VIOMUNDO

Amilcar Brunazzo Filho: “Ridícula a tentativa do TSE de minimizar descoberta da UnB”

23 de março de 2012 às 15h07

por Conceição Lemes

Nessa quinta-feira, 22, o repórter Luís Osvaldo Grossmann,do site Convergência Digital, revelou:

Um grupo da Universidade de Brasília (UnB) conseguiu quebrar a segurança da urna eletrônica, nos testes promovidos esta semana pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles conseguiram recuperar a sequência dos votos, o que, ao menos em tese, permite violar o sigilo das opções de cada eleitor.

“Conseguimos recuperar 474 de 475 votos de uma eleição na ordem em que foram inseridos na urna”, revela o coordenador do grupo, Diego Freitas Aranha, professor  de Ciência da Computação da UnB, que fez doutorado em criptografia pela Universidade de Campinas (Unicamp).

Originalmente o plano de teste previa a recuperação de 20 votos, mas o próprio TSE desafiou o grupo a resgatar 82% dos votos de uma fictícia sessão eleitoral com 580 inscritos – percentual que equivale à média de comparecimento nas eleições brasileiras.

A exemplo das edições anteriores dos testes, o tempo limitado de acesso à urna eletrônica – três dias, entre 20 e 22/3 – impediu avanços ainda mais significativos na quebra da segurança do sistema eletrônico de votação.

O TSE minimizou o êxito do grupo coordenado por Diego Aranha, professor Adjunto do Departamento de Ciência da Computação da UnB, do qual fazem parte André de Miranda, Marcelo Monte Karam e Felipe Brant Sacarel,todos técnicos servidores do Centro de Informática (CPD) da universidade.

O secretário de TI do TSE, Guizeppe Janino, disse que a reordenação  de votos, que o professor Diego Aranha demonstrou ser possível, não teria quebrado o sigilo do voto porque não teria apresentado o nome dos eleitores.

Em entrevista a O Globo, o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do TSE, afirmou:

… não houve violação da urna eletrônica durante o teste, porque os especialistas tiveram acesso a um código…

… “Foi dentro de um ambiente controlado. Isto numa situação real seria absolutamente impossível porque ele não teria acesso à fonte”

…O eleitor pode ficar tranquilo que não é uma quebra, porque esta não era uma situação real e não há como vincular a sequência de votação ao eleitor”, disse o ministro.

“Ridícula a tentativa do TSE de minimizar a descoberta do professor Diego”, adverte o engenheiro Amílcar Brunazo Filho. “Tentando desconversar, o TSE utilizou argumentos grotescos e até ilógicos. Fizeram isso, para esconder a própria incompetência.”

Há anos Amilcar Brunazo Filho denuncia a vulnerabilidade das urnas eletrônicas brasileiras. Formado em Engenharia na Escola Politécnica da USP, ele foi pesquisador do Laboratório de Sub-sistemas Integráveis (LSI), onde estudou Criptografia e Inteligência Artificial. Especialista em segurança de dados, é moderador do Fórum do Voto Eletrônico.  Daí esta nossa entrevista.

Viomundo — O senhor sempre foi um crítico da urna eletrônica brasileira. Alertou inclusive que ela não era à prova de fraude. O que significa o feito do professor Diego Aranha?

Amilcar Brunazo — As urnas eletrônicas têm de atender a dois requisitos essenciais:

1) Princípio da publicidade: poder demonstrar que o resultado eleitoral foi correto.
Isso significa que o conteúdo do voto tem de ser público e conferível pelo eleitor no local de votação e pelo fiscal de partido durante a apuração.

2) Princípio do sigilo do voto: não possibilitar a identificação do autor do voto. É fundamental para se evitar a coação de eleitores, que é uma fraude com poder muito forte de distorcer o resultado eleitoral.

A urna eletrônica brasileira nunca atendeu corretamente ao requisito de transparência (publicidade). Por exemplo, o nosso eleitor não pode ver o conteúdo do Registro Digital do seu voto (o eleitor argentino e o alemão podem).

Até agora, acreditava-se que a urna preenchia o requisito do sigilo do voto.

Por lei (art. 59 da lei 9.504), cada voto confirmado pelo eleitor é gravado num arquivo chamado Registro Digital do Voto (RDV); é de forma embaralhada para que não pudesse ser usado para identificar a ordem de votação.

Aliás, vale lembrar aqui que um dos requisitos na antiga lei do voto manual (Inc IV do art. 103 do Código Eleitoral) já exigia que a urna de lona fosse suficientemente larga para embaralhar os registros (cédulas) do voto.

Pois bem, o professor Diego conseguiu desembaralhar o arquivo RDV. Com isso, provou que as urnas não garantem o sigilo do voto: uma vez ordenados os registros dos votos, há muitas formas de se coagir eleitores por identificação do voto de cada um.

Viomundo — Daria para trocar em miúdos o que o professor Diego conseguiu?

Amilcar Brunazo — Ele pegou o arquivo do RDV de uma urna eletrônica — um dado público que, por lei, é disponibilizado aos partidos depois da eleição — e desembaralhou os votos, colocando-os na mesma ordem em que foram votados.

Assim, basta aos fraudadores (que queiram coagir eleitores) anotar a ordem de votação dos eleitores e eles poderão identificar o voto de cada eleitor.

Existem outras formas de coação dos eleitores a partir de uma lista ordenada dos votos, como  anotar a hora do voto de um dado eleitor (e depois co-relacionar com a hora nos arquivos de log que também são públicos),  o voto marcado (usa um voto cheio de zeros para marcar o início da sequência de votos de eleitores coagidos) e o  voto de cabresto pós-moderno (se vale da correlação entre candidatos peculiares, como descrito pelo professor Jorge Stolfi, da Unicamp).

Viomundo –  O TSE minimizou a importância do feito?

 

Amilcar Brunazo –  Com certeza, numa reação de auto-defesa, o TSE tentou atenuar a desconfiança gerada pela descoberta do professor Diego.

Viomundo – Por que o TSE fez isso?

Amilcar Brunazo — Para esconder a própria incompetência, já que sempre divulgaram que o RDV era embaralhado e garantia o sigilo do voto.

Aliás, quem apareceu, primeiro, dando desculpas pelo TSE  foi o secretário de TI, que é exatamente o responsável pelo projeto e operação das urnas. Ou seja, é aquele que deveria propiciar as garantias e não o fez.

Portanto, ridícula essa tentativa do TSE de minimizar a descoberta do grupo da UnB. Para tentar desconversar, o TSE utilizou argumentos grotescos e até ilógicos. Disse que “conseguiu-se refazer o sequenciamento dos votos apresentados pelo Registro Digital do Voto (RDV), sem contudo quebrar o sigilo do voto“.

Tentaram, assim, induzir à ideia de que desembaralhar os registros do voto não seria importante.

Mas por que, então, o embaralhamento era a exigência legal nos tempos do voto manual e também é praticado pelo TSE no voto eletrônico?

Eles insistem:  “sem contudo quebrar o sigilo do voto”.

Mas, numa fraude real (em campo), isso é feito pelas várias alternativas (citadas acima). Essas formas, que completam a fraude, independem da urna eletrônica e não têm como serem impedidas por ela.

Uma vez quebrada a defesa da urna, quer dizer, uma vez desembaralhado os votos, o restante da fraude ocorre fora dela e sem que ela possa mais defender.

Viomundo – O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, disse que “…isto numa situação real seria absolutamente impossível porque ele não teria acesso à fonte”;  “O eleitor pode ficar tranquilo que não é uma quebra, porque esta não era uma situação real e não há como vincular a sequência de votação ao eleitor”.

 

Amilcar Brunazo –  Acho que lhe ocorreu um lapso de memória. Nos seis meses que antecedem as eleições regulares, é obrigatória por lei (art. 66 da Lei 9.504) a apresentação do código-fonte para o Ministério Público,  OAB, partidos e demais interessados. Eu mesmo sempre tive acesso a esses códigos em todas as eleições desde 2000.

Repare como, convenientemente, ele desconsiderou que, em situação real,  toda esse gente (MP, OAB e partidos) e mais os funcionários de TI do TSE, da empresa de segurança (Módulo) e outros assessores contratados têm acesso ao código-fonte das urnas.

O que o professor Diego demonstrou, de fato, é que todo esse pessoal – que não é pouca gente – que tem acesso ao código-fonte das urnas, pode quebrar o sigilo do voto para, eventualmente, usar na coação de eleitores… E nós, da sociedade civil, não temos nenhuma outra defesa contra eles.

Se todos eles forem sempre honestos, tudo bem. Se algum deles for corruptível…..

Viomundo – O TSE continua insistindo que o sigilo não foi quebrado…

Amilcar Brunazo —  É óbvio que o sigilo foi quebrado durante os testes que simulavam o ambiente real.  Repito. O embaralhamento dos votos é um requisito legal e essencial para garantir o sigilo do voto que já existia antes mesmo das urnas eletrônicas e do RDV, como estabelecido pelo art. 103 do Código Eleitoral, que  diz:

” Art. 103. O sigilo do voto é assegurado mediante as seguintes providências: …
IV ­   emprego de urna que assegure a inviolabilidade do sufrágio e seja suficientemente ampla para que não se acumulem as cédulas na ordem que forem introduzidas”

e o art. 220 do mesmo CE diz que:

” Art. 220. É nula a votação:
IV ­    quando preterida formalidade essencial do sigilo dos sufrágios. “

Inequivocamente, o professor Diego demonstrou em testes que simulavam o ambiente real (como está dito no edital dos testes) que a urna eletrônica não assegura a inviolabilidade do sufrágio, já que, para quem conhece o código do software das urnas (como os funcionários de TI do TSE), é possível achar a ordem em que os registros dos votos (RDV) foram introduzidos.

Conclusão: deveriam ser nulas as eleições com urnas eletrônicas que não garantissem o embaralhamento dos votos.

Viomundo – Isso significa que eleições podem ser anuladas?

Amilcar Brunazo –  Nenhuma eleição será anulada por isso, porque o administrador eleitoral — que não soube fazer uma urna que garantisse o embaralhamento dos votos — e os juízes – que irão julgar se as urnas estão contra a lei — são exatamente as mesmas pessoas. Logo, nunca vão condenar a si próprios.

A nota oficial do TSE, dizendo que o desembaralhamento dos votos não quebrou o sigilo do voto, é uma mostra que eles são perfeitamente capazes de “reinterpretar a lei”, quando for necessário para esconder os próprios erros e incompetência administrativa.

Viomundo – E, agora?

Amilcar Brunazo — O TSE vai mudar o software para contornar esse tipo específico de ataque, mas isso não significa que o sistema ficou invulnerável.

Nunca foi nem nunca será invulnerável enquanto não for atendido o princípio da publicidade em sistemas eleitorais, como é exigido pelo Tribunal Constitucional da Alemanha.

O próprio professor Diego disse que se tivesse mais tempo e melhor ambiente de trabalho, ainda haveria possibilidade de se demonstrar outras vulnerabilidades.

Todo esse imbroglio só é mais uma demonstração de como é nocivo o acúmulo de poderes da autoridade eleitoral brasileira. Mas, dessa evidência de inconstitucionalidade os jornalões não falam, a OAB não reclama e o rebanho de brasileiros nem chega a compreender.

