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O financiamento de Washington a jornalistas


28/07/2010 - 11h40

23/7/2010|

Como os EUA financiaram mais de 150 jornalistas contra Chávez

por Eva Golinger, no Diário Liberdade

Documentos recentemente desclassificados do Departamento de Estado dos Estados Unidos através da Lei de Acesso à Informação (FOIA, por suas siglas em inglês) evidenciam mais de US$ 4 milhões em financiamento a meios e jornalistas venezuelanos durante os últimos anos.

O financiamento tem sido canalizado diretamente do Departamento de Estado através de três entidades públicas estadunidenses: a Fundação Panamericana para o Desenvolvimento (PADF, por suas siglas em inglês), Freedom House e pela Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (Usaid).

Em uma tosca tentativa de esconder suas ações, o Departamento de Estado censurou a maioria dos nomes das organizações e dos jornalistas recebendo esses fundos multimilionários. No entanto, um documento datado de julho de 2008 deixou sem censura os nomes das principais organizações venezuelanas recebendo os fundos: Espaço Público e Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS).

Espaço Público e IPYS são as entidades que figuram como as encarregadas de coordenar a distribuição dos fundos e os projetos do Departamento de Estado com os meios de comunicação privados e jornalistas venezuelanos.

Os documentos evidenciam que a PADF, o FUPAD, em espanhol, implementou programas na Venezuela dedicados à “promoção da liberdade dos meios e das instituições democráticas”, além de cursos de formação para jornalistas e o desenvolvimento de novos meios na Internet devido ao que considera as “constantes ameaças contra a liberdade de expressão” e “o clima de intimidação e censura contra os jornalistas e meios”.

Financiamento a páginas web anti-Chávez

Um dos programas da Fupad, pelo qual recebeu US$ 699.996 do Departamento de Estado, em 2007, foi dedicado ao “desenvolvimento dos meios independentes na Venezuela” e para o jornalismo “via tecnologias inovadoras”. Os documentos evidenciam que mais de 150 jornalistas foram capacitados e treinados pelas agências estadunidenses e 25 páginas web foram financiadas na Venezuela com dinheiro estrangeiro. Espaço Público e IPYS foram os principais executores desse projeto em âmbito nacional, que também incluiu a outorga de “prêmios” de 25 mil dólares a vários jornalistas.

Durante os últimos dois anos, aconteceu uma verdadeira proliferação de páginas web, blogs e membros do Twitter e do Facebook na Venezuela que utilizam esses meios para promover mensagens contra o governo venezuelano e o presidente Chávez e que tentam distorcer e manipular a realidade sobre o que acontece no país.

Outros programas manejados pelo Departamento de Estado selecionaram jovens venezuelanos para receber treinamento e capacitação no uso dessas tecnologias e para criar o que chamam uma “rede de ciberdissidentes” na Venezuela.

Por exemplo, em abril deste ano, o Instituto George W. Bush, juntamente com a organização estadunidense Freedom House, convocou um encontro de “ativistas pela liberdade e pelos direitos humanos” e “especialistas em Internet” para analisar o “movimento global de ciberdissidentes”. Ao encontro, que foi realizado em Dallas, Texas, foi convidado Rodrigo Diamanti, da organização Futuro Presente da Venezuela.

No ano passado, durante os dias 15 e 16 de outubro, a Cidade do México foi a sede da 2ª Cúpula da Aliança de Movimentos Juvenis (“AYM”, por suas siglas em inglês). Patrocinado pelo Departamento de Estado, o evento contou com a participação da Secretária De Estado Hillary Clinton e vários “delegados” convidados pela diplomacia estadunidense, incluindo aos venezuelanos Yon Goicochea (da organização venezuelana Primero Justicia); o dirigente da organização Venezuela de Primera, Rafael Delgado; e a ex-dirigente estudantil Geraldine Álvarez, agora membro da Fundação Futuro Presente, organização criada por Yon Goicochea com financiamento do Instituto Cato, dos EUA.

Junto a representantes das agências de Washington, como Freedom House, o Instituto Republicano Internacional, o Banco Mundial e o Departamento de Estado, os jovens convidados receberam cursos de “capacitação e formação” dos funcionários estadunidenses e dos criadores de tecnologias como Twitter, Facebook, MySpace, Flicker e Youtube.

Financiamento a universidades

Os documentos desclassificados também revelam um financiamento de US$ 716.346 via organização estadunidense Freedom House, em 2008, para um projeto de 18 meses dedicado a “fortalecer os meios independentes na Venezuela”. Esse financiamento através da Freedom House também resultou na criação de “um centro de recursos para jornalistas” em uma universidade venezuelana não especificada no relatório. Segundo o documento oficial, “O centro desenvolverá uma rádio comunitária, uma página web e cursos de formação”, todos financiados pelas agências de Washington.

