VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.
Cartas de Minas
Cartas de Minas

TJ-SP decide que mulher vai a júri popular devido a aborto

16 de maio de 2012 às 16h01

por Victor Augusto, do Diárioweb , recomendação de Alexandra Peixoto

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo reformou a sentença da Justiça de Rio Preto e determinou que a ré Keila Rodrigues seja julgada pelo Tribunal do Júri pelo crime de aborto, cuja pena varia de um a três anos de reclusão. Segundo processo, em 31 de outubro de 2006, a ré cometeu aborto com a ajuda de uma colega chamada Dalva Aparecida Guedes Franco, dentro do Hospital de Base.

O crime foi confessado pela acusada que afirmou ter introduzido dois comprimidos de ‘Cytotec’ no órgão genital – remédio de uso restrito a hospitais, com venda proibida em farmácias por ter efeito abortivo. Segundo relatório do desembargador Francisco Bruno que assina a sentença, o médico ginecologista Daniel Jarreta Coelho confirmou o atendimento da ré em trabalho de parto, e que ela relatou a utilização de dois comprimidos do medicamento.

Em sua decisão o desembargador diz que a ré foi absolvida de maneira sumária, por isso julgou procedente o pedido do Ministério Público e decidiu que o julgamento seja feito pelo Tribunal do Juri. A defesa alega que Rodrigues agiu de maneira adversa pois não possuia outra alternativa a não ser a realização do fato já que tem outros dois filhos que são cuidados pela avó. E que, por ser usuária de drogas, “as consequências poderiam ser muito piores do que as decorrentes da conduta ilegal”, diz a defesa.

Porém o relator diz na sentença que apesar da ré ser usuária de drogas e ter outros dois filhos, circunstâncias não provadas, não justifica o ato criminoso. “A ré não comprovou, de modo cabal, a necessidade de tirar a vida do feto que trazia no ventre, razão por que deve ser submetida ao Conselho de Sentença. A absolvição sumária exige prova cabal, o que não ocorre no caso. As verdadeiras razões, bem como as circunstâncias do fato, a existência de inexigibilidade de conduta diversa invocada, será analisada no momento oportuno”, decide.

Procurada a acusada não foi encontrada pela reportagem. A ré não possui advogado, sendo assim, apenas quando a data do juri for marcada pela Justiça um defensor dativo será nomeado. O júri ainda não tem data para ser realizado. Apesar de não ser o primeiro caso de ré que vai a júri popular por praticar aborto o, caso é raro. O promotor criminal Marcos Antonio Lelis Moreira, diz que, em 16 anos de carreira, nunca viu um caso como o citado.

Cytotec

Segundo o ginecologista e livre docente da Faculdade de Medicina de Rio Preto – Famerp, Antonio Hélio Oliani, o Cytotec é usado por médicos nos hospitais para a retirada de fetos retidos. “Nos hospitais, o remédio é usado para aumentar a contração intrauterina e fazer com que o organismo expulse o feto já morto.

O medicamento só pode ser usado com acompanhamento médico, pois causa fortes dores abdominais”, explica. Oliani diz ainda que o remédio quando foi lançado era usado para tratar úlceras gástricas, mas tinha como efeito colateral o aborto. “Em tese, se tivesse a venda permitida o remédio poderia ser usado por homens normalmente, sem restrições”, conclui.

Leia também:

Movimento feminista se mobiliza contra a MP 557

Vanda Albuquerque: Morte de duas gestantes mostra erro em foco de MP 557

Professor Mílton de Arruda Martins: Para prevenir anencefalia, ácido fólico nas gestantes

 

57 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Dr. Rosinha: Bebês "viciados" em ópio e derivados « Viomundo - O que você não vê na mídia

22/09/2014 - 12h12

[…] TJ-SP decide que mulher vai a júri popular devido a aborto […]

