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USP cai 84 posições no ranking mundial

20 de dezembro de 2010 às 20h54

por Conceição Lemes

Há tempos se ouvem rumores de que a qualidade de ensino das universidades estaduais paulistas está em queda. A  Science Magazine, de 2 de dezembro, aumentou a suspeita. Na reportagem de seis páginas dedicada à ciência brasileira – foi a principal da edição —  a Universidade de São Paulo (USP), apesar de ter grande produção científica, não teve nenhuma pesquisa destacada.

A reportagem começou e terminou por Natal (RN). Mais precisamente no município Macaíba, que sedia o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra, mais conhecido como Centro do Cérebro, implantado pelos neurocientistas Miguel Nicolelis e Sidarta Ribeiro.

A reportagem destacou também, entre outras,  as pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Petrobras e da Amazônia.

A mídia brasileira, exceto o Correio Brasiliense, ignorou solenemente a edição 331 da Science , que foi festejada no exterior por cientistas que torcem pelo sucesso do Brasil. Pudera. A  Science é a mais prestigiosa revista de ciência do mundo, ao lado da Nature , inglesa.

Por que essa conduta, afinal a reportagem da Science foi um gol de placa da ciência brasileira?

Como o feito merecia supercobertura da mídia nativa, só restam hipóteses para o descaso com que tratou a façanha. Mesquinhez? Incompetência? Miopia jornalística? O fato de um projeto inovador de ciência estar brotando no Nordeste e não no Sul do Brasil? Façam as suas apostas.

Pior fez a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo — Fapesp. Proibiu a sua agência de  divulgar a proeza brasileira na Science. Inveja pela USP não ter sido destacada? Bancar avestruz como se não houvesse ciência de ponta sendo feita no Brasil além de São Paulo?

Mas nada como um dia após o outro. A verdade aparece. Documento obtido  pelo Viomundo mostra que o processo de declínio na qualidade da USP é mais intenso do que até os próprios críticos da USP no mundo acadêmico imaginavam.

O documento em questão é um relatório de avaliação institucional feito pela equipe do reitor da USP, professor João Grandino Rodas, assinado pelo vice-reitor e pelos pró-reitores  e enviado por e-mail a todos os docentes e funcionários.

“A antiga reitora, Suely Vilela, instituiu um prêmio de excelência acadêmica, que, na prática, é um bônus em dinheiro para a comunidade da USP”, explica-nos um funcionário da universidade. “Só que este ano não foi concedido. A explicação está na insuspeita confissão da equipe do professor Rodas, demonstrando que, na atual gestão, a USP perdeu várias posições no ranking acadêmico. É o resultado da implantação dos métodos da gestão tucana na Universidade. ”

O e-mail enviado aos professores está abaixo. Atente. Nos diversos ranqueamentos acadêmicos de universidades importantes no mundo, a USP perdeu posições em todos, exceto no ranking Heaeact, de Taiwan. No WEBOMETRICS, a USP caiu da posição 38ª, no segundo semestre de 2009, para 122ª, no segundo semestre de 2010.  Ou seja, rodou 84 posições escada abaixo.

PÉSSIMA NOTÍCIA PARA O RODAS: UNIVERSIDADE DO MÉXICO SUPERA A USP

Webometrics, como já dissemos,  é um dos ranqueamentos acadêmicos de universidades no mundo. Se considerarmos apenas a América Latina,  a USP está em segundo lugar. A primeira em qualidade é a Universidade Nacional Autônoma  do México.

Inegavelmente, uma péssima notícia  para o reitor João Grandino Rodas, ex-diretor da Faculdade de Direito da USP,   o segundo colocado da lista tríplice apresentada pelo Conselho Universitário ao então governador José Serra  (PSBD). Mesmo sendo o segundo,  ele foi  escolhido como reitor.

O professor Rodas segue à risca a filosofia do PSDB.  Com avaliação institucional, a USP deixou de pagar o bônus aos professores e funcionários e ainda os chamou de incompetentes.

O professor Rodas adota também a cartilha tucana de administração, pautada pela ausência de diálogo com a comunidade acadêmica e os funcionários.

Um de seus últimos atos de 2010 foi processar 24 alunos por militância política, o que tem motivado protestos na USP, como o Ato contra a Criminalização da Política e o Manifesto em Defesa da Política na USP.

Será que a USP ainda tem jeito? Será que vai reverter esse quadro desalentador?

 

154 Comentários escrever comentário »

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dukrai

11/01/2011 - 19h01

a fapesp só fala quando o assunto é são paulo
colei o início do seu artigo no Nassif

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-cienci
"A ciência brasileira na The Economist
Enviado por luisnassif, seg, 10/01/2011 – 11:08

Por robertasales
Nassif, olha a matéria do The Economist sobre a ciência brasileira e o destaque para os institutos como Fapesp e Unicamp.
http://www.agencia.fapesp.br/materia/13293/especi
http://www.economist.com/node/17851421

Da Agência Fapesp

The Economist destaca atuação da FAPESP

10/1/2011

Agência FAPESP – A revista inglesa The Economist, em sua edição de 8 de janeiro, publicou reportagem sobre o bom momento da ciência no Brasil, com destaque para o Estado de São Paulo e o papel da FAPESP.

De acordo com a revista, o país, do ponto de vista científico, não é mais um "competidor malsucedido", uma vez que produz atualmente 1 milhão de graduados e 10 mil doutores a cada ano, dez vezes mais do que há duas décadas.

"Entre 2002 e 2008, a participação brasileira nos artigos científicos no mundo subiu de 1,7% para 2,7%. O país é um líder na pesquisa em medicina tropical, em bioenergia e em biologia de plantas. Investe 1% de seu crescente produto interno bruto em pesquisa, o que é a metade dos países mais ricos, mas quase o dobro da média do restante da América Latina. Os cientistas brasileiros estão colaborando cada vez mais com o exterior: 30% dos artigos científicos atuais de brasileiros têm um coautor estrangeiro", disse.
Segundo a The Economist, tornar-se parte do esforço científico global representa mais do que orgulho nacional para o Brasil, uma vez que, ao fazer sua própria ciência, os países em desenvolvimento garantem que não são apenas os problemas dos países mais ricos que serão resolvidos.

"São Paulo, o Estado brasileiro mais rico, está liderando o esforço. [O Estado] tem as melhores universidades do país, incluindo as duas únicas [USP e Unicamp] que integram os top 300 dos dois mais conhecidos rankings globais. Sua Constituição garante à fundação de amparo à pesquisa estadual, conhecida como FAPESP, 1% do total da receita tributária do Estado", destacou.

A revista inglesa aponta que esse orçamento permite ao Estado de São Paulo oferecer apoio financeiro e condições para pesquisa atraentes a cientistas de outros países. Atração essencial para o país, que precisa de mais pesquisadores.

"Temos dinheiro e muitas ideias. Mas precisamos de mais grupos de pesquisa e de mais pessoas que possam liderá-los", disse à reportagem Glaucia Mendes Souza, professora do Instituto de Química da USP e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN).

A Economist ressalta que essa busca por pesquisadores estrangeiros chega em boa hora, uma vez que os financiamentos para pesquisa estão encolhendo tanto na Europa como na América do Norte. Mas, apesar de pagar bem para jovens cientistas, o mesmo não ocorre para pesquisadores no topo da carreira, ressalva.

"Ainda assim, a FAPESP está tentando. Anunciou na Nature a oferta de bolsas de dois anos em algumas universidades de São Paulo e, apesar de a maior parte das respostas ter vindo de cientistas no início de suas carreiras, são principalmente os mais experientes que estão sendo convidados para entrevistas. A FAPESP espera que, durante esses dois anos, eles aprendam português e que alguns queiram ficar [no Brasil]", disse.

Segundo a revista, talvez o principal atrativo que o Brasil possa oferecer aos cientistas é muito espaço para crescer. "Você pode ter seu próprio laboratório por aqui. Pode começar uma área completamente nova em pesquisa. Aqui, você é um pioneiro", disse Anete Pereira de Souza, professora do Departamento de Biologia Vegetal da Unicamp, à Economist."

Responder

Sobre tucanos e porcos | ESTADO ANARQUISTA

28/12/2010 - 11h03

[…] cresce mais que o resto do país terá maior motivação e empenho na área do ensino. Enquanto a USP cai 84 posições no ranking mundial de produção científica, o Instituto Internacional de Neurociências de Natal (RN) e a Embrapa […]

Responder

eduardo

26/12/2010 - 20h45

O problema é o uso político que se faz desta notícia, que nada mais é apenas sobre (mais) um ranking de avaliação com critérios próprios. Por ele, todas, incljuindo as Federais, cairam, e bem. O problema maior do Brasil é realmente a faltra de definição de uma sólida política de C & T, que deveria ser feita pelo governo federal, mas que avança e pouco, se é que avança. Agora, dizer que é PSDB, privatização e tudo o mais é fazer que nem a avestruz, que enterra a cabeça na areia. E isto não acrescenta nada a discussão nenhuma.

Responder

O santo, os tucanos e os porcos « O que será que me dá?

25/12/2010 - 15h20

[…] cresce mais que o resto do país terá maior motivação e empenho na área do ensino. Enquanto a USP cai 84 posições no ranking mundial de produção científica, o Instituto Internacional de Neurociências de Natal (RN) e a Embrapa […]

Responder

Pri

25/12/2010 - 14h07

A USP tem problemas, a ciência do Brasil tem problemas… Agora considerar um ranking para avaliar a USP é um erro, este ranking avalia quanto a USP é "vista na Internet".

A Science não cita este ranking e nem cita a USP diretamente, ela fala que as universidades públicas não são competitivas e não produzem artigos de impactos, cita a política do governo como empecilho.

A matéria pode ser lida aqui: http://migre.me/3bYvp

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    Conceição Lemes

    25/12/2010 - 18h19

    Pri, então por que a USP este mesmo medidor pra não dar o bônus? Releia o documento assinado pela própria USP.

    Pri

    26/12/2010 - 11h19

    Eu sei deste bônus, os funcionários do meu instituto estavam nervosos nesta época ameaçando greves… Ou estou reclamando de usarem este parâmetro, a USP tem problemas e estes rankings dizem nada, são volúveis.

    Quando a USP estava em 38° a situação estava boa e isso mudou em um semestre?

Antoninni Antonioni

25/12/2010 - 12h22

O grande jurista Professor Orlando Gomes, baiano, ao ser interpelado sobre o que achava da intervenção de um rábula (mais um!) -advindo da arcadas da faculdade de direito do Largo de São Francisco da USP, respondeu:
– É de uma pobreza franciscana…

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jurandir chamusca

23/12/2010 - 23h35

A USP está cada dia mais comercial. O sonho de muitos é que um dia ela se torne USP S/A. O pior de tudo é que a turma da FEA vai aplaudir muito.

