VIOMUNDO

Urna eletrônica = caixa preta

24 de setembro de 2010 às 22h01

Entrevista com o engenheiro Amilcar Brunazzo, um dos maiores especialistas brasileiros em urnas eletrônicas. Ele diz que é impossível certificar os resultados, por isso considera o sistema uma caixa preta.

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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147 Comentários escrever comentário »

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Professor acompanhou relato de hacker: ‘Fraude plausível, muito séria’ | Samico

13/12/2012 - 19h53

[…] Urna eletrônica = caixa preta […]

Responder

cris

30/10/2010 - 09h07

Primeiro turno, eram muitos candidatos, dificil fraudar, mas, nesse segundo turno, apenas com dois candidatos, fácil, fácil. Serra vai ganhar com 0,5 pontos e ninguem poderá questionar.

Responder

Anônimo

25/10/2010 - 11h36

"Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações"
"Vai Passar", por Chico Buarque.
Bye-bye pré-sal…
[youtube bjk0iIWqFzc http://www.youtube.com/watch?v=bjk0iIWqFzc youtube]

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joão

25/10/2010 - 01h09

Esses votos são transmitidos por satélite? Esses satélites pertencem a quem? Lembram da visita do Bush Júnior a São Paulo? Vocês já notaram que os membros do PSDB estão muito autoconfiantes? É impressão ou a imprensa e a Globo (época) não estão tão preocupadas, com denúnias relativamente brandas? A contratação do guru indiano e a recusa dos indices das pesquisas não são um sinal de fraude? Fico preocupado com tudo isso.

Responder

lia vinhas

24/10/2010 - 09h37

O importante é os partidos terem muitos fiscais para acompanharem o destino das urnas. Na segunda eleição do Lula, não me recordo se no primeiro ou segundo turno, fui com uma amiga ao cartório eleitoral após o encerramento das votações para verificar porque o nome dela não aparecera na lista de eleitores e vimos um carro do tribunal eleitoral chegando coim algumas urnas somente com uma pessoa além do motorista e ninguiém mais para acompanhar a entrega das máquinas.

Responder

Anônimo

23/10/2010 - 11h48

A situação é grave. Vejam: http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/10

Responder

Rafael, BHte

17/10/2010 - 23h17

Sou um zero em números e em lógica mas com uma facilidade incrível e inexplicável para computers, portanto não tenho argumentos lógicos mas apenas feeling e desconfianças por 'dever de origem' (sou mineiro!). Sempre achei q Brizola tinha razão qdo lançava suspeitas sobre essa coisa q não imprime voto e não permite recontagens. Quase passamos um momento ridículo na última eleição para prefeito do Rio qdo a diferença foi bem pequena. No 1º turno agora achei estranhíssimo a diferença ter se mantido ou ter oscilado pouco desde a abertura até o encerramento da apuração embora se soubesse q havia lugares onde Serra ia melhor (estados do sul) e em outros, e até bem mais do ele, Dilma tinha mais votos. Agora podemos ter um 2º complicado em q a diferença poderá ser bem pequena, e aí cara pálida?! Em caso de dúvidas, suspeitas, denuncias e similares não haverá recontagens e nem para o bispo poderemos endereçar as queixas já q alguns deles estarão ocupados em gráficas produzindo material impresso contra Dilma! LOL

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    narsiza batista

    24/03/2012 - 17h50

    É só relembrar os ares de vitória do Padin Pade Çerra na última eleição. Ele tinha a convicção que seria o vitorioso. Parecia que contava com alguma coisa como o tapetão, alguma coisa deu errado. Mas, com o pleito pra governador e um senador o esquema funcionou. Vejam se tem ou não tem lógica?

ruypenalva

16/10/2010 - 01h16

Realmente não faço ideia qual sistema operacional é usado na urna eletrônica, mas se houver a possibilidade de uma impressão para arquivo (PDF, XPS, HTML, JPG, GIF) com assinatura digital do voto do eleitor no arquivo, seria mais seguro. Nesse caso se usaria uma memoria flash para armazenar os votos impressos em arquivo. Cada voto teria uma assinatura digital do eleitor e essa assinatura seria transferida para um arquivo em PDF que teria o nome do número do título de eleitor, zona, sessão.

Responder

    narsiza batista

    24/03/2012 - 17h53

    A questão não é quem votou em quem! E sim o perigo do direcionamento dos votos. Estas eleições em São Paulo estão dando muito na cara!

NALDO

15/10/2010 - 11h58

Mas como foi aventado, se se poderia fraudar urnas localmente pra se leger um prefeito, o mesmo se poderia fazer pra se eleger um deputado ou senador?

Responder

Marcus

15/10/2010 - 11h30

Azenha, Brunazo e comentaristas,

A lei 12.034/2009 NÃO estabelece que o voto IMPRESSO será apresentado ao eleitor.

Vejam: "§ 1º – A máquina de votar exibirá para o eleitor, primeiramente, as telas referentes às eleições proporcionais; em seguida, as referentes às eleições majoritárias; finalmente, o voto completo para conferência visual do eleitor e confirmação final do voto.
§ 2º – Após a confirmação final do voto pelo eleitor, a urna eletrônica imprimirá um número único de identificação do voto associado à sua própria assinatura digital. "

Ora, uma leitura atenta esclarece que existem dois passos consecutivos: [1] apresentação do voto completo "nas telas" para confirmação e, DEPOIS ("após a confirmação"), [2] impressão de "um número único de identificação", não existe referência ao conteúdo do voto.

Conclusão: O voto impresso não será apresentado e a impressão será somente de um número único de identificação.

Responder

Anônimo

15/10/2010 - 11h11

Eu sempre me pergunto, como pode um país entregar o seu destino histórico a um processo eleitoral eletrônico sem qualquer forma de auditoria?

A fraude pode acontecer na urna (aplicativo, sistema operacional, firmware , cpu, etc.), mas, também, no programa que abre o arquivo da urna para fazer a totalização, por exemplo. Existem muitas maneiras de adulterar o resultado.

Se nem as maiores empresas de software e instituições bancárias do planeta conseguem evitar a ação de código malicioso (vírus), fraudes, invasões de redes, etc., por que o nosso TSE conseguiria? Não adianta afirmar que são "100% seguras", como se fosse um dogma religioso. Tem que provar!

Eu não confio nas eleições brasileiras, em especial quando o interesse popular estiver contraposto ao interesse dos poderosos.

Responder

    Marcantonio Ferreira

    24/03/2012 - 17h59

    Alguém pode dizer que é implicação com o TSE de SP! Mas, está dando muito na cara estas últimas eleições. Quem pode garantir que estas votações não estão sendo fraudadas. Quem garante que o vitorioso pelos votos é um, mas para esta turma , sei não!

Gerson Carneiro

14/10/2010 - 21h22

A terraplanagem para o golpe da "caixa preta" já está em fase de acabamento. Tá ficando tão lindo e atraente que o golpe passará despercebido.

Responder

    dalva godoy coelho

    15/10/2010 - 11h16

    Como sempre disse aos meus familiares, o GOLPE ja esta sendo preparado na URNAS ELETRONICAS, pois ninguem pode fazer recontagem de votos, e mais so aqui neste Brasil existe essas maquininhas viciadas, no mundo inteiro não existe essa pouca vergonha, será que nos somos os mais inteligentes e todo o resto do mundo é burro, vai ser nelas que a DILMA vai cair, anotem isso.

@danielcrf

08/10/2010 - 16h06

Isso é muito complicado, o sistema eleitoral do Brasil parece uma armadilha, nos aqui nos preocupando com a lisura dos candidatos, e há a possibilidade de fraudes.

Responder

Leandro M Oliveira

05/10/2010 - 12h38

Quem e esse especialista que fala na entrevista?

Responder

Boquinha

05/10/2010 - 06h44

Houve fraude no Rio de Janeiro, e Dilma ja era, vão fazer de novo no 2º turno e vão dizer que foram os votos da Marina que migraram pra Serra, abra o olho Lula, tá todo mundo unido contra você TRE, TSE, TCU. PIG e vãio te derrubar.. O PT Tá dormindo no ponto, contratem hackers pra descobrirem eu tenho certeza que interceptaram os votos do Rio e modificaram o resultado.

Responder

    Daniel

    13/10/2010 - 16h33

    Não posso afirmar se houve fraude. Também nem conheço todos os cariocas… Mas conheço e ouvi falar de um grande número de pessoas que iriam votar na marina. Eu não votei nela. Mas sabia que no Rio, pelo menos, ela teria alguma força.

Gérson Barrey

28/09/2010 - 14h56

Há muito venho acompanhando o assunto da fraude nas urnas eletrônicas e concordo plenamente com a posição de que no mínimo nosso sistema é vulnerável, pois não permite a auditoria posterior. Entendo que a impressão do voto(ficanco este guardado dentro da urna) é a saída mais fácil e mais segura de ser implementada, o que permitiria a auditoria posterior. Diante da inércia dos partidos que não conseguem levar isso a frente junto ao TSE, quem sabe a alternativa de um clamor popular(tipo ficha limpa) seja a saída p esta evolução.

Responder

Marcelo de Matos

28/09/2010 - 12h51

Quem costuma freqüentar blogs já viu algo semelhante ao que está acontecendo agora. Durante meses, ou anos, alguns blogs como o do PHA, do Mino Carta, do Nassif criticaram Daniel Dantas e o ministro do STF Gilmar Mendes, ao mesmo tempo em que enalteciam a conduta de figuras como o juiz Fausto De Sanctis e o delegado federal Protógenes de Queiroz. Uma cruzada patriótica? Pode ser. Havia um grupo que fazia o contraponto; dele participava o sumido Diogo Mainardi. Sempre suspeitei que o pano de fundo dessa querela fosse o mercado da telefonia celular. Criada a OI e sedimentado o domínio econômico das famílias Jereissati e Andrade Gutierrez, serenaram-se os ânimos. Parece que desponta, agora, nova cruzada em prol da substituição da urna de origem americana por outra nacional, mais, completa, que imprime o voto. Mas, não será só mais um papelzinho. Os 27 TRE terão de construir prédios para armazenar os votos impressos, porque poderá haver recursos judiciais, impugnações de urnas. A conta será alta.

Responder

    Amilcar Brunazo

    28/09/2010 - 17h06

    A parcialidade e ansiedade do Marcelo para que nosso sistema eleitoral continue sem permitir conferência do resultado é muito estranha.
    Ele deve ter algum bom motivo para não apresentar com clareza, de onde é, onde trabalha e principalmente, porque usa tantas falácias para defender a autoridade eleitoral e suas urnas de resultado inauditáveis.
    Quer ver:
    Marcelo, as urnas usadas na Venezuela desde 2004, imprimem o voto, permitem auditoria independente do resultado e … são americanas, fabricadas por uma empresa da Flórida.
    Eu simplesmente não entendo o que isso tem a ver com permitir ou não conferência do resultado.
    O espaço para armazenar o voto em papel (que daria auditabilidade ao processo) certamente é muuuuuito menor que o espaço necessário para guardar as próprias urnas (que por si só, não garantem a transparência).
    Se você tem algum estudo que mostre qual seria o aumento de custo para tornar o processo auditável pela impressão do voto, apresente-o para que possamos avaliá-lo. É necessário saber se nesse estudo se considerou as despesas que deixarão de incorrer como a apresentação dos sistemas por seis meses.
    Se você não tem um estudo bem feito sobre isso, e fala apenas por palpites de alguém que ainda não explicou porque não aceita que o resultado eleitoral possa ser conferido, seria melhor parar de gastar tempo.

    Marcelo de Matos

    29/09/2010 - 11h59

    Você pergunta de onde sou e onde trabalho. Vou satisfazer em parte sua curiosidade. Sou advogado, moro perto do estádio do Palmeiras e não trabalho porque sou aposentado. Não uso de falácias (afirmação falsa). Isso você pode conferir lendo melhor meus comentários. Defendo nosso sistema eleitoral porque, embora em tese possa ser inseguro, não há evidência de fraudes eleitorais no país. Não podemos nos alvoroçar por um problema que nem aconteceu. Em vários países, talvez até na Venezuela que você citou, os resultados das eleições podem ser contestados, havendo tumulto, quebra-quebra. Na última eleição eu estava em Jundiaí, na Avenida Nove de Julho, e os partidários de Lula se abraçavam em festiva confraternização. Não vi ninguém reclamar da lisura da apuração. Não podemos cultivar a paranóia da segurança das urnas, querendo resolver um problema hipotético, quando há tantos problemas reais para se resolver. Essa paranóia já levou o falecido deputado João Hermann (PDT) a solicitar à ONU a presença de observadores internacionais nas eleições de 2002.

    Amilcar Brunazo

    29/09/2010 - 13h51

    Muito bem, Marcelo de Matos, agora que você se identificou um pouco melhor e, aparentemente, não está a serviço da propaganda da autoridade eleitoral, permite-me entender melhor a sua posição e respeitar o seu direito de expressá-la.

    Estamos conseguindo delimitar as diferenças entre nossas opiniões.
    Eu perguntei "porque você não aceita que o resultado eleitoral possa ser conferido (de forma independente)" e você argumentou que não seria necessário gastar esforço para resolver algo como "um problema hipotético".

    Eu não penso assim. Entendo que o direito de votar é cláusula fundamental na construção da democracia e que este direito só é efetivo quando devidamente acompanhado do direito de fiscalizar a apuração dos votos.