Outros US$ 706.998 canalizados pela Fupad foram destinados para “promover a liberdade de expressão na Venezuela”, através de um projeto de dois anos orientado ao jornalismo investigativo e “às novas tecnologias”, como Twitter, Internet, Facebook e Youtube, entre outras. “Especificamente, a Fupad e seu sócio local capacitarão e apoiarão [a jornalistas, meios e ONGs] no uso das novas tecnologias midiáticas em várias regiões da Venezuela”.

“A Fupad conduzirá cursos de formação sobre os conceitos do jornalismo investigativo e os métodos para fortalecer a qualidade da informação independente disponível na Venezuela. Esses cursos serão desenvolvidos e incorporados no currículo universitário”.

Outro documento evidencia que três universidades venezuelanas, a Universidade Central da Venezuela, a Universidade Metropolitana e a Universidade Santa Maria, incorporaram cursos sobre jornalismo de pós-graduação e em nível universitário em seus planos de estudos, financiados pela Fupad e pelo Departamento de Estado. Essas três universidades têm sido os focos principais dos movimentos estudantis antichavistas durante os últimos três anos.

Sendo o principal canal dos fundos do Departamento de Estado aos meios privados e jornais na Venezuela, a Fupad também recebeu US$ 545.804 para um programa intitulado “Venezuela: As vozes do futuro”. Esse projeto, que durou um ano, foi dedicado a “desenvolver uma nova geração de jornalistas independentes através do uso das novas tecnologias”. Também a Fupad financiou vários blogs, jornais, rádios e televisões em regiões por todo o país para assegurar a publicação dos artigos e transmissões dos “participantes” do programa.

A Usaid e a Fupad

Mais fundos foram distribuídos através do escritório da Usaid em Caracas, que maneja um orçamento anual entre US$ 5 milhões e US$ 7 milhões. Esses milhões fazem parte dos 40 a US$ 50 milhões que anualmente as agências estadunidenses, europeias e canadenses estão dando aos setores antichavistas na Venezuela.

A Fundação Panamericana para o Desenvolvimento está ativa na Venezuela desde 2005, sendo uma das principais contratistas da Usaid no país sulamericano. A Fupad é uma entidade criada pelo Departamento de Estado em 1962, e é “filiada” à organização de Estados Americanos (OEA). A Fupad implementou programas financiados pela Usaid, pelo Departamento de Estado e outros financiadores internacionais para “promover a democracia” e “fortalecer a sociedade civil” na América Latina e Caribe.

Atualmente, a Fupad maneja programas através da Usaid com fundos acima de US$ 100 milhões na Colômbia, como parte do Plano Colômbia, financiando “iniciativas” na zona indígena em El Alto; e leva dez anos trabalhando em Cuba, de forma “clandestina”, para fomentar uma “sociedade civil independente” para “acelerar uma transição à democracia”.

Na Venezuela, a Fupad tem trabalhado para “fortalecer os grupos locais da sociedade civil”. Segundo um dos documentos desclassificados, a Fupad “tem sido um dos poucos grupos internacionais que tem podido outorgar financiamento significativo e assistência técnica a ONGs venezuelanas”.

Os “sócios” venezuelanos

Espaço Público é uma associação civil venezuelana dirigida pelo jornalista venezuelano Carlos Correa. Apesar de sua página web (www.espaciopublic.org) destacar que a organização é “independente e autônoma de organizações internacionais ou de governos”, os documentos do Departamento de Estado evidenciam que recebe um financiamento multimilionário do governo dos Estados Unidos. E tal como esses documentos revelam, as agências estadunidenses, como a Fupad, não somente financiam grupos como o Espaço Público, mas os consideram como seus “sócios” e desde Washington lhes enviam materiais, linhas de ação e diretrizes que são aplicadas na Venezuela, e exercem um controle sobre suas operações para assegurar que cumprem com a agenda dos Estados Unidos.

O Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS) é nada mais do que um porta-voz de Washington, criado e financiado pelo National Endowment for Democracy (NED) e por outras entidades conectadas com o Departamento de Estado. Seu diretor na Venezuela é o jornalista Ewald Sharfenberg, conhecido opositor do governo de Hugo Chávez. IPYS é membro da agrupação Intercâmbio Internacional de Livre Expressão (IFEX), financiado pelo Departamento de Estado e é parte da Rede de Repórteres Sem Fronteiras (RSF), organização francesa financiada pela NED, pelo Instituto Republicano Internacional (IRI) e pelo Comitê para a Assistência para uma Cuba Livre.

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50 comentários

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FinanCIAmento | Ficha Corrida

04 de março de 2014 às 10h41

[…] O financiamento de Washington a jornalistas – Viomundo – O que você não vê na mídia Avalie isto:Sirva-se:Curtir isso:Curtir Carregando… […]

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Pública: Como funcionam as revoluções de veludo « Viomundo – O que você não vê na mídia

18 de junho de 2012 às 10h44

[…] Eva Golinger: O financiamento de Washington a jornalistas […]

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Walmir Chaves

31 de julho de 2010 às 22h13

Será que os jornalistazinhos da globo, veja, falha de são Paulo, o estadão também não estariam também levando umas boladas?

