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Cartas de Minas

Zé Dirceu: “DNA elitista” de tucanos teme soberania popular

25 de junho de 2013 às 16h17

Quem tem medo das ruas e das redes?

Publicado em 25-Jun-2013

por José Dirceu, em seu blog

A oposição piscou, não esperava a proposta de pacto feita ontem pela presidenta Dilma Rousseff. Pacto se constrói com a sociedade e não apenas com os três Poderes, partidos e governantes. A oposição preferiu não discutir e não participar, pelo menos por meio de seus partidos, o PSDB, o DEM e o PPS.

Fez um manifesto contra a proposta e pediu uma CPI para as obras da Copa, que envolve prefeitos e governadores de seus partidos.

Diz que cabe ao Congresso Nacional fazer a reforma política, proposta pela presidenta via plebiscito para convocar uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva com esse objetivo.

A oposição e a maioria da Câmara se recusam a aprovar qualquer reforma política, inclusive a já aprovada pelo Senado com financiamento público e voto em lista, fim das coligações proporcionais e outras medidas.

Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que a proposta de plebiscito e constituinte é autoritária. Dizer que consultar o povo, devolver ao povo o poder de decisão, é autoritário é típico do DNA tucano elitista e temeroso da soberania popular. Quem fala em nome do Brasil são as urnas, o voto soberano popular.

Por que os tucanos temem as urnas e o Plebiscito

Não se trata de uma discussão jurídica e constitucional. Na verdade, os tucanos – FHC à frente – e a oposição não querem devolver o poder ao povo. Temem o povo. Não querem que o povo faça aquilo que eles bloqueiam no Congresso Nacional, a reforma política.

Uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva com o objeto determinado não é o mesmo que uma que seja produto de ruptura com toda a institucionalidade e constitucionalidade anterior. Portanto, tem legitimidade e é, sim, constitucional.

Mas, de qualquer forma, o que interessa é que o povo decida, seja por uma Assembleia Nacional Constituinte ou por um plebiscito, e faça a reforma política que o Congresso não quer fazer e ponha fim ao atual sistema político eleitoral totalmente dominado pelo poder econômico.

A proposta da presidenta sobre os 100% dos royalties do petróleo para a educação também é fundamental. É decisiva para uma revolução social e tecnológica no Brasil. Mas vale recordar que os governadores se opuseram aos 100% dos royalties para a educação e orientaram suas bancadas a votar contra.

As propostas para a saúde, mobilidade urbana, e responsabilidade fiscal precisam ser analisadas, já que propõem mais investimentos e gastos em saúde e transporte. E sabemos que um pacto de estabilidade, de crescimento sem inflação, implica medidas quase sempre incompatíveis com o aumento dos investimentos e gastos.

Falta então a reforma tributária, que deve fazer parte do pacto de estabilidade, uma vez que a presidenta anunciou R$ 50 bilhões de reais de investimentos em transportes; e a saúde exige mais recursos.

Vamos para as ruas!

Assim, essas propostas também passam por um amplo debate com a sociedade e exige a partir de agora que os partidos e movimentos sociais que apoiam que essas iniciativas mobilizem a sociedade de baixo para cima para apoiá-las não apenas nos partidos, sindicatos, ONGs, movimentos populares e centros acadêmicos, mas também nos bairros e nas ruas, nas redes.

Sim, nas redes, onde se trava a principal batalha de comunicação e mobilização. Vamos lutar pelo plebiscito e pelos 100% dos royalties para a educação.

Leia também:

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48 Comentários escrever comentário »

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Ernesto

01/07/2013 - 14h57

Acho muito triste que se fale em plebiscito sobre reforma política, sem haver sequer proposta na mesa, discussao ou debate público. O que será oferecido ao povo nesse plebiscito? Que escolha entre sistema atual ou voto distrital? Ou voto distrital misto? Que haja voto em lista? Financiamento público de campanha?
Nao tem cabimento consultar o povo sobre questões tao técnicas quanto obscuras. Como seria o voto distrital misto? ou o sistema de lista? Jogar isso ao povo é ilusório. O povo quer representatividade, coisa que nao tem havido! O povo quer fim da corrupção, do caixa dois e dos cargos comissionados às pencas! O que falta nao é plebiscito, mas boa fé e vontade política: qualquer lesma sabe que nao é razoável que o tiririca seja eleito e “arraste” consigo 3 ou 4 deputados sem votacao. Agora, enfiar à populacao uma consulta popular sobre qual o sistema que ela prefere é insustentável, inverídico e indecente!! O Dirceu sabe disso! Por isso seu artigo é pura ma fé!!!

