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Cartas de Minas
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Revoluções coloridas: Os golpes do século 21

18 de junho de 2013 às 10h39

Pora!, o grupo de jovens que turbinou a revolução colorida na Ucrânia

REVOLUÇÃO À AMERICANA

publicado originalmente em 18.06.12

Por Natalia Viana, na Pública

Documentos vazados pelo WikiLeaks mostram como age uma organização que treina oposicionistas pelo mundo afora – do Egito à Venezuela

No canto superior do documento, um punho cerrado estampa a marca da organização. No corpo do texto lê-se: “Há uma tendência presidencialista forte na Venezuela. Como podemos mudar isso? Como podemos trabalhar isso?”. Mais abaixo, o leitor encontra as seguintes frases: “Economia: o petróleo é da Venezuela, não do governo. É o seu dinheiro, é o seu direito… A mensagem precisa ser adaptada para os jovens, não só para estudantes universitários… E as mães, o que querem? Controle da lei, a polícia agindo sob autoridades locais. Nós iremos prover os recursos necessários para isso”.

O texto não está em espanhol nem foi escrito por algum membro da oposição venezuelana; escrito em inglês, foi produzido por um grupo de jovens baseados em outro lado do mundo – na Sérvia.

O documento “Análise da situação na Venezuela, Janeiro de 2010”, produzido pela organização Canvas, cuja sede fica em Belgrado, está entre os documentos da empresa de inteligência Stratfor vazados pelo WikiLeaks.

O último vazamento do WikiLeaks – ao qual a Pública teve acesso – mostra que o fundador desta organização se correspondia sempre com os analistas da Stratfor, empresa que mistura jornalismo, análise política e métodos de espionagem para vender “análise de inteligência” a clientes que incluem corporações como a Lockheed Martin, Raytheon, Coca-Cola e Dow Chemical – para quem monitorava as atividades de ambientalistas que se opunham a elas – além da Marinha americana.

O Canvas (sigla em inglês para “centro para conflito e estratégias não-violentas”) foi fundado por dois líderes estudantis da Sérvia, que participaram da bem-sucedida revolta que derrubou o ditador Slobodan Milosevic em 2000. Durante dois anos, os estudantes organizaram protestos criativos, marchas e atos que acabaram desestabilizando o regime.

Depois, juntaram o cabedal de conhecimento em manuais e começaram a dar aulas a grupos oposicionistas de diversos países sobre como se organizar para derrotar o governo. Foi assim que chegaram à Venezuela, onde começaram a treinar líderes da oposição em 2005. Em seu programa de TV, Hugo Chávez acusou o grupo de golpista e de estar a serviço dos Estados Unidos. “É o chamado golpe suave”, disse.

Os novos documentos analisados pela Pública mostram que se Chávez não estava totalmente certo – mas também não estava totalmente errado.

O começo, na Sérvia

“Foram dez anos de organização estudantil durante os anos 90”, diz Ivan Marovic, um dos estudantes que participaram dos protestos contra Milosevic. “No final, o apoio do exterior finalmente veio. Seria bobo eu negar isso. Eles tiveram um papel importante na etapa final. Sim, os Estados Unidos deram dinheiro, mas todo mundo deu dinheiro: alemães, franceses, espanhóis, italianos. Todos estavam colaborando porque ninguém mais apoiava o Milosevic”, disse ele em entrevista à Pública.

“Dependendo do país, eles doavam de um determinado jeito. Os americanos têm um ‘braço’ formado por ONGs muito ativo no apoio a certos grupos, outros países como a Espanha não têm e nos apoiavam através do ministério do exterior”.  Entre as ONGs citadas por Marovic estão o National Endowment for Democracy (NED), uma organização financiada pelo congresso americano, a Freedom  House e o International Republican Institute, ligado ao partido republicano – ambos contam polpudos financiamentos da USAID, a agência de desenvolvimento americana que capitaneou movimentos golpistas na América Latina nos anos 60, inclusive no Brasil.

Todas essas ONGs são velhas conhecidas dos governos latinoamericanos, incluindo os mais recentes.

Foi o IRI, por exemplo, que ministrou “cursos de treinamento político” para 600 líderes da oposição haitiana na República Dominicana durante os anos de 2002 e 2003.

O golpe contra Jean-Baptiste Aristide, presidente democraticamente eleito, aconteceu em 2004. Investigado pelo Congresso dos Estados Unidos, o IRI foi acusado de estar por trás de duas organizações que conspiraram para derrubar Aristide.

Na Venezuela, o NED enviou US$ 877 mil para grupos de oposição nos meses anteriores ao golpe de Estado fracassado em 2002, segundo revelou o New York Times.