Responder

Melinho

30 de julho de 2010 às 12h23

Se na Venezuela é assim, qual seria a situação do Brasil? Ou será que os gringos agem limpo conosco? E por que agiriam? Como saber?

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Isso é que é liberdade « Universo Fer

29 de julho de 2010 às 17h30

[…] um comentário » Artigo recente publicado no Diário Liberdade e reproduzido no Viomundo, de Luiz Azenha, apresenta o fato tornado público que instituições americanas […]

Responder

Carlos

29 de julho de 2010 às 17h16

"Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap".

O que Weffort e demais fundadores/integrantes do CEBRAP têm a dizer?

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Carlos

29 de julho de 2010 às 18h14

Críticas às mentiras da imprensa – Aloysio Biondi: http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article7

Responder

    Carlos

    29 de julho de 2010 às 18h33

    A propósito: Biondi frequentou um ano (ou menos que isso) de Sociologia e Política, pensou – somente isso: pensou – em cursar Geologia, mas continuou secundarista nos seus 44 anos de profissão, iniciados em 1956 e encerrados com seu falecimento em 22 de julho/2000.

José Sabino

29 de julho de 2010 às 17h43

Somente para complementar o horror leiam o imperdível "Confissões de um assassino econômico", de John Perkins.

Responder

Carlos

29 de julho de 2010 às 17h03

Gracias, Ramon

Da parte 3, destaco:

"O estilo de jornalismo também sofreu modificações profundas,… Por meio de decretos com variadas formas, o exercício da profissão foi limitado ao cumprimento de regras condizentes com a natureza ditatorial do regime — entre elas a censura prévia, a proibição de notícias “subversivas” e a substituição do jornalista pelo jornalista de profissão."

A seqüência é reveladora:

09.02.1967: Lei de imprensa – no. 5.250
13.12.1968: AI-5
26.02.1969: Decreto-lei 477
17.10.1969: Decreto-lei 972 – http://www3.dataprev.gov.br/sislex/paginas/24/196

DECRETO-LEI Nº 972 – DE 17 DE OUTUBRO DE 1969 – DOU DE 21/10/69

Dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista.

Os MINISTROS DA MARINHA DE GUERRA, DO EXÉRCITO e DA AERONÁUTICA MILITAR, usando das atribuições que lhes confere o artigo 3º do Ato Institucional nº 16, de 14 de outubro de 1969, combinado com o § 1º do artigo 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968,

DECRETAM:
(…)
Art. 4º O exercício da profissão de jornalista requer prévio registro no órgão regional competente do Ministério do Trabalho Previdência Social, que se fará mediante a apresentação de:

I – prova de nacionalidade brasileira;
II – folha corrida;
III – carteira profissional;
IV – declaração de cumprimento de estágio em emprêsa jornalística;
V – DIPLOMA DE CURSO SUPERIOR DE JORNALISMO OFICIAL OU RECONHECIDO REGISTRADO NO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA OU EM INSTITUIÇÃO POR ESTE CREDENCIADA, PARA AS FUNÇÕES RELACIONADAS DE "A" A "G", NO ARTIGO 6º. (destaque meu, em julho/2010)
(…)
Brasília, 17 de outubro de 1969; 148º da Independência e 81º da República.

AUGUSTO HAMANN RADEMAKER GRÜNEWALD
Aurélio de Lyra Tavares – Márcio de Souza e Mello – Jarbas G. Passarinho

Não por acaso, os decretos-lei 477 (através do qual a ditadura violentou a universidade) e 972 foram baixados com base no AI-5 – a "folha corrida" era emitida pela Delegacia de Ordem Política e Social, DOPS.

E ainda há quem defenda a exigência do diploma…

Responder

Ramon

29 de julho de 2010 às 16h34

parte 2:

FHC facinho

4 – "Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante" (pág. 123).

5 – "Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil" (pág. 119).

6 – "A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana" (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.
http://www.tribuna.inf.br/coluna.asp?coluna=nery

Tribuna da Imprensa – Rio de Janeiro, sábado e domingo, 09 e 10 de fevereiro de 2008
http://www.tribuna.inf.br

Matéria relacionada:

A CIA pagou a conta de FHC? – por Paulo Henrique Amorim – http://liberdadedeexpressao.multiply.com/reviews/

Responder

marcos dascanio

29 de julho de 2010 às 11h42

Não para, não para, não para….

FHC, long time a go, foi financiado pelo fundação Ford….

Responder

Horridus Bendegó

29 de julho de 2010 às 07h36

Carta Capital divulgou com destaque há algum tempo o que um ex-agente do FBI falou pros quatro cantos do planeta.
Que a mídia brasileira e principais jornalistas (PIG) recebiam dinheiro dos EUA para publicarem matérias positivas sobre Tio Sam.