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Folha diz que aprovação a Dilma despencou; pesquisa seletiva, diz leitor - Viomundo - O que você não vê na mídia

29/06/2013 - 11h18

[…] Zé Dirceu: “DNA elitista” de tucanos teme soberania popular […]

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Facebook, Google e You Tube tem lado. O do Departamento de Estado - Viomundo - O que você não vê na mídia

29/06/2013 - 07h07

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Ao mandar nas cadeias paulistas, PCC garante "paz" ao governo Alckmin - Viomundo - O que você não vê na mídia

28/06/2013 - 23h09

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Emir Sader: Governo paga caro por não ter democratizado os meios de comunicação - Viomundo - O que você não vê na mídia

26/06/2013 - 20h19

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Pela democracia na mídia, movimento faz protesto na Globo - Viomundo - O que você não vê na mídia

26/06/2013 - 19h57

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Messias Franca de Macedo

26/06/2013 - 15h42

GURGEL: PRISÃO DE DONADON É EXEMPLO PARA MENSALEIROS

STF determina prisão de deputado Natan Donadon (PMDB-RO) depois de julgar recursos da defesa; procurador-geral da República aproveita a deixa para cobrar igual medida para condenados na Ação Penal 470; a diferença é que recursos dos réus do chamado ‘mensalão’ ainda não foram julgados, mas para Roberto Gurgel isso parece ser um mero detalhe; cadeia já, manifesta ele, como se estivesse nas ruas
26 DE JUNHO DE 2013 ÀS 13:47
Jorge Wamburg
Repórter da Agência Brasil

LÁ VEM O MATUTO COM ‘O DIÁRIO DO MENTIRÃO & DE OUTRAS MENTIRAS’ NAS MÃOS [‘SUJAS’]!

… Esse Robert(o) Gurgel é um indivíduo torpe, um ser abjeto, asqueroso, desprezível!… “Um reles prevaricador covarde”, segundo o senador Fernando Collor de Mello, da tribuna do Senado Federal… Não é à toa que ele e a esposa “ocultaram” por – longevos – 02 anos o processo contra a máfia Cachoeira/DEMÓstenes/Marconi ‘Periggo’/Policarpo “da [delinquente] revista ‘veja'”!…

NOTA ACAUTELATÓRIA: com a revelação do MENTIRÃO, está mais fácil o aposentado Robert(o) Gurgel vestir o pijama de bolinhas “vendo o Sol nascer quadrado” (sic)!… Sem contar com os anos de cadeia devido à prevaricação em relação à *operação Satiagraha, Daniel Dantas “livre, leve, solto” – e dando ‘pitacos’ ao Judiciário do Gilmar Mendes! (idem sic)…
*operação Satiagraha da Polícia Federal

República Desses Bananas da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL E AO POVO BRASILEIRO, MENTEcapta, golpista/terrorista de meia tigela!… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo!’
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Fabiano Araújo

26/06/2013 - 13h34

Há muito tempo considero FHC um intelectual de reduzida envergadura, porém, acreditava que o mesmo mantivesse um razoável respeito pela lógica. É ESCANDALOSO que um sociólogo afirme que consultar o povo seja uma atitude autoritária. Segundo esse raciocínio, ser não-autoritário é deixar as elites políticas decidirem, de modo exclusivo, o destino do país. Pensando desse modo FHC se coloca, de modo claro, como um político REACIONÁRIO !

Responder

Cinco

26/06/2013 - 11h47

a) Volatilidade teórica do ministro Barroso? Não parece que ele falava de Constituinte Originária, como está a dizer como se fosse uma errônea interpretação de suas anteriores declarações. http://www.osconstitucionalistas.com.br/nao-e-possivel-diz-barroso-sobre-constituinte-exclusiva-para-reforma-politica
b) Manifesto de diversos juristas repudia a ideia de Constituinte Exclusiva: http://www.conjur.com.br/2013-jun-25/manifesto-assembleia-constituinte-reforma-politica
c) Sem a intenção de blague, mas a tal de “corrupção dolosa” não desvela uma falha de assessoramento da presidenta Dilma?
d) 3% para educação; 4% para saúde; 45% para dívida (banqueiros e rentistas). E o “pacto” proposto são royalties e importação de médicos?
e) Manifesto em Defesa da Constituição da República e do Estado Democrático de Direito: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2013N41805

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Irineu

26/06/2013 - 00h14

Azenha e leitores, fiz um comentario no Mov passe livre e segue abaixo
verifica se foi interessante.

Pessoal do mov passe livre, vocês deveriam se informar melhor , estao parecendo papagaios da Globo,Veja,Folha,Estadão etc.
Obvio que ha corrupção no governo,mensalão,superfaturamento.
Mas entao vamos fazer uma manifestação abrangente e imparcial, me desculpe mas estao sendo parciais atacando so a Dilma, é um monte de classe média a serviço da elite burguesa e conservadora , a elite parasita causadora …do atraso, que vende o …voto de vetar a violencia e a miseria.
Entao vamos ressusitar tudo: Privatizaçoes PSDB/ FHC, Obras do metro,rodoanel etc……a corrupção é cria do homem e esta por todo lado…Brasil terra de gerson , lei da vantagem.
Se vocês estiverem disposto a fazer uma manifestação abragente e imparcial eu ajudo a fazer o planejamento…saibam que corrupçao esta desde os municipios, prefeitos,vereadores,gov dos estados, dep estaduais, dep federais, senadores etc……tambem ha as empresas que tambem participam dos processos e ganham licitaçoes…Voces sabiam que o Daniel Dantas esta solto? Foi da época FHC…..Vamos falar de tudo……como a musica Perfeição do legiao Urbana……saibam que a “burguesia” fede e quer ficar rica como na musica do Cazuza, não vamos fazer o jogo deles.
Cuidado a midia PIG= Partido da imprensa golpista esta do lado deles.( Elite)…
Abraços.
abraços a todos vocês.