Na Bolívia, segundo documentos do governo americano obtidos pelo jornalista Jeremy Bigwood, parceiro da Pública, a USAID manteve um  “Escritório para Iniciativas de Transição”, que investiu US$ 97 milhões em projetos de “descentralização” e “autonomias regionais” desde 2002, fortalecendo os governos estaduais que se opõem a Evo Morales.

Procurado pela Pública, o líder do Canvas, Srdja Popovic, diz que a organização não recebe fundos governamentais de nenhum país e que seu maior financiador é o empresário sérvio Slobodan Djinovic, que também foi líder estudantil.

Porém, um PowerPoint de apresentação da organização, vazado pelo WikiLeaks, aponta como parceiros do Canvas o IRI e a Freedom House, que recebem vultosas quantias da USAID.

Para o pesquisador Mark Weisbrot, do instituto Center for Economic and Policy Research, de Washington, organizações como a IRI e Freedom House “não estão promovendo a democracia”.

“Na maior parte do tempo, estão promovendo exatamente o oposto. Geralmente promovem as políticas americanas em outros países, e isto significa oposição a governos de esquerda, por exemplo, ou a governos dos quais os Estados Unidos não gostam”.

Fase dois: da Bolívia ao Egito 

Vista através do mesmo PowerPoint de apresentação, a atuação do Canvas impressiona. Entre 2002 e 2009, realizou 106 workshops, alcançando 1800 participantes de 59 países. Nem todos são desafetos americanos – o Canvas treinou ativistas por exemplo na Espanha, no Marrocos e no Azerbaijão – mas a lista inclui muitos deles: Cuba, Venezuela, Bolívia, Zimbabue, Bielorrussia, Coreia do Norte, Siria e Irã.

Segundo o próprio Canvas, sua atuação foi importante em todas as chamadas “revoluções coloridas” que se espalharam por ex-países da União Soviética nos anos 2000.

O documento aponta como “casos bem sucedidos” a transferência de conhecimento para o movimento Kmara em 2003 na Geórgia, grupo que lançou a Revolução Rosas e derrubou o presidente; uma ajudinha para a Revolução Laranja, em 2004, na Ucrânia; treinamento de grupos que fizeram a Revolução dos Cedros em 2005, no Líbano; diversos projetos com ONGs no Zimbabue e a coalizão de oposição a Robert Mugabe; treinamento de ativistas do Vietnã, Tibete e Burma, além de projetos na Síria e no Iraque com “grupos pró-democracia”. E, na Bolívia, “preparação das eleições de 2009 com grupos de Santa Cruz” – conhecidos como o mais ferrenho grupo de adversários de Evo Morales.

Até 2009, o principal manual do grupo, “Luta não violenta – 50 pontos cruciais” já havia sido traduzido para 5 línguas, incluindo o árabe e o farsi.

Um das ações do Canvas que ganhou maior visibilidade foi o treinamento de uma liderança do movimento 6 de Abril, considerado o embrião da primavera egípcia. O movimento começou a ser organizado pelo Facebook para protestar em solidariedade a trabalhadores têxteis da cidade de Mahalla al Kubra, no Delta do Nilo. Foi a primeira vez que a rede social foi usada para este fim no Egito. Em meados de 2009, Mohammed Adel, um dos líderes do 6 de Abril viajou até Belgrado para ser treinado por Popovic.

Nos emails aos analistas da Stratfor, Popovic se gaba de manter relações com os líderes daquele movimento, em especial com Mohammed Adel – que se tornou uma das principais fontes de informação a respeito do levante no Egito em 2011. Na comunicação interna da Stratfor, ele é mencionado sob o codinome RS501.

“Acabamos de falar com alguns dos nossos amigos no Egito e descobrimos algumas coisas”, informa ele no dia 27 de janeiro de 2011. “Amanhã a irmadade muçulmana irá levar sua força às ruas, então pode ser ainda mais dramático… Nós obtivemos informações melhores sobre estes grupos e como eles têm se organizado nos últimos dias, mas ainda estamos tentando mapeá-los”.

Documentos da Stratfor

Os documentos vazados pelo WikiLeaks mostram que o Canvas age de maneira menos independente do que deseja aparentar. Em pelo menos duas ocasiões, Srdja Popovic contou por email ter participado de reuniões no National Securiy Council, o conselho de segurança do governo americano.

A primeira reunião mencionada aconteceu no dia 18 de dezembro de 2009 e o tema em pauta era Russia e a Geórgia. Na época, integrava o NSC o “grande amigo” de Popovic – nas suas próprias palavras – o conselheiro sênior de Obama para a Rússia, Michael McFaul, que hoje é embaixador americano naquele país.

