VIOMUNDO

Durante julgamento, viúvas da ditadura celebram Ustra e Fleury

14 de dezembro de 2013 às 09h41

Pela primeira vez na história, torturadores são julgados em uma ação penal

Ex-presos políticos testemunham contra agentes da ditadura processados pelo Ministério Público Federal pelo desaparecimento de Edgar de Aquino Duarte

Por Tatiana Merlino, especial para o Viomundo*

Eram muitos homens. De um deles, Carlos Alberto Brilhante Ustra, levou um safanão. Caída, ouviu: “Foda-se, sua terrorista!”. Foi arrastada para a sala de tortura. Lá, arrancaram-lhe a roupa. Na cadeira do dragão, levou choques na vagina, ânus, seios, umbigo, ouvidos. Também foi colocada no pau-de-arara, submetida a sessões de palmatória, que esfolaram-lhe a pele. Na manhã seguinte, acordou nua, com um homem em cima de seu corpo, tentando estuprá-la.

Era Lourival Gaeta, que usava o codinome de “Mangabeira”. O mesmo torturador masturbou-se enquanto ela estava amarrada à cadeira do dragão. Ao ejacular, jogou o sêmen em cima de seu corpo. Enquanto era torturada, Ustra entrava na sala e gritava: “Essa terrorista tem que falar!!”.

O testemunho das torturas sofridas pela ex-presa política, à época militante do Partido Comunista do Brasil, Maria Amélia de Almeida Teles, a Amelinha, sequestrada em 28 de dezembro de 1972 junto com seu marido César Augusto Teles e seu companheiro de organização Carlos Nicolau Danielli, e levada à Operação Bandeirantes (Oban), foi dado na tarde de quarta-feira, 11, em audiência na 9ª Vara Criminal da Justiça Federal em São Paulo.

Maria Amélia foi uma das testemunhas de acusação no processo penal proposto pelo Ministério Público Federal (MPF), em 17 de outubro do ano passado, contra o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra e os delegados de Polícia Alcides Singilo e Carlos Alberto Augusto (conhecido também como Carlinhos Metralha e Carteira Preta) por envolvimento no sequestro qualificado do corretor de imóveis Edgar de Aquino Duarte, em 1971, durante a ditadura militar (1964-1985).

Verdadeira identidade

De acordo com o MPF, Duarte, ex-fuzileiro naval e ex-militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), foi preso ilegalmente nas dependências do DOI-Codi e depois levado ao Dops, onde ficou até 1973. Duarte era amigo de José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo, que recém retornara de Cuba e com quem passou a morar em São Paulo.

O MPF sustenta que Duarte foi sequestrado pela ditadura por conhecer a verdadeira identidade de Cabo Anselmo, que se tornou agente infiltrado da repressão nas organizações de esquerda.

A tese jurídica do MPF presente no processo penal é a de que enquanto não se encontrar o corpo de Duarte, ele permanece desaparecido, configurando um crime permanente. “Como os fatos ainda estão acontecendo, não há como se falar em Lei de Anistia”, explicou o procurador da República Andrey Borges de Mendonça, um dos autores da ação. Ou seja, tal crime não poderia ser protegido pela Lei de 1979, já que continuaria vigorando após a sua promulgação.

Ustra comandou o Destacamento de Operações de Informações-Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) de São Paulo no período de 1970 a 1974. Augusto foi investigador do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), onde integrava a equipe do temido delegado Sérgio Paranhos Fleury. E Singilo foi delegado do Dops. Durante três dias, 9, 10 e 11 de dezembro, as testemunhas foram ouvidas pelo juiz titular da 9ª Vara Criminal, Hélio Egydio Nogueira, que conduziu as audiências.

[Veja aqui a série Crianças e Tortura, do Jornal da Record, onde Amelinha dá depoimento]

No banco dos réus

O evento foi histórico, já que pela primeira vez agentes da ditadura sentaram-se no banco dos réus numa ação criminal. Ustra alegou problemas de saúde e não compareceu às sessões. Mas Alcides Singilo e Carlinhos Metralha literalmente sentaram no banco dos réus. Compareceram aos três dias de audiência.

As testemunhas confirmaram que Ustra, Augusto e Singilo tinham conhecimento e tiveram envolvimento na captura ilegal de Edgar de Aquino Duarte, que teria sido levado ao DOI-Codi e depois ao Dops. “A primeira vez que eu o vi ele estava encapuzado”, relatou Maria Amélia, que o encontrou no Dops. “Eu vi aquele homem alto, magro, usando um capuz”.

Depois de um tempo, o capuz do preso foi retirado e Maria Amélia o viu passando pelo corredor várias vezes. “Ele dizia: ‘tiraram meu capuz, vão me matar’”. Amelinha também ouviu Duarte ser ameaçado por um agente do órgão. “Você vai morrer porque sabe um segredo de Estado.” Segundo ela, não havia ninguém ali que não soubesse da presença de Duarte no centro de repressão.

“O Singilo era delegado do Dops e cuidava de tudo lá. Ele me chamou várias vezes para fazer cartório, ou seja, confirmar o que o DOI dizia a meu respeito”, disse. Amelinha relatou ainda que várias vezes foi ameaçada por Singilo. “Ele dizia que ia me entregar para o Fleury.”

