VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Padilha, a campanha eleitoral e a falta de médicos no Brasil


27/05/2013 - 19h03

por Luiz Carlos Azenha

Cotado para ser candidato a governador de São Paulo, o ministro Alexandre Padilha fez divulgar um PDF com as justificativas para a contratação de médicos no Exterior.

Com o título de Diagnóstico da Realidade Médica no País, o documento informa que 700 municípios brasileiros enfrentam “altos índices de insegurança por escassez de médicos”.

Diz que nos últimos dez anos o Brasil gerou 146.867 postos de trabalho, mas só formou 93.156 médicos.

Informa que em estudo do IPEA com 2.773 entrevistados — usuários do SUS –, 58,1% disseram que a falta de médicos é o principal problema enfrentado.

Diz também que 22 estados brasileiros estão abaixo da média nacional de 1,8 médico por mil habitantes, outra justificativa para importar médicos de Cuba, Portugal e Espanha.

A ideia de trazer médicos de fora revoltou as associações médicas e tem provocados protestos de profissionais e estudantes de Medicina (por exemplo, em Hermann Hoffman: Os critérios para a vinda de médicos estrangeiros).

Livro do Luiz Carlos Azenha
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

A Trama de Propinas, Negociatas e Traições que Abalou o Esporte Mais Popular do Mundo.

Por Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni e Tony Chastinet



43 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Juan Carlos Raxach: Carta de um médico cubano - Viomundo - O que você não vê na mídia

18 de julho de 2013 às 11h37

[…] Fátima Oliveira: A charlatanice e o escárnio da importação de médicos Padilha, a campanha eleitoral e a falta de médicos no Brasil […]

Responder

Dr. Rosinha: Médicos estrangeiros são bem-vindos - Viomundo - O que você não vê na mídia

17 de julho de 2013 às 10h41

[…] Fátima Oliveira: A charlatanice e o escárnio da importação de médicos Padilha, a campanha eleitoral e a falta de médicos no Brasil […]

Responder

Fátima Oliveira: Quem deve lavar as louças sujas são os governos - Viomundo - O que você não vê na mídia

16 de julho de 2013 às 11h31

[…] Fátima Oliveira: A charlatanice e o escárnio da importação de médicos Padilha, a campanha eleitoral e a falta de médicos no Brasil […]

Responder

Arthur Chioro: Todo apoio à contratação de médicos estrangeiros - Viomundo - O que você não vê na mídia

02 de julho de 2013 às 13h21

[…] Padilha, a campanha eleitoral e a falta de médicos no Brasil […]

Responder

Luís Carlos

29 de maio de 2013 às 15h53

A medicina está muito bem no Brasil. É resolutiva. As entidades médicas não são elitistas. Tem vagas suficientes para graduações em medicina. Não faltam médicos. Médicos não cobram para atender pelo SUS… …querem que acreditemos nisso??? Temos estudantes de medicina e médicos que não sabem diagnosticar dengue. Não conhecem sequer a “prova do laço”, da dengue. Outros tem dificuldade em diagnosticar leishmaniose. Tem até médico, de muitos anos de formado, que viaja para regiões endêmicas para a febre amarela e não se imunizam antes, quase morrendo…
A formação médica brasileira está descolada da epidemiologia do país, e portanto não é resolutiva para os principais agravos em saúde e devemos acreditar que está tudo bem com a prática médica nacional? Uma das provas disso é a quase manutenção de alguns indicadores da saúde pública brasileira, sem melhora significativa, como a mortalidade materna. Aliás, sobre isso, são poucos hospitais no país que conseguem ter baixo índice de partos por cesárea, e são muitos os casos de gestantes que se queixam de serem pressionadas por médicos para não fazerem parto normal, sendo forçadas a fazer cesárea. Nosso indicador de casáreas no país é bem maior do que o preconizado. É mais rápido e permite mais agendas para médicos??? A gestante não “sabe” e não “pode” decidir sobre isso?!?!
Quantos médicos brasileiros aceitariam vínculo com dedicação exclusiva?