Responder

    Ramon

    29 de julho de 2010 às 16h13

    Lembro-me desta revista, o autor da denúncia era um ex-diretor da CIA. Foi uma matéria bombástica, a chamada grande mídia não escreveu uma linha sobre o assunto.
    Nas minhas buscas sobre esta matéria encontrei esta outra:
    Fonte secundária: http://outroladodanoticia.wordpress.com/sobre-o-a
    Vou desmembrar, parte 1:
    A mão da CIA no jornalismo brasileiro

    Artigo originalmente publicado no Portal Vermelho

    Por Osvaldo Bertolino

    O modelo de jornalismo da “grande imprensa” brasileira tem a ver com a natureza do regime militar instaurado pelo golpe de 1964. O setor possivelmente é o que define melhor o papel de uma ”elite orgânica”, de “orientação empresarial”, que atuou intensamente na desestabilização do regime democrático pré-1964 para pôr no lugar a ”ordem empresarial” após o ”golpe de classe” — conforme explicou o cientista político René Armand Dreifuss, no importante livro A conquista do Estado — ação política, poder e golpe de classe.

    Logo após o golpe militar de 1964, o então diretor do Departamento de Projetos Sociais do Instituto Americano para o Desenvolvimento do Sindicalismo Livre — “American Institute for Free Labor Development” (AIFLD) —, William Doherty Jr., disse, sem meias palavras, como o sindicalismo brasileiro passou a ser dirigido por um dos tentáculos do Estado norte-americano. “No Brasil, sob o regime de João Goulart não tivemos oportunidade de trabalhar e por essa razão começamos somente no mês de abril de 1964”, escreveu ele no relatório ao II Fórum Sindical Interamericano sobre “Problemas Econômicos e Sociais para o Progresso”, realizado no México entre 10 e 15 de junho daquele mesmo ano.

    Doherty Jr. é um célebre agente da Central Intelligence Agency (CIA) e foi diretor do AIFLD durante 30 dos 34 anos de existência daquela organização. Depois foi embaixador dos Estados Unidos na Guiana e ativo membro do fascista “Centro Por Uma Cuba Livre”. O AIFLD surgiu no governo do presidente John Fitzgerald Kennedy por meio da Direção de Planificação da CIA para cercar a influência da revolução cubana na América Latina. Segundo o seu então presidente, George Meany, era “dever dos Estados Unidos contribuir para o desenvolvimento dos sindicatos livres na América Latina”.

    Ramon

    29 de julho de 2010 às 16h13

    parte 2:
    As entranhas da FIOPP foram expostas

    O AIFLD diz que ministrou cursos para 243.668 sindicalistas latino-americanos — muitos deles, jornalistas. Alguns receberam “capacitação especial” no “instituto de formação”, o Front Royal School, no Estado da Virginia. A especialidade era, além da formação sindical, o comércio exterior norte-americano e a propaganda anticomunista. Um de seus braços era a Federação Interamericana de Organizações de Periodistas Profissionais (FIOPP). Seu secretário, o jornalista argentino Artur Scthirbu, esteve no Brasil por cerca de dois anos para cooptar o movimento sindical jornalístico brasileiro. A própria história da FIOPP explica a sua finalidade.

    Em 1959, o American Newspaper Guild, que é um sindicato de jornalistas dos Estados Unidos, e uma intitulada União de Jornalistas Livres, formada por exilados dos países do leste europeu, dirigiram um apelo a todo o continente americano para que os profissionais da imprensa participassem de uma reunião no Panamá, em 1960, quando seria criada uma entidade interamericana de organizações jornalísticas profissionais. Era uma resposta à tentativa de criação de uma federação latino-americana de jornalistas profissionais, com uma evidente linha de defesa dos interesses da categoria e de viés progressista.

    Os conhecidos planos dos agentes da FIOPP

    As entranhas da FIOPP foram expostas quando uma vasta rede de corrupção mantida pela CIA foi desmontada, revelando como a organização — além da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), sediada em Bruxelas —, era financiada. No Brasil, a Federação Nacional dos Jornalistas Profissionais denunciou a FIOPP quando uma “junta governativa” foi nomeada pela ditadura militar no lugar da direção eleita no X Congresso Nacional de Jornalistas, realizado em setembro de 1963. “Os mesmos grupos que em 1961 haviam sido derrotados (…), e que em 1963 não haviam logrado sequer compor uma chapa concorrente às eleições, alcançaram finalmente (…) o domínio da Federação”, dizia uma mensagem da diretoria destituída.

    Segundo o documento da Federação, a diretoria conhecia bem os planos dos agentes da FIOPP. Emissários do grupo teriam viajado pelo Brasil inteiro, “numa campanha de arregimentação sem precedentes”, financiados com recursos estrangeiros — conforme denunciou o jornal Correio da Manhã. “Os jornalistas e os demais trabalhadores reconquistarão as organizações sindicais para nelas trabalhar na defesa dos seus interesses que se confundem com os interesses do Brasil independente, democrático, soberano, progressista e fraternal”, finalizava a mensagem.