    De nada adianta o direito de votar se o eleitor não tiver também o direito de conferir o destino e a eficácia do seu voto . Falar em direito de votar mas sem poder conferir, não passa de retórica.

    Sugiro a leitura dos seguintes textos:
    http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/tres2.htm
    http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/Relatorio… (ver cap. 4.1.1)

    Leia-os e, se continuar discordando, escreva que estarei esperando.

Leamartine P Souza

27/09/2010 - 21h29

Se, um grupo de canalhas, ousou expugnar os votos secretos dos Senadores da República, como pode, alguém, alegar que o "corpo técnico" do TSE não farão os Ministros de tolos e farão um verdadeiro mercado no local que deveria ser o Templo da Democracia ?!!

Se até Cristo teve de expulsar os mercadores da Casa de Deus, temos o mesmo direito de expulsar os mercadores da Casa que deveria velar pela integridade do Regime Democrático de Direito no Brasil, afinal, se o SEGREDO DO VOTO e a INTEGRIDADE DO VOTO, forem desrespeitados, os PILARES da Democracia, erigidos sobre A SOBERANIA POPULAR, DA QUAL TODO O PODER EMANA, estarão sendo biltrimente vilipendiados e o POVO SOBERANO deixará de ser SOBERANO para ser um simples FANTOCHE de alguns marginais encastelados no TSE !!!

Continua…

Responder

Leamartine P Souza

27/09/2010 - 21h29

Continuação…

Portanto, a SEGURANÇA das Urnas Eletrônicas NORTE-AMERICANAS utilizadas no Brasil, tem de ser tratada como uma questão de princípio, ou seja, ELA TEM DE EXISTIR e não somente garantida por quem quer que seja e, sem o voto impresso, para que estas urnas eletrônicas sofram uma AUDITORIA que seja totalmente independente do TSE ou dos programas instalados pelo TSE, ELAS SERÃO INAUDITÁVEIS e, por conseguinte, não terão a confiança plena, geral e irrestrita que, pelo bem do Regime Democrático de Direito, DEVERIAM POSSUIR.

Responder

ricardo silveira

27/09/2010 - 19h30

É preocupante e inconcebível adotar um sistema vulnerável, no qual pode ocorrer fraude e, pior, não se pode questionar porque não é possível provar se houve ou não fraude. Também é preocupante ter um tribunal eleitoral unipotente. A Dra. Cureau participa do tribunal? Marco Auréllio Mello, participa?

Responder

    Amilcar Brunazo

    27/09/2010 - 22h44

    O Marco Aurélio já foi presidente do TSE em 1996 e em 2006. Atualmente é ministro titular do TSE aguardando a vez para voltar a presidência.
    A Dra. Cureau é vice-procuradora, atuando quando o titular, Dr. Gurgel, se ausenta.
    Infelizmente a postura do MP tem sido muito omissa quanto a transparência e auditabilidade do processo eleitoral eletrônico.
    O MP tem direito a enviar técnicos para avaliar o processo mas nunca fez isso desde 1996. Comparece apenas nas cerimônias oficiais, como que validando a coisa toda, mas nunca se preocupou em fazer uma avaliação verdadeira.
    Alegam falta de verba mas é desleixo mesmo. Depois de 14 anos, já deu mais que tempo para eles arranjarem verba para uma participação efetiva e não apenas festiva e de faz-de-conta.
    Neste ano, a OAB resolveu parar com essa mesma atitude do MP e decidiu não assinar os programas porque percebeu que não tinha nenhum controle.
    Está mais do que na hora do MP começar a tratar esse assunto com mais seriedade.

José Vitor

27/09/2010 - 16h02

Amílcar, estou apenas exercendo o contraditório, não vejo razão para levar para o lado pessoal.

Para estas eleições Inês é morta, não há nada mais a fazer, a não ser ficar de olhos bem abertos e espernear se for o caso.

Para as próximas eleições é necessário conseguir apoio dos partidos políticos para uma campanha de modificação das atribuições do TSE, se for o caso. Se esta campanha não encampada pelos partidos políticos vão ser mais 10 anos de luta sem resultado. Como disse acima, acredito que a questão relativa ao TSE seja matéria constitucional (posso estar errado), então é essencial que a luta se desenrole no plano político.

Com relação à atividade política, o dep. Brizola Neto já foi contactado ? Faz pouco tempo ele postou em seu blog um artigo sobre este assunto da urna eletrônica, escrevi alguns comentários por lá (no mesmo tom dos que escrevi aqui), mas acho estranho que, você sendo representante do PDT perante o TSE, o dep. não o tenha consultado. Minha impressão do dep. Brizola Neto é bastante positiva, mas talvez ele não tenha uma boa assessoria no assunto da urna.

Responder

    Amilcar Brunazo

    27/09/2010 - 16h22

    Os assessores do Dep. Brizola Neto costumam me consultar sobre a questão do voto-e, mas não tem essa obrigação. Nada impede que eventualmente escrevam sobre o assunto sem antes me consultar.

    O deputado foi um dos principais batalhadores para inserir o Princípio da Independência do Software no Art. 5º da Lei 12.034/09.
    Pena que nas idas e vindas pelas mãos de outros relatores e redatores, o texto final tenha ficado meio ruinzinho. A coisa ficou só para 2014 e não ficou claramente explícito que o voto impresso deveria ser mostrado ao eleitor para confirmação.

Amilcar Brunazo

27/09/2010 - 15h13

Recomendo a leitura do novo artigo do adv. Augusto Marcacini, que representava a OAB na avaliação dos sistemas do TSE em 2004 e 2006 e que é membro do Comitê Multidisciplinar Independente, onde ele explica porque não dá para fazer sistemas eleitorais 100% digitais e seguros ao mesmo tempo.

A explicação está em uma forma simples e acho que até o Marcelo e o J. Vitor poderão entender.

O artigo está em: http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/politica/so-

Responder

    Marcelo de Matos

    28/09/2010 - 13h33

    Parece que você foi irônico dizendo “até o Marcelo vai entender”. Bem, até o Olegário entenderia. Esse artigo é uma manifestação explícita do complexo de vira-lata. Parte do pressuposto de que o Brasil, nona economia do mundo, não pode produzir nenhuma inovação tecnológica sozinho. E ainda: Se fosse bom os americanos teriam copiado. Primeiro: os EUA têm um dos sistemas eleitorais mais atrasados do mundo. Ainda usam o papel perfurado; as apurações demoram meses. Segundo: não estão interessados em modernizar o sistema porque o mesmo permite reverter resultados indesejados pelo stablishement. Suas eleições desenrolam-se de forma complexa, sendo, na verdade, indiretas. Essa é outra garantia do stablishement para reter as rédeas do poder. O assunto é mais complicado: não dá para entender tudo com a simples leitura de um manual de informática.

    Amilcar Brunazo

    28/09/2010 - 17h51

    É, tenho que reconhecer: eu me enganei.
    Apesar da clareza e argumentos simples do Marcacini, o obscuro e não-identificado Marcelo não conseguiu entender.
    As urnas brasileiras são fabricadas por uma empresa norte-americana (Diebold) que, depois de dois graves escândalos foi banida como fornecedora de urnas na California e em Ohio, e acabou vendendo o divisão de fabricação de urnas de lá. Só manteve a fabricação de urnas no Brasil porque percebeu que aqui tem um super-poder (TSE) que a protege contra uma avaliação externa real.

    As "moderníssimas" 280 mil urnas biométricas, recém fornecidas ao TSE, possuem o software americano de exportação controlada NBIS desenvolvido pelo NIST para o FBI e o DHS (todos órgãos do governo federal norte-americano) para atender o Patriot Act (a Lei "Patriótica" do Bush).
    Sobre o software NBIS, que está nas urna biométricas este ano, consta a seguinte declaração de autoria em: http://www.nist.gov/itl/iad/ig/nbis.cfm

    "NIST Biometric Image Software
    About – The NIST Biometric Image Software (NBIS) distribution is developed by the National Institute of Standards and Technology (NIST) for the Federal Bureau of Investigation (FBI) and Department of Homeland Security (DHS).
    License – This software was developed at the National Institute of Standards and Technology (NIST) by employees of the Federal Government in the course of their official duties"

    Para mim, quem tem complexo de vira-lata é quem defende um sistema que aceita tutela de um órgão de inteligência do Tio San.

Leamartine P Souza

27/09/2010 - 13h19

Dizem que Hugo Chavez é um ditador, que não respeita os princípios democráticos de direito e que pretende instalar um sistema totalitário na venezuela !!!

No entanto, nas eleições de ontem, utilizando URNAS ELETRÔNICAS, o resultado já fora divulgado, tendo sido constatado que a oposição elegera mais de 1/3 dos eleitos na Assembléia Nacional, inibindo o seu totalitarismo quando possuia a totalidade dos eleitos naquela casa !!!

E qual a diferença entre a "democracia" no Brasil e o "totalitarismo" na Venezuela ?!!

É que na Venezuela, existe o voto impresso, e as urnas não podem ser fraudadas como no Brasil !!!

Portanto, onde está escondido o verdadeiro totalitarismo, na Venezuela ou no TSE brasileiro ?!!

Responder

    Leamartine P Souza

    27/09/2010 - 13h22

    Enquanto o TSE for tratado como PLENIPOTENTE pela Constituição, pela qual o TSE LEGISLA, ADMINISTRA E JULGA, o verdadeiro TOTALITARISMO estará no Brasil e não com o Hugo Chavez, na Venezuela !!!

Leamartine P Souza

27/09/2010 - 12h28

Na situação das urnas eletrônicas NORTE-AMERICANAS utilizadas no Brasil, existem 2 (dois) direitos que estão sendo biltremente vilipendiados, ou seja:

O VOTO SECRETO DO ELEITOR, que só pode ser digitado na urna eletrônica após o mesário digitar o número do título em um teclado diretamente ligado àquela urna eletrônica, digitação, esta, que está sendo substituída pela Identificação biométrica do eleitor, no mesmo teclado diretamente ligado àquela urna eletrônica, JUNTANDO, OS NÚMEROS DOS TÍTULOS AOS VOTOS DOS ELEITORES;

O DIREITO DOS ELEITOS DE AUDITAREM OS VOTOS RECEBIDOS DOS ELEITORES, pois, não havendo no sistema atual, uma forma dos eleitores comuns verificarem se a quantidade de votos indicada pela urna corresponde aos efetivamente recebidos, respeitando, desta forma, A SOBERANIA POPULAR, da qual, TODO O PODER EMANA em um Regime Democrático de Direito.

Ou seja, os técnicos do TSE transformaram as eleições no Brasil em uma VERDADEIRA BALELA PARA INGLÊS VER, e pior ainda, os Ministros do TSE, INGULIRAM ESTA VERDADEIRA PANTOMIMA !!!

Responder

José Vitor

27/09/2010 - 12h10

O Amílcar Brunazzo insiste na tecla do exorbitante poder (absoluto) do TSE. Me parece que isso é unanimidade, não é objeto de discussão. Entretanto, qual a relevância disso para a eleição de agora, daqui a 6 dias ? Nenhuma. Isso é (imagino) matéria constitucional, a briga é para as próximas eleições. E se não houver um trabalho de convencimento dos partidos políticos acho que vai ser uma luta inglória.

Responder

    Leamartine P Souza

    27/09/2010 - 12h53

    Prezado Sr José Victor,

    O problema é que esta questão já vem sendo colocada e discutida há mais de uma década, tendo, inclusive, resultado em LEIS APROVADAS pelo Congresso Nacional para implantarem A IMPRESSÃO PARALELA dos votos.

    No entanto, o TSE acaba derrugando estas normas utilizando AS MAIS BAIXAS alegações, dando a entender que não são apenas os técnicos do TSE que manipulam esta questão, ou seja, OS PRÓPRIOS MINISTROS do TSE lutam para manter O SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO INAUDITÁVEL !!!

    Faça uma pesquisa na página http://www.votoseguro.org , e verás o quanto o Amilcar Brunazo já se empenhou neste intervalo temporal que já passa de uma década !!!

    Agora, se o vosso objetivo é apenas contestá-lo, sem buscar um aprofundamento no assunto, fica evidente que não passas de um pau mandado ou, quiçá, remunerado, do próprio TSE.

    Amilcar Brunazo

    27/09/2010 - 15h05

    Caro J.Vitor, (que não tem coragem de se identificar corretamente)

    O sistema eleitoral eletrônico brasileiro não permite nenhuma forma de auditoria independente do resultado apenas porque a autoridade eleitoral brasileira tem poder absoluto e labora no sentido de não ser fiscalizada.

    Eu estive presente em muitas das oportunidades em que ministros e diretores do TSE foram ao Congresso para "convencer" os parlamentares (aliás, nunca vi você por lá).
    Presenciei até a intimidação do Jobim (na eṕoca do TSE) pra cima do Requião (na época Senador) que foi relatado em 2002 na Revista Caros Amigos.
    Eu denuncio isso há mais de 10 anos sistematicamente e não teria porque parar agora. Não sou eu que estou falando disso agora. É você que nunca se ligou antes dessa hora.

    E qual é relevância disso para a eleição daqui a 6 dias?
    TODA. O resultado da eleição será publicado daqui a seis dias e ninguém poderá conferir porque a autoridade eleitoral absoluta não aceita ter seu trabalho submetido a auditoria independente.