Sobre Carlos Alberto Augusto, disse não tê-lo conhecido pessoalmente. “Tive a sorte de não tê-lo conhecido. Mas conheço de nome. Ele era famoso por ser violento, por ser torturador.” Quando o juiz Hélio Egydio Nogueira questionou Amelinha sobre Augusto, este levantou-se, e disse, em tom de provocação: “Sou eu”.

Virgilio Lopes Enei, que foi advogado de Duarte, disse em juízo que esteve várias vezes no Dops e no DOI procurando-o. “No Dops fui recebido diversas vezes pelo delegado Singilo, que negava que ele estivesse preso ali.”

Viúvas da ditadura

Presentes à audiência, além de familiares de mortos e desaparecidos e ex-presos políticos, havia cerca de dez apoiadores dos delegados.

Durante o relato de Amelinha sobre sua tortura, os apoiadores, entre os quais havia uma única mulher, riam, falavam alto e faziam comentários ofensivos.

A mulher, com um sorriso de escárnio permanente no rosto e mascando chiclete, começou a lixar as unhas com força, impedindo que as pessoas ouvissem o relato.

Depois de duas reclamações, um funcionário do fórum pediu que ela interrompesse a atividade.

Dois dos homens mantiveram-se de óculos escuros durante toda a audiência. Um deles, na faixa dos 30 anos, trajando um terno verde-oliva uns dois números acima de seu tamanho, não quis se identificar, mas negou ser representante do Exército.

Na saída, os mesmos apoiadores empunhavam cartazes com os dizeres “Viva Metralha, fora comunistas”, “Carlinhos, não se assuste com a comissão da farsa – o Brasil é Metralha” e “Comissão da mentira, Fora!”.

Os réus negam participação no sequestro de Duarte. Singilo disse sentir-se injustiçado. “Eu não conheci o Edgar. Trabalhei para o Estado fazendo inquéritos, combatendo a subversão e para livrar a pátria do comunismo, do proletariado.”

E negou saber da existência de tortura no Dops. “Eu ficava no segundo andar e nunca desci na carceragem”.

No primeiro dia de audiência, instantes antes do juiz dar início à sessão, Augusto disse: “Estou vendo aí gente que foi presa. Eles querem tirar sarro da gente. Ficam me olhando como se eu fosse delinquente”, disse, referindo-se aos ex-presos políticos que estavam presentes. Porém, nenhum deles havia se manifestado. “Saibam que eu continuo trabalhando, continuo assinando Boletins de Ocorrência”, disse, levantando-se. A provocação de Metralha foi repreendida pelo juiz.

Durante os três dias de audiência, Singilo adotou uma postura mais discreta. Já Augusto tentou provocar ex-presos políticos presentes à audiência, falou alto, riu e levantou-se no meio da audiência para entregar um papel aos jornalistas, pedindo que anotassem seus telefones, endereços e emails.

Ao final da sessão de audiências de acusação, na quarta-feira, Augusto, que segue na ativa como delegado de polícia de segunda classe no município de Itatiba, disse: “Ustra e Fleury são heróis nacionais, profissionais da segurança deste país. Com o falecimento de um e o outro aposentado, a violência está nesse estado que estamos presenciando hoje. Graças às Forças Armadas o comunismo não está implantado neste Brasil. Felizmente fiz parte da equipe do dr. Fleury, herói nacional”.

Questionado sobre como se sente sentado no banco dos réus, disse: “Humilhado, me sinto fracassado profissionalmente”. Em maio, Augusto foi alvo de um “esculacho” promovido pela Frente do Esculacho Popular (FEP) na cidade de Itatiba, pouco depois de ser nomeado delegado da cidade. O MPF pediu o afastamento de Augusto de suas funções administrativas durante o processo, mas o juiz não acatou ao pedido.

Participação na prisão

O ex-preso político Ivan Seixas relatou ter ouvido de Edgar de Aquino Duarte, com quem esteve preso no Dops, que Carlos Alberto Augusto foi um dos responsáveis por sua prisão. “Estávamos numa cela coletiva quando o Metralha passou. O Edgard disse: ‘Eu fui preso pela equipe do Fleury. E esse foi um dos que me prendeu’”, disse Seixas. “Ele [Augusto] andava com uma metralhadora, por isso tinha esse apelido”, explicou. Seixas, que foi preso aos 16 anos junto com seu pai, Joaquim Alencar de Seixas, ambos militantes da organização MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes), encontrou com Duarte algumas vezes, nas várias em que foi levado ao Dops. “A última foi em janeiro de 1973. Ele estava com o cabelo grande, magro e com os dentes estragados”, lembrou o ex-preso político. “Ele dizia: ‘isso não tem fim, eu sei que vou morrer’. Ele estava muito desanimado”.

Assim como Seixas e Amelinha, os ex-presos políticos Lenira Dantas, Artur Scavone, José Damião, Pedro Rocha e César Augusto Teles confirmaram que estiveram com Edgar de Aquino Duarte no DOI-Codi e no Dops e que Ustra era responsável e sabia de todas as torturas e prisões ocorridas no DOI, incluindo a de Edgar. “Fui torturado por subordinados dele, na presença dele [Ustra]”, declarou José Damião, hoje procurador do Estado aposentado.

