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Ex-presidente da Telebras: Bernardo acabou com o PNBL

07 de setembro de 2013 às 15h22

Foto: Wilson Dias/ABr

Criador do PNBL afirma que Bernardo acabou com programa

Rogério Santanna diz que desde sua demissão Telebras passou a atuar como uma auxiliar das teles, que têm respaldo do governo na decisão de não fazer nada

por Rodrigo Gomes, da RBA , sugestão de Francisco Niterói, via e-mail

São Paulo – Um dos mentores do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) no final do governo Lula, Rogério Santanna, não aceita a ideia de que o projeto esteja enfraquecido: “O PNBL acabou”, decreta, acusando o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, de entregar a iniciativa nas mãos das teles.

Após discutir a formulação do programa como secretário de Logística e Tecnologia do Ministério do Planejamento, Santanna foi alçado em maio de 2010 à presidência da Telebras, estatal que passou por um processo de (quase) fortalecimento para dar conta do propósito ao qual estava destinada no PNBL: levar a banda larga onde o mercado não tivesse interesse, inclusive concorrendo no fornecimento direto ao consumidor.

Mas, já com Bernardo no comando das Comunicações, e Dilma, no do Planalto, a demissão de Santanna, em maio de 2011, enviou um recado: “Sinalizou para todo mundo, operadoras e sociedade, que o programa tal qual foi concebido no governo do presidente Lula não seria executado.”

Dali por diante, a decisão foi de que a Telebras não concorreria mais diretamente, e seria, pelo contrário, uma parceira das teles na tarefa de construir estrutura. A solução apresentada por Bernardo foi de que as empresas apresentassem um pacote com custo de R$ 35 a uma velocidade de um megabyte.

Passados dois anos, a reportagem da RBA tentou assinar a internet do PNBL através das operadoras e não conseguiu. Entre os problemas, apresentação de critérios diferentes dos propostos pelo Ministério das Comunicações, como o de ser beneficiário do Bolsa Família para acessar o serviço, desconhecimento da existência do programa e oferecimento dos chamados “combos”. Além disso, em muitas cidades informadas como beneficiadas pelo programa não é possível adquirir o pacote, pois as empresas, e a própria Telebras, desmentem a lista do ministério, afirmando que ainda não há PNBL nestes locais.

Como o senhor avalia essa situação a que o programa chegou, em que as pessoas sequer conseguem contratar o serviço?

Não existe esse serviço prestado. Você vai ter que se esforçar muito para achar alguém que conseguiu comprar. As operadoras escondem isso no seu site. Só procurando muito para encontrar. Porque isso concorre com os programas que eles vendem. Além disso, eles criaram uma oferta extremamente raquítica, com limitações de acesso, que se você acessar a página da operadora praticamente acaba com a sua franquia.

Elas conseguiram piorar tanto o serviço que a pior oferta da operadora já é melhor. Assim não adianta o sujeito comprar uma banda larga pelo PNBL. É mais ou menos assim: aumentou o tamanho da torneira e trocou a caixa d’água por um balde. Quer dizer, não adiantou nada. Na primeira consulta você já consumiu a franquia e vai ter que pagar mais ou usar um serviço mais lento.

Não, o PNBL acabou. Você pode perceber também que a candidata Dilma, que depois se elege presidenta, na campanha dela em nenhum momento ela se comprometeu com a democratização da banda larga. Ela se comprometeu com banda larga nas escolas, mas na fala dela não aparece o programa. É só olhar o programa eleitoral dela para perceber que é uma ausência, talvez premeditada, de não querer se comprometer publicamente porque não ia fazer. Como não está mesmo fazendo.

E colocou o ministro Paulo Bernardo para prestar esse serviço para as operadoras que desde o início, quando assumiu, no fim do governo do presidente Lula e fim do governo da presidente Dilma, declarou-se o ministro das Teles, pelo Twitter. E está indo muito bem no papel.

A que o senhor atribui esse desmonte do programa?

Acho que a minha saída na direção da Telebras sinalizou para todo mundo, operadoras e sociedade, que o programa tal qual foi concebido no governo do presidente Lula não seria executado. Veja o seguinte: o programa proposto pelo presidente Lula estava muito longe de ser um programa sequer socialista. Era um programa para levar o capitalismo onde não há.