No mesmo encontro, segundo Popovic relatou mais tarde, tratou-se do financiamento de oposicionistas no Irã através de grupos pró-democracia, tema de especial interesse para ele.

“A política para o Irã é feita no NSC por Dennis Ross. Há uma função crescente sobre o Irã no Departamento de Estado sob o Secretário Assistente John Limbert. As verbas para programas pró-democracia no Irã aumentaram de US$ 1,5 milhão em 2004 para US$ 60 milhões em 2008 (…) Depois de 12 de junho de 2009, o NSC decidiu neutralizar os efeitos dos programas existentes, que começaram com Bush. Aparentemente a lógica era que os EUA não queriam ser vistos tentando interferir na política interna do Irã. Os EUA não querem dar ao regime iraniano uma desculpa para rejeitar as negociações sobre o programa nuclear”, reclama o sérvio, para quem o governo Obama estaria agindo como “um elefante numa loja de louça” com a nova política.

“Como resultado, o Iran Human Rights Documentation Center, Freedom House, IFES e IRI tiveram seus pedidos de recursos rejeitados”, descreve em um email no início de janeiro de 2010.

A outra reunião de Popovic no NSC teria ocorrido às 17 horas do dia 27 de julho de 2011, conforme Popovic relatou à analista Reva Bhalla.

“Esses caras são impressionantes”, comentou, em um email entusiasmado, o analista da Stratfor para o leste europeu, Marko Papic. “Eles abrem usa lojinha em um país e tentam derrubar o governo. Quando bem usados são uma arma mais poderosa que um batalhão de combate da força aérea”.

Marko explica aos seus colegas da Stratfor que o Canvas – nas suas palavras, um grupo tipo “exporte-uma-revolução” –  “ainda depende do financiamento dos EUA e basicamente roda o mundo tentando derrubar ditadores e governos autocráticos (aqueles de quem os Estados Unidos não gostam)”. O primeiro contato com o líder do grupo, que se tornaria sua fonte contumaz, se deu em 2007. “Desde então eles têm passado inteligência sobre a Venezuela, a Georgia, a Sérvia, etc”.

Em todos os emails, Popovic demonstra grande interesse em trocar informações com a Stratfor, a quem chama de “CIA de Austin”. Para isso, vale-se dos seus contatos entre ativistas em diferentes países. Além de manter relação com uma empresa do mesmo filão idológico, se estabelece uma proveitosa troca de informações. Por exemplo, em maio de 2008 Marko diz a ele que soube que a inteligência chinesa estaria considerando atacar a organização pelo seu trabalho com ativistas tibetanos.

“Isso já era esperado”, responde Srdja. Em 23 de maio de 2011, ele pede informações sobre a autonomia regional dos curdos no Iraque.

Venezuela

Um dos temas mais frequentes na conversa com analistas da Stratfor é a Venezuela; Srdja ajuda os analistas a entenderem o que a oposição está pensando. Toda a comunicação, escreve Marko Papic, é feita por um email seguro e criptografado. Além disso, em 2010, o líder do Canvas foi até a sede da Stratfor em Austin para dar um briefing sobre a situação venezuelana.

“Este ano vamos definitivamente aumentar nossas atividades na Venezuela”, explica o sérvio no email de apresentação da sua “Análise da situação na Venezuela”, em 12 de janeiro de 2010.

Para as eleições de setembro daquele ano, relata que “estamos em contato próximo com ativistas e pessoas que estão tentando ajudá-los”, pedindo que o analista não espalhe ou publique esta informação.

O documento, enviado por email, seria a “fundação da nossa análise do que planejamos fazer na Venezuela”. No dia seguinte, ele reitera em outro email: “Para explicar o plano de ação que enviamos, é um guia de como fazer uma revolução, obviamente”.

O documento, ao qual a Pública teve acesso, foi escrito no início de 2010 pelo “departamento analítico” da organização e relata, além dos pilares de suporte de Chávez, listando as principais instituições e organizações que servem de respaldo ao governo (entre elas, os militares, polícia, judiciário, setores nacionalizados da economia, professores e o conselho eleitoral), os principais líderes com potencial para formarem uma coalizão eficiente e seus “aliados potenciais” (entre eles, estudantes, a imprensa independente e internacional, sindicatos, a federação venezuelana de professores, o Rotary Club e a igreja católica).

A indicação do Canvas parece, no final, bem acertada. Entre os principais líderes da oposição que teriam capacidade de unificá-la estão Henrique Capriles Radonski, governador do Estado de Miranda e candidato de oposição nas eleições presidenciais de outubro pela coalizão Mesa de Unidade Democrática, além do prefeito do distrito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, e do ex-prefeito do município de Chacao, Leopoldo Lopez Mendoza.