    Você pode até não achar isso importante. No resto do mundo, este modelo eleitoral foi totalmente rechaçado.

Marcelo de Matos

27/09/2010 - 11h49

Não existe povo mais refratário a mudanças que o brasileiro. Não dá para acreditar que somos a nona economia do mundo e temos o sistema eleitoral mais avançado do planeta, já que aqui grassa a burocracia. Mandamos buscar um preso em Presidente Prudente, a 560 km da Capital, quando o mesmo poderia ser ouvido por videoconferência. Já disse um juiz que sofremos da síndrome de Maria Bethania – olhos nos olhos. Nosso sistema judiciário já poderia ter sido informatizado, mas, adoramos os catataus de papel, autos com 20 ou mais volumes. Um colega meu ainda diz: Excelência – posso compulsar os autos? Sim, pode compulsar, porque a informatização vai demorar. Quanto a Leonel Brizola, admiro algumas de suas iniciativas e divirjo de outras. Entre as que divirjo estão sua campanha pelo voto impresso e o pagamento dos royalties. A primeira não tem sentido, a outra só gerou dispersão do dinheiro público. Não tenho dúvidas, porém, de que essa campanha pelo voto impresso será vitoriosa. Não poderíamos olvidar nossas origens lusitanas.

Responder

C. Brayton

27/09/2010 - 08h50

O trabalho paciente, transparente,e altamente isento de Amilcar Brunazo — pedetista for afiliação mas engenheiro antes de tudo — e seus colaboradores na comunidade de TI durante anos lhes confere uma autoridade inquestionável. Para mim, tem sido uma fonte sempre informativa sobre questões técnicas na contracorrente de propaganda oficial cheio de tecnosebastianismo. Uma sistem de votação simplesmente não pode continuar uma caixa preta com nada mais que o aval dos seus próprios vendedores. Amilcar & Cia.. tem feito um trabalho incansável de engenherria analítica e dado uma aula de mestre sobre a avialação de risco em sistemas informatizados.

Responder

AlxMendes

27/09/2010 - 00h26

Caros Azenha e Bruzzato,

Dêem uma olhada no blog do PHA. Tem informações espantosas do Burburinho sobre as fraudes em Alagoas, Tocantins, São Paulo e no DF pelo Roriz… Espantosas !

Depois do que li lá, tenho certeza de que estão ocorrendo fraudes há muito tempo e o TSE e TREs abafam. Temos todos que ficar alertas!

Responder

Amilcar Brunazo

26/09/2010 - 20h39

Já tem 84 comentários até agora sobre minha entrevista para o Azenha e a grande parte fala do problema do voto impresso.
Mas na entrevista eu disse que o maior problema do processo eleitoral e a causa de toda a falta de transparência que temos, é o acumulo de poderes da autoridade eleitoral brasileira que administra todo o processo, regulamenta tudo, inclusive como seus atos poderão ser fiscalizados e ainda julga todos os processos, inclusive aqueles em que ela própria é a ré!!!!
E não tem nenhum comentário sobre isso.
Gente, esse é o cara, quer dizer, o problema. O modelo de nossas urnas que não permite conferência do resultado é só uma consequência da concentração de poderes.
Sugiro que vocês leitores e eleitores deixem de lado por um momento o problema secundário e foquem o problema principal.
Só aqui no Brasil não existe tripartição de poderes no processo eleitoral.
Sob este aspecto, estamos uns 250 anos atrasados em relação ao resto do mundo!!!!

Responder

    Julio Pimenta

    26/09/2010 - 22h16

    Olá a todos,
    Realmente acho que isso é no mínimo estranho. Como pode um mesmo orgão organizar, fiscalizar e julgar o processo eleitral. Deveria haver um comite eleitoral não ligado a nenhum poder, fiscalizado pelo ministério público e justiça eleitoral só seria acionado caso alguém se sentisse prejudicado como ocorre em todos os momentos de nossa vida cívica.

    Gerson Carneiro

    26/09/2010 - 23h45

    Como não tem? Fiz até uma analogia com o Detran que ao mesmo tempo aplica a multa, cobra, e julga o recurso.

    Amilcar Brunazo

    27/09/2010 - 07h39

    Você está certo, Gerson.
    É a exceção que confirma a regra.
    Eu realmente acho que só quando esta compreensão se espalhar, é que haverá alguma chance de obtermos transparência nas eleições.

    Gerson Carneiro

    27/09/2010 - 10h34

    Exatamente. Porque não haverá mais como manter o conforto do comodismo da realidade atual do Poder Judiciário. É o que está acontencendo hoje com o setor da imprensa que se sente incomodado com o questionamento sobre seu comportamento. Vai chegar uma hora que terá sim que mexer no vespeiro. Tanto corporativismo vai ficar insustentável. Seria até bom que cometessem uma fraude escandalosa nessa eleição porque seria o ponta-pé para uma reforma no modus operandi vigente.

AlxMendes

26/09/2010 - 20h00

Gostaria de perguntar pro Brunazzo:

1) Quais países europeus adotam urna com voto impresso e como são os sistemas na Alemanha, França, Inglaterra e Itália?

2) Vc assistiu a transmissão pela Bandeirantes da CPI da fraude do voto no painel do senado, com ACM e Arruda e vários funcionários preparando a chantagem contra a Senadora Heloísa Helena?

Na fraude do painel do Senado envolvendo ACM e Arruda, a versão de que tratou-se de espionar o voto da senadora é uma história difícil de engolir.

Não é muito suspeito o técnico declarar ao Sen. Suplicy que usou a senha de Heloísa Helena para "testar" a alteração no programa? Eu conheço programação e com apenas uma linha se alterava o voto dela:

If Senador(a) = “Heloísa Helena”; voto = “Sim”

Traduzindo para quem não conhece programação:

Se a(o) senadora(or) for “Heloísa Helena”, fazer voto = “Não”

No caso o “Não” representava não cassar o Luis Estevão, envolvido no roubo de R$50 milhões comandado pelo juiz Lalau.

Responder

    Amilcar Brunazo

    26/09/2010 - 21h17

    Na Europa, a Bélgica e a Holanda foram pioneiras no uso de urnas eletrônicas, antes mesmo do Brasil em 1996.
    Mas na Holanda em 2008, depois de muitas avaliações independentes (lá não há um poder eleitoral absoluto como aqui) urnas de 1ª geração (sem voto materializado) foram proibidas.
    Na Alemanha chegou-se a usar as urnas holandesas em 2005 mas em 2009 elas foram declaradas inconstitucionais porque não atendem o Principio da Publicidade (não permitem ao eleitor ver o próprio voto que foi gravado)
    Chegou a haver testes também na França e Inglaterra mas está agora tudo suspenso aguardando novos estudos.
    Na Índia (eu sei que não é Europa), como aqui, também se usa urnas de 1ª geração, com a diferença que lá, o software é fixo (firmware) o que dificulta, mas não impede, adulterações maliciosas.

    Sobre o painel do senado falo em outro resposta

    Amilcar Brunazo

    26/09/2010 - 21h31

    Sobre o Painel do Senado:
    Eu fui convidado pelo corregedor do Senado (sen. Tuma) para avaliar os relatórios da Unicamp e da Polícia Federal e, por isso, tenho bastante informações.
    Ocorreu o seguinte:
    – a pedido do ACM, os funcionários da Prodasen adulteraram o fonte do programa de votação para que ele não apagasse o arquivo onde os votos de cada senador era gravado.
    – após aquela votação, o arquivo de votos foi recuperado, impresso e entregue ao ACM que, por sua vez, mostrou para o Arruda.
    – o programa original foi reposto no lugar do adulterado
    – o voto de todos os senadores foram violados, mas o ACM se entregou quando revelou conhecer o voto da Heloisa Helena.
    – a adulteração no fonte poderia, facilmente, desviar votos se quisessem, mas só adulteraram para quebrar o sigilo.

    Tudo isso demonstra como o ataque interno de adulteração do software é facíclimo de se fazer e dificílimo de se descobrir. No caso do senado só foi descoberto quando mudou a presidencia para o Jaber que, tentando distrair a atenção das denúncias que recebia, mandou lacrar toda a sala dos computadores e chamou auditores independente (Unicamp).

    Enquanto a coisa estava sob controle do pessoal da Prodasen, a fraude permaneceu indetectada.

    É o que ocorre com o processo eleitoral do TSE. O pessoal da secretaria de Informática mantém absoluto controle de tudo e, enquanto eles estiverem controlando, nenhuma prova (de fraudes ou de falhas) nunca virá a tona.

    AlxMendes

    27/09/2010 - 00h37

    Brunazzo,

    Eu não entendo o porquê do técnico que fez a alteração ter usado a senha da Sen. Heloísa Helena para verificar a ação do programa. Muito estranho usar exatamente a senha dela, como ele declarou na CPI ao Sen. Suplicy.

    Mas nada impediria que "Alguém" alterasse a votação dela na lista, após ter a lista em mãos. Ma ainda desconfio que "algo mais" foi feito no programa.

    Corrigindo o que eu digitei: A sequencia de programação seria:

    — — — —
    If Senador(a) = “Heloísa Helena”; voto = “Não”

    Traduzindo para quem não conhece programação:

    Se a(o) senadora(or) for “Heloísa Helena”, fazer voto = “Não”
    — — — —

    No caso o “Não” representava não cassar o Luis Estevão, envolvido no roubo de R$50 milhões comandado pelo juiz Lalau.

    Com uma simples linha se alterava o voto da Senadora, de “Sim” (cassar o senador Luis Estevão) para “Não” (absolvê-lo).

    AlxMendes

    26/09/2010 - 23h34

    Desculpem-me, mas digiteir errado. O correto é:

    — — — —
    If Senador(a) = “Heloísa Helena”; voto = “Não”

    Traduzindo para quem não conhece programação:

    Se a(o) senadora(or) for “Heloísa Helena”, fazer voto = “Não”
    — — — —

    No caso o “Não” representava não cassar o Luis Estevão, envolvido no roubo de R$50 milhões comandado pelo juiz Lalau.

    É assim fácil alterar um programa de computador e causar um estrago enorme. Com uma simples linha se alterava o voto da Senadora, de “Sim” (cassar o senador Luis Estevão) para “Não” (absolvê-lo).

    AlxMendes

    26/09/2010 - 23h37

    Complementando,

    Se o técnico quisesse apenas verificar a votação, deveria mandar o programa imprimir ou gravar num arquivo cada voto e para isso não seria necessário usar a senha da Senadora. Poderia ser feito da seguinte forma:

    Print Voto Senador(a)

    Também com apenas uma linha o voto de todos os senadores seria impresso. Não há necessidade alguma de se usar senha de qualquer senador(a) para “testar” se a alteração no programa computacional do Senado foi feita conforme queriam.

    Já no caso de alteração do voto de um senador, é necessário usar a senha dele para conferir se o programa funcionava, ou seja, se alterava o voto dele(a). Em minha opinião, é por isso que o técnico usou a senha da Senadora Heloísa Helena. Me parece que o programa foi modificado para alterar o voto Senadora Heloísa Helena!

    Isso foi um crime tremendo! A mídia PiG manipulou os brasileiros na época, dizendo que foi apenas para tirar uma lista dos votos. Para min, houve um crime maior que foi ALTERAR o voto da Senadora.

    A impunidade é o grande problema do Brasil e o judiciário falha clamorosamente.

José Vitor

26/09/2010 - 17h55

Acabei esquecendo de dizer que o prof. Stolfi é um dos co-autores do Relatório CMind, junto com o eng. Amílcar Brunazzo (e outros).

Responder

José Vitor

26/09/2010 - 17h50

A postagem do prof. Stolfi é bastante interessante, mas não muda muito minha opinião sobre o assunto. Enquanto não for feito o upgrade para uma urna de 2ª geração (ou 3ª, ou 4ª, etc) acho muito mais confiável o sistema eletrônico atual do que o sistema convencional por cédulas, passível de ser "hackeado" por qualquer coronel dos cafundós.

Também mantenho minha opinião de que a crítica sobre a "urna eletrônica" é feita de forma incompetente, especialmente quando é feita para o grande público, e só tende a alimentar histerias e teorias conspiratórias. Nesse sentido, acho que teria sido muito mais eficiente um artigo escrito, didático, do que uma entrevista por vídeo como temos aqui.

Acho também que houve uma falha dos meios de comunicação, tantos dos tradicionais (dos quais não se espera muito mesmo), quanto dos "novos", no caso os principais blogs informativos. Esse assunto deveria ter sido trazido à baila bem antes, com bastante tempo para ser discutido e investigado. Tratar disso agora, na undécima hora, francamente, tenho minhas dúvidas sobre a prudência desse procedimento. Eu até entendo que o objetivo do artigo que estamos discutindo tenha sido de alertar as pessoas para a possibilidade de fraude, mas no momento desconfio que investir nesse assunto seja uma "faca de dois legumes".