Responder

Fabio Passos

25/06/2013 - 22h49

Dirceu pegou na veia.

O PiG ficou com a perna bamba. Tá mais perdido que azeitona em boca de banguela. rsrs

Tudo o que a “elite” branca e o lixo branco que le veja mais teme é o povo decidindo seu destino.

Chupa, PiG!

Responder

    Olavo Silva

    26/06/2013 - 02h27

    Amigo, algo contra Brancos?

    Me pareceu meio preconceituoso seu comentario, por acaso o fato de ser branco me torna diferente de voce?

    Fabio Passos

    26/06/2013 - 20h36

    Imagine.
    Só não topo a “elite” branca e o lixo branco que le veja.
    Mas afinal… ninguém que preste gosta deles. Não é verdade?

    Mário SF Alves

    30/06/2013 - 12h58

    Não, prezado Olavo, VOCÊ AINDA NÃO ENTENDEU. O problema do Fábio não é com os brancos, e sim com os BANCOS.

Leo V

25/06/2013 - 22h09

O que há no verso dos cartazes contra a PEC 37

Mais uma vez fala-se em combate aos tubarões corruptos da política, e a esquerda parece ignorar o debate sem perceber que mais cedo ou mais será prejudicada. Por Winston Smith.

http://passapalavra.info/2013/06/80109

pesar de não estarmos habituados a acompanhar celeumas que parecem restritas àqueles que acreditam piamente no parlamento, faz-se necessário desvendar o que está em jogo quando parte de direita parlamentar e demais setores reacionários surgem dos subterrâneos e lotam os protestos atuais com cartazes contrários à Proposta de Emenda à Constituição nº 37/2011.

Tal Proposta visa declarar definitivamente no texto da Constituição Federal a impossibilidade de o Ministério Público realizar ou presidir investigações criminais. Foi apresentada pelo Dep. Federal Lourival Mendes do PTdoB do Maranhão, um sujeito desconhecido no cenário nacional que claramente que está alugando seu nome a interesses maiores.

Para a mídia do Capital, em coro uníssono, trata-se de uma tentativa clara de enfraquecer as investigações de escândalos de corrupção, já que o Ministério Público goza de maior autonomia frente aos governos por se tratar de um Poder de Estado, ao contrário das polícias, hierarquicamente vinculadas ao Poder Executivo.

Embasamento jurídico.

A Constituição Federal de 1988, em seu art.144, §§1º e 4º, prevê que a apuração de infrações penais incumbe às Polícias Judiciárias, ou seja, Polícia Civil (no âmbito dos Estados) e Polícia Federal (no âmbito da União). Mesmo assim, as Polícias Judiciárias não possuem o monopólio da investigação criminal, já que o texto desse mesmo §4º abre uma única exceção: as polícias militares nos caso de infração militar.

No tocante ao Ministério Público, art. 129, VIII, está expressa a função de requisitar diligências investigatórias, desde que de forma fundamentada.

Em tese, há uma enorme diferença entre investigar diretamente e apenas elaborar um pedido fundamentado para que o Delegado de Polícia tome determinada providência no curso das investigações. Na prática, não é raro que promotores e procuradores da república invadam a função de chefia de algumas investigações.

Em seu favor, os membros do MP alegam a pouca estrutura das polícias, bem como a facilidade com que se corrompem por atuarem na linha de frente do combate ao crime. Ora, seriam os promotores incorruptíveis?

Também trabalham com a tese dos poderes implícitos na Constituição, já que se essa os autoriza a promover a ação penal pública, também os permitiria investigar diretamente as infrações. Porém, não há que se falar em poderes implícitos quando o texto constitucional já outorga tal poder de forma explícita à polícia. Além disso, nem toda investigação resulta em ação judicial.

Afirmam, por fim, que não desejam substituir a Polícia Judiciária, mas também querem dispor de meios para exercer investigação direta de forma mais célere e eficaz em situações em que o interesse público exige. É claro que quem diz o que vem a ser de interesse público são eles próprios, muitas vezes com um empurrão da mídia sensacionalista.

O que é o Ministério Público

Deixando de lado o rigor da linguagem técnico-jurídica, podemos dizer tratar-se de um órgão de Estado, que não sofre ingerência de governos, e nem possui vinculação hierárquica com nenhum dos três poderes (Judiciário, Legislativo e Executivo). É dotado de duas funções primordiais: “fiscal da lei”, ou seja, garantir que a lei seja cumprida; e defensor, em juízo, dos direitos dos desprotegidos (índios, incapazes, etc.) e também dos interesses difusos e coletivos (meio ambiente, consumidores, etc.).

