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Até quando as urnas brasileiras não permitirão a verificabilidade do voto?

02 de abril de 2012 às 12h09

por Wagner Medeiros, Gleudson Varejão, Carlos Eduardo Rodrigues Saraiva e Ruy José Guerra Barretto de Queiroz, no Investimentos e Notícias, sugestão de Amilcar Brunazo Filho

Testes públicos de segurança das urnas eletrônicas brasileiras, com vistas ao pleito municipal de outubro, foram realizados no Tribunal Superior Eleitoral nos dias 20, 21 e 22 de março de 2012, com a participação de 24 especialistas em informática, divididos em nove grupos, que atuaram como se fossem hackers [crackers*], segundo informações do TSE.

Conforme amplamente veiculado na imprensa, um grupo da Universidade de Brasília (UnB) conseguiu quebrar a segurança da urna eletrônica. A quebra consistiu essencialmente em recuperar a sequência dos votos, o que permite violar o sigilo das opções de cada eleitor desde que eles tenham acesso à lista de eleitores que votaram na seção.

“Conseguimos recuperar 474 de 475 votos de uma eleição na ordem em que foram inseridos na urna”, revela o coordenador do grupo, Diego Freitas Aranha, professor de Ciência da Computação da UnB, que fez doutorado em criptografia pela Universidade de Campinas (Unicamp).

Originalmente o plano de teste previa a recuperação de 20 votos, mas o próprio TSE desafiou o grupo a resgatar 82% dos votos de uma fictícia sessão eleitoral com 580 inscritos – percentual que equivale à média de comparecimento nas eleições brasileiras.

A exemplo das edições anteriores dos testes, o tempo limitado de acesso à urna eletrônica, três dias, impede avanços ainda mais significativos na quebra da segurança do sistema eletrônico de votação.

O número de acusações de fraudes nas eleições em volta do nosso país cresce a cada ano, mas o STE nunca viu tais acusações como fraudes comprovadas. O problema de termos um sistema eleitoral com a responsabilidade de administrar, regular e fiscalizar o próprio sistema eleitoral complica a confiança no sistema, afinal é difícil acreditar que alguém vai admitir perante os seus superiores que cometeu um erro e pra correr o risco de perder o emprego e colocar em cheque o “cem por cento seguro”.

Em busca de melhorar a segurança e a confiabilidade dos seus sistemas eleitorais de votação (SEV), muitos países têm apostado em dois requisitos essenciais.

Princípio da publicidade: ser capaz de demonstrar que o resultado eleitoral foi correto. Isso significa que o conteúdo do voto tem de ser público e conferível pelo eleitor no local de votação e pelo fiscal de partido durante a apuração.

Princípio do sigilo do voto: não possibilitar a identificação do autor do voto. É fundamental para se evitar a coação de eleitores, que é uma fraude com poder muito forte de distorcer o resultado eleitoral.

Sistemas de votação com verificabilidade fim-a-fim permitem que os eleitores auditem se seus votos são expressos como destinados, coletados como elencados, e contabilizados como recolhidos, ou seja, proporcionam uma apuração capaz de ser conferida pela sociedade civil.

Essencialmente, os sistemas de votação com verificabilidade prestam a garantia aos eleitores de que cada etapa da eleição funcionou corretamente. Ao mesmo tempo, os sistemas de votação devem proteger a privacidade do eleitor e evitar a possibilidade de influência e coação eleitoral dos eleitores. Vários sistemas de votação com verificabilidade fim-a-fim têm sido propostos, variando em usabilidade e praticidade.

Normalmente, os sistemas de votação de criptografia usam um quadro de avisos públicos onde os funcionários eleitorais publicam informações que os eleitores e outros agentes envolvidos usam para o processo de verificação. No momento da votação, os eleitores podem, opcionalmente, receber um comprovante de preservação da privacidade de seu voto. Após os votos serem contados, os resultados e a verificação da informação são exibidos no quadro de avisos. Os eleitores podem então utilizar os seus comprovantes para verificar se os seus votos foram recolhidos, conforme esperado, e qualquer partido pode verificar se o registro está correto em relação aos votos recolhidos. Se algum eleitor encontra uma discrepância, ele tem algum tempo para um registro de litígio, antes de o resultado ser certificado.

