médico, o alicerce do SUS é a precarização do trabalho médico. Até aqui carregamos o SUS em nosso lombo! “Eu conheço cada palmo desse chão”.

Quem mais avilta o trabalho médico é o Estado, nas três esferas de governo: municipal, estadual e federal – o governo federal mantém poucos serviços de saúde (nem é seu papel!), mas, contando com hospitais universitários federais, o volume de postos de trabalho médico em regime de RPA (Recibo de Pagamento de Autônomo) é expressivo, e, sem ele, tais serviços se inviabilizam, literalmente. Daí o aperreio para criar a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, cuja maior finalidade, ao bem da verdade, é sanar, sem concurso (ai, meus sais!), as irregularidades advindas do regime de RPA!

Se todos os que trabalham em hospitais universitários federais “como RPA” entrassem na Justiça requerendo seus direitos trabalhistas, instalariam o caos no país: todos fechariam. Não sobraria um! Vale para hospitais e UPAs, estaduais e municipais, pois quase 100% abusam de contratação precária.

Em tal contexto, sem resolver pendências arriscadas, o governo Dilma anunciou a importação de 6.000 médicos, sob argumentos que beiram a charlatanice política, colocando a população contra a categoria médica nacional, ao dizer que é para suprir a falta de médicos nos cinturões e nos grotões de pobreza: periferias metropolitanas e pequenas cidades, onde brasileiros não querem trabalhar.

Ora, me compre um bode! A “interiorização do trabalho médico” requer atrativos concretos, para além do médico, do estetoscópio e do “aparelho de pressão”, e não trabalho precário temporário, sob os humores do mandatário de plantão: não rezou pela cartilha do prefeito, está no olho da rua!

Não é uma postura patriota oferecer a médicos estrangeiros o que nunca acenaram para brasileiros: empregos reais, aos montes. E o pior, “modernizando” trabalho escravo: supressão do direito de ir e vir! Nada contra médico de qualquer nacionalidade vir trabalhar no Brasil, desde que em igualdade de condições dos aqui formados, o que exige “passar” na revalidação de diploma.

É fato: o Estado brasileiro sabe, permite e pratica a exploração. As entidades médicas foram omissas na garantia de dignidade trabalhista no estabelecimento do SUS.

No popular: as entidades médicas e nós, profissionais da medicina, pouco nos lixamos para a precarização do nosso trabalho: não nos empenhamos por uma carreira de Estado para médico, hoje necessidade imperiosa para a equidade na distribuição de médicos no país.

E por que não o fizemos? Falta de visão política; incompreensão da inexorável proletarização da categoria médica; e muito pelo embotamento da empáfia e do fetiche da cultura da medicina profissão liberal, numa conjuntura que a abolia e em que o trabalho médico virou mercadoria, vendida de modo aviltante. Vou pular, pois a lista de culpabilidade involuntária e inconsciente é enorme…

Agora que despertamos, é cair no bredo por uma carreira de Estado para médico até a vitória. Nem mais, nem menos. Nós, cidadãos como todo o povo, não podemos esperar cair do céu.

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142 comentários

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Gustavo

14 de setembro de 2013 às 14h27

A Theresa Burmester agora tenta enganar pessoas que querem ir trabalhar na no estrangeiro. Promete emprego e saca algumas coroas aos incautos. Cuidado com essa pessoa!

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Mílton de Arruda Martins: Expansão dos cursos de medicina, com "elitização brutal", pode ter ajudado a concentrar médicos - Viomundo - O que você não vê na mídia

23 de julho de 2013 às 09h35

[…] Arthur Chioro: Todo apoio à contratação de médicos estrangeiros Fátima Oliveira: A charlatanice e o escárnio da importação de médicos […]

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caroline

19 de julho de 2013 às 08h37

A MINHA OPINIÃO É: TODOS QUE SE FORMAM EM UNIVERSIDADES FEDERAIS, OU SEJA, ESTUDAM DE GRAÇA, DEVERIAM RETRIBUIR TRABALHANDO NO SUS DURANTE 2 ANOS. SE NÃO QUISER, PAGUE SEUS ESTUDOS.

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O mau jornalismo da Folha no caso dos médicos "desistentes" - Viomundo - O que você não vê na mídia

18 de julho de 2013 às 23h45

[…] Há muitas críticas sinceras e justas aos programas do governo Dilma no setor da Saúde, dentre os quais o Mais Médicos. O próprio Viomundo já publicou várias delas, aqui, aqui e aqui. […]

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Juan Carlos Raxach: Carta de um médico cubano - Viomundo - O que você não vê na mídia

18 de julho de 2013 às 18h30

[…] Fátima Oliveira: A charlatanice e o escárnio da importação de médicos Padilha, a campanha eleitoral e a falta de médicos no Brasil […]

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Entidades médicas: Medidas anunciadas assumem alto risco para a população - Viomundo - O que você não vê na mídia

08 de julho de 2013 às 23h20

[…] Fátima Oliveira: A charlatanice e o escárnio da importação de médicos […]

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Delvo de Oliveira

02 de julho de 2013 às 17h45

Doutora, sou médico. Há quarenta anos. Trabalhei sempre na saúde pública (para Giovanni Berlinguer, inexiste outra…). Portanto, conheço esse posicionamento das entidades que representam a categoria no período. A colega acerta em parte o diagnóstico: a recusa foi consciente, sem essa de culpas involuntárias ou inconscientes, de entender a realidade posta para o exercício da profissão. E não esqueçamos que a privatização foi iniciada e acelerada ainda na ditadura militar. Mas as entidades encastelaram-se nas torres da medicina “liberal” quando esse castelo já estava tomado pelas empresas, pelos convênios, etc… e seguiram incutindo nos jovens médicos seus mitos. Basta ler as publicações oficiais das associações, conselhos, sindicatos. Vixe, ali há espaço generoso até pro reacionarismo político, mas exíguo pra reflexões e propostas contextualizadas. Até aí, concordamos. Mas, repetir a “falta de estrutura, de salário digno, de respeito, etc…”, parece-me apenas levar por outras vias água ao moinho do corporativismo! Alíás, esse tipo de “ataque” soa mais a atitude defensiva. sem propostas concretas e sem considerar toda a realidade “para além dos interesses da corporação”. Aí, nenhum governo responsável, que intente enfrentar problemas de saúde da população objetivamente, poderia nem deveria ficar refém da corporação. São muito frágeis e por demais visíveis os argumentos corporativos. Essa “reserva de mercado” já era… nem o próprio mercado a tolera, pois em tempos de quase pleno emprego o próprio requer serviços de saúde capazes atender as demandas por atenção à saúde.
Que venham médicos, e médicos que se empenhem em programas de saúde pública organizados, monitorados, pesquisados, publicados… e a melhora dos indicadores sanitários revelará o acerto de uns e os equívocos de outros. Nessa, penso estar no lado do acerto!

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    Licia Ferreira

    04 de agosto de 2013 às 09h03

    Delvo , concordo com vc, trabalho como clínica no Sus há 26anos. A realidade é que faltam médicos para atender à população , seja no interior ou nas periferias.Essa situação vem se agravando com o envelhecimento populacional . E para nós que atuamos nessa linha de frente ,fica a sobrecarga de trabalho .

Médicos protestam contra "importar" estrangeiros sem revalidação - Viomundo - O que você não vê na mídia

02 de julho de 2013 às 13h55

[…] Fátima Oliveira: A charlatanice e o escárnio da importação de médicos […]

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Arthur Chioro: Todo apoio à contratação de médicos estrangeiros - Viomundo - O que você não vê na mídia

02 de julho de 2013 às 13h18

[…] Fátima Oliveira: A charlatanice e o escárnio da importação de médicos […]

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Gildásio

25 de junho de 2013 às 14h41

E agora que a Dilma recuou, e ainda vai recuar mais com qual cara ficam esses bate-paus que se esguelaram aqui? E o Padilha que parecia um deus, grego, é claro, com toda a sua prepotência?

Dilma ameniza discurso e diz que prioridade é para médicos brasileiros

“Gostaria de dizer à classe médica brasileira que não se trata nem de longe de uma medida hostil ou desrespeitosa aos nossos profissionais”, disse a presidente. “Trata-se de uma ação emergencial, localizada, tendo em vista a grande dificuldade que estamos enfrentando para encontrar médicos em número suficiente ou com disposição para trabalhar nas áreas mais remotas do país ou nas zonas mais pobres das grandes cidades.”

“Sempre ofereceremos primeiro aos médicos brasileiros as vagas a serem preenchidas. Só depois chamaremos médicos estrangeiros”, afirmou a presidente. Em seguida, ela lembrou que o Brasil possui apenas 1,7% de estrangeiros entre profissionais da classe médica, enquanto que em outros países, como a Inglaterra, o índice chega a 37%.

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Fátima Oliveira: Precarização e machismo contra as pediatras mineiras - Viomundo - O que você não vê na mídia

04 de junho de 2013 às 18h32

[…] As declarações do pediatra e empresário da medicina, a situação caótica da maior e mais importante maternidade pública de Minas e a rotineira falta de pediatras em algumas UPAs nos fins de semana confirmam o que escrevi em “Os bastidores, a charlatanice e o escárnio da importação de médicos”. […]

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xacal

04 de junho de 2013 às 08h47

O sistema público de saúde brasileiro é ruim? Claro, e as causas todos nós sabemos enumerar de cor:

01- Precarização do trabalho médico,

02- financiamento público a medicina privada e de grupo,

03- excesso de especialização,

04- desumanização da relação médico paciente,

05- mercantilização do serviço médico,

06- subfaturamento, etc, etc, etc.

De um modo ou de outro, todos estes sintomas, guardadas as devidas peculiaridades se aplicam aos outros setores chamados essenciais do Estado: educação, segurança, habitação, saneamento, alguns até com eixos transversais entre si.

Em todas estas áreas, com exceção da saúde, no caso específico dos médicos, os profissionais são chamados a assumir sua parcela de responsabilidade nos fracassos da execução destas políticas públicas.

Claro, muito “contrabando ideológico” acabou por culpar demais os profissionais, em detrimento de responsabilizar a quem de direito: os governantes.

Mas o fato é: nestes processos, é possível que o comportamento das categorias, inclusive pela sua capacidade de luta e aglutinação em defesa do setor público.

Mais ou menos, a resposta coletiva de cada categoria foi capaz (ou menos capaz) de impor certos limites àquilo que atingiu o setor público de forma mais ou menos uniforme: a privatização dos serviços!

E os médicos?

Qual foi a resposta da categoria médica diante deste desenrolar de eventos?

Eu temo dizer, inclusive pela leitura do auto-centrado texto da “dotôra”, que a saída foi privada (não apenas no sentido lato da palavra), mas de covardia, de acomodação, de “jeitinho”, reproduzindo a crença de que a condição “privilegiada” em relação às demais profissões (alguns tolos reportam esta crítica a inveja, vejam só)poderia salvar-lhes daquilo que atingiria à todos, de uma forma ou de outra.

Agora choram, e querem nossa solidariedade, justamente depois de ter nos ignorado solenemente, assumindo a desumanização da medicina como primeira resposta as dificuldades que lhes foram impostas!

A desculpa?

Não posso me contaminar com o sofrimento alheio?

E agora, porque devemos nos compadecer do sofrimento deles?

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xacal

03 de junho de 2013 às 23h36

Pergunta-se:

Dentre todos os problemas já descritos, chorados e lamuriados pelo pessoal da vitimização médica, qual é a remuneração média de médicos em início, com 5, 10, 15 anos de carreira e assim por diante?

Sou capaz de apostar 50 reais que não há, na média, nenhum deles que ganhe menos que 20 salários mínimos em início de carreira.

Pelas vicissitudes do mercado, médicos hoje não precisam passar pela via crúcis dos concursos públicos, como em outras carreiras públicas bem remuneradas, como promotores, delegados, juízes, auditores, etc…

Boa parte das mentiras ditas aqui como símbolo da precarização da saúde foi a saída das prefeituras para atrair médicos, ou seja, não há vínculo, justamente para vossa excelência, o dotô, possa transitar de um plantão para o outro, porque ele não quer um emprego de 10 ou 11 mil fixo em uma cidade.

Ele quer 30 ou 40 mil, livre de impostos e contribuições previdenciárias, mesmo que tenha que se desdobrar para isto!

Ok, escolhas em um mundo capitalista, mas porque chorar depois de fazê-las?

……………………………………………………..

Afinal, o médico brasileiro ganha tão mal quanto diz ganhar?

É possível, então eu pergunto de novo: Por que é a carreira médica a mais concorrida de todas as demais?

Vocação?

Ué, quem tem vocação não trabalha por pouco?

Então não é vocação… é questão de status e grana!

Ué, mas o médico não ganha mal?

Pois é… a conta não fecha.

Está claro que o sistema público de saúde tem muitos problemas, mas parece que no Brasil, um dos principais problemas do sistema é a postura saudosista dos médicos quando eram ainda mais deslocados da maioria da população, e estavam incorporados a elite!

Como eu disse lá embaixo, dotôra perdeu uma grande chance de ficar de boca fechada!

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xacal

03 de junho de 2013 às 22h57

Cargo: Inspetor de Polícia do Estado do Rio de Janeiro.
Vencimento: 707 reais.
Escolaridade: 3º Grau.
Carga horária: 48 horas (plantão) a cada seis dias.
Dedicação exclusiva.
Férias: quando for possível.
Verba de deslocamento caso você more em Carmo (divisa com sul do MG) e trabalhe em Parati(divisa com SP): dane-se.
É carreira de Estado: sim!

PIB do Estado do RJ: 2º do Brasil.

E ainda vêm falar em precarização de trabalho?

Tenham dó.

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    Carlos Pereira

    04 de junho de 2013 às 00h49

    Os ataques da inveja são os únicos em que o agressor, se pudesse, preferia fazer o papel da vítima. (Niceto Alcalá Zamora)

    O ódio é a vingança do covarde. George Bernard Shaw

    xacal

    04 de junho de 2013 às 08h31

    Carlos, não julgue os outros por si.

    A comparação não se destina a destilar inveja, afinal, se há de ter médicos, há de ter policiais.

    Inclusive porque se o exercício da medicina é tão precarizado e aviltado como dizem, por que deveríamos ter inveja?

    É só um parâmetro entre “carreiras de Estado”, exercidas no 2º PIB do Brasil, que exigem 3º grau, certo grau de especialização (embora em níveis diferentes), trabalho em regime de plantão, e deslocamento para exercício da função, dentre outras coisas.

    É uma discussão necessária que precisamos ter em alguma hora neste país: quanto vale cada profissão, e qual seu peso relativo em relação às demais.

    Olhe que eu fui um “invejoso” bonzinho, se eu colocasse a situação das professores…

Renata Fabri

31 de maio de 2013 às 18h36

É preciso que a população saiba que o exercício da medicina é prática séria, que envolve o bem maior do ser humano; a vida. Que vivemos em uma sociedade com legislação própria, com princípios e ética que devem ser seguidos. O revalida além de comprovar a capacidade técnica do profissional, a veracidade do seu diploma o submete a estudar e entender os valores éticos da profissão e as obrigações civis do cidadão enquanto profissional. A população precisa saber que o que falta no interior do país, não são médicos são condições de trabalho e sem o revalida a maior vítima é ela mesma. O que o governo está armando é um golpe ditatorial contra a saúde dos brasileiros abrindo as portas do país para profissionais de formação duvidosa para trabalhar em condições precárias. Acorda Brasil! O Revalida é para o seu própria saúde futura.
Conselho Federal de Medicina seja irredutível nesta decisão. Médicos valorize seu esforço e sua dedicação para chegar até aqui. Conselhos de ética de instituições diversas manifestem-se!