Responder

    Fernanda

    30/12/2010 - 17h43

    A turma da FEA já está enfrentando diretamente isso, Jurandir.
    Neste ultimo semestre de 2010 foi divulgada a criação de um curso de GRADUAÇÃO PAGO, dentro da USP !!!
    Não, vc não leu errado e eu tb não estou delirando.
    O curso é um planejamento de uma das fundações que investem na FEA, e irá custar apenas R$2200,00 (quase nada, né?!).
    O curso será pago, em uma universidade PÚBLICA, onde é dever do estado garantir essa educação para os cidadãos. Além disso tudo os docentes desse curso serão os mesmos que trabalham na FEA (e estes não devem ser culpados, tendo em vista a reportagem acima). Ou seja, a fundação usará o nome da USP, os professores da USP e lucrará R$2200,00 de cada estudante do curso..

    Tudo isso foi comunicado ao excelentissimo reitor João Grandino Rodas e o mesmo aplaudiu de pé a iniciativa.
    Isso tudo é sim parte da política do PSDB, de privatizar, não só a educação mas também a saúde, direitos de todos os cidadãos e dever do Estado.
    Não escondam, vocês, a cabeça como se fossem avestruzes.

Bonifa

23/12/2010 - 16h26

A USP, mãozinha dada com o PIG, dispara galopando para trás. Já que ao ser movida por dinheiro público o risco de deixar de ser exclusividade da Zelite aumenta dia a dia, estão avaliando se não seria melhor privatizá-la. O único problema é que, ao servir apenas aos filhos da Zelite, a inteligência certamente tenderá a zero. É um impasse.

Responder

Agência Fapesp responde a leitor do Viomundo | Viomundo - O que você não vê na mídia

23/12/2010 - 13h16

[…] reportagem USP cai 84 posições no ranking mundial, denunciamos que a Agência da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo), […]

Responder

Clóvis

23/12/2010 - 13h15

Para uma crítica melhor estruturada às universidades brasileiras http://www.scimagoir.com/.
Não o ranking pois número de publicações não indica qualidade – não liguem para a posição da Universidade no ranking que é puramente quantitativo. Mas podem ver a fatia da produção nacional, o impacto médio das publicações e ver quem está bem e quem não, dá até pra ver quem está melhorando e quem está piorando no tempo (apesar de considerar que uma comparação de 2 anos só não é muito apurada).
Como todo estudo terá falhas, mas acho muito mais relevante que número de citações no google scholar

Responder

Clóvis

23/12/2010 - 12h57

Ok. Já que estão mostrando que não são sérios eu pesquisei:
Vamos ver algumas federais no mesmo período
UFSC em 2009 era 134 – agora é 377 QUEDA DE 243 posições xiiiiii
UFRS em 2009 era 152 – agora é 544 QUEDA DE 392 posições xiiiiii
UFRJ em 2009 era 196 – agora é 386 QUEDA DE 190 posições xiiiii
UFMG em 2009 era 241 – agora é 470 QUEDA DE 229 posições xiiiii
UFPR em 2009 era 352 – agora é 678 QUEDA DE 326 posições xiiii
Acho que chega né? Eu não considero que o governo federal esteja sucateando Universidades para privatizá-las (mas tb meu disco vira), acho, inclusive que a gestão Haddad foi um sucesso (dentro do humanamente possível).
Será que um ranking em que universidades tem uma oscilação tão grande entre 1 ano e outro é tão confiável?
Conceição, se quisesse colocar o reitor contra a parede tem vários pontos que te deixam fazer isso. Com certeza falar que a USP está decaindo por uma política tucana de administração…
Querem seriedade vão ver quantos professores não publicam artigos, são os mesmos que os sindicatos estão sempre protegendo. Vejam os que não cumprem regime de trabalho, que são contratados com dedicação integral e tem consultório, escritórios, dão aulas fora etc.
Sim, é importante ficar em cima da USP por ser o principal (não o único, claro) centro de excelência em pesquisa no Brasil, mas isso não dá carta branca para reportagens tendenciosas, em que os fatos são escondidos para provar uma teoria (igual criticam da FSP e cia).

Responder

Rafael Calsaverini

23/12/2010 - 11h55

Eu não discordo que a USP seja decadente e que esteja passando pela pior fase da sua história. Meus quase 12 anos de USP, entre graduação, mestrado e doutorado, me permitiram ver o estado em que ela está por dentro.

Não é por culpa do PSDB, do PT ou do PQP, mas pela própria estrutura interna da USP que é absurdamente burocrática, ultrapassada e incapaz de se adaptar, e a predileção da aristocracia academica da USP em zelar pela imagem pública e política da universidade ao invés da qualidade de sua pesquisa e adaptabilidade de seus cursos de graduação. O jeito USP de ser era excelente para uma universidade no Brasil da década de 50, mas lamentável o mundo de hoje.

Há professores titulares da USP a ponto de se aposentar cuja última grande produção academica foram suas teses de doutorado, 40 anos atrás!! Excetuando algumas poucas ilhas de excelência (parte da escola de medicina, parte dos institutos de física e química, parte da escola politécnica, para citar alguns exemplos) a USP é academicamente irrelevante no mundo.

Mas ainda que a USP esteja decadente, não é esse ranking aí que diz algo sobre a qualidade da mesma. O ranking webometrics avalia a presença das universidades na internet, e não a qualidade de seu ensino e pesquisa. Leia bem os critérios do ranking, não tem ABSOLUTAMENTE NADA a ver com qualidade do ensino e da pesquisa, mas com cursos online, presença na rede, produção de material didático online e etc.

Concordo que são pontos importantes para uma universidade moderna, mas não são esses os pontos mais importantes. Em outros rankings mais sólidos, que medem coisas mais interessantes, a USP está consistentemente numa posição vergonhosa de 240 e alguma coisa faz décadas, e nunca melhorou ou caiu.

Responder

Julio Silveira

23/12/2010 - 10h47

Para alguns defensores da USP que esquecem a analise se comportando como torcedores, cabe lembrar que também existiram dinossauros inteligentes que sucumbiram a mudança dos tempos e a evolução.
Ainda que seus defensores o façam como se os numeros tivessem sido produzidos oportunisticamente, contra a faculdade, acho que deveriam servir como um alerta. Na analise o nivel da universidade tem que ser observado sem ufanismos, nem patuscadas, para corrigir seus rumos. Ainda que alguns paulistas, separatistas, pensem em seu mundo narcisico que a USP não pertença ao Brasil, mas a seu país utopico, São Paulo, outros Brasileiros inclusive paulistas acham que ela deveria sim continuar sendo orgulho da nação, e vêm na critica algo positivo. Tal qual o bom pai que gosta de saber o que procede com seu filho para ajudá-lo no melhor caminho.

Responder

Charles

23/12/2010 - 10h23

tivemos um presidente que era professor da USP, e vocês viram o que aconteceu!!!

Responder

André Oliveira

23/12/2010 - 07h26

As críticas a USP são fundamentadas sim. Mas o foco deles, alterado pelo Sr José Serra, agora começa a mostrar resultados. O objetivo da USP hoje é formar mão de obra para as empresas lucrarem e realizar o treinamento da classe média e das elites econômicas as custas do povo para que se mantenham em suas posições sociais. Sou aluno da USP e tenho vivência prática nisso. Eles estão investindo em obras físicas, mas o conteúdo se precariza a cada dia, principalmente nas ciências humanas, fundamentais para o resgate da qualidade da educação.

Responder

Pall Kunkanen

23/12/2010 - 00h32

Um dia parte da escola pública paulista foi excelente:
“Se o tema era Olimpíada, em matemática tirávamos as medidas de quadras, em português pesquisávamos textos sobre o assunto, nas artes plásticas desenhávamos os temas, em educação musical, pesquisávamos e tocávamos os hinos. Era um processo cíclico. Todas as disciplinas dialogavam e se complementavam”, recorda Luigy. No primeiro ano do Ginásio Vocacional estudava-se o bairro, depois, passava-se para as cidades próximas, o estado, o país, e no quarto ano ampliavam para temas relacionados com o resto do mundo.
http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/54/apr

Responder

Vinicius Vieira

22/12/2010 - 22h47

Por fim, cumpre lembrar a própria disparidade existente entre os rankings internacionais. Por exemplo, veja a posição de Oxford neste ranking (http://www.guardian.co.uk/news/datablog/2010/sep/08/worlds-top-100-universities-2010). Aqui, ela está em 6o. lugar. Stanford está em 17o. Já neste (http://www.arwu.org/ARWU2010.jsp), Stanford pula para 3o., enquanto Oxford cai para 10o. Enfim, os rankings internacionais estão longe de ser um bom parâmetro e é surpreendente que a USP dê a eles peso similar a outros fatores, como a avaliação da Capes, para decidir pelo pagamento de bônus. Por fim, interessante notar que nao foi o Rodas que definiu o critério dos prêmios. Essa é uma herança da gestão Sueli Villela (http://www.agencia.fapesp.br/materia/9739/noticias/destaques-da-usp-serao-premiados.htm).

Responder

    Conceição Lemes

    23/12/2010 - 10h35

    Mas foi o reitor Rodas que utilizou para não pagar o bônus. UTILZOU E ASSINOU EMBAIXO.

Gerson Carneiro

22/12/2010 - 22h09

Vixe, me mandaram outra resposta. Será que viram que eu publiquei no viomundo?
E agora, em qual acredito?

Prezado senhor Gerson Carneiro

A matéria "Brazilian Science: riding a gusher", publicada na edição de
3/12/2010 da Science, é fruto de pauta elaborada pela revista e de entrevistas
realizadas por seu correspondente no Brasil.

Atenciosamente,

Fernando Cunha
FAPESP – Assessoria de Comunicação

Gerson Carneiro <[email protected]> escreveu:

>
> Por que a FAPESP não divulgou a proeza brasileira relatada pela Science
> Magazine (a mais prestigiosa revista de ciência do mundo) de 02/12/2010?.
>
> Por que a Universidade de São Paulo (USP), apesar de ter grande produção
> científica, não teve nenhuma pesquisa destacada?