Houve uma inflexão muito grande do atual governo da presidenta Dilma em direção a um programa mais próximo dos interesses das empresas de telecomunicação. Isto é, não fazer nada. A gente está vendo que a opção de fazer a banda larga com as operadoras, como já era sabido, não funciona. E isso não é a primeira vez que acontece. Já aconteceu com programas anteriores, como o Computador para Todos, que pretendia ampliar a aquisição de PCs e o acesso à internet. Este também ninguém nunca conseguiu contratar.

O PNBL tornou-se um grande monopólio privado que tem um péssimo nível de serviço. Este é exatamente o interesse das operadoras: trazer o modelo da telefonia para a internet, que é uma coisa em que eles vêm trabalhando muito. Esse é o derradeiro esforço. Acho que uma das coisas que demonstram a mudança completa de direção do governo é o Marco Civil da Internet. Ele foi construído pelo governo. Fez consulta pública. Construiu uma lei de forma exemplar no governo do presidente Lula e, depois, empacou.

O Ministério das Comunicações divulga o programa como um sucesso. Porém ao ser questionado sobre os problemas encontrados, informa que fiscalização é competência da Anatel.

A Anatel, infelizmente, é uma agência capturada pelos interesses das operadoras. Em qualquer agência séria se trabalha para apoiar as reivindicações dos cidadãos. E os projetos são plenamente transparentes. O que vemos aqui no Brasil é exatamente o inverso. Se percebe que a agência está sempre protegendo os interesses dos regulados, e não do cidadão. É uma situação absurda de captura que é inaceitável. Já o ministério não tem estrutura de fiscalização. Ficou no limbo.

Tem uma regrinha básica de agências de regulação que diz o seguinte: toda agência reguladora que não for odiada por seus regulados não merece existir. Então o que nós estamos vendo aqui é uma leniência e uma convivência da agência com todos os interesses das operadoras. Ao ponto de as operadoras, em público, reivindicarem que a agência passe a regular a internet no Brasil, já que ela lhes serve muito bem.

A Telebras não poderia atuar onde o mercado não quer?

Hoje a Telebras é uma via auxiliar dos interesses das operadoras. Pode-se ver claramente o esforço de ligar os estádios da Copa das Confederações à tecnologia 4G — que é mais eficiente na transmissão de dados e tem maior velocidade. Isso era uma atribuição exclusiva da Oi, que era quem tinha um contrato com a Fifa.

Quem teve que fazer isso e arcar com os investimentos, cujo retorno é difícil de ser mensurado, foi ninguém mais que a Telebras. A estatal teve que atuar fora da sua definição para ficar compatível com os interesses da Oi. Não tinha nenhum motivo para a Telebras fazer esse investimento.

Mas o grande problema é que o governo não tem mais interesse. É muito importante perceber o seguinte: Orçamento. Quer saber o planejamento estratégico do governo? É só olhar o orçamento. Onde está colocado o dinheiro e onde ele foi executado. É o que é importante para o governo. E lá não está a banda larga. Podemos observar cada dia um orçamento mais minguado e a baixa execução dada a ele.

 

24 Comentários escrever comentário »

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Pedro

11/09/2013 - 22h25

a internet desse país ridículo tem tudo para ser um eterno fracasso.

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Julio Silveira

09/09/2013 - 18h02

Das duas uma ou esse governo é altamente frívolo e mentiroso, capaz de vender suas promessas de campanha por outros interesses menores, impublicáveis, ou altamente fraco politicamente, incapaz de entregar o que promete devido a fraqueza politica de seus colaboradores, que preferem manter a pose para assegurar posições.
Onde estará a verdade?

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Mardones

09/09/2013 - 10h21

Dilma, as teles, o agronegócio, o PIG e as concessões. Oposição para quê?

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Maria Regina

09/09/2013 - 00h20

Mexer no Ministérios das Comunicações, e mudar o marco civil das comunicações são questões importantes. Esta no coração das ligações da oposição com o ex-governo tucano as telecomunicações. São elas uma espécie de quartel general da oposição, assim como é o apoio (da manipulação e da guerra de DESINFORMAÇÃO) da grande mídia. Taí, a explicação da grande mídia não criticar a internet e as telecomunicações, por que elas são a cerne, a essência do governo tucano na era FHC. As privatizações é sinônimo de teles, então o PT ao que parece foi cooptado por esse poder das teles. E foi amordaçado; O resultado é o péssimo serviço prestados à sociedade, pelas teles, e agora a vulnerabilidade da nossa segurança de comunicação, que esta no CHÃO, graças ao governo que entregou tudo a EMPRESAS ESTRANGEIRAS. Diga-se, aliados dos EUA. Tudo ESTA ABERTO. Resultado: SABOTAGEM AO PAÍS, quando você entrega locais CHAVES como telecomunicações o resultado é SABOTAGEM: Na Política e na Economia.