Quanto à fraude "por dentro", como descreve o prof. Stolfi, eu já conhecia, mas por acaso, por ter visto em algum fórum que não tinha nada a ver com a urna, e não por intermédio do pessoal que critica a "urna". Com relação a isso, o que posso dizer é que a segurança de um sistema de informação tem que ser vista como um todo, e não apenas em uma parte. Com isto quero dizer que é preciso se conhecer os procedimentos de segurança física e os procotolos de transporte e manuseio da urna. Como não se tem informação sobre estes aspectos, não dá prá saber até onde, na prática, os riscos apontados pelo prof. Stolfi sejam reais (ou não). Tendo em vista o rigor que o TSE exibe em relação a tudo relacionado à urna, minha tendência é achar que os procedimentos existentes diminuem enormemente os riscos de fraude "por dentro". Caberia aqui também que alguém (críticos do processo atual, blogs informativos) fossem atrás e disponibilizassem, até onde possível, todo o processo relativo à urna: quem fabrica ? onde é fabricada ? qual é o ambiente de segurança ? como é transportada ? Quem transporta ? Onde é armazenada ? Como é preparada ? Etc etc etc.Mas acho que isso só valeria a pena após a poeira das atuais eleições ter abaixado.

Responder

    AlxMendes

    26/09/2010 - 22h08

    José e Demais,

    O grande problema da impressão dos votos sempre foi a resistência do TSE.

    Bastaria ao TSE ter baixado norma para isso, mas foi preciso o Congresso agir e obrigar a ser adotada a urna com voto impresso, como é na Holanda e outros países de primeiro mundo, para que o TSE cedesse, infelizmente somente para 2014. Daria para ser feito ainda neste ano e em 2012 não ter não é justificável.

    Depois da revelação da corrupção de tantos juízes, como Lalau, Nestor do Nascimento (pq a mídia não fala dele?), Rocha Mattos, Paulo Medina, etc. e da propina de R$700 mil paga pelos tucanos aos desembargadores do Trib. de Justiça do Mato Grosso do Sul, não resta dúvida de que a vigilância tem que ser constante!

    Paulo Gustavo

    27/09/2010 - 15h24

    Ninguém aqui está propondo retornar para a urna de lona. Os riscos apenas mudariam de tipo.

    Estamos propondo progredir de uma urna de 1ª geração para uma de 2ª ou 3ª geração.

    Quanto à "histeria" que você menciona, creio que o pecado do vídeo do Amilcar foi exatamente ele ter sido muito pouco contundente em suas alegações. Foi sereno até demais, pela gravidade do assunto.

    Se você acha que é mais eficiente um artigo escrito, sugiro que leia os dois links que já indiquei.

    Mas uma entrevista é uma ótima forma para despertar o interesse no assunto, não?
    É uma pena que só agora você esteja tendo conhecimento deste assunto, que já vem sendo tratado desde a época da primeira eleição eletrônica, em 1996. É sinal de que ele precisa ser ainda mais divulgado pela imprensa, fora e dentro do período eleitoral.

Leonardo

26/09/2010 - 17h42

Já é passado. A lei 12.034/2009 dispõe que a partir da eleição de 2014 haverá voto impresso, conferido pelo eleitor, e auditoria independente em audiência pública.

Responder

    Amilcar Brunazo

    27/09/2010 - 07h47

    Mas fique atento, Leonardo,
    Também já existe um novo projeto de lei PLS 68/10 do Sen. Azeredo (sempre ele) revogando o voto impresso para 2014 e voltando ao equipamento de 1ª geração cujo resultado não pode ser auditado.

Sérgio

26/09/2010 - 17h12

Apesar do deslumbramento com os recursos digitais, o papel continua tendo inúmeras aplicações imprescindíveis. A segurança na apuração do voto popular justificaria seu uso, mesmo que ele não fosse produzido com madeira de reflorestamento, que seria um dos melhores métodos de captação de carbono que existe.
Pelo registro impresso, conferido e depositado na urna coletora!

Responder

Alex Mendes

26/09/2010 - 16h53

MArcelo,

O voto continua secreto: ao depositar o voto que foi impresso e ter conferido, o eleitor coloca o voto impresso na urna e assim, na contagem dos votos impressos niguém vai saber quem votou em quem!

Vc ainda não entendeu o pleito daqueles que defendem o voto impresso, tatalmente legítimo!

Na Holanda, país de primeiro mundo, tem voto eletrônico com impreesão. Como o Amilcar Brunazzo falou, é o voto eletrônico de segunda geração.

Responder

Altair

26/09/2010 - 15h48

Seria possível, por exemplo, que a urna imprisse o voto, que o eleitor poderia conferiri e depositar numa urna (de lona) anexa. Se houvesse dúvidas quanto aos resultados do boletim de urna, seria possível contar os votos da urna de lona; tudo sem comprometer o sigilo do voto, nem deixar margem para dúvidas. Quem não quer implantar o voto impresso?

Responder

Marcelo de Matos

26/09/2010 - 15h12

Precisamos acabar com a burocracia. Movimento minha conta no BB através da internet. O site recomenda: não imprima seu comprovante, apenas salve-o. Vamos contribuir com o meio ambiente diminuindo o uso de papel. Vejo que os colegas aqui estão pensando no inverso disso. Vamos imprimir os votos e gastar papel; vamos burocratizar mais este país, que já é um dos mais burocráticos do mundo. Talvez o Brasil seja o único país do mundo que já teve um Ministro da Desburocratização. Ele acabou desistindo do cargo porque viu que sua missão era impossível. Gente, o voto é secreto. Não seria um contrasenso imprimi-lo?

Responder

    Neo

    26/09/2010 - 15h55

    http://www.viomundo.com.br/tv/urna-eletronica-cai

    HACKERS, FRAUDE, DADOS ADULERADOS….. E L E I Ç Ã O
    .
    .
    O voto pode e deve sim ser impresso mas não para o eleitor levar para a casa e o "coroné" conferir. O voto deve ser impresso para conferência, sendo depósitado imediatamente e impresso em uma urna convencional (sem identificação do eleitor, só do voto) para conferência da urna (não do eleitor!) em caso de suspeita de FRAUDE eletrônica !!!
    .
    .
    Por que será que sempre que compramos alguma coisa com cartão de débito ou crédito sai um papelzinho?
    .
    .
    É para AUDITORIA em caso de pane eletrônica ou FRAUDE. Tão comum hoje em dia pelos famosos HACKERS.
    .
    .
    Um papel dá pra conferir, um "byte" adulterado não.
    .
    .
    Defender a não possibilidade de conferência é coisa orquestrada de quem pretende dar o golpe na vontade popular pela fraude eletronica na votação.
    .
    .
    Medo de conferência? Quem não deve não teme !
    .
    .
    A quem interessa um sistema que não se pode garantir em caso de fraude? Ao povo é que não é…
    .
    .

    Jairo_Beraldo

    26/09/2010 - 16h42

    Não seria, pelo motivo que estará armazenado na urna. O único receio seria os mesários marcarem a hora que cada eleitor esteve na seção. Mas com certeza, seria um baita mau carater que se prestaria a isso. Tem que se imprimir sim. Seria como um recibo da ação.

    Antonio

    26/09/2010 - 17h06

    Marcelo de Matos você é um sujeito hilário. Se não escrevesse tão bem eu o chamaria de jumento. Mas como escreve coerentemente, devemos desconfiar muitíssimo de seus argumentos hilários e preocupados com o meio ambiente e a burocracia. Só o Brasil aceita urna caixa preta eletrônica. Os ditos países de primeiro mundo rejeitaram tal caixa preta por ser facilmente fraudada.

    Marcelo de Matos

    26/09/2010 - 18h47

    Se eu não fosse educado, reverteria a injuria chamando-o de muar. Hilário é o sistema eleitoral dos EUA. Eles não querem a urna eletrônica porque acham mais fácil fraudar o sistema atual. A vitória de Bush filho comprava isso. Houve uma tremenda ensebação na apuração, se não me engano, no Estado da Califórnia. Quem garante que não houve fraude?

Marcelo de Matos

26/09/2010 - 14h57

Não é possível auditar o voto. Sabem por quê? Eu vou contar, mas, por favor, não espalhem: porque ele é secreto. Uma das formas de verificar se não houve fraude é indireta: as pesquisas eleitorais. O que precisa ser auditado é certo instituto que, de vez em quando, publica pesquisas suspeitas. Isso realmente coloca em perigo o sistema eleitoral. Imprimir voto é conversa de saudosista. Vamos esquecer isso.

Responder

    Neo

    26/09/2010 - 15h26

    HACKERS, FRAUDE, DADOS ADULERADOS….. E L E I Ç Ã O
    .
    .
    O voto pode e deve sim ser impresso mas não para o eleitor levar para a casa e o "coroné" conferir. O voto deve ser
    .
    impresso para conferência, sendo depósitado imediatamente e impresso em uma urna convencional (sem
    .
    identificação do eleitor, só do voto) para conferência da urna (não do eleitor!) em caso de suspeita de FRAUDE
    .
    eletrônica !!!
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    Por que será que sempre que compramos alguma coisa com cartão de débito ou crédito sai um papelzinho?
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    É para AUDITORIA em caso de pane eletrônica ou FRAUDE. Tão comum hoje em dia pelos famosos HACKERS.
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    Um papel dá pra conferir, um "byte" adulterado não.
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    Defender a não possibilidade de conferência é coisa orquestrada de quem pretende dar o golpe na vontade popular
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    pela fraude eletronica na votação.
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    Medo de conferência? Quem não deve não teme !
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    A quem interessa um sistema que não se pode garantir em caso de fraude? Ao povo é que não é…
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    AlxMendes

    26/09/2010 - 18h26

    Acho que o Marcelo ainda não entendeu o sistema: Você registra o voto eletronicamente, a urna imprime o comprovante, você o confere e coloca numa segunda urna. NINGUÉM SAI CARREGANDO O COMPROVANTE! Não tem essa de "mostrar pro coroné"! O voto secreto é mantido!

    Os votos impressos são p/ conferência em caso de suspeita de fraude. Em minha opinião, aliás, deveriam ser contados sempre e depois comparados com os resultados eletrônicos.

    Quanto à possibilidade de fraude, foram fortíssimas nas duas últimas eleições do Roriz em Brasília. Pela margem de votos, era para o Cristovam Buarque ter sido reeleito. He houvesse o voto impresso, seria possível detectar a fraude.

    Os brasileiros ficarem dependendo de alguns juízes é inadmissível. Basta ver o caso do MS, com a confissão do tucano de que pagavam R$700 mil para os juízes e R$300 mil para os membros do Min. Público.

    Eu não fiquei nem um pouco espantado, pois a corrupção no judiciário é muito maior do que se pensa! A PiG não levante essa bola por quê ela também corrompe o judiciário.

    Amilcar Brunazo

    27/09/2010 - 07h55

    Marcelo,
    Está difícil você entender, né?
    O voto impresso não contém a identificação do eleitor.
    O voto impresso não é entregue ao eleitor para ser levado embora da seção.
    Embora eu prefira o sistema de voto escaneado, esse sistema de imprimir o voto para conferência do eleitor vem sendo usado na Venezuela desde 2004 (por imposição da OEA e da Fundação Carter) e não tem nenhum desses problemas que você teimosamente ainda tenta apontar.
    Passar a Imprimir o voto em máquinas de votar de 1ª geração, transforma-as em máquinas de 2ª geração e, portanto é uma evolução.
    Retrocesso é votar num sistema eleitoral cujo resultado não pode ser conferido de forma independente.

Marcelo de Matos

26/09/2010 - 14h51

Tudo o que os compradores de votos querem é um recibo que comprove em quem o eleitor votou. Aí fica bem mais fácil comprar votos. Vá lá, vote e traga o recibo aqui que você recebe "X". Fácil, não?

Responder

    Jairo_Beraldo

    26/09/2010 - 16h43

    Mas o impresso não será dado ao eleitor, meu caro. Ficará armazenado na urna para um conferencia em caso de duvida.

eli

26/09/2010 - 14h08

Eu sempre me preocupei com a invasão das urnas e uma mudança de resultados. O guru está de longe.

Responder

Internauta D

26/09/2010 - 13h42

Até hoje não acretido naquela virada do Kassab em cima da Marta, dizem meu botões que o fator Proconsult rondou por lá, mas como não há como auditar, ninguém viu nada, e assim corremos o risco novamente, daí não ser estranho que o DataFraude de um jeito de forçar a barra novamente

Responder

    narsiza batista

    24/03/2012 - 18h12

    Na Chuiça brasileira tudo é possível. É só verificar alguns resultados eleitorais por lá. Não vai dar pra continuar confiando no TSE deles.

Jorge Stolfi

26/09/2010 - 13h08

Como meu post ficou muito comprido, coloquei o resto no meu site: http://www.ic.unicamp.br/~stolfi/urna/FAQ.html

Responder

Victor Farinelli

26/09/2010 - 12h48

A bala de prata do Serra é a fraude eleitoral.

Responder

    Jairo_Beraldo

    26/09/2010 - 16h44

    Impossível. ele não tem essa força toda. Acabaria por acarretar uma "guerra civil".

Jorge Stolfi

26/09/2010 - 12h19

Respondendo a algumas dúvidas (II):

* "Se a gente confia em caixa eletrônico, porque não na urna eletrônica?"

De fato, seria fácil programar um caixa eletrônico para roubar dinheiro ou senhas dos usuários, de inúmeras maneiras. (Tente buscar "chupa-cabra" "caixa eletrônico" no Google para ter um vislumbre das possibilidades…) Tal como no caso da urna, uma fraude em caixas eletrônicos pode em tese ser feita por um único funcionário bem colocado na área de TI do banco, à revelia do mesmo; e pode afetar todos os caixas do banco.