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Gilda Arruda

31 de maio de 2013 às 10h24

Um artigo que nos ajuda a pensar:
(31 de maio de 2013)

“Não basta ser contrário à entrada de médicos estrangeiros” – Sandra Franco

Consultora jurídica avalia os complexos aspectos que envolvem o desequilíbrio da relação médico x paciente no País e expõe receio de uma nova importação daqui três anos em razão da falta de um plano a longo prazo
…………….
Sandra Franco é consultora jurídica especializada em Direito Médico e da Saúde, presidente da Comissão de Direito da Saúde e Responsabilidade Médico Hospitalar da OAB de São José dos Campos (SP) e Presidente da Academia Brasileira de Direito Médico e da Saúde

LER O ARTIGO COMPLETO: http://saudeweb.com.br/37022/nao-basta-ser-contrario-a-entrada-de-medicos-estrangeiros/

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Eliane

31 de maio de 2013 às 10h16

Sem dúvida que a autora do artigo falou a verdade e botou pra moer. Parece que agora só falta mesmo o ministro Padilha abrir mão dos médicos estrangeiros terem domínio do português.
Fátima Oliveira falou a mais pura verdade quando disse que o maior beneficiário da precarização do trabalho médico são os governos.

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Jorge

30 de maio de 2013 às 22h02

El Gran Circo de la Salud
Adolfo Silva Paraiso

Respeitável público! Com imenso orgulho apresento a vocês, aquele que vai resolver o problema da saúde no Brasil: o médico.
Hospitais estão superlotados? Chama o médico.
Não existe água potável e saneamento básico? Chama o médico.
Não têm medicamentos, gaze, esparadrapo, agulhas, seringas, soros, fios de sutura, tubos orotraqueais, laringoscopio? Não se desespere. Chame o médico.
Faltam aparelhos de RX, ultrassom, tomografos, ressonância magnética, endoscópios, laboratórios de análise clinica, hemocentros? Bobagem. Basta ter o médico.
O prefeito promete remunerar o medico com salário de juiz e depois dá calote? Não tem problema. O médico trabalha de graça.
Como os senhores e as senhoras podem ver, se o médico resolve tudo com um simples estetoscópio na mão, então a solução óbvia é produzir mais médicos.
Se tivermos que produzir mais médicos, o passo seguinte para aumentar esse quantitativo é criar mais vagas para as faculdades de medicina, autorizar a abertura de novas escolas médicas e, quase esquecia o mais importante, importar médicos sem submetê-los ao Revalida*.
Tudo se resolverá de forma mágica, pois o médico mesmo que não fale a língua nativa e tenha uma formação acadêmica totalmente diversa do país em que irá exercer a sua profissão, basta a sua presença para curar o paciente.
Não sei o porquê de tanta polêmica!

Adolfo Paraiso. Médico. CRM-MA 1267

* Exame de revalidação do diploma médico realizado pelo MEC.
http://www.luisnassif.com/profile/AdolfoSilvaParaiso

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    xacal

    03 de junho de 2013 às 23h09

    Bom, eu não sei se o médico resolve tudo, mas com certeza esta foi a (im)postura assumida pela grande maioria dos médicos, portadores da “verdade” absoluta, senhores da vida e da morte.

    Desvincularam-se de qualquer outro profissional de saúde que não ostentasse um estetoscópio e um Dr, quando não usaram e abusaram destas profissionais auxiliares (geralmente pretas e pobres), inclusive para favores sexuais!

    Acumpliciaram-se aos esquemas da indústria farmacêutica, empurraram as pessoas para os balcões de farmácias e as famosas “gueltas”, tudo em troca de uns trocados!

    Sequer olharam para os pacientes públicos, enquanto bajulavam os privados!

    Deram recibos frios à rodo para fomentar a máquina da sonegação!

    Calaram frente a precarização, porque enxergavam a mercantilização da medicina mais lá na frente!

    De fato eu não sei se o médico resolve tudo. Eu estou começando a achar é que não resolvem nada.

    Cacá Oliveira

    18 de julho de 2013 às 15h38

    Dr. Jorge,
    Eu sou professora do sistema público, então, de proletarização profissional eu entendo muuuuuuuuuuuito! Não sou uma boa cabritinha, mas achei por bem deixar marcado meu berro por aqui…
    Fica cada vez mais difícil defender os médicos, sou usuária do SUS e posso afiançar, a única dificuldade que eu já tive ao procurar atendimento em hospital ou posto de saúde públicos, foi encontrar médico de plantão. O nome do doutor está lá, mas ele não se encontra, ou porque está “realizando uma cirurgia” ou porque está atendendo em clínica ou consultório particular “que é onde ele ganha dinheiro de verdade” (isto me foi dito por uma atendente). Pode até ser que os médicos ganhem dinheiro “de verdade” em consultórios particulares, mas é o SUS que garante a elas e eles o 13ºzinho, as fériazinhas anuais e a aposentadoria…
    Proletarização… Não conheço um único médico que ande de ônibus ou more em mínimos apartamentos nas longuras das periferias. Este é um argumento para lá de furado e reflete o mito que permeia o imaginário da categoria: são melhores que os “outros” e, por isso, merecem salários melhores, melhores condições de trabalho, melhor nível de vida, melhor acolhida junto à sociedade. Afinal, são os profissionais que salvam vidas! É muito mérito para si mesmos e muito desmérito para com as outras categorias.
    Não sei como se deu a “proletarização” do trabalho médico, não acompanhei esse debate, mas posso assegurar que sei como se dá, todos os dias, o atendimento que esses “profissionais” dispensam aos pacientes. Incluindo aí a Dra. Fátima, que já me atendeu no Odilon Behrens, durante uns quinze minutos (eu havia esperado por mais de três horas), rodeada por uns dez residentes. Sequer me olhou nos olhos e ia explicando as peculiaridades do meu caso aos “seus” residentes como se eu nem estivesse ali. Me senti um hamster…
    Não se trata de jogar a sociedade contra a categoria (por este meu relato o senhor já deve ter uma idéia de qual sentimento o povo nutre em relação aos médicos, né!), mas de criar alternativas viáveis para o sério problema da falta de profissionais na rede pública de saúde. Se o senhor, assim como a Doutora Fátima, tiver outra alternativa, penso que a sociedade estaria mais do que disposta a conhecer e apoiar, porque o que todas e todos queremos é uma solução a curto, médio e longo prazo para o problema do péssimo atendimento que o povão recebe nos postos e hospitais públicos.

    Cacá Oliveira

    18 de julho de 2013 às 15h49

    Onde se lê longuras, leia-se lonjuras.

    Fátima Oliveira

    24 de agosto de 2013 às 16h14

    Sr. Cacá, lamento informá-lo que NUNCA o atendi, muito menos no Hospital Municipal Odilon Behrens, onde trabalhei durante quatro anos. Tenho certeza, apesar do seu pseudônimo aqui, porque jamais fui professora universitária e nem preceptora e em toda a minha vida NUNCA atendi paciente rodeada de residentes em lugar algum do mundo e jamais figuei dando aulas em qualquer pessoas para internos ou residentes. O senhor deveria se envergonhar de mentir. Se tiver um pingo de caráter apareça com nome, identidade e CPF verdadeiros que temos elementos para provar como nunca o atendi no HMOB, pois desde 1995 a referida instituição tem seus atendimentos de pronto-socorro informatizados. Eu o desafio, se for homem e não um veste calças.

Paulo

30 de maio de 2013 às 12h22

TJMG confirma: Aécio Neves é réu e será julgado por desvio de R$4,3 bilhões da saúde

Governador de Minas Gerais é acusado de não cumprir o piso
constitucional do financiamento do SUS entre 2003 e 2008

Do site do deputado Rogério Correia

Por três votos a zero, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu que o senador Aécio Neves continua réu em ação civil por improbidade administrativa movida contra ele pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Aécio é investigado pelo desvio de R$ 4,3 bilhões da área da saúde em Minas e pelo não cumprimento do piso constitucional do financiamento do sistema público de saúde no período de 2003 a 2008, período em que ele foi governador do estado. O julgamento deverá acontecer ainda esse ano. Se culpado, o senador ficará inelegível.

Desde 2003, a bancada estadual do PT denuncia essa fraude e a falta de compromisso do governo de Minas com a saúde no estado. Conseqüência disso é o caos instaurado no sistema público de saúde, situação essa que tem se agravado com a atual e grave epidemia de dengue.

Recurso

Os desembargadores Bitencourt Marcondes, Alyrio Ramos e Edgard Penna Amorim negaram o provimento ao recurso solicitado por Aécio Neves para a extinção da ação por entenderem ser legítima a ação de improbidade diante da não aplicação do mínimo constitucional de 12% da receita do Estado na área da Saúde. Segundo eles, a atitude do ex-governador atenta aos princípios da administração pública já que “a conduta esperada do agente público é oposta, no sentido de cumprir norma constitucional que visa à melhoria dos serviços de saúde universais e gratuitos, como forma de inclusão social, erradicação e prevenção de doenças”.

A alegação do réu (Aécio) é a de não ter havido qualquer transferência de recursos do estado à COPASA para investimentos em saneamento básico, já que esse teria sido originado de recursos próprios. Os fatos apurados demonstram, no entanto, a utilização de valores provenientes de tarifas da COPASA para serem contabilizados como investimento em saúde pública, em uma clara manobra para garantir o mínimo constitucional de 12%. A pergunta é: qual foi a destinação dada aos R$4,3 bilhões então?

http://revistaforum.com.br/blog/2013/05/tjmg-confirma-aecio-neves-e-reu-e-sera-julgado-por-desvio-de-r43-bilhoes-da-saude/

Responder

Gina

30 de maio de 2013 às 11h38

Oi Fátima, excelente para os distraídos de plantão, para quem veio aqui postando comentários pagos, para a carneirice política de plantão como o texto abaixo:
….
22.05.13 – Brasil
Triunfa a luta pela vida: o caso dos médicos estrangeiros
Hermann Hoffman
Adital
22 de maio de 2013
“Não tem volta. Não adianta o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) se desesperarem mais. O Governo Federal determinou: médicos espanhóis, portugueses e cubanos agora podem trabalhar no Brasil, nas áreas que muitos médicos brasileiros não querem ir. É oficial.

Primeiro o acordo foi Cuba e agora com a Espanha. Só falta Portugal chegar a um entendimento. Os médicos formados nestes países chegarão ao Brasil nos próximos meses, e já adianto, a partir de 9 de julho, a empresa aérea Cubana iniciará voos noturnos semanais de Cuba para São Paulo.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os médicos estrangeiros podem trabalhar sem a revalidação dos diplomas por três anos, mas também, sem direito de se transferirem para as grandes capitais, como São Paulo. A medida será um paliativo para a deficiência de médicos nos pequenos municípios do Brasil.

Sobre o registro para exercer a profissão, um tema polêmico e o alvo principal das agressões do CFM e AMB, o ministro Padilha, informou que os profissionais terão uma autorização exclusiva para que só possam atuar em regiões específicas, onde há falta de médicos. Ele excluiu a possibilidade que a revalidação dos diplomas seja feita por provas como o Revalida, já que com esta modalidade o profissional estaria livre pra trabalhar em todo Brasil e não haveria a fixação nas zonas mais carentes”
https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/hermann-hoffman-os-criterios-para-a-vinda-de-medicos-estrangeiros.html

Quem é Hermann Hoffman?
Estudante do 6° ano de Medicina em Cuba, é presidente do Núcleo Internacional do PT e titular do Conselho de Cidadãos da Embaixada do Brasil em Cuba.

Responder

Graciete Lima

30 de maio de 2013 às 09h35

Indico a todos os comentaristas que leiam aqui no VIOMUNDO:
Rede Feminista de Saúde: Mortalidade materna comove, mas não mobiliza
Sobretudo reflitam sobre as viagens oníricas do Padilha:

“Na campanha eleitoral de 2010 surge um fato novo: a Rede Cegonha! Uma viagem onírica, baseada no antigo imaginário infantil sobre a origem dos bebês. Um dos objetivos principais da Rede Cegonha é a redução da morte materna no Brasil.
Ao que parece, as dificuldades persistem, a redução não atingirá nem as metas do milênio e a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher foi desmontada, assim como ocorreu também, o desaparecimento do Pacto Nacional contra a Morte Materna e Neonatal e por fim, o esvaziamento dos Comitês de Morte Materna.
E assim caminha a saúde das mulheres, a morte materna e os compromissos do Estado brasileiro com a sociedade e com os órgãos internacionais”.

https://www.viomundo.com.br/blog-da-saude/saude/rede-feminista-de-saude-mortalidade-materna-comove-mas-nao-mobiliza.html#comment-6672

Responder

Fátima Oliveira

30 de maio de 2013 às 09h12

Médicos no Brasil hoje são pára-raios de governos irresponsáveis
Fátima Oliveira

Mais uma vez repito: não escrevo para agradar as pessoas, sejam elas até autoridades públicas. Sou uma livre-pensadora que escreve para “tocar” as pessoas.
Agradeço a todas as pessoas que, “tocadas” pelo meu texto, escreveram seus comentários. Obrigada pela leitura!
A expressiva maioria dos comentários aqui postados demonstram unicamente uma coisa: que o sentimento generalizado, embora equivocado, na população quando ela não consegue o que precisa quando está doente, recai na “autoridade sanitária ” a que ele tem acesso: o médico, que é quem está mais próximo a ela.
Prefeito, governador, presidente da República são imagens distantes, verdadeiras miragens para a maioria do povo, então as pessoas não culpam os governos pelo descaso e caos na saúde, mas quem está ali em sua frente, enfrentando a porta, a polícia também, cotidianamente. Em suma: nós, médicos, chegamos à condição de pára-raios de governos irresponsáveis. O que é de uma gravidade enorme e profunda.
Sendo médica há 35 anos, dos quais dez em uma cidade do interior do Maranhão; desde 1988 trabalhando só em “serviço-SUS”; há 25 anos, por livre opção, sem consultório particular e sem atender a qualquer convênio (por opção política); há 16 anos trabalhando exclusivamente em Pronto-socorro , em regime de plantão, teoricamente 36 horas semanais (que é o oficial), mas na vida real em média 48-60 horas semanais (sim, para cobrir “buracos” de plantões, unicamente para servir a instituição na qual trabalho, onde NUNCA faltei e nunca cheguei atrasada), aliás, tenho a honra de dizer que sempre fui assídua e pontual (pontos que considero essenciais e como questões de princípios enquanto trabalhadora) e em 35 anos de trabalho jamais faltei a um dia de trabalho! Sim, eu sei que posso até ser uma raridade, não apenas na profissão médica, mas em muitas e muitas profissões. Quantas pessoas que aqui escreveram podem dizer o mesmo?
Tenho moral para escrever o que escrevi, pois TUDO o que aqui está é a mais pura expressão da verdade. Eu a vivi. Eu a conheço profundamente. Tenho a minha consciência limpa, como médica e como ativista do SUS.
Os comentários ao artigo deveriam ser lidos pelas entidades médicas: CFM, AMB, FENAM – entidades da categoria médica – para que compreendam a necessidade de alguma ação de educação popular em saúde com o intuito de reverter na sociedade a visão de que na saúde o médico é o vilão. A sociedade precisa olhar o descaso e o caos na saúde e enxergar os responsáveis reais: os governos, ponto que considero essencial para que possamos ter as respostas que a população precisa em termos de atenção à saúde, num país que constitucionalmente tem a saúde como dever do Estado.
Apenas mais um breve comentário sobre médicos estrangeiros no Brasil: em nenhum momento disse ou fui contra a presença de médicos estrangeiros no país, apenas defendo que um mínimo de controle de qualidade deve ser exigido: o REVALIDA, normatização do próprio governo! Mas se o governo acha que para atender pobres/desvalidos o REVALIDA é um luxo, eu lamento. Muito. Luto por um SUS de qualidade para todas as pessoas, em qualquer lugar do país. Sou contra medicina pobre para pobre.
Defendo uma medicina de qualidade para todas as pessoas, o que não é o mesmo que “medicina das altas tecnologias”. Leiam o que escrevi em meu livro Engenharia genética: o sétimo dia da criação (Moderna, 1995):
“Na medicina altamente tecnologizada, o exame e o diagnóstico clínicos, obtidos por meio da história da pessoa, vêm perdendo terreno rapidamente. Isso representa uma grave distorção, pois, nos moldes em que a sociedade está organizada hoje, o exame e o diagnóstico clínicos ainda podem fazer muito, principalmente no tocante a doenças comuns da humanidade: na maioria dos casos, um diagnóstico correto requer apenas que se aprenda a ouvir a história do(da) “paciente” e um mínimo de habilidade no exame clínico.
Provavelmente cerca de 90% das doenças não exigem mais do que um bom exame clínico e exames elementares de laboratório. Nada que um(a) médico(a) generalista não possa fazer — com notáveis “chances” e até certezas de salvar vidas e devolver a saúde —, desde que invista nisso. Se realizada de forma humanizada, essa medicina, simples e barata, ainda é capaz de resolver quase 100% dos problemas de saúde da humanidade, mesmo nas condições precárias de saneamento básico em que vive a maioria das pessoas. Então por que ela está sendo marginalizada?”
………………….
Posso até dizer que na toada que vão talvez liberem a entrada para trabalho até para médicos que não tenham proficiência em português, porque eu duvido que encontrem hoje no mundo seis mil médicos que falem português fluentemente que queiram vir para o Brasil, nas condições do trabalho precário e quase escravo (sem direito de ir e vir) que estão oferecendo….
Por fim, eu, médica negra e feminista, nascida no médio sertão do Maranhão, tenho a lhes dizer que “a medicina legou-me asas e nelas voei…”
Compartilho com vocês uma crônica da qual gosto muito:
Ainda saudosa da cozinha no sertão, apesar da trabalheira (19.12.2008) http://migre.me/eNkbm
E talvez possam também gostar de:
Fátima Oliveira: De olho nos prefeitos sem compromisso com o SUS (08.01.2013)
https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fatima-oliveira-de-olho-nos-prefeitos-sem-compromisso-com-o-sus.html

Responder

    xacal

    03 de junho de 2013 às 23h16

    E se a senhora sofre um enfarte em Cuba, vai pedir a revalidação do diploma antes de ser atendida, ou exigir um médico brasileiro por lá?