Mais formalmente, o que tem sido variavelmente chamado E2E (em inglês, “End-to-End” ou Fim-a-Fim), votos codificados, criptografia, ou auditoria de sistemas abertos de voto, são os sistemas que preservam o sigilo eleitoral, proporcionando:

Verificabilidade do eleitor: algum tempo depois de lançar o seu voto, cada eleitor pode confirmar que seu voto foi “recolhido como elencado”, verificando a preservação da privacidade da recepção da informação contra um registro público de recibos postados pelos funcionários eleitorais.

Verificabilidade universal: qualquer pessoa pode verificar que os votos foram “contados como recolhidos”, ou seja, a correspondência postada é correta com relação ao registro público dos recibos postados.

Com relação a eleições de auditoria aberta, há apenas um pequeno número de implementações relevantes, entre elas citaremos alguns casos de eleições realizadas atualmente que proporcionaram a verificabilidade do voto e alguns sistemas que proporcionam este funcionamento.

O sistema Helios é o primeiro sistema de eleição de auditoria aberta baseado na web, ele está disponível ao público, qualquer pessoa pode acessá-lo, criar e proceder uma eleição e qualquer pessoa pode auditar todo ou qualquer parte do processo. Devido ao voto ser feito pela web, o Helios ainda é um sistema que pode ser atacado por um coercivo, ficando o sistema ainda dependente de muita confiança nas eleições. Não obstante, tem sido utilizado em clubes sociais, entidades estudantis e outros cenários fora do embate político partidário público.

O eleitor pode sofrer algum tipo de coerção em votações on-line, como é o caso do Helios, um coercivo pode ficar fiscalizando por trás do seu ombro se ele realmente está votando em quem prometeu, ou até mesmo um coercivo poderia sair por aí com um notebook coletando pessoas que queiram comercializar os seus votos. Já buscando uma solução para este tipo de ataque, alguns protocolos de segurança procuram reduzir o risco de coerção, permitindo que os eleitores anulem o seu voto coagido posteriormente e habilitando uma nova votação, mesmo assim ainda não é uma solução definitiva, pois o eleitor mal intencionado, poderia usar este artifício para vender seu voto várias vezes a coercivos diferentes.

O sistema Scantegrity, assim como o Helios, trata-se de sistema de votação eletrônico que também objetiva a verificabilidade do voto. Inicialmente ele foi testado por eleitores de Takoma Park, no estado de Maryland – EUA, como forma de permitir que os eleitores acompanhassem o boletim de voto através da Internet e verificassem se seus votos realmente haviam sido registrados conforme depositados.

O Scantegrity é um projeto desenvolvido por um especialista em criptografia em conjunto com investigadores acadêmicos, de diversas universidades e atualmente encontra-se na sua 2º versão. Baseado em técnicas de criptografia, o sistema pode ser introduzido nos leitores ópticos das urnas, onde os eleitores depositam o seu voto preenchido com uma caneta de tinta especial.

Após votar, é visto no boletim de voto um código com três dígitos, de fácil assimilação, escrito com tinta invisível e que apenas é visível quando o eleitor seleciona o seu candidato. Este código então poderá num segundo momento ser utilizado para verificar, através de um site pertencente à instituição responsável pela eleição, se o voto foi ou não corretamente contabilizado.

Em Israel o recurso de criptografia visual está sendo implantado para ajudar a fortalecer a segurança das urnas. A votação para a liderança do Partido Meretz no mês passado  se deu através do sistema Wombat de votação eletrônica, que faz uso da criptofia visual, e que foi desenvolvido pelo Centro Interdisciplinar Herzliya e a Universidade de Tel Aviv usando o código escrito pelo especialista em criptografia Douglas Wikstrom do Royal Institute of Technology (KTH) em Estocolmo.

O método de criptografia visual consiste em criptografar uma informação visual (imagens, texto, etc) de tal maneira que, para a decriptação, dispensa a ajuda de equipamentos. No sistema usado nas eleições israelenses o eleitor escolhe o candidato desejado na urna, recebe uma cédula impressa que consiste de duas informações: uma corresponde ao voto desejado e a outra uma informação encriptada com criptografia visual. O eleitor digitaliza a parte criptografada com a ajuda de uma espécie de leitor de código de barra, que copia o código para a internet para uma consulta posterior do próprio eleitor, em seguida ele corta o voto, separando-o da informação criptograda e o cobre com um lado do papel que já está inserido na cédula, de forma a esconder a sua escolha e o deposita na urna.