Responder

pablo

29 de maio de 2013 às 10h46

viva Cuba e sua Revolução Socialista ! Só assim para ter expressivo número de médicos por habitante. Mesmo sofrendo um bloqueio econômico criminoso e genocida, Cuba é topo no ranking mundial ! E os reacinhas querem falar de direitos humanos…

Responder

O ministro Padilha, a campanha eleitoral e a falta de médicos no Brasil | novobloglimpinhoecheiroso

28 de maio de 2013 às 21h00

[…] Luiz Carlos Azenha, via Viomundo […]

Responder

Marcos W.

28 de maio de 2013 às 16h38

Entre um médico cubano, ou de qualquer outra nacionalidade, e médico nenhum, prefiro o médico cubano, com ou sem revalida. Se for comparar com os abdel ou com as virgínias da vida, então, nem penso muito. Sou pobre, moro longe, e quero tratar minhas perebas! Mas o pior é ver um país que faz exame da ordem para bacharéis e não faz exame de habilitação para excercer a medicina. Entre a vida e a liberdade, diz o Direito, a vida é precedente! A falta do exame só pode ser consequência da falta de médicos no mercado, já grande, e que tornaria-se infinitamente maior!

Responder

    Marcos W.

    28 de maio de 2013 às 16h43

    A falta de exame para médicos brasileiros é consequência da reduzida formação, ou do olho-gordo dos médicos, o que dá na mesma e tanto faz. É passar por cima e pronto!

Agostinho Neto

28 de maio de 2013 às 15h52

Não há movimento contra a vinda de médicos cubanos, espanhóis ou portugueses! Há um movimento legítimo contra a vinda de médicos sem habilitação dos seus diplomas por meio de prova. O governo mostra a metade da verdade. Inglaterra: 37% de médicos de fora, EUA 25%, Canadá 22%, Austrália 17%… Vai perguntar quantas provas um médico faz para trabalhar em qualquer destes países! Vai perguntar se as provas são fáceis! Vão perguntar se algum deles entrou lá, e trata os pacientes de lá, sem que seus conhecimentos tenham sido checados. Claro que não. Por que a dispensa de prova para vir para o Brasil? Agora, pergunta quanto o governo da Inglaterra, EUA, Canadá e Austrália investe em saúde. Compare com o investimento brasileiro. Não há médico em inúmeras pequenas cidades do interior porque o prefeito (ou o governador) não quer que haja. Porque é mais barato comprar uma ambulância (superfaturada) e levar os pacientes para despejar nos serviços do SUS das grandes cidades, já insuficientes. Nesses rincões, não falta apenas médicos: faltam serviços de saúde, equipe de saúde (enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, nutricionistas). Faltam medicamentos, exames simples, dosagem de glicose, radiografia, exame de escarro para tuberculose. Faltam medicamentos (que deveriam ser gratuitos). Falta vontade de investir de verdade na saúde, e rigor da população para cobrar seus direitos. Trazer médicos de fora (sem avaliação de suas capacidade), sem domínio da língua, sem qualquer condição de trabalho, é pura enrolação!

Responder

fausto

28 de maio de 2013 às 14h58

Olha os médicos já manda na qualidade ou “falta de qualidade”da saude do brasil. Agora querer mandar no governo se pode ou não pode importar médico aí já é demais. Eles que mandem na vida deles. Precisamos de médico e pronto. Os médicos brasileiros só querem trabalhar em lugares que tem vida boa. Não querem ir pro interior do Brasil. Se forem médicos bons, que venham sim e vamos tratá-los muito bem e eles que tratem bem nós brasileiros. Se tivesse jeito de importar políticos da china eh mais seria bom heim ….

Responder

Fátima Oliveira: A charlatanice e o escárnio da importação de médicos - Viomundo - O que você não vê na mídia

28 de maio de 2013 às 13h06

[…] O ministro Padilha, a campanha eleitoral e a falta de médicos no Brasil […]

Responder

Lu Witovisk

28 de maio de 2013 às 09h07

A discussão aqui está muito boa, só vou botar mais lenha na fogueira:

Podemos não gostar do Padilha, podemos nunca dar um voto a ele. MAS a verdade é: o Brasil precisa levar médicos onde não há. Se pra isso, precisaremos importar profissionais, que venham!