Dois líderes estudantis, Alexandra Belandria, do grupo Cambio, e Yon Goicochea, do Movimiento Estudiantil Venezolano, também são listados.

O objetivo da estratégia, relata o documento, é “fornecer a base para um planejamento mais detalhado potencialmente realizado por atores interessados e pelo Canvas”. Esse plano “mais detalhado” seria desenvolvido posteriormente com “partes interessadas”.

Em outro email Popovic explica:“Quando alguém pede a nossa ajuda, como é o caso da Venezuela, nós normalmente perguntamos ‘como você faria?’ (…) Neste caso nós temos três campanhas: unificação da oposição, campanha para a eleição de setembro (…). Em circunstâncias NORMAIS, os ativistas vêm até nós e trabalham exatamente neste tipo de formato em um workshop. Nós apenas os guiamos, e por isso o plano acaba sendo tão eficiente, pois são os ativistas que os criam, é totalmente deles, ou seja, é autêntico. Nós apenas fornecemos as ferramentas”.

Mas, com a Venezuela, a coisa foi diferente, explica Popovic: “No caso da Venezuela, por causa do completo desastre que o lugar está, por causa da suspeita entre grupos de oposição e da desorganização, nós tivemos que fazer esta análise inicial. Se eles irão realizar os próximos passos depende deles, ou seja, se eles vão entender que por causa da falta de UNIDADE eles podem perder a corrida eleitoral antes mesmo que ela comece”.

Aqueles que receberam a análise (como o pessoal da Strartfor, por exemplo) aprenderam que segunda a lógica do Canvas os principais temas a serem explorados em uma campanha de oposição na Venezuela são:

— Crime e falta de segurança: “A situação deteriorou tremendamente e dramaticamente desde 2006. Motivo para mudança”

— Educação: “O governo está tomando conta do sistema educacional: os professores precisam ser atiçados. Eles vão ter que perder seus empregos ou se submeter! Eles precisam ser encorajados e haverá um risco. Nós temos que convencê-los de que os temos como alta esfera da sociedade; eles detêm uma responsabilidade que valorizamos muito. Os professores vão motivar os estudantes. Quem irá influenciá-los? Como nós vamos tocá-los?”

— Jovens: “A mensagem precisa ser dirigida para os jovens em geral, não só para os estudantes universitários”.

— Economia: “O petróleo é da Venezuela, não do governo, é o seu dinheiro, é o seu direito! Programas de bem-estar social”.

— Mulheres: “O que as mães querem? Controle da lei, a polícia agindo sob as autoridades locais. Nós iremos prover os recursos necessários para isso. Nós não queremos mais brutamontes”.

— Transporte: “Trabalhadores precisam conseguir chegar aos seus empregos. É o seu dinheiro. Nós precisamos exigir que o governo preste contas, e da maneira que está não conseguimos fazer isso”.

— Governo: “Redistribuição da riqueza, todos devem ter uma oportunidade”.

— “Há uma forte tendência presidencialista na Venezuela. Como podemos mudar isso? Como podemos trabalhar com isso?”

No final do email, Popovic termina com uma crítica grosseira aos venezuelanos que procura articular: “Aliás, a cultura de segurança na Venezuela não existe. Eles são retardados e falam mais que a própria bunda. É uma piada completa”.

Procurado pela Pública, o líder do Canvas negou que a organização elabore análises e planos de ação revolucionária sob encomenda. E foi bem menos entusiasta com relação ao seu “guia” elaborado para a Venezuela.

“Nós ensinamos as pessoas a analisarem e entenderem conflitos não-violentos – e durante o processo de aprendizagem pedimos a estudantes e participantes que utilizem as ferramentas que apresentam no curso. E nós também aprendemos com eles! Depois usamos o trabalho que eles realizaram e combinamos com informações públicas para criar estudos de caso”, afirmou.

“E isso é transformado em análises mais longas por dois estagiários. Usamos estas análises nas nossas pesquisas e compartilhamos com estudantes, ativistas, pesquisadores, professores, organizações e jornalistas com os quais cooperamos – que estão interessados em entender o fenômeno do poder popular”.