No fim, dá sempre nisso. A única garantia que o TSE oferece ao eleitor comum é que nós todos somos sempre muito honestos. Tipo la garantia soy yo.

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Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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[…]  Particularmente eu nunca confiei nesse sistema, ainda mais depois que andei lendo matérias sobre a violabilidade das ditas cujas. Se até entrada de cinema você guarda um pedaço do tíquete, então por qual motivo não se dar ao cidadão a oportunidade de serem tiradas todas suas dúvidas, com uma investigação independente. Só aceito continuar usando porque a Lei me obriga – sugiro ler http://www.viomundo.com.br/denuncias/amilcar-brunazo-ridicula-a-tentativa-do-tse-de-minimizar-descob…. […]

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Amilcar Brunazo

03/04/2012 - 20h17

Acaba de sair aqui no Viomundo, um outro artigo sobre a quebra da segurança das urnas eletrônicas.
O artigo foi escrito por um grupo acadêmico novo da UFPE, o que demonstra que finalmente o tema voto eletrônico começa a ser tratado no meio universitário com o cuidado e atenção que merece.

O novo artigo está em: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/ate-quand

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Amilcar Brunazo

27/03/2012 - 01h43

Finalmente saiu a reportagem da Agência UnB, a primeira a entrevistar os professores da universidade que conseguiram quebrar o sigilo do voto nas urnas eletrônicas.

Os depoimentos foram colhidos no final do 2º dia dos testes (que durou 3 dias).

Vejam as declarações dos representantes do TSE, ainda surpresos (ou seria estupefatos) com o sucesso da equipe do prof. Diego Aranha, reconhecendo o sucesso e a qualidade do ataque contra o sigilo do voto.

Posteriormente, na nota oficial, eles tentaram diminuir a importância dizendo que não teria havido quebra do sigilo, o que foi replicado por boa parte da grande imprensa "repetidora de press-release".

Vejam a matéria em:
http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia….

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rafael nunes

26/03/2012 - 16h21

vamos voltar ao voto escrito, então. dias de apuração e um resultado absolutamente confiável, como vimos nas eleições de 1982 no rs e no rj e na campanha de 1989. vamos adiante, país dos inteligentes!

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    Amilcar Brunazo

    26/03/2012 - 17h23

    Que besteira, Rafael. Eu não acho o voto escrito confiável, como também não é confiável o voto eletrônico puro (de 1ª geração).
    É muito melhor evoluir para sistemas eletrônicos de 2ª geração, que permitem ao eleitor conferir se seu voto foi gravado como ele quer, como está ocorrendo em todo o mundo desde 2004.
    Você pode preferir andar pra trás. Eu prefiro andar pra frente.

    Fernanda

    26/03/2012 - 21h56

    Sinceramente, acho que esse pessoal não quer entender o que está sendo dito aqui. Quem não está sendo inteligente é que não quer olhar para frente e ver que existem opções muito melhores do que as que estão sendo usadas hoje em nossa eleição. Você prefere parar no tempo e fechar os olhos para tecnologias que estão aí *PRONTAS* para serem usadas? Reclamar do sistema atual quer dizer que eu quero voltar para o antigo? Ou você está ganhando dinheiro com o sistema atual ou está faltando um pouco de atenção na sua leitura.

Bruno Leite

25/03/2012 - 12h19

“conseguiu-se refazer o sequenciamento dos votos apresentados pelo Registro Digital do Voto (RDV), sem contudo quebrar o sigilo do voto“.

Ora, se a conferência da validade do título de eleitor é feito na própria urna pelos mesários através de um teclado numérico periférico ligado à ela com fio, se para abrir cada "session" de votação (que é o correspondente eletrônico de uma cédula de votação de papel) se insere através desse tecladinho o número do título do eleitor, se a urna contém um banco de dados com os títulos válidos para a sessão eleitoral em que opera e é esse banco de dados que é acessado para abrir uma "session", se o sistema da urna impede que o portador de um título que já tenha votado venha a votar novamente na mesma eleição e essa mesma lógica será adotada para a identificação biométrica… então há um log em algum canto da máquina que contém a seqüência dos votantes, prontinha!

Não é preciso anotar nada! A urna eletrônica faz tudo!

O TSE – e qualquer pessoa ou empresa que tenha participado da elaboração da segurança das urnas – tem plenas condições de verificar em quais candidatos votou cada um dos eleitores que usaram a urna eletrônica desde 1996. E com a identificação biométrica que virá, sem chance de erro!

Responder

Mauro A. Silva

25/03/2012 - 09h37

O Brasil tem a melhor Justiça Eleitoral que o dinheiro pode comprar…

Responder

    Glaydson

    08/07/2013 - 15h50

    HAhahaha caraca concordo com o irmão de país… ha ha ha
    Ah não me aguentei de rir aqui…
    O amigo Polengo também tem razão… ha ha ha
    ai cara tem que rir pra não chorar…
    o Detran te multa e depois julga teu pedido de recurso… isso é muto engraçado…
    Brasil… Mostra a tua cara…
    É o povo tá acordando políticos corruptos…

everaldo

25/03/2012 - 09h22

Alarmismo, teoria da conspiração, o fato é que em quase 20 anos nunca se detectou um caso de adulteração ou manipulação de resultados!!!!!

Responder

    joaquim

    25/03/2012 - 12h56

    E você acha que o TSE permitira expor sua própria fragilidade e incompetência "em quase 20 anos" se tivessem detectado? Ou o coelhinho da páscoa vai visitar sua casa do próximo dia 8 de abril? Santa ingenuidade !

    everaldo

    26/03/2012 - 08h45

    Então o TSE é deus, omnipotente, porque é que os paranóicos não conseguiram provar nada até hoje? Além de paranóicos devem ser muito incompetentes!! A fraude na urna eletronica deve ser como deus, ninguem provou que existe, nem que nao existe, mas tem que gente que acredita, fazer o que?

    Werner_Piana

    27/04/2012 - 08h06

    vc é MAL INFORMADO, pelo menos.
    Tome tenência e assista a este video. Bem didático, "desenhado" mesmo. Se vc não entender, desista. Compre uma coletânea das melhores fábulas e espere pelo lobo mau…
    :/

Gerson Carneiro

25/03/2012 - 06h33

Essa urna que possibilita a identificação do eleitor e respectivo voto é o sonho do Çerra nas prévias do PSDB nesse domingo 25/03/12.

Responder

João Canali

25/03/2012 - 01h01

Tem uma fraude muito mais fácil de concretizar e ninguém atenta para ela. É a fraude que poderia se chamar de fraude Flamengo ou Corinthians, a vontade da maioria das pessoas (e toda maioria é burra em suas crenças) de votar naquele que vai ganhar ou, em outro viés, não errar solitariamente, como se o erro grupal fosse mais justificável… Então basta pagar a meia-duzia de indivíduos que fazem as totalizações dos institutos de pesquisa (não é preciso envolver os donos da coisa cujo acesso é mais arriscado), simples funcionários que não tem vínculo público algum, que não possuem a vida pesquisada por órgão público nenhum, que não pertencem a categoria profissional com ética própria ou de comportamento moral reforçado socialmente e fazê-los dar absurdos índices de aprovação ou intenção de voto a A, B ou C, o resto o efeito maria-vai-com-as-outras resolve.

Quanto a fraude do voto eletrônico existem diversas maneiras, quem já programou realmente em código de máquina sabe que debugar um executável produto de uma compilação é difícil até pelo próprio criados do compilador, quanto mais por um "especialista" que analisa só analisa o código fonte que lhe entregam sem nenhuma garantia que ele é que foi gravado nas urnas ou que na mesma tenha sido alterado o firmware ou qualquer OS que lá esteja gravado em ROM, as possibilidades são infinitas… O que foi entregue para a análise foi um arquivo de saída, formado pelo executável que trabalhou com o OS residente da urna, por mínimo que seja… Mas deixemos essas complicações de lado (nos EUA na segunda eleição do Bush, já utilizando urnas eletrônicas sem a hard copy que hoje adotaram na maioria dos estados… um programador de uma das terceirizadas que fabricavam urnas apareceu com 20 milhões de dólares… mas, tudo passou como teoria conspiratória… e foi abafado… a máfia petroleira fraudou as duas eleições de Bush…) e vamos pensar que qualquer mágico profissional diria para o capanga do coroné nordestino que quer se reeleger prefeito ou deputado federal que o voto de cabresto envolve muitas pessoas, na verdade milhares de pessoas… que seria muito mais fácil e barato colocar no bolso a meia duzia de mesários e fiscais eleitorais da zona eleitoral em alguma escolinha furreca e colocar uma urna eletrônica falsa (é fácil fazer uma) no lugar da verdadeira , enquanto está fica oculta com alguém votando nos nomes que bem quisesse.

Responder

José X.

24/03/2012 - 23h18

Acho que ninguém contesta que a votação eletrônica deveria ser passível de auditoria (através de paper trail ou qualquer outro processo), nem que o autoritarismo do TSE na questão é algo que transcende o bom senso.

Na verdade esse comportamento do TSE é apenas um aspecto do judiciário brasileiro como um todo, que age como um poder imperial e aristocrático, acima das leis.

Em outras palavras, o problema das urnas eletrônicas não é técnico, é político: enquanto a sociedade não exigir que o judiciário deixe de ser um poder imperial e aristocrático, as eleições eletrônicas vão ser feitas do jeito que o TSE quiser, e ponto final.

Dito isto, acho que o alarmismo em torno do assunto é exagerado, como outras pessoas já comentaram.

Mesmo com todos os defeitos, acredito que a eleições como são feitas hoje são muito, mas muito mais seguras do que as eleições que eram feitas com cédulas de papel, onde um coronel qualquer do interior poderia muito bem simplesmente sequestrar a urna e substituir as cédulas.

Responder

Joao Barbosa

24/03/2012 - 21h39

A verdade sobre as eleições no Brasil: http://www.votoseguro.org

Responder

Ricardo

24/03/2012 - 20h56

O que a equipe da UNB demonstrou foi uma possibilidade de violação, mas sem muita utilidade imediata.
Estamos numa "democracia" de milhões de votos. Controlar eleitores, por esse caminho, é simplesmente inviável, nas eleições que realmente importam: as prefeituras de grandes cidades, as estaduais e federais.
Alguém citou a questão do programa ser assinado digitalmente. E desceu a lenha em nós, amadores. Bom, eu sou amador. Mas não sou nem burro, nem desinformado. Não sei como é feita, mas imagino que a tal assinatura digital é feita ou pelo sistema operacional, ou pelo próprio programa da urna, se é que não são a mesma coisa. Se tanta gente tem acesso ao programa-fonte, imagino que o mesmo possa ser modificado e, ainda assim, usando as técnicas apropriadas, gerar o mesmo registro na assinatura, permitindo a validação da urna. Duvido que não haja pelo menos um punhado de caras no mundo que tenham a capacidade intelectual para tanto.
Vai daí que, se o programa for mudado, como não tem o papelzinho nem possibilidade nenhuma de verificação posterior do que foi gravado e transmitido, qualquer coisa pode ser gravada e transmitida. A rigor, nem o modelo argentino é seguro, nesse ponto. Um software apropriadamente modificado pode guardar a informação do voto do eleitor na RAM, exibi-la quando solicitado o RDV e gravar outra coisa no seu lugar. Quando se habilitar outro eleitor para votar, é só limpar a RAM. E nem se fale em solenidade pública de teste das urnas e lacre. Todo o processo pode ser previsto no software falso e funcionar corretamente.
Acho que fizemos um avanço extremamente importante, com as urnas eletrônicas. Mas a teimosia do TSE é insuportável. Entra presidente, sai presidente, e eles continuam com a mesma política estúpida. Impressoras quebram? E urnas eletrônicas, não? Usem essas impressorinhas de supermercado. As danadas imprimem, por dia, o equivalente a dezenas de eleições, e quase não falham.