Quem está no interior e não tem ninguém para lhe dar atendimento, vai agradecer a Dilma e o Padilha sim qdo chegarem medicos. Até eu ficaria grata. E honestamente, não vejo problema nisso. Agora se isso é ruim pq é “eleitoreiro”, eu prefiro que se mexam para fazer algo, do que manter a situação do jeito que está.

Responder

    Laís Almada Cordeiro

    28 de maio de 2013 às 13h21

    Onde a médica Lu Witovisk trabalha?

    Lu Witovisk

    28 de maio de 2013 às 21h33

    Não desfoque do assunto querendo desclassificar o comentarista. Não sou médica, sou cidadã que precisa, como todos, de atendimento médico, isso já me qualifica a ter uma opinião. Se discorda, use agumentos.

francisco pereira neto

28 de maio de 2013 às 00h28

Quem acha que o ministro Padilha é um azarão como possível candidato ao governo de São Paulo vai quebrar a cara.
Só esse PDF já é o suficiente para credenciá-lo como candidato.
Médico por médico São Paulo tem que escolher Alexandre Padilha como governador.
Alckmin é tão bom médico, assim como é governador.
Se eu precisasse de um médico com certeza não escolheria Alckmin, assim como nunca o escolhi como governador.
Vai ser ruim lá em Pindamonhangaba.

Responder

Paulo Fernandes

27 de maio de 2013 às 22h46

Os postos de trabalho dos serviços contratados pelo SUS e até dos serviços públicos, sejam federais, estaduais ou municipais são ocupados por médicos filiados à cooperativas de trabalho médico. É mais barato para os governos do que fazer concursos. Eis a verdade.
É preciso que essa história venha à tona.

http://cooperativismoeideias.blogspot.com.br/2010/12/temas-as-cooperativas-de-trabalho.html#!/2010/12/temas-as-cooperativas-de-trabalho.html

AS COOPERATIVAS DE TRABALHO

II – SÍNTESE RETROSPECTIVA DA ORIGEM DAS COOPERATIVAS DE TRABALHO

O florescimento das Cooperativas de Trabalho no Brasil tem muitas versões e diversidade de datas e até contradições o que nos impede de definir literalmente a sua origem . Porém, O livro Princípio Cooperativo e a Força Existencial do Trabalho nos faz um relato que me parece o mais coerente das pesquisa cientificas até então realizadas, cujo quadro acima nos evidência no seu fluxograma, a sua evolução do qual transcrevo imparcialmente.

“…As causas que deram origem as Cooperativas de Trabalho vamos encontrar, tanto nas classes mais abalizadas, como os médicos e os intelectuais, como na operárias, duas condições especificas: a proletarização e o desemprego. O índice do custo de vida no Brasil com a moeda desvalorizada em mais de 100% (outubro/80), promove, cada vez mais a valorização do capital em detrimento do trabalho. Isto somado a fatores como:

Þ Incentivo à política centralizada;
Þ a abertura econômica a uma política de mercado com sensível tendência ao capital internacional;
Þ baixos salários

Levou o País a uma crise alarmante para aqueles que vivem do seu trabalho.
A crise da medicina, começada em 1924, para se transformar em proletarização em 1980, sem uma política sócio-educacional, leva a uma elitização da profissão, sem respaldo no meio social.
Essa foi a origem inicial do cooperativismo de trabalho. As Unimedes/ Cooperativas de trabalho médico nasceram da proletarização e do desemprego dos médicos.”
Daí o incentivos as outras classes, que pouco a pouco foi crescendo e atingindo todas as camadas de trabalhadores.

Tudo isso nos leva a afirmar imperativamente que a evolução Trabalho x Capital, que começou com a escravidão, em seguida passou pela servidão do sistema feudal, e que alcançou importantes conquista com o trabalho assalariado e que evolui hoje decisivamente para mais uma etapa que podemos definir como uma nova conquista, consciente e definitiva que podemos denominar como O QUARTO ELEMENTO, ou seja a terceirização cooperativada. É verdadeiramente uma grande mudança, pois o trabalhador quando empregado de uma empresa, presta um serviço ao capital e em resultado desse serviço, existe uma venda da força de trabalho, sem contudo o capitalista oferecer retorno sobre o produto desse trabalho. Já em uma cooperativa de trabalho é o próprio trabalho e não o serviço, este sim, medida de mensuração da mercadoria capitalista.
Por tudo isso, Cooperativismo de Trabalho é uma resposta concreta, e viável à geração de novos empregos, sobretudo para a ocupação dos abusivos índices de desemprego para uma melhor distribuição de renda, agregando as classes menos favorecidas.