Seus membros são muito preparados, passaram por um árduo concurso público, e sua atuação diária os obriga a se posicionarem politicamente. Ninguém vira promotor por engano.

Entre eles há aqueles com tendências mais “progressistas”, cuja atuação se dá no campo da cidadania. Muitos desses se ocupam da “assistência” a movimentos sociais, transpondo suas pautas para o campo da legalidade e legitimando o Estado como único capaz de resolver conflitos.

Há também os mais preocupados com a criminalidade propriamente dita. Esses se dedicam com mais afinco ao combate ao crime organizado e aos crimes contra a administração pública, mas também não perdem a chance de criminalizar movimentos sociais.

Mobilização Nacional.

No mês de abril de 2013 os Promotores de Justiça (MPs Estaduais) e os Procuradores da república (MP Federal) iniciaram uma mobilização nacional aberta contra a PEC 37.

Além do motivo óbvio de que qualquer órgão de Estado sempre irá tentar ampliar seus poderes, é tranquilamente possível entender a insatisfação do órgão em questão com o atual estado das coisas.

Seus profissionais, quando olham pras ruas percebem que o PCC e suas variações regionais continuam vivos e articulados, o que os obriga a solicitar escolta e depender de uma polícia sucateada e corrupta para incriminar essas facções.

Já quando olham para o alto, veem parlamentares com baixíssimo grau de instrução, dispondo de verbas legais altíssimas e ainda sim enchendo as burras com dinheiro público apropriado indevidamente.

Sim, é uma revolta de intelectuais, gestores do Estado na resolução de conflitos, que querem reconhecimento da população e poder para, se preciso, montarem seu próprio aparato policial.

A mídia corporativa não está errada quando os elogia no combate a corrupção e no encarceramento da criminalidade de rua. Se ganharem o poder que pleiteiam é bem provável que consigam instaurar um sistema penal máximo no Brasil, próximo da implacabilidade. Mas quem sairá ganhando com isso senão a burguesia e sua “opinião pública”?

Os verdadeiros prejudicados.

Mais uma vez fala-se em combate aos tubarões corruptos da política, e a esquerda parece ignorar o debate sem perceber que mais cedo ou mais será prejudicada.

Há poucos anos foi a Lei da Ficha Limpa, que veio pra impedir que pessoas com condenação penal ocupassem cargos na administração pública. Em tese, uma vasta gama de gângsteres seria expurgada do parlamento e dos diversos gabinetes da administração, mas o tempo vai mostrar que quem perdeu espaço naquelas casas legislativas foram os membros de movimentos sociais facilmente criminalizadas no seio das lutas e sem assessoria jurídica capaz de agir nos bastidores do Judiciário.

Agora que os reacionários saíram dos esgotos e tomaram as ruas em prol do Ministério Público, fortalecendo o Estado Brasileiro e achincalhando os governos eleitos por todo o Brasil, os lutadores sociais não têm motivos para sorrir.

Apesar de as associações de Delegados de Polícia, a Ordem dos Advogados do Brasil e renomados estudiosos do Direito Constitucional serem a favor da PEC 37, ela não parece ter um futuro próspero nas próximas votações.

Os constitucionalistas assim se posicionam por uma questão lógica, de interpretação correta do texto da constituição. Os advogados porque sabem que as garantias individuais são ameaçadas quando se fortalece demais um órgão responsável pela persecução estatal. E os delegados já estão percebendo a tendência clara de o MP acabar organizando uma polícia própria.

Hoje os militantes anticapitalistas são reprimidos por uma polícia truculenta e mal paga, cuja estrutura não consegue investigar sequer metade dos homicídios que ocorrem no país. Além disso, como estão sob o mando do Poder Executivo, cujo chefe é eleito diretamente pelo povo, as polícias precisam se manter atentas à reação popular.

Mas e se os nossos algozes fossem profissionais com vasto conhecimento jurídico, defensores ferrenhos do sistema capitalista e que não dependessem da opinião pública?

A tendência que se apresenta é a de que os alvos do sistema penal continuarão os mesmos, mas a perseguição aos inimigos do status quo será intensificada e aperfeiçoada.

Responder

lukas

25/06/2013 - 21h54

Será que se alguém sugerir um plebiscito sobre o aborto, a maioridade penal ou a pena de morte o PT vai querer ouvir a voz das ruas? Plebiscito bom tem que se combinar antes com o povo.

Responder

Messias Franca de Macedo

25/06/2013 - 21h41

[… UMA DAS COISAS QUE “OS PROTESTANTES MILITANTES” DEVERIAM “OUVIR NAS RUAS” A RESPEITO DA PEC 37!]