    Olhe bem, dependendo do médico não vai dar atendimento em país subdesenvolvido, só atende no país do Morumbi e Jardins!

    xacal

    03 de junho de 2013 às 23h19

    PS:
    Quanto a questão da língua, tenha cuidado não! Tem médico brasileiro que trata a gente como se fosse de outro planeta, que dirá falar nossa língua.

    Eu gostaria mesmo que esta desculpa da desumanização, da precarização servisse para todas as profissões.

    Imagina eu distribuir porrada a torto e a direito na minha Delegacia, pendurar no pau-de-arara usando a desculpa sociológica da banalização da violência e de que só repercuto o sentimento e cultura da sociedade?

    Será que a “dotôra” iria entender?

    Gildásio

    12 de junho de 2013 às 23h36

    Esse cara fala “MINHA DELEGACIA”? Desde quando policial e delegado é DONO de delegacia no Brasil? rsrsrsrsrsrssr Está que nem o promotor de Sumpaulo que falou “MEU TRIBUNAL” quando mandou matar manifestantes do Passe Livre que ele absolveria os matadores. Nem é dono de tribunal e nem é juiz. Cada doido com sua mania. Trabalhe mais e deixe a verborragia de lado cara! Pelos comentários do verborrágico Xacal, qualquer psiquiatra mediano dá o diagnóstico do que ele tem. Se cuida cara! Teu caso pode ter cura. Vá ser feliz.

Ester Nolasco

30 de maio de 2013 às 06h47

Ordem dos Advogados e Conselho Federal de Medicina se unem em prol do Saúde+10
Qua, 29 de Maio de 2013 09:04

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, e o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto Luiz d’Avila, acordaram, no dia 23 de maio, que envidarão esforços para a coleta das 400 mil assinaturas que faltam para o movimento “Saúde + 10”, que prevê a apresentação de projeto de iniciativa popular para obrigar a União Federal a investir no mínimo 10% do orçamento no sistema público de saúde.

Diversas parcerias – que incluem entidades médicas, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), OAB e outros segmentos – foram estabelecidas para a coleta de assinaturas para a campanha, que deverá se reverter na apresentação de um projeto de iniciativa popular para alterar dispositivos da lei Complementar 141/12. São necessárias as assinaturas de pelo menos 1% dos eleitores brasileiros (cerca de 1,4 milhão de assinaturas) para viabilizar a iniciativa.

Médicos estrangeiros – Na reunião, o presidente do CFM manifestou sua preocupação com a qualidade dos serviços médicos que será oferecida aos brasileiros caso se concretize proposta que tem sido veiculada pelo governo federal de atração para o Brasil de médicos estrangeiros. O alerta feito por Roberto d’Avila é para a atuação de médicos de outros países sem a validação do curso de Medicina ou registro junto ao Conselho, ou seja, sem a comprovação da qualificação mínima exigida para atuar no Brasil.

“Não somos contra a vinda dos médicos estrangeiros. O que defendemos é que eles só atuem após a devida aprovação no Revalida – prova criada em 2010 a partir de portaria dos Ministérios da Saúde e da Educação que indica o nível de conhecimento e de habilidades profissionais do médico estrangeiro interessado em atuar no Brasil – e sob a fiscalização dos Conselhos de Medicina, de forma a se garantir a qualidade dos serviços médicos”, afirmou.

Na opinião do presidente do CFM, há um equívoco no discurso de que faltam médicos no país. Segundo ele, o que existe é uma super concentração dos profissionais na região sudeste e na faixa litorânea. “Na medida em que se investisse em uma carreira de Estado para os médicos, com a oferta de melhores condições de trabalho no interior, os vazios que existem, especialmente no norte e nordeste, seriam muito bem atendidos”, acrescentou. Hoje existem 400 mil médicos em atuação no Brasil.

Comissão de Direito Médico – O presidente da OAB anunciou ao presidente do Conselho de Medicina que foi criada, no âmbito da entidade, a Comissão Especial de Direito Médico e da Saúde, presidida pelo conselheiro federal da OAB por Alagoas, Rodrigo Borges Fontan, especialista na área de direito médico e planos de saúde.

Marcus Vinicius ainda foi convidado a participar da próxima sessão plenária do CFM, que será realizada no final de junho. Também participaram da reunião no gabinete da Presidência da OAB o diretor-tesoureiro do Conselho Federal, Antonio Oneildo, o conselheiro federal da entidade por Alagoas, Felipe Sarmento, e o tesoureiro do CFM, Hiran Gallo.

Fonte: Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

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Ester Nolasco

30 de maio de 2013 às 06h44

CFM fixa norma para retorno de consulta médica

Seg, 10 de Janeiro de 2011 10:29

CFM fixa norma para retorno de consulta médica

Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) publicada nesta segunda-feira (10) no Diário Oficial da União estabelece que é prerrogativa do médico fixar prazos para retorno de consulta. De acordo com a norma, a consulta é constituída por anamnese (entrevista sobre o histórico do paciente e, se for o caso, da doença), exame físico, elaboração de hipóteses ou conclusões diagnósticas, solicitação de exames complementares (quando necessário) e prescrição terapêutica. Clique ao lado para ter acesso à íntegra da Resolução 1.958.

Quando houver necessidade de que o paciente se submeta a exames cujos resultados não podem ser apreciados na consulta, o ato médico terá continuidade em um segundo encontro, que deverá ocorrer dentro de prazo fixado pelo médico – a resolução determina que, neste caso, não deve haver cobrança de novos honorários.

No entanto, havendo alterações de sinais ou sintomas que requeiram nova anamnese, exame físico, formulação de hipóteses ou conclusões diagnósticas e prescrição terapêutica o procedimento médico será considerado nova consulta e deverá ser remunerado. Nos casos de doenças que exigem tratamento prolongado, com reavaliações e modificações terapêuticas, as consultas poderão ser cobradas, a critério do médico.

“A resolução regulamenta o ato da consulta médica e a possibilidade de sua complementação em um segundo momento, no retorno. Ela estabelece que cabe ao médico indicar livremente os prazos de retorno. A determinação do tempo necessário para avaliação do paciente e de seus exames segue critérios técnicos e médicos, e não administrativos”, explica o conselheiro federal Antônio Pinheiro, relator do documento.

A norma diz que instituições de assistência hospitalar ou ambulatorial, empresas que atuam na saúde suplementar e operadoras de planos de saúde não podem interferir na autonomia do médico e na relação do médico com o paciente, nem estabelecer prazo de intervalo entre consultas. Os diretores técnicos dessas instituições serão eticamente responsabilizados em caso de desobediência às determinações da resolução.

Para o 2º vice-presidente do CFM e coordenador da Comissão de Saúde Suplementar (Comsu) da instituição, Aloísio Tibiriçá Miranda, o Conselho Federal de Medicina deixa claro com a resolução, principalmente para as operadoras de planos de saúde, que constitui infração ética interferir na autonomia do médico para especificar prazos de retorno. “A norma prevê situações que podem implicar necessidade de complementação de consulta, por exemplo a análise de exames – e isso não será remunerado. O que não pode haver é negativa de pagamento de honorário em consultas referentes a novos eventos”, explica Miranda.

Justiça – Em setembro de 2010, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) notificou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre o descumprimento de decisão da 6ª Vara da Seção Judiciária Federal do Rio de Janeiro emitida em 2005. Na decisão, o juiz Fabio Tenenblat afirma que as operadoras de planos de saúde não podem limitar o pagamento de consultas realizadas em intervalo inferior a 30 dias por alegação de que se trata de retorno.

“Segundo o entendimento das rés, independentemente das causas que ensejaram a ida ao médico mais de uma vez em curto intervalo de tempo, não haveria cobertura ou reembolso, pois estaria configurado o retorno (ou reconsulta). Percebe-se facilmente, pois, o rematado disparate”, diz o juiz na decisão.

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Janice Freitas

29 de maio de 2013 às 22h08

Mardones, a burrice de quem disse não precisava ser incorporada por você, que se acha a última e única inteligência da face da Terra: “Com relação ao revalida, a explicação do ministro Padilha é de que o exame daria permissão aos contratados de exercerem a medicina onde quer que seja dentro do nosso país”.
Ora bolas, Padilha quer acorrentar os escravinhos e vc concorda? Mentalidade mais escravocrata! O arqumento dele é escravocrata, idiota e furado. E muito guetizante. E você o apoia? Então estão os dois abixo da crítica.
E que venham os médicos estrangeiros e que tenham dignidade salarial e o direito de ir e vir. Isto é, a pessoa foi contratada para onde Judas perdeu as botas; se não gostar não deve ser deportada, deve ser respeitado. Escravidão NUNCA mais!

Responder

ricardo silveira

29 de maio de 2013 às 18h00

Seria fantástico ver médicos fazendo campanha pela desmercadorização da saúde, contra a medicina privada.

Responder

    Janice Freitas

    29 de maio de 2013 às 22h15

    Ricardo vivemos num pais capitalista, esqueceu? Não viaja, meu! Deixe de bobagens. Há um mercado para a medicina privada porque há quem pode pagar por ela. Talvez você não possa, mas há quem pague.
    Mas o assunto aqui é outro. Debata o assunto em pauta. Como cidadão, não como capacho

francisco pereira neto

29 de maio de 2013 às 17h54

Em tese defender a categoria é direito de qualquer cidadão.
No caso dos médicos não se exclui esse direito. Mas convenhamos, a categoria dos médicos há muito tempo estão deixando a desejar. Não adianta só culpar o estado. É preciso que a categoria faça através do seus sindicatos, dos conselhos regionais e o CFM, uma análise apurada, para verificarem o que está acontecendo com a carreira.
O que nós mais nos defrontamos é com profissionais incapazes, insensíveis, desumanos, gananciosos e até fraudadores.
Ninguem é obrigado a trabalhar com salários aviltantes. Mas isso não serve de pretexto para inviabilizar funcionamento de postos de saúde com suas ausências porque estão atendendo nos seus consultórios.
Este fato é o mais corriqueiro. Mas vamos ficar só com ele para podermos adiantar na discussão.

Responder

    Denise Sá

    30 de maio de 2013 às 11h23

    Francisco, falta de qualquer funcionário público ao serviço é um problema administrativo, que cabe ao empregador resolver.Então vale para a falta de médicos ao trabalho, saídas antes da hora, por aí. Não serve: rua! Isto é: culpa do governo que aceita cambalachos. Você não pode generalizar. Nem todo mundo é assim e nem todo médico é assim. Se manque

Eugênia Lobato

29 de maio de 2013 às 16h24

A discussão aqui deveria ser sobre a insensibilidade dos governos em relação à precarização do trabalho médico, mas descambou para uma esculhambação que nem Freud explica. Vivemos num país capitalista e onde não é crime qualquer pessoa querer ganhar bem, segundo merece o seu trabalho.
Não entendo porque algumas as pessoas têm tanto ódio de médico e reclamam porque acham que têm uma boa vida em termos de dinheiro, como vi aqui em muitos comentários. Por acaso, essas pessoas que odeiam médicos quando adoecem se consultam e se tratam com quem? O debate político das dificuldades das pessoas no acesso ao direito à saúde tem responsáveis: os governos e mais ninguém. Por que pegam os médicos como bois de piranha. Há um equívoco.
Sou uma pessoa SUS-dependente 100% e não posso me queixar. Nem eu e nem minha família. Sei, como cidadã me dirigir aos lugares dos quais preciso, jamais buscando uma consulta onde não é o lugar em que ela não está disponível, como o pronto-socorro. A maioria das pessoas reclamonas não sabe sequer a missão de cada serviço de saúde e chegam a qualquer um querendo aquilo que em determinado local não existe.
Depois há uma cultura distorcida que não se deve pagar médico em nenhuma hipótese, assim é que querem que médicos atendam de graça em festas, no salão de beleza, na piscina do clube (pedem pra dar uma olhadinha, uma opiniãozinha) em seus consultórios privados.

Responder

    Denise Sá

    30 de maio de 2013 às 11h11

    Eugênia, parabéns pelo justo e bonito depoimento. Sua análise política é perfeita. Quem tem a obrigação de cumprir a constituição no item saúde são os governos e não os médicos! os governos devem ter médicos nos lugares onde eles são necessários e se não prestam o serviço para o qual foram contratados ou concursados: rua! Médico faltoso, ruim de serviço deve ser demitido. Mas é uma outra conversa.

Elizabeth R. Comini Frota

29 de maio de 2013 às 15h46

Fátima, parabéns pela coragem de expor com tanta clareza os problemas da classe médica. Esqueça e perdoe as pessoas de inteligência rasteira e visão estreita que vilipendiam os médicos em função de experiências pessoais mal sucedidas, como se fossem elas sim, os donos da verdade. Quanta ignorância e quanta revolta contra uma classe!
As pessoas esquecem que um médico mal formado e mal pago é um tiro no pé, porque se existe uma profissão absolutamente necessária no mundo é a profissão médica. Todas as profissões tem todos os tipos de pessoas, mas parece que os médicos em querer um salário digno e querer competir em pé de igualdade no seu país de origem, tem desvios de caráter. Todos em algum momento da vida necessitam de um médico.
Paga-se R$500,00 ou mais por um vestido de festa, mas acha-se um absurdo o médico cobrar 250,00 por uma consulta. Por que? Para festa vale tudo, mas para a saúde não. O salão de beleza, a costureira, o engenheiro, o bombeiro, o jardineiro podem cobrar quanto querem pelo seu trabalho, mas o médico deve trabalhar de graça? É isto que eu estou vendo nestes comentários?
Quem fala que devem vir os médicos cubanos não fazem a menor ideia de como realmente é a medicina em Cuba, e fazem muito menos ideia de como é a vida dos médicos daqui.
Me respondam qual outra profissão que exige 6 anos de curso (curso gratuito em termos, porque se estuda 10 horas por dia, os livros são caros e o material que se usa também), 2 ou 3 ou até 4 anos de residência, quando os médicos passam estes anos, trabalhando até 60 horas por semana (de 7 as 19 horas todo dia, são 60 horas, mais um plantão de final de semana, chegando a completar 72 horas de trabalho) para aprender uma especialização e após o aprendizado vão para um mercado de trabalho onde os planos de saúde, as prefeituras, administradores de hospitais, todos querem ganhar em cima do seu trabalho.
E depois desta jornada toda na vida os médicos deveriam ser pobres para que a população os achasse bonzinhos? Quanta hipocrisia! Por acaso os médicos não tem filhos para sustentar, não tem que pagar escola e saúde para si e para sua família, como qualquer um faz, não tem que comprar suas casas e pagar por elas? Qual outra profissão que ao longo da vida exige tanta atualização como a profissão médica? As doenças mudam no tempo e de um pais para outro, e os médicos brasileiros tem que se atualizar todo o tempo, indo a congressos, fazendo cursos. Trazer médicos de uma outra realidade, seja ela qual for, sem fazer uma adaptação na medicina brasileira é irresponsável para com as pessoas que serão atendidas. Quem são mesmo estas pessoas que defendem que os médicos devem atender pobres? Então para atender pobres serve qualquer um? Tudo bem, espero que estas pessoas que hoje defendem a vinda dos cubanos somente para se opor aos médicos brasileiros, por favor consultem somente com eles quando tiverem suas mazelas.