Responder

Adriano

27 de maio de 2013 às 22h34

Tenho curiosidade em algumas questões: todos os médicos formados no Brasil passaria sem problemas na prova de validação do diploma? O Conselho Federal de Medicina garante que todos os médicos formados no Brasil são capazes de responder tranquilamente esta prova? O Conselho Federal de Medicina Garante a qualidade de todas as faculdades de medicina do país?

Responder

    Graciete Lima

    28 de maio de 2013 às 00h05

    Sr. Adriano a Revalidação de diploma, aqui chamdo REVALIDA, é um procedimento corriqueiro em praticamente todo o mundo. NUNCA é para quem se forma no país, compreenda. Deixe de bobagem, como o formado aqui vai revalidar o diploma. É por aí. O REVALIDA é feito pelo Ministério da Educação e o da Saúde, não tem nada a ver com O Conselho Federal de Medicina!
    Portaria Interministerial nº 278 que institui o Revalida, veja no Diário Oficial da União 18 de março de 2011
    http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=12&data=18/03/2011

    Lu Witovisk

    28 de maio de 2013 às 08h49

    Graciete não confunda alhos com bugalhos. A dúvida do Adriano é mais que pertinente. Num país onde houve a proliferação de faculdades mequetrefes, que vendem diplomas, inclusive de médico. É mais que urgente a prova estilo OAB para todos os formados. É disso que o Adriano está falando.

    É ironia não dar direito a maus advogados de exercer a profissão e liberar a porteira a todos que se formam em medicina.

Nanda

27 de maio de 2013 às 22h32

Isso é Brasil!!!
Conheço médicos concursados federais que ganham bem mas não cumprem carga horária. Deveriam cumprir 8h/dia e a maioria não cumpre 2h e trabalham em cidade de médio porte. Pode até ser que tem muitos compromissados, mas conheço poucos. A maioria só quer o emprego e o salário no fim do mês.

Responder

    Lu Witovisk

    28 de maio de 2013 às 08h53

    É isso ai e tem os medicos em capitais que RECEBEM para dar aulas em universidades públicas e estão sempre em seus consultórios… Pq os médicos não podem viver com o mesmo salario que professores universitarios de outras areas vivem???? Simples, status! a maioria que é médico, o é por STATUS e não por vocação.

    Graciete Lima

    28 de maio de 2013 às 13h17

    Oi LU, publica os dados da pesquisa que diz que médico só quer status, minha santa… Se a pesquisa não existe seja pelo menos séria.
    Pense que a atitude do Padilha de querer médicos estrangeiros no Brasil no momento é apenas para adiar o enfrentamento dos subsalários que o governo paga por aqui para brasileiros nos empreguinhos temporários e sem nenhuma garantia de direitios, em troca do dever de trabalhar. É uma atitude no mínimo reprovável, não acha?

    Lu Witovisk

    28 de maio de 2013 às 21h48

    Graciete, respondo por aqui, porque o seu comentario não é habilitado para resposta.

    Lá vai:

    Não,não há a pesquisa que diz com numeros que medicos querem status, mas não faz muito tempo saiu a pesquisa que dizia que no Brasil estava havendo um problema: os médicos em formação estavam escolhendo muito a cirurgia plastica, enquanto outras especialidades menos glamourosas estavam com carencia de estudantes. 2- Não vão onde são necessários, vão onde tem $$. 3- o governo abriu chamadas para medicos com inicial de 10 mil reais + auxilio moradia, etc… Não encontraram medicos. Um professor com doutorado AGORA esta variando entre 4500 e 7500 o inicial numa universidade publica e sem auxilios, vai para onde abrir concurso. Interessante né?? pq será?? será mesmo que é pq são tão altruistas e penalizados com o sofrimento humano, que não querem ir para onde não tem recursos por não saberem como lidar com o sofrimento alheio?? A julgar pelos poucos médicos humildes que conheci (3), acho que não.