Em 2011, a Argentina iniciou a implantação de equipamentos eletrônicos denominados Vot-Ar de 2ª geração, com registros simultâneos impresso e digital do voto. Na Província de Salta, 33% dos eleitores votaram nas novas urnas com voto impresso e a previsão é de ampliar para 66% em 2013 e 100% dos eleitores em 2015.

No Brasil as urnas eletrônicas ainda são de 1º geração, e não permitem a verificabilidade do voto. Resta indagar: até quando?

PS do Viomundo: O excelente blogueiro Hélio Paz, do RS, alerta nos comentários para o uso do termo hacker em vez de cracker no texto acima.

Por favor, troquem “hacker” por CRACKER. Quem trabalha com Software Livre sabe que a diferença é enorme: o hacker é “do bem”, pois abre, transforma e compartilha código livre para que outros desenvolvedores de aplicativos não precisem resolver um problema que já foi resolvido e tornou-se de domínio público. Já o cracker é aquele que quebra um determinado código com o objetivo de cometer algum crime. O cracker é o “do mal”. Esse é um grave erro de grande parte da imprensa brasileira.

Corretíssimo. Mas, como o texto não é nosso, optamos por colocar o cracker, entre colchetes, e postar o comentário do querido Hélio.

Wagner Medeiros dos Santos, Mestrando, Centro de Informática da UFPE
Gleudson Varejão Júnior, Mestrando, Centro de Informática da UFPE
Carlos Eduardo Rodrigues Saraiva, Mestrando, Centro de Informática da UFPE
Ruy José Guerra Barretto de Queiroz, Professor Associado, Centro de Informática da UFPE

Leia também:

Amilcar Brunazo Filho: “Ridícula a tentativa do TSE de minimizar descoberta da UnB”

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36 Comentários escrever comentário »

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Professor acompanhou relato de hacker: ‘Fraude plausível, muito séria’ « REPÚBLICA BANANA PEOPLE

14/12/2012 - 15h37

[…] Até quando as urnas brasileiras não permitirão a verificabilidade do voto? […]

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Professor acompanhou relato de hacker: ‘Fraude plausível, muito séria’ | Samico

13/12/2012 - 19h53

[…] Até quando as urnas brasileiras não permitirão a verificabilidade do voto? […]

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Professor acompanhou relato de hacker: ‘Fraude plausível, muito séria’ « Viomundo – O que você não vê na mídia

13/12/2012 - 10h57

[…] Até quando as urnas brasileiras não permitirão a verificabilidade do voto? […]

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Voto eletrônico: Hacker de 19 anos revela no Rio como fraudou eleição « Viomundo – O que você não vê na mídia

11/12/2012 - 20h15

[…] Até quando as urnas brasileiras não permitirão a verificabilidade do voto? […]

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Amilcar Brunazo: Mais uma evidência de que o Brasil está na contramão « Viomundo – O que você não vê na mídia

30/06/2012 - 11h22

[…] Até quando as urnas brasileiras não permitirão a verificabilidade do voto? […]

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Pitagoras

04/04/2012 - 19h08

Resposta: NUNQUINHA cumpade! Afinal de contas o TSE garante e defende com unhas e dentes a perfeição de mais esse invento brasileiro, que curiosamente não é adotado em nenhum país dito civilizado.
Mais uma vez o MUNDO se curva à genialidade tupiniquim.
E.T. E sabe porquê "NUNQUINHA? Cui bono! (A quem interessa?)
Como é bom viver num país tão ético…

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    Amilcar Brunazo

    06/04/2012 - 03h38

    Pitágoras, mais de 60 países vieram conhecer as urnas brasileiras. Alguns levaram exemplares para testar. Nenhum deles adotou nossas urnas. Os que testaram, negaram a confiabilidade.

    Alex Mendes

    24/10/2012 - 23h00

    Essas urnas NÃO SÃO BRASILEIRAS!

    Como ja disse o Amilcar Brunazo em outra reportagem aqui, ele é de uma empresa americana.

    O TSE espalha essa inverdade, de que as urnas são brasileiras.

    Que país é esse?

Adriano José

04/04/2012 - 05h36

E como ficaremos reféns deste sistema eleitoral mesmo e fingir que todos os processos de votação fora honesto!?
Aos políticos, mostrem as caras!
Tende haver verificabilidade de alguma forma e também uma auditoria e que gozem da fé pública!