César Augusto Teles, casado com Amelinha e preso junto com ela, no dia 28 de dezembro de 1972, recorda-se do tratamento recebido por parte de Ustra. “Levei choques, palmatórias, tudo amarrado na cadeira do dragão. Tudo determinado pelo Ustra.” Lenira Dantas disse, sobre Ustra: “Ele não participava diretamente, mas entrava para dizer: ‘Pergunta onde está fulano’ ou para deixar um papel com informações a serem obtidas”. Já sobre Carlinhos Metralha, revelou: “Nós nos conhecemos. Toda vez que faziam acareação comigo ele vinha espancando. Não sabia fazer nada sem ser com agressão, com empurrão”.

Confirmação

De acordo com o procurador da República Andrey Borges de Mendonça,  “as testemunhas comprovaram o que consta na acusação, que Edgar de Aquino estava sob a responsabilidade dos órgãos de repressão, que esteve no DOI e no Dops sob responsabilidade dos acusados. Elas confirmaram aquilo que já havia sido colhido na fase extra judicial”.

Segundo ele, o que quer se mostrar com a ação “é que essas pessoas não fizeram nenhum bem para a nação. São pessoas que se autoproclamam heróis, que dizem que fizeram bem para a nação. Elas devem ser punidas para que isso nunca mais aconteça. O que fizeram foi instituir o terrorismo de Estado. Se há algum terrorismo, foi do Estado”.

Na visão do MPF, explica o procurador, os desaparecimentos e as torturas de hoje estão ligados a essa política de Estado que veio da ditadura “e que nunca foi realmente renegada. É nisso que reside a importância histórica desse processo”.

Sobre as penas, em caso de condenação, o procurador esclarece que penas assistidas de direito, ou seja, prestações de serviço à comunidade, são possíveis apenas para crimes que não foram cometidos com violência ou grave ameaça. “Mas mais importante que as penas é que eles sejam condenados”, avalia.

Os advogados dos acusados arrolaram, entre outras testemunhas, Paulo Maluf e o vice-presidente do Brasil Michel Temer. As audiências de defesa ocorrerão em 27 de março e 1º e 2 de abril.

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Investigação VIOMUNDO

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Antonio Ribeiro Guimarães

23/01/2014 - 16h32

Numa contenda ativa,sem poder definir as rezões de suas fúrias, não se po-
de fazer um comentário, sem que o comentador se partidarise, aulando o seu
comentário.Quando duas ou mais pessoas querem um acerto jurídico, passado,
por transito e julgado, na frente de um magistrado,ladeado por dois ciên
tistas jurídicos, de lados opostos,defendo os seus interesses,exige que
o julgador(juizo dos fatos),seja imparcial que,na lufalufa animada, não
se chega a nada.

Responder

ZePovinho

17/12/2013 - 09h56

http://www.jornaldaparaiba.com.br/heldermoura/ex-secretario-questiona-se-freire-nao-foi-agente-duplo-da-ditatura/

Ex-secretário questiona se Freire não foi agente duplo da ditadura
Publicado em 15/12/2013 às 19:45h

O Blog publica interessante artigo do ex-secretário Ademir Alves de Melo, resgatando um momento histórico do Brasil, nos tempos tenebrosos da ditatura militar, da qual foi vítima. Ademir cita o personagem Roberto Freire, presidente do PPS nacional, e levanta dúvidas se ele não atuou como agente duplo, entregando aqueles que fugiam do regime.

Para Ademir, apesar de seu passado no PCB, Roberto Freire se elegeu pela Fiesp e “converteu-se em incondicional aliado das forças tenebrosas que semeiam guerras no mundo.” Ademir, como se sabe, foi um dos muitos paraibanos perseguidos, que se viram obrigados a deixar o País, para ser assassinato pelos militares. O artigo de Ademir tem como título “A dúvida”.

Confira o texto na íntegra: “circula no Facebook matéria sobre o papel do deputado Roberto Freire (PPS) como possível agente da ditadura.

Gostaria de registrar meu depoimento: em 1969, fui cassado (AI-5) como dirigente estudantil da UFPE. O Arcebispo de Olinda e Recife, que saiu em defesa de todos os colegas expulsos da universidade e perseguidos pela ditadura, tinha como principal auxiliar no Palácio dos Manguinhos, Dona Maria Freire, tia de Roberto Freire.

Certa vez, manifestei a Dom Hélder o interesse por deixar o país, para concluir os meus estudos. Foi então que ele, na minha presença, ligou para a aludida auxiliar, sugerindo que ela falasse com o então procurador jurídico do INCRA. O então sogro de Roberto Freire era ex-senador socialista Antonio Baltar, técnico da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, órgão da ONU), com sede em Santiago.

Roberto Freire transmitiu à sua tia a mensagem de que deveríamos encontrá-lo em sua residência na manhã seguinte. O encontro foi agendado para as 6:00h da matina, na sua residência, no Bairro do Rosarinho.

Devido a um desencontro com o meu parceiro, também cassado (Osvaldo de Moraes Sarmento, estudante de Economia e funcionário do Banco do Brasil), nos atrasamos no cumprimento da missão.