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renato

29 de maio de 2013 às 12h04

Assisti debate de um Deputado Médico do PT de um Estado do Norte.
E assisti o Senador da Educação do PDT…
Deram um show, de explicações convincentes e de quem conhece o Brasil!
Mostraram tim tim por tim tim, coisa absurdas, do que ocorre.
Eu não sabia que médico demais faz mal a saúde? Mas faz…
E os grandes centros mostram isto….
Quanto a quem debatia contra o deputado do PT, me deu pena, da sua incapacidade de interagir com idéias, foi logo na jugular….
Medicos Cubanos, fazem politica com seus pacientes em CUBA…
Como se lá tivesem dois partidos…..Ignorância purissima..Mas não foi culpa dele, e que convidaram para representar a direita…

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kalifa

29 de maio de 2013 às 10h47

Os médicos que tanto reclamam não conseguem passar na avaliação de qualidade que é feita no Brasil todavia querem que os que vem de fora passem!É por puro corporativismo a luta anunciada e não por qualquer outro sentimento!

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Mardones

29 de maio de 2013 às 09h44

Gosto das ideias lúcidas da Fátima Oliveira, mas acho que dessa vez ela agiu com o espírito corporativista e irrealista. Há a urgente necessidade de médicos para os famosos grotões brasileiros. Lugares que não podem ser transformados em ‘shoppings centers’ para atrair os médicos das capitais com um decreto presidencial, pois vem sofrndo do descaso das 3 esferas do governo por décadas. Então não concordo que o governo tenha preterido os médicos brasileiros.
Com relação ao revalida, a explicação do ministro Padilha é de que o exame daria permissão aos contratados de exercerem a medicina onde quer que seja dentro do nosso país. O que seria contrário ao objetivo da importação temporária dos ‘doutores’ estrangeiros. Isso não significa que a medida não mereça críticas. Só acho que não é o mais importante, tendo em vista o problema em questão.
Eu também acho que os governos deveriam possibilitar condições mínimas para o exercício de uma profissão tão importante para o bem estar do ser humano. O problema é que as pessoas, não apenas do ramo da medicina, mas também das engenharias e do direito no Brasil, têm uma visão de superioridade em relação aos demais brasileiros. Isso carregamos desde a invasão portuguesa. A maioria – e isso todos sabem no Brasil – a maioria não aceitaria, aliás como fazem há muito tempo, trabalhar em condições mínimas e muito menos fora dos grandes centros e seus atrativos consumistas. Preferem ser ‘proletariados’ nas capitais, onde tais condições podem ser fantasiadas. E a situação chegou a tal ponto que ser contra a importação de cubanos, portugueses e espanhóis sob qualquer crítica soa como falta de percepção.
Ainda assim, a situação da saúde do Brasil exige que sigamos lutamos por expansão do SUS com qualidade par aos médicos e os pacientes. Ambos cidadãos e dignos de respeito.

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Viviane Lucena

29 de maio de 2013 às 08h32

Só a título de esclarecimento para os que se acham letrados e dizem que charlatão é um vocábulo aplicável somente para falsos médicos. Se acham tão sábios, mas vomitam ignorância.
CHARLATÃO é, ao pé da letra, sinônimo de IMPOSTOR. Então é um vocábulo aplicável a todo tipo de imposturas.
Significado de Charlatão:

CHARLATÃO: Diz-se de quem engana a boa fé do povo; impostor; trapa-
ceiro; falso; embusteiro; enganador; mistificador; vigarista.
………..
Charlatanismo é a prática do charlatão, palavra que deriva do italiano ciarlatano, que seria, segundo alguns, corruptela de cerretano (ou seja, natural de ou oriundo de Cerreto, vila situada na Umbria, Itália),1 2 e segundo a maioria, derivada de ciarla, ciarlare (de “falar”, “conversar”, neste caso seria equivalente, em português, a “parlapatão” – pois denota o uso da palavra para ludibriar outrem.3 4 Em outros idiomas o charlatanismo adquire a acepção de exercício ilegal da medicina, ao passo que em português tem significado comum de vendedor de substâncias pretensamente medicinais, curativas, que apregoa com vantagens,5 daí a nome curandeirismo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Charlatanismo
…………………..

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AlceuCG

29 de maio de 2013 às 08h29

Médicos!! ô raça corporativista e mais agarrada no osso do que cachorro sem dono. Vários comentaristas já disseram que não conhecem médico pobre e é verdade. Indiquem-me um médico mal de vida e eu lhe indicarei milhares de outros médicos com muita grana. Ouve um tempo no qual ficou comum a expressão “máfia de branco”. Nada mais correto! São incontáveis os crimes de médico, que no máximo eles denominam “erro médico”, contra a população e dá pra contar nos dedos de uma mão, médico que foi punido e tem mais, muitos dos punidos o foram por crimes que nada tinha a ver com medicina! A maioria estão simplesmente dependentes de exames até para faze diagnóstico de unha encravada, pois essa maioria fazem acordos informais, mas muito lucrativos com as empresas de exames e também, como é público e notório, com os grandes laboratórios farmacêuticos. A incompetência médica está correndo solta, e isso posso afirmar com certeza, pois eu estou movendo um processo contra médicos, hospital e a Unimed, por conta de um erro infame desses “semi-deuses”. Que venham médicos do exterior, principalmente os Cubanos com seus conhecimentos sobre como praticar a medicina para o povo e não para a elite. Que venham os Cubanos e ajude a desmascarar essa máfia de branco.

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    Mirtes

    31 de maio de 2013 às 19h59

    Ótimo comentario Alceu! Os medicos não se acham um cidadão comum, se acham superiores.Eles foram fazer medicina para ficar rico, já é normal ouvir isso.Nunca ouvi alguem falar no ideal.

Neide

29 de maio de 2013 às 08h19

Dra. Fátima, o seu senso de justiça e a capacidade extraordinária de análise política nos orgulham. Sinto-me contemplada pela sua lúcida avaliação e cheia de sofrimento por um governo do PT não ter sensibilidade para se comprometer contra a precarização do trabalho na área de saúde, ao contrário o defende com unhas e dentes. É uma vergonha.
Sinto naúseas cada vez que o ministro Padilha aparece inaugurando uma UPA e diz que CONTRATARAM tantos e tantos funcionários. Deveria tremer a cara por não fazer concurso público ou exigir que prefeitos e governadores o façam. É o governo praticando ilegalidade. E ainda achando bonito e certo.
Espero que o CFM e demais entidades médicas tenham acordado e encarem a luta por uma carreira de Estado como fundamental para resgatar a dignidade do trabalho médico em nosso país.

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valdecir

29 de maio de 2013 às 08h18

Temos dois problemas: precarização do trabalho dos profissionais da saúde (não somente dos médicos) e falta de médicos.
A autora mistura alhos com bugalhos.
A população não defende a categoria porque conhece bem os médicos: o país gasta uma fábula para formá-los e depois, sob alegações diversas, os médicos tratam mal o povo, principalmente os pobres.
Quer tirar a prova dos nove? Tente marcar uma consulta com seu plano ou seguro saúde. Em seguida tente marcar no “particular” (pagamento à vista R$ 250,00). Em geral o tempo de espera varia, conforme a modalidade.

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    Lu Witovisk

    29 de maio de 2013 às 11h17

    Esses dias liguei para um oftalmo, queria 500 para fazer o exame para mudar as lentes do óculos. 500 pratas!

    Conseguimos por 100 num médico bastante atencioso, agora, quem não tem os 100 faz o que? continua comprando óculos a 15 reais no camelô?

    Beth

    29 de maio de 2013 às 12h06

    Infelizmente sim. Mas se não o especialista disponível na rede pública, a culpa não é do médico, é do governo que tem a responsabilidade (que não cumpre) de prover médico na rede pública e não o faz. Menos, bem menos.
    Nem relógio trabalha de graça, precisa de bateria ou de corda. Mas de repente muita gente quer que médico seja um São Francisco de Assis. Medicina não é um sacerdócio, mas uma profissão.
    Você quer que o médico vá trabalhar “de gratis” num país que é uma das maiores economias do mundo? E de que ele, o médico, vai viver se não cobrar pelo seu trabalho? A sua insistência em falar mal de médico é sintomática. Deixe de ser ridícula. Quer chamar a atenção de quem? Dome sua compulsividade, em nome do bom senso.

    Lu Witovisk

    29 de maio de 2013 às 14h59

    Fala serio, não precisa esculachar, que cobrassem 70 por consulta para fazer óculos que é coisa simples. 15 pessoas por dia seria 1050 em um dia!! Isso não é nem de longe trabalhar de graça e teria fila na porta de gente com o $$ na mão.

    Basta de coorporativismo. Os médicos enlouqueceram sim nos valores das consultas.

clodoaldo

29 de maio de 2013 às 08h01

Um erro jamais pode justificar o outro. Médicos no Brasil, na grande maioria, querem ficar ricos sim, e realmente olham para os menos favorecidos com desdém, a menos que lhes paguem consultas de alguns minutos a preços fora da realidade.

Responder

Ana Cruzzeli

29 de maio de 2013 às 06h07

CONCORDO
Não existem INOCENTES nessa historia.
E como diz o filosofo:
-Quando os bons se calam é que a injustiça se instala.

Assim como ator purissimo não é artista, professor purissimo não educador, médico purissimo não é doutor.

Não existem INOCENTES nessa historia, mas aqueles que se calam são mais culpados, pois sabem que uma voz honesta na multidão vale mais que uma multidão

Responder

FRANCISCO HUGO

29 de maio de 2013 às 04h10

A premissa “..a categoria médica se proletarizou em condições precaríssimas” carece de assertividade. Daí, as conclusões vão prejudicadas.
Proletarizar é verbo pertencente à terminologia da ciência Sociologia, sempre mal conjugado pelos médicos.
Proletarizar é um processo ao longo do qual pessoas ditas superiores perdem status social.
Mas também pode ser processo conducente a uma consciência inerente ao proletário.
Ou ambas as coisas.
Proletário, mais que pessoa de baixo nível de vida, é o garantidor da prole: quer dizer, aquele monte de filhos predestinados a servir aos ricos.
Proletário sustenta a prole com muito trabalho e pouca remuneração.
Ao proletário e sua prole são negados em qualidade todos os direitos da cidadania. Da justiça à educação. Passando pela moradia, pelo lazer (pasmem, é um direito!) … e pela saúde.
Faltam “médicos nos cinturões e nos grotões de pobreza: periferias metropolitanas e pequenas cidades, onde brasileiros não querem trabalhar”.
Isso é verdade factual.
E não me venham com as honrosas exceções.
Bem, a doutora Fátima, que se deixou proletarizar (espero que na total acepção do termo), fez seu desabafo médico-corporativo. Muito justo.
Mas!!! …
Quem fala pelo doente proletário???
Quem quer saber o que pensam os milhões de desassistidos???
Essa conversinha besta só expõe, mais uma vez, as vísceras nojentas da máfia de branco e o patológico sentimento anticubano.

Responder

    ricardo silveira

    29 de maio de 2013 às 18h06

    Valeu!

xacal

29 de maio de 2013 às 00h07

Se a medicina foi proletarizada, e precarizada, por que será que ela ainda reflete, no aspecto sócio-econômico e racial a realidade brasileira, ou seja, há profissões vedadas a certas classes?

Quem são os médicos e futuros médicos em sua maioria? Serão os filhos de pobres e pretos?

Por que esta corporação não acompanha as mudanças e mobilidade que a estrutura social brasileira vem passando?

Por que os conselhos regionais têm tanta dificuldade em processar e punir seus pares, haja vista que na Justiça há um enorme número de conflitos neste sentido?

Se não fosse médico, será que o estuprador, Roger Abdelmassih, teria conseguido um HC de forma tão rápida?

Mesmo que pareçam fora de contexto, são perguntas que trazem à tona a carga simbólica do poder desta categoria na sociedade, e que insiste em chorar pitangas como se fossem apenas vítimas do processo de degradação da saúde pública no Brasil.

É possível que sejam vítimas, mas são, ao mesmo tempo, cúmplices.

O episódio dos médicos cubanos revela bem o caráter das corporações médicas, e sua visão auto-centrada sobre os problemas que os cercam.

Será a medicina uma nova religião, ou uma espécie de sociedade secreta?

Responder

    Julio Silveira

    29 de maio de 2013 às 11h14

    Concordo com voce em todas as expressões e palavras.

xacal

28 de maio de 2013 às 23h57

Será a medicina algum tipo de maçonaria?

Responder

Natália

28 de maio de 2013 às 23h37

Jorge, a carneirice política, bem lembrada por você, é com certeza uma questão que só a psiquitria talvez tenha capacidade de ajudar.
A claque do Padilha caiu em peso em cima do artigo. Dá pra sentir. E é vergonhoso. A forma dele de fazer política é muito atrasada. Todo mundo já sabe. Acha que pode ganhar eleição no twitter e dando pitibulzada nos blogs.Está enganado. Muito enganado.
De repente muita gente aqui descobriu que os pobres e desvalidos podem ser atendidos por qualquer profissional que se diga médico, formado em qualquer lugar do mundo, sem que o governo REVALIDE seus diplomas, sem o devido controle de qualidade do profissional. Ora, se são pobres, qualquer coisa serve. É o que a maioria dos comentários diz implicitamente.
Por que o Padilha não quer revalidar os diplomas dos seis mil? Ele tem pressa, não é? A eleição está bem aí. Ele precisa ter um mote.
Mas gente, ponham a mão na consciência que a coisa não é bem assim. Não podemos defender uma medicina pra pobre e outra pra rico. Queremos medicina de qualidade para todos. Um SUS de qualidade em qualquer lugar do Brasil.
Parece que muita gente aqui não leu a entrevista do Presidente da Ordem dos Médicos de Portugal, que considera a proposta do governo brasileira desonesta, pelos baixos salários, pela contratação precária e pelo estilo de escravidão daproposta de trabalho. Fico por aqui
Quanto ao artigo eu gostei imensamente. Bem articulado, verdadeiro e que expõe bem a situação e o descaso, que não é de hoje. É bem verdade que os governos do PT têm procurado melhorar, mas não deram um passo no que se refere à minora a precarização do trabalho médico. E é preciso. E é urgente.

Responder

    xacal

    28 de maio de 2013 às 23h46

    Uau, a carneirice é uma via de mão dupla…cantemos então, nos moldes da igreja do carpinteiro bastardo:

    “Cordeiro de deus que tirai os pecados do mundo, tende piedade da natália.”

    Então ‘tá, vamos abolir o debate, e engolir tudo que a “dotôra” diz, afinal, médicos são senhores da vida e da morte.

    Melhor ainda se tiver o aval transnacional corporativo português…que empáfia nossa sugerir que um bando de médicos atolados em uma economia “de merda”, em um país europeu de segunda linha venha aqui sujar as mãos com estes selvagens brasileiros.

    Mais um ponto na nossa histórica relação metrópole X colônia. Nada como um debate destes para que alguns colonizados nos lembrem nossas origens.

    Se fosse para dar consulta em Ipanema ou no Morumbi, aí ‘tava bom.

    E no grand finale, o rótulo: quem discorda é da claque do ministro! Isto que é defender a liberdade de expressão!