Responder

PAULO CASTELANI

03/04/2012 - 18h14

Esse refrão que a culpa por termos politicos ruins é do povo eu não concordo plenamente, porque se a urna eletronica ( ratoeira eletronica ) desvia os votos dos candidatos, então como podemos atribuir ao povo que está votando errado ? imagina só os SUPER PODERES atribuidos a justiça eleitoral 1) faz as regras 2) executa 3) julga . Prá piorar: O sistema criado não permite auditoria no resultado … E ainda criaram uma lei que QUEM OUSAR DUVIDAR DA JUSTIÇA É INDICIADO POR CRIME POR ´LITIGANCIA DE MA FÉ ' http://www.youtube.com/watch?v=fczeRV3JKhk então ? culpa do povo ????????

Responder

janete

03/04/2012 - 10h37

tá explicado porque o PSDB sempre vence em Sampa.

Responder

    Beatriz

    03/04/2012 - 11h48

    Explica também 3 vitórias do PT para presidente?

    JULIO/Contagem-MG

    04/04/2012 - 19h28

    As tres eleiçoes vencidas pelo PT, eram para ser de goleada, só não foram, porque tentaram fraudar
    as eleiçoes, mas ficaram com medo de uma revolta popular.

ricardo

03/04/2012 - 09h50

amigos, concordo em parte com o que foi dito.

o ponto fundamental é que o voto impresso é imprescindível, mas não deve chegar às mãos dos fiscais de partido através do eleitor. o eleitor deve poder conferi-lo e depois depositar em uma urna. se ficar com o comprovante, os fiscais exercerão pressão sobre ele até tomar esse comprovante do eleitor.

nos grotões, é comum se pedir comprovação do voto. o velho voto de cabresto. o grande dilema do TSE é exatamente esse : como tornar público o voto sem que os velhos "coronéis" se aproveitem disso ?

na continuidade desse trabalho, os meus colegas de UFPE necessitarão de mais elementos para propor uma alternativa viável, considerando o cenário brasileiro, onde eleitores votam sob ameaça de coronéis, jagunços, milicianos, traficantes e outros elementos estranhos ao processo em si. mas os exemplos citados são muito bons.

um ponto a considerar, na análise de viabilidade das propostas, é o custo e a facilidade de uso, considerando que o nível de formação dos habitantes em Israel é muito superior aos nossos irmãos brasileiros.

acho louvável que o tema seja discutido, dessa vez, em tom moderado e respeitoso, com argumentação bem fundamentada. Não pela pura e simples vontade de atacar todo o processo, como fazem os pseudoespecialistas barulhentos, que adoram os holofotes, trazendo brumas e dando azo a polêmicas.

parabenizo os meus colegas da UFPE pelo trabalho realizado, é assim que podemos progredir.

cordiais saudações
Ricardo Recife

Responder

    Amilcar Brunazo

    03/04/2012 - 17h43

    Ricardo, fico contente que você tenha gostado da matéria que indiquei para publicação. Mas você continua o mesmo, dando palpite sem entender do que está falando. A proposta de voto impresso que está no Art. 5º da Lei 12.034 diz explicitamente que o voto será visto (através de um visor) e confirmado pelo eleitor e então depositado numa urna lacrada, SEM CONTATO MANUAL DO ELEITOR COM O VOTO. Você devia se informar melhor antes de dar palpites.

    Ricardo

    05/04/2012 - 10h58

    Brunazo, você não tem jeito mesmo. sempre grosseiro e equivocado. não entende o que lê ?

    Não vou perder tempo contigo. você sempre distorce o que foi dito, e vem com mais verborragia raivosa e equivocada.

    Nem perco meu tempo te dizendo que é óbvio que sei que não há contato manual na proposta do TSE. Já foi assim antes, ou você esqueceu ? a idade está te dando problemas de memória ? esqueceu que os eleitores reclamaram do visor, de não ter contato manual ? acho que sim. defendi uma proposta, e não descrevi o processo proposto pelo TSE. tenta entender, a tua raiva está confundindo a tua cabeça.

    é a última que te respondo.

    não vou perder tempo com quem distorce o que digo. não respondo mais a você. não vou transformar um debate técnico em questão pessoal, se é isso que você quer, perde seu tempo. esqueceu que aqui é fórum para debates, e não apenas para uma única opinião, que você quer que forçosamente seja a sua ? nem parece do PDT, parece aliado do Serra. daria um belo ditador. mas aqui é um campo democrático. se não aguenta debate, análise de outras opções, vá a outro local. não é se posicionando assim que você conseguirá a atenção das pessoas, muito menos o seu respeito.