Ainda assim, fomos ao local agendado um pouco mais tarde (em torno das 7h.). Ele saiu à sacada do terraço, ainda de pijama, aperreado. Apressou-se em mandar que caíssemos fora, pois o DOPS havia estado a noite toda à nossa espera. Reagendou o encontro para mais tarde (10h.) na sede do INCRA, na Avenida Conselheira Aguiar, nas proximidades do Clube Náutico Capiberibe. Fomos e recebemos a senha para o contato no Chile.

Viajei só. Fui recebido, no Terminal Rodoviário de Santiago, por Paulinho Baltar (hoje, professor na Uniamp), filho do então sogro de Roberto Freire. Antônio Baltar e família receberam-me com carinho filial. Solidariedade total.

Mas a dúvida ficou: estava o telefone de Dom Hélder grampeado ou Roberto Freire atuava como duplo agente? Nada me autoriza a dizer que sim, até porque poderia ter sido perseguido antes de cruzar as fronteiras.

Roberto Freire constituiu nova família (os Baltar honram o nome daquele grande homem, companheiro de lutas ao lado de Pelópidas Silveira e Miguel Arraes). Hoje, tornou-se um deputado federal eleito com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, e tem se revelado um conservador obstinado, antissocialista, inimigo na primeira linha do governo Lula/Dilma e do movimento bolivariano na América Latina e das forças progressistas em geral. Converteu-se em incondicional aliado das forças tenebrosas que semeiam guerras no mundo.”

Responder

FrancoAtirador

16/12/2013 - 19h47

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O ‘BOM GENERAL DITADOR’ E OS HOMENS BEM INFORMADOS DO AI-5

dezembro 15, 2013

TUDO A LAMENTAR

Por Carlos Chagas*, na Tribuna da Internet

Anteontem, sexta-feira, 13, o Ato Institucional número 5 [AI-5] completou 45 anos.
Nem é preciso descrever seu conteúdo, repositório de horrores que iam desde a cassação de mandatos parlamentares por motivos políticos ao fechamento do Congresso e à censura à imprensa.

Poderia ter sido evitado?

Dificilmente, porque tratou-se de uma conspiração dos generais inconformados pelo fato de, desde 15 de março de 1967, o país estar vivendo sob a Constituição promulgada naquele ano, sem os instrumentos de exceção estabelecidos desde 1964.
Queriam, aqueles radicais, a volta de atos institucionais e complementares anteriores, além de decretos-lei e outras criações do regime militar.

O presidente [SIC] Costa e Silva pretendia chegar ao final de seu mandato sem os retrocessos que a maioria de seus ministros exigia.
Evidência dessa disposição caracterizou-se no próprio dia de seu fracasso, na reunião do Conselho de Segurança Nacional, no Rio.
Todos os presentes manifestaram-se pela edição do AI-5, menos o vice-presidente Pedro Aleixo, o primeiro a falar, que se pronunciou pela decretação do Estado de Sítio, medida drástica mas constitucional.

Os demais ministros defenderam a volta à ditadura declarada, uns mais outros menos constrangidos.
Costa e Silva, antes de decidir, pediu para os presentes ouvirem novamente os argumentos do vice-presidente.
Como Pedro Aleixo se encontrava muito resfriado, a solução foi pedir a um ajudante-de-ordens que retrocedesse a fita que vinha gravando toda a sessão.
Poucos prestaram atenção.
No final, votaram pela imediata edição de um ato dito revolucionário.
O presidente [SIC] cedeu.

Aquele era o clímax de uma sucessão de absurdos.
Meses antes, na Câmara, o deputado Márcio Moreira Alves, no período destinado a pequenas comunicações, discursara no microfone de apartes pedindo que o povo não comparecesse aos desfiles do Sete de Setembro, manifestando assim seu desagrado com o governo.
Também apelou às mocinhas que não dançassem com os cadetes e jovens oficiais das forças armadas, nos bailes comemorativos da Independência.
Um discurso vazio, que os líderes do governo nem se deram ao trabalho de responder.

Pois no dia seguinte a fala do Marcito estava distribuída para todos os quartéis e repartições militares do país, com uma introdução onde seus encobertos autores indagavam se as forças armadas iriam permitir que o Congresso continuasse enxovalhando sua honra.
Não se passaram muitas horas até os três ministros militares se dirigirem ao ministro da Justiça, pedindo providências para que o deputado fosse processado por ofensa às forças armadas.

Admite-se que o general Lyra Tavares, o almirante Augusto Rademaker e o brigadeiro Márcio Melo não conhecessem a Constituição, mas o professor Gama e Silva estava obrigado a responder que não podia processar deputados por crime de opinião, dado o artigo constitucional da inviolabilidade dos pronunciamentos parlamentares.

Como se encontrava no centro da conspiração, o ministro da Justiça deu seguimento ao processo, enviando-o ao Supremo Tribunal Federal.
Como admitir-se que os doutos e ilustrados integrantes da mais alta corte nacional de justiça desconhecessem nossa lei maior?
Mas desconheceram, misturando os conceitos de inviolabilidade com imunidade, porque só nestes casos deveria haver licença da Câmara para processo contra um de seus membros.
Em vez de arquivar a representação, por inócua e inconstitucional, o Supremo oficiou ao presidente da casa, José Bonifácio, pedindo que marcasse dia e hora para a sessão onde a maioria se manifestaria. O Andrada também participava da trama, porque em vez de jogar o pedido no lixo, marcou o dia 12 de dezembro, às 10 horas da manhã.