Responder

    Amilcar Brunazo

    25/03/2012 - 19h49

    Ricardo, concordo com tudo menos com sua observação sobre o sistema argentino, porque este atende ao Princípio dos Sistemas Eleitorais Independentes do Software, conforme proposto pelo inventor da técnica de assinatura digital, PhD. Ronald Rivest.

    Ser independente do software, significa exatamente que: "nenhuma modificação não-detectada (pelos fiscais) no software possa modificar de forma indetectável o resultado da apuração".

    A máquina argentina permite, de forma indubitável, que o eleitor possa conferir, e eventualmente refutar, antes de sair do local de votação, o que foi gravado como sendo o seu voto no RDV.

    Também permite aos fiscias de partido acompanhar a apuração de cada registro do voto conferido pelo eleitor e ainda a verificar se o valor que saiu e o que chegou durante a transmissão dos dados são iguais.

    Leia o 2º Relatório do CMind para mais esclarecimentos.

RicardãoCarioca

24/03/2012 - 20h51

Sabem quantos átomos existem no universo? Estimativas apontam para algo em torno de 10 elevado a 500a potência.

Mesmo que a criptografia de um sistema eletrônico permitisse um número de combinações superior a de átomos no universo para ser quebrada, um simples mesário mal intensionado, após o horário eleitoral, poderia computar os votos dos faltosos nas urnas sob sua guarda.

Por que vocês acham que às 20h do dia da última eleição, só 0,5% dos votos em SP haviam sido processados? E que depois desse horário, numa velocidade vertiginosa, a totalização alcançava 60%? Com direito aos 60% terem a mesma proporção de votos entre os candidatos que havia nos primeiros 0,5%?

Sem papelzinho, sem a conferência do eleitor, sem a posterior auditoria física – se necessário -, não dá!

O problema é que o TSE se atém a discussão tecnológica, esquecendo-se do 'jeitinho brasileiro'.

Responder

    Amilcar Brunazo

    26/03/2012 - 10h30

    Uma característica marcante no discurso da autoridade eleitoral é que sempre está implícito que dentro dela só existem seres angelicais incorruptíveis.
    Eles não aceitam implementar nenhuma proposta ou método que tenha o poder de revelar uma fraude de origem interna de forma eficaz.

Hildermes Medeiros

24/03/2012 - 20h05

Se o Amilcar Brunazo Filho ataca o TSE, no sentido de instá-lo ao bom senso de implantar a impressão do voto, após o eleitor finalizar o procedimento da votação na urna eletrônica, para que o mesmo confira suas opções e possa ser feita, se necessária, uma auditoria na urna para aceitar e atender questionamentos dos partidos. Tudo mais do que bem. Lógico que do espelho do voto não deverá constar nada além das opções do votante, nada que o possa identificar, nem situar sua posição entre os votantes dessa mesma urna. Agora, deve ficar claro que, por mais que mostrem títulos e qualificações no campo da informática, e mais precisamente no campo da criptografia, o teste feito e o problema encontrado não são insuficientes nem para mostrar a fragilidade de uma única urna, quanto mais do processo eleitoral como um todo, seja somente numa zona eleitoral. Isso não quer dizer que se deva negligenciar no mais importante nisso tudo, mostrado pelo inesquecível Leonel Brizola, quando vivo e atuante, desde o início da adoção das urnas eletrônicas: a necessidade de um espelho (voto de papel) para que os eleitores e os partidos, e até mesmo a Justiça Eleitoral possa comprovar a lisura do pleito. Não é razoável que os eleitores continuem impossibilitados de conferir suas opções na urna eletrônica, os partidos sem meios de verificar os votos que recebeu na mesma urna, e que a Justiça Eleitoral não possa auditar e sanar as dúvidas que por ventura existam. Para um leigo, até algo simples como uma maquineta dessas que emite cupom de casas comerciais seria suficiente. As suspeições levantadas, que resultem numa auditagem, poderão isso sim, confirmarem a total lisura do pleito, com repercussões tecnológica e comerciais para o país, conduzindo a aceitação internacional de nossa urna eletrônica, simples e já bastante testada, ainda mais com a confirmação do voto através da digital que já está sendo adotada. Os sistemas eleitorais corruptos, lentos e inadequados, como o praticado nos EUA, irão para a lata do lixo da história.

Responder

SILOÉ-RJ

24/03/2012 - 19h44

Porque será que mesmo sendo para dar mais credibilidade ao pleito, o TRE SE NEGA PEREMPTORIAMENTE a implantar o COMPROVANTE DO VOTO???
E porque será que a despeito de todas as projeções DAS PESQUISASELEITORAIS inclusive as de BOCA DE URNA, em SÃO PAULO o resultado é sempre adverso???
Pelo visto em SÃO PAULO não é preto no branco, é preto no Preto.
Cabe a nós cidadãos, botar a boca no trombone e exigir a mudança desse sistema de votação, por um mais confiável, já nessa eleição.
Com a palavra também, os políticos de bem, se não quiserem ser garfados.

Responder

Leandroms

24/03/2012 - 18h57

Por acaso me aparece um anunico nesta página sobre táticas e estratégias para vencer eleições…

P.S. eu sei que não há muito controle sobre essas publicidades que aparecem

Responder

    Conceição Lemes

    24/03/2012 - 19h43

    Oi, Leandro, não temos. São anúncios do Google. abs

Fabio SP

24/03/2012 - 18h54

Eu também acho que a eleição da Dilma teve truta… acho que o Serra ganhou, mas alteraram tudo lá pelo Nordeste…

Responder

    RicardãoCarioca

    24/03/2012 - 20h35

    Para ser provocador barato, é necessário cérebro. Mas é legal ver oposicionistas tão iludidos e sem capacidade de argumentação. Estar fora do poder é simplesmente reflexo de suas habilidades mentais.

    ricardo recife

    25/03/2012 - 15h41

    fábio, serra perdeu no nordeste por um motivo simples : ele odeia nordestinos. e os nordestinos(me incluo no grupo) o odeiam.

    simples.

    não tem conspiração. é antipatia mesmo.

    aqui no recife vi várias placas dele pichadas, com chifres e tridentes. precisa mais ?

    cordiais saudações
    Ricardo
    Recife

    Geysa Guimarães

    25/03/2012 - 22h11

    Não mesmo, Fábio.
    Isso é coisa para o bico de Estados "superdesenvolvidos" , tipo São Paulo e Santa Catarina.
    Tecnologia aviária.

Betinho

24/03/2012 - 17h52

Sinceramente? Não me preocupo com esse tipo de quebra.
Minha preocupação não é com o HARD, mas com o SOFT.
Ou seja, eu digito o número do Hadad – 999 e o voto
é o voto é computado para o Besta 666.

Responder

    Geysa Guimarães

    24/03/2012 - 21h41

    Parece que estamos coincidindo quanto à preocupação.
    O exemplo que deu, sobre votar em Haddad e o voto ser computado para outro, é a
    "tecnologia" a que me referi em comentário anterior.

juarez campos

24/03/2012 - 16h18

Aqui em Pedregulho/SP, nas eleições municipais de 2008, solicitamos uma auditoria nas urnas, pois a eleição foi por demais estranha. Dizem que o sistema é inviolável, contudo eu fiz uma representação após a eleição para se fazer uma auditoria em razão de que várias urnas travaram durante o pleito. Urnas votaram sozinhas. Eu presenciei.As atas mostram os problemas que houveram. Urnas sem lacre. Urnas que dormiram nas escolas sob a guarda dos funcionários públicos da confiança do Prefeito candidato. Urnas que não mostraram a foto do candidato.
Diz um leitor nesta página que os Partidos ignoram uma solenidade de lacração das urnas. Aqui em Pedregulho/SP o Juiz não convidou os Partidos, apenas afixou um ofício num quadro do cartório e ninguém sabia. As urnas, num total de 38, foram para os locais na noite anterior. Para se violar 38 urnas gasta-se poucas horas. Na minha representação inclui 123 pessoas que tiveram problemas na hora do voto.
Acho que se houver acesso às urnas elas podem ser violadas facilmente por quem tem conhecimento.

Responder

    RicardãoCarioca

    24/03/2012 - 20h38

    Como eu disse num outro comentário aqui. A criptografia poder ser a melhor da galáxia, mas basta uma pessoa ter acesso a senhas e o conhecimento técnico de um mesário para manipular a computação dos votos? Como? Por exemplo, computando votos dos faltosos nos seus candidatos, após o horário de votação.

Magda Mª Magalhães

24/03/2012 - 15h39

Lula falou em caixa preta do Judiciário e tem razão. Há muitas decisões políticas, corporativas, preconceituosas e nada justas ou legais. Quanto às urnas, o sigilo nunca foi garantido, nem mesmo nas tradicionais. Uma historinha: um gajo do interior prometeu votar em tal candidato a deputado. Após a eleição confirmou que votou. O correligionário consultou a urna pelo computador e constatou que não havia voto para o deputado. Só sobrou xingamento. No entanto, esta conferência pode ser feita pelo resultado de urna manual.

Responder

Fernanda

24/03/2012 - 15h15

Para mim, quem ganhou com isso foi o TSE que, mais uma vez, reforçou a postura de que a urna é segura. Eles passaram, no mesmo dia, de desconhecedores da falha para afirmadores de que tudo estava bem. Eu me pergunto qual a autoridade deles para falar isso, se em X anos olhando para o mesmo código não descobriram uma falha tão básica. A opinião dos verdadeiros especialistas nem ao menos foi ouvida. O TSE já declarou que os programadores aumentaram a "complexidade" do algoritmo utilizado… os mesmos programadores que fizeram a coisa errada inicialmente. Mas esse é o nosso Brasil mesmo. A propaganda do TSE de que a urna é produto de exportação mais uma vez colou.

Responder

E S Fernandes

24/03/2012 - 15h07

Plim-Plim, a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral
por Paulo Henrique Amorin

Responder

E S Fernandes

24/03/2012 - 14h32

O Brizola não morreu!

Responder

E S Fernandes

24/03/2012 - 14h30

http://www.fazendomedia.com/globo40/romero11.htm

Na realidade o caso não é nem perto nem parecido com isso. Brizola, notório desafeto da Globo, iria ganhar a eleição para governador do Rio de Janeiro e a Globo / Proconsult armaram um esquema fraudulento de apuração e computação de votos em que estava embutido no sistema de apuração da Proconsult um redutor de votos de Brizola, beneficiando seu oponente, de modo a que Brizola jamais ganhasse a eleição.