Responder

Roberto

22/12/2010 - 19h45

Parabéns ao PSDB, uma queda de 84 é pouco.
Sucateamento de universidades é a sua especialidade, por isso os universitários votaam em Diiiiiiilma do PTPTPTPTPTPTPTPTPTPTPTPTPTPTPTPTPT…

Responder

Blog Rosa Richter » USP cai 84 posições no ranking mundial

22/12/2010 - 18h49

[…] http://www.viomundo.com.br/denuncias/usp-escada-abaixo-cai-84-posicoes-no-ranking-mundial.html     20 de dezembro de 2010 às 20:54 USP cai 84 posições no ranking mundial por Conceição Lemes Há tempos se ouvem rumores de que a qualidade de ensino das universidades estaduais paulistas está em queda. A  Science, de 2 de dezembro, aumentou a suspeita. Na reportagem de seis páginas dedicada à ciência brasileira – foi a principal da edição —  a Universidade de São Paulo (USP), apesar de ter grande produção científica, não teve nenhuma pesquisa destacada. A reportagem começou e terminou por Natal (RN). Mais precisamente no município Macaíba, que sedia o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra, mais conhecido como Centro do Cérebro, implantado pelos neurocientistas Miguel Nicolelis e Sidarta Ribeiro. A reportagem destacou também, entre outras,  as pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Petrobras e da Amazônia. A mídia brasileira, exceto o Correio Brasiliense, ignorou solenemente a edição 331 da Science , que foi festejada no exterior por cientistas que torcem pelo sucesso do Brasil. Pudera. A  Science é a mais prestigiosa revista de ciência do mundo, ao lado da Nature , inglesa. Por que essa conduta, afinal a reportagem da Science foi um gol de placa da ciência brasileira? Como o feito merecia supercobertura da mídia nativa, só restam hipóteses para o descaso com que tratou a façanha. Mesquinhez? Incompetência? Miopia jornalística? O fato de um projeto inovador de ciência estar brotando no Nordeste e não no Sul do Brasil? Façam as suas apostas. Pior fez a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo — Fapesp. Proibiu a sua agência de  divulgar a proeza brasileira na Science. Inveja pela USP não ter sido destacada? Bancar avestruz como se não houvesse ciência de ponta sendo feita no Brasil além de São Paulo? Mas nada como um dia após o outro. A verdade aparece. Documento obtido com exclusividade pelo Viomundo (está abaixo) mostra que o processo de declínio na qualidade da USP é mais intenso do que até os próprios críticos da USP no mundo acadêmico imaginavam. O documento em questão é um relatório de avaliação institucional feito pela equipe do reitor da USP, professor João Grandino Rodas, assinado pelo vice-reitor e pelos pró-reitores  e enviado por e-mail a todos os docentes e funcionários. “A antiga reitora, Suely Vilela, instituiu um prêmio de excelência acadêmica, que, na prática, é um bônus em dinheiro para a comunidade da USP”, explica-nos um funcionário da universidade. “Só que este ano não foi concedido. A explicação está na insuspeita confissão da equipe do professor Rodas, demonstrando que, na atual gestão, a USP perdeu várias posições no ranking acadêmico. É o resultado da implantação dos métodos da gestão tucana na Universidade. ” O e-mail enviado aos professores está abaixo. Atente. Nos diversos ranqueamentos acadêmicos de universidades importantes no mundo, a USP perdeu posições em todos. No WEBOMETRICS, a USP caiu da posição 38ª, no segundo semestre de 2009, para 122ª, no segundo semestre de 2010.  Ou seja, rodou 84 posições escada abaixo. […]

Responder

Henri Cappilori

22/12/2010 - 17h47

Esses ranks têm métodos bem questionáveis de avaliação, em geral se atendo a citações na internet. Não entendo o que universidades como UFMG ou a UFRJ, que desenvolve trabalhos avançados em pesquisa sobre HIV e células-tronco, por exemplo, devem para a USP. Acho que o "paulistocentrismo" tem um peso relevante nessas avaliações.

Responder

RDSS

22/12/2010 - 15h29

Eita inveja . A USP é a melhor universidade do Brasil . VocÊ está convidado a visitar a faculdade de medicina da usp . Faça uma comparação . Não haverá outra igual .Pq vc não faz um artigo sobre os ministros da Dilma … Há mtos envolvidos em corrupção . Vc tem um artigo para cada um . Seu PTralha invejoso . USP é eterna e é a melhor do Brasil .

Responder

    Pedro

    22/12/2010 - 17h16

    Ainda…

    Sereno

    23/12/2010 - 01h31

    Não visita, não! Não visita, não!
    É fria: eles não sabem a diferença entre unha encravada e apendicite.
    Conheço a trupe…
    Como todo PSDBista babaca, come merda e arrota perú.

    Renato

    23/12/2010 - 21h40

    E em Cuba que confundem enfarto do miocardio com dor de estomâgo.

Tomudjin

22/12/2010 - 14h15

Para se privatizar (vender) à preço de banana, é necessário que, antes, ela seja bastante desvalorizada, sucateada, e que perca a tradição de ser uma Universidade respeitada .
Essa estratégia já é bem conhecida nos orgãos onde os privatistas atuam : desdenha-se antes, para vender depois.

Responder

Gerson Carneiro

22/12/2010 - 13h56

Fui apurrinhar o povo da Fapesp, olhem a resposta:

Prezado Sr. Gerson Carneiro,

Agradecemos o contato e a sugestão. No dia, não falamos sobre o texto da
Science por conta da divulgação de reportagens de projetos apoiados pela
FAPESP e conduzidos no Estado de São Paulo, que são prioridade da Agência
FAPESP como veículo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

Quanto à USP, solicitamos que entre em contato com a universidade.

Atenciosamente,

Heitor Shimizu
FAPESP – Agência FAPESP

Gerson Carneiro <[email protected]> escreveu:

>
> Por que a FAPESP não divulgou a proeza brasileira relatada pela Science
> Magazine (a mais prestigiosa revista de ciência do mundo) de 02/12/2010?.
>
> Por que a Universidade de São Paulo (USP), apesar de ter grande produção
> científica, não teve nenhuma pesquisa destacada?
> Nome: Gerson Carneiro
>Email: [email protected]

Responder

Gerson Carneiro

22/12/2010 - 13h07

E por falar em ranking, quero parabenizar o Boris Casoy que está em primeiro lugar no yahoo na lista da "Vergonha Alheia de 2010".
http://br.retrospectiva.yahoo.com/2010/br_vergonh

Parabéns! Isto é uma vergonha alheia.

Responder

Daniel

22/12/2010 - 12h49

Uma universidade como a USP não piora de um ano para o outro. Aliás, como já disseram nos comentários anteriores, há sempre grande oscilação nesses rankings. Na média a USP tem se mantido em bons patamares sim.

Responder

    Conceição Lemes

    22/12/2010 - 16h01

    Daniel, foi o criterio que a USP utilizou e assinou embaixo para não pagar o bônus. E agora?

Wlademir Carvalho

22/12/2010 - 10h50

84 posições?????????????

Isso é uma mostra da excelência no modus obperandi dos tucanos quando o assunto é educação e desenvolvimento.
Eles querem o Brasil colônia…afinal são todos estadunidenses de coração.

Responder

Prevent Senior

22/12/2010 - 10h46

Esse é a educação do nosso país que é copiada, e tudo aquilo que e copiado não perfeito….

Responder

Fernando

22/12/2010 - 10h42

Recebi com muita felicidade a notícia que o Viomundo ia se dedicar cada vez mais à produção de material próprio. Logo de cara, tivemos um post excelente com uma matéria sobre o Stédile e os novos rumos do MST. Uma reportagem bem feita, bem acabada e que tratou de um tema que parece ser particularmente caro aos jornalistas. Neste post, no entanto, sinto que vcs patinaram, talvez por abordar um tema de pouca familiaridade ou por envolvimento emocional (vcs dois são Uspianos, não são?).
Primeiro, acho que seria melhor dizer a "USP caiu (…) em Raking Internacional".Acho que o "no" na chamada da notícia dá uma impressão de que a USP caiu (83 posições) em algum ranking que goza de status especial no meio acadêmico. Mas não me entendam errado, o Webometrics é um ranking sério, que usa ferramentas poderosas, mas que não mede qualidade acadêmica e sim presença na Web.
O que acho mais espetacular nesta história, e acho que este ponto não foi levantando no post, é como que uma decisão tão importante da USP foi baseada nos dados deste e de outros rankings. Me parece absolutamente surreal. Me faz crer que esta comissão e o Rodas acreditam piamente que a USP estava entre as 50 melhores do mundo e que agora não está mais! A USP nunca esteve entre as 50 melhores e nunca estará, caso não faça um mudança institucional profunda.
Outro ponto não discutido no post diz respetio aos rankings em si: qual o papel destes rankings na qualificação acadêmica? Que tipo de realidades estes indicadores expressam e, novamente, é razoável tomar decisões acadêmicas baseadas nestes rankings?
Acho que a USP precisa de novos ares. Precisa atualizar seu vestibular, que é muito elitista, incluir a questão das ações afirmativas e pensar em projetos de longo prazo que ACABEM com o vestibular (como já acontece na Unicamp).
OBS 1: A questão da Universidade é muito diversa… li gente aqui que escreveu até que as federais pioraram nos útlimos anos, o que na minha opinião é um absurdo. Não acho grave a queda da USP no webometrics, mas acho gravissímo ter tomado as decisões decritas no post baseados nestes indicadores e acho ainda mais grave terem gastado tempo com esta discussão, enquanto que a questão do acesso a USP permanece intocada.
OBS 2: A CAPES NAO usa estes rankings para avaliar as pós-graduações. A avaliação da CAPES não é meramente quantitativa. Não fiquem papagaiando o que se fala por ai. Os critérios da CAPES são decididos pelo próprios acadêmicos e cada área tem uma comissão que define seus parâmetros. Não existe isso de querer avaliar matématicos com critérios de biólogos, porque cada área formula seus próprios critérios… está tudo explicadinho na página da CAPES.

Responder

    Ricardo

    22/12/2010 - 17h38

    Fernando, muito bem. Não se trata de defender a USP aqui, mas dizer: Calma, vamos entender o que quer dizer isso. A USP tem problemas sérios sim, sobretudo relacionado ao público que a freqüenta e a comanda, políticas internas obscuras, distribuição de poder. Mas essa queda, definitivamente, não quer dizer que ela era uma universidade "top" e agora é uma espelunca. Esse índice não é o mais apropriado, sem dúvidas. Claro, como você bem diz, a USP nunca esteve entre as 50 melhores do mundo. Mas tem dinheiro, tem a FAPESP bancando, tem publicação, sem muito impacto ou repercussão, mas tem volume. Mas, acreditem se quiser, essa é a moeda hoje em dia.

Flavio Zimmermann

22/12/2010 - 09h46

Lamentável notícia para os brasileiros.. enquanto o Brasil avança cada vez mais nas federais, recebemos essa notícia da nossa ex-maior universidade da América Latina, que era reconhecida como modelo internacional..

Eles pensam que vão melhorar o ensino c/ esta forma antiquada de "dialogar" com os professores http://www.youtube.com/watch?v=j2U_CC7g_U8

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Luciano Prado

22/12/2010 - 09h23

E ainda tem paulista – e como tem – que daria a vida pelos mofados tucanos. Prefere morrer agarradinho a Fernando Henrique ou a Serra.

Responder

Marat

22/12/2010 - 07h56

Só 84? Eles conseguirão piorar isso ainda mais…

Responder

Alice

22/12/2010 - 01h13

O pior está acontecendo nas universidades federais, obrigadas a aumentar a relação aluno por professor sem infraestrutura de pessoal e material.
A melhor colocada no ranking mundial é UFSC -conforme publicado no site Terra: A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ficou como primeira universidade federal entre as instituições brasileiras, ocupando a 377ª posição geral.
O governo federal está tornando a pesquisa acadêmica, científica e tecnológica um balcão de negócios. O sistema de avaliação é meramente quantitativista. A Síndrome de Bournout tornou-se comum entre docentes do ensino superior, o número de plágios é um escândalo em monografias, dissertações, teses e artigos científicos. Nunca antes neste país um governo conseguiu desqualificar tanto as Universidades Federais em tão pouco tempo.