Aconteceu então o inevitável, aquilo que os radicais esperavam: a Câmara rejeitou a solicitação para que Marcio Moreira Alves fosse processado, inclusive com o voto de grande parte dos deputados governistas, da Arena. As galerias cantaram o Hino Nacional, muita gente gritava “ acabou a ditadura”, sem saber que ela entraria em sua fase mais amarga.

Como editor político de O Globo, no Rio, eu me deslocava para Brasília sempre que tinha crise.
Ao voltar na tarde do dia 12, já dentro do avião, vi entrar um passageiro retardatário, que convidei para sentar-se a meu lado.
Era o deputado Tancredo Neves, que quando ficava nervoso mordia a gravata, o que fez durante todo o voo.
Bem informado, disse-me para esperar um ato de exceção no dia seguinte.

Na redação, naquela noite, alertei Roberto Marinho, que apenas respondeu: “eu já sabia…” [!!!]

Meses depois, em junho de 1969, auxiliado por Pedro Aleixo, Costa e Silva decidiu que não passaria à História como mais um general que golpeara as instituições.
Em agosto estava tudo pronto para a reabertura do Congresso, posto em recesso, e para o fim do AI-5.
Só que uma semana antes o velho presidente [SIC] foi acometido por um derrame cerebral, o vice-presidente foi preso e os três ministros militares usurparam o poder.
Mas essa é outra história…

*(http://www.fgv.br/cpdoc/historal/arq/Entrevista1495.pdf)

(http://tribunadaimprensa.com.br/?p=78215)
.
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Leia também:

OS ASSESSORES DE IMPRENSA NA DITADURA

Por Urariano Mota

(http://www.diretodaredacao.com/noticia/os-assessores-de-imprensa-na-ditadura)
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Responder

Mário SF Alves

16/12/2013 - 14h22

Ih! Raciocínio circular de novo…
______________________
Afinal, quem era esse Gol[p]bery? Alguma espécie de deus tupiniquim a serviço dos esteites?

É… pelo visto esse aí tinha não apenas o dom de prever o futuro, mas, sobretudo, comandá-lo.

Responder

Mário SF Alves

16/12/2013 - 14h16

“Publicado em 14 de dezembro de 2013 às 9:41″

“Pela primeira vez na história, torturadores são julgados em uma ação penal”

“Ex-presos políticos testemunham contra agentes da ditadura processados pelo Ministério Público Federal pelo desaparecimento de Edgar de Aquino.”

“Eram muitos homens. De um deles, de um desses muitos homens, de um deles, o de nome Carlos Alberto Brilhante Ustra, ela levou um safanão. Caída, ouviu: “Foda-se, sua terrorista!”. Após isso, ela foi arrastada para a sala de tortura. Lá, arrancaram-lhe a roupa. Na cadeira do dragão, levou choques na vagina, ânus, seios, umbigo, ouvidos. Também foi colocada no pau-de-arara, submetida a sessões de palmatória, que esfolaram-lhe a pele. Na manhã seguinte, acordou nua, com um homem em cima de seu corpo, tentando estuprá-la.”
_______________________________________________

Quem, em sã consciência, e no cumprimento de função pública, chegaria ao extremo de cometer uma VIOLÊNCIA dessa?

Quem, em sã consciência, aqui e agora, seria capaz de justificar uma ignomínia* dessas?
________________________________________

Ora, presumivelmente, nem organizações criminosas como máfia seriam capazes de agir com tamanha brutalidade, sangue frio, psicopatia e crueldade. E por que o Estado agiu assim? Que Estado era esse? Quais forças e quais interesses o engendraram? A serviço de quem esteve esse Estado? Esteve esse Estado a serviço do interesse coletivo no Brasil?

Quem se beneficiou ou quem tirava ou tira proveito desse estado de coisas?

Por que tão EXTREMA VIOLÊNCIA?

Quem ou o quê a autorizava ou respondia ADMINISTRATIVAMENTE por ela?

RESPOSTA: Nada além da condição imposta; nada além do regime de exceção imposto. Nada além do mais puro e cruel terrorismo de direita.

_____________________________________

Absolutismo de direita = terrorismo de direita
Absolutismo de direita no Brasil = [é diretamente proporcional] terrorismo de direita em nome de interesses escusos de uns poucos.

Terrorismo de direita
Terrorismo de direita
Terrorismo de direita
Terrorismo de direita
Terrorismo de direita
Terrorismo de direita
Terrorismo de direita
Terrorismo de direita
Terrorismo de direita

No Brasil, autoritarismo, absolutismo e DESUMANIDADE ADMINISTRATIVA é sempre igual a TERRORISMO de direita, que, por sua vez, é diretamente proporcional à imposição de interesses de uns poucos agentes. Seja eles quem forem, internos ou externos. E seja tal terrorismo disfarçado, dissimulado, ou às claras como foi a partir golpe civil-militar que resultou no regime autoritário de 64.
_________________________________________________
*s.f. Desonra extrema, opróbrio, infâmia pública: a traição é uma ignomínia.
Característica, comportamento, discurso que desonra, menospreza, humilha.
(Etm. do latim: ignominia.ae)

Responder

AlvaroTadeu

16/12/2013 - 00h20

Não há prescrição para crimes de tortura e genocídio em nenhum lugar do mundo onde vigore a democracia e haja eleições regulares limpas e decentes.