    Dá-lhe carneirice.

    xacal

    28 de maio de 2013 às 23h48

    PS: me responda, se quiser, é claro:

    E você em Cuba, infarta, vai para o hospital de lá, faz o quê?

    01- exige uma revalidação do diploma?

    02- exige ser atendida por um médico brasileiro, trazido pela embaixada, às custas do contribuinte?

    03- leva seu médico brasileiro á tira-colo?

    04- vai a uma curandeira cubana?

    JOTACE

    29 de maio de 2013 às 01h04

    Caro Xacal,

    Que vengam los medicos cubanos ! Os muitos milhões de excluídos no Brasil pelos mercenários “doutores” do asfalto, precisam deles…Neste assunto concordo contigo. Mas precisas aceitar com calma o que te digo: deixa de exageros, a mezinha que o homem da cobra receita pra eleição que vem, está deixando o Brasil de tanga… Nada da Era de Ouro que anunciastes, a doação do Pré-Sal confirma mais uma vez que vivemos o Tempo da Grande Entrega…Cordialmente,
    Jotace

    Luís Carlos

    28 de maio de 2013 às 23h48

    Natália
    Que passo deram as entidades médicas para “desprecarizar” o trabalho medico na saúde pública, além de desqualificarem o trabalho médico de unidades de saúde como fez o presidente do CFM semana passada ao se referir ao trabalho deste com a expressão “consultinhas de posto de saúde” , ou mesmo o desdém por clínicos gerais de saúde da família, aos sanitaristas e epidemiologistas?

    Lu Witovisk

    29 de maio de 2013 às 07h47

    Essa foi na jugular, parabéns Luis Carlos! Aqui a coisa está “bonita”, se não é médico não deveria dar palpites, se não é, é invejoso pq queria ser, tb é desonesto intectual, pq afinal tem-se que engolir que médico no Brasil é sempre bem formado, o suprassumo da humildade e que trabalha só por altruismo… ai ai quem é paciente é que sabe.

    leprechaun

    29 de maio de 2013 às 09h08

    pra que revalidar o diploma dos cubanos, se as uni-esquinas jogam centenas de despreparados todo ano no mercado? o sistema de ensino superior cubano é infinitamente mais sério que o brasileiro no seu conjunto

Pitagoras

28 de maio de 2013 às 23h15

Ah ia me esquecendo das faculdades pagou-passou que vomitam borbotões mal-cheirosos de médicos-açougueiros. E aí, cadê o exame de ordem para médico?
Que venham os cubanos, confio neles, pelo menos têm a medicina das mais avançadas e acessíveis do mundo, apesar do bloqueio sesquincentenário e injustificado dos ianques.

Responder

    Lu Witovisk

    29 de maio de 2013 às 07h24

    Apoiado!

xacal

28 de maio de 2013 às 23h12

Volto a minha perguntinha tola:

Se estiver de férias em Cuba, e sofrer um ataque cardíaco, ou estrepar o dedão do pé, a “dôtora” questionará o diploma do médico que lhe atende?

Ou mandará vir um colega médico direto do Copa D’Or ou do Sírio Libanês?

Acho que o debate só prospera depois dela responder a esta pergunta.

Responder

    Sérgio Pestana

    29 de maio de 2013 às 09h56

    Xacal, ela não vai responder porque não tem como. Ela irá se desdizer e acabará toda farsa de que é portadora. Essa é verdade. Argumentos falsos, conclusões idem.

    Lacax

    29 de maio de 2013 às 14h32

    Xacal, eu respondo, é simples, a direita fica malhando que o Lula e a Dilma deveriam ser atendidos em hospitais públicos e nao no Sírio e é soda ficar ouvindo isto porque existem hospitais publicos capazes da tratar as patologias dos dois, em tempos nao tão longinquos fazia-se safena em Cleveland! Lembra? Nao né, com sua pergunta a resposta esta implicita, eu vou para o Sírio ou Einstein, o resto vai pra ponte que partiu! É isso que vc quer dizer?, medicina ruim pra P.P.P, nao meu camarada, há de chegar o dia em que medicina de qualidade seja para todos, médicos bem formados onde quer que seja, em universidades publicas, privadas ou em faculdades no exterior, existem faculdades e medicos ruins em todos os lugares, como em outras profissoes também, mas nivelar por baixo não, vá vc ser atendido em um hospital de periferia da rede publica que nao tem nem gaze e coloque a culpa no medico também, nao acho que a classe medica seja tao ingenua, mas são anos de descaso com a saúde publica, com honrosas exceçoes ou ilhas de eficiencia, o SUS é uma vergonha, mas compre um bode! Vá vc estropiar o dedo em Cuba ou em santana do carrapato!? Atira pedra na Geni… Tem discurso melhor que atirar pedra na Geni! E como tem…

    xacal

    03 de junho de 2013 às 23h44

    Mas Lacax,

    Se a saúde pública cubana, dentro da realidade de lá, é claro, mas com o peso do embargo, consegue números infinitamente melhores que este colosso brasileiro, inclusive na relação médico X paciente, onde lá temos 7 a cada mil, e aqui, apenas 1,09 a cada mil, ainda assim, concentrados todos no sul-sudeste, eu pergunto:

    Trazer médicos de Cuba é nivelar por “baixo”, mas como assim?

Pitagoras

28 de maio de 2013 às 23h11

Vivemos o pior dos mundos em relação à saúde nesse país ridículo. De um lado os SUS, herdeiro do INSS, legado aos estados e municípios, antros de pilantragem e coronelismo em todos os cantões desse país. De ruim passou a pior. De outro uma conspiração bem urdida e perversa onde os quadrilheiros principais são os planos de saúde, privados ou fundacionais, que arrancam fortunas de tolos impotentes, aliados à “empresas de saúde”, hospitais e centros médicos privados, de propriedade de industriais da doença, onde médicos, recém-formados e/ou incompetentes incorrigíveis são pressionados a atender no menor tempo possível e requisitar o máximo de exames laboratoriais os mais caros possíveis, desnecessários no mais das vezes, para maximizar o lucro da empresa, afinal “é o capitalismo, estúpido!”.
Ah sim, ia me esquecendo, tudo devidamente “regulamentado” pela agência nacional de saúde, uma das abomináveis agências regulamentadoras que nada fiscalizam, nada punem, nada vêm, mas cuidam diligentemente dos interesses das que deviam fiscalizar.
As filas e o mau-atendiemnto só trocaram de mãos: do estado para as garras privadas.
O cidadão-doente? Que vá se consultar com algum medium…ou cometa o harakiri!

Responder

Luís Carlos

28 de maio de 2013 às 23h07

O texto, como qualquer outro, foca o que deseja o autor, deixando de lado, ou em segundo plano, elementos importantes a serem discutidos. Adjetivar de charlatanice (aliás essa palavra é comumente associada a má prática médica, não por acaso, e não de governo) sugere subterfúgio para desviar do que a própria autora cita de forma imprecisa ao final do texto, ou seja, ” a lista de culpabilidade involuntária e inconsciente” que foi “pulada” pela autora. Apesar de toda trajetória da médica Fátima Oliveira, parece que faltou o distanciamento necessário da coorporação para atacar pontos vitais do tema, como a busca desesperada das entidades médicas pela reserva de mercado ou ainda o desprezo das mesmas quanto às demandas sociais a serem atendidas pela saúde pública brasileira. Também foi incapaz de abordar a incompatibilidade da formação acadêmica médica com a epidemiologia brasileira e realidade sócio-econômica nacional. Dito de outra forma, o deslumbramento da academia médica brasileira com as altas tecnologias desenvolvidas e o descompasso com a realidade sócio-econômica e epidemiológica de nosso país. Tudo fundamentado em teorias que legitimam a exploração capitalista e expropriação da classe trabalhadora. A formação medica brasileira tem sido legitimadora dessa exploração, rejeitando, negando a determinação social em saúde, e se juntando aos “fortes e hegemônicos” exatamente aceitando o papel de ciência burguesa opressora e não libertadora. De forma prática, isso se expressa muito claramente, por exemplo, na relação nada transparente e vergonhosa entre grupo significativo de médicos e indústria farmacêutica. A corrupção do meio político não é maior do que a encontrada na relação entre indústria farmacêutica e médicos. A corrupção também é encontrada na prática médica de ter 4, 5 ou 6 empregos, algumas vezes em regime de plantão desenvolvido como mero “sobreaviso”, ou ainda, na exigência de receber a remuneração cheia no final do mês mas cumprindo 1/5 da carga horária do concurso, de forma nada resolutiva, apenas com consultas de encaminhamento a especialistas, sem laudos ou referências bem fundamentadas. Isso ainda contribui para criar dúvidas na cabeça do cidadão quando médicos escrevem pouco nas referências para serviços mais complexos sem fundamentar em evidências diagnósticas e usarem expressões como “urgente” para encaminhamentos de procedimentos eletivos, como se desconhecem o significado de urgência na área da saúde e do que são procedimentos eletivos.
Charlatanice parece ser jogar todas responsabilidades sobre gestores das diferentes esferas da federação a total responsabilidade pelos fatos, caindo no lugar comum, bordão de que “a culpa é dos políticos” isentando segmentos poderosos da sociedade civil, como a corporação médica e suas entidades de classe. Existem, mas são incomuns os médicos que se colocam como trabalhadores, com identidade de classe, preferindo, em sua maioria sem apresentarem como profissionais liberais e não como trabalhadores. Prova disso é que médicos de saúde da família, sanitaristas, epidemiologistas da saúde pública, entre outras atuações médicas comprometidas e implicadas com a saúde pública são costumeiramente desprezadas pela academia médica.
Por fim, devemos observar o papel contraproducente desenvolvido por entidades médicas quanto à novas vagas nas graduações e residências médicas. A grande pressão contrária de entidades médicas contra a revalidação de diplomas no Brasil.
Participei e coordenei GT no Conselho Nadional de Saúde, aprox. 6 anos atrás sobre esse tema. Naquela oportunidade apenas uma universidade fazia a prova (federal de MT) com altíssimo grau de dificuldade. Apenas pela pressão do Governo Federal outras isntituições passaram a fazer, pois as direções de cursos de medicina agem mais conforme interesse corporativo e menos por interesses relativos a demanda social. Há explícita posição de entidades médicas contrárias a novos cursos de medicina no Brasil, alegando ” a baixa qualidade do ensino médico”, porém, quando defendem contra a vinda de médicos de fora do Brasil, afirmam que esses médicos têm formação ruim como se a formação brasileira fosse adequada. Argumentam de forma mais conveniente possível aos seus interesses.
Desconsiderar e desdenhar da avaliação popular sobre os serviços médicos como tem feito entidades médicas só demonstra o quanto essas entidades estão distantes dos anseios da população brasileira. Demogagia é querer apoio de quem sempre se desprezou utilizando argumentos corporativos e tentando amedrontar as pessoas simples do Brasil.
Entendo que esses são alguns pontos que devem ser melhor debatidos sobre o tema.

Responder

    xacal

    28 de maio de 2013 às 23h25

    Meu caro, parabéns pelas considerações.

    Luís Carlos

    28 de maio de 2013 às 23h54

    Obrigado. O tema é importante e merece todo debate que tem tido nas redes sociais.

    JOTACE

    29 de maio de 2013 às 01h27

    Excelente análise do tema! Com ela o autor não só manifesta um profundo conhecimento que dele detém, mas ainda sua sensibilidade quanto ao social. Parabéns ao Dr. Luís Carlos!

    Augusto G. Sperandio

    29 de maio de 2013 às 01h49

    Luis Carlos, parabéns pelos argumentos e pela clareza do texto.
    Ainda que respeitando a autora do artigo (médica Fátima Oliveira) por seus valores pessoais, seu artigo foi de uma infelicidade extrema. Mistura situações de responsabilidades variadas, talvez a maior delas o descompromisso social generalizado na classe médica. Seu elitismo que não lhes permite organizar fortes sindicatos que lutem contra a precarização do trabalho. Sua sensação de superioridade social que acredita ser de única responsabilidade governamental dotar todos os meios possíveis e imagináveis. Como se isso fosse possível nestes dias de medicina altamente mercantilista e exploradora.
    No artigo ela demonstrou uma visão extremamente corporativista, negando também ela, os valores de uma medicina humanitária como a cubana.
    O Estado RJ já protagonizou uma experiência desse tipo há uns 12 anos, quando trouxeram médicos cubanos, e os vi atuando em Paraiba do Sul-RJ, com sucesso indiscutível. O Prefeito era Rogério Onofre, e o fato foi motivo de muita discussão. O saldo da presença dos médicos cubanos foi positivo.
    Que venham os médicos cubanos e sua medicina humanitária.

    fog

    29 de maio de 2013 às 05h58

    MUITO bom, Luís Carlos!!!

    Lu Witovisk

    29 de maio de 2013 às 08h16

    Nossa, muito obrigada, foi de lavar a alma. Parabéns!!

    renato

    29 de maio de 2013 às 11h28

    Meu Deus, falou tudo,
    Como Deus agracia certas pessoas com o dom da palavra!
    Obrigado aí Luis Carlos!

Vander

28 de maio de 2013 às 22h38

O que esta médica(!?) está fazendo é proselitismo e corporativismo barato! Fica cobrando “carreira de estado” para médico quando a única coisa que esses mercenários pensam é em ficar ricos sem se importar, de fato, com a saúde de ninguém! Será que eles aceitariam ganhar o que ganham engenheiros, arquitetos, agrônomos, e outros profissionais de “carreira” que também trabalham em condições precárias (mas trabalham) e cujos salários, no topo, não passam de R$6.000,00? Conversa fiada! Se até os recém-formados acham pouco 12.000,00 líquidos! Na certa devem se julgar superiores aos demais profissionais e não respeitam, além de desconhecerem, o país onde vivem! Se pelo menos entendessem de saúde…

Responder

Márcio Martins

28 de maio de 2013 às 22h29

Eu queria estar “mal” como a categoria médica no Brasil: se fingem de pobrezinhos, mas…Fátima, bola fora! Eu sei como a maioria trata os pobres neste país (culpa dos governos, sei!). Fazem faculdade às custas da população e o retorno é bem pífio, e mais, filho de pobre só faz medicina se for agraciado por cotas; claro que para a elite nunca faltará os seus…pagam bem! “Socialismo” de araque!

Responder

Saçuober

28 de maio de 2013 às 22h29

O Brasil é um país desigual, regiões mais assistidas do que outras, mesmo nos grandes centros existem as periferias desasistidas.
Os desasistidos estão precisando de atendimento primário de saúde pra ontem, se temporariamente pode-se amenizar a falta do atendimento primário, porque tanta restrição a vinda temporária destes médicos.
É lógico que estes médicos devem ter visto de permanencia com tempo pre-estabelecido e local de atuação definido, agora ser contra no momento é desumano com estas pessoas.

Responder

Pedro

28 de maio de 2013 às 20h31

O artigo de Fátima Oliveira é sério, preciso e corajoso. Sobretudo por desnudar a conivência do nosso país, sob o comando do Partido dos Trabalhadores, há mais de uma década, com a precarização do trabalho numa área da importância que tem a saúde. E que ao invés de enfrentar para resolver quer tomar medidadas para maquiar os problemas. Uma vergonha. É assim que o Padilha quer governar São Paulo?Então pode esquecer.
A proposta é tão desavergonhada que o Presidente da Ordem dos Médicos de Portugal, José Manuel Silva, disse: ‘Brasil não está nos tratando com dignidade’

Médicos de Portugal rejeitam a proposta feita pelo Ministério da Saúde de abrir vagas temporárias no interior do Brasil e acusam o governo brasileiro de não tratar os portugueses com “dignidade”. Presidente da Ordem dos Médicos de Portugal, José Manuel Silva alerta que dificilmente um profissional do país aceitará as condições impostas e diz que o plano do ministro Alexandre Padilha é “desprestigiante”.

Como os portugueses receberam a proposta brasileira? Essa proposta deixa os médicos portugueses confinados a uma região. Não é uma forma de tratar com dignidade profissionais portugueses. Há muitos médicos brasileiros em Portugal e não fizemos isso com eles. O que o Brasil oferece é desprestigiante. A qualidade dos profissionais em Portugal é alta e a proposta desconsidera essa qualidade.