    Mensagem do presidente Lyndon Johnson

    A ”junta governativa” logo filiaria a Federação à FIOPP. Para valorizar a decisão, o III Congresso da organização interamericana foi realizado no Rio de Janeiro em novembro de 1964. Uma mensagem do presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johnson, registrou a sua satisfação por “ver profissionais da imprensa empenhados na campanha por melhores meios de desenvolver a cooperação interamericana”. Terminado o evento, a diretoria nomeada da Federação começou a aplicar as diretrizes da FIOPP. Quem se der ao trabalho de ler a coleção do Boletim da entidade da época verá claramente os esforços para enquadrar o sindicalismo jornalístico brasileiro na linha daquela organização.

    A corrupção e o anticomunismo eram discutidos publicamente — como foi o caso de uma nota da redação do Jornal do Brasil publicada no dia 13 de julho de 1966, quando as eleições na Federação entraram na ordem do dia e dois grupos (um deles apoiado pela FIOPP) disputavam o comando da entidade. “Agora — e é o mais grave —, uma estranha organização norte-americana, a FIOPP, a pretexto de fazer anticomunismo, está despejando muito dinheiro nos meios sindicais, prejudicando o andamento natural das eleições na Federação Nacional dos Jornalistas Profissionais”, disse o jornal. Apesar dos protestos, a chapa da FIOPP venceu as eleições.

    Ramon

    29 de julho de 2010 às 13h15

    parte 3:
    Manobra da FIOPP para assaltar a Federação

    Toda essa manobra para assaltar a Federação foi articulada ao mesmo tempo em que outras medidas eram tomadas para amordaçar o jornalismo brasileiro. O setor, possivelmente, é o que define melhor o papel de uma ”elite orgânica”, de “orientação empresarial”, que atuou intensamente na desestabilização do regime democrático pré-1964 para pôr no lugar a ”ordem empresarial” após o ”golpe de classe” — conforme explicou o cientista político René Armand Dreifuss, no importante livro A conquista do Estado — ação política, poder e golpe de classe.

    As transformações começaram com a mão do Estado fortalecendo os grupos monopolistas — um processo bem ilustrado pelos acontecimentos envolvendo a Editora Abril e a Rede Globo de Televisão. A Abril nasceu pelas mãos do cidadão norte-americano Victor Civita, que intermediou as negociações entre o grupo Time-Life e o empresário Roberto Marinho para a criação de uma poderosa rede de televisão no Brasil. Civita quase foi convencido a criar a TV, mas o temor de ser flagrado em delito por ser estrangeiro e possuir um grupo de comunicação — um impedimento legal, e por isso ele vivia no anonimato — o fez transferir o negócio para o amigo. Assim nasceu a Rede Globo de Televisão — porta-voz oficiosa da ditadura militar.

    Modificações no estilo de jornalismo

    O estilo de jornalismo também sofreu modificações profundas, que, em sua essência, sobrevivem firmes e fortes até hoje. Por meio de decretos com variadas formas, o exercício da profissão foi limitado ao cumprimento de regras condizentes com a natureza ditatorial do regime — entre elas a censura prévia, a proibição de notícias “subversivas” e a substituição do jornalista pelo jornalista de profissão. Essas regras caíram, mas os grupos que controlam o setor reforçaram a tendência do estilo norte-americano que chegou ao Brasil nos anos 40 por meio de um processo de ”modernização” deflagrado por Pompeu de Souza, do Diário Carioca.

    Vocações literárias e evocações filosóficas foram substituídas por uma narrativa simples e linguagem empobrecida. Pompeu de Souza recebeu, apropriadamente, o título, concedido por Nelson Rodrigues, de ”pai dos idiotas da objetividade”. Era uma adaptação artificial da famosa tese do orador romano Marco Túlio Cícero, para quem uma boa história precisa responder as perguntas quem? (quis/persona), o quê? (quid/factum), onde? (ubi/locus), como? (quem admodum/modus), quando? (quando/tempus), com que meios ou instrumentos? (quibus adminiculis/facultas) e por quê? (cur/causa).

    Ramon

    29 de julho de 2010 às 13h16

    parte final:
    Técnicas ligadas à apresentação da notícia

    Quando o historiador marxista Nelson Werneck Sodré escreveu a brilhante História da Imprensa Brasileira, em 1966, ele disse: “O desenvolvimento da imprensa no Brasil foi condicionado, como não poderia deixar de ser, ao desenvolvimento do país. Há, entretanto, algo de universal, que pode aparecer mesmo em áreas diferentes daquelas em que surgem por força de condições originais: técnicas de imprensa, por exemplo, no que diz respeito à forma de divulgar, ligadas à apresentação da notícia.” Ele cita o exemplo do tristemente famoso lead e sua regra dos cinco W e um H — Who (quem), When (quando), What (que) Where (onde), Why (por quê) e How (como).

    Segundo Sodré, a aplicação das regras do lead leva, inevitavelmente, à transformação de um problema social, cuja raiz está na estrutura da sociedade, em fato isolado. “Utilizando aplicadamente, por exemplo, a técnica do lead, o foca (jornalista principiante) norte-americano transforma qualquer sinal de um problema social constante em fatos isolados que se repetem diariamente e cujas raízes reais ficam apagadas sob os detalhes específicos de cada historieta”, escreveu. É o que se vê, com nitidez, na coberta da “grande imprensa” dos casos do “mensalão”, do senador Renan Calheiros, da violência urbana e de tantos outros.