Responder

Jordam

15/12/2013 - 23h19

A história agora se faz justa ao levar estes criminosos ao banco dos réus, Amélinha tem uma trajetória de luta e dignidade, por conhecer não somente seu trabalho mas sua história e de seu companheiro, penso que aqueles que hoje ainda defendem os bandidos do DOPS, nunca tiveram a necessidade de lutar por direitos pois suas familias os provinham com a ignorância, prepotência e arrogâcia digno dos militares e policias daquela época e que ainda ecoa nos dias de hoje, VIVA AOS QUE LUTARAM VIVERAM E MORRERAM POR ESTA DEMOCRACIA, E QUE SE FAÇA A JUSTIÇA!!!!!!

Responder

Marcos Antonio Silva

15/12/2013 - 19h35

Muita gente de valor foi torturada e morta para que hoje tenhamos essa democracia de merda em que os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais enganados pela mídia fascista.

Responder

Aracy

15/12/2013 - 18h20

Vamos ter de implantar um Programa Mais Hospícios para albergar os torturadores impunes e seus fãs psicopatas e debochados. Haja loucura!

Responder

jõao

15/12/2013 - 13h25

O Judiciário brasileiro vai destruir a blogosfera?
Enviado por Miguel do Rosário on 15/12/2013 – 12:45 pm 1 comentários
Reproduzo abaixo um texto que publiquei ontem no Tijolaço.

Processo de Gilmar contra PHA é abuso de poder e ameaça à democracia

A condenação, em primeira instância, do blogueiro Paulo Henrique Amorim, em favor de Gilmar Mendes, exigindo-lhe R$ 50 mil, é a verdadeira ameaça à democracia. Gilmar Mendes faz discursos políticos diariamente. É estimulado pela mídia a fazer isso. Produzir um contraponto às posições de Mendes, portanto, é um dever moral de qualquer jornalista que se preze.

A democracia brasileira, se fosse autêntica, deveria dar um prêmio a Paulo Henrique Amorim, e não condená-lo a pagar R$ 50 mil a um ministro do Supremo Tribunal Federal.

O STF é uma instância que tem se politizado cada dia mais e mais. Se isso já é uma anomalia democrática, visto que juízes deveriam ser discretos e a Constituição Brasileira veda expressamente que juízes exerçam qualquer atividade político-partidária, a censura judicial a blogueiros que façam uma cobertura crítica do que falam e fazem estes juízes é uma inacreditável agressão à liberdade de expressão, ao jornalismo, à blogosfera e à democracia.

Há uma guerra em curso no Brasil. E setores poderosos do Judiciário, infelizmente, estão se alinhando às forças da ditadura e do golpe. O STF condena sem provas e o judiciário condena blogueiros de esquerda em favor de poderosos de direita. Onde isso vai parar?

Se o STF é a corte suprema mais poderosa do mundo, conforme a definição de Canotilho, constitucionalista português considerado o “guru” do próprio STF, então é necessário que ele seja criticado. E crítica política não se faz com linguagem de senhoras inglesas tomando o chá das cinco. Crítica política tem uma linguagem própria, sarcástica, ácida, agressiva. Querer manietar a linguagem da crítica política é desvirilizá-la.

A crítica política não pode ser emasculada. O judiciário brasileiro tem de entender que a peça mais valiosa, e logo mais cara, da democracia é a liberdade de expressão. Ela tem um preço que devemos estar dispostos a pagar. A lei da mídia que defendemos é para dar o direito de resposta imediato, não para achacar financeiramente blogueiros e jornalistas. Não gostou do que eu escrevi, me processe e ganhe um direito imediato de resposta. Pedir indenização financeira é covardia! Partindo de um ministro do Supremo, é abuso de poder! É uma jogada política para calar uma voz importante nesta maluca e maravilhosa sinfonia de vozes que caracteriza a nossa blogosfera! É uma jogada para calar a blogosfera e ampliar a voz da grande mídia.

A nossa mídia, hipócrita como sempre, ao mesmo tempo em que vive brandindo uma eterna conspiração comunista contra a “imprensa livre”, sorri malignamente quando a blogosfera é atacada. Porque a “imprensa livre” tem dinheiro, tem advogados, tem poder para intimidar juízes, além de partilhar ideologicamente desse conservadorismo obscuro e antidemocrático que é característica histórica de setores orgânicos do funcionalismo público. Juízes, procuradores, militares, sempre formaram o núcleo conservador e antidemocrático no país. O golpe de 64 não foi apenas um golpe de militares. Foi também um golpe de juízes.

*

Abaixo, a notícia da condenação, publicada hoje na coluna da Monica Bergamo, na Folha:

14/12/2013 – 03h00
Paulo Henrique Amorim é condenado a pagar R$ 50 mil a Gilmar Mendes por danos morais

O blogueiro Paulo Henrique Amorim, apresentador da TV Record, foi condenado a pagar R$ 50 mil por danos morais ao ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Em 2008, ao criticar decisões do magistrado, Amorim afirmou que ele “transformou o Supremo Tribunal Federal num balcão de negócios”.