    Ricardo
    Recife.
    ps : senhores moderadores, respondi nesse tom porque infelizmente o brunazo não tem demonstrado maturidade, apesar de muita idade,muita mesmo, para responder nada. sempre distorce tudo e quer criar briguinhas de adolescente frustrado. espero que não bloqueiem mais uma vez a minha resposta. dêem voz aos dois lados. não responderei a mais nenhuma provocação do sr brunazo, ele infelizmente não sabe debater civilizadamente, se comporta como um adolescente raivoso, numa briga constante para demonstrar que tem razão em tudo, tentando desqualificar qualquer opinião divergente. não levo em consideração provocações de quem não levo a sério.

    Amilcar Brunazo

    06/04/2012 - 03h35

    Ricardo Recife, eu endureci minhas respostas a você, somente depois de você me qualificar como "pseudoespecialista bocudo falando besteira". E fiz isso não por eu seja "adolescente frustado" como você diz agora, mas sim por que sou um velho impaciente com a demora da autoridade eleitoral em implantar um sistema eleitoral cuja confiabilidade não dependa da palavra de alguns áulicos e da crença cega de outros.
    Você também disse, depois de desfiar argumentos equivocados, que a urna eletrônica brasileira era boa. Por ser boa para contar o seu voto. Para o MEU VOTO, não é. E, como qualquer eleitor comum, eu teria que ter o direito conhecer, compreender e sindicar a apuração do meu voto SEM PRECISAR DE CONHECIMENTOS ESPECIALIZADOS, como estabeleceu a jusrisprudência do Tribunal Constitucional alemão. Leia o cap. 4 do 1º Relatório CMind.

    Diego F. Aranha

    03/04/2012 - 23h24

    Ricardo, o fato é que o único mecanismo que a urna eletrônica atual aplicava para "embaralhar" os votos e evitar o voto de cabresto foi demonstrado por nós como completamente frágil nos testes públicos de segurança do TSE. O acesso ao código-fonte sequer pode ser considerado informação privilegiada, visto o enorme número de pessoas que já tiveram acesso a esse fonte ao longo dos anos.

    Na outra discussão, você encheu-se de pompa ao afirmar que trabalhava com segurança da informação e fez uma porção de análises completamente equivocadas a respeito do tema. Exemplos: (i) o teste público envolveu acesso irrestrito à urna (quando na verdade a nossa urna se comportou como em qualquer dia de eleição e permaneceu lacrada por todo o tempo); (ii) só se pode quebrar sigilo com a urna aberta (falso, nós derrotamos a parte do sigilo que competia à urna eletrônica apenas analisando produtos públicos por lei de uma votação oficial); (iii) que qualquer fraude exige roubo ou alteração da urna, quebra de "criptografia alta" e corrida contra o tempo (falso novamente, nosso ataque permite a um "coronel" comprar os votos e verificar com precisão se os votos comprados foram de fato a seu favor, isso tudo sem nenhuma pressão de tempo ou quebra de criptografia, o que não deixa de ser também uma fraude).

    Agora você vem aqui cheio de pompa novamente apontar que essa é a direção correta a se seguir e exigir que a discussão seja de alto nível. Por favor, decida-se: a urna atual repentinamente deixou de ser satisfatória para você e precisa de substituta?

renato

02/04/2012 - 21h57

Meu Deus !!! Gente Eu só quero votar, é confiável ou não?
Tá difícil me dizerem!
Por que tá difícil de entender?
Meu voto é do Presidente, não posso perder meu voto.Preciso garantias.
Me ajuda aí!

Responder

    Amilcar Brunazo

    03/04/2012 - 17h49

    È simples, Renato.

    Quando o sistema eleitoral eletrônico não permite ao eleitor conferir se o registro digital do seu voto (RDV) foi gravado com o seu voto mesmo, como é o caso das urnas brasileiras, o sistema não é confiável.

    Quando o sistema permite que o eleitor, ainda no local de votação, possa verificar se o voto gravado está correto, como as urnas argentinas, venezuelanas, bélgas e algumas norte-americanas, então o sistema é confiável.

    No Brasil, o conteúdo do registro do voto é secreto para o próprio eleitor. No resto do mundo , não.