Mas Portugal vive sua pior crise em 30 anos, com desemprego recorde. A proposta brasileira não seria uma solução? Temos acordos com Alemanha, Reino Unido, Dinamarca e França. Todos nos oferecem melhores condições que o Brasil. Dificilmente algum médico português aceitará as condições oferecidas pelo Brasil. Até porque a situação de trabalho nesses locais mais distantes certamente é mais dura e haveria problemas de adaptação.

Qual sua posição sobre a oferta de que os médicos portugueses não tenham de revalidar o diploma? Qualquer proposta entre governos deve primeiro passar por aprovação do Conselho Federal de Medicina no Brasil. As condições de reconhecimento de diploma devem respeitar as regras de cada país.

Mas o senhor está disposto a dialogar com o governo brasileiro? Temos disposição para o diálogo. Mas ele não pode ocorrer apenas entre governos. Não foi positiva a forma como foi apresentada a ideia. Assim como pedimos isso de um brasileiro aqui, a lei brasileira deve ser aplicada para um estrangeiro.

JAMIL CHADE / GENEBRA – O Estado de S.Paulo

Responder

    xacal

    28 de maio de 2013 às 23h22

    Pelo jeito, a idiotia do corporativismo não é exclusividade dos imbecis das uniões médicas daqui.

    De certo modo, há razão histórica (colonial) para isto, afinal, quem não sai aos seus são os monstros.

    O “ixperto” português quer passe livre para vir aqui aumentar a concentração de médicos no Sudeste, a fim de faturar o “filé”.

    Mas enfim, com a cumplicidade dos “colegas” daqui, talvez até prosperem.

    Que venham os cubanos, nos mostrar como se faz medicina pública de qualidade com poucos recursos.

    Engraçado ver o pessoal colocar a culpa no PT (é bom lembrar que partido e governo são coisas distintas), e esquecer que os maiores beneficiários da mercantilização da medicina foram os médicos.

    Esquecem também que o sistema de segregação entre classe média e pobres, onde o governo deposita grandes somas de dedução fiscal nos serviços privados de saúde, tem nos médicos os seus principais beneficiários.

    A situação dos médicos é ruim, concordo, mas é muito melhor que da maioria dos trabalhadores essenciais brasileiros.

    Pergunta:

    Quantos médicos ganham menos que 20 salários mínimos mensais/por mês? Uns 2 ou 3%…talvez.

    Alguém conhece médico pobre? É igual cabeça de bacalhau, até existe, mas ninguém vê.

    Estão no topo das carreiras, tanto na procura, quanto na remuneração, mesmo com toda a proletarização da profissão!

    Engraçado que as corporações médicas estão sepultadas há anos, e só ressuscitaram para defender o seu “cercadinho”.

    Lamentável.

    JOTACE

    29 de maio de 2013 às 02h06

    Caro Pedro,

    O médico José Manoel da Silva demonstra nas entrelinhas de sua estapafúrdia declaração o xenofobismo que sempre caracterizou certas camadas do povo português. Com suas palavras pouco educadas demonstrou ainda não ser grato a um gesto de cortesia e solidariedade do Brasil. Habituado nos maus-tratos aos nativos das antigas colônias africanas, o que ele está buscando com sua arrogância é o tutu brasileiro face à terrível recessão que vivencia Portugal. Os médicos portugueses dificilmente se ajustarão às condições do entorno em que vivem muitos excluídos nos distantes rincões do Brasil. Os médicos cubanos são por isso os mais indicados para exercerem seu trabalho conforme necessitado pelo Brasil. Diga-se de passagem que apenas 6.000 deles é um número extremamente reduzido para a grande carência que há no país, particularmente no Norte, Centro, e Nordeste. Cordialmente, Jotace

Eduardo

28 de maio de 2013 às 20h15

Jorge, não é minha intenção polemizar a respeito desse tema ou qualquer outro. Apenas postei democraticamente um comentário , da mesma forma que a Fátima escreveu. Se conhecesse a Fátima ,talvez tivesse comentado um pouco diferente, mas sem contudo mudar o mérito. Entendo que ela possa ser valorosa,mas nascer,se formar no Maranhão, trabalhar no SUS , no Médicos sem Fronteiras ou outra instituiçao voltada aos necessitados parece não ter sensibilizado a Doutora a ponto dela compreender o propósito da Presidente e do Ministro da Saúde.O escrito dela é agressivo. Será que ela e voçê conhecem suficientemente os Planos do Governo?

Responder

Alberto

28 de maio de 2013 às 19h32

Precarização do Trabalho em Saúde
Denise Elvira Pires

Este termo tem sido utilizado para designar perdas nos direitos trabalhistas ocorridas no contexto das transformações do mundo do trabalho e de retorno às idéias liberais de defesa do estado mínimo, que vêm surgindo, especialmente, nos países capitalistas desenvolvidos a partir da terceira década do século passado. Em termos genéricos refere-se a um conjunto amplo e variado de mudanças em relação ao mercado de trabalho, condições de trabalho, qualificação dos trabalhadores e direitos trabalhistas, no contexto do processo de ruptura do modelo de desenvolvimento fordista e de emergência de um novo padrão produtivo (Mattoso, 1995).

No final dos anos 60 do último século o modelo fordista de desenvolvimento entra em crise: cresce a insatisfação dos operários com a organização taylorista-fordista de execução de tarefas maçantes e repetitivas, ainda que bem pagas; explodem movimentos sociais, sindicais e extra-sindicais; as empresas aumentam os preços gerando inflação, questionam os compromissos estabelecidos no Welfare State, e assumem políticas que prejudicam as conquistas trabalhistas. Deste processo emergem mudanças marcadas pela inovação tecnológica, por mudanças nas formas de organização e gestão do trabalho e pela descentralização da produção, invertendo-se a tendência de verticalização das empresas. Cresce a terceirização, flexibilizam-se as relações trabalhistas, bem como muda a estrutura vertical das instituições emergindo um modelo de rede, com forte colaboração interempresas e intersetorial. A empresa ou instituição mantém o que é central e terceiriza parte do seu processo de produção. Deste modo, o trabalho não é desenvolvido apenas pelo trabalhador assalariado e protegido pelos benefícios do Estado de bem-estar social. A flexibilização e estruturação de rede interempresarial possibilita que o processo de produção envolva trabalhadores submetidos a diversas formas de contratação, recebendo salários diferenciados para a realização de trabalhos semelhantes e sem os mesmos benefícios que os trabalhadores da empresa-mãe. A confecção de um produto pode resultar do trabalho desenvolvido de diversas formas: prestação de serviço, trabalho por tempo determinado, trabalho part-time, assalariados de empresas terceiras, membros de cooperativas, e outras. Essa multiplicidade de formas de contratação difere da padronização fordista e tem sido chamada pelos defensores de ‘flexibilização’ (Piore & Sabel, 1984). No entanto, porque, majoritariamente, implica perdas de direitos, tem sido chamada tem pelos críticos de ‘precarização’. A literatura também registra que a ‘precarização do trabalho’, com múltiplas relações contratuais, tem contribuído para aumentar as dificuldades de representação e atuação sindical deixando os trabalhadores desprotegidos e mais vulneráveis às exigências gerenciais e patronais (Mattoso, 1995; Pires, 1998).

Esse processo tem ocorrido com maior intensidade na produção industrial e nos setores de ponta da economia, mas tem afetado, de modo diferenciado, todos os setores da produção na sociedade. É visível no setor de serviços em geral (Offe, 1991) e na saúde em particular.

Uma das mudanças recentes, no âmbito do trabalho em saúde no Brasil, é o crescimento do número de trabalhadores sem as garantias trabalhistas de que gozam os demais trabalhadores assalariados da instituição. Encontra-se: contratos temporários; trabalhadores contratados para realizar atividades especiais (plantonistas em hospitais, por exemplo); flexibilização na contratação de agentes comunitários de saúde e equipes de saúde da família pelo governo brasileiro; e o trabalho temporário previsto no Programa de Interiorização do Trabalho em Saúde.

Como nos demais setores da produção, a terceirização também cresce na saúde e tem sido utilizada pelos empregadores tanto do setor público quanto do privado, para diminuir os custos com a remuneração da força de trabalho e para fugir das conquistas salariais e direitos trabalhistas dos trabalhadores efetivos da empresa-mãe (instituição-original) (Dieese, 1993; Pires, 1998; Pires, Gelbcke & Matos, 2004). No entanto, é importante considerar que a flexibilização nas formas de contratação, bem como a terceirização, não é sempre sinônimo de ‘precarização’, apesar de, no caso brasileiro, majoritariamente, essas iniciativas terem o sentido de redução dos custos com a força de trabalho e de ‘precarização’. Dependendo do contexto institucional e histórico em que os tipos de contratação ocorrem, flexibilizar pode não ser sinônimo de precarizar. Na Holanda, por exemplo, o trabalho part-time é um direito dos trabalhadores que foi conquistado em lei, em 2000, como fruto de negociação sindical. Os trabalhadores podem optar pelo regime part-time; nestes casos, a remuneração corresponde às horas trabalhadas, mas não ocorre perda de direitos trabalhistas (Pires, 2004).

O Ministério da Saúde do Brasil reconhece a existência de múltiplas formas de trabalho precário em saúde e elabora, através da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, um “Programa Nacional de Desprecarização do Trabalho no SUS” com estratégias definidas para a reversão do quadro. ‘Precarização’ é um termo amplo que se unifica pelo sentido de perda de direitos. Para o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), o trabalho precário está relacionado aos vínculos de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS) que não garantem os direitos trabalhistas e previdenciários consagrados em lei. Para as entidades sindicais que representam os trabalhadores que atuam no SUS, trabalho precário está caracterizado não apenas como ausência de direitos trabalhistas e previdenciários consagrados em lei, mas também como ausência de concurso público ou processo seletivo público para cargo permanente ou emprego público no SUS.

Responder

    bento

    28 de maio de 2013 às 20h00

    Queda do muro de Berlim…fim do sonho comunista…volta ao mundo o velho liberalismo (neo )…e a tentativa de ressuscitar as velhas relações capital x trabalho ( ou a volta da boa e velha escravidão humana )…dai a precarização…terceirização…e outros ão da tentativa de fazer a historia da humanidade regredir…

arco

28 de maio de 2013 às 19h16

Ora sra.Fatima!se é verdade o que a sra.chama de charlatanice,que soluções a srs.sugere?Gordos salários para uma categoria que passou todos os anos estudando de graça?Categoria social,cuja maior aspiração;é ficar rico?Com raras exceções naturalmente.Acusar governos,embasado em demagógico preceito constitucional de incumbir o Estado de provedor no campo da saúde tudo o que o pais carece?Indago,me site países,cujo atendimento é totalmente gratuito tirante a Inglaterra,que a heroína Margareth,recentemente morta,destruiu seguida naturalmente oelos falsos trabalhistas que a sucederam também fizeram?E a privatização da saúde,realizada pelos mesmos que doaram,e não,como dizem,privatizaram as ferrovias,os bancos estaduais,e tantas outras empresas que pertenciam ao Estado?Conceitos,ou adjetivos,são fáceis de fazer-se,sem que se tenha senão adjetivos?Sugira srs.,quando criticar,sugira e não somente adjetive.Tenho pra mim,que se tirarem dos jornalistas o adjetivo,ficarão mudos.

Responder

Fabio Passos

28 de maio de 2013 às 19h06

O governo Dilma teve a oportunidade de atender a sociedade e garantir 10% das receitas da uniao investidas na saude para fortalecer o SUS.
Nao fez e ainda oferece vantagens para corporacoes capitalistas que tratam saude como mercadoria e nao como um direito fundamental.

De qualquer forma, nossa populacao mais carente precisa muito de atendimento digno de saude.
Os medicos cubanos, que sao muito bem formados, nao vem com objetivos mercantis. Vem para acudir parte da populacao brasileira que e invisivel e foi abandonada por uma “elite” branca, rica e racista.

Os medicos cubanos vem para somar e mostrar que a solidariedade e mais importante que lucros de cias inescrupulosas.

Responder

    Lu Witovisk

    28 de maio de 2013 às 22h09

    Por isso que estão estribuchando. Pq os cubanos vem mostrar um outro modo de fazer medicina, a des-coisificação da pessoa. Ai a “medicaiada” elitista pira! não pode! não pode! nem mostrando os numeros absurdos de carencia de medicos, ainda não entenderam que os estrangeiros não vão tirar mercado de ninguém: 1 – pq não vão mesmo para os rincões, 2 – pq quem será atendido tem pouco para pagar em consulta, se é que tem, aí não interessa pros playboys & patys.

    Alexandre Bastos

    28 de maio de 2013 às 22h47

    Senhora quem está estribuchando? A autora foi clara:
    “Nada contra médico de qualquer nacionalidade vir trabalhar no Brasil, desde que em igualdade de condições dos aqui formados, o que exige “passar” na revalidação de diploma”.
    O Conselho Federal de Medicina é claro: que venham todos, desde que passem no Revalida. É o mínimo de compromisso para com o povo: ser atendido por gente que deu provas de que está preparado.
    Ou a senhora acha que para atender ao povo pode ser qualquer um?
    O Revalida, para diminuir a sua falta de inteligência, é a normatização em vigor para qualquer médico que queira trabalhar no Brasil, elaborado pelo governo brasileiro, por que agora para os de seis mil será dispensado? Por que nosso povo não terá direito a médicos estrangeiros submetidos a um controle legal de qualidade? Só por que vão atender pobres? É um crime o que querem fazer. E a senhora tão inteligente e espadinha do mundo defende isso para o povo? Tome juízo!
    Já estou acreditando que o Padilha está buscando um lema de campanha, por que ele foi um ministro que não conseguiu marcar a sua passagem pelo ministério da saúde com algo que valesse à pena.
    Quem está estribuchando, em grande parte, é quem queria ser médica e não estudou o suficiente para passar no vestibular. A maioria das pessoas que destratam e esculhambam médico é só de pura inveja, despeito. Parece ser o seu caso. Mas só quem a conhece sabe bem, não é? Tenha honestidade intelectual, por favor.

    Lu Witovisk

    29 de maio de 2013 às 07h23

    Primeiro, eu estava concordando com o Fabio Passos, segundo, nunca disse que sou contra o revalida, terceiro, vc não me conhece não venha com essa de “inveja” que não cola, a medicina não é o ideal de todos (embora,pelo visto, vc ache que sim).

    E desde quando médico cubano é qualquer médico?? A medicina cubana é reconhecida como uma das melhores no mundo. Sorte dos que forem atendidos por eles.

    Eu sou contra (e muito) é ao escândalo corporativista dos medicos. Não sou contra a melhoria dos serviços, mas é fato, tem pouco medico pra muita gente.

    Lu Witovisk

    29 de maio de 2013 às 07h43

    ps. tenha vc honestidade intelectual e pare de querer usar “inveja” como “argumento” para desqualificar o comentario.

Carlos Pereira

28 de maio de 2013 às 19h00

O melhor do artigo de Fátima Oliveira é o toque sobre a precarização do trabalho médico no Brasil, assunto que a maioria dos comentários nãod eram conta de abordar. O caso é sério mesmo.
Quero contribuir com um artigo que gosto:

Terceirização e precarização do trabalho
José Salvador Torres Silva*

A terceirização de serviços e precarização das relações de trabalho é um assunto que tem sido muito discutido em jornais, artigos, revistas, etc., os quais são unânimes em afirmar que a terceirização das atividades-meio provoca a precarização do trabalho.

Entretanto, em determinadas situações não é justo dizer que a terceirização ou externalização das atividades-meio promova a precarização do trabalho. Existem casos onde a terceirização de serviços são necessidades eventuais, e não habituais. Esse é o ponto crucial para distinguir a presença da precarização ou mera contratação de mão de obra terceirizada.

Na ausência de definição legal ou lingüística ousamos definir precarização do trabalho como a conseqüência da redução da remuneração, benefícios e garantias dos trabalhadores em razão de sua não vinculação direta junto à empresa que utiliza sua mão-de-obra.