Alertado por correligionários, por fiscais do PDT e principalmente por um alto funcionário da própria Globo sobre a fraude que estava sendo intentada na apuração e cômputo dos votos, Brizola contratou o Instituto Pasqualini para uma análise técnica da questão e foi constatada a fraude no sistema de apuração Proconsult / Rede Globo.

Diante do fato gravíssimo (fraude eleitoral), sabendo que a imprensa brasileira é falida, lacaia e serviçal, e que não tem coragem de enfrentar a Globo, principalmente pelo arquivo e dossiês que a Globo possui da chamada grande imprensa, Brizola então, numa lucidez fantástica, convoca a imprensa internacional e numa memorável coletiva faz uma das mais graves e sérias acusações documentadas sobre a Globo / Proconsult. E o caso da fraude eleitoral então desmorona e passa a ter repercussão internacional.

Responder

    Werner_Piana

    27/04/2012 - 08h26

    E, se aqui fosse uma democracia de verdade, os canais de radio e tv da emissora bandida teriam sido cassados de imediato e para sempre…
    :/

FrancoAtirador

24/03/2012 - 13h05

.
.
A História prova que não há sistema inviolável ou incorruptível.

O processo eleitoral brasileiro só terá a confiabilidade necessária

Quando houver alguma possibilidade de recontagem dos votos.
.
.

Responder

    Geysa Guimarães

    26/03/2012 - 10h39

    Acertou no alvo, FrancoAtirador.

beattrice

24/03/2012 - 12h53

E o PiG adora apontar o dedo para eleições fraudadas em países desafetos da trollagem norte-americana,
para o TSE nada???
Tudo.

Responder

FrancoAtirador

24/03/2012 - 12h08

.
.
Eu fico só imaginando o que seria descoberto

se este grupo de cientistas da computação da UNB

fizesse uma auditagem nas eleições de São Paulo.
.
.

Responder

Julio Silveira

24/03/2012 - 11h58

Essa postura, dita de avestruz, que esconde a cabeça para ignorar os fatos, embute uma faceta de grupos sociais brasileiros com poder decisório. Que é o sentimento de superioridade. De jeito nenhum eles gostam de dar mão a palmatória de que aquilo por qual são "responsaveis" pode gerar consequências negativas, só aceitam quando o negócio já fedeu. Aí entram as desculpas esfarrapadas e o tradicional, já estamos providenciando a solução do problema. Essa gente é arrogante, fazendo pouco com a vida dos outros já que a deles esta bem servida. Uu alguem duvida que eleição defina a qualidade de vida dos cidadãos?

Responder

Geysa Guimarães

24/03/2012 - 11h54

A possibilidade da quebra de sigilo não é o mais assustador.
Pior é a programação da urna para que despeje votos em determinado candidato.
Por aqui, sabe-se até que a "tecnologia" veio "voando" de Santa Catarina.

Responder

Alvaro Tadeu Silva

24/03/2012 - 10h58

À ADMINISTRAÇÃO DO SITE: Poderiam publicar o tamanho máximo dos posts em bytes e colocar um contador para a gente poder administrar o tamanho dos comentários? Obrigado.

Responder

    Conceição Lemes

    24/03/2012 - 14h47

    Álvaro, o número de caracteres depende do navegador. Em abril vamos estrear o novo site, vou levar a sua observação ao Leandro Guedes, que é quem cuida da parte de web do Viomundo. abs

Ricardo

24/03/2012 - 10h43

Prezados, também trabalho com segurança da informação há mais de 20 anos.

Há alguns pontos a considerar :

1 – concordo com brunazo que o voto deve ser impresso. ponto que não se discute. esse voto depois de conferido, deve ser colocado em urna de lona, para evitar que os políticos exijam do eleitor a comprovação do voto. é uma garantia simples que funciona muito bem, e permite auditoria sem ressalvas. não concordo com o TSE em não colocar impressoras porque quebram. reprojetem, reestruturem, tornem confiável. não podemos colocar sob suspeição um processo correto e honesto apenas porque as impressoras quebram.

2 – o TSE fez o teste criando uma possibilidade inexistente na vida real : acesso irrestrito à urna, aberta. isso não acontece em eleição normal. é bom que lembrem disso ao invés de falar bobagem. e quem se expõe assim, como o TSE, o faz porque quer melhorar ainda mais o processo.

3 – nenhum sistema é totalmente invulnerável. quem trabalha com criptografia(embaralhamento de dados) sabe que qualquer senha é quebrável, a questão é o tempo e as condições. só se pode quebrar o sigilo da urna com ela aberta, e isso é impossível em condições normais. nas condições atuais, para fraudar o cara teria que roubar a urna, pegar os dados, alterar e enviar – isso sob uma criptografia alta – em menos de meia hora. impossível na prática. fora que uma urna roubada seria desconsiderada no sistema. simples.

4 – os TREs realizam uma cerimônia de auditoria de urnas que é solenemente ignorada pelos partidos. gostaria de sugerir ao Brunazo que assistisse a essa auditoria, que comprova que o que entrou na urna é o que sai. com o voto impresso, seria o ideal.

5- o código fonte é assinado digitalmente pelos partidos, tribunais e OAB. quem não sabe o que é uma assinatura digital simplesmente fala bobagem sobre o acesso e à possibilidade de alteração. existe um marcador, chamado hash, que atesta que o programa não foi alterado, que o fonte é o mesmo. aos que não são da área : isso nada tem a ver com assinatura digitalizada, pessoal, por favor. uma coisa é uma coisa, a outra coisa é outra coisa.

fora os argumentos puramente técnicos, o resto é bobagem conspiratória de quem fala do que não sabe. infelizmente tem muito chute de gente que não é da área e que fica falando besteira. e, às vezes, mesmo os que são da área falam bobagem ou misturam argumentação com a intenção de fazer barulho. a urna eletrônica é segura, o que precisa é ser melhorada. continuamente. e isso o TSE está fazendo. tem que aperfeiçoar sempre.

o resto é barulho de quem quer aparecer usando comentários bombásticos, e contestando tudo o que se faz. infelizmente tem muito pseudoespecialista na área. e muito bocudo falando besteira. vide a forma com que os jornais abordaram o assunto, principalmente o pig, com aqueles repórteres que não sabem nada. fico imaginando comentários de Míriam Leitão , Merdal Pereira ou o cagão do Jabor sobre o assunto. uma chuva de equívocos.

Cordiais saudações

Ricardo
Recife

Responder

    Fernanda

    24/03/2012 - 17h21

    Ricardo, sobre o segundo ponto, o acesso é sempre irrestrito ao TSE, esqueceu? O ataque que foi realizado pode ser facilmente replicado em um cenário real com a ajuda de qualquer pessoa que um dia já teve acesso ao código. Para realizar o ataque em si, basta ter acesso ao RDV, o que é garantido por lei. Se a segurança da urna depende da confiança dos eleitores no TSE, não era preciso implementar qualquer tipo de criptografia. Vale lembrar que o acesso ao RDV pode ser feito a qualquer momento, inclusive muito tempo depois das eleições, o que permite um ataque retroativo, sem qualquer condição de corrida.

    Ricardo Recife

    24/03/2012 - 19h03

    Fernanda, é exatamente por isso que concordo que o voto, além de computado na urna, deve ser impresso, visto pelo eleitor e guardado numa urna de lona. também acho que deveríamos ter auditoria automática nessas urnas de lona comparando com as eletrônicas, quer queiram os partidos ou não, em 5 % ou mais das urnas.

    o detalhe é que o ataque posterior ao RDV não muda o resultado das urnas, nem permite fraude. e não é permitido ataque ao RDV antes da eleição, senão a urna já chegaria ao local de votação com os votos computados, impedindo o eleitor de votar. por outro lado, o ataque posterior, depois da transmissão, de nada vale.

    acho acertado, da parte do TSE, de estimular as tentativas controladas de invasão para melhorar a segurança. quem trabalha com segurança da informação (meu caso e de muitos que aqui postam) deve sempre tentar quebrar a segurança, de forma controlada, dos sistemas que gerencia, para melhorar sempre. segurança é assunto evolutivo.

    o ataque ao RDV é problema se ocorrer no transcorrer da eleição. antes ou depois não serve pra nada. e não há como ocorrer durante a eleição.

    detalhe : ao contrário do que muitos pensam, as urnas não trabalham ligadas em rede. apenas as mídias de resultado que são transmitidas dessa forma. nenhum hacker consegue invadir a urna no dia da eleição.

    cordiais saudações
    Ricardo
    Recife

    RicardãoCarioca

    24/03/2012 - 20h27

    Xará, também sou da área de informática ('Ricardo' é o nome mais recorrente nessa área, alguém já percebeu? Enfim…) e trabalho numa autarquia federal da mais alta segurança. Não posso dizer seu nome por força de contrato, mas posso dizer que o seu produto mais famoso, que só ela pode produzir no país, está na maioria das carteiras dos brasileiros.

    Como eu sempre digo, segurança da informação é uma corrente com alguns elos. Cada elo é uma etapa, um equipamento, uma técnica, uma interação, uma temporização, uma pessoa, etc.

    Acredito que a forte criptografia das urnas eletrônicas seja suficiente para atender as demandas eleitorais. Como você e a Fernanda discutiram, não adianta alguém roubar a urna, nem violá-la depois das eleições. O fator tempo, o dia da eleição, é um dos itens de segurança que compõem o sistema.

    Mas, apesar da altíssima criptografia e demais contingências deliberadas, nesse sistema há o fator humano, que é sempre o elo mais fraco da segurança eletrônica.

    Para roubar votos, não é necessário um hacker, basta mesários desonestos, corrompidos de uma seção eleitoral para que, após o horário de votação, computem votos dos eleitores faltosos para um determinado candidato.

    Gostaria de saber do TSE o seguinte: Uma pessoa justifica a sua ausência em uma seção eleitoral diferente daquela em que vota. Seus dados são computados na urna da tal seção e assim sua ausência será justificada mais tarde, quando os dados da urna forem enviados ao TSE. Mas lá na seção eleitoral da pessoa, onde ela está registrada, um hipotético mesário desonesto, após o horário de votação, irá votar pela pessoa, no candidato que o corrompeu. Então, teríamos a justificativa do voto numa urna e um voto em outra urna, com os dados da mesma pessoa. Como o TSE irá tratar um caso como esse?

    ricardo recife

    25/03/2012 - 15h35

    Xará Carioca, vc falou tudo.

    quanto à fraude citada, esse batimento deve ser feito na totalização. esse tipo de situação tem que ser prevista no programa. não sei como fazem, mas se permitem a justificativa então se houver voto na seção ele deve ser desconsiderado.

    é por isso que o TSE está implantando a biometria, com reconhecimento pela digital. é o próximo passo para acabar com esse tipo de fraude. Para que um voto não biométrico seja inserido numa urna com biometria, tem que ter justificativa, constar em ata e o juiz autorizar.

    vai acabar com o problema que você citou. esse problema deve ser bem comum em locais distantes, com alta abstenção eleitoral. os mesários, se comprados, poderiam fazer uma grande trambicagem. essa fraude de votar por outra pessoa está com os dias contados.