Responder

Mirela Maria Vieira

17/05/2012 - 21h37

Para os homens que vivem a falar – e impuseram tudo o que bem entendiam nos últimos milênios – do que não sabem, não entendem, sugiro que pensem no seguinte: que tal ficarem com os amontoados de células que não queremos? Sabe, principalmente aqueles que se recusam a usar camisinha, que forçam suas mulheres – ou as que acham que lhes pertencem – ou aqueles que invocam a tal bíblia (ai Guthemberg, que ideia infeliz a de imprimir esse troço!), ou aqueles que vivem falando em nome de Deus (assim é mais fácil fugir às responsabilidades, né mesmo?). Funciona assim: a mulher decide que quer abortar, então, por amor a Deus, ou seja lá o quê, eles dizem: “Olha, não faça não. Tenha que eu fico com o que será uma crianças daqui uns meses. Pago seu pré-natal, alimentação, cuidados, e aí, fico com o bebê”. Pronto, senhores que invejam nossos úteros, tá tudo resolvido.

Responder

    vivian

    28/06/2012 - 04h04

    Para todos que vierem a falar:
    Será que ninguém para pra pensar que o filho indesejado não será bem criado? Especialmente o filho de uma viciada em drogas, mãe solteira?

    E já que, em geral, quem não consegue abortar são as mulheres pobres, seus filhos indesejados tem toda a probabilidade de virarem criminosos quando grandes?

    Uma mulher pobre já tem poucos recursos a sua disposição para educar um filho, imagine se ela parir a criança e simplesmente não quiser saber dela, como vemos todos os dias!

    As cidades cheias de crianças de rua enquanto o estado obriga as mulheres a parir, mas depois lava suas mãos em educar crianças cujos pais estão pouco se lixando se elas tem o que comer.

    Isso é a nossa SOCIEDADE QUE NÃO PENSA 15 ANOS ADIANTE, quando aquele feto e bebê indefeso fruto de uma gravidez indesejada de uma mulher pobre vai se transformar em uma prostituta ou ladrão.

    Pense nisso quando tiver medo de ser assaltado… será que o assaltante foi desejado pelos pais?

    Por que no lugar de invalidar o aborto, não se preocupam com todas as crianças que foram obrigadas a nascer numa família que não as deseja e assim as transformam em problemas sociais?

Julio Silveira

17/05/2012 - 17h15

Me desculpem eu seguir num outro sentido, mas acredito que está formada no estado uma aliança, tipo um muro, para ser anteparo de tudo o que possa ser considerado moderno, avançado, progressita. São Paulo vai se confirmando como o polo irradiador das esquisitices do Brasil. Com juizes que determinam ações que desencadeiam morte de pobres e se acham cheios de razão,como no caso do Pinheirinho. Vejam que contrasenso, lá para atender a ação de um milionário polemico, não houve considerações a vida de cidadãos, aqui uma cidadão pobre tem que ser exposta e purgar por culpa de suas dificuldades, e pobreza. Será que só eu vejo a incoerencia nisso tudo? será os doutos em justiça poderiam se entender e agir de forma harmonica. Ou será que apenas eles podem dizer quando e como a vida, dos outros, pode ser interrompida?

Responder

Roberval

17/05/2012 - 16h07

Mais uma aberração do Tribunal de Justiça de São Paulo. Recentemente tivemos a barbárie cometida pela política militar de São Paulo contra a comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos, autorizada por uma juíza do TJ-SP. Vale a pena ver a entrevista dessa juíza no youtube para verificar o despreparo desses agentes públicos que tomam decisões que afetam as nossas vidas. Agora esse outro absurdo. Quem é que vai processar e incriminar o TJ-SP? Quem?

Responder

Alvares de Souza

17/05/2012 - 13h23

O que é fantástico na blogosfera é a gente poder ir lá, enfiar o dedo na cara desses imbessis, e dizer, olhando nos seus olhos , tudo o que a gente pensa deles, cuspir todo o nosso desprezo, toda a nosas revolta, e denunciar a infâmia dos seus atos. Já pensaram no gozo que é poder dizer a esses togados de araque, quanto os julgamos retrógrados, despreparados, discricionários nos seus julgamentos?