Um caso clássico de precarização do trabalho se dá quando uma empresa demite os funcionários de um determinado setor com a finalidade única e precípua de substituí-los por mão-de-obra terceirizada. Nesses casos, incita a redução da remuneração e dos benefícios e garantias dos trabalhadores em razão da ausência de vinculação direta junto à empresa que utiliza sua mão de obra.

Isto porque, invariavelmente quando uma empresa decide pela terceirização do seu pessoal, leva em conta a redução dos custos com a folha de pagamento, incluídos os encargos sociais que aumentam em média 45% o valor de cada folha de pagamento e outras despesas necessárias para manter um contrato de trabalho. Tal redução é conseqüência da diferença da remuneração garantida pelas convenções coletivas de trabalho à que se vincula a empresa que promove a terceirização e aquele pago pelas empresas prestadoras de serviços.

Assim, a terceirização precarizará o trabalho sempre e quando provocar a redução do salário, dos benefícios; promover a rotatividade dos trabalhadores no local de trabalho; acarretar o aumento da jornada de trabalho e dos riscos de acidente de trabalho – uma vez que o trabalhador terceirizado, normalmente, tem menor capacitação técnica para o exercício da função – acarretar a perda à possibilidade de ascensão na carreira, arrefecimento da categoria profissional, etc.

Diferente é o caso da empresa já ser constituída contando com a prestação de serviços terceirizados ligados às atividades meio (manutenção, conservação/limpeza, segurança, dentre outros), uma vez que, nesta hipótese, não se da a troca do empregado direto pelo prestador de serviços terceirizado.

São os casos de empresas que terceirizam atividades de profissionais que não fazem parte da atividade fim, mas que exige uma prestação diária desses serviços, como ocorre, por exemplo, em empresas de grande porte que têm necessidade de possuírem departamentos especializados onde exigem profissionais qualificados. Como exemplo, citamos o departamento jurídico e departamento de marketing.

Isto posto, pode-se concluir que havendo a troca do empregado direto por outro vinculado a uma empresa de prestação de serviços há precarização do trabalho. Por outro lado não há precarização do trabalho quando o posto de trabalho se extingue sendo substituído por serviço especializado de caráter eventual ou especializado.

_______________

*Advogado especializado em Direito do Trabalho e Previdenciário. Gerente do Departamento Trabalhista do escritório Manucci Advogados

Responder

rudi

28 de maio de 2013 às 18h38

Com todo o respeito quero dizer que nos meus quase setenta anos de vida nunca vi um médico mal de vida. O que me parece é que a corporação médica quer obter empregos públicos, a tal Carreira Médica de Estado. Como dizia a velha marchinha de carnaval:”Quem não chora, não mama…

Responder

    Carina

    28 de maio de 2013 às 19h50

    Sr. Rudi, o senhor sabe o que é trabalhar em média 60 a 70 horas semanais? Pois é em média o que trabalha um médico na precarização do trabalho em que vivemos para ter casa, carro e garantir uma vida de classe média MEDIANA para a sua família. E sem saber o que é sábado, domingo e feriado e muito menos férias, por que é um direito que a precarização do trabalho NEGA. É isso que o governo brasileiro lhes oferece.
    O senhor já ouviu o ministro da saúde dizer que tal ou tal UPA, das que ele inaugurou, fez concurso? Por que nunca fez, apenas CONTRATA. E está errado. Tem de fazer concurso e pagar bem.
    Sabe por que os hospitais universitários federais contratm as cooperativas médicas e não os médicos? Para não ter obrigações trabalhistas, meu senhor. Os hospitais universitários federais têm postos de trabalho aos montes, sequer repõem quem se aposenta. Por que não fazem concursos?
    Porque juízes e promotores têm carreira de Estado e médico não pode ter, se é um serviço essencial?
    Já ouviu falar que sobra vaga para promotor ou para juiz quando fazem concurso? Não sobra! Todo promotor e todo juiz assume a vaga do concurso que fez, pode ser lá no cafundó do Judas. E sempre começam trabalhando no interior. Lembro que a faculdade de direito é de cinco anos. Alguns fazem mestrado e doutorado, mas nem todos, isto é, não é uma exigência para ser promotor ou juiz. Basta ter cursado direito.
    Quer dizer que o senhor é contra só para médicos? Por que a birra e a inveja?
    E sabe porque assume, porque é uma profissão bem remunerada, que dá para viver dignamente, segundo sua capacidade intelectual naquilo que estudou.
    Por que um médico que passa seis anos numa faculdade, mais dois (no mínimo), três e até cinco anos numa residência (totalizando entre 8 a 14 anos de dedicação à sua área nas especializações). Sem falar nos que fazem mestrado (bote aí mais dois anos) e doutorado (bote aí mais 3 anos), que hoje em dia são muitos, não podem aspirar dignidade trabalhistas?
    Um pouco mais de respeito meu senhor, por favor.

    Vander

    28 de maio de 2013 às 23h28

    Sra, Carina, pelo que deduzi de sua queixa, a sra. acha que o governo devia fazer concurso e contratar médicos com salário de juiz e promotor? Mas isso seria muito pouco, se comparado a trabalhar mais de oito horas por dia, todos os dias do ano, sem férias e ainda dar plantões sábados e domingos como a sra. afirma que é a rotina dos médicos. Então vamos fazer as contas! Em quatro horas de trabalho o médico atende 15 pacientes/clientes e recebe do SUS cerca de 22,00 por cliente donde, 22 x 15 = 330 que, multiplicado por 5 dias dá 1.650,00 por semana e 6.600 por mês. No outro turno trabalha em consultório particular e digamos que atende 10 pacientes a 80,00 cada, o que dá 16.000,00 por mês. Digamos que dê apenas dois plantões por mês. O governo paga hoje, 6.000,00 por plantão, logo 12.000,00. Somando com 16.000,00+6.600,00 = 34.600,00. Eu pergunto: será que todo mundo quer ser médico (desejo maior de pais e filhos!) porque o sacrifício é enorme mas querem assim mesmo exercitar seu excessivo altruísmo e amor ao próximo?

    xacal

    28 de maio de 2013 às 23h33

    Mentiras, mentiras e mais mentiras.

    A carga de 60 ou 70 não é real, porque NENHUM, eu disse, NENHUM médico cumpre seu turno integralmente no plantão!

    Todo mundo sabe disto.

    A renda média do médico não é de classe média “mediana”, como disse a comentarista.

    Estes dados estão disponíveis no IBGE e na Receita Federal. No topo dos assalariados estarão os médicos, junto a juízes e promotores e algumas outras carreiras.

    Juiz e promotor não podem exercer suas funções em outro lugar, senão do serviço público, enquanto os médicos podem atuar no Estado e fora dele.

    Juiz, promotor, polícia, etc, são carreiras que presentam um poder de Estado, ou seja, são o próprio Estado em ação, quer seja judicando, policiando, etc.

    Médicos não se enquadram nesta natureza de cargo ou função.

    Se o médico quer uma carreira de Estado, não poderá dar expediente no consultório chique no Morumbi.

    Lu Witovisk

    29 de maio de 2013 às 07h27

    Vander, essa foi ótima.

    Lu Witovisk

    29 de maio de 2013 às 07h35

    E vcs estão esquecendo de um detalhe: há muitos médicos particulares que guardam $$ em casa para não declarar no imposto de renda.

    Lu Witovisk

    29 de maio de 2013 às 07h36

    Excelente Xacal!!

    Luís Carlos

    29 de maio de 2013 às 08h44

    Para ter carreira de Estado deve ter dedicação exclusiva. Os médicos e sua entidades apoiariam essa medida se tivessem que ter dedicação exclusiva, sem ter consultório privado e sem ter 5 ou 6 empregos, sem aceitar benefícios de insdústrias farmacêuticas, indo para qualquer lugar do país sem dizer que não podem fazer seu trabalho porque não tem tomografia ou ressonânica a disposição, e ainda, cumprirão carga horária integral de seus consursos?
    Por fim, acreditas realmente que críticas à prática médica são devidas a inveja como afirmas em tua manifestação? Caso sim, por favor entenda que o mundo é muito mais que isso, e o que as pessoas pedem é apenas dignidade e respeito por parte de quem deveria servir às pessoas e não se servir da miséria e sofrimento alheio.

    claudia

    29 de maio de 2013 às 01h09

    Xacal,
    Vc está apenas “cornetando” e falando daquilo que não sabe. 60, 70 hrs não são mentiras. Levante do computador, vá ate o Hospital mais próximo que encontrar – se estiver em SP sugiro a Santa Casa e o HC – e pergunte, seja corajoso, investigue- pergunte ao plantonista qual é a carga semanal dele! Depois procure falar com o plantonista da UTI – não te deixaram entrar mas se ficar rondando na porta será fácil encontrar um – e pergunte qual é a jornada semanal dele. Olha, meu lindo, se vc tiver a coragem de procurar a verdade ao invés de ficar tocando corneta, vai descobrir que passa de 60, 70 hrs semanais!!
    Vc não entende nada de horário e jornada de trabalho dos médicos. Fica com esse rancor de quem assiste a novela da Globo e acha que td médico nesse país é o Antonio Fagundes.
    Aquilo, meu caro, é ficção entendeu???

    Cacá Oliveira

    18 de julho de 2013 às 16h43

    Prezada Claudia,
    Jornadas exaustivas de trabalho, 60 a 70 horas em plantões… Acho que você desconhece as jornadas de trabalho dos professores; na maioria dos casos, 12 horas diárias em sala de aula e algumas horas a mais corrigindo cadernos e provas (sem falar nas horas de estudo). Se vamos falar em precarização do trabalho, um bom caminho é olhar para as condições laborais dessa categoria que, apesar dos pesares, não deixa de comparecer ao serviço todos os dias e, com raríssimas exceções, trata sempre com respeito alunos, pais e demais trabalhadores.
    Cada categoria tem suas particularidades e cada uma reaje na medida do agravo ou do aconchego. O que presencio em hospitais públicos e postos de saúde é a mais completa falta de respeito pelo ser humano, até parece que ao professar a medicina o sujeito se desumaniza. É um horror! Os médicos não olham para as pessoas, tratam como se fossem lixo. Estou falando da maioria, é claro que nem todo médico pode ser um Célio de Castro na vida, né! (Quem é de BH/MG vai entender a referência).
    O que vivo é essa realidade do sujeito que busca o atendimento na rede pública. Com exceção da distribuição de medicamentos (programa maravilhoso), quase nunca consigo atendimento, porque o médico está sempre ausente. Não tem médico nas emergências ou nos postos! Essa é a realidade nua e crua que a medida do governo visa corrigir (ou remediar).
    Precarização de serviços, sucateamento dos aparelhos públicos, proletarização das profissões… Após o desmonte neoliberal dos anos 1990, sobraram apenas escombros em todas as instâncias da sociedade, isso não é uma particularidade dos profissionais médicos e não pode e não deve ser desculpa para o tratamento desrespeitoso que dispensam ao povo (que é o elo mais fraco dessa cadeia).
    Vou dizer para você o que venho dizendo para meus amigos médicos, você tem uma proposta melhor? A curto e médio prazo, porque eu não visualizo qualquer outra alternativa. E você? Tem alguma saída para a necessidade premente de clínicos gerais, pediatras e ginecologistas (principais especialidades que sumiram do serviço público)? Se tiver, acho que deve colocar no papel e enviar para apreciação do MS, faça isso através do seu CRM. O que não dá é para ficar apenas na crítica “de tudo que está aí”, nós já passamos da linha de tensão para ficarmos adstritos à nossa zona de conforto.

J Souza

28 de maio de 2013 às 18h08

Adoro quando os comentaristas dizem que “os médicos cubanos não trabalham por dinheiro”, que eles fazem medicina como “trabalho social”…
Ainda vou rir muito lembrando dessas frases!

Dilma e Padilha vão resolver o problema da saúde pública no Brasil… Médicos portugueses e espanhóis ganhando salários equivalentes a 2 a 3 salários mínimos em seus países…
Aliás, os médicos estrangeiros que atuam nos países desenvolvidos devem ganhar bem menos do que seus colegas nativos…

Puxa! A Dilma e o Padilha resolveram o problema das filas do SUS! A culpa era dos médicos e ninguém sabia! Nunca foi culpa dos governos… Uaaaaauuuuu!

É como disse um famoso chargista: “Não sei o que é pior. A gangue de reacinhas pós-modernos ou a seita de lulo-dilmistas-petistas ensandecidos.”

Responder

Manoel

28 de maio de 2013 às 17h22

Quero dizer que sou a favor da vinda não só dos médicos cubanos, mas também dos espanhóis, portugueses, japoneses, americanos e se possível mais, muito mais que seis mil e que pudessem atender também em consultórios, clínicas e prontos socorros de todas as regiões do Brasil, quem sabe assim os “nossos médicos” parecem de pensar que são Deus e que detêm o poder da vida e morte sobre os seus pacientes/clientes. A verdade é que por termos uma quantidade pequena de médicos eles se acham com direito de tratarem a gente com desprezo e desrespeito. Acham-se seres superiores e querem nos fazer acreditar que estão na profissão por amor ao próximo. Bobagem! O que eles procuram é o que todos os que se formam em alguma boa profissão quer: dinheiro! Além disso, os “nossos médicos” são protocolizados e se sua doença estiver no protocolo eles provavelmente tratarão com grande possibilidade de sucesso, mas se não estiver esqueça, eles não são capazes e nem têm tempo para pesquisar sintomas que não constem dos protocolos. Claro que toda a regra tem exceção, eu mesmo conheci médicos que iam além dos protocolos, mas são raros. Por isso é que digo: Eu quero sim, quero logo que o Brasil abra suas fronteiras para os médicos de todo o mundo! Quem sabe teremos a chance de não precisarmos marcar uma consulta com dois meses de antecedência e sermos atendidos com duas horas de atraso sempre com a mesma desculpa. – Estava atendendo a uma emergência!

Responder

    Jorge

    28 de maio de 2013 às 18h02

    Caro Manoel, as fronteiras do Brasil sempre estiveram abertas para quem aqui quiser vir trabalhar. Somos um país de imigrantes.
    Revalidação de diploma é uma norma em quase TODOS os países do mundo. No Brasil inclusive. Não é uma exiência inventada pelo Conselho Federal de Medicina,mas pelo governo Brasileiro, sabia?
    Agora que você está menos ignorante, saiba também que os responsáveis pelo REVALIDA são o MEC e O Ministério da Saúde. O REVALIDA é o que o governo normatizou como um mínimo de controle de qualidade para médicos que aqui não estudaram, sobre quem o governo brasileiro não tem qualquer controle no período de formação. É assim no mundo civilizado.
    Aprenda mais um pouco para não falar besteiras:

    Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida)

    Foi publicada no dia 18 de março de 2011 Portaria Interministerial que institui o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Universidades Estrangeiras (Revalida). O exame será aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em colaboração com a subcomissão de revalidação de diplomas médicos, da qual participam representantes dos ministérios da Saúde, Educação e Relações Exteriores e da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes), além do Inep.

    A partir da publicação da portaria, será divulgado pelo Inep o edital com o cronograma e os prazos para adesão das instituições e inscrição dos candidatos. As universidades públicas interessadas em aderir ao exame firmarão termo de adesão com o Ministério da Educação. Pode inscrever-se o candidato que tenha diploma expedido no exterior, em curso reconhecido pelo ministério da educação ou órgão correspondente do país onde se formou. O edital também definirá os locais onde a prova será aplicada.

    Portaria Interministerial nº 278 que institui o Revalida no Diário Oficial da União
    http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=12&data=18/03/2011

    http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&id=267&Itemid=321

    Manoel

    29 de maio de 2013 às 07h46

    Meu caro Jorge!
    Acho que você precisa aprender a ler, pois em nenhum momento eu escrevi que eles não precisariam ter seus diplomas reavaliados no Brasil. Quanto às fronteiras abertas, se fosse como você disse, então por que esse auê todo?

    Abraço

    NPFREITAS

    28 de maio de 2013 às 20h55

    “Quem sabe teremos a chance de não precisarmos marcar uma consulta com dois meses de antecedência e sermos atendidos com duas horas de atraso sempre com a mesma desculpa. – Estava atendendo a uma emergência!” – Faltou o “grand finale”, querido: “sermos atendidos com duas horas de atraso, por não mais que três, cinco minutos”.