Julio Silveira

02/04/2012 - 18h43

Enquanto cidadãos aceitarem sem pestanejar o vinho de Jim Jones.

Responder

CC.Brega.mim

02/04/2012 - 17h53

papelzinho então?

Responder

Pacheco

02/04/2012 - 17h23

Em 1962, quando Jânio Quadros saiu vencedor(não votei nele) a seção a qual fazia parte, a mesa tinha 5 mesários, 1 suplente e 1 presidente e uma fila quilomêtrica.Como se diz popularmente virava o quarteirão.
Em 2010, quando DILMA foi ungida vencedora, a seção que voto tem na sua composição 2 mesário, 1 suplente e 1 presidente. A fila não tinha mais que duas ou três eleitores. Tudo melhorou. Rápidez. Eficiência.Humor e o raio-que-os-parta. A turma da guilhotina veem com tudo para querer desacreditar a NOSSAS ELEIÇÕES. Será que sempre teremos o complexo "vira lata", achando sempre que o de fora é melhor e tem mais garantia. Então vamos adotar as prévias dos do norte, que mais furada que peneira de abanar café.

Responder

Urbano

02/04/2012 - 17h12

Por enquanto os gênios só mostraram que sabem invadir; fazer um sistema não invasivo, ainda não.

Responder

Luis

02/04/2012 - 16h24

Os autores são bem intencionados, sem dúvida, mas parecem não ter experiência em processos eleitorais brasilieiros.

Onde está o problema? No fato de que o eleitor vai ter a cédula em mãos, e isto vai trazer de volta o voto de cabresto, em alguns lugares chamado de "voto carreirinha".

É um problema do sistema argentino, onde talvez eles não tenham esta preocupação. No Brasil, seria o paraíso dos "currais eleitorais".

Pior é este sistema israelense, que transmite pela Internet. E quem garante que o voto não vai ser mudado? E se houver um ataque de negação de serviço durante a eleição, pára tudo?

O que é bom na teoria nem sempre é bom na prática…

Responder

    Amilcar Brunazo

    03/04/2012 - 18h04

    Luis, como eu já respondi ao Renato, no sistema brasileiro, o voto impresso é visto e confirmado pelo eleitor, através de um visor sem que o eleitor possa tẽ-lo em suas mãos.
    No sistema argentino (o meu preferido) o registro impresso do voto ( que é usado na auditoria) e o registro digital (que é usado na apuração) estão juntos num mesmo meio físico (A Cèdula Eletrônica do Voto). Se o eleitor levar a cśdula para fora da seção eleitoral, seu voto simplesmente não será apurado.

    Vocês se equivocam quando subestimam os que propõem a verificabilidade do voto

Edson

02/04/2012 - 14h57

Uma vez vi a entrevista do presidente do STE na tv. ele disse que a urna nao poderia ser atacada por ¨hackers¨ etc e tal. E quem está falando de hackers? Eu quero saber porque eu tenho que confiar em todos os funcionários envolvidos que tem acesso ao programa da urna. Não sei quem são eles. Não sei se o software instalado nas urnas antes da votação serão os mesmos que foram testados pelo pessoal da UnB. Não sei sei a introdução dos dados dos candidatos na urna não vai introduzir um programinha para alterar os votos. Não sei se o programa de criptografia, que pelo que sei, foi feito pelo pessoal da ABIN (ex-SNI) nao vai alterar os votos ou enviar a lista dos votos para outro lugar qualquer. Nã osei porque tem que digitar o numero do titulo de eleitor para liberar a urna para a votação, pra que isso?

Responder

heliopaz

02/04/2012 - 14h36

Azenha, Conceição e demais amigos do Vi o Mundo,

Por favor, troquem "hacker" por CRACKER. Quem trabalha com Software Livre sabe que a diferença é enorme: o hacker é "do bem", pois abre, transforma e compartilha código livre para que outros desenvolvedores de aplicativos não precisem resolver um problema que já foi resolvido e tornou-se de domínio público. Já o cracker é aquele que quebra um determinado código com o objetivo de cometer algum crime. O cracker é o "do mal".

Esse é um grave erro de grande parte da imprensa brasileira.