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Francisco

08/09/2013 - 16h13

O que eu quero saber é o nome da mãe de santo que a Rede Globo frequenta.

Que trabalho de macumba foi esse que fizeram com o PT, que o PT não tem ação para NADA!

A empresa dos Marinho nas cordas, o Brasil todo arreganhado, pedindo avanços e o PT com o freio de mão puxado.

Aboiolou?

Saravá!!

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Bene

08/09/2013 - 11h18

Vamos fazer passeata contra as operadoras de telefonia e contra a anatel, deu certo para o transporte urbano….Vamos mobilizar o Brasil todo . Vamos marcar um dia e todo mundo vai para a rua…

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    IONE

    09/09/2013 - 12h41

    Está tudo amarrado mesmo.

    Para quem lê noticias e anota nomes está mesmo. A maioria nem percebe.

    Tudo que é poder está nas mãos dos mesmos.Direta ou indiretamente.
    Nada nas mãos do povo. Acabou!

alício

08/09/2013 - 10h34

Tem que ser quebrado o sigilo fiscal, bancário, amoroso, o que for necessário para saber o que representa o hibernardo no governo Dilma. Sem dúvida alguma o sujeito não faz nada a favor do Brasil.”Tá amarrado”!!! Abra o olho Dilma!!!

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    tiago carneiro

    08/09/2013 - 19h47

    E deveriam fazer também uma verificação no sigilo da nossa presidenta, porque O MULHER INERTE. FHC está muito orgulhoso dela.

Neotupi

08/09/2013 - 01h15

Que queira criticar o Bernardo, tudo bem, mas ouvir só o Rogério Santana, que parece ressentido por ter sido demitido a ponto de ter ido na fundação da Rede da Marina Silva, não serve de parâmetro. Inclusive porque parece que ele está mal informado.
Pelo menos por contraponto, é bom ler também o que diz o atual presidente da Telebras em reportagem da Teletime (http://goo.gl/nDZqIp), a seguir:

Mesmo com apenas cerca de 2,4 milhões de usuários do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) conquistados nos últimos dois anos, para o presidente da estatal Telebras, Caio Bonilha, o programa não é um fracasso. Bonilha mostrou aos deputados da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCT) da Câmara dos Deputados que esse número corresponde a 64% dos novos assinantes de banda larga. “Isso significa que o PNBL é um sucesso e não um fracasso como vejo algumas pessoas dizendo por aí”, afirma ele. O número de 2,4 milhões inclui os assinantes que aderiram ao PNBL das concessionárias– resultado de um termo de compromisso assinado com o Minicom, e os assinantes dos provedores ligados à rede da estatal. Bonilha informou, contudo, que não sabe quantos assinantes têm os provedores clientes da Telebras.

Hoje a Telebras tem mais de 15 mil km de rede em operação e outros 10 mil km, diz Bonilha, estão em fase final de implantação. “E temos projeto de expansão de rede inclusive não fazendo parte do projeto original da Telebras”, afirma. Atualmente a empresa tem 1.147 provedores cadastrados que demandam cerca de 500 Gbps por mês.

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ricardo silveira

08/09/2013 - 00h22

Votei neste governo por falta de opção. Continuo sem opção: Aécio, Arraes, Marina, ninguém merece, com a agravante de que o governo piorou e a oposição que já era muito ruim resolveu ir para o tudo ou nada, valendo-se, inclusive, dessa meninada do MPL que se presta a massa de manobra para o fascismo. Até o STF, a meu ver, joga na oposição e, assim, fica cada vez mais difícil. A dúvida, agora, é anular, ou não, o voto. Fica-se remoendo: o que faz um Bernardo num governo que não quer ser reacionário? A que ponto se chegou. Se não tivesse a Rede Globo tudo seria mais fácil. Até para isso, a medíocre solução do governo é o controle remoto. Sejamos honestos, Bernardo é apenas pau mandado.