Responder

    Marcia

    22/12/2010 - 11h07

    Não concordo muito com o que vc disse, pois o índice de evasão nas universidades federais são muito grandes (alias, de quaisquer instituições de nível superior). Aumentar o número de alunos pode ser ruim no começo, mas após o segundo ano já fica um número de alunos normal por sala.
    É melhor assim do que ter 10-15 alunos em sala de aula e um índice de conclusão do curso tão baixo que o valor investido por ano fique insustentável.

    Acho que o governo atual investiu muito bem nas universidades federais, além de ter aumentado absurdamente as vagas (principalmente nas áreas mais necessárias, como tecnologia e licenciatura).
    Também revitalizou muitas instituições federais, abriu concurso para professores (coisa totalmente desconhecida durante o governo de FHC… os professores se aposentavam, e quem dava aula no lugar deles eram substitutos contratados por tempo determinado, sem concurso e sem direitos trabalhistas), reformou e comprou equipamentos novos.
    Como ex aluna de Escola Técnica Federal e posteriormente aluna de Universidade Federal, vejo uma diferença brutal entre os governos do FHC e do Lula nessa área.

    Não estou dizendo que está perfeito, acredito que tem muito o que melhorar, principalmente criar mais vagas e valorizar mais os professores. Porém, a melhora é significativa, e a maior parte de suas críticas estão muito mais relacionadas com a realidade de universidades particulares do que com as federais.

    Pedro

    22/12/2010 - 17h20

    DESQUALIFICAR AS UNIVERSIDADES FEDERAIS? Foi por isso que todos os reitores das federais, TODOS, apoiaram Dilma nessa eleição?

    Dado rápido daqui da UFRN. Em 1995 o orçamento era de 600 milhões. Em 2002 era de 300 milhões. Esse ano fechou em 1 bilhão de reais. É essa a desqualificação que você fala? Lula só não avançou mais porque teve que tirar a diferença da mer… feita por FHC.

    Afff, pra criticar Lula esse povo se perde.

Daniel Alves

21/12/2010 - 23h56

O PSDB detesta tudo o que é público. Vejam o que está acontecendo com a TV CULTURA.

Responder

USP cai 84 posições no ranking mundial « Língua de Fogo – A voz dos bancários

21/12/2010 - 23h37

[…] Fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/usp-escada-abaixo-cai-84-posicoes-no-ranking-mundial.html […]

Responder

Rogério

21/12/2010 - 23h21

Acredito que falar em queda na qualidade de ensino é um equívoco.
Uma vez que o ranking qualifica a quantidade e a qualidade das
pesquisas. Como não é de se estranhar, o Brasil investe muito
pouco em pesquisa e isso reflete diretamente neste ranking,
logo falar em queda na qualidade de ensino é coisa de quem
não estudou ou não entende como é o ensino em universidade pública.
Posso dizer pela FEA-Economia, ótimo curso, com excelentes professores
que irão reprovar com sorriso no rosto, ou seja ou estuda ou será jubilado rapidamente.
Logo a qualidade é dos alunos, e isto o vestibular já tentou garantir. E quanto aos outros alunos da USP postando aqui no blog,
atirando pedras nos demais alunos mostra que assim como eu acredito que os alunos são diferentes e
acreditam cada um em uma coisa há outros que acham que todos
deveriam ser estritamente petistas/comunistas (pensamento estreito que caracteriza aqueles que não deveriam ter acesso à Universidade)
e não entendem que a diversidade presente na universidade é que a faz tão fantástica e que isto se deve ao simples fato de que as pessoas são diferentes.
Só ressalto que não tenho motivos para reclamar do ensino,
as pesquisas todos os outros centros de pesquisa sofrem de forma igual no Brasil.

Responder

    Gabriel

    17/05/2013 - 20h39

    Curso de Economiada USP é ótimo? Nem pensar … o fato de os professores reprovarem os alunos não é indicador de qualidade. Sou ex-feano e todos sabem a falta de comprometimento da maioria dos professores.

Renato

21/12/2010 - 22h49

Se a USP que é a melhot universidade do país, segundo Webometrics Ranking of World Universities, imagina o nível das outras universidades.
Segundo o instituto(divulga a lista duas veze ao ano)
53 – USP
143 – UNICAMP
222 – Universidade Federal de SC.

As duas melhores do país, são as paulistas. Sobre a administração estadual.

Responder

    Antonio Lopes

    21/12/2010 - 23h30

    Caro Renato, a disputa não é bairrista é globalizante, como os tucanos gostam, aí a casa está caindo. Um dia o rei perde o trono ………..

    Renato

    22/12/2010 - 21h10

    Segundo esse mesmo instituto, todas as universidades brasileiras rankeadas, tiveram o mesmo índice de queda. O problema não é apenas na USP.

    Conceição Lemes

    23/12/2010 - 10h31

    Mas foi a USP que utilizou esse ranking para não pagar o bônus aos funcionários. Usou e assinou embaixo.

    Renato

    23/12/2010 - 21h44

    Então você concorda que as Universidades Federais tem problemas também, não é somente a USP?

    Pedro

    22/12/2010 - 03h08

    Ainda…

    Exemplo rápido aqui de minha cidade Natal.

    A Universidade Federal do RN tinha em 1995 um orçamento de 600 milhões de reais. Em 2002 o orçamento chegou a 300 milhões de reais. Nesse ano foi de 1 bilhão… Graças a isso acabaram de ser encomendados para o laboratório de engenharia, mais um exemplo, 3 aparelhos de 1 milhão de dólares. So existem outros dois do mesmo no Brasil inteiro. E, em universidades particulares.

    Se continuar essa política de Governo Federal aumentando investimento e aí em São Paulo tudo diminuindo não demora muito pra haver mudanças…

    John Galt

    22/12/2010 - 03h50

    A USP e todas as outras faculdades publicas deveriam ser privatizadas. Pobre pga imposto pra rico estudar. O governo devia privatizar e oferecer bolsas.

    PAULO

    22/12/2010 - 09h52

    DEUS!!! VEMOS AQUI UM PURO TUCANO. PRIVATIZAR NÃO RESOLVE NADA.

Heitor Rodrigues

21/12/2010 - 22h41

O desmantelamento da USP é apenas mais um passo na destruição dos serviços públicos no Brasil. Em 1994, o Brasil e os demais países em desenvolvimento foram obrigados a assinar o TRIPS, um "big stick" com o qual os EUA, apoiados pela Europa e Japão, puseram fim ao Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT, em inglês), cujas negociações conhecidas como a Rodada Uruguai, empacaram. A coerção norte-americana para conseguir a adesão da comunidade internacional era simples. Ou assina, "ou não compramos nada de vocês". O Brasil, que tinha os EUA como destino preferencial de suas exportações, não teve escolha.

Como todos os acordos internacionais, às nações signatárias é concedido "generosamente" um tempo para adaptarem as legislações nacionais aos novos tempos. No caso do Trips, acho que o prazo era 2002. Pois bem, o Brasil fêz o dever de casa tão bem que o trabalho de aperfeiçoamento da sujeição de nossa soberania aos EUA ficou pronto em 1996. No pacote, FHC extinguiu a CEME – Central de Medicamentos, do Ministério da Saúde, num contexto em que a indústria farmacêutica nacional estava fechando as portas (afinal, só fabricávamos remédios carrroças).
O projeto do PSDB é claro, apesar de dissimulado: para que ensino superior no Brasil se nossa vocação é periférica? (tese da dependência inevitável do sociólogo FHC). Quem quiser ser chamado de Doutor, que compre o diploma pagando o que êle vale no mercado. Para que gastar dinheiro com universidades públicas?

Precisamos de 3 ações para tentar evitar um retôrno à condição colonial: uma longa sucessão de governos desenvolvimentistas, capazes de angariar apoio popular mediante efetivas melhoras nas condições de vida e trabalho entre os mais pobres; trazer São Paulo para esta perspectiva, evitando o contraponto tucano que envolve mais de 30% do PIB e do eleitorado brasileiro; combater o PSDB sem tréguas, denunciando a impostura de Aécio Neves e desconstruindo as sucessivas fantasias com que êle tentará enganar os incautos.

Responder

    jurandir chamusca

    23/12/2010 - 23h03

    É isso aí, cabra danado!

Leo

21/12/2010 - 21h03

Houve uma modificação nos critérios de avaliação sim. Li isso em alguma reportagem esse ano. No entanto, isso torna o fato de o terem usado como critério para a não bonificação profundamente anti-ético. Sou contra esses bônus, pois partem do princípio de que os funcionários são vagabundos (sem eufemismos), o que está longe de ser verdade. Essa política é degradante!

Responder

Sebastião Medeiros

21/12/2010 - 20h01

Fui estudante de história da USP na década de 90 e o que notei ali foi um pensamento extremamente neoliberal por parte de alguns professores e alunos e por outro lado havia,principalmente,entre os alunos um esquerdismo de origem TROTSQUISTAS que taxava qualquer opinião divergente de esquerda como ESTALINISTA OU NACIONALISTA BURGUESA.Parecia que havia uma convergência entre a direita eos esquerdistas,sem falar que qualquer referência a Getúlio Vargas e João Goulart era considerada uma ofensa inperdoável a maioria do corpo docente e discente daquele estabelecimento :A FFLCH-USP
Sem falar dforte influencia do sionismo em vários departamentos da USP E A AVERSÃO DE TUDO QUE ERA BRASILEIRO E APOLOGIA DA VELHA OLIGARQUIA PAULISTA CAFEEIRA.
Aguns alunos,em protesto a tudo isto em1994,chegaram a distribuir um panfleto naqual estava escrita a seguinte palavra de ordem:NEM PSTU E NEM PSDB!

Responder

    Juliano Iowa

    21/12/2010 - 23h22

    Acho que estavam lendo muito Prhoudon…

    vinicius lima loreto

    22/12/2010 - 02h04

    gostei do que disse o Sebastião. Me formei recentemente em ciências sociais pela uff e tive a oportunidade de estudar um pouco do pensamento social brasileiro e sua história, e durante esse estudo percebi que a escola sociológica que a USP formou sempre procurou desqualificar as teorias sociais genuinamente nacionais. inclusive o termo "populismo", que na minha opinião é um termo pobre teoricamente, foi criados por intelectuais da USP, da esquerda e da direita, com a intenção de desqualificar Vargas e o trabalhismo. É claro que não estou desmerecendo a importância que a sociologia na USP teve ao lutar contra as teorias racistas vigentes no País e também o fato de ter trazido para o Brasil importantes teorias Europeias, mas não seria o caso de se perguntar se o modelo da USP não esta mais em sintonia com o novo Brasil que emerge? Na minha humilde opinião, acho que a USP tem um vício de origem que a impede de compreender o momento atual do País.