    Nunca disse que o salario não deve ser revisto, mas não vai adiantar. Estamos no Brasil, os medicos saem em sua maioria da classe media-alta há seculos, essas pessoas não enfrentarão os rincões nem com um pote de ouro esperando.

    a verdade é O POVO PRECISA DE MEDICOS

    QUE VENHAM OS ESTRANGEIROS.

    Lu Witovisk

    28 de maio de 2013 às 21h59

    ps. tem tanta gente feliz com os “empreguinhos” do governo em tantas áreas, vivem, sem medo, criam suas familias. Mas médico não, médico não pode. Fala serio.

Paulo

27 de maio de 2013 às 21h41

Se é para trazer médicos de fora sem qualificação e sem necessidade de revalidação do diploma. Porque não fazer uma prova nacional que possa ser prestado por enfermeiros e que o transformem em médicos se passarem.

Muito melhor dar 6.000 empregos para brasileiros do que para cubanos.

Responder

    Lu Witovisk

    28 de maio de 2013 às 08h56

    Pela madrugada! A formação de enfermeiros é muito importante, mas é diferente da formação de médico. SE fizessem o que vc propõe só aumentaria o caos.

    Graciete Lima

    28 de maio de 2013 às 13h19

    Lu, você é médica? Pura curiosidade

    Lu Witovisk

    28 de maio de 2013 às 21h54

    E vc Graciete?? é enfermeira?? é médica?? é artista plastica?? Tanto faz o que somos. Somos todos cidadãos de um país cheio de injustiças, não me venha com corporativismo barato que não cola.

    Não queira mudar o rumo da conversa. Há muito tempo os médicos vem se afastando da população e não me venha dizer que é mentira. Ora, basta uma mestrado para cobrarem 500 reais a consulta, quem não tem $$ não é atendido. Esqueceram o juramento faz tempo.

    Não sei pq tanto estribuchar, os medicos que virão não vão tirar mercado de ninguém, vcs sabem ler numeros?? vejam que ainda há muita gente neste país para ser atendida, só tem um problema: a maioria só pode pagar pouquinho, serve?

Julio Silveira

27 de maio de 2013 às 21h20

Acho que nenhuma categoria profissional, que não responde aos interesses da sociedade, pode querer brecar ou pautar politicas que buscam solucionar as deficiencias e os interesses da cidadania, com base apenas em seus próprios interesses. Quando a intransigência extrapola a realidade o estado deve fazer sobrepor o interesse da cidadania e impor com convicção a resposta as suas necessidades em seu nome. Afinal estão lá para isso, para olharem e buscar solucionar as necessidades de todos.

Responder

J Souza

27 de maio de 2013 às 19h54

Está cheio de médicos especializados sem ter onde trabalhar em lugares onde há sim muita gente precisando. A prova disto é que há filas no SUS na maioria das capitais e grandes cidades do país. Há demanda, mas prefeituras e governos estaduais não contratam.

Querem mão de obra barata, sem especialização, para tapar “buracos” em pequenas cidades, para esconder os grandes “buracos” nas grandes cidades. Só para dizer que fizeram alguma coisa…

Se querem salvar vidas na Amazônia, comprem helicópteros ou façam convênios com as Forças Armadas para o transporte dos doentes.
Quem tiver interesse, procure saber quanto tempo demorou o socorro ao Odair, médico, então prefeito de Coari, assassinado por um vereador, que depois se tornou prefeito…

O cara diz que vai contratar um médico para Eirunepê (AM), ou Alvarães (AM), ou Sena Madureira (AC), mas nem sabe onde fica…
Pergunta se o Dr. Cubano vai trabalhar na comunidade que fica a 3 horas de Coari (AM), dentro do lago. Ou a 3, 4 horas de Tefé (AM), dentro do lago…
Será que ele sabe que só o município de São Gabriel da Cachoeira (AM) é do tamanho de Cuba??? E que é maior do que Portugal???
Pergunta do Dr. Português como ele vai tratar uma septicemia nesses lugares…
Pergunta dele se dá tempo de chamar o socorro, ou de levar nem que seja uma aminofilina (se pelo menos isto tiver!) para salvar uma criança com crise grave de asma…
Pergunta para o Dr. Espanhol se ele gosta de andar de “voadeira”… Há grávidas que andam horas numa dessas até o hospital mais próximo quando as parteiras não conseguem resolver… Haja médico estrangeiro para colocar em cada comunidade a horas de viagem das sedes das cidades…