MINISTÉRIO PUBLICO PERDE PRAZO DA SATIAGRAHA E DANTAS SE LIVRA DA CADEIA

O título que você lê acima não é uma piada. A Procuradoria Geral da República perdeu o prazo para recorrer no STJ da decisão que anulou as provas obtidas pela Polícia Federal na Operação Satiagraha. Isso mesmo, o nosso zeloso Ministério Público Federal vai deixar Daniel Dantas ficar livre simplesmente porque perdeu o prazo para recorrer de uma decisão que muitos ministros do STJ consideravam absurdas, e que cairia no Pleno do Tribunal. Não estamos falando de um processo trabalhista de 500 merréis. Estamos falando do processo penal mais importante em andamento no país, contra a quadrilha mais poderosa que se tem notícia. O maior absurdo disso tudo é que a PGR disse que não foi notificada, depois que passou para um subprocurador que teria se aposentado. Daqui a pouco vai colocar a culpa no contínuo. –

Se este fosse um país sério, neste momento o Procurador Geral, Roberto Gurgel, estaria demitido, e o responsável pelo processo estaria se preparando para dormir na prisão. Mas não, semana que vem nosso “Procurador” estará todo serelepe na televisão dando alguma entrevista em nome da moralidade, ou ainda articulando o aumento no seu salário, próximo de R$ 30 mil. E ninguém vai cobrar do magistral Ministério Público uma investigação para saber o responsável pela impunidade dantesca? Daniel Dantas já tinha dado a senha a seu advogado: “resolva meus problemas na primeira instância, que lá em Brasília eu resolvo”. Daniel Dantas pode bater no peito e dizer: “Este país tem dono…Eu sou o Dono do Brasil

http://brasilverdade.net/ministerio-publico-perde-prazo-da-satiagraha-e-dantas-se-livra-da-cadeia/

Responder

    Fabio Passos

    25/06/2013 - 23h02

    Este mpf é a polícia política da casa-grande.
    Instrumento da “elite” branca para criminalizar aqueles que ousam enfrentar o establishment.

    O mpf participou da farsa do mentirão, é amancebado ao PiG e comparsa de bandidos como daniel dantas e carlinhos cachoeira.

    Messias Franca de Macedo

    26/06/2013 - 15h11

    Prezado brasileiro Fábio Passos, será que “os [radicais] protestantes militantes” procuraram saber por que o senador Fernando Collor de Mello se refere ao Robert(o) Gurgel do MPF pela alcunha de ‘o prevaricador covarde’?!…

    Felicidades!

    … Ah! E continuemos pintados para a guerra! Mesmo porque a luta contra o fascismo é eterna!

    Hasta la Victoria Siempre!

    República Desses Bananas da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL E AO POVO BRASILEIRO, MENTEcapta, golpista/terrorista de meia tigela!… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo’

    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

Messias Franca de Macedo

25/06/2013 - 21h27

AINDA SOBRE DNA [DEMoTUCANO]

#######################

FHC esqueceu o que disse. De novo
Ex-presidente chama proposta de plebiscito para reforma política de característica de “regimes autoritários”, mas apoiou ideia semelhante em 1998
(…)

http://www.cartacapital.com.br/politica/fhc-esqueceu-o-que-disse-de-novo-4544.html
por Redação — publicado 25/06/2013 14:15

Responder

Paulo

25/06/2013 - 21h22

Então, segundo o Zé:

“Mas, de qualquer forma, o que interessa é que o povo decida, seja por uma Assembleia Nacional Constituinte ou por um plebiscito, e faça a reforma política que o Congresso não quer fazer e ponha fim ao atual sistema político eleitoral totalmente dominado pelo poder econômico.”

————–

Assim, como o PT tem sido o grande campeão nacional no sistema político eleitoral, deduz-se que o partido está dominado pelo poder econômico.

Ah, o problema é o caquético FHC a “elite” do PSDB? Sei!
Demoraram 12 anos para descobrir isso, não é? Só agora?
Depois que a casa caiu e a moçada acordou o gigante? Anham!

A reforma jurídica, indutora da aceleração dos julgamentos dos processos contra a corrupção, será plebiscitária?

Contamos com o seu apoio Zé. Tomara que na cadeia a internet seja livre!

Responder

    Elvis

    28/06/2013 - 02h49

    melhor opinião a meu ver neste mar de insanidades!

psgd

25/06/2013 - 21h16

O posicionamento do Dirceu é correto. Só acrescentaria o seguinte: Se os oportunistas dos partidos de oposição utilizaram a realização da copa das confederações para jogar no lixo, por conta 20 centavos, o respeito conquistado pelo Brasil perante a comunidade internacional, agora é a nossa vez de mostrar, também, o nosso oportunismo, só que para o lado do bem. Vamos sair às ruas e exigir o retorno imediato ao patrimônio nacional das estatais (Vale, CSN, Teles, Geradoras e Distribuidoras de Energia Elétrica, Banespa, etc, etc…), que foram doadas ao capital estrangeiro pelo dupla FHC/SERRA. Muitos vão dizer é quebra de contrato e que o capital estrangeiro vai fugir do Brasil.Mentira deslavada, pois, todo mudo sabe que essas empresas foram “vendidas” a preço de banana em condições similares a negócios entre pais e filhos. O capital estrangeiro detesta é badernas pautadas pelo PIG e amparadas pela extrema direita.