Porque todo mundo continua usando caixas eletrônicos, apesar desse risco? Primeiro, porque cada cliente pode descobrir saques fraudulentos na hora, conferindo seu extrato. Segundo, porque os extratos podem ser impressos, o saque pelo cliente pode ser filmado e testemunhado, e o dinheiro eventualmente precisa ser materializado para completar a fraude (alguém tem que ir em pessoa ao caixa para retirar as cédulas, ou alguém precisa receber a mercadoria comprada com o dinheiro desviado). É nessa conexão inevitável entre o virtual e o material que o ladrão pode ser pego em flagrante, e que a fraude pode ser provada no tribunal. Finalmente, a gente confia que o banco vai estar do nosso lado em questão de fraude: a gente acredita que o *banco* não tem interesse em fraudar os clientes nem deixar que alguém faça. (Note que se o extrato também for adulterado para esconder o saque fraudulento, então o ladrão está roubando o banco, e não o cliente!)

Na urna eletrônica do TSE, não existe nenhum desses três ingredientes de segurança.

* "Nunca houve provas ou indícios de fraude nas eleições eletrônicas"

INDÍCIOS de fraude houve aos montes. Em toda eleição há candidados jurando que sua votação foi muito abaixo do esperado.

PROVAS nunca houve e nunca haverá, porque o projeto da urna do TSE é "à prova de provas". Durante todo o dia da eleição, os votos só existem dentro da urna, na forma de sinais elétricos. Como programas podem ser apagados sem deixar rastros, e dados digitais podem ser alterados sem deixar rasuras, é absolutamente impossível descobrir o que aconteceu com esses votos entre a digitação pelo eleitor e a impressão dos totais no fim do dia.

(continua)

Responder

Jorge Stolfi

26/09/2010 - 12h12

Respondendo a algumas dúvidas:

* "Os fiscais podem conferir os boletins de urna e os totais do TSE, de modo que a fraude é impossível. Ninguém mostrou um cenário possível fraude."

A totalização não é o problema, nem invasões de hackers. O problema é que o software da urna pode ser facilmente adulterado, antes da eleição, de modo a desviar uma percentagem arbitrária de votos de um candidato para outro(s) — em todas as urnas do país ou de uma região eleitoral. Nesse tipo de fraude "por dentro", o eleitor não percebe o desvio (a urna mostra um candidato mas registra o voto no outro), e todos os relatórios que a urna imprime são consistentes entre si — mas os com números falsos. Então, mesmo que a totalização no TSE esteja correta, o total estará fraudado.

Não há meio eficaz de impedir ou detectar este tipo de fraude — antes, durante, ou depois da votação. Em particular, não existe teste ou perícia que garanta que o software que está (ou estava) rodando na urna durante a eleição é (ou era) o que deveria estar lá. Todas as medidas que supostamente garantem a integridade do software, inclusive assinaturas digitais conferidas por programas de fiscais, podem ser facilmente burladas por técnicas que qualquer autor de vírus conhece.

Tudo o que é preciso para perpetrar uma fraude desse tipo é uma cópia do software legítimo (mesmo que em binário), um exemplar (ou réplica) da urna para testes, um bom hacker, e um agente (cúmplice ou coagido) em posição estratégica na cadeia de distribuição do software: dentro do TSE, de algum TRE, ou de uma das empresas contradadas. A cumplicidade do governo federal ou da cúpula da justiça com a fraude facilitaria muito este último item, mas ela não é necessária. Nem o candidato favorecido, nem seu partido precisam saber da fraude. O custo de tal operação seria ínfimo comparado com os interesses em jogo em qualquer eleição.

Essa é uma fragilidade inescapável de qualquer urna inteiramente digital (de "primeira geração"), como a urna usada pelo TSE desde 1996. O cenário de fraude acima foi demonstrado inúmeras vezes com outras urnas dessa classe, em outros países. Isso ainda não foi feito com o modelo exato de urna usada pelo TSE apenas porque, pela lei brasileira, é um crime a reprodução, posse, ou manuseio da urna oficial por pessoas não autorizadas — e o TSE nunca autorizou pessoas "não amigas" a realizar esse tipo de teste. (Na Índia, único país qeu ainda usa um sistema de votação semelhante ao nosso, um pesquisador foi recentemente preso for fazer uma demonstração dessas.)

* "Desconfiar da urna eletrônica é paranóia e/ou burrice. Quem é que diz isso?"

Quem diz isso não é só o Amílcar (que, aliás, é de fato um dos maiores especialistas brasileiros em votação eletrônica e profundo conhecedor da urna do TSE), nem os membros do CMInd, nem todos os especialistas em computação que assinaram o "Manifesto dos Professores" de 2003, nem os parlamentares brasileiros que aprovaram o voto impresso a partir de 2014. Essa é a conclusão de praticamente todos os estudos independentes feitos sobre a segurança desse tipo de urna, no mundo inteiro, por comitês e órgãos de competência indiscutível (como o NIST americano, correspondente ao INPM brasileiro). Muitos desses estudos podem ser encontrados na internet a partir do sitio http://www.votoseguro.org/ . Essas conclusões não são meras "afirmações de autoridade" (como são as afirmações do TSE), mas sim resultado de análises técnicas e demonstrações exaustivemente detalhadas nos respecticos relatórios, que qualquer um pode baixar e ler.

Por conta desses estudos, nos últimos cinco anos, o mundo inteiro já se convenceu de que, com urnas totalmente digitais, o risco de fraude em massa é real e inaceitável. Vários países que haviam adotado esse tipo de urna já trocaram ou estão trocando por sistemas auditáveis — com comoprovante material de voto, ou mesmo para o velho sistema em papel.

(continua)

Responder

    Adolfo Neto

    26/09/2010 - 17h15

    Escutem o que o prof. Stolfi diz. É um dos mais importantes professores-pesquisadores da área de computação no Brasil.

Fernando

26/09/2010 - 11h25

Se a Dilma ganhar a mídia tucana vai dizer que foi fraude.

Responder

    Gerson Carneiro

    26/09/2010 - 12h38

    Até aí é normal. O enigma será se a Dilma perder.

    Então teremos a situação em que coloca-se um passarinho numa caixa de papelão. Em seguida coloca-se um gato na mesma caixa. Lacra-se a caixa com ambos dentro, e no outro dia abre-se a caixa e tem-se apenas as penas do pássaro e o gato, mais vivo do que nunca.

    O bom senso diz que o gato comeu o passarinho. Mas ninguém tem a prova concreta da alegação. E o gato poderá ser absolvido.

    José Eduardo

    26/09/2010 - 13h16

    Já estão dizendo hoje. Já recebi um mail de uma conhecida que é Serra até debaixo d´água (a mãe morreu quando o Collor segurou a poupança, e ela tinha votado nele), falando isto. Este pessoal não aprende, né?

    Jairo_Beraldo

    26/09/2010 - 16h46

    Fraude como? Todas as pesquisas dão como certa a eleição dela já no primeiro turno.

Gerson Carneiro

26/09/2010 - 09h25

De acordo com o que foi dito, o problema da Justiça Eleitoral é semelhante ao que ocorre no Detran: ele multa, o multado recorre (não sem antes pagar a multa) e o próprio Detran julga o recurso da multa que o próprio Detran aplicou.

Quanto ao código do programa, é muito fácil inserir um contador por exemplo, para cada X votos para o candidato A, reverter o voto para o candidato B, e zerar o contador e recomeçar o algoritmo. Tendo em vista a incerteza se o programa auditado é o mesmo instalado na urna. Isso é uma possibilidade difícil de ser descartada.

Responder

    Antonio

    26/09/2010 - 17h13

    É Gerson, um evento tão sério tem ares de palhaçada. Tiram o sarro da nossa cara, na nossa cara. É o absolutismo das elites brasileiras. Temos que acabar com isso.

    Gerson Carneiro

    26/09/2010 - 19h13

    De que forma? A parcela dos que têm consciência da necessidade dessa transformação é ínfima quando comparada ao corporativismo das elites (Poder Judiciário, OAB…).

    Até mesmo a "Assembléia Constituinte" que deu origem à Constituição de 1988 que deveria ter sido escolhida pelo povo foi montada às pressas sem a participação popular direta. Imagine em um condomínio a elaboração de um regulamento sem a participação direta dos moradores?

    Aí chega um momento desse, e por imposição da elite, a foto antiga da Dilma passa a ter mais importância do que os termas realmente relevantes para a nação. Há muito por fazer, ainda estamos apenas engatinhando. Educação é a saída.

Estanislau

26/09/2010 - 01h57

A verdade é que o sistema de urnas eletrônicas já foi concebido originalmente para ter como contraprova o voto impresso. E assim deveria ter sido feito desde a primeira votação. Independente de discussões técnicas, tal daria maior credibilidade ao processo. Abortaram tal questão por vários pleitos. Por quê? De qualquer modo, fico bem mais confiante agora, por saber que, ao menos na próxima eleição, já teremos a impressão do voto.

A propósito, antes de alguém me confundir com algum resistente ao mundo digital: sou gestor em tecnologia da informação.

Responder

japim

25/09/2010 - 18h52

tentei abrir os vídeos e só acusa página em branco

Responder

    Baixada Carioca

    26/09/2010 - 12h31

    Preciso entender melhor a política de publicação de links. Peço aos administradores que nos esclareçam para evitar publicar aquilo que o sitio não aprova.

PAULO CASTELANI

25/09/2010 - 18h47

O ponto principal de tudo é que a JUSTIÇA ELEITORAL está muito poderosa na questão.
A justiça eleitoral é quem 1) FAZ AS REGRAS 2) ADMINISTRA O PLEITO 3) JULGA OS CASOS
É como no futebol, é a dona da bola, das camisas, do campo e do juiz………. será que pode dar coisa boa ?
Porque não auditar o sistema por empresas especializadas ? Porque todas as denúncias de fraudes com farto material de provas JAMAIS a Justiça Eleitoral não permite que se pericie o sistema eletronico ????
É muitas dúvidas que apenas a VOZ OFICIAL é divulgada na midia ( paga ) …. A mídia não aceita outras opiniões….
Tudo isso porque está se elegendo os principais cargos do pais, cargos que ditam leis que o POVO tem que cumpri….
Só não vê quem não quer !!!

Responder

    Leamartine P Souza

    25/09/2010 - 22h27

    O que dizer então, quando até as instalações nucleares iranianas estão sendo alvos de infestação de virus que, de tão complexos, estão sendo considerados como armas nacionais (criadas por nações) e não por hackers ?!!

    Veja a matéria em http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/09/

    Ubiratan Rosa Passos

    26/09/2010 - 15h29

    Será que essa "subida" do Serra não está sendo combinada?

    Jairo_Beraldo

    26/09/2010 - 16h47

    Está sim, mas entre os senhores barões da mídia. Isso te pega? A mim não.

PAULO CASTELANI

25/09/2010 - 18h33

O ponto principal de tudo é que a JUSTIÇA ELEITORAL
está com muitos poderes para um evento tão impotante,
afinal, eles quem criam as regras, eles que administram a eleição
e eles que julgam todas as dúvidas !!! Quer dizer, se fosse um jogo
de futebol, seria o dono da bola, das camisas, do campo e do juiz…..
imagina só o resultado !!!!! Ou será que a partir do momento que
alguém se ELEVA ao cargo de Juiz ele está acima de qualquer suspeita ???
E porque não se pode auditar o sistema ????

Responder

Maria

25/09/2010 - 14h49

Seria bom ver uma matéria sobre o TRE, quem são seus juízes, qual a tendência dos votos de cada um, o que eles fazem fora do período eleitoral, qual qual a verba que recebem anualmente , se a publicidade produzida para eles é realizada por agências que ganham processos de licitação etc. Existe um site onde essas informações estão disponíveis? Desculpa a aignorância ,mas nunca havia me preocupado de fato com isso. So sei quem é o presidente do TRE atual ( Lewandosvisk ou algo parecido) e de antigos como o Ayres de Brito e o primo do Collor, se não me engano.

Responder

    Marcelo de Matos

    25/09/2010 - 16h09

    Maria, você citou o presidente do TSE, não do TRE. Há um TRE em cada Estado e um TSE nacional. Em tese, o juiz não pode ter "tendência de voto". Ele deve votar com base em provas legais. Os juízes eleitorais, em sua grande maioria, pertencem a outros tribunais e recebem seus proventos desses tribunais de origem. A CF disciplina a composição dos tribunais eleitorais: de onde vêm os juízes, etc. Os juízes do TSE que também atuam no STF acabam recebendo mais porque atuam em dois tribunais. Mais, inclusive, que o teto constitucional, o que acho errado. Foi um jeito que eles deram para aumentar seus vencimentos. Deviam, a meu ver, licenciar-se do STF para assumirem no TSE. A publicidade feita pelos tribunais eleitorais, tal qual toda publicidade pública, é feita com o dinheiro do mesmo cofre. Os três poderes da República gastam muito com publicidade, mas, isso faz parte do sistema. As agências de publicidade ganham mais com o governo que com as empresas privadas. Mas, ninguém pensa em mudar isso. Então, la nave va. Um abraço.