Quando o médico salva, ele é “deus”. Mas quando o paciente morre, é esse “deus” que fica pensando em como não conseguiu salvar a vida daquela pessoa. E se isso acontecer por falta de recursos, só muita frieza para ficar vendo gente morrer. Terão os médicos cubanos, portugueses e espanhóis tanta frieza assim?

Há pessoas que ficam tão “embriagadas” pelo poder que até esquecem o que aprenderam na Faculdade de Medicina…

Responder

    Francisco

    27 de maio de 2013 às 21h39

    “Se querem salvar vidas na Amazônia, comprem helicópteros ou façam convênios com as Forças Armadas para o transporte dos doentes.”.

    Amigo, tu sabes o tamanho da Amazônia?

    Vou te propor uma coisa:

    Que tal esse seu helicoptero sem custo e sem CPMF fazer um dos seguintes trajetos?

    1) Todos os médicos brasileiros ficavam nas cidades pequenas e o povo de “Sum Paulo” ia pros médicos de helicoptero, ou…

    2) Todos os médicos ficam em São Paulo e Rio e litoral e são levados para os sertões a cada espiro dos paciêntes.

    ##

    Tu já ouviu falar em médico da familia, medicina preventiva ou em medicina remediocêntrica?

    Cara, eu já vi muita viagem, mas essa sua “de helicoptero”…

    J Souza

    27 de maio de 2013 às 22h04

    Não só sei como vivo no meio dela… Saindo do sudeste, viajo horas para chegar até aqui!
    E já vivi a realidade que descrevi…
    O helicóptero não é para viajar mil quilômetros, mas para resgatar as pessoas doentes nas comunidades e levá-las para pólos melhor aparelhados, se houverem…
    Venha visitar a nossa realidade. Você será bem-vindo!

    J Souza

    27 de maio de 2013 às 22h16

    É muito fácil falar em fazer medicina com estetoscópio sem saber que existem infarto do miocárdio, atonia uterina, mal asmático, hemorragia subaracnóide…
    Se alguém pensa que o povo da Amazônia não tem essas doenças, está muito enganado… E essas doenças não se curam dando só paracetamol e soro… E muito menos esperam horas ou dias para serem tratadas…
    É por essas e outras que muita gente não respeita os médicos, muitos nem sabem o que é ver uma pessoa entre a vida e a morte… E muito menos tem idéia de que muitas vezes se pode salvar a vida dessa pessoa, ou deixá-la, pelo menos, com menos sequelas…
    Medicina não é só tratar pressão alta, tem que se estar preparado para suas complicações também. Assim como também não adianta só fazer pré-natal, tem que se estar também preparado para as complicações do parto.
    Felizes daqueles que desconhecem sobre o que estou falando…

Tetê Sanches

27 de maio de 2013 às 19h41

O ministro Padilha deve saber a diferença entre postos de trabalho e emprego, de CLT e de concurso, eu acho que sabe.
Na vida real posto de trabalho não significa emprego, apenas um lugar que dá trabalho. Na área de saúde é assim. Para médicos principalmente. Há muitos postos de trabalhos, que são ocupados por cooperados de cooperativas médicas (a cooperativa é uma burla legalizada da lei, um trambique para o empregador não empregar ninguém – sugiro uma matéria sobre as cooperativas médicas), contratos temporários draconianos, pagamentos contra recibos,sem nenhuma garantia trabalhista, na rede pública e na rede privada. Ele sabe. A presidenta Dilma também sabe.
Cada vez que ele inaugura uma UPA não há concurso, nunca houve, as pessoas que lá vão trabalhar são contratadas em geral sem carteira assinada, ganhando por plantão.É assim que a roda gira e é por tal motivo que o SUS não possui um quadro próprio de funcionários, um quadro real. Os governadores e os prefeitos atuam da mesma forma que o governo federal. Fazer concursos pra que? Ou você trabalha assim ou está condenado a morrer de fome no Brasil.
A situação seria outra se houvesse concurso para os 146.867 postos de trabalho que a saúde gerou. O problema da falta de médico em grande parte está aí. Os governos não fazem concursos para os postos de trabalho existentes. E quando aparece um concursinho aqui e outro acolá é para uma mixaria de vagas e aquele salariozinho de fome. Mesmo assim raramente um médico que passa num concurso não assume o emprego. Claro que assume, porque o emprego é uma garantia de aposentadoria.