Responder

    Mário SF Alves

    30/06/2013 - 12h56

    É o comentário mais lúcido até agora.
    ____________________________
    Pena que a realpolitik ainda nos iniba tanto. Pena que um certo pragmatismo oportunista e/ou covarde ainda nos iniba tanto

Vlad

25/06/2013 - 21h11

Péssima hora para o Daniel, o cinéfilo, botar o nariz pra fora.
A não ser que seja “fogo amigo” proposital.
Não seria a primeira vez. Que o diga o Palofi.

Responder

Fabio Passos

25/06/2013 - 20h00

Dna elitista é pouco.
O PiG-psdb pertence a casa-grande.
A “elite” branca e rica é dona dos tucanos… até a última pena do rabo!

Responder

    Mário SF Alves

    30/06/2013 - 13h13

    Pô, Fábio… não vês que a Democracia ainda precisa deles?
    Portanto, meu caro, cuidar bem deles é nossa obrigação. É obrigação, inclusive institucional tolerar até esses privatistas *INTOLERANTES. Mesmo que de nossa parte não haja mais dúvida quanto à “etnia política” desses mequetrefes; esses pragmáticos *norte-americanóides.
    ______________________________
    *INTOLERANTES: os mesmo que tacaram os tanques nas ruas para reprimir greve de petroleiros. A Propósito: qual teria sido mesmo a motivação, hein? PetrobraX?
    *Norte-americanóides: …ainda sem definição, mas pode usar provisoriamente a sinonímia lambe-botas; claro, em sentido muito restrito.

Marco

25/06/2013 - 19h05

Engraçado!Quando me dispus a comentar a matéria publicada pelo articulista,quis ler,como eram pouco numerosos,os comentários feitos.Constatei ter o sr.José Dirceu,dentre os seus leitores,não só aqueles que comungavam com suas convicções.Dentre eles encontrei fascistas,nazistas,invejosos medíocres,agentes da Cia,e alguns nostálgicos da Ditadura Militar recente.todos com aquela característica se instados publicamente,se escondem,como todos os covardes.Parabéns sr.Dirceu,confesso que gostaria que sentissem por mim,tanta inveja quanto lhe devotam.Isto dá sorte!,

Responder

demetrius

25/06/2013 - 18h56

Respeito a história do Dirceu e não quero entrar no quesito mensalão realmente pela indefinição do caso, mas criticar dna elitista e usar um shorts de R$ 600 parece mais jogo que verdade.

Abs.

Responder

FabioT

25/06/2013 - 18h49

a oposição quer voto distrital, e vai por a maquina de manipulação globistica pra funcionar

Responder

lulipe

25/06/2013 - 18h31

Em qualquer país sério esse cidadão estaria na cadeia cumprindo a pena imposta pela última instância do judiciário, aqui tem espaço para destilar populismo e bobagens.E viva o Brasil!!!!!

Responder

    juarez

    25/06/2013 - 18h47

    eles podiam ser um pouco mais coerente,pedir uma CPI,tambem no governo paulista,mas principalmente no governo de goias,onde senador e governo,banhavam-se em uma CACHOEIRA de lama.

    lulipe

    25/06/2013 - 19h36

    Concordo, plenamente, não me sirvo de ideologia para defender corrupto, seja do PT, PSDB,PSOL,PMDB etc…

    abolicionista

    25/06/2013 - 19h05

    Ah, agora é populismo, é? Quando o FHC propôs a mesma coisa não era? Cai na real, otário.

    Marco

    25/06/2013 - 19h53

    lulipe.Como tú e a tua raiva não vão mudar isto que tu afirma,quem sabe te mudas para o teu pais?

    Ricardo JC

    26/06/2013 - 04h33

    Em qualquer pais serio esse sujeito seria absolvido por total falta de provas!!!

Edno Lima

25/06/2013 - 18h23

É engraçado o chefe de quadrilha dizer que tucanos ou quem não quer que seja temem o povo. Não vi Zé Dirceu nas manifetações de São Paulo, estaria se escondendo do povo? Zé Dirceu, aquele que necessita de seguranças/militantes para ir eventos públicos e só voa em jatinhos, não encarando os vôos regulares por mendo do povo. O que teme Dirceu? O PT só quer o plebiscito que lhe interessa. Não querem plebiscito para a PEC 37; não querem plebiscito para redução da maioridade penal; não queria o plebiscito pelo desarmamento, perderam. Ao que me parece petistas, e não só tucandos, também têm medo do povo. Depois de terem sido escorraçados das ruas, os petistas recolheram as bandeiras e as camisetas vermelhas. Cadê a camunhão do PT com o povo???