Questionado, Popovic também respondeu às criticas feitas por Hugo Chávez no seu programa de TV: “É uma fórmula bem conhecida… Por décadas os regimes autoritários de todo o mundo fazem acusações do tipo ‘revoluções exportadas’ como sendo a principal causa dos levantes em seus países. O movimento pró-democracia na Sérvia foi, claro, acusado de ser uma ‘ferramenta dos EUA’ pela TV estatal e por Milosevic, antes dos estudantes derrubarem o seu regime. Isso também aconteceu no Zimbabue, Bielorrusia, Irã…”

O ex-colega de movimento estudantil, Ivan Marovic – que ainda hoje dá palestras sobre como aconteceu a revolta contra Milosevic – concorda com ele: “É impossível  exportar uma revolução. Eu sempre digo em minhas palestras que a coisa mais importante para uma mudança social bem-sucedida é ter a maioria da população ao seu lado. Se o presidente tem a maioria da população ao lado dele, nada vai acontecer”.

Marovic avalia, no entanto, que houve uma mudança de percepção do “braço de ONGs” dos governos ocidentais, em especial dos Estados Unidos, depois da revolução na Sérvia em 2000 e as “revoluções coloridas” que se seguiram no leste europeu.

“Um mês depois de derrubarmos o Milosevic, o New York Times publicou um artigo dizendo que quem realmente derrubou o Milosevic foi a assistência financeira americana. Eles estão aumentando o seu papel. E agora acreditam que a grana dos Estados Unidos pode derrubar um governo. Eles tentaram a mesma coisa na Bielorrusia, deram um monte de dinheiro para ONGs, e não funcionou”.

O pesquisador Mark Weisbrot concorda, em termos. É claro que nenhum grupo estrangeiro, ainda mais um grupo pequeno, pode causar uma revolução em um país. Para ele, não é o dinheiro do governo americano – seja através de ONGs pagas pelo National Security Council, pela USAID ou pelo Departamento de Estado – que faz a diferença.

“A elite venezuelana, por exemplo, não precisa deste dinheiro. O que estes grupos financiados pelos EUA, antigamente e hoje, agregam são duas coisas: uma é habilidade e o conhecimento necessário em subverter regimes. E a segunda coisa é que esse apoio tem um papel unificador. A oposição pode estar dividida e eles ajudam a oposição a se unificar”.

Para ele, muitas vezes o patrocínio americano tem uma “influência perniciosa” em movimentos legítimos. “Sempre tem pessoas grupos lutando pela democracia nestes países, com uma variedade de demandas, reforma agrária, proteções sociais, empregos… E o que acontece é que eles capitaneiam todo o movimento com muito dinheiro, inspirado pelas políticas que interessam aos EUA. Muitas vezes, os grupos democráticos que recebem o dinheiro acabam caindo em descrédito”.

PS do Viomundo: Desde 2007, quando estávamos em Washington, este site denuncia que a “promoção da democracia” é picaretagem financiada por dinheiro público ou privado dos Estados Unidos. Quem inventou o National Endowment for Democracy, o NED, foi o governo de Ronald Reagan, depois do escândalo do Irã-contras, em que os Estados Unidos venderam armas clandestinamente ao Irã e usaram o dinheiro para organizar a contrarrevolução na Nicarágua. A turma do Reagan foi esperta: descobriu que se todos estivessem envolvidos no esforço de promover os interesses do país no exterior, com dinheiro público, seria fácil aprovar financiamento no Congresso. Por isso o NED inclui institutos ligados ao Partido Democrata, ao Partido Republicano, a centrais sindicais e a associações empresariais.

Leia também:

Eva Golinger: O financiamento de Washington a jornalistas

O exército de fakes nas mídias sociais

 

21 Comentários escrever comentário »

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j.albergaria de macedo.

28/01/2014 - 15h26

Vamos ficar atentos com esses movimentos contra nosso governo.

Responder

wendel

20/08/2013 - 15h27

Bem, são tantas as análises e opiniões que fica até difícil postar sem se tornar repetitivo!
Mas, vamos lá! Minha leitura sobre o assunto, ” desestabilização de governos hostis ao império” se dá justamente em função da exploração e posse de minerais, agrícolas, medicamentos e patentes, entre outros!
E por consequência, o maldito dinheiro, o capital, ou se preferirem o vil metal!
Mas então pergunto: em que mãos está o capital? Quem domina as grandes corporações? Quem comanda a industria bélica e de reconstrução? Quem são os donos de mídia no mundo? E finalmente quem financia a derrubada de governos?
Se não sabem, é fácil pesquisar, mas muito cuidado, pois podem entrar na lista negra deles!
Hoje, o que vivenciamos é um arremedo de Democracia, pois na realidade o que temos nada mais é que, uma “DEMOCRACIA CORPORATIVA”!
E quem financia esta democracia? Ganha um doce quem acertar!
Como estamos sendo monitorados pela NSA, deixo aqui meu abraço a eles!!!!