    Lu Witovisk

    29 de maio de 2013 às 08h38

    Continuando o final “E ainda sair da consulta com a sensação de que o góogle te daria mais resultado”

bento

28 de maio de 2013 às 16h46

Tem um ditado de minha irmã…para ir aos médicos no Brasil é preciso ter muita saúde…se não morre…

Responder

    João Guilherme

    30 de maio de 2013 às 10h27

    Tenha calma. Os médicos estrangeiros estão chegando. Marque logo a sua consulta.

Eduardo

28 de maio de 2013 às 16h45

Fátima,Muito daquilo a que voçê se refere é verdade.Todos sabemos.Mas não é missão do Presidente da Republica resolver o problema dos médicos,que infelizmente gostam do que está posto.É premente melhorar a saúde publica no Brasil.Nossa população é imensa e desprovida de assistência médica mínima(Termômetro, estetoscópio, e o mais importante: o conhecimento, a orientação e o possível diagnostico oportuno).! Concordo que voçê possa conhecer cada palmo desse chão,mas do chão pisado pelo médico, não o chão sujo e às vezes infectado dos desvalidos e sem esperança. Procure pisar esse chão!

Responder

    Jorge

    28 de maio de 2013 às 18h07

    Eduardo, você conhece Fátima Oliveira? Sabe onde ela nasceu e onde trabalhou? Então não fale bobagens. Sabe que chãos ela já pisou e pisa?
    Basta eu lhe dizer que ela se formou em 1978 na Universidade Federal do Maranhão. Pelas minhas contas já deveria estar aposentada, não sei porque ainda não o fez.
    Cabe bem em sua fala um artigo dela recente, que sugiro a leitura para ver se sua carneirice diminui.
    Fátima Oliveira: Carneirice, de direita ou de esquerda, dá dó
    publicado em 10 de maio de 2013 às 15:58
    https://www.viomundo.com.br/politica/fatima-oliveira-2.html

Cléris Cavalheiro

28 de maio de 2013 às 15h19

Azenha!

Quero sugerir a reprodução do texto do Médico Pedro Saraiva publicado no sul21.com.br em 12/05/2013.

Responder

antonio carlos ciccone

28 de maio de 2013 às 14h56

Nós médicos deixamos isto tudo acontecer, nas nossas barbas , nas últimas décadas. Agora pagamos o preço.Com raras e honradas excessões em alguns municipios o resto é o caos total, e com pespectiva de piora…..
E a classe média , ao inves de lutar por seus direitos em saude pública, preferiu comprar planos de saude privados, que agora não está mais podendo pagar.
E Estados e Municipios repassam bilhões por ano para as OSs, que enriquecem, como aqui em S.Paulo.

Responder

    Lu Witovisk

    29 de maio de 2013 às 08h08

    Parabens pela sua honestidade. A situação é triste, caótica e tem razão, com caminho aberto para a piora.

    João Guilherme

    30 de maio de 2013 às 10h23

    srsrsrrsrsrsrsrs verborragia gera contradições. Tenha calma. Os médicos estrangeiros estão chegando. Marque logo a sua consulta.

xacal

28 de maio de 2013 às 14h20

A sinceridade da médica articulista no fim do texto é ímpar: Ora, os próprios médicos “cagaram e andaram” para o processo de proletarização da medicina, porque, a bem da verdade, vigorava entre eles a esperança (que que quase sempre se concretiza) de que passados os anos iniciais, logo, logo, os “dôtores” poderiam enricar em seus castelos de medicina paga…

E o povo, preocupação primeira (ao menos pelo que foi dito pela médica)? Pode pagar? Entra, fique à vontade…Não pode? Dane-se…

O “dôtora” denuncia com gosto a proletarização da medicina, mas esquece (será algum problema de memória? tem tratamento?) da mercantilização da medicina, o abandono da clínica médica, a cumplicidade da categoria com o excesso de especialização, a fragmentação da relação médico X paciente, enfim, a banalização do desrespeito e indiferença ao sofrimento humano entre os médicos!

E claro, joga toda culpa(ou quase toda) no governo, no Estado.

Não há dúvidas de que o Estado brasileiro, este Leviatã que se auto-devora, mas sempre começa a se engolir pela parte mais pobre, tem grande parcela de culpa na questão.

Há muito a ser feito. Nosso subfinanciamento, inclusive, é efeito direto do financiamento da medicina paga através das deduções do IRPF.

Que tal retirar este dinheiro dos classe “mé(r)dia e investir na rede pública?

Ihhh, vai acabar com a indústria dos recibos!

………………………………………………………………

Mas o enfrentamento dos problemas, que são muitos, tem que começar por algum lugar, e neste caso, a maior oferta de médicos onde não os há é uma medida de emergência (e assim tem que ser entendida, até porque o governo não disse que seria diferente). Ou alguém do governo disse que a importação de médicos é a solução da nossa saúde pública ou do SUS?

Fica a pergunta: se a “dôtora” fosse a Cuba, a Bolívia ( dirá o pessoal dos Jardins:”arghh,estes não vem, deus-o-livre destes índios praticando medicina”)em suas viagens de férias, e lá sofresse um infarto, ou outro mal qualquer obrigasse ao atendimento médico, o que faria?

Pediria a revalidação do diploma antes do atendimento? Ou pediria a um colega brasileiro que viajasse até o hospital estrangeiro?

dona fátima de oliveira perdeu uma enorme chance de ficar de boca fechada!

Responder

    Frank Mora

    28 de maio de 2013 às 14h56

    Xacal.

    Seu comentário é de uma precisão cirúgica .

    abs

    Sérgio Pestana

    28 de maio de 2013 às 18h41

    Perfeito. É tudo isso e mais alguma coisa. Vê se ela ataca os planos de “saúde”? Fica quietinha e que se dane o resto. Que venham os médicos cubanos e que mostrem seus valores, inclusive elogiados pela ONU, conforme recente documento divulgado para todos os que se interessam pela bem-estar de suas populações.

    Maximiliano Gregorio

    28 de maio de 2013 às 15h39

    A “dotôra” não é só corporativista. É, também, desconhecedora do problema global, pois só vê até onde vai seu nariz. Ela provavelmente jamais andou no interior brasileiro. Provavelmente só conhece o interior de algum consultório. ANtes de fazer tudo que ela pensa que ninguém sabe, como construir hospitais, equipá-lo etc, deveria o Governo deixar à míngua os pobres necessitados por falta de médicos?
    Não é somente corporativista. Ela é ativista da oposição, que só se apercebe das coisas ruins às vésperas de eleições.
    Assim é fácil criticar, esculhambar e falar besteiras.
    Aprendeu com o Serra ou com o FHC?

    Jorge

    28 de maio de 2013 às 18h22

    Fátima Oliveira tem razão: “carneirice política tem muito de fanatismo”. Cara você merece ler outro texto de Fátima Oliveira para ver se a carapuça ajeita e aí eu quero ver se você é mesmo um cabra macho para pedir desculpas pelos açoitado comentário a respeito dela, pois ela é uma pessoa a quem o nosso país e o povo brasileiro devem muito.Leia o texto indicado e comente se for macho

    Fátima Oliveira: Carneirice, de direita ou de esquerda, dá dó
    https://www.viomundo.com.br/politica/fatima-oliveira-2.html

    Jorge

    28 de maio de 2013 às 18h08

    Cabe bem em sua fala um artigo dela recente, que sugiro a leitura para ver se sua carneirice diminui.
    Fátima Oliveira: Carneirice, de direita ou de esquerda, dá dó
    publicado em 10 de maio de 2013 às 15:58
    https://www.viomundo.com.br/politica/fatima-oliveira-2.html

    xacal

    28 de maio de 2013 às 23h39

    Bom, e quando a carneirce é para babar o ovo da “dotôra”? Aí pode?

    Eu não imagino que qualquer pessoa, por mais coerente e aguerrida que seja, por toda sua biografia e talento, possa estar imune a desconstrução de sua opinião, quando esta significar o monte de asneiras que ela disse neste texto.

    Não imagino um debate democrático sem esta premissa, ou seja, ninguém está à salvo.

    Se era para ler e deixar sem críticas, por que publicar em um blog, e mais, por que submeter a comentários?

    Era só para aplaudir?

    Então ‘tá…o bom carneiro não berra!

    Augusto G. Sperandio

    29 de maio de 2013 às 01h25

    Xacal, parabéns pelos argumentos que desmontam essa tese elitista. Conquanto se possa respeitar e admirar a pessoa da médica Fátima Oliveira, seu raciocínio está equivocado e irremediavelmente comprometido com um “espirito de corpo”. Fosse a medicina brasileira mais digna de respeito e consideração, e não elitista e individualista como é, provavelmente estaríamos em melhores condições.
    Se a precarização os incomoda tanto por que não se movimentam através de suas representações de classe, sindicatos (ah, isso seria clara demonstração de categoria social inferior)?
    Que venham os médicos cubanos. Que venham, ou retornem, práticas médicas simples (mas, eficientes) e não tão dependentes de caras tecnologias que fazem a alegria e a riqueza dos fabricantes destes equipamentos e seus representantes, assim como drogas fantásticas (sem testes) produzidas por aquela indústria farmacêutica que torna os atuais médicos simples operários da medicina.
    Criticar a eficiência da medicina cubana não é uma atitude séria. Pude ver essa eficiência em ação no RJ, há aprox. 12 anos quando médicos foram trazidos de lá, especialmente na cidade de Paraiba do Sul, e os resultados foram excelentes.
    A médica foi extremamente infeliz nesse posicionamento, onde sobrou corporativismo.

    Lu Witovisk

    29 de maio de 2013 às 08h02

    Ótimo!!! Isso é importante que se diga e repita: o governo tem culpa, tem e a categoria médica também tem e muita culpa. Certa vez passou na televisão o descaso com a saúde publica por parte do governo E por parte de funcionarios e medicos que (acreditem, em postos de saude “melhorados” e retirados dos grandes centros) faziam comercio com remedios que eram pra ser entregues de graça e sumiço de equipamento. Adoram falar da corrupção de Brasilia, mas a corrupção na saúde é grande, existe e tem muito brasileiro com historia pra contar (a fila “privilegiada” de hospitais públicos existe em muitos lugares, o “negócio” com os laboratórios é outra antiga conhecida). Não venham dar de santidade pq não cola mais.

    MARCOS

    29 de maio de 2013 às 12h16

    Parabéns pelo comentário Xacal.

leprechaun

28 de maio de 2013 às 14h18

A “interiorização do trabalho médico” requer atrativos concretos, para além do médico, do estetoscópio e do “aparelho de pressão”, e não trabalho precário temporário…..”ou seja, muito dinheiro, coisa que os cubanos não fazem muita questão porque o trabalho em Cuba é aprendido como trabalho social e não como trabalho portador de status em si, como é vista a medicina no ocidente, coisa absurda da sociedade da mercadoria (nem por isso eu sou um fã do regime cubano, nem acho que aquilo lá passa perto do socialismo). Mas que bom que uma classe sempre acomodada e com a certeza de que o diploma garante a vida, seja o profissional bom ou ruim, esteja saindo da sua posição de conforto.

Responder

    renato

    29 de maio de 2013 às 11h57

    Leprechau..
    Começamos realmente a falar de SAÚDE no Brasil!
    É só cutucar a onça com vara curta!
    Lembra na época de Curandeiros, e outros, tipo
    Dr, Fritz…, morria um e Fritz esta noutro…
    E os médicos loucos….
    Eu acredito que os médicos ainda serão os heróis
    do povo.
    Vários Governantes que tiveram CANCER?, foram a Cuba,
    voltaram assim cheios de esperança para o POVO, Tem
    Portugal e Espanha também, excelentes médicos..
    MARAVILHA!!!

Carina

28 de maio de 2013 às 14h02

Gente eu gosto muito mais do título origial do artigo, como está no jornal O TEMPO de hoje:
“Os bastidores, a charlatanice e o escárnio da importação de médicos” http://migre.me/eLzSz

Responder

    Conceição Lemes

    28 de maio de 2013 às 14h18

    Carina, tentei. Não coube. Estoura. Daria 4 linhas. A menos que eu tirasse o nome da Fátima. O que vc acha melhor: tirar o nome da doutora ou a palavra bastidores? Vou até consultá-la. abs

Carina

28 de maio de 2013 às 13h58

FRETE
Renato Teixeira

Eu conheço cada palmo desse chão
é só me mostrar qual é a direção
Quantas idas e vindas meu deus quantas voltas
viajar é preciso é preciso
Com a carroceria sobre as costas
vou fazendo frete cortando o estradão

Eu conheço todos os sotaques
desse povo todas as paisagens
Dessa terra todas as cidades
das mulheres todas as vontades
Eu conheço as minhas liberdades
pois a vida não me cobra o frete

Por onde eu passei deixei saudades
a poeira é minha vitamina
Nunca misturei mulher com parafuso
mas não nego a elas meus apertos
Coisas do destino e do meu jeito
sou irmão de estrada e acho muito bom

Eu conheço todos os sotaques
desse povo todas as paisagens
Dessa terra todas as cidades
das mulheres todas as vontades
Eu conheço as minhas liberdades
pois a vida não me cobra o frete

Mas quando eu me lembro lá de casa
a mulher e os filhos esperando
Sinto que me morde a boca da saudade
e a lembrança me agarra e profana
o meu tino forte de homem
e é quando a estrada me acode

Eu conheço todos os sotaques
desse povo todas as paisagens
Dessa terra todas as cidades
das mulheres todas as vontades
Eu conheço as minhas liberdades
pois a vida não me cobra o frete

http://youtu.be/AB0WaAN3lzo

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Matheus

28 de maio de 2013 às 13h51

A contratação de médicos cubanos é legítima e necessária. O problema são outras medidas do governo Dilma, que aprofundam a privatização dos serviços de assistência médica. Contra ISSO os ultra-corporativistas médicos brasileiros não protestam, porque muitos deles tem lucros aburdos com a mercantilização da medicina.

Responder

    Lu Witovisk

    29 de maio de 2013 às 08h23

    É isso aí.

Celso Carvalho

28 de maio de 2013 às 13h50

Nada mais salutar que o médico contratado pelo estado em período integral (8h diárias de serviço), com boas condições de trabalho, sem que o serviço público se torne um bico ou uma alavancagem para seus interesses privados. Os médicos brasileiros e as entidades de classe desejam isso?

Responder

Marcelo de Matos

28 de maio de 2013 às 13h42

Existem inúmeros estudos que apontam isso a carência de médicos em certas regiões: “Graves desigualdades sócio regionais na distribuição da força de trabalho médica podem ainda ser observadas. Ao lado da saturação de médicos nas grandes cidades e regiões mais ricas do país coexistem severas carências. Estima-se que em torno de 7% dos municípios brasileiros não contam com médicos residindo em seus limites, e em torno de 25% contam com a razão de um médico para mais de 3.000 habitantes Do ponto de vista regional, observa-se que as regiões Norte e Nordeste, com 8% e 28% da população do país, concentravam no mesmo período, 4,3% e 18,2% dos médicos, respectivamente, enquanto o Sudeste, com 42% da população, concentrava 60% dos médicos”. Portanto, está mais claro que água que os doutores preferem o sul maravilha e não querem servir aos habitantes de regiões distantes. Que fazer? Dar mais incentivos a eles? Não bastam os altos salários oferecidos? Aí vem aquela conversinha das “condições de trabalho”. Será que aqui elas são ótimas?

Responder

Laís Almada Cordeiro

28 de maio de 2013 às 13h30

Fátima foi bem no gogó da coisa… Além de recuperar a memória do subemprego médico no Brasil, dos contratos precários que o próprio goverso usa e abusa, e de mandar a arrogância do Padilha catar coquinho por dizer que postos de trabalho é o mesmo que emprego, pois não é nem aqui e nem na China, fez o chamamento correto: “Agora que despertamos, é cair no bredo por uma carreira de Estado para médico até a vitória. Nem mais, nem menos. Nós, cidadãos como todo o povo, não podemos esperar cair do céu”.

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