Herança maldita: a USP perde prestígio » O Recôncavo

21/12/2010 - 19h42

[…] Herança maldita: a USP perde prestígio Por Conceição Lemes no Viomundo […]

Responder

Clóvis

21/12/2010 - 19h35

1- É verdade o que disse o peixe.br? Se for será uma barriga própria da FSP este artigo! Pq aí tem de falar dos problemas do Governo Federal também.
2- Já notaram como nesses rankings sempre as melhores do mundo são americanas?
3- Haja má vontade ou deslealdade em ligar uma queda numa avaliação a um reitor eleito em 2009 e empossado em janeiro de 2010… Não sou fã dele, mas é inegável que esta queda, se realmente quiser dizer algo (pq é verdade que as univerisidades sobem e descem horrores entre 1 ranking e outro), não pode ser ligada ao reitor. Se quiserem ligar à política de corte de verbas e cia aí entraremos num terreno mais interessante.

Mas há um FATO haja inveja em relação à USP… Vejam a metodologia, é meio triste (http://www.webometrics.info/methodology.html)... Realmente o número de documentos no google scholar é um método confiável de avaliação… Aliás onde a maioria absoluta das universidades brasileiras falham!

Mas, realmente, deve haver cuidado para que a Universidade não caia. E curiosas as criticas a pesquisadores uma vez que índices ligados a pesquisa científica são os mais importantes em TODOS os rankings…

Mas, em geral, ótimo que o Haddad continua no Ministério da Educação, ele parece ser sério e bem preparado. Já o Mercadante no Ciencia e Tecnologia… não precisa nem comentar. Poderiam aproveitar e falar sobre a defesa de tese de doutorado dele…

Responder

Vinicius Vieira

21/12/2010 - 17h15

As críticas ao Rodas e à USP são legítimas. O título do post e alguns pontos da matéria, porém, estão enviseados. Em primeiro lugar, o Webometrics não mede qualidade, mas a presença de uma universidade na internet em geral – não apenas em citações científicas. Portanto, não cabe dizer, com base no Webometrics que a Unam, do México, é melhor do que a USP. Não se trata sequer de ranqueamento acadêmico como a autora cita. Em segundo lugar, a autora da matéria se contradiz ao dizer que a USP perdeu posições em todos os rankings e, depois, exibir reprodução do e-mail citando que no ranking de Taiwan ela passou da posição número 78 para a número 74. Em terceiro lugar, muitos rankings, após a centesima posição, não atribuem posições específicas, dada a próximidade da pontuação obtida por cada instituição. Por fim, cabe lembrar que os rankings têm diversos critérios, entre eles o dinheiro em caixa das universidades e o número de prêmios Nobel, o que deixa qualquer universidade brasileira a ver navios.

Responder

    Conceição Lemes

    21/12/2010 - 17h18

    Então por que a Capes usa esses medidores como critério de qualidade e favorecimento de bônus para universidades?

    Vinicius Vieira

    21/12/2010 - 17h28

    A Capes, até onde sei, não se baseia nesses rankings internacionais, mas sim numa metodologia própria, cujos critérios estão disponíveis no site http://www.capes.gov.br/avaliacao/criterios-de-av… e variam conforme a área do conhecimento. Entre os critérios, está a publicação de papers em revistas internacionais de renome – um dos critérios empregados pelos rankings de desempenho acadêmico. Nesse caso, nos rankings globais, porém, há um enviesamento a favor das universidades americanas nas ciências humanas e sociais. Nessas áreas, as revistas de mais prestígio tendem a favorecer métodos formais e quantitativos. Assim, por exemplo, um pesquisador de economia na Unicamp ou FGV – institutições que, reconhecidamente, têm uma abordagem mais qualitativa – jamais publicaria um artigo numa revista top da área.

    Virgília

    21/12/2010 - 19h39

    Vinicius,
    De acordo com essa sua avaliação otimista, o prêmio então deveria ter sido concedido.

    Conceição Lemes

    21/12/2010 - 20h32

    Obrigada pela observação em relaçao ao ranking de Taiwam. Corrigido. abs

    Vinicius Vieira

    22/12/2010 - 22h33

    De nada! Porém, ainda insisto em que não se deva dar tanto destaque assim à queda no Webometrics por causa das razões que expliquei acima. A queda nesse ranking chama a atenção, dá um bom título para a matéria, mas, considerando a conjuntura, não acho que é o mais importante nessa discussão sobre a qualidade de ensino e pesquisa. A aparente censura deliberada da Agência Fapesp, por exemplo, parece ser mais relevante e mais reveladora.
    Cumpre ainda lembrar que foi durante governos tucanos em que a Fapesp organizou redes de pesquisa, como as dos projetos do genoma Humano e do Amarelinho (doença que afeta laranajais), que deram origem a algumas das primeiras matérias sobre a ciência brasileira no exterior. Mesmo recentemente pesquisadores paulistas apareceram na Science (http://www.ib.unicamp.br/node/333). Ou seja, mais do que um partido, os problemas nas universidades estaduais paulistas podem ser causados por disfunções institucionais.

    Vinicius Vieira

    22/12/2010 - 22h46

    Não acho que minha avaliação seja otimista, não. Porém, parece-me que não havia razões para a suspensão do prêmio.

Julio Silveira

21/12/2010 - 17h05

Eatá ai um dos porques de São Paulo gostar tanto de tucanos.
Uma coisa puxa a outra.
Parece que se acostumaram com a mistiticação travestida de inteligência.

Responder

Evaristo

21/12/2010 - 16h49

Os tucanos são alquimistas ao contrário, transformam tudo que tocam em m….! "Jestão tucana" só é boa para um bando de ideólogos tucanos que tomam conta da imprensa brasileira.

Responder

Eduardo Marcondes

21/12/2010 - 16h01

Além dos problemas apontados na matéria, a FIA, fundação ligada à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), iniciará um curso de graduação pago, com preço estimado de R$1.900 e aulas em inglês. O problema da FIA é que diversos professores dessa fundação são professores vinculados à FEA, cujo regime de trabalho é de dedicação integral à docência e à pesquisa. Segundo o "Jornal do Campus", da Escola de Comunicação e Artes, o REItor Rodas aplaudiu a ideia e ainda disse que compraria ações da FIA.
Rodas é a herança maldita da gestão Serra.

Responder

    Juliano Iowa

    21/12/2010 - 23h17

    "o REItor Rodas aplaudiu a ideia e ainda disse que compraria ações da FIA. "

    Meu, é o REITOR que disse essa frase acima… onde é que fomos chegar… pensem…

    Jose

    22/12/2010 - 13h25

    Ouvi muito isso do "curso pago da usp". Claro, quem diz isso não pesquisou nada. É difícil ir atrás? entrar no site da fia, visitar a fea, ou simplesmente falar com algum professor ou aluno que conheça minimamente a faculdade? Não, legal é ficar com achismos mesmo.
    A Fia não é uma "fundação ligada à FEA", é uma fundação que FOI ligada à essa faculdade e saiu dela já há alguns anos. A Fia não recebe verba da usp, não está em prédio público e não conta nos seus quadros com professores em dedicação exclusiva. Além disso a fea não conta apenas com doutos em dedicação exclusiva, se contasse não haveria discussão, a fia simplesmente não existiria.
    Os sócios fundadores da fia são sim professores da FEA mas não em dedicação integral, logo essa discussão não tem pé nem cabeça. Assim como falar que uma autarquia que tem um orçamento próprio piorou de qualidade por causa de um partido político que interfere muito pouco nos seus assuntos. Só para lembrar: nesses últimos dez anos a usp aumentou seu volume de pesquisa de forma exponencial, fazendo com que o estado responda por 50% da pesquisa científica do país, esse por acaso, foi um período em que o psdb estava no governo.

Carlos J. R. Araújo

21/12/2010 - 15h33

Roberto Romano, há anos atrás, dizia que "o Estado de São Paulo (o jornalão) defendeu a USP dele, a USP para formar as elites e formar intermediários entre as elites, o Estado e a população, para disciplinar a mentalidade do povo". Enfim, na cabeça da elite paulista, a USP serviria para pastorear os interesses da sociedade, de modo a não conflitar com os interesses da elite paulista.

Com tal gênese, já é um espanto senão um milagre que ela tenha sido lider no ranking das universidades da América Latina por vários anos. A atual "queda" nada mais é que a restauração e o reflexo desta malsinada gênese.

Responder

ZePovinho

21/12/2010 - 14h46

Vocês estão esquecendo de uma coisa:É TUDO CULPA DO LULA!!!!!!!!!!!!

Responder

J,C,CAMARGO

21/12/2010 - 14h41

Essa Reporcagem da Conceição é puro despeito! Mesmo considerando os nefastos efeitos da (Des)Admi-
nistração tucana, em dois palitos a nossa gloriosa USP (o maior monumento da Cultura e Educação Nacio-
nais) recuperará a sua Meritória posição no Ranking Internacional! É apenas questão de tempo! Com rela-
ção aos Projetos do RN, aquilo só detonou graças a São Paulo! E com relação à Embrapa, onde ela come-
çou, evoluiu, se dessiminou pelo país e é uma gloria brasileira? Em São Paulo, é lógico! Nada acontece no
País, se não começar por aqui! É uma lei inexorável!

Responder

    Pedro Germano Leal

    21/12/2010 - 21h25

    Obrigado, Hariovaldo.

adhemar

21/12/2010 - 13h53

gente !!!!! pior que um sem diploma,é aquele que diz que tem,mais ninguem viu,chega ao cumulo,de escolher o segundo,ainda falam em gestão

Responder

Juliano Iowa

21/12/2010 - 13h49

Mais um USPiano aqui postando, como todos sabem.

Volto a ressaltar

USP: Universidade da Vergonha. Onde os alunos apoiam qualquer coisa que venha da boca do tucanato, até mesmo medidas que prejudicarão PRINCIPALMENTE eles mesmos.

As idéias elitistas estão tão incrustadas, mas TÃO INCRUSTADAS nessas pessoas (grande parte dos alunos), que, infelizmente, a situação se tornou cômica, de tão trágica:

Eu: "Vitor, você concorda com a USP ser privatizada?"
Vtor: "Sim, eu concordo."
Eu: "Porquê?"
Vitor: "Pois a USP é dominada por gente desinteressada em tudo, que não quer nada com nada, só desperdiçam o dinheiro público. Também tem esse monte de cursos inúteis que não capacitam ninguém no mercado de trabalho."
Eu: "(…) Se a USP fosse privada, você acha que o preço da mensalidade seria alto ou baixo?"
Vitor: "Eu acho que seria alto, é óbvio."
Eu: "Você teria dinheiro para pagar a mensalidade, caso o preço fosse alto?"
Vitor: "Não."
Eu: "…"

Responder

Silvio

21/12/2010 - 13h27

Azenha:
Toda a Cidade Universitária vai de mal em pior. Dias passados, tive que ir ao Instituto de Pesquisas (IPT), e como fazia tempo que não ia, me encontrei com um Instituto totalmente burocratizado e que não funciona. O IPT foi criado com a intenção de apoiar a indústria. Si a industria necessitar de ele, tem que fechar as portas, pelo caro que e o serviço.