Marcelo de Matos

25/09/2010 - 11h50

O primeiro setor no país a informatizar o trabalho, se não estou enganado, foi o bancário. Eu trabalhava em banco no início da década de 60, quando começou a “automação” bancária. Até então o cliente ia ao banco com uma caderneta e o funcionário tinha de copiar seu “extrato” ali, caligraficamente. Depois os extratos passaram a ser emitidos eletronicamente, sem exceção. Não adiantava o cliente alegar que não confiava no computador. O que a Justiça eleitoral está fazendo, com substancial atraso, é informatizar o serviço. Os bancos não permitem que o cliente vá conferir se a máquina não está burlando seu extrato. Na eleição vale o mesmo raciocínio. Salvo prova em contrário, está tudo correto e estamos conversados. Chega de ouvir os lobistas que querem implantar sistemas de impressão de votos. O que eles querem até eu gostaria de conseguir: o melhor negócio do mundo, ou seja, milhões em dinheiro público para imprimir votos.

Responder

    Roger Chadel

    25/09/2010 - 13h46

    Epa! Informatização sim, tapeação não! Tudo o que os bancos fazem com a informática é auditado por empresas externas. Além disso, existe um rastro em papel de todas as operações. Seja honesto e responda: você depositaria seu dinheiro num banco se não lhe fosse dado um comprovante? Você aceitaria pagar sua conta no restaurante com cartão de crédito sem receber um comprovante? O que os modernos sistemas de votação fazem é exatamente isso: imprimir uma cópia do voto para poder recontar em caso de dúvida. Isso é dar satisfação ao eleitor mostrando onde foi parar o voto dele. É só isso que se pede (com a observação que devido ao voto ser secreto e inviolável, ele só poderá ser visualizado pelo eleitor que confirmará ou não antes de ele ser destacado e colocado automaticamente numa urna sem contato manual).

    Marcelo de Matos

    25/09/2010 - 15h50

    Você pergunta: "Seja honesto e responda: você depositaria seu dinheiro num banco se não lhe fosse dado um comprovante?" Não sou fissurado em comprovante. Acho que os bancos brasileiros são confiáveis. Já tivemos bancos aventureiros, como o Marca Sidam e assemelhados. Eu confio nos bancos com os quais trabalho. Aliás, confiança é o elemento chave em trasações bancárias. Crédito vem de credere, do Latim, que quer dizer acreditar. Se eu não tiver confiança no banco prefiro deixar o dinheiro debaixo do colchão. Agora mesmo vou entrar no site do BB e fazer uma transferência on line. Nem estou pensando em comprovante. Nunca tive problemas nessas transferências. Bom fim de semana.

    Roger Chadel

    25/09/2010 - 16h57

    Marcelo, eu pensei que estávamos falando sério. Nessas condições, só posso lhe dar um conselho: reze. Reze bastante, para que Papai do Céu não deixe que ocorra um problema com o seu banco. E reze para que Papai do Céu não permita que os programadores os computadores do TSE falhem ou para que nenhum hacker tente invadir uma urna ou alterar o resultado das eleições.

    O homem não é honesto por natureza. Se fosse não precisaríamos de leis e de polícia para que sejam cumpridas. O homem e as suas instituições são honestas porque há leis que os pune em caso de violação da lei.

    Você sabia quantos processos contra bancos e instituições financeiras existem atualmente nas várias instâncias da Justiça? Eles só existem porque existem provas que podem ser levadas a juízo. De posse dessas provas o juiz pode dar uma sentença. Pois o TSE resolveu esse problema: não existindo rastro ou comprovante não há prova, portanto não há como entrar com ação. E quem o fizer (sempre tem algum teimoso) vai perder.

    Paulo Gustavo

    25/09/2010 - 16h58

    Você pode confiar cegamente em quem você quiser: no seu banco, no padre, em Deus, na sua esposa, no seu cachorro, na sua mãe, no seu candidato, e até nos milhares de desconhecidos que mexem nas urnas eletrônicas…

    Mas nem você nem o TSE pode ME obrigar a confiar cegamente em algo, sem me deixar verificar por quê.
    EU confio em quem eu acho que devo confiar, e se eu tiver motivos relevantes para isso.
    E cada eleitor brasileiro tem o mesmo direito.

    Antonio

    25/09/2010 - 17h15

    Olha meu amigo trabalho com bancos brasileiros e posso afirmar que não são confiáveis. Roubam o cliente na cara dura. O problema é que eles sabem quem eles roubam. Através de seus funcionários pilantras escolhem aqueles mais humildes para tira o dinheiro. E eu posso provar o que estou dizendo, pois tenho documentos.

    celso pinheiro

    25/09/2010 - 14h12

    Marcelo Matos,
    os bamcos não emitem recibos para cada transação, que podem ser conferidos?
    os extratos foram abolidos?
    o cliente não pode conferir se o valor depositado foi para a conta correta e no valor correto?
    você deve estar de brincadeira, não é mesmo…

    Marcelo de Matos

    25/09/2010 - 15h45

    No Brasil não costuma haver indícios de fraude eleitoral com a urna eletrônica. Se houver esses indícios é claro que o Tribunal mandará apurar. Ordinariamente, o resultado das urnas confere com as pesquisas – dificilmente há surpresas. Não se justifica ficarmos imprimindo votos só porque uns e outros acham que a urna não é segura. Eles podem estar interessados apenas em vender impressoras para o governo. Eu comparei a informatização bancária com a das eleições. Informatização é tudo igual. Se alguém tiver dúvidas pode requerer à Justiça a apuração. O banco pode dar recibo do depósito; a Justiça eleitoral também dá recibo de que você votou. Não pode dizer em quem porque o voto é secreto. Se eles derem recibo de que você votou no Serra, por exemplo, alguém poderá comprar o seu voto e exigir que traga o comprovante de que realmente votou nele. Elementar, não?

    Roger Chadel

    25/09/2010 - 16h34

    Marcelo, há indícios de fraude, inúmeros, e mesmo assim o TSE não manda apurar. Por que? Porque embora tenha o nome de Tribunal, o que ele menos faz é julgar. É ele que projetou as urnas, é ele que as programa, é ele que define as regras de utilização, é ele que diz o que pode e não pode ser fiscalizado, é ele que tem os dados (e não os divulga) sobre falhas e eventuais fraudes, é ele quem faz a apuração e a totalização. E quando um candidato entra com uma ação para pedir uma perícia em função de graves provas descobertas por pessoas insuspeitas como um professor do ITA, esse candidato é julgado pelo próprio TSE que o condena! (vide caso de Alagoas 2006).

    Você disse: "Se alguém tiver dúvidas pode requerer à Justiça a apuração" e eu te citei o caso acima. E agora lanço o desafio, a você e a quem mais tem tanta confiança cega: peça à justiça a apuração! Isto é, a recontagem. Não será atendido, não porque você ou qualquer outro não merece, mas simplesmente porque não existe recontagem de votos eletrônicos, pelo fato de não existirem. Existem registros que são gravados por um computador, conforme determinou um programa. Mas nada garante que esse programa esteja correto, nada garante que este programa é o mesmo que foi codificado pelo TSE, nada garante que este programa não foi eventualmente "hackeado". E pasme: nem mesmo há garantias de que a urna em que você está votando é uma urna de propriedade do TSE. A ideia de imprimir o voto é para que se houver dúvida, ele possa ser recontado. A ideia é simples, funciona, está em uso em vários países, como na Venezuela. Há outros sistemas que permitem recontagem, mas que são mais caros, por isso é que foi sugerida a impressão do voto.

    O sistema de impressão do voto é mais seguro do que você propõe: o voto é impresso, visto num visor, o eleitor confirma e ele é cortado e depositado automaticamente numa urna convencional. Nenhum contato humano, nem mesmo do eleitor. Portanto nada de usar como comprovante de que votou no candidato X.

    Paulo Gustavo

    25/09/2010 - 16h55

    Se a pesquisa eleitoral é um critério de segurança pra você, então vamos economizar as eleições e considerar eleito o primeiro colocado nas pesquisas. Ora, não é bem assim.

    Você tem ideia de quanto o TSE já gastou com a compra de milhares de urnas eletrônicas? Saiba que acrescentar a possibilidade de impressão de voto significa um gasto minimo diante do benefício. Se é pra fazer mais barato e menosprezar a segurança por total confiança na Justiça Eleitoral, melhor cada um dizer seu voto no ouvido do juiz.

    Quem deposita dinheiro no banco tem como confrontar o que depositou com um comprovante que ele recebe na mesma hora. Na urna eletrônica, você vota mas não sabe se o voto foi computado corretamente. O voto impresso não seria entregue ao eleitor, mas apenas visualizado e depositado automaticamente numa urna.

    O voto é secreto sim. Mas pelo menos eu tenho direito de saber em quem votei!

    Alex Mendes

    26/09/2010 - 16h37

    O Marcelo ainda não entendeu o sistema: Você registra o voto eletronicamente, a urna imprime o comprovante e você o confere e coloca numa segunda urna. NINGUÉM SAI CARREGANDO O COMPROVANTE!

    Os votos impressos são p/ conferência em caso de suspeita de fraude. Em minha opinião, aliás, deveriam ser contados sempre e depois comparados com os resultados eletrônicos.

    Quanto à possibilidade de fraude, foram fortíssimas nas duas últimas eleições do Roriz em Brasília. Pela margem de votos, era para o Cristovam Buarque ter sido reeleito.

    De um sujeito que pega R$2 milhões em dinheiro vivo de empresário acusado e processado por assassinato, você espera o quê? Agora, o STF ficar nessa "lengalenga" prendendo-se a pequenas formalidades de Lei para não aprovar logo o espírito da Lei Ficha Limpa, que é impedir corruptos de concorrerem, é o cúmulo.

    O judiciário brasileiro perdeu totalmente a sintonia com os cidadãos brasileiros!

    E como a Sra. Roriz é possível beneficiária nos frutos da corrupção da qual Roriz foi acusado e renunciou, deveria tb. ser impugnada

    silas32

    25/09/2010 - 15h23

    Marcelo Matos (e todos que pensam como ele), a questão é simples: não importa o grau de dificuldade de fraldar a urna eletrônica, mas sim o fato que ela é, como qualquer meio eletrônico, inauditável "eletrônicamente". Ou seja, é inerente ao mundo dos bits e bytes a possibilidade de adulterar alguma coisa de modo invisível ao ser humano.
    Por isso, apenas a materialização do voto permitiria a garantia da lisura do processo. E isso seria simples, desde que garantida, também, a paridade entro o "comprovante material" e o voto assinalado eletrônicamente.
    Insisto que a questão é da impossibilidade de auditoria e não da probabilidade de fraude.
    Esse seu posicionamento, e de muitas outras pessoas que já se manifestaram sobre o assunto, está relacionado, penso eu, a um modo de pensar "analógicamente" uma questão "digital", ou "digitalmente" uma questão "analógica. Mas aí a conversa ficaria muito grande para esse espaço.

    Antonio

    25/09/2010 - 17h11

    Dou meu dinheiro como muito gosto para ter certeza de que não há e que não haverá fraude. Essa sua conversa é pra boi dormir senhor Marcelo.

    Amilcar Brunazo

    25/09/2010 - 18h31

    É duro ter que ouvir comentários e críticas de quem não tem a menor noção do que está falando.
    Marcelo, todas as urnas eletrônicas JÁ POSSUEM IMPRESSORA, para imprimir a tal da zerésima e o resultado (BU).
    Não seria necessário comprar nenhuma impressora a mais para imprimir o voto e permitir auditoria do resultado independente do software, como ocorre desde 2004 na Venezuela.
    O custo da impressão de um voto por eleitor é menos de 1% do custo que o TSE vai pagar por eleitor para fazer a identificação biométrica que não resolve o problema da auditoria do resultado.
    Este modelo de urnas brasileiras (de 1ª geração) está sendo rejeitado e até proibido no resto do mundo, que já adota modelos de 2ª e até 3ª geração (que permitem auditoria independente do resultado).

    Sergio F. Castro

    26/09/2010 - 10h27

    Pois é Marcelo, sou bancário aposentado e acompanhei o processo de informatização dos bancos (e isto para ler um energumeno como o Antonio ai em baixo nos chamar de pilantras) este processo certamente não é a prova de falhas, mas ele é inevitavel, os comentaristas não gostam? Que se danem, tem que conviver com ela (a informatização) e pronto. O Brasil é um dos países mais bancarizados do mundo devido a este processo, (o bolsa familia é possivel graças a informatização, alguém aí dentre os doutos comentaristas é contra o bolsa familia?).
    E quanto a comprovante(?) do voto entregue ao eleitor, ao que me consta, (e sou eleitor desde 1976) nunca existiu e nem existe em lugar nenhum. Algumas pessoas vem a um debate e não se intimidam de usar os argumentos mais asnáticos achando que os outros compartilham de sua indigência mental.
    A questão como debatida, com as honrosas exceções de alguns poucos comentaristas, não se coloca em relação a existencia de uma contabilização impressa dos votos em todas as urnas, exigência justíssima (e como dito pelo Amilcar abaixo, estas já dispõem de impressoras), mas sim de um preconceito completamente irracional (e burro) contra a instituição do voto eletrônico, querem pintar o dedo e esperar meses pela apuração dos votos? (a qual pode ser fraudada ainda mais facilmente que a eletrônica) Mudem-se para o Paquistão, os Talibãs os aguardam de braços abertos.