    A lógica da grande organização na política

    O controle da liberdade de imprensa no Brasil pelo poder econômico não será removido enquanto este modelo de jornalismo alicerçado pelo golpe militar de 1964 — promovido pelos grupos privados para assaltar o Estado e moldá-lo à sua imagem e semelhança — não for demolido. Só assim abriremos caminho para a superação do neoliberalismo e poderemos falar em rumos para o desenvolvimento com democracia. A saída é política — no sentido literal do termo.

    A política ”profissionalizada”, a serviço dos grupos privados, como alertou João Manuel Cardoso de Mello no artigo Conseqüências do Neoliberalismo, depende desse tipo de ”jornalismo”. Para ele, ”era inevitável (…) que a lógica da grande organização penetrasse em esferas de formação e difusão de valores. ”Por exemplo, o jornalista perderia espaço para o jornalista de profissão e na universidade, onde o intelectual seria suplantado pelo burocrata do conhecimento especializado. Era inevitável, finalmente, que o manejo da máquina partidária abrisse campo para a profissionalização da política”, escreveu.

    Marat

    29 de julho de 2010 às 16h52

    Essa foi uma das melhores e mais corajosas matérias que li… É por isso que Carta Capital é A revista…

Maria Dirce

29 de julho de 2010 às 02h27

Usa é um cancro com grandes ramificações.Ou mata ou aleja

Responder

Marat

29 de julho de 2010 às 02h04

Muitos dos piguistas brasileiros são "apoiados" por embaixadas e consulados estadunidenses!

Responder

Maria Thereza

29 de julho de 2010 às 01h20

Minha dúvida: a lista dos nossos será em ordem alfabética pelo nome do "profissional" ou do veículo onde ele manifesta a voz do dono?

Responder

Milton Hayek

28 de julho de 2010 às 23h36

Dica,aí embaixo de O Brasileiro:

"………….A partir da versão XP, a Microsoft passou a admitir a presença de portas de fundo no windows. Justificativa, agora? "para o gerenciamento dos seus direitos digitais" (DRM). O XP, que precisou passar, como qualquer software comercializado com criptografia, por uma homologação junto ao serviço secreto norte-americano antes de obter licença de exportação, tem pelo menos 16 canais ocultos através dos quais a empresa (só ela?) monitora as atividades do usuário (http://www.hevanet.com/peace/microsoft.htm). Os clientes aceitam, subjugados e submissos, estando entre os mais ardorosos e felizes vassalos a tucanada que diz amém ao lobby e à Alca.

Tanto é que, ao assumir o Planalto, Lula encontrou o palácio informatizado por uma rede de computadores rodando windows e adminsitrada por uma empresa terceirizada. Licitação? Para que, se, como dizem os editais, não existe concorrente para o windows? Enquanto o próprio presidente da Microsoft é citado na mídia desmentindo os editais, dizendo ser o GNU/Linux o mais sério concorrente do windows. Faltou a ele dizer que nisso Bush Junior e Fidel Castro coincidem em preferência. É a hipocrisia como arma da nova Inquisição, que começa na guerra "contra a pirataria" e se espalha com golpes de estelionato intelectual (veja o caso SCO versus IBM e Linux, em http://conjur.uol.com.br/textos/19529/).
http://www.cic.unb.br/~pedro/trabs/alcantara.htm

Responder

    Exilado

    29 de julho de 2010 às 12h02

    Além disso, o tal do Gates ainda gozou dos seus compradores com uma ironia macabra: a palavra espião em ingles é SPY , que tem uma lembrança muito grande com a pronúncia de XP (literal: expi) do rwindows. É por essas razões e outras que o BB usa uma distribuição própria de linux na sua rede de agências.
    Eu uso o Linux Debian Lenny. Estou feliz, funciona bem e não tem essas porcarias de porta dos fundos não! O HD não fica "rodando" quando o computador está em stand by, como todo mundo já deve ter percebido isso no rwindows….

    Milton Hayek

    29 de julho de 2010 às 15h19

    Eu uso UBUNTU,Exilado.Algumas vezes uso o XP pra usar aquele programa de engenharia,o ANSYS- que só tenho para Rwindows.

Marco Aurélio

28 de julho de 2010 às 19h29

Azenha , possivelmente , em um futuro distante , os fatos , as informações , surgirão , e os detalhes da similar interverencia Americana aqui no Brasil serão de conhecimento público , acredito que o PIG e seus aliados da cena politica partidaria , sejam previlegiados por " ajuda similar " , pois imagino que o departamento de estado americano tenha a mesma politica para o restante da America Latina , e o tamanho da tal ajuda , possivelmente seja proporcional ao tamanho e importancia do referido pais , o Brasil pelo seu tamanho , pela importancia da sua economia e pelos interesses economicos Norte-Americanos em solo Brasileiro seja alvo de similar politica , porém mais camuflada e discreta…..