Responder

Ari

17/05/2012 - 13h13

Falta uma informação fundamental para entender o que ocorreu: de quantos meses era a gestação? Se o embrião ainda era um amontoado de células com vida meramente vegetativa, até acho aceitável a argumentação de que a mulher quer ter “direito sobre o próprio corpo”. Seria muita forçação de barra dizer que um embrião nesse estágio de desenvolvimento seja um ser humano dotado de direitos. Mas se já era um feto capaz de sobreviver a um parto prematuro, com a devida assistência, me parece que não há diferença entre “interromper a gestação” e “dar à luz e jogar fora o feto”. Também acho fascista e incoerente quem taxa de “extrema direita” as pessoas que condenam o aborto. Pelo contrário, a extrema direita é que é a favor da execução de inocentes, como fazia nos campos de concentração.

Responder

Alvares de Souza

17/05/2012 - 13h10

Não seria o caso de levarem à julgamento também a D.Mônica Serra, ré confessa do crime de aborto? Ou o mesmo já prescreveu? Seu julgamento teria um efeito muito mais pedagógico, para felicidade geral da nossa justiça cega e retrógrada.

Responder

Rodrigo Falcon

17/05/2012 - 11h44

Que país democrático o nosso, não?

Quero avisar ao tribunal de justiça do estado de São Paulo, junto ao estimado desembargador Francisco Bruno, que caso se interessem, podemos tentar reunir em caráter exclusivo um conjunto de instrumentos de tortura medieval, como o Donzela de Ferro, o Berço de Judas e o Estripador de Mamas, para deliciar a inquisitória e iluminada mente de nossos juristas e do sagrado clero católico. Garanto que diante da mente “abastada” de muitos advogados, juízes, bispos, arcebispos, cardeais e populares, torcida não faltará, não?

Quem sabe, num futuro próximo, diante de tanta popularidade, costruiremos arenas para que mais mentes “abastadas” se deliciem com o “espetáculo”. Quem sabe, diante do êxito de público, ensandecido para culpar alguém por alguma coisa, nossos “jeniais” juristas e clérigos resolvam transformar o sanguinário espetáculo em competição. Transformado em competição, diante de tanto êxtase, porque não, cobrar um valor do público? Em pouco tempo, tal humano espetáculo será alçado a esporte e em breve estará numa olimpíada. Quem sabe, na do Rio 2016. Aos vencedores, sangue, dor, morte e “redenção”; em nome de um deus, bem ao estilo das religiões…

SE HOMEM ENGRAVIDASSE, O ABORTO SERIA LEI!

Responder

barreto

17/05/2012 - 11h44

O caso em tela é raro, mas está previsto em nosso CP. O crime de aborto é doloso e contra vida e, portanto, de competência do Tribunal do Júri.
Quem deve julgá-la e condená-la, ou não, é o povo no seu julgamento soberano, conforme assevera a nossa CF.

Responder

Valterlei

17/05/2012 - 11h26

As pessoas neste blog agem como se o PT fosse oposição, mesmo estando há 9 anos no poder. Basta usar a maioria parlamentar, ela serve para que mesmo?, e revogar o dispositivo do Código Penal que pune o aborto. É simples. Mas até lá, a lei deve ser cumprida. E nesse ponto, cumprimento da lei, o Tribunal de Justiça agiu corretamente.

PS – Numa democracia, se cumprem todas as leis, não somente as com que se concorde.

Responder

A mulher que aborta

17/05/2012 - 10h03

[…] do Estado de São Paulo reformou a sentença da Justiça de Rio Preto e determinou que a ré Keila Rodrigues seja julgada pelo Tribunal do Júri pelo crime de aborto, cuja pena varia de um a três anos de […]

Responder

adhemir martins da fonseca

17/05/2012 - 07h38

alberto vc. é tucano despenado misturar dilma com esta aberração do tj.sp
vai se catar alberto

Responder

SERGIO FIGUEIREDO

17/05/2012 - 03h31

Antes de ser esteriotipado, quero dizer que voto na esquerda, Brizola, Lula,cetc. desde 1982 e hoje estou com Dilma e não abro, não to nem ai para religião, mas, se o assunto é aborto, penso o seguinte:

Acho impressionante a facilidade de uns para defender, sem qualquer
cerimônia ou remorso ou sei lá o que, o direito de se extirpar alguma
coisa, um treco, (já que não querem considerar alguém) que tem 100 anos de vida humana pela frente.