Responder

    Jussara

    27 de maio de 2013 às 21h07

    Boa hora para se discutir jornada de trabalho na administração pública, plano de cargos e salários e acúmulo de cargos. acho um absurdo que um médico acumule dois cargos na administração pública e ainda encontre tempo para fazer seu consultório. Tomemos como exemplo um médico que trabalhe de plantão em Taguatinga e que esteja na asa norte às 7hs para cumprir jornada de trabalho em ambulatório, Para mim, só se for gẽnio, pois é impossível tal proeza, alguém irá pagar por isso e esse alguém é o coitado do paciente, mas isto não ocorre só em Brasília, e sim no País inteiro, já passei por esta situação em Brasília, em Maceió e em João Pessoa, faz de conta que trabalho 30h, que faz de conta que ganho bem por isso. Sejamos francos a sociedade deveria exigir melhores condições de saúde com médicos de qualidade, com salários decentes e jornada de trabalho compatível. Não ao acúmulo de cargos públicos, façamos como a rede SHARA, que exige jornada exclusiva

Maxwell

27 de maio de 2013 às 19h39

Teve protesto na minha cidade também. Mas na rede pública daqui, por exemplo, faltam vários profissionais, principalmente psiquiatras.

Responder

Marta D.

27 de maio de 2013 às 19h22

Sabe o que eu acho Azenha? É que o Padilha “viajou na maionese”. E viajou porque está desesperado atrás de um slogan de campanha e não consegue porque ele é um ministro comum, a diferença é que um tuiteiro. Está no governo Dilma desde o primeiro dia e não consegui imprimir uma marca própria. E agora que é candidato a governador precisa de uma. Foi buscar no estrangeiro e está se estrepando. E bem. Falta de uma assessoria de primeira qualidade. Se cercou de gente que jamais fará sombra a ele, quanto à capacidade política. O resto está explicado. Está pagando um preço alto.

Reproduzo, porque cabe, comentário que fiz ontem no post Fátima Oliveira: A atitude corajosa e pedagógica da atriz Angelina Jolie (dom, 26/05/2013 – 21:47)

O ministro Padilha quase nunca é sensato, uma pena que ele seja assim. Fala demais. Não escuta quase nunca. Só ele fala.
Agora desandou mais ainda, com essa conversa que é ele o candidato do PT a governador de São Paulo. E desandou porque é um ministro que não conseguiu imprimir uma “marca dele” no Ministério da Saúde, que não fossem as trapalhadas que criou. Primeiro, com a Rede Cegonha e foi detonado pelas feministas, obrigando à presidenta Dilma até colocar no Ministério da Mulher a feminista Eleonora Menicucci, com a finalidade de acalmar os ânimos e de dar alguns LIMITES no Padilha no que se refere à saúde da mulher, porque o cara é puro Vaticano.
Agora nos últimos dias ele tentou trazer, primeiramente, 6 mil médicos cubanos, agora médicos estrangeiros de qualquer parte, como uma grande jogada de dizer que era para colocá-los nos lugares que os médicos brasileiros não querem trabalhar, nas periferias das grandes cidades e em cidadas remotas. Assim teria o slogan de “o ministro que levou médicos para os pobres”.
Slogan perdido, tantas as confusões que ele criou.
Criou confusão pra todo lado porque o argumento dele é mentiroso. Os médicos brasileiros querem empregos de verdade e não contratos temporários, com prefeituras que se sentem donas dos médicos e mandam médicos embora por qualquer cara amarrada do prefeito.
Alegam que há prefeituras pagando 25 mil por mês a médico e não arruma. Claro que não arruma e nem vai arrumar. 25 mil mensais qualquer médico, que não seja preguiçoso, ganha isso em qualquer capital. Então por que vai para o interior ser capacho de prefeito e com o risco de ser mandado embora a qualquer hora?´

https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/fatima-oliveira-a-atitude-corajosa-e-pedagogica-da-atriz-angelina-jolie.html