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FrancoAtirador

08/09/2013 - 00h03

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Perda Total

Inteligência americana decodificou códigos criptográficos de máxima segurança
que protegiam toda a massa de informações reservadas do governo brasileiro

EUA e Reino Unido ‘derrotaram’ criptografia na internet

Por Marcelo Justo, para a Carta Maior, de Londres

Londres – Com a visita oficial da presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos por um fio, com as queixas de Brasil e México a Barack Obama na cúpula do G20 e com o pano de fundo de uma investigação do Parlamento Europeu, o jornal The Guardian voltou a colocar o dedo na ferida publicando novas revelações sobre as agências de espionagem eletrônica dos Estados Unidos e Reino Unido.
Segundo o matutino britânico, a Agência Nacional de Segurança Nacional (NSA) e sua correlata britânica, o GCHQ, decifraram uma grande parte dos códigos criptografados na internet que protegem a privacidade de e-mails, registros bancários e médicos de centenas de milhões de pessoas.
As agências celebraram o feito em tom triunfalista assinalando em suas mensagens que “derrotaram a segurança e privacidade da rede”.

Os documentos entregues ao The Guardian pelo ex-analista de inteligência da CIA, Edward Snowden, revelam que um programa criado há dez anos pela NSA conseguiu em 2010 a decodificação de material criptografado que tornou uma vasta quantidade de dados acessíveis e manuseáveis.
O nome do programa é Bullrun em homenagem a uma famosa batalha da guerra civil dos Estados Unidos, enquanto que o programa britânico do GCHQ é Edgehill, primeira batalha da guerra civil inglesa do século 17.
Se cabem o simbolismo e a interpretação, poderia se dizer que para ambas as agências a espionagem eletrônica é uma questão bélica e a guerra contra o processo de criptografia é uma espécie de “mãe de todas as batalhas”.

A NSA está gastando cerca de 250 milhões de dólares anuais em outro programa que permite trabalhar com as grandes empresas tecnológicas para obter “uma influência oculta” sobre o desenho de seus produtos com a construção de “portas traseiras” no software para obter acesso á informação antes que seja criptografada e enviada pela internet.
Este programa é dez vezes mais caro que o Prisma, revelado também por Snowden e pelo The Guardian em junho deste ano, que permite à agência estadunidense acessar milhões de e-mails e chats ao vivo.

Desde 2011, os Estados Unidos gastaram 800 milhões de dólares nesta colaboração com as empresas tecnológicas.
O nome das empresas que trabalham em parceria com a NSA é considerado “top secret” nos documentos estadunidenses, mas nos britânicos se revela que, desde 2010, o GCHQ vem desenvolvendo métodos de ingresso no Hotmail, Google, Yahoo e Facebook.

Essa série de revelações do The Guardian causou uma interminável tormenta política. Em uma entrevista concedida em São Petersburgo, Rússia, no marco da cúpula do G20, Dilma Rousseff comentou que o presidente Barack Obama “assumiu responsabilidade direta e pessoal pela investigação das denúncias de espionagem” e se comprometeu “a responder ao governo brasileiro até quarta-feira o que ocorreu”.
No último domingo, Glenn Greenwald, o jornalista do Guardian que revelou as informações vazadas por Edward Snowden, indicou que houve espionagem eletrônica da NSA contra Dilma e o presidente mexicano Enrique Peña Nieto, que também espera explicações de Obama.

Enquanto isso, o parlamento europeu iniciou quinta-feira sua investigação sobre a espionagem da NSA a cidadãos europeus e aos governos e instituições da União Europeia.
Na quinta, os parlamentares receberam um pedido por vídeo conferência do editor-chefe do Guardian, Alan Rusbridger, para que a liberdade de imprensa seja protegida. “O jornalismo está profundamente ameaçado pela vigilância massiva”, assinalou Rusbridger.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

(http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=22655)

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Luís

07/09/2013 - 20h26

Paulo Bernardo e Dilma, sejamos realistas. Quem foi que, logo no começo do governo, entregou o PNBL para as Teles?