Responder

@Doradu

21/12/2010 - 13h06

Se a gente só assistisse a TV líder de audiência nunca, mas nunca mesmo, saberíamos dessa ingerência toda.

Parabéns Azenha!

Responder

Gerson Carneiro

21/12/2010 - 12h48

Isso me fez lembrar da professora de direito penal da USP, Janaina Paschoal, e suas absurdas argumentações em defesa da estudante Mayara. Não há como não associar à queda da USP.

Responder

FrancoAtirador

21/12/2010 - 12h04

.
FOI NA USP QUE INVENTARAM "RODAS" QUADRADAS PARA DESCER ESCADAS ?
.

Responder

fernandoeudonatelo

21/12/2010 - 11h54

Senhores, sem querer desviar o foco, até porque na gestão tucana o patrimônio público do conhecimento tem fins de fábrica de diploma, mas já constataram a situação das Universidades Estaduais do Rio de Janeiro ??

Solicito uma matéria sobre os confrontos entre Cabral e os estudantes chamados de "vagabundos", por esse senhor que libera a conta-gotas menos de 1% do orçamento estadual anual à educação superior, quando a Lei Estadual de Diretrizes obriga o cumprimento de 6%.

As principais instituições como Uerj e a parceira Uenf, estão com muitos laboratórios e salas experimentais sucateadas ou fechadas, as salas e espaços de amostragem e apresentação em cada andar, estão sem projetores e materiais de suporte, o centro poliesportivo está com obras inacabadas e por aí vai.

Responder

Luiz Antônio

21/12/2010 - 11h39

Os mesmos políticos, tantos anos no poder, acabam se tornando parasitas, como nas extintas aristocracias. Desapareceram por causa da senilidade

Responder

Gerson Carneiro

21/12/2010 - 11h27

A desgraça é que um FACTÓIDE (como o "nem Jesus me tira essa vitória") acaba tendo mais poder de decisão em uma eleição, por ter maior penetração no eleitorado, do que um FATO grave como este.

Esse fato não tem projeção, a população, sem culpa, não se sente atingida, e nem toma conhecimento, e é aonde o PSDB faz e acontece. Enquanto que o Lula erra a concordância em uma frase e o país inteiro comenta. É triste. E se não fossem os blogs nós também nem iríamos ficar sabendo.

Responder

NaMariaNews

21/12/2010 - 10h45

Conceição;
Tomei a libertada de de reproduzir o post no NaMaria News. Também acrescentei outros dados e questionamentos ao final: http://namarianews.blogspot.com/2010/12/as-quedas

Por outro lado, o que comenta a Isa é, em parte, retrato fiel da mesma situação das escolas públicas estaduais, que estão, sim, sob o jugo do PSDB há muito tempo, tempo demais – assim como a USP.

Pode-se dizer que a desmotivação geral dos professores passa pelos salários irrisórios, mas também pelos cursos de capacitação e aprimoramento imbecis, obsoletos, retrógrados e inúteis. Passa também pelas escolas de formação que, com perdão do trocadilho, deformam e viciam; por faculdades de esquina que são cofres e não instituições de ensino propriamente ditas. Isso sem contar os "projetos pedagógicos" maravilhosos que beiram a idiotia, porém caríssimos. Sempre ouvimos que quem faz a escola são os alunos, mas esquecemos que sem professores e dirigentes competentes o círculo de podridão se alimenta infinitamente.
O caso da USP é só mais um em milhares neste país. Dinheiro no governo, pelo que se comprova, não é o problema. O caos é a péssima administração que lhe é dedicada, os interesses por trás da grana, o conluio entre os amigos de sempre no poder e seus desmandos. Educação neste Brasil é apenas questão de números e negócios, infelizmente.

Por que essa carta não foi divulgada decentemente? Quantos da comunidade uspiana tomaram conhecimento dela? Qual providência tomarão os conhecedores e até os alunos, que acabarão ficando ainda mais insatisfeitos em suas aspirações universitárias, porque seus professores não se verão na obrigação de melhorar por falta de incentivo salarial e pelo atestado de incompetência lhes passado pela reitoria? Que meritocracia é essa? Como pode existir uma "comissão permanente de avaliação" na "melhor universidade do país" que não avalia nada?

Esses indicadores são bárbaros, sobretudo porque usam a internet, entre outros parâmetros. Os sites das universidades são espelho dos "donos e moradores das casas". São ferramentas maravilhosas que desvendam muito mais segredos do que se pode imaginar, mistérios que seus "donos" prefeririam deixar eternamente escondidos. O design e a arquitetura de qualquer site, qualquer um mesmo, mostra mais sobre a alma e/ou psiquê de seu proprietário (e usuários) do que pode supor nossa vã filosofia. No dia em que os donos de escolas (ou qualquer um) perceberem isso as coisas poderão começar a mudar. E não adianta tentar disfarçar.

Desmerecer os indicadores como o Webometrics é equívoco. Ou por que, então, eles seriam parâmetros usados pela grande e poderosa Capes? Quer dizer que a USP serve para ser cantada como a melhor do país em campanhas eleitorais e afins, mas na hora da produção acadêmica ser avaliada e bonificada a USP é uma droga? Tá bom, então. Faz de conta que acreditamos.
O buraco é tão fundo que parece um quasar.

Responder

henrique de oliveira

21/12/2010 - 10h39

Isso é reflexo da ignorancia e ódio do desgovernador Zé pedagio que escolheu o menos preparado e o derrotado nas eleições interna da USP , em 16 anos essa gangue demotucana só fez a universidade perder prestigio e dinheiro , deve ser o tal choque de gestão.

Responder

Carlos.

21/12/2010 - 10h36

Faz quase 30 anos que o mesmo grupo político está no comando de SP, porque PSDB, PMDB, PTB e outros "P" daqui são todos faces da mesma moeda. SE algum dia os paulistas conseguirem começar a pensar em vez de repetirem o que a mídia daqui manda e se recuperarem da lavagem cerebral a que estão submetidos a quase um século, ficarão estarrecidos com o "estado" em que esta gente tão bem preparada deixou seu estado.

Falta pouco para a casa cair.

Responder

Ricardo Pirola

21/12/2010 - 10h17

Nunca na história desse país, as três Universidades Paulistas (USP, Unicamp, Unesp) pagaram salários para professores menores que as Universidades Federais, como tem acontecido atualmente. Além disso, as três universidades estão sofrendo com a falta de contratações de novos professores e funcionários. Não se trata de defesa da universidade paulista em detrimento das universidades federais. Trata-se de denunciar a política de sucateamento da universidade pública praticada pelo PSDB. Trata-se de defender o patrimônio público brasileiro, de defender universidades que muito contribuíram com a pesquisa e o ensino no Brasil. O projeto político do tucanato é o de governo para uma minoria de empresários e banqueiros, mais nada!

Responder

Gerinho da Terra

21/12/2010 - 10h14

Não se enganem. Este não é um resultado indesejado pelo reitor.
A tática do PSDB é sucatear para privatizar. Ele quer que a USP seja desmoralizada para que assim tenha motivos (desculpa) para privatizar e ainda vai usar o argumento de que precisa cobrar para poder contratar professores mais qualificados (como se na USP não os existissem).
Não devemos cair na armadilha, ele não é incopetente, ele está fazendo exatamente o que o PSDB fez com a Telebrás e outras empresas públicas a uns 15 anos atrás para poderem privatizá-las.
FUI!!!!!!!

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Gerson Carneiro

21/12/2010 - 10h14

E em seguida ao Demétrio Magnoli no jornal da cultura, teve o Alberto Goldman no Roda Viva para ser entrevistado por um jornalista da FSP, um do Estadão, e três da TV Cultura. Logo na abertura a empolgação da Marília Gabriela me deu o alerta para não ver a "entrevista".

Ontem foi overdose total de PIG.

Responder

    marcelo sant'anna

    21/12/2010 - 16h28

    Caro Gerson, eu passei na hora da entrevista com o goldman e pensei que era propaganda eleitoral fora da época, ia ligar pro TSE aí ví que era horário de pornochanchada, onde em São Paulo o povo só entra com o cunhecimento.
    São uns brincalhões e queriam brincar com o cunhecimento do Brasil todo.

    Gerson Carneiro

    21/12/2010 - 17h20

    E a galega lá, toda serelepe anunciado "o político com mais de 40 anos de vida pública" (grande coisa). "depois de governar São Paulo por nove meses…", pergunto: e quem vai balançar o demônio que ele pariu?

    [youtube k9sOvUNDVBI http://www.youtube.com/watch?v=k9sOvUNDVBI youtube]

    Wlademir Carvalho

    22/12/2010 - 10h53

    Fala patrãozinho lindo, fôfo!!! O senhor é o maior, hein!!!

    Gerson Carneiro

    22/12/2010 - 12h19

    O que esse povo não faz pra segurar o emprego, hein!
    E o patrão alí ó… a meio metro. Marcação SERRAda.
    Se sair fora da cartilha, já sabe o caminho do olho da rua.

Gerson Carneiro

21/12/2010 - 09h37

E na tv haja propaganda:

"São Paulo, um estado cada vez melhor"

Responder

sergio

21/12/2010 - 09h33

Vão acabar com a USP e quando o PT assumir na próxima eleição, adivinhem em quem a mídia golpista vai jogar a culpa?

Responder

ricardo silveira

21/12/2010 - 09h31

O que essa turma do PSDB fez e continua fazendo com esse país é caso de polícia. O modo como deterioraram o Estado de São Paulo e idiotizaram os paulistas, com o apoio direto de Folha de São Paulo, Estadão, Veja e Globo é de dar dó.

Responder

    Luis

    21/12/2010 - 11h39

    A culpa não é do lixo, é das pessoas que só tapam o nariz e não o jogam na fossa séptica. Preguiçosos.

Gerson Carneiro

21/12/2010 - 09h29

USP; SABESP; Fábrica de Vacina do Butantã; dois professores em sala de aula…
Administração tucana é só tapeação.

E ainda tive que ouvir do Demétrio Magnoli no jornal da cultura, ontem à noite (20/12/2010), dizer que "liberdade na internet para o Lula é só a do Wikileaks".

Responder

Eduardo Guimarães

21/12/2010 - 09h16

Impressionante. Os paulistas não têm idéia do que estão custando os vinte anos no poder que o PSDB caminha para ter em São Paulo

Responder

    Jairo_Beraldo

    21/12/2010 - 20h42

    Sabem e estão satisfeitíssimos….e darão mais quatro em 2014!

    El Cid

    22/12/2010 - 18h34

    … quer dizer, 50,63% deles deram mais quatro anos, certo?

    Sereno

    23/12/2010 - 01h34

    Exatamente isso, El Cid.

    Jairo_Beraldo

    23/12/2010 - 07h20

    Não era o suficiente? Nem segundo turno teve, portanto, há uma grande satisfação!