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    Marco

    25/06/2013 - 18h55

    Edno Lino.Recém recebi de um general aposentado,um convite para fazer parte,junto com deputado de sua bancada,para indicar militantes ao seu partido.Recusei posto não ter arma de fogo contudo,após ler o que escrevestes,tomei a liberdade de te indicar.Já entras de secretário-geral,em virtude de tuas convicções visíveis em teu comentário.Ah! tem cargo de despeitado provocador se tu quiseres,esta próximo de teu perfil,demonstrado pelas tuas belas palavras!

    Edno Lima

    25/06/2013 - 19h38

    “…recebi de um general aposentado,um convite para fazer parte,junto com deputado de sua bancada,para indicar militantes ao seu partido.” Que textinho confuso rapaz. O deputado é da minha bancada ou da bancada o general? E o parito é meu ou do general ? Procure organizar melhor as idéias; quando vc aprender a expressar o que pensa através da escrita, a gente converda tá!!

Márcio Carneiro

25/06/2013 - 18h00

http://www.youtube.com/watch?v=sPjCBNXrGFc

E acho que o Dirceu também deveria temer. Já que o povo que foi as ruas, pediu dentre várias coisas, a sua prisão.

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Palomino

25/06/2013 - 17h49

É verdade, o Zé Dirceu perdeu a veia revolucionária faz muito tempo, desde que chegou ao poder. Lembro-me de uma frase sua quando ministro do Lula em que dizia: “não vamos cair no chavismo jamais”. Essa foi a opção do Lula quando abraçou as coligações com a direita e acabou refém dela. Agora Inês é morta. Chorar pra que!!!

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André Dantas

25/06/2013 - 16h45

Esse Zé Dirceu é um cara engraçado. Ele é um dos grandes artífices desse PT distante dos movimentos populares, distante até das suas bases no próprio partido e se arvora em falar em soberania popular.
Dirceu foi um dos artífices desse modelo de “governabilidade” que ao invés de apoiar-se na imensa popularidade de Lula logo quando eleito e entregar realmente a soberania ao povo preferiu uma alternativa menos arriscada e instável que o povo, ou seja, o fisiologismo secular da nossa política, as alinaças espúrias e agora diz “vamos para as ruas!”
Ele, o homem de articulação do Governo Lula nos gabinetes, nos chama para as ruas…
Sei não, viu…

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    Edgar Rocha

    25/06/2013 - 18h45

    Não tem muito mais o que dizer. Você descreveu com exatidão as razões para enorme desconfiança diante do discurso acima. O povo só precisa ser ouvido se for pra dar apo e defender os interesses do Governo. É claro, no momento parece haver uma convergência de interesses e por falta de opção o Governo decidiu conclamar a militância e o a sociedade pra apoiá-lo em suas propostas. A questão é: por que não fez antes? Na minha opinião, a resposta é clara: até o momento esta pauta estava protelada em nome da governabilidade. Não havia interesse político em forçar tais mudanças porque estas partiam diretamente dos movimentos e estes eram mantidos sob rédea curta, enquanto o governo se relacionava justamente com os opositores destes projetos, somente pra se manter seguro e acomodado sobre sua ampla base parlamentar. Agora que a direita roeu a corda, que botou a garotada na rua pra desestabilizar o governo com fins majoritariamente eleitoreiros, como sempre fez, é preciso do apoio da militância e suas propostas são contempladas, finalmente, com um aceno de boa vontade. Tudo bem, a hora de apoiar o governo é esta. Mas, tanto ele quanto o PT, devem tomar muito cuidado com aqueles que estão tomando frente desta estratégia no momento. Em especial o Zé Dirceu. Pra quem apoia o governo fica um sabor amargo com a possibilidade de que, mais a vez sejam todos combustível parar um pífio fogo de palha e que, uma vez retomada a governabilidade e restaurada a calmaria, o jogo político retorne ao que era antes, sem a participação popular e, agora, com o agravante da reentrada triunfal de lideranças fisiológicas no quadro representativo do partido e até do Governo. Melhor que outra figura do PT comece a escrever análises brilhantes e motivacionais pra a militância e o povo. Senão muita gente vai é ficar em casa, pra não ser inocente útil. Se quiserem rejeitar o fisiologismo da direita e o autoritarismo, é necessário romper com tudo isto dentro de casa antes. Senão, não adianta mudar as moscas.

    ricardo silveira

    25/06/2013 - 20h04

    Concordo que o centralismo democrático não é um caminho democrático, mas acho que os governos petistas só chegaram até aqui porque fizeram o jogo que a direita aprovou e Dirceu foi figura fundamental. E, mesmo assim, as negociações com partidos, com quase nenhuma identificação ideológica, se impuseram, pois nada se faria sem voto no Congresso. De outro modo, não haveria ganhos para aqueles que nunca tiveram. Nenhum dos nossos partidos de esquerda chegaria tão longe. As reais possibilidades de mudanças que ocorrem agora foram viabilizadas com os governos de coalizão comandados pelo PT. E, o mais importante, as mudanças que estão sendo propostas nunca deixaram de ser propostas do PT. Mais, sem o PT, aquele que viabilizou mudanças, as possibilidade de agora não existiriam.