SEM QUERER
Em sua defesa, Amorim sustentou que as afirmações “não representam ofensa à honra e reputação do autor, caracterizando-se como livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação”. A juíza Tatiana Dias da Silva, de Brasília, considerou, no entanto, que “a matéria produzida pelo réu não relatou fato verídico, não teve o intuito apenas de informar a coletividade”, mas, sim, “teve o escopo de depreciar a imagem do autor, sem qualquer amparo”. O advogado de Amorim informa que vai recorrer da decisão.

DESTINO CERTO
A juíza determinou que os R$ 50 mil a serem pagos por Amorim devem ser destinados à Apae de Diamantino (MT), onde Mendes nasceu.

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    Mário SF Alves

    16/12/2013 - 14h31

    DESTINO CERTO
    A juíza determinou que os R$ 50 mil a serem pagos por Amorim devem ser destinados à Apae de Diamantino (MT), onde Mendes nasceu.
    ___________________________
    Apae… hum… destino certo…

    É… destino certo… até pode ser.

    _____________________________________
    Êpa! Mas onde anda o advogado do réu que não argumenta logo a questão pública e notória dos “capangas do Gilmar Dantas”, conforme exposto em plenário pelo Barbosão?

Urbano

15/12/2013 - 12h05

Para o staf, os torturadores e assassinos são os verdadeiros inocentes, como o julgou há pouco tempo, e que eles, sim, foram as verdadeiras vítimas de pessoas como José Genoíno e José Dirceu, os quais, através de um julgamento competente, decente e honesto, foram postos devidamente na cadeia. Ainda bem que continua havendo no mundo a magnânima justiça e gente íntegra para fazê-la.

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Bernardino

15/12/2013 - 10h44

áb, 14/12/2013 – 18:45
Jose C. Filho

Os brasileiros torturados e mortos por esses assassinos não terão descanso enquanto todos os carrascos da ditadura não forem julgados e condenados pelas atrocidades cometidas. O Brasil é o único país do cone sul que não puniu os torturadores, uma ferida aberta que não cicatriza.

É MEU CARO, JOSE C.FILHO, o meu coMentario acima EXplica direitinho pq o Brasil Nao puniu e nem punirá esses VANDALOS!!!!

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Bernardino

15/12/2013 - 10h35

PURA discussao de FUMAÇA.O dito supremo já deu ganho de causa aos torturadores quando validu a lei da anistia.Todos ficarao sem puniçao issso é tipico da CULTURA `PORTUGUESA,Covarde e corrupta que senta na mesa e diz eu perdoo os teus e tu perdoas os meus!!

Na Argentina foi diferente porque é outra cultura.Lá o ESTADISTA KICHNER trocou todo Supremo de lá e depois partiu pra cima da miilicada torturadora e meteu todos na cadeia,nao prescesou esperar pelo figado de juizinho e procurador.O VIDELA morreu podre na prisao quer exemplo melhor?

E mais fez a LEI DOS MEIOS e fatiou o CLARIN a toda poderosa rede de comunicaçao de lá que corresponde a GLOBO daqui e a Cristina continua dando exemplos de uma Guerreira!!

O ARGENTINO é um Italiano que fala Espanhol até PAPA já tem,muito diferente da CORJA PORTUGUESA,deleteria e desreipetada aqui e Alhures.

Escreva todos continuarao SOLTOS e zombando dos TORTURADOS.É A Vergonha NACIONAL!!!!!!!

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    Mário SF Alves

    16/12/2013 - 14h44

    “E mais fez a LEI DOS MEIOS e fatiou o CLARIN a toda poderosa rede de comunicaçao de lá que corresponde a GLOBO daqui e a Cristina continua dando exemplos de uma Guerreira!!”

    _________________________________
    Não considero correto estabelecer correlação política entre países como se fossem realidades idênticas. No entanto…

    O Clarin cresceu à sombra da ditadura de lá da mesma forma que a Globo cresceu à sombra ditadura daqui. Portanto, ambos, beneficiários de regimes de exceção. Ambos ilícita e estranhamente ricos.

Marcelo Teixeira

15/12/2013 - 07h04

Ustra alegou problemas de saúde e não compareceu às sessões?
E o STF não fala nada?
Não é do PT pode.
Aliás porque o STF nunca se pronuncia sobre os Torturadores?

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    Paulo Figueira

    16/12/2013 - 16h32

    Já se pronunciou assegurando-lhes o direito à anistia, com a benção da casa grande

Pedro

14/12/2013 - 23h55

Alguém, por acaso, já viu alguma declaração do PSDB, o partido do Fernando Henrique, condenando a ditadura, as torturas, os assassinatos?

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Marat

14/12/2013 - 20h02

Quer dizer que a infeliz lixou a unha?
Inútil, burra, estúpida e boçal!

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    nbcfiege

    14/12/2013 - 22h47

    Por que não a expulsaram da sala?