    Cordiais saudações
    Ricardo
    Recife

    Amilcar Brunazo

    25/03/2012 - 21h11

    Tem tanto Ricardo aqui que eu não sei para qual estou respondendo. :^))
    Esse mote que a biometria vai acabar com a fraude de uma pessoa votar por outra é só mais uma frase feita da propaganda enganosa do TSE.
    Por causa do falso negativo (quando a urna biométrica rejeita abrir para um eleitor legítimo), o TSE foi obrigado a fornecer uma senha (igual) para todo mesário, como está escrito nas resoluções do TSE .
    De posse dessa senha, um mesário desonesto pode inserir votos por eleitores ausentes na urna biométrica, exatamente como faz nas urnas comuns.
    Não existe nada disso de ter justificativa e o juiz autorizar. É balela. Em 2010, a média espera para votos liberados pelos mesário era de menos de 1% mas o resultado real foi de mais de 7%, com casos extremos de mais de 60% dos votos de uma urna ter sido dado sem reconhecimento biométrico do eleitor.
    Tudo isso está DOCUMENTADO (com documentos legalmente obtidos da própria Justiça Eleitoral) em:
    http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/urnas-b2….
    O pessoal fala muita coisa de ter ouvido, repetindo a propaganda oficial, sem ir conferir se é verdade.
    Eu tenho o "péssimo" costume de procurar conferir tudo o que ouço. E sempre descubro grandes mentiras oficiais.

    Amilcar Brunazo

    25/03/2012 - 23h29

    Ricardão Carioca,
    Eu fiz essa mesma sua pergunta em audiência pública no TSE. A resposta oficial é: NADA.

    O TSE não faz nenhum batimento para verificar se os eleitores que apresentaram justificativas também não constariam como tendo votado.

    Veja que o Ricardo Recife acredita que isso seria tratado na totalização ou que haveria alguma "previsão no programa". Mas é só ilusão dele. Ele é um fiel do Santo Baite.

    Eu fui até o TSE e procurei esclarecer. E na eleição seguinte, uma pessoa que trabalha comigo testou ao vivo. Votou em sua seção eleitoral e justificou em outra. Passados 4 anos, não aconteceu absolutamente nada. Ele não recebeu nenhuma consulta ou chamado da Justiça Eleitoral.

    E o TSE não faz nada porque porque se publicasse uma estatística do tipo: "TANTOS eleitores que apresentaram justificativas em uma cidade também votaram em sua seção original em outra cidade", ficaria demais evidente que TANTOS votos foram fraudados!!!!
    E o TSE esconde do cidadão absolutamente tudo que possa esmaecer a imagem que cultiva de sua dileta filha, a urna eletrônica.
    Transparencia não é o forte da Justiça Eleitoral.

    Fernanda

    24/03/2012 - 20h51

    Mas é claro que serve… E o voto de cabresto?

    Amilcar Brunazo

    25/03/2012 - 21h26

    Ricardo, o ataque ao RDV permite quebrar o princípio do sigilo do voto e, dai, permite a coação de eleitores que é, como eu disse na entrevista, uma forma muito forte de fraude eleitoral para modificar a "verdade das urnas".
    Por isso, em TODAS as democracias modernas, o sigilo do voto é um requisito essencial de sistemas eleitorais.
    A fraude de desvio na contagem dos votos é outra fraude contra o outro requisito de sistemas eleitorais, que é o Princípio da Publicidade (o eleitor tem o direito de conferir, no local de votação, se seu voto foi registrado para o candidato que queria e o candidato tem o direito de conferir se todos os votos que lhe foram dado, foram computados).
    Não existe um princípio mais importante que o outro. Os dois são essenciais e, agora, sabemos que as urnas brasileiras não atendem nem um nem o outro.

    Haroldo Cunha

    24/03/2012 - 19h18

    Ricardo, concordo. Como Trabalhador (em regime temporário) do TRE/RJ, como técnico de urna de 2004 à 2010, sempre falei na lisura das eleições, mas jamais na inviolabilidade das urnas "FORA DAS REGRAS ESTABELECIDAS PELO TSE", ora bolas, para haver essas fraudes as UEs teriam que estar fora do ambiante natural a elas destinadas! Alguém aí pode me dizer casos em que isso possa ter ocorrido? Além do mais, todo o processo pode ser fiscalizado pela sociedade, ele é aberto a quem quiser, é só solicitar a uma Zona Eleitoral que o mesmo pode acompanhar todo trabalho de preparação das urnas para o pleito. O resto é puro sofisma!!!

    Fernanda

    25/03/2012 - 17h02

    Haroldo, pq este ataque não funciona no ambiente natural das urnas? O RDV é público e várias pessoas têm acesso ao código fonte. Se a segurança depende de você confiar em todas as pessoas que têm acesso ao código fonte, então não há segurança.

    Haroldo Cunha

    25/03/2012 - 18h05

    Fernanda, para esse ataque ocorrer você teria que ter, além de todos os mesários de uma seção, os coordenadores de local (um servidor público), os fiscais de partido e os policiais militares, simplesmente todos, corrompidos para que isso ocorresse. Além do que, terminado hoparário de votação, o que mais deseja os "voluntários" que ali estão, é colocar a senha na urna para finalizar o dia e darem o fora o mais rapido possível dali!!! Se você disser que na transmissão dos dados para os TREs e deste para o TSE pode haver um boi na linha, bem não posso afirmar nem que sim nem que não, mas os sistemas centrais, em todas as eleições, ficam fora do ar justamente por não haver garantias de intromissão de espertalhões cibernéticos. Até concordo que pode ser liberado o o papelzinho do Brizola, e isso o pessoal de informática do TRE já disse ser plenamente possível de se fazer, contanto que o mesmo não saia da seção, que seja colocado em uma urna de lona para posterior verificação, auditoria, mas que não sirva como moeda de troca nem de chantagem!!!

    Fernanda

    25/03/2012 - 19h31

    Para esse ataque acontecer é preciso apenas do RDV. Na verdade não precisa ter ninguém comprado na seção, isso apenas ajudaria. Coronel compra os votos de X pessoas e coloca alguém na porta da seção anotando a ordem em que estas X pessoas entram para votar. Pronto.

    Haroldo Cunha

    25/03/2012 - 23h33

    Então você quer dizer que as urnas saem viciadas dos TREs, é isso???

    Amilcar Brunazo

    26/03/2012 - 10h25

    O que eu digo, é que o sistema feito TSE ainda é de 1ª geração. Quer dizer, se houver algum erro ou fraude NÃO DETECTADA PELOS FISCAIS (MP, OAB e partidos) no software das urnas feito no TSE, tal fato pode provocar erros ou fraude INDETECTÁVEIS no resultado (BU) da urna ou no sigilo do voto.

    Desde 2004, no resto do mundo, só se aceita sistemas de 2ª geração, que são INDEPENDENTES DO SOFTWARE, ou seja, qualquer fraude inserida no software causará modificações no resultado ou no sigilo que sempre serão DETECTÁVEIS pela fiscalização.

    E não me venha com aquela balela que "os sistemas são abertos para os partidos conferirem" porque eu estive lá no TSE todas as eleições desde 2000 (e nunca vi você por lá) e sei que é perfeitamente possível se inserir fraudes no software sem que a fiscalização permitida consiga detectar.

    Se você estivesse mais bem informado, conheceria o 1º Relatório CMind, onde TODOS os fiscais de partidos e da OAB (o MP nunca enviou ninguém) que compareceram para conferir o código-fonte no TSE desde 2004 declararam que, nas condições permitidas, NÃO É POSSÍVEL aos fiscais externos garantirem a integridade do software desenvolvido pelo TSE.

    Não existe nenhum fiscal externo independente do TSE que já tenha ido lá para auditar o software e tenha declarado que conseguiu ver tudo e e garante a integridade. Isso é fato, não é teoria.

    Haroldo Cunha

    26/03/2012 - 12h06

    A arrogância não leva ninguém a lugar algum. Não ter me visto nada significa, pois também nunca ouvi falar de você e estou aqui a comentar com civilidade, discordando, mas sem duvidar de tua capacidade. Menos, meu caro, menos!!

    Fernanda

    26/03/2012 - 10h29

    Viciadas? Não sei do que você está falando. O que foi descoberto depende de uma má implementação em software. Todas as urnas rodam o mesmo código, portanto todas já possuem esse mesmo "defeito".

    Amilcar Brunazo

    25/03/2012 - 21h33

    Haroldo, taí mais um discurso oficial mentiroso.
    O ataque do prof. Diego, foi sobre os arquivos RDV, que são dados públicos por lei. E ele usou as fragilidades que viu no código-fonte , que também são dados públicos por lei.
    O teste controlado simulava ambiente real, como está no material divulgado pelo TSE antes dos testes.
    Agora, o principal furo do seu discurso e que você finge que dentro do tal "ambiente controlado do TSE" só existem seres angelicais incorruptíveis.

    P Pereira

    24/03/2012 - 21h51

    Sensatez e conhecimento. Parabéns, Ricardo.

    Amilcar Brunazo

    25/03/2012 - 19h35

    Caro Ricardo Não-sei-o-que

    Como você, eu também trabalho em segurança de dados há mais de 20 anos (meu primeiro artigo sobre criptografia foi premiado no congresso nacional da SEI-SUSESU em 1989). De maneira que não é isso que o qualifica para criticar meus argumentos sobre segurança eleitoral.

    Me especializei em segurança do voto eletrônico desde 2000, tendo acompanhado TODAS as atividades do TSE desde então. E nunca vi você por lá. Deve ser por isso que você confunde tanto segurança de dados em geral com aquela aplicada ao processo eleitoral, que tem particularidades importantes.

    Em resumo, o seu longo texto (você quer escreve mais que o entrevistado?) mostrou que seu conhecimento de segurança eleitoral é bastante superficial, não indo além de repetir a propaganda oficial. Fica fácil notar que, usando suas palavras, você também é um "pseudo-especialista na área".

    Sua afirmação que eu não sei sobre o que falo é só mais uma das suas desinformações.

    Rebato algumas dessas suas desinformações a seguir.

    1 – Quem primeiro solicitou formalmente o direito a fazer um teste livre nas urnas, fui eu, em 2006. O TSE não aceitou nossa proposta e criou esse teste com restrições que copiou da India em 2009. O edital do teste de 2012 diz que simula condições reais.
    Sua afirmação que o acesso ao código-fonte é possibilidade inexistente numa eleição real é mera repetição da desculpa esfarrapada do TSE.
    A apresentação dos código-fonte é aberta POR LEI (art. 66 da lei 9.504) ao MP, OAB e a todos partidos políticos, com seis meses de antecedência. Eu mesmo tive acesso oficial ao fonte das urnas desde 2000 (e nunca vi você por lá). E não vai ser diferente em 2012.
    O Sr. Diego Aranha, que agora já é doutor e professor da UnB e que demonstrou como se pode quebar o sigilo dos votos nas urnas, fazia parte da minha equipe que foi ao TSE em 2004 e 2006 e desenvolveu o nosso software de assinatura digital que apresentamos e foi aprovado pelo TSE.
    Também têm acesso ao fonte, os funcionários de TI do TSE, seus assessores terceirizados como da Módulo, do CTI e do IPEN. É muita gente de carne-e-osso, não necessariamente todos puros seres angelicais incorruptíveis.