    Edgar Rocha

    25/06/2013 - 21h53

    Concordo contigo que, uma vez no governo, é preciso certa maleabilidade. Mas, esta deve ser oferecida aos que aceitam o jogo democrático e assim legitimam a defesa dos interesses da parcela da sociedade que o elegeu. O que não dá é pra incluir neste pré-requisito, inúmeros retrocessos e derrotas impostas pelo governo, as quais julgo absolutamente desnecessárias. Um exemplo recente é a tomada de assalto da comissão de Direitos Humanos pelos fascistas de plantão. Estes caras incomodam até os seus cegas de partido e de bancada. Olhando mais pro passado, o abandono dos projetos do Cristóvão Buarque para a Educação, o cala-boca dado à Marina Silva durante sua gestão ministerial (diga-se de passagem, gestão respeitável), o retrocesso nas questões indígenas, ambientais, no próprio projeto de erradicação da fome com a exclusão de Mauro Morelli logo no início, enfim… Fora o achaque desferido contra estas pessoas que nunca foram inimigos nem opositores, tratando-os como verdadeiros palhaços diante do partido que ajudaram a construir. Não têm hoje o menor respeito por eles, embora se morra de pena de gente como Dirceu e até o Sarney (como disse o Lula, um companheiro com um passado político que o exime de acusações). O único mote pras referidas atitudes foi a manutenção do PT no poder, a reeleição, a governabilidade que resume estes termos. Não houve uma troca justa entre conquistas e concessões. Houve uma redução nas conquistas em troca de manter-se no poder. O discurso da governabilidade é falso porque nada disto deu garantias pra se mudar o que deveria. As reformas não foram feitas e as conquistas se deram pela metade e, portanto de forma frágil e temporária. Não houve concessão aos interesses de setores conservadores. Houve manutenção de privilégios pessoais de quem não esta nem aí com sua parcela representada (já que sempre representou só a si mesmo). Foi uma concessão ao fisiologismo, muito mais que ao conservadorismo. Uma coisa é garantir o lucro de ruralistas produtores de gado e soja, protelando uma reforma agrária mais justa e distributiva. Isto é uma coisa difícil, em função das distorções do estado de direito e do conservadorismo de nossa classe ruralista, além da dependência em relação a produção extensiva por parte da economia. Outra coisa é dar carta branca pra uma ampliação de fronteira agrícola feita com grilagem, matança e roubo do patrimônio público. Com o que se deve dialogar? Com o interesse ruralista ou com o roubo e violência no campo? Se o fiel da balança para as negociações não for a manutenção do Estado de direito, se o governo continuar considerando a truculência e as agressões do pensamento criminoso de nossa elite como algo a ser contemplado, legitimando-o assim, o único caminho a ser tomado é o da traição e sabotagem de seu próprio projeto. Depois não reclamem da desconfiança. Uma certeza,ao menos existe: gente como o Zé Dirceu construiu este método de concessão.

    Valmont

    26/06/2013 - 01h45

    Deve-se fazer justiça e reconhecer os méritos de José Dirceu, desde a sua luta heroica contra a Ditadura até a pavimentação da vitória da candidatura Lula. Sem esse companheiro – importantíssimo articulador, dentre outros – Lula jamais teria obtido o sucesso que alcançou e nós não estaríamos aqui falando sobre uma década de desenvolvimento e avanços sociais no Brasil.

    É muito fácil atirar pedras em um cara que conseguiu sobreviver ao terror da ditadura e, após abrir um inacreditável caminho de redenção para o povo excluído deste país, foi banido injustamente do mundo político, sem provas, em um julgamento de exceção patrocinado pela Casa Grande. Mentiras se transformaram em verdades indiscutíveis através da manipulação explícita dessa aristocracia que monopoliza a comunicação no Brasil.

    Não nego que ele tenha feito escolhas equivocadas, mas só não erra quem nada faz. E ele fez muito pelo povo brasileiro. Isto ninguém pode negar.

    NPFREITAS

    26/06/2013 - 21h26

    Exatamente, Ricardo. Você disse tudo. Por vias perigosas – e delas sendo a maior vítima -, foram as opções (ou não opções) de Dirceu que levaram Lula à presidência da República, que foi reeleito, que fez sua sucessora. Seu centralismo democrático fez muitas vítimas à esquerda, mas possibilitou ganhos jamais experimentados a grande parte da sociedade. Creio que ele tem muita clareza disso: no fim, é o que importa, com a esperança de que um dia a História conte a sua história.

Stedile: "É hora do governo aliar-se ao povo ou pagará a fatura no futuro" - Viomundo - O que você não vê na mídia

25/06/2013 - 16h41

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