    Marat

    15/12/2013 - 14h10

    Provavelmente porque eles têm facilidades…

Jose C. Filho

14/12/2013 - 18h45

Os brasileiros torturados e mortos por esses assassinos não terão descanso enquanto todos os carrascos da ditadura não forem julgados e condenados pelas atrocidades cometidas. O Brasil é o único país do cone sul que não puniu os torturadores, uma ferida aberta que não cicatriza.

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FrancoAtirador

14/12/2013 - 15h55

.
.
Galinhas Verdes pondo Ovos de Serpentes Integralistas.

Os Comunistas na Cadeia e os Neonazistas nas Polícias,

no Ministério Público e nos 3 Poderes da Ré-pública…

(http://migre.me/h0L4L)
(http://migre.me/h0K9m)

(http://imagohistoria.blogspot.com.br/2009/05/movimento-integralista.html)
(http://brazil.indymedia.org/content/2004/12/296776.shtml)

A Volta do Sigma

Charge publicada originalmente no Jornal do Brasil
e reproduzida no jornal O Pasquim em 1970.

Assim o cartunista Ziraldo retratou o ressurgimento do Integralismo na década de 70,
em plena Ditadura Militar, com seu “grande líder” Plínio Salgado, então partidário da Arena.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Pl%C3%ADnio_Salgado#Integralismo)

E quanto à presença de Integralistas nos atos de protesto?
Sim, há participação dos Camisas Verdes, o que só pode surpreender os desavisados, aos que não acompanham o noticiário político.
Desde a sua fundação em 25 de Janeiro de 2005, a Frente Integralista Brasileira – FIB -, lenta e gradativamente foi ganhando as ruas, fruto de um bem planejado trabalho de reinserção do Movimento na Vida Política Nacional.
Assim, compreende-se sua apresentação de forma marcante nas mais diversas manifestações ao longo destes anos e de forma intensa nos últimos meses.

(http://www.integralismo.org.br/?cont=911&ox=4)

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Edi Passos

14/12/2013 - 15h16

E pensar que esses bandidos torturadores e estupradores são sustentados na mordomia até hoje pelo povo brasileiro, recebendo altos salários e aposentadorias sem jamais ter trabalhado!

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Audálio Dantas

14/12/2013 - 15h00

É preciso mais rigor dos juízes diante do deboche dos servidores da ditadura. E, principalmente, impedir o desrespeito das claques que os acompanham.
A Justiça deve se dar o respeito. O que se espera desses julgamentos é que sejam isentos, mas rigorosos.

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valdir MG

14/12/2013 - 14h15

Com leio estes reportagens sobre a ditadura, fico imaginando o sofrimento, a humilhação, que os torturados foram submetidos.
Já em relação a estes torturadores (ustra, fleury) são desprezíveis, filhos da p…., são heróis do capeta, do mal.
Com certeza, no dia do juízo final, da prestação de contas, DEUS saberá ser bastante justos com estes canalhas.
Viva Lula, Viva Dilma, Viva Marighela, Viva Lamarca, Viva José Dirceu, Viva Genoíno, e tantos outros que lutaram contra estes assassinos.

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    mineiro

    15/12/2013 - 07h51

    so no juizo final mesmo que esses demonios malditos dos quintos dos infernos vao pagar por esses crimes. porque se depender dessa justiça , criminosa , morna, travada, parcial, nojenta, e tudo mais, dessa republica de bananas chamado brasil. vai terminar em pizza e com os assassinos torturadores comemorando e rindo da nossa cara como fez esses lixos nesse julgamento. nessa hora da vergonha de ser brasileiro e ver uma coisas dessas, tenha a santa paciencia. se fosse na argentina e viva a argentina por isso , esses desgraçados , assassinos tava tremendo na base, estava todo mundo na cadeia com prisao perpetua. agora aqui nao , os desgraçados estao debochando nao so das vitimas e sim de todos nos nos. é piadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa isso tudo. mas depois que essa coisa nojenta chamado stf fez no julgamento do mentirao vamos esperar o que dessa republica de bananas chamado brasil?

Elias

14/12/2013 - 13h24

Eu queria dizer muitos palavrões, mas o blog não permite. Está certo, afinal, há de se ter inteligência para lidar com a indignação. No entanto me vejo meio confuso diante de tudo o que está acontecendo. Torturados na ditadura voltam à prisão e torturadores soltos esnobando diante da Comissão da Verdade. A que ponto chegamos. Na Argentina generais foram presos. Aqui nem um coronel comandante da tortura somos capazes de levar para trás das grades. Que m.

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Mariza

14/12/2013 - 13h02

O PiG, deve adorar isto, sempre apoiaram a DITABRANDA, queria saber se fosse eles que estivesse nessa situação? o que achariam? Me dá nojo de todos que participaram da DITADURA, praticando atos de violência contra as pessoas que não apoiavam o infame regime.

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Luís Carlos

14/12/2013 - 10h26

Quanta covardia. Dos sádicos que torturavam e agora se dizem “heróis nacionais”. De Ustra que comandava todos crimes cometidos por sua matilha de sádicos. Da Folha e de outros grandes veículos que agora se omitem, e negam informações sobre trabalhos das comissões da verdade. Todos sádicos covardes e pulhas aproveitadores. Quanto dinheiro esses grandes veículos ganharam para o trabalho sórdido de ocultação das torturas e mortes e para desinformar?

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