Responder

O Brasileiro

28 de julho de 2010 às 19h06

Uma sugestão de leitura para o pessoal que acha que há invasão de privacidade no twitter:
– Numerati, de Stephen Baker

E mais um link: http://www.cic.unb.br/~pedro/trabs/alcantara.htm

Responder

Nicolás

28 de julho de 2010 às 21h59

Isso é crime nos EUA. Receber dinheiro de estrangeiros para tentar desestabilizar um governo é crime em qualquer país do mundo.

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O Brasileiro

28 de julho de 2010 às 21h52 Responder

    O Brasileiro

    28 de julho de 2010 às 23h15

    O texto é sobre o corte de 90% no orçamento destinado ao programa do VLS-1 imposto pelo FMI e prontamente executado por FHC.
    O autor é: J. W. Bautista Vidal, físico, engenheiro, pesquisador, autor (premiado) de diversos livros em que defende o uso da biomassa. Foi o principal responsável do Pró-Álcool, é consultor de várias instituições civis internacionais que se dedicam aos estudos estratégicos dos avanços técnico-científicos em benefício dos povos. O cientista é também presidente do Instituto do Sol.

J. ALEXANDRE CIPOLLI

28 de julho de 2010 às 17h39

Azenha aprecio muito suas informações, mas preciso que responda uma pergunta. Mas antes um a parte: Estas informações agora passadas só escancaram o que já sabemos. Os Estados Unidos tem postura de dominador e age como tal. Entretanto, ao ler esta noticia, me passa tambem uma idéia de que o governo Chaves é vitima de um complô difamatório e, que, este é um governo democratico e respeitador dos direitos humanos e civis. O que não acredito, pelo menos ate agora!
Então fica minha pergunta: Como devo encarar o Governo Chaves: um governo democratico que sofre difamação ou um governo populista e até certo ponto ditatorial que tem na Web seu contra-ponto?
Grato e aguardando respostas

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    Jair de Souza

    28 de julho de 2010 às 21h37

    Enquanto o Azenha não responde, vou respondendo por minha conta. Chávez é mesmo um ditador. E dos piores, pois é um ditador que permite que todas as estruturas de democracia funcionem normalmente. Convenhamos que assim fica mais difícil combatê-lo. Seu governo permite que a imprensa opositora (mais de 80% do total) funcione com total liberdade, libertinagem é o termo mais próprio já que o que se diz contra Chávez por lá não seria admitido em nenhum outro país. Não há ditador pior do que aquele que chega ao poder pelo voto popular e nele se mantém também pelo voto popular. Há muitas coisas mais para falar, mas o espaço aqui é pequeno. Creio que já deu pra sentir que ditador perverso ele é.

    Luiz Carlos Azenha

    28 de julho de 2010 às 22h10

    Desde que assumiu o poder Hugo Chávez foi continuamente julgado nas urnas pela população venezuelana, inclusive em um referendo revogatório. Mais do que a web, o governo hoje tem em sua defesa várias emissoras de rádio e TV, sites, agencias de notícias etc. E, sem dúvida, há uma campanha internacional movida contra Chávez pelos Estados Unidos, com apoio de setores da classe média e dos endinheirados da Venezuela. abs

    J. ALEXANDRE CIPOLLI

    29 de julho de 2010 às 15h46

    Obrigado pela resposta! Farei novas avaliações sobre este assunto, e de forma imparcial. Porém, o que me preocupa ou dá material para avaliações negativas sobre chaves é o tempo de permanencia de Chaves no Governo. Que segundo informações, é feira através de alterações na constituição, muitas vezes realizadas por manobras politicas ou burlando eleições ou referendos. O que você achadisto? Qual suas informações quanto as manipulações atribuidas a ele? abs

marcio gaúcho

28 de julho de 2010 às 17h28

A investigação da sabotagem na base de Alcântara já foi concluída. Está guardada nas gavetas do ministério da defesa, cujo guardião é o Jobim, declaradamente americanista. Lula sabe do resultado, mas não teve acesso aos documentos. E de que adiantaria… Mas, o documento existe e é a prova da centenária falta de caráter dos americanos. Por isso, a comunidade internacional está dando as costas para os problemas norte-americanos e quer mais que eles se explodam. A verdade e a justiça divina tardam, mas não falham.

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Caesarea

28 de julho de 2010 às 18h46

Acho que não precisa da relação aqui no Brasil. É público e notório os jornalistas que recebem dinheiro dos americanos…quer que eu fale! Abç

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Jérson

28 de julho de 2010 às 18h34

Será que não rola algo parecido por aqui?

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    Ana Bednarski

    28 de julho de 2010 às 18h51

    Jérson…será?…. faz uma pesquisa básica na net que vc vai ficar "encantado" com as descobertas…..