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Emir Sader: As raízes da crise egípcia - Viomundo - O que você não vê na mídia

17/08/2013 - 11h22

[…] Revoluções coloridas: Os golpes do século 21 […]

Responder

Otpor: Exportando a revolução desde Belgrado - Viomundo - O que você não vê na mídia

04/07/2013 - 09h38

[…] As revoluções coloridas do século 21 […]

Responder

FrancoAtirador

03/07/2013 - 07h33

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A covardia europeia contra o presidente Evo Morales

Os europeus, os campeões da defesa da democracia, do Estado de Direito e da liberdade, demonstraram que suas relações com a Casa Branca estão acima de tudo e que podem pisotear os direitos de um avião presidencial caso isso seja preciso para que o grande império não se incomode com eles. Um rumor infundado sobre a presença no avião presidencial boliviano do ex-espião estadunidense Edward Snowden, conduziu a um sério incidente diplomático aeronáutico entre Bolívia, França, Portugal e Espanha.

Por Eduardo Febbro, na Carta Maior

Paris – Os europeus são incorrigíveis. Para não ficar mal com o império norteamericano são capazes de violar todos os princípios que defendem nos fóruns internacionais.
O presidente boliviano Evo Morales foi o último a experimentar as consequências dessa política de palavras solidárias e gestos mesquinhos.
Um rumor infundado sobre a presença no avião presidencial boliviano do ex-membro da Agência Nacional de Segurança (NSA) norteamericana, o estadunidense Edward Snowden, conduziu a um sério incidente diplomático aeronáutico entre Bolívia, França, Portugal e Espanha.

Voltando de Moscou, onde havia participado da segunda cúpula de países exportadores de gás, realizada na capital russa, Morales se viu forçado a aterrissar no aeroporto de Viena depois que França, Portugal e Espanha negaram permissão para que seu avião fizesse uma escala técnica ou sobrevoasse seus espaços aéreos.
Os “amigos” do governo norteamericano avisaram os europeus que Morales trazia no avião Edward Snowden, o homem que revelou como Washington, por meio de vários sistemas sofisticados e ilegais, espionava as conversações telefônicas e as mensagens de internet da maioria do planeta, inclusive da ONU e da União Europeia.

O certo é que Edward Snowden não estava no avião de Evo Morales.
No entanto, ante a negativa dos países citados em autorizar o sobrevoo do avião presidencial, Morales fez uma escala forçada na Áustria.
As capitais europeias coordenaram muito bem suas ações conjuntas para cortar a rota de Evo Morales.

Surpreende a eficácia e a rapidez com que atuaram, tão diferente das demoradas medidas que tomam quando se trata de perseguir mafiosos, traficantes de ouro, financistas corruptos ou ladrões do sistema financeiro internacional.

Segundo a informação da chancelaria boliviana, o avião havia obtido a permissão da Espanha para fazer uma escala técnica nas Ilhas Canárias.
Essa autorização também foi cancelada e, finalmente, o avião teve que aterrissar no aeroporto de Viena.
Segundo declarou em La Paz o chanceler boliviano David Choquehuanca, “colocou-se em risco a vida do presidente que estava em pleno voo”.
“Quando faltava menos de uma hora para o avião ingressar no território francês nos comunicam que tinha sido cancelada a autorização de sobrevoo”.
O ministro pediu uma explicação tanto da França quanto de Portugal, país que tomou a mesma decisão que a França.

“Querem nos amedrontar. É uma discriminação contra o presidente”, disse Choquehuanca.
Em complemento a esta informação, o portal de Wikileaks também acusou a Itália de não permitir a aterrisagem do avião presidencial boliviano.
Em Paris, o conselheiro permanente dos serviços do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault disse que não tinha nenhuma informação sobre esse assunto.
Por sua vez, a chancelaria francesa disse que não estava em condições de comentar ocaso.
Bocas fechadas, mas atos concretos.

Ao que parece, todo esse enredo se armou em torno da presença de Snowden no aeroporto de Moscou.
Alguém fez circular a informação de que Snowden estava no aeroporto da capital russa com a intenção de subir no avião de um dos países latino-americanos dispostos a lhe oferecer asilo político. Snowden é procurado por Washington depois de revelar a maneira pela qual o império filtrava as conversações no mundo.
O chanceler boliviano qualificou como uma “injustiça” baseada em “suspeitas infundadas sobre o manejo de informação mal intencionada” o cancelamento das permissões de voo para o avião de Evo Morales.
“Não sabemos quem inventou essa soberana mentira; querem prejudicar nosso país”, disse Choquehuanca.
“Não podemos mentir à comunidade internacional e não podemos levar passageiros fantasmas”, advertiu o responsável pela diplomacia boliviana.