Com que direito? Qual o argumento? O direito da mulher ao corpo? A
criança vai atrapalhar a organização da família e da mulher?

Com esses argumentos não seria melhor regulamentarmos o aborto de velhos?

Não qualquer velho não, só aqueles velhinhos que tem alzaimer, cagam
nas calças, dão despesas para a família, que tal abortá-los?

As motivações são exatamente as mesmas, são indesejáveis, atrapalham a
organização da família, dão despesas, ferem o direito de não ter o
saco cheio, etc.

Pelo menos eles já viveram décadas e tem pouco tempo pela frente

Quem vc acha que é para institucionalizar que feto não é gente, é
descartável e que não tem direito a vida?

A mulher tem direito ao corpo dela e não ao corpo dentro dela.

Todos os seres humanos tem que vir ao mundo através das mulheres, e
tem que passar pelo processo embrionário, essa é a regra da natureza

Se a e o homem não querem filhos sabem o que fazer, ou pelo menos o que não fazer.
Se foi estuprada, destino triste, poderia ser pior, poderia ter levado
um tiro e ficado paraplégica, faz parte, mas isso não dá direito a ela
de matar
Eu não posso matar o estuprador e nem quem mata alguém da minha
família, porque poderia matar um inocente produto do estupro?

Para mim aborto tinha que ser considerado homicídio hediondo, por
motivo fútil, cruel, sem direito de defesa da vítima. 30 anos de cana,
para acabar com essa lenga lenga de que isso é aceitável, permitido,
moderninho, etc.

Se mulheres morrem no aborto o fazem tentando o homicídio. Tem um
monte de bandido que morre assim.

Muito fácil considerar um feto um nada, sem direito a vida, já que vc
nunca mais será um feto.

Não tem passeata de feto, não tem associações de feto, não tem feto
protestando, ou seja, eles não tem representatividade.

Com a sua lógica, defenda o aborto de velhos também, porque aí vc
estar demonstrando ser coerente com seus argumentos e defendendo uma
lei que pode te pegar que afronte também o seu direito a vida.

Mas aí corre o risco da lei te pegar né meu caro? E sabe como é, no
fundo da hipocrisia humana, pimenta nos olhos do feto…..

Papai do céu tá de olho em vcs e ele não deve ficar feliz com
homicidas, principalmente de crianças indefesas com 100 anos de vida
pela frente.

Que tal pesquisar se pessoas que nasceram fruto de estupro gostariam
de terem sido abortadas?

Saúde Pública é o cacete

Aborto é homicídio dos mais torpes e covardes que existe.
Reflexão pela evolução. Abs

Responder

    Myriam Marques

    17/05/2012 - 12h10

    OLha, Sérgio …
    Ainda assim, se voce acha mesmo isso tudo aí em cima, que eu respeito, o que pessoas como vc devem fazer é tentar convencer o máximo de pessoas para sua idéia e ver se o número de abortos diminuem.
    Colocar mulheres na cadeia, nao vai MUDAR A REALIDADE DE QUE O ABORTO ACONTECE, VOCÊS SEJAM A FAVOR OU NÃO.FALAR AÍ NA TEORIA É FACIL.

Augusto G. Sperandio

17/05/2012 - 03h30

A falta de bom-senso, ou esclarecimento social, para aprovar leis racionais gera isso: Dispêndio de tempo, dinheiro, perda de tempo julgando assuntos ridículos pela relevância relativa, sentenças bisonhas, um non-sense generalizado, tudo isso sem a menor preocupação em analisar as consequências para os atores principais, as piores possíveis. Parece um faz-de-conta. Parece que faz extrema falta um Rei Salomão. Será??????