[]'s,
Hélio

Responder

    Conceição Lemes

    02/04/2012 - 15h19

    Salve, Helio Paz! Obrigadíssima. Como o texto não é nosso, colocarei um PS com as tuas observações. bjs

    rodrigo.aft

    02/04/2012 - 16h52

    oiiiii… Conceição,

    ainda estou de castigo ou ja posso usar "rsrs" de novo?

    curiosidade… acho q o entendimento médio é q "rs" ou "rsrs" é um riso (não risada) moderado, tipow… sorriso…
    já o "kkkkkk" é risada, gargalhada, ou muito divertida ou debochada…

    estou correto? então pode ver q na maioria absoluta dos meus comentários, usei "rsrs", não "kkkkk", certo?

    apreensivo pelo resultado da deliberação, RSVP!!!

    (brincadeirinha, Conceição, só quero saber se aquele mal entendido sobre colocar ou não certos tipos de artigos "dirigidos", personalistas, na minha opinião, aqui no site já foi esclarecido… foi? expliquei a contento ou restam dúvidas? estou aqui pra denunciar tramóias, trocar idéias, não criar caso com o povo… rsrs…)
    (epa! não sei se posso usar "rsrs" ainda…)

    rodrigo.aft

    02/04/2012 - 16h57

    Conceição,

    dúvida núm. 2: como faz pra ganhar "bjs" no lugar de "abs"?

    não q eu me sinta discriminado, mas só fiquei curioso… vai q eu possa ganhar tbém… não custa perguntar… rsrs…

    rodrigo.aft

    02/04/2012 - 16h39

    ô helio,

    já cansei de falar isso pro povo… aqui já foi montes…

    lá no tijolaço fiz a mesma observação e o site (parece q) adotou a nomenclarura correta, e usar aquivos pdf no lugar de doc, xls e semelhantes para divulgação de doctos públicos.

    é isso! informação e contra-informação usadas para deixar o leitor médio desinformado e com menor capacidade de reação e indignação, bem como mais fácil para os defensores da censura digital jogarem todos os "rebeldes" contra a RIAA-ECAD, sopa, pipa e semelhantes no mesmo saco.

    inclusive naquela comissão da câmara sobre direitos dos internautas, parece q já se usa, corretamente, o termo "cracker".

    ALIÁS, CUIDADO, PESSOAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    OS GOVERNOS, A EXEMPLO DA DIMINUIÇÃO DA DEMOCRACIA DIRETA, ESTÃO ASSINANDO ACORDOS SOBRE CENSURA E "DIREITOS AUTORAIS" DA INTERNET SEM O AVAL DO CONGRESSO OU CONSULTA POPULAR.

    ASSINAM ESSES ACORDOS POR MEIO DE DECRETOS, NA CALADA DA NOITE, SEM CONSULTAR NINGUÉM, PARA FORTALECER O LOBBY MUNDIAL DO "DIREITO AUTORAL" E PARA MELHORAR O PAGAMENTO DOS GRANDES FORNECEDORES DE CONTEÚDO E REDE FÍSICA DA INTERNET.

jaime

02/04/2012 - 13h06

Voto eletrônico sem comprovação e jabuticaba; nem na Argentina (de novo os argentinos!) tem.

Responder

Outro Antonio

02/04/2012 - 12h51

É temerário e duvidoso o sistema de votação no Brasil. Com os esquemas de corrupção a solta, fraudar urnas é apenas um detalhe. E o TSE dá margem à fraude, pois não há possibilidade de auditagem de votos. Porque será? Porque o Supremo extinguiu o papelzinho? É uma vergonha esse Judiciário.

O Judiciário brasileiro não tem o direito de sobrepor-se à decisão do Legislativo que não ofende preceito constitucional, e a impressão do voto – interna à maquina de votação – não viola o sigilo do voto.

Vamos recorrer e lutar contra este absurdo. Há uma inacreditável tendência do Judiciário brasileiro de não permitir ser controlado e auditado. Para que? Porquê o Judiciário no caso dos votos teima em não ser transparente? Será que se investigarmos vamos encontrar uma resposta das trevas?

Responder

Vinicius Garcia

02/04/2012 - 12h34

No Brasil temos o estigma de não se mexer no que aparenta segurança, mesmo que essa aparência seja superficial, o TSE diz que a urna é segura e ponto, se não for segura fica sendo. Só mesmo através de grande mobilização e discussão ante o tema, é que veremos algo mudar.

Responder

Bonifa

02/04/2012 - 12h27

Até o dia em que neoliberais e coronéis perderem completamente a esperança de voltarem ao poder.

Responder

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