Em La Paz, as autoridades adiantaram que não receberam nenhum pedido de asilo por parte de Edward Snowden.
Evo Morales havia evocado a possibilidade de conceder asilo a Snowden, mas só isso.
O mesmo ocorreu com outra vítima da informação e da perseguição norteamericana, o fundador do Wikileaks, Julian Assange.
O mundo ficou pequeno para Edward Snowden.

Assange está refugiado na embaixada do Equador em Londres e Snowden encontra-se há dez dias na zona de trânsito do aeroporto de Sheremétievo, em Moscou.
Segundo Dmitri Peskov, o secretário de imprensa do presidente Vladimir Putin, o norteamericano havia solicitado asilo a Rússia, mas depois “renunciou a suas intenções e a sua solicitação”.
Peskov esclareceu, porém, que o governo russo não entregaria o fugitivo para a administração norte-americana: “o próprio Snowden por sincera convicção ou qualquer outra causa se considera um defensor dos direitos humanos, um lutador pelos ideais da democracia e da liberdade pessoal.
Isso é reconhecido pelos ativistas e organizações de direitos humanos da Rússia e também por seus colegas de outros países.
Por isso é impossível a entrega de Snowden por parte de quem quer que seja a um país como os EUA, onde se aplica a pena de morte.

Quando se referiu ao caso de Snowden em Moscou, Evo Morales assinalou que “o império estadunidense conspira contra nós de forma permanente e quando alguém desmascara os espiões, devemos nos organizar e nos preparar melhor para rechaçar qualquer agressão política, militar ou cultural”.

Os europeus, os campeões da defesa da democracia, do Estado de Direito e da liberdade, demonstraram que suas relações com a Casa Branca estão acima de tudo e que podem pisotear os direitos de um avião presidencial caso isso seja preciso para que o grande império não se incomode com eles.

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

(http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=22291)

Responder

Edson Melo

29/06/2013 - 13h58

Querem saber o que é suspeito?

Vejam neste link:

http://stats.grok.se/pt/latest60/Revolu%C3%A7%C3%B5es_coloridas

Isso é uma ferramenta muito interessante, que permite saber quantas visualizações cada artigo da Wikipédia teve por dia.

No caso deste link, é o gráfico do artigo “Revoluções Coloridas” da Wikipédia em Português.

Vejam que no dia 14 de junho, o mesmo dia em que surgiram #OGiganteAcordou e #ChangeBrazil, houve um aumento significativo nas visualizações do artigo “Revoluções Coloridas”, em relação à média histórica.

Por que? De onde veio esse interesse, se ninguém na esquerda brasileira tinha desconfiado de nada ainda?

Meu palpite: o pessoal local contratado pela CIA para levar adiante a “revolução colorida” no Brasil a partir desse dia, teve uma pequena “aulinha” na Wikipédia, para saber do que se tratavam essas “revoluções”.

Responder

ideraldo

28/06/2013 - 23h03

Nessa linha de raciocínio, é bom lembrar, que o governo brasileiro vem trabalhando no sentido de unificar os países latino-americanos, inclusive Cuba, até colocando em xeque o NAFTA.O governo brasileiro foi pontual em reconhecer a vitória nas urna do ex-vice presidente de Hugo Chaves. O governo norte-americano não deve estar vendo com bons olhos tais iniciativas. Inclusive, parece que a ferramenta usada para desestabilizar o governo, num dos ítens, fala sobre transportes públicos, que por aqui foi o estopim dos movimentos. Por outro lado, o governo do PT precisa do povo nas ruas para implementar uma série de políticas tais como a reforma política, que será um golpe no estômago das oposições – que já estão bradando – e reforma da imprensa. Esta e aquela indispensável para o fortalecimento das instituições democráticas. Até agora, só a classe média foi às rua. agora é necessário que o povão vá as ruas e reconheça as conquistas dos últimos 10 anos. Há ministros que devem deixar o governo imediatamente, é o caso do ministro das comunicações e em seu lugar seja empossado uma pessoao disposta a enfrentar o monstro da imprensa conservadora e seus tentáculos.

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Romeu

20/06/2012 - 10h25

Tudo começa com a ditadura do dólar. Compra-se o que e a quem quiser com essa moeda. É a ferramenta bélica mais poderosa nos dias de hoje.