Responder

luiz

17/05/2012 - 00h48

Obviamente é uma mulher pobre. Pensem, do que vale esta condenaçao? Servira de exemplo moral a outras mulheres? Fara meninas da classe media e alta náo fazerem abortos (em geral com concentimento paterno)? Diminuira o numero de abortos? Diminuira o numero de mortesem abortos? A resposta a todas é obvia..NAO. Entao a pergunta que cabe é Porque esta perseguiçao a este exemplo unico de aborto. A resposta é obvia. Mulher pobre associado a caprichos e desafetos (..era drogada!) de algumas pessoas com as quais esbarrou (medico, policiais, advogados, juizes). A outra questao seria entao qual a finalidade deste gasto enorme de tempo e dinheiro publico da nossa justica, que aparentemente nao deve ter muito a fazer???? E que pena darao a pobre mulher se for condenada…aumentar a lotacao de presidios? multa (para quem nao tem dinheiro?) Talvez um servico comunitario (afinal é pobre e esta acostumada a trabalhar gratuitamente…). E por fim de que valeu todo esse processo burucratico, gastador e sem fim nenhum? A rsposta é Nada, apenas penalizar uma pobre mulher, ja que a justica brasileira e das mais eficientes e nao tem quase processos para julgar….

Responder

    José Ruiz

    17/05/2012 - 09h54

    Há um enorme distanciamento entre certos membros da justiça e a realidade brasileira.. falta objetividade, falta justiça..

    Myriam Marques

    17/05/2012 - 12h16

    Falou tudo, Luís. gente hipócrita da Justiça à hospital, leitores aqui, homens que ficam ai nesse bla bla bla. vai servir pra que essa condenação? Eu moro na Bélgica, aqui é direito aborto e eutanásia. E a sociedade leva sua vida respeitando os fatos: mulheres abortam, doentes terminais querem cessar seu sofrimento. No mais, é patrulha ideológica.As religio~es e filosofias são livres para levar sua mensage, que levem, mas para com essa hipocrisia de colocar mulher pobre na cadeia.

    Mário SF Alves

    17/05/2012 - 13h08

    Sabe quando essa grita toda contra o aborto de anencéfalo vai fazer pleno sentido no Brasil? Resposta: quando todos esses indignados contra o aborto manifestarem publicamente seu descontentamento frente as causas do subsenvolvimento no Brasil e no mundo; quando esses mesmos indignados demonstrarem publicamente toda a sua indignação contra as causas que determinam a existência da fome; contra o trabalho escravo ou semi-escravo; contra as distorções anti-sociais que permitem lucros exorbitantes de poucos em detrimento do interesse da maioria; contra tudo que desrespeite a Constituição Federal; contra a fabulosa concentração fundiária; contra a poluição e o envenenamento dos alimentos; contra tudo que contribua para a manutenção do subdesenvolvimento ou que represente ameaça ou retrocesso na política de inclusão social no Brasil; e, enfim, contra o brutal, absurdo e bárbaro índice de violência que atinge adultos-jovens em nosso País, e que não é um país pobre, mas, sim, um dos mais ricos do mundo.
    A não ser assim, das duas uma, ou a dita indignação é modismo ou é fruto de manipulação/demagogia barata.

Gil Rocha

16/05/2012 - 22h34

O melhor é se discutir a mudança ou
extinção da lei.
Ela existe e se existe foi crime.
Agora, podemos discutir se é certa
ou errada, o direito das mulheres em
decidir.
Ou se em quais circunstâncias
o aborto seria permitido.
Essa discussão é muito ampla, já que
temos setores religiosos e tantos outros
que são contra.
Mas é uma discussão importante.

Responder

    Myriam Marques

    17/05/2012 - 12h19

    Crime porque não foi no seu corpo nem nunca vai ser. Quantas mulheres inventaram essa lei ai? pergunta as mulheres à sua volta o que elas acham

    Gil Rocha

    17/05/2012 - 23h20

    Bem, com certeza eu posso te
    dizer que não tenho poder de
    mudar coisa nenhuma.
    Quem muda são os políticos.
    E pela sua resposta, a sra. não
    entendeu nada do que eu escrevi.

Fabio Passos

16/05/2012 - 22h22

Inacreditável.

E depois acham ruim quando afirmamos que são medievais.
Estes vagabundos não tem mais o que fazer na vida além de perseguir mulheres?