E o Laerte foi primoroso no que ele disse. Nem os inimigos do governo teriam feito isso tão bem.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

07/09/2013 - 20h02

Um país com 8.5 milhões de quilômetros quadrados e 200 milhões de habitantes e muito satisfeito em ser, apenas, exportador de produtos primários.

Os satélites que usamos são de fabricação estrangeira!

Esses satélites são lançados fora do Brasil!

A Embratel que atuava em desenvolvimento, foi vendida!

Estamos contentes com as telecomunicações em mãos de empresas estrangeiras!

Reclamamos da espionagem americana, mas desnacionalizamos tudo!

A Suécia, um pequeno país, possui duas indústrias de ponta na área automobilística: A Volvo e a Scânia.

Tivemos dois arremedos: A FNM e a Gurgel. Fecharam!

Faz cerca de 40 anos, nosso PIB era equivalente ao da China!

Hoje, o PIB da China é cerca de seis vezes o nosso!

A China obteve, recentemente, o melhor resultado no PISA, consequência da importância que estão dando à educação!

O Brasil foi um dos últimos colocados nesse teste da OCDE, pois pouca importância temos dado à educação básica!

Nossa classe média tem dado mais atenção à cotação do dólar, preocupada com seus gastos nas viagens a New York e a Miame e nenhuma importância tem dado, quando se trata do nosso investimento na educação!

O caminho para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelado à EDUCAÇÃO.

Precisamos, com urgência, investir, pelo menos 15% do PIB no orçamento da educação. Deve ser disponibilizada escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade: o café da manhã, o almoço, a janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo. Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional.

Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, associações, sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial.

Como esse projeto é de prioridade nacional, os recursos deverão vir, entre outros: de uma nova redistribuição da nossa arrecadação; de uma renegociação da dívida pública; com a inclusão do bolsa família; com a criação de uma CPMF exclusiva para educação etc.

Para a construção inicial dos centros educacionais e formação de professores, sugiro que se invista cerca de 40% das nossas reservas.

Alerto, que sem a federalização esse projeto não terá sucesso.

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    tiago carneiro

    08/09/2013 - 19h49

    lindo texto, camarada. Porém, vale lembrar que nossa presidenta é a Dilma, aquela, lembra? Também carinhosamente chamada de FHC de saias, a INERTE.

José Antônio Pinto Pereira

07/09/2013 - 19h54

Embora seja eleitor da DILMA, deixo claro aqui a minha indignação com a política de comunicação adotada pelo seu governo, pois adotou uma postura subserviente em relação aos interesses das teles e demais veículos de comunicação, afastando-se dos interesses do povo brasileiro. A questão dos grampos americanos é bastante elucidativa, de que, precisamos urgentemente desenvolver uma Política Estatal de Comunicação, senão é melhor esquecermos a palavra soberania.O povo brasileiro não pode continuar refém das empresas de comunicação.

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Ozzy Gasosa

07/09/2013 - 18h30

Esse Paulo Ibernando é um “Mendonça de Barros” careca.
Por que as atitudes são parecidas.

Responder

antonio

07/09/2013 - 16h45

Impressionante como só o ministro é responsabilizado quando o governo erra. Quando acerta, a presidenta é que fez. Francamente.

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    lukas

    08/09/2013 - 13h24

    E esquecem quem inventou a Dilma.

FrancoAtirador

07/09/2013 - 16h00

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DEPENDENCE DAY: TELEBRAX & CIA CORPORATION.
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Responder

LAERTE MOREIRA DOS SANTOS

07/09/2013 - 15h40

Os inimigos do governo não fariam melhor. Aproveito e envio o link para as fotos que tirei da manifestação “grito dos excluídos” que aconteceu hoje – 07 de setembro – na cidade de são paulo com concentração na Praça Oswaldo Cruz e passeata passando pela paulista, descendo até a Av. Brigadeiro e terminando no Ibirapuera.
http://www.flickr.com/photos/lmsantos2/sets/72157635425009900/

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    Cuma

    08/09/2013 - 07h23

    Criticar o petismo agora é fácil. porque não se sabe mesmo como seria tudo se outro tivesse no governo. Mas é muito provável que nem decreto que permite fusão para que todo brasileiro possa sonhar um dia termos uma maiores telefônicas do mundo, haveria. Além disso, esse deveria ter ido até Brasíla e ouvido do Paulo quais são os planos da bolsa Banda Larga, um dos projetos mais revolucionários na área

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