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Éverton Pelegrini

20/06/2012 - 00h15

Azenha, há um tempo atrás, acho que em 2009 ou 2010, você postou um texto que abordava essa situação de golpe suave através do financiamento de organizações jovens em vários países (principalmente no leste europeu), que através de uma linguagem “moderninha” tentavam atrair seguidores e faziam manifestações contra os governos locais e tinham uma clara simpatia pelos EUA e suas empresas.
Você apontava várias dessas organizações e até colocava o logo delas.
Já tentei achar uma vez esse texto pra mostrar para um amigo meu em uma conversa mas não achei. Você poderia colocar o link dele aqui nessa postagem ou então republica-lo…
Em tempos de comerciais de artistas da Globo contra hidrelétricas e de diretores do filme Avatar, é sempre bom informar as pessoas que por trás de um protesto com linguagem moderninha, pode haver o cinismo de um império.

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Werner Piana

19/06/2012 - 20h17

Ah, o NED…

o que deve ter de “jornalistas” brasileiros na folha de pagamento deles é uma grandeza.

Aqui em MG-BHZ, pelo menos de 1 nome tenho CERTEZA!

:(

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Fabio Passos

19/06/2012 - 19h21

A ditadura ianque põe fogo no mundo prá roubar riquezas de outros povos.

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abolicionista

19/06/2012 - 15h41

A mesma coisa acontece no Brasil. A burguesia brasileira trava uma briga ferrenha para conquistar a hegemonia ideológica. Desconfio seriamente de que muitos dos comentadores reaças que pintam aqui no site são pagos para comentar. São ideologuinhos do PIG em ação. Será que estou exagerando?

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Jair de Souza

19/06/2012 - 10h55

Com relação a esta questão, gostaria imensamente de sugerir ao Azenha e a todos nossos colegas leitores de Viomundo que vissem o documentário de Manon Loizeau: Estados Unidos, a la conquista del Este. Creio que ao ver este documentário, tudo o que está relatado no artigo que acabamos de ler ficará muito bem entendido. Os links para aceder aos vídeos no Youtube são os seguintes:

http://www.youtube.com/watch?v=2CQLtMRhxZk
http://www.youtube.com/watch?v=YDRJ1ddwGCo&feature=relmfu
http://www.youtube.com/watch?v=IAtSsZ4OiNA&feature=relmfu
http://www.youtube.com/watch?v=WaiA-ATkVpo&feature=relmfu
http://www.youtube.com/watch?v=ZC_DSRZbyYw&feature=relmfu
http://www.youtube.com/watch?v=HsoJwGfHncs&feature=relmfu

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    lia vinhas

    23/07/2012 - 18h59

    Exatamente como ocoreu na “primavera de Praga”. Nas festividades de primeiro de maio daquele ano tremulavam mais bandeiras dos EUA do que tchecas nas praças e os líderes do movimento eram, em sua maioria, reacionáios alinhados com o Ocidente. Hoje, com a tal “liberdade” da revolução de “veludo*, temos um país integradíssimo a OTAN, com todas as “maravilhas” do capitalismo: drogas a vontade, até nas portas das escolas, ensino privatizado e de qualidade infinitamente inferior a de antes, um desemprego galopantee mendigos. E, naturalmente, como todos os países do Leste europeu, tchecos e eslovacos, hoje divididos e com uma rivalidade mútua amplamente estimulada por seus “libertadores”, sofrem duramente as consequencias da crise que assola a Europa. Essas são as “revoluções” coloridas, que vieram para dividir e enfraquecer as nações, para que EUA e acólitos se tornem os donos absolutos de riquezas e almas mundo afora.

Mardones Ferreira

18/06/2012 - 13h33

Excelente material. E explica como muitas ongs e pessoas sobrevivem de forma difícil de explicar. Há muito tempo há essas denúncias e depois desses documentos, fica claro como esses ”agentes” são plantados ou financiados nos países para promover a vontade estadunidense.

Como bem lembrado pelo leitor acima, aqui no Brasil, a gente já sabe que a direita, a imprensa golpista e algumas ongs bebem dessa mesma fonte.

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francisco pereira neto

18/06/2012 - 13h02

O importante desse relato é quando eles dizem que se o presidente tem grande apoio popular ( é o caso do Lula e da Dilma ), não há nada a se fazer.
Aquí no Brasil nós já temos a certeza da eterna aliança dos grandes grupos de mídias e do baronato, com essa gente.
William Track, Arnaldo Jabor, Serra Chevron que vivem “emprestando” favor para essa gente não me deixa mentir.
Santayana num artigo recente discorre sobre esse tema.
Washington com o apoio da Espanha, até por questão colonizadora da América Latina, estão em tratativas para a consolidação do Tratado do Pacífico, de “cunho político” com o Chile, Colômbia e se não me engano o Peru também para esvaziar o Mercosul e a Unasul.
É a revolução sem armas. Até porque, com armas eles nunca ganharam mesmo.
Ele só ganham guerras nos filmes que eles produzem.

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