Destruir, destruir, destruir. Eles só pensam em destruir | Viomundo - O que você não vê na mídia
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Opinião do blog
17 de março de 2010 às 10:16

Destruir, destruir, destruir. Eles só pensam em destruir

por Luiz Carlos Azenha

José Serra quer destruir o Viomundo (de acordo com esse post do Nassif). Pretende fazê-lo, como sempre, recorrendo ao esgoto. Não, não é o esgoto que a Sabesp, a empresa encarregada de promover Serra em todo o Brasil, joga nos rios de São Paulo. Sim, senhores e senhoras. A Sabesp, “empresa de saúde”, pega o esgoto das casas e atira nos rios. Mas o esgoto a que Serra recorre é o de sempre: um exército de difamadores e caluniadores anônimos.

Isso diz mais sobre o caráter do homem José Serra do que sobre o político. Mostra uma necessidade obsessiva de controle, falta de aceitação de questionamentos e de opiniões diferentes. Serra, lembrem-se, é aquele que constrange repórteres ao vivo, para dar exemplo.

Sim, sim, isso também revela os métodos de um político antigo, mas não dá para dizer que Serra seja o único a fazer isso na política brasileira. Falta de caráter não é exclusividade do PSDB, do DEM ou do PT.

Eu me lembro muito bem de um perfil de Fernando Collor de Mello que a Folha de S. Paulo traçou antes da eleição e posse do “caçador de marajás”.  Gostaria muito de encontrar o artigo em algum arquivo. Não me lembro quem eram os autores, mas guardei o texto na memória porque foi profético: antecipou todos os desvios de personalidade que ficariam expostos mais tarde.

Quais são as grandes ideias de Serra? Quais foram os grandes projetos inovadores que ele tocou como governador de São Paulo? A quem ele serviu, além de à própria carreira política? Por que ele foi incapaz de limpar a calha do rio Tietê e evitar pelo menos parcialmente as enchentes que paralisaram São Paulo? Por que a Sabesp continua atirando esgoto nos rios de São Paulo? Por que os professores da educação paulista estão em greve? Por que as polícias paulistas se enfrentaram diante do Palácio dos Bandeirantes?

Em vez de responder com honestidade a essas perguntas, José Serra conta com a cobertura da grande mídia para evitá-las, recorrendo à truculência particular contra aqueles que identifica como “inimigos”: ações judiciais, calúnia, difamação, boatos e rumores. Isso vale contra qualquer um que se coloque no caminho de Serra. Trago de volta, aqui, o artigo de um assessor do governador paulista, publicado no Estadão, com o sugestivo título de “Pó pará, governador?”, em que o articulista deixa implícita uma acusação gravíssima contra Aécio Neves. Se Serra é capaz de fazer isso com um colega governador, do mesmo partido, do que ele não é capaz?

Quando à pretensão de destruir o Viomundo, lamento informá-lo — e a seus asseclas — de que vai se dar mal. O Viomundo é uma comunidade virtual que tem cerca de 450 mil leitores por mês. Eu sou apenas um integrante dessa comunidade. Se as pessoas procuram este espaço é porque acreditam que aqui encontram informação e opinião de qualidade. Eu jamais cometeria o erro grosseiro de Serra de subestimar a inteligência, a capacidade crítica e a coragem de meus leitores diante de um político obcecado pelo controle, cujos métodos “modernos” de campanha se baseiam no assassinato de reputações, na propaganda e na desinformação.

Se Serra age assim como candidato, imaginem se for eleito presidente…

PS: Destruir parece ser uma obsessão dessa turma. Destruir o patrimônio público na privataria que beneficiou os amigos. Destruir em “acabar com o PAC”, do presidente do PSDB, Sergio Guerra. Destruir os blogueiros que eles não conseguem controlar. É caso para divã, como era o de Collor de Mello.

***

Texto acrescentado no dia 25 de abril de 2010:

Depois da denúncia inicial de Luís Nassif, o blogueiro publicou um segundo texto identificando a origem de ataques na rede, inclusive ao Viomundo, sob o título de O Papel de Graeff, no dia 28.03.2010.

No dia 11.04.2010, Nassif identificou pelo menos um dos que fazem ataques na rede, no post Os halterofilistas do ex-Graeff.

No dia 16.04.2010, Nassif voltou ao tema, com um post sob o título Como o ex-Graeff atropelou a memória do PSDB.

Dentre as mensagens enviadas e identificadas por Luís Nassif, apareceu esta, de um vereador do PSDB de Manaus que teria sido convocado pela campanha de José Serra:

O vereador provavelmente se refere ao fato de que trabalho para a produtora Baboon Filmes, que ganhou uma concorrência pública para produzir o programa Nova África, que vai ao ar na TV Brasil às sextas-feiras (22 horas) e segundas-feiras (20 horas).

O blog do programa fica aqui.

A produtora do programa é de propriedade dos empresários paulistas Henry Ajl e Markus Bruno.

O site da Baboon Filmes fica aqui.

Para ver o clipe do programa de estreia, clique aqui.

Para ver outros clipes do programa, clique aqui.

Sou um dos diretores do programa, tenho contrato com a Baboon Filmes e desempenho minhas funções editoriais amparado em uma carreira de 30 anos na TV brasileira.

Para saber mais sobre o esquema montado pelo PSDB para o período das eleições 2010, clique aqui.

Para ver como o esquema de ataques é institucional, ou seja, promovido por pessoas que representam um partido, clique aqui.

Para ler o que escreveu a FSB, empresa citada em um dos posts do blogueiro Nassif, clique aqui.

 

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