    Alex Mendes

    26/09/2010 - 12h50

    Parte 2: Na fraude do painel do Senado envolvendo ACM e Arruda, como no gov. PSDB/FFHH nada se apurava, como a quebra de 60 milhões de sigilos bancários por Verônica SERRA e Verônica DANTAS, toda a sociedade brasileira é engrupida até hoje pela PiG de que tratou-se de espionar o voto da senadora, uma história difícil de engolir. Por que o técnico que alterou usou exatamente a senha de Luíza Helena para "testar" a alteração no programa? Para conferir se o voto dela foi alterado ou para verificar a votação? Se fosse a segunda hipótese, não seria necessário usar a senha da senadora, bastava puxar o resultado final.
    Como a mídia sempre manipulou os brasileiros, aquele episódio foi mais um em que a PiG salvou os senadores ligados à direita, ACM e Arruda, de irem para a cadeia por fraudarem a votação da senadora! É Crime o que foi feito e ninguém foi punido!

    O Ministério Público Federal e a Polícia Federal deveriam reabrir o caso urgentemente, pois do contrário as fraudes continuarão no Brasil por muito tempo.

    Alex Mendes

    26/09/2010 - 12h52

    Errado Sérgio,

    Parte 1: A Holanda e Bélgica, se não me engano, adotam urna eletrônica com voto impresso. Até lá, 1º mundo, eles se precaveem contra fraudes, pois sabem que a honestidade e lisura em tudo, incluindo eleições, são fundamentais para a democracia.

    Inclui-se aí a lisura da imprensa, pois lá existem jornais de direita e esquerda, o que não ocorre no Brasil, onde a mídia distorce e mente descaradamente e ninguém com a mesma capacidade de penetração da mídia, consegue mostrar a verdade. Exemplo são a Folha e seu blogueiro Josias, onde a maioria dos meus comentários são CENSURADOS, comentários como este, com argumentos e sem baixaria alguma.

    A possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas é concreta. Nas duas últimas eleições de Brasília houve suspeitas fortíssimas de que Joaquim Roriz ganhou com fraudes em dezenas de urnas ou no trajeto dos disquetes da urna para o TRE, no caso da primeira.

    Sem o voto impresso fica impossível a recontagem.

    Alex Mendes

    26/09/2010 - 16h06

    Corrigindo: o Josias e a "Falha de SP"" censuram praticamente todos os meus comentários. Basta qualquer um mostrar dados verdadeiros que vão contra o PSDB para eles censurarem.

    Um exemplo da censura e manipulação é a privataria da Transmissão Paulista – CTEEP – em 29/jul/2006, feita pelo Alckmin e entregue para a ESTATAL COLOMBIANA ISA! Pode uma coisa dessa? Entregar uma empresa brasileira/paulista 35,1% estatal para uma 99,3% estatal estrangeira? É isso que aconteceu em 2006: é escondido até hoje pela mídia PiG esse absurdo e os de todas as demais privatarias tucanas.
    .
    Faço uma proposta para todos que lêem este blog. Tente escrever pra Folha os dados. Autorizo a todos a copiarem o parágrafo seguinte e enviarem para os "colonistas" da folha, Josia incluído. Pode ter certeza que terá 95% de chances de ser censurado!

    Alex Mendes

    26/09/2010 - 16h12

    Srs.,

    Pergunto por que a Folha sonega aos leitores os dados da entrega da Transmissão Paulista – CTEEP – em 29/jul/2006, feita pelo Alckmin e entregue para a ESTATAL COLOMBIANA ISA, cujas ações são do gov. Federal da Colômbia (98,5%) e Estado de Medelin (0,9%)?

    As ações de SP na CTEEP valiam R$1 bilhão, mas Alckmin colocou à venda por R$755 milhões inventando uma dívida inexistente com a Fundação CESP. Por que a mídia omite que CTEEP tinha R$620 milhões em caixa e era altamente lucrativa, faturando R$1,1 bilhão em 2005 e com lucro líquido de R$500 milhões.

    Por que os leitores não são informados que Alckmin e o PSDB entregaram a empresa estatal altamente lucrativa para uma estatal estrangeira por 13% do que valia? Por que a mídia esconde que os ágios pagos na compra das estatais são recebidos de volta nos três anos seguintes, por meio de abatimento de impostos?

    Todos têm o direito de saber a verdade dessa transação lesiva ao Estado de SP feita pelo PSDB e pelo Sr. Alckmin antes dessas eleições!

Ronaldo Reis

25/09/2010 - 05h55

Na eleição de 2002, no meio da madrugada de apuração, ao vivo estava o Franklin Martins [na época na Globo].
De repente, entre uma apuração e outra, o Serra diminui drasticamente sua diferença nos votos para Lula.
Ele lá, sem saber explicar esta inflexão.

Mais tarde, li que os [poucos] jornalistas que estavam no TRE acompanhando as eleições viram a sala sendo "invadida" por guardas armados, como para "salvaguardar" alguma coisa.
Após a vitória de Lula, uma pequena frase em uma entrevista do Zé Dirceu, quando ele fala algo como …"urnas com auditoria" percebi que ele sabia que ali tinha coisa,
e que aquele 2º turno foi um pouco "ajudado" por algumas não poucas urnas eletrônicas com códigos manipulados.

Este vídeo mantém as suspeitas.

O prof Marcelo Nardelli Pinto Santana já dizia isto na época: http://www.cic.unb.br/~rezende/trabs/urna_sd1_02….

Só para ficar na UNB: até hoje as falhas continuam :http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=3175–

Abraço!
Ronaldo

Responder

    Ronaldo Reis

    25/09/2010 - 08h17

    …e o livro "BURLA Eletrônica" continua atual: http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/trabs/BurlaE

    Abraço!
    Ronaldo

    Sergio F. Castro

    25/09/2010 - 10h56

    Não que eu seja um grande fã da urna eletrônica, mas esta desconfiança que volta e meia aparece não passa de paranóia pura e simples (com uma pitada de burrice), não há nenhuma prova de fraude (ou mesmo indicios) nas eleições eletrônicas e os resultados saem de maneira rápida e condizente com as pesquisas.
    De fato a urna eletrônica foi um fator determinante para o fim das fraudes no interior do Nordeste, onde, por exemplo, na Bahia, ACM e seu bando decidiram varias eleições deste modo (com a urna tradicional onde os votos podiam ser adulterados).
    Lembremos que a maior tentativa de fraude na história não foi com a urna eletrônica e sim com a tradicional no RJ em 82 (Proconsult). Finalmente é um pouco de ignorância da história dizer que a eleição de 2002 foi a segundo turno devido a uma ficticia "fraude", não havia chance de Lula ganhar no primeiro turno já que Garotinho recebeu 17% e Ciro 13% dos votos validos (Lula obteve pouco mais de 30%). Vamos ter um pouco mais de objetividade gente!

    celso pinheiro

    25/09/2010 - 14h14

    fosse a fraude de 82 da proconsult realizada hoje, seria impossível de ser detectada justamente pelo voto não existir mais e não ser possível efetuar a recontagem do que não existe.

    Sergio F. Castro

    26/09/2010 - 09h46

    Não é verdade pois não houve grandes recontagens em 82, o problema e a fraude estavam na apuração e isto continuará em qualquer sistema de votação, repito não há provas ou mesmo indicios fortes de fraude no sistema eletrônico e argumentos do tipo "Zézinho soube de um caso em tal lugar" são falsos por si só.

Paulo Monarco

25/09/2010 - 02h48

Finalmente alguém com uma lanterna no fim do túnel a criticar o óbvio. Impor ao eleitor, goela abaixo, que o sistema eletrônico de votação é inviolável, por si só, por um mero pensamento lógico e coerente, baseado no paradoxo da perfeição – a imperfeição é perfeita – já invalida a afirmação anterior. Ao meu ver, na posição de um mero usuário de suportes binários, a questão sobrepõe uma possível ou não falibilidade do sistema de hardware ou software. A preocupação é, como disse Amilcar Brunazzo, a necessidade de materialização do voto computado. Em papel, acetato, poliester ou em qualquer outro material comprovadamente seguro para arquivamento e posterior consulta. Como todo e qualquer arquivista sabe, seja ele da receita federal ou da Cinemateca Brasileira, midia digital não é durável. Muito menos, confiável. E a importante questão ainda sobrepõe a materialização ou não dos votos, ela torna-se impositivamente democrática. Pois, se este processo, o do voto, que é um dos pilares mestres de todo e qualquer regime democrático, é imposto através de um sistema, seja este sistema qual for, digital ou analógico, em que menos da metade da população compreenda seu real funcionamento, como considerá-lo democrático? Me desculpem, mas isso é a preocupante antítese da democracia. Neste caso, o povo não exerce a soberania, mas sim poucos e privilegiados retentores do conhecimento. E isso é mais do que preocupante, é alarmante e mereceria uma profunda discussão, não acham?

Responder

Pitagoras

25/09/2010 - 00h09

Com todo o respeito e reconhecimento ao competente e bravo colega Amilcar Brunazzo e sua cruzada cidadã, me parece, data venia, óbvio uma coisa. Uma engenhoca eletrônica, que gravando com um programa dados em uma memória, é de quase impossível verificação pela grande maioria dos interessados, os eleitores. Necessita-se de profundo conhecimento técnico de ciência de computadores, eletrônica, programação e teoria de prova de algoritmos. Mesmo com este cabedal denso de conhecimentos, difícil constatar uma fraude , pois dificilmente deixam rastros, ou erro, mormente se momentâneos, na execução do totalizador de votos. O segredo do voto torna a detecção de um erro ou contagem fraudulenta impossível.
Assim porque a resistência ferrenha dos Ministros do TSE, fascinados com a badalhoca de que tanto têm orgulho, não usada em nenhum outro país sério do planeta, em aplicar a lei (logo os magistrados!!!) que obriga o voto impresso para que os leigos, mas eleitores, possam recontar os votos em caso de suspeita de fraude?
Cui bono? diria Agatha Christie.
Insisto, esse judiciário deve ser o pior do mundo!

Responder

    Antonio

    25/09/2010 - 17h32

    É Pitágoras, o negócio é por aí. Vivi uma situação no mínimo estranha. Um candidato a vereador em SP teve votação zerada. Ele tentou repercutir isso na mídia e não conseguiu. Ele mesmo e seus familiares votaram nele. Além disso, ele estimava ter mais 14 mil votos. Que não tivesse esses votos, mas pelo menos o dele e de seus familiares deveriam estar lá. Coisa muito estranha. Não dá para confiar na urna eletrônica sem o voto em papel para conferir. Não dá para confiar nas instituições brasileiras, impregnadas de fisiologismo, compadrios e entreguismo.

    Sergio F. Castro

    26/09/2010 - 09h52

    E você Pitagoras prefere aquelas longas listas de votação, dedo pintado para comprovar o voto e apurações que levam meses, bom aí você pode se mudar para o Paquistão, Afeganistão ou India estes colossos de modernidade e honestidade eleitoral.
    Os Juizes tem orgulho da urna porque ela funciona, é claro que não é a prova de falhas (o voto no bico de pena também não é), mas ela funcionou e continua funcionando, ainda bem que eles são os juizes e não retrogrados como você.

José Vitor

24/09/2010 - 23h12

"um dos maiores especialistas brasileiros em urnas eletrônicas" ? Como é que isso é avaliado ? Quem avaliou ?

A posição dele é parecida com a da Folha em relação à "ficha" policial da Dilma: não se pode dizer que sim, nem se pode dizer que não.

Os argumentos dele são óbvios, todo mundo que acompanha a discussão sobre as urnas eletrônicas, ao menos de longe, já conhecem.

1) O autoritarismo e falta de transparência do TSE é uma unanimidade.
Isso não é um problema técnico, é um problema político e legal, imagino.

2) A impossibilidade de auditoria independente é um fato amplamente conhecido, e para as próximas eleições (não sei se 2012 ou 2014) já vão ser tomadas algumas providências quanto a isso.

A possibilidade de fraude da urna eletrônica é muito, mas muito, mas muito menor do que no processo feito com cédulas.
Quem pensa em fraudar as urnas iria ter mil, um milhão de vezes mais retorno do seu investimento investindo em propaganda eleitoral. É preciso ter em mente que o processo eletrônico não consiste apenas nas urnas, e sim em todo um sistema (programas, equipamentos e pessoas) que é processado pela justiça eleitoral.

Francamente, não vejo a quem possa interessar neste momento criar alarmismo em relação ao processo eleitoral. Ou melhor: eu sei, todos sabemos. Quem está atrás nas pesquisas sempre procura um jeito de deslegitimar as eleições.
Não acho produtivo discutir essa questão nesse momento. Vai simplesmente jogar mais lenha no golpismo midiático que se está tentando produzir.