    2 – Ninguém falou que a insegurança da urna seria a quebra da senha de criptografia. Só quem não conhece todo o processo, como você, pensa assim.
    A quebra do sigilo conseguida pelo prof. Diego Aranha da UnB, nem passou por perto de quebrar a criptografia.
    O arquivo RDV, que ele desembaralhou, assim como os LOG e os BU são públicos (por lei). Qualquer partido pode ter acesso a eles. Eu tenho cópia de RDV, LOG e BU de todas as eleições desde 2006.

    3 – A assinatura digital dos programas COMPILADOS nem de longe pode garantir que o programa é livre de erro (e, eventualmente, de fraude). Quem diz isso é o próprio inventor da técnica de assinatura digital RSA que o TSE usa.
    Conheça antes o artigo "Software independence" in voting systems" do PhD. Ronald Rivest (o R de RSA) antes de equivocadamente supor que assinatura digital pode garantir que um software complexo é livre de "erro".

    4 – Eu conheço, certamente mais do que você, o teste de Votação Paralela, realizado nos TRE. Ele existe por força de lei e não por benevolência da autoridade eleitoral. E a redação dessa lei é de minha própria lavra, quando assessorei o sen. Tuma, relator do projeto que criou, em lei, o teste.
    Já assisti muitos testes e conheço muito bem suas limitações enquanto prova da integridade do software das urnas. O ritmo lento e regular de votação durante o teste, basta como indicador para um software fraudulento bem bolado, suspender a fraude durante o teste.
    Se você fosse um bom especialista em segurança de dados, saberia isso.
    E sua ignorância que eu conhecia o teste é só mais uma das suas desinformações.

    Vou parando por aqui, porque esse bate boca tá ficando chato.
    Mas o desafio, Ricardo, a participar comigo de uma mesa de debate em ambiente público, para que possamos apresentar nossos conhecimentos sobre segurança das urnas eletrônicas. Vamos ver que é que não sabe o que está falando.

    Haroldo Cunha

    25/03/2012 - 23h35

    Meu caro, de quantos dias você precisaria para identificar as fraudes e como poderiam ser executadas na prática??

    Amilcar Brunazo

    26/03/2012 - 17h47

    Haroldo, o inventor do sistema de assinatura digital (o PhD. Ronald Rivest) que o TSE usa e afirma que garante a integridade do software eleitoral, disse que a capacidade em TI de desenvolver software complexo em muito supera a capacidade de demonstrar que o software é livre de erro.

    Disse, ainda que o custo para se garantir a integridade de software eleitoral complexo é proibitivo, tornando-se inviável na prática.

    Assim, para que eu possa identificar uma fraude ou erro existente no software eleitoral, eu preciso de poucas horas se tiver as ferramentas adequadas, como o voto impresso conferido pelo eleitor.

    Se não tiver essa ferramenta, nem milhares de dias nem milhões de recursos seriam suficiente para qualquer um assegurar que o software eleitoral está livre de erros ou fraudes.

    Espero que você não vá dizer que você e seus pares da administração eleitoral entendem de integridade de software mais que o inventor da técnica que vocês usam.

    João

    26/03/2012 - 01h48

    Esses LOGs públicos são de toda a operação da urna ou apenas dos seus últimos segundos de operação?

    Amilcar Brunazo

    11/04/2012 - 16h42

    Os LODs das urnas contem todos os eventos desde a carga da urna até a gravação dos resultados no pen-drive, passanto por toda a votação.
    Contém, por exemplo, a hora em que cada voto foi dado (embora não contenha o conteúdo do voto, mas este é obtido do RDV ordenado)

    ricardo

    03/04/2012 - 10h07

    Brunazo, também paro por aqui.

    não vou perder meu tempo em desafios(desafios ?… me poupe) com você.

    tenho mais o que fazer, e não preciso de exibições públicas para aumentar minha autoestima.

    sou ocupado demais perder meu tempo precioso argumentando com quem não quer ouvir ou não entende o que digo.

    ricardo recife(com orgulho).
    ps : senhores moderadores, publiquem minha resposta, já apagaram a anterior. não é correto dar voz a apenas um lado. brunazo me desafiou, estou respondendo. publiquem minha resposta ou comprometerão a credibilidade do site. frases ditas por ele, tais como "
    não é isso que o qualifica para criticar meus argumentos sobre segurança eleitoral. " é claramente arrogante, e não posso admitir que esse tipo de postura fique sem resposta num site democrático como o do azenha. me dêem o direito de resposta. ou não volto mais aqui.

    Amilcar Brunazo

    03/04/2012 - 20h06

    Ricardo, foi você quem primeiro usou o argumento da autoridade ("o que eu falo é melhor porque tenho tal e tal qualificação"). Eu apenas demonstrei que você não conhece a fundo a matéria que quis comentar (o voto eletrônico).

    Quanto a sua fuga ao meu desafio de um debate público em meio acadêmico, eu não esperava outra reação.
    Já fiz esse desafio dezenas de vezes para funcionários e cupinchas da autoridade eleitoral que começam seus comentários sempre com ofensas contra mim mas nunca conseguem sustentar um debate com fundamentação….. e, então, fogem resmungando…. com você não foi diferente.

Alvaro Tadeu Silva

24/03/2012 - 10h29

À administração do site: a resposta que eu tentei postar para "lulipe" ficou travada. Fechei a página, recarreguei o navegador, clico em "responder", meu texto continua lá, não editável e quando clico em "enviar comentário", nada acontece. Isso é normal?

Responder

Alvaro Tadeu Silva

24/03/2012 - 10h26

TESTE, está travando.

Responder

narsiza batista

24/03/2012 - 08h54

Éstamos numa encruzilhada, pois as próximas eleições (Governadores e Presidente norteará nosso destino).
Caminhamos para frente , mas dependendo dos resultados regrediremos, pois as eleições se tornarão uma farsa.
Vide a Chuiça brasileira!

Responder

narsiza batista

24/03/2012 - 08h49

O Senador Demostenes é a pá de Cal na cova do DEM. _Cadê o Agripino?

Responder

    beattrice

    24/03/2012 - 12h43

    Está carregando a pá.

    Joao Barbosa

    24/03/2012 - 21h37

    O Lula estava certo: " Vamos extirpar essa corja…"
    Nada como um dia, após outro.

    Como diz a canção: " … Apesar de você, amanhã há de ser, um novo dia…"

Jose Mario HRP

24/03/2012 - 06h37

Fora o computador do Daniel Dantas tudo em PC e outros pode ser acessado!
Iso não é novidade é neura!

Responder

MARISTELA

23/03/2012 - 23h18

DA PRA ENTENDER PQ A REDE GLOBO FEZ COM QUE O POVO ACREDITASSE QUE BRIZOLA ESTAVA ESCLEROSADO… O MEDO DO HOMEM CORAJOSO SUCUNBIA A GLOBO! BRIZOLA SEMPRE TEVE RAZÃO!

Responder

    Conceição Lemes

    23/03/2012 - 23h23

    Maristela, ajude-nos. Letras minúsculas nos comentários, por favor. abs

rimavicar

23/03/2012 - 21h48

Eu me pergunto se só os tecnicos extra TSE percebem a fragilidade de tais urnas. Se alguma eleição nesses rincões a fora já não houvera fraude não assumida, uma vez que, basta uma pressão truculenta de um candidato para dominar toda uma seção ou mesa eleitoral e etravés de um tecnico acessar a urna convenientemente. se o TSE está preocupado com as opiniões dos tecnicos do mundo. Se não porque? Em Marilia houve denuncia de fraude em eleição mas, a população jamais teve notícias do resultado da apuração.

Responder

edson

23/03/2012 - 21h30

A urna eletrônica é um avanço, não resta dúvida, porém deveria imprimir o voto com foto dos candidatos escolhidos pelo eleitor para que este confirme e deposite na urna. Daí, podíamos ter a recontagem de votos caso algum candidato prejudicado por diferenças duvidosas…
Quem não lembra da eleição de Collor, quando Brizola ficou MEIO percentual atrás de Lula, e todo mundo sabia que Collor não venceria Brizola no segundo turno…

Responder

paulo roberto

23/03/2012 - 20h19

“Tentando desconversar, o TSE utilizou argumentos grotescos e até ilógicos. Fizeram isso, para esconder a própria incompetência.”
Não é a incompetência que eles estão querendo esconder mas, sim, os interesses escusos.

Responder

Abdelnur

23/03/2012 - 19h43

Será que poderíamos extender as dúvidas da integridade para o programa de totalização dos votos?

Responder

SILOÉ-RJ

23/03/2012 - 19h34

A despeito do Serra, toda essa celeuma se resolveria com um simples papelzinho.
Que nem precisa ser assinado.

Responder

Carlos Zudoski

23/03/2012 - 19h13

Urna brasileira usa criptografia fraca e falha! Por exemplo para assinaturas dos arquivos interno da urna brasileira usa-se o resumo criptográfico sha1. Agora observem que o NIST diz à respeito:Urna brasileira usa criptografia fraca e falha! Por exemplo para assinaturas dos arquivos interno da urna brasileira usa-se o resumo criptográfico sha1. Agora observem que o NIST diz à respeito:

"Since new attacks have indicated that SHA-1 may provide less security than originally thought, SHA-1 is not recommended for the generation of digital signatures in new systems." Fonte: http://www.itl.nist.gov/lab/bulletns/bltnmay06.ht

O NIST é muito claro em afirmar que o algoritmo criptográfico SHA-1 NÃO É RECOMENDADO PARA GERAÇÃO DE ASSINATURAS DIGITAIS EM NOVOS SISTEMAS. Pelo que sabemos essa declaração foi divulgada em maio de 2006. Essa criptografia foi quebrada em 2006, mas urnas de 2010 aindam usavam dessa merda. E ainda tem gente que crítica o Almicar e chama de conspirador, só pode ser advogado mesmo, não entende de tecnologia e fica falando bobagem.

Além do mais isso é apenas um de vários outros que existem. Para validarem que tse ainda usa essa técnica, deem uma olha no resumo desse arquivo no próprio tse da urna eletrônica http://www.tse.jus.br/arquivos/correspondencia-20… e ainda tem gente que dúvida!!?? Santa Ignorância.

Responder

    Amilcar Brunazo

    23/03/2012 - 23h26

    o pior, Zudoski, além de usarem uma técnica já superada, eles só permitem que a verificação do hash seja feita em ambiente sob controle do próprio software sob análise.
    Eles nunca permitiram o uso de programas verificadores de hash usados em ambiente de confiança (controle) do fiscal.
    Só que quando eu reclamo disso, os juízes/administradores do TSE fazem cara de não estarem entendendo o que estou falando e indeferem minhas petições.

Maisa

23/03/2012 - 19h04

O modelo de urna eletrônica brasileiro não é adotado em nenhum outro país, muito ao contrário, foi proibido em todos eles. Aqui, insistem(por que será?) nesse trambolho que não é passível de auditagem, além do mais, se recusam, terminantemente, a finalizar a votação com a "fitinha de confirmação". Se isso não é manipulação de resultados, sinceramente eu não sei dizer o que é…

Responder

Fernando

23/03/2012 - 18h54

Só falta agora a direita golpista querer derrubar a Dilma alegando fraude nas eleições.

Responder

José C. Neto

23/03/2012 - 17h59

Chegaram a esse resultado porque são hackers comportados e não utilizaram, os arromba-portas, utilizados pelos bons hackers, ai iríamos ver essa urna mentirosa virada do avesso expondo toda a sua inocência e vulnerabilidade.