PAULO ANGELO

21/12/2010 - 09h03

Muito se fala das privatizaçoes tucanas, alguns a definem como "piratizaçoes"!
Quanto ao sucateamento do ensino público pelo (des)governo FHC, alguns comentários, mas apenas superficialmente, ou com pouca repercussao. Os mais velhos sabem que antes da "gloriosa, redentora, e moralizadora", a educaçao que prestava era a pública, e que na era FHC/Paulo Renato a educaçao pública chegou ao chao, para o delírio da educaçao privada, inclusive com a criaçao de MILHARES de cursos superiores em qualquer cidade que os aventureiros desejassem.
Nao podia ser diferente com a escola pública paulista, e o resultado, como óbvio é o que esse artigo nos mostra. Após 16 anos de tucanato, que chegará a pelo menos a 20 anos, só a esse resultado poderia se chegar!
Azar dos paulistas, e a máxima: Cada povo tem o governo que merece!

Responder

Luis Armidoro

21/12/2010 - 08h53

Caros Azenha e amigos do blog:

Como ex-uspiano (e ex-politecnico), sinto vergonha de ver o declínio (imaginem o que acontece na Unicamp e Unesp; que são menos badalads pela mídia).
Enquanto as universidades federais adotam o enem e privilegiam o raciocinio, a capacidade de resolver problemas de modo integrado; a USP adota um programa obsoleto – elaborado para atender colégios de elite – que quer saber de decoreba. Mergulha no bacharelismo rançoso, que produz discursos usando palavras mofadas de dicionários.
Vergonhoso, e o "coiso" queria tutelar ainda mais as universidades enfiando-as numa secretaria de não sei o que.
Logo, as universidades federais (e a UFABC em Santo André é um exemplo) produziram tecnologia de ponta, enquanto a USP produzirá discursos

Responder

    peixe.br

    21/12/2010 - 09h25

    Segundo o Webometrics a UNICAMP foi da 115º posição no 2º semestre de 2009 para a 239º. A federal mais bem posicionada, a de Santa Catarina foi da 134º para a 377º. A segunda melhor federal (atualmente), a UFRJ foi da 196º posição para a 386º superando a UFRGS que foi da 152º para a 544º e foi ultrapassada por algumas outras do país.
    Portanto TODAS as universidades brasileira despencaram. Isso não faz muito sentido para mim, será que não houve alguma mudança na metodologia do ano passado para esse?

Roberto Locatelli

21/12/2010 - 08h50

De todos os absurdos relatados no post, o maior deles é a FAPESP proibir a divulgação da Revista Science que enalteceu a ciência brasileira, mas não a de São Paulo, e sim a do Nordeste. A ideia por trás parece ser algo como: vamos fingir que eles não existem.

Responder

    maria regina

    21/12/2010 - 13h36

    E é assim que os paulistas pensam e se comportam: somos o Brasil, portanto, não só vamos fingir que "eles" não existem, como também "afogá-los" caso pretendam. A soberba de São Paulo contaminou sua população que fechou-se para uma cultura do "auto-desenvolvimento" em todas as áreas e, principalmente, do conhecimento e trabalho. Acho que sofremos de SCA, Síndrome de Cidadania Autista.

Roberto Locatelli

21/12/2010 - 08h48

Engraçado que um ou dois teleguiados demotucanos que comentaram aqui disseram que esse ranking não tem importância. Só que o reitor tucano da USP discorda. Tanto que usou o ranking como justificativa para cancelar o bônus de 2010 aos professores.

Responder

Laura

21/12/2010 - 08h33

Fui aluna da USP e enquanto em São Paulo pude ver a decadencia dos prédios e infra-estrutura. O abandono da FAU USP há uns tres anos lembrava em suas estalagtites e estalagmites de goteiras as federais dos anos FHC.Algo de chorar.
Mas o pior está nas entranhas de um poder conservador generalizado, de professores que rodeiam-se cada vez mais de áulicos no que denomino coronelismo academico ou "capitanias hereditárias". A universidade e o saber concebidos como posse. Posse do aparato. Este poder discricionário torna-se nauseabundo e só poderia dar nisso mesmo.
O que está acontecedo? Doutores criativos estão exilando-se e migrando para? O Nordeste. Estou na UFRN e vejo muita gente boa aportando por aqui e sei das estórias inacreditáveis de concursos ( em toids universidades mais antigas, ein). Um colega meu, segundo lugar na FAU-USP: ganhou a melhor nota. E daí? O tal do processo do concurso contempla quem tem mais "indicações". A nota, ?não vale. Ganhou a que tinha 3 indicações (profs. internos da FAU), meu colega teve a melhores notas e as indicações dos membros da banca externos. Quem ganhou era ex-orientanda do Prof. da FAU que presidia a banca. É sempre igual, e assim aulicos mantem a posse do aparato. A que isso leva ? a mediocrização e ao conservadorismo.
Não é a gestão do Rodas que é o problema( embora seja um grande problema). É a USP mesmo. UNicamp, … é o mesmo.Conseguiram PERDER a Pós= Graduação em Artes. Inacreditável,incompetencia é apelido.
Enquanto isso no Nordeste e na UFRN em particular a ciencia( e arte) tropical como diz o Niconelis, cresce. Não é esse mar de rosas não. É uma luta quase insana.Mas ver ciência com a cara do Brasil é muito bom de ver. Eu, do sul em Natal, RN, estarei empregando todas as minhas forças para que isso torne-se cada vez mais um fato.

Responder

WiLL

21/12/2010 - 08h24

O que ocorre na USP não é diferente da UNESP: professores preocupados com pesquisas acadêmicas, congressos e coisas desse tipo que apenas os elevam no seu próprio meio, esquecendo-se da formação dos alunos na graduação.

Responder

Fernando José

21/12/2010 - 08h10

Caro,
Ressalto parte do seu texto que diz " É o resultado da implantação dos métodos da gestão tucana na Universidade. ” . É tiro e queda. A questão é essencialmente essa.
Só os paulistas e paulistanos podem reverter isso, no momento em que despacharem o PSDB e seus asseclas da administração estadual e municipal.
1 abraço,

Responder

Eugênio José Zoqui

21/12/2010 - 08h07

Devagar com o andor. Trata-se de conjunto de buscas na internet. Nossas universidades são muitos ruins de internet. Não colocam seus resultados e suas pesquisas em suas páginas, aliás, mau feitas. Um aluno de Natal que queira fazer mestrado na Universidade de Pelotas terá muita dificuldade de achar uma área de pesquisa e um possível orientador para submeter um projeto. Se nossas universidades quiserem melhorar no rancking basta melhorar suas páginas na internet.

Vejam os critérios:

20% Size (S). Number of pages recovered from four engines: Google, Yahoo, Live Search and Exalead.

50% Visibility (V). The total number of unique external links received (inlinks) by a site can be only confidently obtained from Yahoo Search.

15% Rich Files (R). After evaluation of their relevance to academic and publication activities and considering the volume of the different file formats, the following were selected: Adobe Acrobat (.pdf), Adobe PostScript (.ps), Microsoft Word (.doc) and Microsoft Powerpoint (.ppt). These data were extracted using Google, Yahoo Search, Live Search and Exalead.

15% Scholar (Sc). Google Scholar provides the number of papers and citations for each academic domain. These results from the Scholar database represent papers, reports and other academic items.

Responder

    Conceição Lemes

    21/12/2010 - 08h24

    Eugênio, vc leu o relatório da USP que está na matéria? Quem validou esse ranking foi a própria USP. Sorry. Sou ex-aluna da ECA e essa degringolada dói muito em mim também.

    Eugênio José Zoqui

    21/12/2010 - 08h33

    Concordo que as três universidades paulistas estão passando por uma baita crise. Os dados são ruins para as três, mas estes ranckings não são nem de longe, a melhor forma de avaliar. A USP deve olhar melhor os indicadores da Capes que de certa forma mostram a degringolada e são muito mais estruturados. a despeito disto ainda concentram as maiores nota 7. É preciso fazer com que as três comecem a participar do provão. É preciso melhorar a graduação e esta política do PSDB de mais com menos não combina com educação. Mas insisto a métrica é a Capes e não estes ranckings que sequer visitam as universidades.

    Gustavo Pamplona

    21/12/2010 - 13h48

    Amigo… isto é uma falha não só das universidades brasileiras como do Brasil em geral…

    Sou técnico de informática profissional desde 1999 (quando tinha 18 anos – tenho 29) mas mexo com computadores desde 1993 (quando tinha 12) e vi quando a Internet deslanchou comercialmente no Brasil, isto foi em 1995 e sei o quanto o Brasil não evolui muito neste aspecto.

    Somente para você ter uma idéia… quando o primeiro provedor de Internet surgiu em Belo Horizonte, fui um dos primeiros a ter Internet em casa. E olha que na época pagava caro e acessava discado usando um modem de 14.400 bps. Conseguia uma velocidade de cerca de 1,2kb por segundo e era uma lerdeza, um arquivo de 1MB por exemplo demorava 1 hora para baixar. Hoje em questão de segundos eu baixo isto.

    Mesmo alguns sites de notícias não possuem um arquivo/histórico decente e organizado… Ou pior ainda quando resolvem mudar o sistema e os links antigos não funcionam mais porque não fizeram um "wrapper" integrando os scripts antigos de pesquisa com os novos.

    Também achei Interessante ver você colocar uma parte do seu comentário em inglês mas me parece que você não sabe como se escreve "ranking". E você até mesmo escreveu "rancking" na resposta que você fez para a Conceição.

Nova ordem política

21/12/2010 - 07h54

[…] por Conceição Lemes (Blog Vi o mundo) […]

Responder

Nana

21/12/2010 - 07h54

Parabéns! A mídia fica escondendo os fatos e com isso só tende a piorar a situação, pois o povo continua votando nesses políticos incopetentes acreditando que eles são relmente bons em administração pública. Os paulistas precisam perder o bairrismo e aceitar a realidade para evitar que as coisas piorem de vez.. A impressão que tenho é a de que são como aqueles pais que nunca enxergam os defeitos do filho. Fico na torcida para que o jornal da Record faça uma matéria especial para mostrar de forma clara a decadência de São Paulo que está perdendo posições não só na Educação, mas até nos salários que sempre foi o forte da terra da garoa. Daqui há dois anos teremos eleições municipais e essa gente que diz ser do bem, estará sorrindo e fazendo mil promessas como sempre. Se nada for feito agora, os pais vão acreditar no filho "bomzinho" e dar mais uma chance.

Responder

jpremor

21/12/2010 - 07h49

Caramba. Vou chorar!
É de desistir desse país.
Vou repostar.
Ah, e combina exatamente com o que coloquei aqui sobre o resumão do governo Lula.
http://novaordempolitica.wordpress.com/2010/12/20

se quiserem votar, tem uma enquete lá sobre o que acharam do governo. Para mim, foi uma lástima justamente pela falta de investimento em educação. Agora com essa da USP mesmo…
Deveriamos decretar um dia de luto.

Responder

    Caio

    21/12/2010 - 19h58

    O Lula não tem nada a ver com a USP. A USP é competencia do governo Estadual.