Christian Schulz

28 de julho de 2010 às 18h32

Ah, o ouro de Washington…

Mesmo modus operandi usado pelo Collor com relação às Poupanças dos "Brasileiros e Brasileiras"… por falar nisso, Dona Justiça Cega, onde estão meus trocados? Depositados por 10 anos na CEF?

A ação judicial já é maior de idade…

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Janes Rodriguez

28 de julho de 2010 às 14h48

Agora façamos um exercício de imaginação: e se invertêssemos os atores dessa cena criminosa? e se fosse o governo da Venezuela que despejasse milhões de dólares destinados a treinar, comprar, financiar ações contra o governo estadunidense, em território estadunidense? Isso é um insult o a toda a américa Latina, e todos nós devemos nos posicionar frente a isso. Hoje é a Venezuela, amnhã seremos nós. Aliás, já é. Os ataques sofridos pelo governo legitima e democraticamente eleito da Venezuela também nos atinje. Eles têm o dnheiro pra comprar e está cheio de traidores vende-pátrias loucos para serem comprados. Olha o que virou o jornalismo da imprensa grande no Brasil…

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Rodrigo Carvalho

28 de julho de 2010 às 14h01

No Iarque seriam armas químicas, na Venezuela, inventam mais uma com a traidora Colômbia, o que irão inventar quando quiserem invadir o Brasil? Já não basta as sabotagens deles , inclusive com inocentes mortos , na Base de Alcântara?

Responder

    Ed.

    28 de julho de 2010 às 15h37

    Bem lembrado, Rodrigo.
    Um assunto que é abafado pelo PIG.
    Ali, além de morreram pessoas, talvez tenha morrido com elas a maior parte do nosso know-how espacial.
    Estavamos perto de termos lançadores de satélites, Que é estratégico e dá muito dinheiro.
    As pessoas não se recuperam. O conhecimento? Talvez uma geração ou duas…
    A imprensa conservadora e monopolista brasileira, que poderia investigar isso, prefere investigar "montagens de acarajé" ou lançamento de navios "inacabados"…
    Faz parte de sua mediocridade.

    Paralelo XIV

    28 de julho de 2010 às 22h58

    Discordo.
    Não "faz parte de sua mediocridade".
    Faz parte do contrato de trabalho que têm com seu empregador, o Departamento de Estado Norte Americano.

    José Ruiz

    28 de julho de 2010 às 16h56

    No Brasil será a tríplice fronteira… quando quiserem invadir o Brasil, vão argumentar que o país encobre atividades terroristas (aliás, narco-tráfico-terroristas, uma mistura de tráfico de drogas com Al-Qaeda) na fronteira do Brasil com Paraguai e Argentina. Tanto faz… não faltam pretextos… quando os EUA quiserem ocupar o Brasil, vão inventar uma desculpa qualquer… Outra "frente de trabalho" é a criação de uma "nação indígena" em Roraima…

    Exilado

    29 de julho de 2010 às 12h09

    Mas saiba: não faremos "presos" soldados americanos capturados.
    Aviso aos jornalistas: receber dinheiro de potências estrangeiras é crime
    Alias, deveriam ler esta Lei que ainda está em vigor:
    LEI Nº 7.170, DE 14 DE DEZEMBRO DE 1983.
    Define os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, estabelece seu processo e julgamento e dá outras providências.

    Marat

    29 de julho de 2010 às 02h06

    Eles são piores que os nazistas, pois os nazistas não tinham tanta tecnologia e grana. A sorte é que todas suas pilatragens não passam desprcebidas. Quando o troco for dado, eles serão arrasados!

Marcelo J.

28 de julho de 2010 às 13h50

Interessante e esclarecedor texto, que suscita uma (ou Várias) pergunta (s), se o governo dos EUA faz isso com a media impressa, radiofonica e televisiva, o que deve estar fazendo através de ONGs, que é bem mais difícil de se apurar e constatar?

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Luciano Prado

28 de julho de 2010 às 13h44

A propósito de jornalistas vendidos, ou comprados, a velha imprensa tupiniquim resolveu – só agora – criticar a lei eleitoral. Depois que a Dra. Solange, digo Dra. Cureal resolveu multar o Serra (quatro multas) a velha imprensa parte agora para criticar a lei que até bem pouco tempo era ótima para multar Lula e Dilma e com boas chances de golpe. Ou seja, enquanto Lula e Dilma sofriam multas da Justiça Eleitoral jornalistas enalteciam a lei, agora mudaram de idéia.

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monge scéptico

28 de julho de 2010 às 16h04

Quém acredita na imprensa ianque? É um PIGÂO de lá; só serve para casa do cão.

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Milton Hayek

28 de julho de 2010 às 13h02

Eva Golinger: EUA e Colômbia planejam ataque, revelam documentos

A expansão militarista dos Estados Unidos na região e sua estratégia de mobilidade global estão em processo de execução contra a Venezuela. A missiva revelada pelo presidente Chávez confirma os planos contidos em documentos do Pentágono de 2009.

Por Eva Goliger*, em Adital
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=7

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