Responder

Hélio Pereira

23/03/2012 - 17h45

Isto explica muitas coisas,por ex: Brizola tinha razão ao cobrar que houvesse uma maneira de aferir a votação,pois segundo ele as Urnas eram possiveis de serem violadas.
Isto também pode explicar a longa permanência do PSDB comandando a Politica de SP,um Partido notadamente corrupto e incompetente,mas que tem inumeros membros do MP em seus quadros,alem da simpatia de boa parte da imprensa;será que o PSDB realmente recebeu os votos que apareceram nas Urnas ?

Responder

    snd

    24/03/2012 - 00h14

    não, não e não receberam mesmo. 16 anos no poder, só tirando os direitos do trabalhador.só com urna fajuta e justiça no bolso.

    leandro

    24/03/2012 - 08h17

    Isso tambem explica os 9 anos do PT no comando do país apesar de tantos escandalos e denúncias.

    Nádia Ramos

    24/03/2012 - 14h52

    olha um troll aí gente!!!!!!!Em nível federal é impossível, fica muito difícil , mesmo porque quem sempre imperiou neste país foram os direitistas, em nível estadual onde tucanos impera, tenho certeza que sim…

    Marta

    24/03/2012 - 19h53

    Querido Leandro, as pesquisas eleitorais pra presidente da república foram confirmadas nas urnas. Bem diferente de São paulo onde um senador eleito tinha 4% das intenções de votos na véspera e ganhou do segundo colocado. Tá certo que milagres acontecem, mas em São Paulo acontecem muito mais.

    narsiza batista

    24/03/2012 - 08h34

    Podemos tirar por exemplo a última eleição de Senador por São Paulo.

    beattrice

    24/03/2012 - 12h45

    E a última eleição para governador, onde a margem de 1° turno foi… virtual e só não houve impugnação porque o Mercadante queria mesmo era ser minsitro e deixar essas coisas aborrecidas como governar SP de lado.

    Marta

    24/03/2012 - 19h51

    Assino embaixo. Só pode ter sido fraude.

    Nádia Ramos

    24/03/2012 - 14h50

    Como paulista, tenho certeza que não, faz tempo que venho alertando que aqui em São Paulo está havendo fraudes nas eleições. Ajude-nos nós paulistas a tirar os tucanos daqui, não aguentamos mais…Nádia/SP

fabio

23/03/2012 - 17h40

O Brasil foi um dos grandes pioneiros da urna eletrônica, e um exemplo para o mundo.
Mas sempre vem o tal do complexo de vira-lata, para dizer que bom mesmo é o sistema da Alemanha.
Eu nem precisaria ser Doutor para criar um cenário de vulnerabilidade.
Colocaria duas micro cameras escondidas. Uma apontada para quem esta se dirigindo para da Urna e outra para a tela da urna.
Pronto esta armada a identificação do eleitor.

Responder

    Amilcar Brunazo

    23/03/2012 - 18h20

    Discordo que o Brasil seja atualmente um exemplo (de urnas eletrônicas) para o mundo. Isso é só um mote que a Justiça Eleitoral repete para iludir os desinformados.
    Mais de 60 países vieram aqui (oficialmente) para conhecê-las. Alguns até levaram urnas para testes oficiais. Todos, eu disse TODOS, rejeitaram nossas urnas. Até o Paraguai!
    O modelo de nossas urnas, de 1ª geração, está hoje proibido nos EUA, na Alemanha e na Holanda.
    Argentina, Venezuela e Bélgica já adotam urnas de 2ª geração, muito mais confiáveis e modernas.
    Por exemplo, nossa urna (com seu teclado numérico) quando comparada com a urna argentina (com tela touch-screen) parece um antigo telefone de teclado ao lado de um iphone.
    E isso não é complexo de vira-late e sim pura constatação de fatos.
    Lembre que o ufanismo cego, ingênuo ou desinformado também não é postura recomendável.

    ricardo recife

    24/03/2012 - 19h17

    brunazo, o ataque puro e simples também não é postura recomendável. concordo em parte com o que você diz (voto impresso, auditoria, testes). mas você deve concordar que a postura do TSE, de abrir a urna e permitir os testes, deve ser levada em consideração como um esforço de melhoria.

    Cordiais saudações

    Ricardo
    Recife.

    RicardãoCarioca

    24/03/2012 - 20h29

    Amilcar, deficiente visual conseguiria votar em tela touch screen? As teclas com alto relevo em braile das urnas tupiniquins estão aí para dar acessibilidade, obrigatória por lei.

    Wilson

    23/03/2012 - 18h44

    Mas aí você precisaria ter a conivência de todos os fiscais, mesários e presidente da sessão. Inclusive, se você tiver essa conivência, você pode até mesmo votar, em nome das pessoas que não foram, em quem você quiser. Isso acontece muito em sessões da zona rural de regiões com pessoas humildes e desinformadas, onde raramente aparece fiscais de partidos rivais. Ou seja, na urna é bem mais fácil e não precisa corromper ninguém.

    rimavicar

    23/03/2012 - 21h33

    Adivinhão!

    narsiza batista

    24/03/2012 - 08h41

    Mas, é claro que não está se discutinho quem votou, mas sim como podem os fotos serem transferidos ilegalmente para outro candidato. E é isto que parece que está aconteccendo na Chuiça. O eleitor vota em um candidato e os votos são computados para outro.
    É isto que os brasileiros estão acreditando que está acontecendo.

    paulo roberto

    23/03/2012 - 20h27

    É, Fábio. Pelo jeito vc deve acreditar em tudo, até na honestidade do Serra. Não é mesmo?

JULIO/Contagem-MG

23/03/2012 - 17h25

Na minha modesta opinião, uma possivel fraude em uma eleição funcionaria da seguinte forma: em primeiro
lugar, os institutos de pesquisa, principalmente o gROBOPE e o DATAfaia, calibrariam uma votação para deter
minado candidato, com pesquisas suspeitas e depois uma possivel fraude, seria complementada atraves da
URNA e ou no processamento da TOTALIZAÇÂO dos votos. O velho Briza tinha razão !!!

Responder

    Nádia Ramos

    24/03/2012 - 15h32

    Julio, matou a charada, é exatamente isso que vêm acontecendo, aqui em São Paulo é impressionante de como os tucanos estão no poder há tantos anos, sendo que todas as pessoas que conheço (não são poucas) não votaram neles.

    ricardo recife

    24/03/2012 - 19h13

    prezados, isso é pura teoria conspiratória. o mesmo programa usado em SP é usado, por exemplo, em Pernambuco. enquanto um elegeu oposição, o outro elegeu situação.

    o problema de SP (me perdoem os paulistas) é que SP é majoritariamente direitista. Maluf, Pitta, Serra, FHC…

    num país que elege agnaldo timóteo, juruna, tiririca, bode cheiroso e rinoceronte cacareco(lembram , do tempo da eleição no papel?) , nem o povo leva a eleição a sério nem os políticos o fazem. e os políticos ficam rindo da nossa cara.

    cordialmente

    Ricardo
    Recife

    RicardãoCarioca

    24/03/2012 - 19h54

    Só que em Pernambuco, diferentemente de SP (talvez, não posso ter certeza), as urnas não ficam funcionando até às duas da manhã em algumas zonas eleitorais. Qualquer jornalista que queira mexer o seu traseiro indo a campo investigar, vai descobrir o esquema com relativa facilidade.

    Marta

    24/03/2012 - 19h48

    Nem precisa de tanto trabalho: Aloysio Nunes tinha 4% das intenções de votos para senador até às vésperas da última eleição. E no dia seguinte estava eleito, deixando o candidato apontado como segundo colocado nas pesquisas , na rabeira. Aí tem.

    Geysa Guimarães

    26/03/2012 - 10h36

    Aê, Marta!
    Matou a palavras.

Outro Antonio

23/03/2012 - 17h14

O Supremo Tribunal Federal deu o maior golpe na democracia ao suprimir o papelzinho que audita os votos. Onde há fumaça há fogo, basta investigar que as fraudes aparecerão. A máfia da direita domina nosso voto. Ela sabe em quem devemos votar, por bem ou por mal. Mas nós cidadãos podemos virar esse jogo, fazendo uma campanha nacional de assinaturas contra a resolução do Supremo e exigindo o papelzinho. O Supremo não pode legislar. Temos que acabar com essa raça que não quer democracia para manter privilégios.

Responder

CC.Brega.mim

23/03/2012 - 17h09

papelzinho então?

Responder

Jicxjo

23/03/2012 - 16h43

Falta um pouquinho de conhecimento de hermenêutica e argumentação jurídica ao nobre amigo engenheiro, que aplica impropriamente ao Direito o raciocínio lógico e preciso das exatas. Embora a descoberta seja grave e a postura do TSE de negar os fatos inaceitável, aplicar uma subsunção tão categórica de que as eleições seriam portanto nulas já é silogismo simplório para chamar a atenção, que em nada contribui para solucionar o problema. Dá, pelo contrário, oportunidade para perdedores picaretas buscarem o tapetão ou os megafones da mídia, o que, em vez de ajudar, só fará o TSE negar o problema para tentar garantir a segurança jurídica e política.

Toda regra tem que ser interpretada à luz de princípios, dentre os quais o princípio da razoabilidade ocupa lugar de destaque. Declarar eleições nulas é o tipo de medida que requer exame minucioso de adequação, necessidade e proporcionalidade. O fato de ter sido demonstrado que o algoritmo de scrambling da urna pode ser quebrado indica uma vulnerabilidade a ser tratada, mas não a prova de um fato consumado ou mesmo que tenha sido "preterida formalidade essencial". A quebra não é trivial e não foi ignorado no projeto da urna a necessidade de tal algoritmo, salvo se for comprovado que o algoritmo utilizado já era, a priori, sabidamente inadequado ou fraco.

Estamos diante assim de um problema que não comporta resposta binária, "preteriu ou não preteriu", mas de grau, pois é difícil conceber procedimentos totalmente invulneráveis, sejam eles eletrônicos ou manuais. Como quase toda implementação de ideias teóricas apresenta potenciais imperfeições colaterais, cabe realizar o gerenciamento de risco, uma vez que eliminá-los por completo pode ser impossível ou mesmo demandar medidas desproporcionais. Assim, até mais importante que um novo algoritmo de embaralhamento é a necessidade de aprimoramento da governança, transparência e accountability do sistema de voto eletrônico. Afinal, quem vigia o guarda?

Responder

    Rogerio

    23/03/2012 - 17h17

    É isso mesmo, Sr Jicxjo. Ufa, ainda bem que seu raciocinio não é embaralhado como o seu nome.

    Vlad

    23/03/2012 - 17h35

    Cavalheiro…não estamos falando das falhas dos VLS de Alcântara.

    Enrolation = Custo Brasil

    Amilcar Brunazo

    23/03/2012 - 17h52

    Caro Jicxjo, concordo totalmente que seria exagerado afirmar que eleições anteriores teriam que ser anuladas. Mas não foi exatamente isso que eu disse (ou quis dizer). Como está escrito, eu disse no condicional: "deveriam ser nulas as eleições com urnas eletrônicas que não garantissem o embaralhamento dos votos". E continuo afirmando isso. Mas tenho certeza que a autoridade eleitoral – administradora, regulamentadora, juíza e guardiã das possíveis provas contra sua administração – jamais deixaria progredir um processo para provar que a vulnerabilidade de sua dileta filha (as urnas eletrônicas), agora demonstrada, já ocorria anteriormente.