Responder

    Roger Chadel

    25/09/2010 - 10h53

    1. O Amilcar Brunazo é considerado um dos maiores especialistas em urnas eletrônicas. Não é um critério absoluto, apenas comparativo: ele acompanha e denuncia a evolução do sistema brasileiro desde a primeira eleição eletrônica, em 1996. Escreveu livros, é moderador do fórum http://www.votoseguro.org e um dos autores do Relatório CMind, auditou — dentro dos limites impostos pelo TSE — inúmeros casos comprovados de falhas da urna (sem poder garantir se provenientes de defeitos de hardware e/ou software ou fraude, por causa das limitações). Pouquíssimas pessoas no Brasil têm tal bagagem.
    2. Ele não disse que o problema do TSE é técnico. Existe o problema técnico, mas é o menor deles. O problema existe por causa do monstro que se tornou o TSE depois que foi criado por Getúlio. A ideia era louvável, mas levava em conta eleições tradicionais, em que a fiscalização era intuitiva e a auditoria possível. Mas o TSE nunca poderia ter sido autorizado a legislar e executar eleições, outros órgãos é que deveriam ter feito isso, o TSE deveria manter-se isento, podendo julgar livremente. Mas o poder desenfreado sobe à cabeça, permite que essas pessoas se sintam donas do mundo, manipulando orçamentos bilionários que poderiam eventualmente ser mais úteis e eficientes em outras áreas. Sim, o problema é legal, e urge que o Congresso se disponha a resolvê-lo.
    3. É um fato que a urna eletrônica acabou com muitas fraudes inerentes ao sistema tradicional. Mas abriu a porta para outras, muito mais perigosas: se no sistema tradicional em papel era possível alterar o resultado urna a urna, portanto limitando sua eficácia a eleições municipais de pequenas cidades, hoje uma fraude cometida dentro do TSE (sim, apesar de dizerem que o sistema é inviolável, que garantia temos que algum programador não tenha sido "comprado" para adulterar o código?) pode mudar o resultado de uma eleição presidencial.
    4. O "alarmismo" é feito pelo Forum do VotoSeguro desde 1998, com resultados muito aquém do esperado. Porque fora do período eleitoral ninguém se preocupa e durante ele aparecem vozes como a sua dizendo que se trata de deslegitimar as eleições. A luta do VotoSeguro é sempre a mesma, independentemente de quem esteja no governo. Infelizmente é nesse período que as pessoas se dão conta de que podem ser manipuladas por uma caixa-preta. Por fraude ou, pior, por falha do sistema que não pode ser detectada. E explico esse "pior": ninguém está seguro contra um hacker, por mais defesas que se construa, o que se pode fazer é dificultar e limitar o seu alcance. Mas quando se trata de falha, é inadmissível, porque existem normas de programação a serem seguidas, e uma delas exige que haja auditoria externa da codificação. E isso o TSE — que é um órgão de juristas e não de informáticos — não deixa fazer.

    Paulo Monarco

    25/09/2010 - 11h19

    Perfeito Roger Chadel! Uma voz lúcida em meio a guerra colérica/política que encobre os verdadeiros e graves problemas. Parabéns!

    José Vitor

    25/09/2010 - 12h01

    1. Amílcar pode ser o mais conhecido crítico da urna eletrônica, por que ao que parece transformou isso em uma missão pessoal. Quanto a ser "um dos maiores especialistas", esta é a primeira vez que vejo alguém dizer. Ok, confirmei que ele é um dos autores do relatório CMind, mas a argumentação dele na entrevista é batida, e a meu ver é falaciosa.

    2. A afirmação de que "Mas abriu a porta para outras [fraudes], muito mais perigosas" é gratuita. Até hoje nunca vi ninguém demonstrar um cenário de fraude no processo eleitoral brasileiro.

    3. Considero "alarmismo" sim, que a poucos dias da votação de uma eleição disputadíssima, onde um dos lados está lançando mão de todos os expedientes possíveis para reverter os resultados, use-se o recurso da autoridade ("um dos mais conhecidos especialistas") para tentar deslegitimar o processo.

    4. Indo por outro lado, toda a crítica às "urnas eletrônicas" (deveria ser ao processo eleitoral como um todo) que vejo na internet padece de deficiências metodológicas graves. Vejo dois tipos principais de crítica.

    4.1 A crítica inepta, usada por pessoas ingênuas. Exemplo: "os hackers vão conseguir alterar o resultado pela internet".

    4.2 A crítica que usa o "argumento da autoridade". Exemplo: o professor X da U. Stanford (Harvard, etc) demonstrou que a urna é vulnerável; o especialista indiano em urnas, que criticou as urnas na Índia e foi preso; o engenheiro brasileiro especialista, que aponta a fragilidade da urna; etc. (Estes exemplos são ilustrativos, podem não ser factualmente corretos).

    Quando a crítica usa o "argumento da autoridade" ela também usa um argumento falacioso. Usa dois eventos logicamente independentes ((1) a ocorrência de fraude, e a (2) eventual e posterior detecção da fraude) como se estivessem relacionados. Usa o fato de que a auditoria independente a posteriori é impossível (evento 2) para insinuar que é possível, talvez provável, a ocorrência de fraudes (evento 1). Essa argumentação é logicamente falaciosa, e lembra um pouco, como citei antes, a argumentação da Folha para justificar a divulgação da ficha falsa da Dilma. Para demonstrar que ocorrência de fraudes no processo eletrônico é algo razoavelmente plausível e factível, é necessário que se monte um cenário que mostre UMA possível fraude. Até hoje NUNCA vi ninguém fazer isso.

    Existe um outro grave erro metodologico nas críticas públicas que vejo sobre "a urna". Fala-se muito sobre a urna, a urna, urna. Mas onde é que está a descrição do processo eleitoral, para que o eleitor possar conferir, superficialmente que seja, que as críticas possuem alguma validade ou credibilidade ? Nada, isso nunca é mostrado, e temos que acreditar na palavra do "especialista" falando sobre algo abstrato, que nós, leitores, não sabemos o que é. Acho que é um regra lógica trivial que, para se falar sobre uma coisa X, é preciso conhecer X, conhecer as propriedades de X. Isso NUNCA é respeitado pelas críticas da "urna" que são feitas para o público leigo. Temos que aceitar o "argumento da autoridade" de quem critica.

    Eu não sou um "defensor" apaixonado da urna, nem tenho um interesse especial no processo. Mas considero a insinuação de é que é razoavelmente provavel a ocorrência de fraudes no processo eletrônico como um exemplo de teoria conspiratória que é extremamente deletéria no atual momento que vivemos.

    celso pinheiro

    25/09/2010 - 14h20

    José Vitor,
    o fato de você desconhecer algo ou ser pouco informado sobre algo, não significa que isto não existe…

    Roger Chadel

    25/09/2010 - 15h20

    Você não é um defensor da urna mas não admite que ela seja criticada! Quem é você? O idealizador da urna eletrônica brasileira?

    José Vitor, para que temos exército se não estamos em guerra com nenhuma nação e nenhum país nos ameaça? O princípio da segurança é esse: preparar-se para o pior. No caso da urna brasileira ninguém pode afirmar (a não ser o próprio TSE) se houve ou não fraude. Então esqueçamos esta hipótese e fiquemos apenas nas falhas. Todo sistema é sujeito a falhas e não seria a urna eletrônica brasileira a única exceção no mundo. Navegando pelo Fórum do Voto Seguro (www.votoseguro.org) você encontrará dezenas de casos comprovados de falhas que, segundo o TSE não existem. Ora, um órgão que não permite auditoria, que determina como e o que pode ser fiscalizado, que esconde e mente sobre as falhas existentes pode ter alguma credibilidade quando diz que o eleitor tem que confiar na urna?

    Não preciso ser engenheiro mecânico para comprovar que um carro é seguro, basta me valer das informações de órgão especializados. Mas nunca do próprio fabricante, ele é por demais suspeito. Da mesma forma, não é necessário o eleitor conhecer informática para saber se a urna é segura. Mas é preciso que alguma entidade externa o afirme. Até agora TODOS os relatórios produzidos por órgãos externos ao TSE (e não encomendados pelo TSE) são unânimes em dizer que a urna é falha. Precisa mais do que isso?

    Precisamos parar de tapar o sol com a peneira. A urna tem falhas e pode ser melhorada. Sugestões não faltam. Resta saber se o TSE está disposto a aceitá-las e acatá-las.

    Paulo Gustavo

    25/09/2010 - 15h29

    1. O nome "especialista" não foi atribuído como sendo um portador de título de pós-graduação, mas é no sentido de profundo conhecedor – e isso ninguém pode negar.
    O Amílcar já publicou inúmeros trabalhos acadêmicos sobre as urnas eletrônicas, sendo pelo menos uns 5 publicados em eventos científicos. Por exemplo, fez parte de uma comissão independente que fez um extenso relatório técnico sobre o assunto, sobre o qual o TSE jamais se pronunciou (PDF disponível: http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/Relatorio….
    Desconheço qualquer trabalho científico publicado por algum membro da Justiça Eleitoral.
    O argumento de autoridade quem mais usa é a Justiça Eleitoral, que se julga acima do bem e do mal, a ponto de entender que ninguém pode entender do assunto além dela própria.
    Este seu argumento "ad hominem", de desqualificar o ponente, é comumente utilizado pelo TSE em suas falácias.

    2. O que você considera como "cenário de fraude"? O livro "Fraudes e defesas no voto eletrônico", do qual Amílcar é coautor, aponta doze fraudes diferentes possíveis no sistema eleitoral eletrônico, desde a fase de preparação até a totalização dos votos. PDF disponível: http://www.brunazo.eng.br/voto-e/livros/FeD.htm
    O próprio livro apresenta vários indícios de que algumas das fraudes já aconteceram em situaçõe práticas.
    Contudo, como é o próprio fiscalizado quem julga as alegações de fraude, são criados obstáculos intransponíveis à apuração das denúncias, e de fato todos os processos acabam sendo empurrados com a barriga até serem arquivados sem efetivo julgamento do mérito.

    3. Na época da eleição, a imprensa se interessa pelo assunto e está mais disposta a divulgá-lo. É também no período eleitoral que ocorrem os procedimentos a serem fiscalizados, e cabe à imprensa noticiá-los.
    Não é deixando de divulgar o problema que os riscos vão deixar de existir.
    O que prejudica o processo eleitoral não é a investigação de possíveis fraudes, mas a falta de transparência.

    4. O papel da fiscalização é verificar se não existe fraude. Se as ferramentas para verificar isso, são negadas, seria leviano o fiscal dizer que houve fraude, assim como é irresponsável o fiscalizado dizer que não houve.

    Concordo com você: quem se propõe a criticar algo deve conhecer o assunto. Infelizmente o senhor não conhece. E o TSE é o primeiro a dificulta o conhecimento de informações que deveriam ser públicas.

    Ninguém é obrigado a confiar no que o Amílcar disse, mas todos somos obrigados a confiar cegamente na Justiça Eleitoral e a depositar nossa esperança na alegação de que lá todos são honestos e incorruptíveis.

    Já que o senhor parece ter assistido ao video do Youtube, convido-o a ler os links indicados acima e procurar refutar seus argumentos. Quem sabe assim o senhor se desarme de seus preconceitos.

    Evandro Oliveira

    12/10/2010 - 19h32

    José Vitor,
    Você critica a apresentação do especialista, você diz que trata-se de teoria conspiratória, fala com adjetivações bem próprias de falácias e fala que tudo é falácia. Para defender sua ideia usa de falácia mais rudimentar. Tenta "envenenar o poço" de quem apresentou a ideia/esclerecimentos e vem com sua lenga-lenga… isto mesmo sua lenga-lenga é conhecida. Não sabe do que fala, baseia-se somente em notícias que ouviu em jornal, trata-se de um desinformado com o mesmo discurso do TSE… deixa para discutirmos isto nas próximas eleições.
    Você sabia que as próximas eleições já estão com as regras em discussão?
    Pobre do país em que o eleitor nem sabe o que acontece com o voto dele!

    Leamartine P Souza

    25/09/2010 - 12h28

    O mais importante não fora dito, ou seja, o link para a leitura do Relatório do CMind – Comitê Multidisciplinar Independente, no qual, tudo que precisava ser dito fora ESCRITO E ASSINADO, por gente que efetivamente entende do assunto, valendo a pena ler e reler na integridade, como segue:
    http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/Relatorio

    Leamartine Pinheiro de Souza
    21 2558-9814 – [email protected]
    Rua Conde de Baependi 78, Ap 1310
    Flamengo, Rio de Janeiro, RJ
    22231-140

    Paulo Monarco

    25/09/2010 - 11h04

    Me desculpe José Vitor, tudo bem, não podemos jogar milho e alimentar as galinhas desesperadas, principalmente tão perto do pleito, concordo sim que suscitar estas dúvidas quanto a confiabilidade da urna eletrônica somente poucos dias antes da eleição cheira muito mal, mas não diminua a um cabo de guerra entre o bem e o mal, um assunto de extrema importância como a da urna eletrônica brasileira. Veja o exemplo do sistema de votação na Venezuela. Muito mais coerente com os princípios democráticos. É uma discussão para termos em outra ocasião, pois demanda tempo. Leia meu comentário acima, se assim quiser.

    Nics

    25/09/2010 - 14h05

    Procurei no Google o nome do Amilcar Brunazzo relativo às urnas eletrônicas e encontrei milhares de referências, inclusive um artigo apresentado num simpósio no ITA em 1999.

    Fiz a mesma consulta com o nome José Vitor e não encontrei absolutamente nada.

    Cheguei a conclusão que o Brunazzo entende mais do assunto que o J.Vitor.

@pedromigao

24/09/2010 - 22h53

Série sobre a vulnerabilidade das urnas eletrônicas:
http://pedromigao.blogspot.com/search/label/Urna%

Responder

Luiz Carlos

24/09/2010 - 22h33

Prezado Azenha. Mais do que o PIG, me preocupa os TREs, STE e STF. Os dois primeiros tem a senha do cofre e sabem manipular à perfeição o seu segredo. O STF é uma incógnita jurídica e democrática. Estarão à altura do momento político? Abraço

Responder

    narsiza batista

    24/03/2012 - 18h24

    Sua opinião vai de encontro com a maioria dos eleitores. O TSE da Chuiça brasileira está sob suspeita!

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