    Leider_Lincoln

    21/12/2010 - 20h18

    Troll (primeiro a comentar, tática antiga), a USP é administrada pelo governo paulista, pelo PSDB. Que relação há entre o declínio da USP e o Lula, ô mané? E ainda aproveita o espaço pra fazer propaganda de blogue tucano. Vai ser cretino assim lá no inferno…

    El Cid

    22/12/2010 - 18h27

    uma vez troll, sempre troll… o Caio e o Leider já te responderam á altura, portanto, não vou chutar "cachorro morto" !!

Alvaro Tadeu Silva

21/12/2010 - 06h29

Uma universidade que foi invadida pela polícia, que atirou gás lacrimogênio contra os estudantes dentro do campus, que serviu à política partidária do PSDB, cujo Colégio de Aplicação, um dos melhores de SP há 30 anos e que hoje tornou-se irrelevante, uma universidade que chegou a esse nível de decadência, precisa que todos seus ex-alunos se manifestem. Salvemos a USP, antes que ela seja destruída por esses pigmeus intelectuais.

Responder

Aracy_

21/12/2010 - 04h26

O primeiro passo para melhorar a USP é reduzir a arrogância e a politicagem dentro da Universidade.
Veja só, Conceição, o reitor da Unesp foi escolhido por Alckmin para ocupar a Secretaria de Educação: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13216/consel
Rodas rodou nessa.

Responder

Pall Kunkanen

21/12/2010 - 01h41

o REItor rodas quer desmantelar a direção da universidade. O Projeto dele é trazer a reitoria para a paulista, pagando a preço de ouro o aluguel do imóvel. Uma professora da USP me confidenciou que seu pedido de ajuda para registrar uma patente foi recusado alegando falta de verba. O jeito tucano de estado mínimo para os outros é o máximo para nós, vai gastar o que foi feito no passado na universidade. Não vai demorar muito para existir somente a placa usp, o resto vai ser terceirizado para as fundações e "empresas" dos chegados.

Responder

Fernando

21/12/2010 - 01h08

Acabei topando com um blog de um sujeito da USP chamado Felipe(?) Pait. Em um post "Ciência Tropical", no qual critica o Nicolelis, ele afirma:

"Deve-se dar um desconto pela fonte onde apareceu, um tal de Viomundo. Aparentemente mais um daqueles blogs aparelhados com dinheiro meu e seu, consultores ilicitados da TV Brasil, da Petrobrás, e de outras estatais […] No caso, um Sr Luiz Carlos Azenha, que consta na wikipedia uma vez ter perguntado, meio por acaso, se o Gorbachev viria ao Brasil. Provavelmente, o cientista tem pensamentos mais organizados do que os que saíram no dito blog."

Ele é da Politécnica da USP. Não é dificil saber porque caiu tanto.

Fonte: http://fmpait.blogspot.com/

Responder

Urbano

21/12/2010 - 01h02

Só que a maior parte dos paulistas não consegue ver todos esses ramalhetes de bósnias, principalmente a elite boçal.

Responder

JIR

21/12/2010 - 00h32

Matéria importante. Faz tempo que a USP deixou de ser uma universidade de ponta, ao menos na minha área, História. Sobrou a arrogância de quem formou a primeira geração de grandes historiadores acadêmicos do país e o apego a algumas verdades que não admitem ser criticadas. Pena, é uma grande instituição e já contribuiu muito para o conhecimento do passado do Brasil. Certamente que os sucessivos governos tucanos-democratas devem ser em boa parte responsáveis por essa decadência, mas a falta de humildade de parte de seus professores também não é menos responsável.

Responder

    Renato

    22/12/2010 - 21h06

    Deixou de ser uma universidade de ponta nos cursos de história, pois os professores são todos esquerdas. E sempre contam mentiras.

Alan

21/12/2010 - 00h04

Que idiotice essa "matéria". Durante gestões "tucanas" foi que a USP conseguiu entrar nesses rankings. Se houvesse o mínimo de honestidade nesse texto ele mencionaria o fato de que os rankings internacionais tem altíssima flutuação e que o Webometrics mede só a "qualidade" do SITE da universidade.

Foi esse documento que vocês conseguiram com exclusividade? http://www.usp.br/imprensa/?p=5990

Responder

    Conceição Lemes

    21/12/2010 - 08h15

    Quer dizer que o ranking serve para não pagar o bônus mas não serve para dizer que a qualidade da USP piorou? Entenda-se com quem promoveu a "idiotice"

    Alan

    21/12/2010 - 12h37

    Então, a frase "a constatação é a de que este indicador não permite considerar evolução positiva" não diz que houve uma piora. Os rankings serviram para indicar que não houve melhora tão grande que haja alguma iniciativa que mereça um prêmio de excelência.

    Gerson Carneiro

    21/12/2010 - 13h37

    Aaaahhh…. dá licença mas aqui vou ter que bedelhar.

    "USP cai 84 posições no ranking mundial" e isso não significa que houve uma piora?

    Já sei, tu tá olhando pelo lado positivo da coisa, ou seja: pior seria se pior fosse.

    Tá bom. Dexeu í trabaiá.

    Alan

    21/12/2010 - 17h42

    Olhe o histórico dos rankings. Um ano a USP sobre 100 posições, no ano seguinte, cai 80, e por aí vai.

    Roberto Locatelli

    21/12/2010 - 22h10

    Filho, o reitor da USP discorda de você. Baseado nesse ranking ele cancelou os bônus de 2010 aos professores. Fale com ele e pergunte por que ele dá tanta importância a esse ranking.

    Alan

    22/12/2010 - 02h34

    Como eu falei, olhe o histórico dos rankings. Eles falam por si.

    P.S.: Eu concordo plenamente com o reitor da USP, somente se alguém tivesse tomado uma atitude de grande repercussão, que tenha causado grande melhoria à universidade. Enquanto a USP se mantém na mesma situação — que, ao contrário do que essa "matéria" tenta falar, ainda é de excelência internacional, basta conversar com pesquisadores estrangeiros e você verá –, não há porque dar o prêmio.

    Gerson Carneiro

    22/12/2010 - 08h01

    Interna. É caso para internação.

    Conceição, depois eu solto meus cachorros e vem o Zé de Migué dizer que eu sou mala. Tá vendo, eu tava quieto no meu canto. Jurei que eu ia ficar bonzinho e nunca mais ia brigar com mais ninguém. Por falar nisso: eu acho que vocês dois estão protegendo o Smurf Ogênio.

    Pati

    25/12/2010 - 14h14

    Realmente esta matéria não é honesta, o artigo da science não cita este ranking e não fala mal da USP, fala que a política do governo é errônea por não permitir a competitividade nas universidades tanto federais como estaduais.

    Conceição Lemes

    25/12/2010 - 18h55

    Pati, Pri ou …? O IP 201.13.62.7 de ambas (?) é o mesmo. Recorrer a esse expediente é honesto?

José Manoel

20/12/2010 - 23h41

Bem feito!!!!!!!!!!! Coisa do vampiro!!!!!!!!!!!!!!! Meteu a mão, fu……….!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Isa

20/12/2010 - 23h09

(continuação)

A Usp é composta, em número muito maior do que gostaríamos de admitir, de alunos desinteressados que buscam apenas prestígio social e conhecimentos vazios para capacitá-los a ser cada vez mais pedantes e que, em vez de passar o dia na bilioteca, mobilizam-se como ninguém a favor de festas, em "defesa da causa operária uspiana" e por centros acadêmicos corrompidos pela esquerda marxista liderada por militantes de diversos partidos políticos – e não, não são do PSDB.

É esta uma das faces da Usp. Chega de negar a realidade das universidades brasileiras – uma USP não é feita apenas de reitor.

Responder

    Leo

    21/12/2010 - 20h39

    Isa, acho que você, com todo o respeito, está generalizando algo que não é geral. No IB, por exemplo, nunca vi um professor faltar, nem por doença. Também tive aula na faculdade de Educação e os professores nunca faltaram. A USP não é nem de longe composta por uma maioria marxista e nem por esse bando de desmiolados a quem você se refere. Algumas manobras de movimentos políticos podem ser bastante anti-éticas, mas não mudam o fato de que o atual governo estadual possui uma política educacional desastrosa. Se há problemas no movimento estudantil, acredito que um dos vários motivos seja justamente a falta de participação da maioria (não marxista).

    pri

    25/12/2010 - 14h10

    Concordo plenamente com o Leo, fui aluna do IB e nunca fiquei sem aulas por causa de greves.

Isa

20/12/2010 - 23h08

Lamentável o autor do artigo considerar que, em termos gerais, o desempenho da Usp piorou em função da gestão de Grandino Rodas. Ou é falta de conhecimento acerca da realidade da universidade – e ignorância acerca da mediocridade de muitos professores e, principalmente, alunos – ou então conhece bem até demais e aproveita o espaço para estabelecer relações propositadamente simplistas.

Eu, como aluna, posso dizer que cansei de atravessar a cidade para chegar e dar de cara com salas vazias, professores que preocupam-se apenas com trabalhos de pesquisas ou, ainda pior, alheios à universidade. Professores que, quando presentes em sala, confundem aula com proselitismo ideológico. Tenho professores que faltam mais do que comparecem à universidade, que dão aulas patéticas apenas para cumprir um dever incômodo, que dão trabalhos que exigem o nível intelectual de uma criança de primário e ainda dão notas dignas de louvor quando apresentadas, ao fim do semestre, para os colegas e pais.

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socram pb

20/12/2010 - 22h50

E teremos + 4 anos de tunganos ?
Eu ainda não consigo entender esse pesadelo.

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Regina

20/12/2010 - 22h29

O Ensino e a pesquisa na USP vai cada dia pior, veja o que foi feio com a Biblioteca da Faculdade de Direito pelas mãos e atos do Rodas. Vejam as fotos, elas falam por si. http://182-21.blogspot.com/

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Maria S. Magnoni

20/12/2010 - 22h05

Conceição,

Ótima matéria, essa notícia tem de espalhar, a atual situação da USP só vai ser revertida se houver um amplo movimento que envolva a sociedade civil pela democratização e transparência do exercício do poder dentro dela e com isso recuperar a importância da política ( não no sentido partidário), no cotidiano da universidade. Esse no meu ponto de vista é o primeiro passo, depois é preciso desconstruir o mito de que ela é a melhor universidade do país, o que leva muito de seus professores e alunos a serem preconceituosos e provincianos a ponto de ignorarem o que de importante, interessante e avançado anda sendo produzido pelo Brasil afora. A USP é ainda ( apesar dos pesares) uma grande universidade, mas se a sua comunidade continuar fazendo de conta que nada está acontecendo, vai perder o bonde e aí vai ser muito difícil recuperar esse prestígio e resgatar sua dimensão histórica de universidade pública e gratuita!
Abraços

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gilson

20/12/2010 - 21h18

Cara Conceição,
Todo esse processo que a USP vem vivendo tem cara, cheiro e cor da única ideologia tucana, ou seja, vender, vender, vender…
Nunca é tarde para lembrar que a USP cedeu seu banco de dados de agricultura à Monsanto.
O processo de privatização também foi assim, sucateamento, acusação de ineficiência, desvalorização midiática e… venda.

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