Responder

    Theles

    27 de maio de 2013 às 19h47

    O seu argumento é ótimo para que o Padilha dê prosseguimento ao programa. Além dos médicos não irem para as regiões mais pobres e cidades menores, competem entre si, acumulam cargos, prestam um péssimo serviço a população, muitas vezes faltam por acumular cargos demais ou por dar preferência a quem paga mais, e ainda reclamam dos salários baixos pagos pelas prefeituras das capitais e muitas vezes fazem greve por isso. Faça-me o favor, é uma vergonha a classe médica brasileira.

    E tem mais viu, sendo eu do interior de Minas Gerais, posso afirmar que médico e como DEUS nas cidades do interior e regiões mais pobres. Os pacientes sempre são muito gratos pelo atendimento prestado e sempre lhes tem na mais alta conta.

    O que eles não querem é que este descalabro seja exposto para que a situação possa continuar assim eternamente.

    Cibele

    27 de maio de 2013 às 20h45

    Perfeito, isso é a verdade na cara de quem aguentar. Os médicos dão preferência a quem paga mais, ou a quem paga, SIM! Tem gente sendo atendida há anos no HC, mas pagando!E quem precisa não é chamado nunca, uma vergonha. Pegam um monte de informações da gente e utilizam em benefício de quem paga. Fora o que não sabemos. É uma merda! Não se pode acreditar nessa gente, um bando de direitistas. Sou a favor da vinda de médicos progressistas, humanistas, seja lá de onde for!

    Claudio

    27 de maio de 2013 às 20h16

    “Alegam que há prefeituras pagando 25 mil por mês a médico e não arruma. Claro que não arruma e nem vai arrumar. 25 mil mensais qualquer médico, que não seja preguiçoso, ganha isso em qualquer capital. Então por que vai para o interior ser capacho de prefeito e com o risco de ser mandado embora a qualquer hora?´”

    Do Padilha não discuto mas eis aí um bom argumento pra chamar os cubanos……

    Paulo Fernandes

    27 de maio de 2013 às 22h34

    Não entenderam nada do que a Marta escreveu. Um dos motivos é a ignorância de como se dá o trabalho médico em nosso país, inclusive nos serviços públicos. É um trabalho quase escravo, já que não tem assegurados os direitos trabalhistas. Os postos de trabalho existentes são preenchidos através de cooperativas médicas (os hospitais privados e públicos pagam as cooperativas, que repassam os ganhos aos médicos, segundo o número de plantões ou outro trabalh exercido) de contratos que só tem deveres, o de trabalhar principalmente, sem férias sem nada, ganhando por plantão. Agora me digam: por que o governo federal faz vistas grossas a isso? Os governos estaduais e municipais agem da mesma maneira. Há postos de trabalho, mas não há concursos com vagas suficientes para o preenchimento dos postos de trabalho necessários e existentes.

    Tania

    28 de maio de 2013 às 00h48

    É tão verdadeira esta afirmativa que médico ganha muito no interior, 25, 30 mil, que os prefeitos estão em campanha contra o piso salarial de médicos, dentistas e enfermeiros. Médicos 9000 4h e 18000 8h. Se fosse assim estariam felizes pois é bem menos que eles dizem pagar. Gente, o que eles querem é enganar vocês, querem medicina pobre para pobre e de qualidade para ricos. Os médicos brasileiros são doutores, como na Venezuela, Colômbia, El Salvador e das ciências médicas de Cuba. Mas que raios vem a ser licenciados em medicina? Paramédicos? Sou a favor da vinda de médicos com revalidação de título como eu tive que revalidar o meu na Argentina, é o mínimo. E respondendo a alguém, antes de haver a revalida criada pelo MEC, aqui no RS a prova era a da AMRGS, a mesma que nós fazíamos para ingressar na residência médica, que os gaúchos faziam sim.


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!