Responder

Alberto

16/05/2012 - 21h23

Um horror tudo isso acontecer num país que se diz democráticos.mas como se não respeita o direito de decidir das mulheres? E Dilma vai calar, não é? Outro absurdo. E já deve ter dado ordem para a ministra Eleonora Meneccuci calar e ela vai obedecer. Cordeiramente

Responder

Maria Thereza

16/05/2012 - 21h18

É uma lei muito antiga, quando as mulheres viviam sob a tutela de pais e maridos e a igreja católica tinha peso e moral para se impor. A sociedade mudou muito, as mulheres também e nada justifica que o aborto continue a ser considerado crime. Não é obrigatório… A própria história dessa mulher em particular mostra quem vai a júri por ter feito aborto. Se fosse rica, ia para uma clínica particular,sem pedir a opinião de ninguém e estava resolvida a questão. Agora, é mobilizar pela absolvição e se for um júri popular mesmo e sincero nem vai ser preciso muito esforço (para esse caso)

Responder

Celeste

16/05/2012 - 20h25

Quando a gente pensa que já viu tudo, aparece essa paulistada!!!
Quanta gente sem noção!!

Responder

luiz pinheiro

16/05/2012 - 20h17

Cadê o movimento feminista que não providencia um advogado para essa sofrida mulher?

Responder

    Alberto

    16/05/2012 - 22h26

    E por que nós, os homens, não tomamos a mesma providência? Será que não temos nada a ver? Ora Luiz Pinheiro você cobra das feministas e está fazendo o quê? Se enxergue rapaz!

    luiz pinheiro

    17/05/2012 - 10h03

    Se enxerge voce, elemento! Os homens não são proibidos de participar e/ou colaborar com os movimentos feministas. Voce quer saber por que eu cobro das organizações feministas? Porque elas vivem cobrando tudo do governo, como se o governo pudesse tudo. E agora, cadê a ação das organizações feministas, que não ajudam essa mulher, que está aí sem sequer um advogado (que pode tanto ser homem como ser mulher)?

    jose rasia

    17/05/2012 - 12h50

    É mais fácil organiza a Marcha das Vadias, do que defender as mulheres vitimizadas por todo tipo de violência, dá muito menos trabalho e a realidade é mais branda!!!

    Paciente

    17/05/2012 - 16h44

    Alem do mais, julgamento dificilmente sai na mídia. Essa sim é a grande verdade.

    Wildner Arcanjo

    17/05/2012 - 16h48

    Alem do mais, julgamento dificilmente sai na mídia. Essa sim é a grande verdade.

Geysa Guimarães

16/05/2012 - 20h11

Grande Viomundo! Li este descalabro jurídico no Diário da Região de Rio Preto e tinha a certeza de que seria abordado aqui.
Se a moda pega, não vai ter jeito de a Justiça tratar de outra coisa.
Será que usar chá de canela em lugar de Cytotec também dá júri?

Responder

    Conceição Lemes

    16/05/2012 - 21h44

    Geysa, lembra-se da consulta que vc fez outro dia sobre ministro (do Judiciário) criticando as cotas raciais? Bem, conversei com uma pessoa do Judiciário. Seria problema ético se a crítica fosse feita por algum ministro do STF. Só que todos votaram pela legalidade das cotas raciais. Logo, não iriam criticá-las. Já se critica for feita por ministros de outras instâncias, não há o que fazer. Eles têm liberdade de exprimir o que acham. bjs

    Geysa Guimarães

    16/05/2012 - 21h55

    Conceição, obrigada, mas o cara não é ministro, juizinho de Vara.
    Se fizer diferença me diga, tá?

    Ah, querida, aproveitando que talvez vc esteja ao alcance, PRECISO enviar um dossiezinho para sua análise e providências – estas, se desejar – sobre ABUSOS FAMILIARES (não se trata de pedofilia).

    Por favor, teria uma Caixa postal ou endereço via correio?

Geysa Guimarães

16/05/2012 - 20h03

Marcio Carneiro:
Já que você acha pouco, procure os nomes das celebridades que declararam já ter feito aborto, e trabalhe para que elas também sejam culpabilizadas pelo Judiciário.