    Bonifa

    23/03/2012 - 17h56

    Sem dúvida, uma excelente argumentação. Mas o que faremos? Ignoraremos que o vaso de cristal quebrou? Quebrou, sim. O grande trunfo de sua integridade era apenas o mistério que construíram em volta dele. Mas parece que, cheios de "wishful thinking", os responsáveis por ele acreditavam piamente na lenda que eles próprios criaram da inviolabilidade de um mero engenho de informática. E agora, apenas novas e explícitas garantias serão capazes de reerguer o muro da credibilidade.

    marcosomag

    23/03/2012 - 18h09

    Eleição é algo seríssimo. Para "garantir a segurança jurídica e política" são necessárias "medidas desproporcionais", como exige este caso. O "gerenciamento de risco" vira piada quando os riscos assumidos são grandes demais. A "governança" do processo eleitoral exige medidas decisivas do TSE quanto às vulnerabilidades encontradas. O eleitor não é palhaço, e não vai aceitar evasivas ridículas dos Ministros do TSE.

PedroAurélioZabaleta

23/03/2012 - 16h14

E o Brizola, que não entendia nada de informática, já sabia de tudo.
Eu quero o "papelzinho" do tio Briza.

Responder

Jairo_Beraldo

23/03/2012 - 16h09

"….o TSE utilizou argumentos grotescos e até ilógicos. Fizeram isso, para esconder a própria incompetência.”"

E a incompetencia do TSE, se abriga também no julgamento dos processos contra políticos denunciados e comprovado os crimes eleitorais cometidos por eles. Ou seria um jabá que dá morosidade ao andamentos dos julgamentos?

Responder

lulipe

23/03/2012 - 15h54

Gostaria de perguntar a esse engenheiro se ele conhece algum sistema invulnerável, um só!!!As eleições realizadas no Brasil são exemplo para o mundo.Infelizmente, no país dos neuróticos por conspirações sempre existirão críticas.Felizmente quem organiza as eleições não leva em conta a maioria destas balelas.

Responder

    Fernanda

    23/03/2012 - 17h29

    Não existem sistemas invioláveis, mas existem graus de segurança. Para que usar algoritmos fracos se são conhecidos e usados algoritmos melhores? A resposta é simples: a urna não é auditável, o TSE é o unico responsável pela compra, montagem, desenvolvimento… E exemplo para o mundo é mesmo, de como não se fazer uma urna eletrônica (pelo menos quanto ao software). Me diga um país que adotou a urna brasileira?

    lulipe

    23/03/2012 - 18h06

    Bom mesmo devia ser as antigas urnas de lona e cédulas de papel, não???

    Fernanda

    23/03/2012 - 18h56

    Se você acha…

    lulipe

    24/03/2012 - 10h44

    Parece que a carapuça coube direitinho em você, não???

    Amilcar Brunazo

    23/03/2012 - 19h31

    Não, o sistema manual não era bom, não, lulipe. Boas são as urnas eletrônicas cujos registros digitais do voto possam ser verificados pelo eleitor e os fiscais dos partidos podem conferir a apuração, verificando a integridade de cada voto contado.
    As urnas brasileiras não permitem nada disso. As urnas de 2ª geração permitem.
    Por exemplo, o eleitor argentino pode conferir se o registro digital do seu voto (que é usado na apuração eletrônica) contem de fato o seu voto. O eleitor brasileiro não pode!. No Brasil, o voto é secreto para o próprio eleitor, já que ele não pode ver o que foi gravado como sendo o seu voto.

    lulipe

    23/03/2012 - 20h04

    Concordo plenamente que o sistema permita uma auditoria nos votos a qualquer tempo, caro Amilcar.O que quis dizer é que a urna eletrônica foi um grande avanço e, mais cedo ou mais tarde, será adotada em todo o mundo.O que ocorre aqui é que sempre que aparece algo novo começam a surgir as teorias conspiratórias advindas, na maioria das vezes, de ignorantes no assunto, esse não é o seu caso, é claro.

    Alvaro Tadeu Silva

    24/03/2012 - 10h56

    (Parte II) Esse "fenômeno" repetiu-se em 2010. A proposta educacional de Adolf Alckmin já tinha se comprovado um fracasso (aprovação automática) e todos os observadores apostavam em segundo turno contra Mercadante. Várias horas após o encerramento das eleições, novamente, apenas 0,5% das urnas apuradas, São Paulo atrás de Goiás, Acre, Rondônia, Paraná. Mesma proporção, 60% dessa amostra ínfima (0,5%) eram de Adolf Alckmin. De repente, novamente, a apuração voa em velocidade de um raio. Resultado final: 55% para Alckmin. Sabendo-se que o PSDB contratou bandidos digitais internacionais, fica aí minha suspeita. .

    beattrice

    24/03/2012 - 12h42

    Teoria conspiratória?
    O voto não é sigiloso e não pode ser conferido.
    FATO.

    Amilcar Brunazo

    24/03/2012 - 15h47

    Por isso eu coloco nas minhas assinaturas que:

    Eu sei em quem votei
    Eles também sabem
    Mas só eles sabem quem recebeu meu voto

    Amilcar Brunazo

    23/03/2012 - 18h00

    Lulipe, a urna brasileira, assim como a indiana, são de 1ª geração (que não possibilitam auditoria do resultado feito de forma independente do software) que foram proibidas em vários países (Alemanha, Holanda, EUA, etc). Existem urnas de 2ª geração mais confiáveis, como na Venezuela, Argentina, EUA (alguns Estados) e Bélgica, que podem ter seu resultado auditado de forma a não depender da qualidade do software. Mas nenhum sistema pode impedir as manipulações do eleitorado e outras fraudes como a fraude do mesário (que sem fiscalização pode por votos nas urnas).
    Sugiro ler o relatório sobre as urnas argentinas, que ganham de 10 a 0 das brasileiras quanto a usabilidade e confiabilidade. Veja em: http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/argentina

    Werner_Piana

    27/04/2012 - 08h48

    Excelente, Brunazo, excelente! O TSE nos embaraça, credibilidade baixa, mme Cureau, urnas de 1a geração, etc… dá medo, essa nossa "democracia"… se perdermos a fé no VOTO, aí acabou!

    Azarias

    23/03/2012 - 19h29

    Lulipe, você tem uma visivel necessidade de dormir tranquilo… Eis porque deves acreditar
    em tudo… até prova em contrário; e aí você se encarrega de afastar, inconscientemente, a prova.
    Acho que estás em sites inconvenientes.

    paulo roberto

    23/03/2012 - 20h31

    Lulipe, vc deve ser eleitor do Serra, com certeza.

    narsiza batista

    24/03/2012 - 08h45

    Pelo comportamentode um certo candidato a Presidente nas últimas eleições dá para perceber a quase certeza que a coisa iria funcionar a seu favor. Só teve um probleminha a onda foi muito grande e ficaram com medo da fraude virar uma revolução. Fizeram só pra governador e um senador (pra não dar muito na cara)

    JULIO/Contagem-MG

    24/03/2012 - 11h12

    Narsiza,

    Concordo totalmente com vc, prova disso foi a manipulação discarada das pesquisas gROBOPE e do
    DATAfaia, que insistiam em fechar a boca do jacaré, quem não se lembra ?

    Werner_Piana

    27/04/2012 - 08h15

    matou a cobra e mostrou o pau. Também não engoli o resultado da eleição do senador "mais votado" de SP em 2010 até hoje… nem a "vitória" bushiana do Opus Dei no primeiro turno… ah se pudesse haver conferencia dos votos… seria de arrepiar os cabelos!

    Alvaro Tadeu Silva

    24/03/2012 - 10h55

    Lulipe, você arrumou um novo apelido, mas todo mundo sabe quem você é. Não há sistemas invulneráveis, isso é verdade, mas explique o porquê desse fenômeno: 2008, eleições para prefeito em todo o país. Marta Suplicy, PT, disputava com Gilberto Kassab, do DEM/PFL, cujo partido havia vencido uma eleição na capital. Eram mais de 20 horas do dia das eleições, várias capitais com menos recursos (Manaus, Fortaleza, Palmas) já haviam encerrado as apurações e o TRE-SP apresentava apenas 0,5% (meio por cento) dos votos apurados na Capital, com 60% dessa amostra ínfima favorecendo Kassab. De repente, as apurações correm na velocidade do raio e Kassab vence por 60%, percentual idêntico à amostra de 0,5%.

    Nádia Ramos

    24/03/2012 - 14h53

    Lulipe, não existe sistema invulnerável, está aí a prova, os hackers..se liga…

    lulipe

    24/03/2012 - 21h02

    Você parece que não sabe o que é ironia, se liga….

patrick

23/03/2012 - 15h10

É um dilema ético grave que o TSE seja ao mesmo tempo o executor e fiscalizador da urna eletrônica (e das eleições de um modo geral). Uma atividade não funciona bem em conjunto com a outra.

Responder

    KNeto

    23/03/2012 - 16h54

    Patrick, o TSE é executor, fiscalizador e COMPRADOR da urna eletrônica.

    Nádia Ramos

    24/03/2012 - 15h33

    O maior problema é TSE ter todo esse poder nas mãos…

    ricardo recife

    24/03/2012 - 19h07

    nádia e patrick, não vejo qualquer dilema ético aí. o TSE é do judiciário, não do executivo nem do legislativo. isso por si só garante muito mais isenção do que se fizesse parte do executivo. imagina se as eleições fossem organizadas pelo executivo. será que haveria fraudes ?

    os políticos, que nada entendem da urna, usam outros artifícios muito mais simples : a pura e simples compra de votos. ou belas propagandas enganosas, levando os eleitores a votar em quem não presta.

    o povo deveria escolher melhor os seus governantes. num país de tiriricas, o que fazer ?
    também acho que o voto devia ser facultativo.

    cordiais saudações
    Ricardo
    Recife

    Amilcar Brunazo

    26/03/2012 - 10h47

    Que inverdade, Ricardo! O TSE É O PODER EXECUTIVO ELEITORAL, e exerce o poder normativo de fato por meio de suas resoluções.
    Como fiscal eleitoral externo, eu só posso fazer o que as resoluções do TSE (o legislador) permite quando quero verificar o que o administrador eleitoral (também o TSE) está fazendo. Se eu encontro algum problema, recorro ao judiciário eleitoral e reencontro como juízes, os mesmos que fizeram as normas e não as cumpriram como administradores.
    Eles são réus e juízes no mesmo processo.
    Tenho centena de casos que revela essa verdade.
    Leia o 1º Relatório CMind para conhecer a realidade e não a teoria da administração eleitoral.

    Amilcar Brunazo

    26/03/2012 - 17h49

    e também são os juizes quando alguém reclama que eles não fizeram a coisa direito.
    A gente nunca ganha a ação e eles nunca perdem….

    Polengo

    24/03/2012 - 19h57

    É que nem o Detran, que te multa por não usar cinto de segurança na moto e depois ele mesmo julga seu recurso.

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