Responder

will

16/05/2012 - 19h31

de nada vai adiantar condenar essa mulher.
primeiro, ela é peça do jogo de poderes. vai pra lá, vai pra cá, volta e vai de novo. é o que acontece na prática, e nada serve para conscientizar a mulher, a sociedade, e formar a melhor opinião.
eu acredito que o aborto seja uma medida extrema. não posso me calar dos abortos cometidos por motivos fúteis, como uma transa sem camisinha, sexo promíscuo, ou o clichezão ” eu sou dona do meu corpo, faço dele o que quiser”.
no caso desta mulher grávida, são erros, atrás de erros… infelizmente a ausência das raízes culturais /educacionais / espirituais faltaram pra essa moça. e agora querem puni-la. querem condená-la. querem-na fazer sofrer o castigo penitenciário dos desonestos, dos maus, dos mentirosos…
é uma pena. é difícil ficar alheio com problemas tão difíceis e tão banais nos dias de hoje.
em pleno século 21 mulheres querem o direito de decidir a morte ou não do feto já concebido em seus úteros.
Esta moça, precisava de uma família, de uma escola e de uma religião. se quisessem avançar ou mesmo evoluir seus conceitos de democracia.

Responder

Gerson Carneiro

16/05/2012 - 19h09

Duas questões.

A primeira para o Ministério Público, e a segunda para o comentarista Betinho.

1. Como ficam os casos de mulheres que abertamente confessaram que já praticaram aborto, como por exemplo a pré-candidata à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine?

2. Então Betinho, ano passado o Sr. esteve por aqui e disse que o Cytotec havia sido abolido no Brasil. Estamos vendo nesse post que não procede tua afirmação. Explica essa, por favor.

Responder

    Gil Rocha

    16/05/2012 - 22h27

    Bem, mas nós não temos uma ministra
    que também já fez aborto?
    Aliás, a ministra Eleonora Menicucci
    afirma que fez dois.
    Além disso também disse que fez curso
    para ser aborteira.
    E o Cytotec não é mais produzido no Brasil.
    É proibido e entra no país traficado de fora.

    Gerson Carneiro

    17/05/2012 - 05h12

    O Sr. está afirmando que os hospitais traficam o Cytotec.
    Pense sobre o que o Sr. está afirmando.

    Cristiana Castro

    17/05/2012 - 03h07

    Nesse caso, Gerson, eu ajudo a sonsinha e tb confesso os que fiz, os que não fiz e os que ainda poderei vir a fazer pq ninguém tem nada a ver com isso. Eu é que decido e tá acabado.Palhaçada de Judiciário que não tem o que fazer;minha avó já dizia lá atrás, quem muito fala, dá bom dia a cavalo! Quem é que tá grávida? Quem é que vai parir? Quem é que vai amamentar? Que vai criar?Não sou eu? Então, quem decide, sou eu; se o juiz quiser decidir, ele que assuma e banque. O pai que é o pai não quer se meter no rolo; o que um juiz, que nem sabe do que se trata, vem fazer em barraco alheio? Eu hein, bando de sem noção.

    Gil Rocha

    17/05/2012 - 23h23

    Ele não é mais produzido no Brasil.
    Vá se informar e depois volte.
    Nos hospitais o que é usado não é o
    Cytotec, porque ninguém produz aqui.
    Pode usar a mesma fórmula, mas não é
    o Cytotec.

Francisco Nogueira

16/05/2012 - 18h45

Eu nunca permitiria, como se dizia antigamente, por ser temente a Deus este tipo de ação. Mas convenhamos, temos que respeitar os outros. E se está na lei não significa que é o justo, pois muitas leis precisam de atualização a vida atual.

Responder

rose

16/05/2012 - 18h27

Eu diria que se o aborto rendesse algum dinheiro aos “cristãos” (leia-se padres, pastores e afins), seria obrigatório as mulheres engravidarem e, em seguida, abortarem. Só é proibido por uma questão religiosa.Fora o moralismo religioso-babaca. não existe sequer meio argumento para criminalizar o aborto.

Responder

    Aline

    17/05/2012 - 00h28

    Rose, na linha do seu comentário, Rui Castro, em ‘O Melhor do Mau Humor’, escreve uma citação anônima no seu primeiro verbete, ABORTO, que diz: “Se os homens engravidassem o aborto seria um sacramento”. Pois é.

    Mário SF Alves

    17/05/2012 - 13h37

    A continuar nesse ritmo daqui a pouco até masturbação masculina vai ser objeto de investigação moral/religiosa e/ou criminalização cívica. Afinal, é desperdício/eliminação intencional ou não de espermatozóide, material genético (ainda) indispensável ao vir-a-ser humano. E aí? Se vai fazer o quê?

Siena

16/05/2012 - 18h13

Aborto não é crime, é um direito de escolha da mulher. São pessoas como vc que tornam o aborto crime. Se é tão ruim, pq vc não procura a família dela e oferece assistência integral e indefinida aos 2 filhos que estão sob os cuidados da vó?

Ela tomou a atitude que achou correta e dada as circunstâncias foi muito mais mulher que muita por ai que da a luz a uma criança e joga no lixo.

Responder

marcelo arruda

16/05/2012 - 17h30

Não sei se é tão absurdo. O crime está previsto no Código Penal. Não há, ao menos aparentemente, razão alguma para absolvição sumária. A competência para julgar é do Tribunal do Júri.
Pode-se discordar da criminalização do aborto. As pessoas podem sentir-se indignadas ao ver essa moça submetida a um julgamento pelo tribunal do júri e, eventualmente, a uma pena privativa de liberdade.
A única questão é que se trata de uma escolha da sociedade. Seus representates votaram a lei que tipificou o crime de aborto. E, pelo menos até agora, seus representantes não revogaram essa lei. A gente tem de lembrar que vivemos numa democracia. E o maior respeito pela democracia se demonstra quando a lei é respeitada. Nesse caso não se trata de lei inconstitucional. Se os juízes pudessem, agora, julgar contra a lei porque têm essa ou aquela convicção – ainda que seja a mais correta e humana – um dos pilares do direito – a segurança jurídica – poderia ficar abalado. É um tema bastante complexo. Eu concordo que condenar essa moça é moralmente equivocado, mas juridicamente, ao menos para mim, não é absurdo. Que se mexam nossos representantes. Que revoguem o artigo que tipifica como crime o aborto. Que confiram às nossa mulheres a liberdade que seus corpos merecem. Não esperem tudo do Poder Judiciário.

Responder

Antonio Morais

16/05/2012 - 17h12

Crime é não respeitar a decisão do outro.

Responder

Aymee

16/05/2012 - 17h08

Qual o crime dela? nao querer ser mae?
lamentavel que isso aconteça nesse pais
o aborto é um direito

Responder

Márcio Carneiro

16/05/2012 - 16h04

Acho é pouco.
Crime é crime e não se pode tratar diferente o aborto só pq um monte de progressista acha que não

Responder

    Yara

    16/05/2012 - 16h53

    É pouco pq geramente é a mulher quem cuida dos filhos. Não tem útero, psiu!

    Cristiana Castro

    16/05/2012 - 17h19

    Ela devia é chegar no juiz e dizer que abortou pq o JUIZ que é pai da criança, é casado, já tem outros filhos e não queria mais um! PA-LHA-ÇA-DA!!!!!

    Cassius Clay Regazzoni

    16/05/2012 - 17h27

    Acho um absurdo.

    Não se pode tratar o aborto como crime só porque um bando de reacionários de extrema direita acham que tem direito de interferir nas escolhas íntimas das mulheres.

    cida

    16/05/2012 - 17h50

    que moralismo hipócrita!

    Nessa

    16/05/2012 - 17h59

    “Um monte de progressista?”

    O Estado não pode invadir a privacidade do corpo de uma mulher. Isso é ser progressista na sua opinião?

    Gostaria de ver o Estado regulando seu corpo, querendo saber para onde cada sua ejaculação vai, querendo dar à ela um nome cada vez que você transa? Quem sabe depois de entender isso você entende as “progressistas”.

Deixe uma resposta