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Cartas de Minas

O combate ao preconceito contra as brasileiras em Portugal

20 de setembro de 2011 às 23h02

A reportagem do Diário de Notícias, à qual se refere o texto

Manifesto em repúdio ao preconceito contra as mulheres brasileiras em Portugal

sugerido pelo Júlio César Cossio Rodrigues, a partir de página no Facebook

Vimos por meio deste, manifestar nosso repúdio ao preconceito contra as mulheres brasileiras em Portugal e exigir que providências sejam tomadas por parte das autoridades competentes.

Concretamente, apontamos a comunicação social portuguesa e a forma como, insistentemente, tem construído e reproduzido o estigma de hipersexualidade das mulheres brasileiras. Este estigma é uma violência simbólica e transforma-se em violência física, psicológica, moral e sexual. Diversos trabalhos de investigação, bem como o trabalho de diversas organizações da sociedade civil, têm demonstrado como as mulheres brasileiras são constantemente vítimas de diversos tipos de violência em Portugal.

O estigma da hipersexualidade remonta aos imaginários coloniais que construíam as mulheres das colônias como objetos sexuais, escravas sexuais, e marcadas por uma sexualidade exótica e bizarra. Cita-se, por exemplo, a triste experiência da sul-africana Saartjie Baartman, exposta na Europa, no século XIX, como símbolo de uma sexualidade anormal. Em Portugal, esses imaginários coloniais, infelizmente, ainda são reproduzidos pela comunicação social.

Teríamos muitos exemplos a citar, mas focaremos no mais recente, o qual motivou um grupo de em torno de 140 mulheres e homens, de diferentes nacionalidades, a mobilizarem-se, a partir das redes sociais, para escrever este manifesto e conseguir apoio de diferentes organizações da sociedade civil. Trata-se da personagem “Gina”, do Programa de Animação “Café Central” da RTP (Rádio Televisão Portuguesa). A personagem é a única mulher do programa, a qual, devido ao forte sotaque brasileiro, quer representar a mulher brasileira imigrante em Portugal.

A personagem é retratada como prostituta e maníaca sexual, alvo dos personagens masculinos do programa. Trata-se de um desrespeito às mulheres brasileiras, que pode ser considerado racismo, pois inferioriza, essencializa e estigmatiza essas mulheres por supostas características fenotípicas, comportamentais e culturais comuns. Trata-se de um desrespeito a todas as mulheres, pois ironiza/escarnece sua sexualidade, sua possibilidade de exercer uma sexualidade livre, o que pode ser considerado machismo e sexismo.

Trata-se, ainda, de um desrespeito às profissionais do sexo, pois ironiza o seu trabalho, transformando-o em símbolo de deboche/piada/anedota, sendo que não é um trabalho criminalizado em Portugal, portanto, é um direito exercê-lo livre de estigmas. No anexo 1 desta carta estão: o vídeo de um dos episódios, e a transcrição de um dos episódios, bem como, a imagem dos personagens. Destacamos que o fato é agravado por se tratar de uma emissora pública, a qual em hipótese alguma deveria difundir valores que ferem o direito das mulheres e da dignidade humana.

Além deste caso que envolve a televisão, existem muitos outros em revistas, jornais e publicidades, que exemplificam a disseminação do estigma em vários meios de comunicação de massa e cujos exemplos seguem em anexo. Seja qual for o meio de comunicação utilizado, é constante a representação estereotipada da mulher brasileira como objeto sexual, o que acaba por interferir na forma como as imigrantes brasileiras são percebidas e tratadas dentro da sociedade portuguesa.

— Anexo 2: a capa da Revista Focos, edição 565/2010, a qual apresenta as mulheres brasileiras como sedutoras e as representa com uma imagem cujo destaque é a bunda;

— Anexo 3: a reportagem do Diário de Notícias, edição do dia 26/06/2011, sobre o movimento SlutWalk Lisboa, a qual descontextualizou uma imagem, acabando por reforçar os estigmas contra a mulher brasileira, fazendo exatamente o contrário do objetivo do movimento;

— Anexo 4: publicidade do Ginásio Holmes Place- Health Club, atual, sobre uma modalidade de aulas intitulada “Made in Brazil”, a qual é representada por uma imagem cujo destaque é a bunda;

— Anexo 5: publicidade da Agência de Viagens Abreu, na Revista B de Brasil, edição inverno de 2001, cuja a imagem do Brasil é uma mulher e a mensagem da publicidade é uma referência direta aos descobrimentos e a disponibilidade, aos portugueses, do que havia e há no Brasil.

— Anexo 6: episódio do programa de humor “Mini-Malucos do Riso”, da SIC, no qual afirmam que no Brasil só há prostitutas e futebolistas.

Exigimos, das autoridades competentes, que se faça cumprir a “CEDAW – Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra as Mulheres”, da qual tanto Portugal, como o Brasil, são signatários. Destacamos, também, o “Memorando de Entendimento entre Brasil e Portugal para a Promoção da Igualdade de Gênero”, no qual consta que estes países estão “Resolvidos a conjugar esforços para avançar na implementação das medidas necessárias para a eliminação da discriminação contra a mulher em ambos os países”.

Grupo de Articulação do Manifesto: https://www.facebook.com/groups/manifestobrasileiras/

Contatos: [email protected]

Organizações e Movimentos Sociais que apoiam e subscrevem o Manifesto:

Associação ComuniDária – comunidade solidária à pessoa imigrante, sensível às questões de género e com iniciativas diversificadas de integração.

Observatório das Representações de Género nos Média, UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta.

Movimento SlutWalk Lisboa.

Coordenação Portuguesa da Marcha Mundial de Mulheres.

Casa do Brasil de Lisboa.

Leia também:

Aqui, um dos sites portugueses que trataram do assunto

Feministas perguntam: Dá para melhorar o nível das perguntas?

2010: As candidatas que a mídia julgou pelo aspecto físico

O que precisa de uma ampla faxina é a linguagem sexista

Dilma e a ‘Operação doçura’ na mídia velha

Veja o diálogo que sumiu na edição do Bom Dia Brasil

Dilma: varrer ou voar?, pergunta o UOL

Gilberto Maringoni e os limites da campanha contra a corrupção

 

62 Comentários escrever comentário »

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Claudia

08/06/2013 - 00h35

Acho que ninguém é melhor que ninguém , e cada um paga e sofre pelo que faz e fala. Todas as raças tem quem presta e quem não presta. Moro no Brasil em São Paulo e nunca me importei com o que dizem , e acham. Deve ter homens e mulheres boas e ruins em qualquer parte do mundo deveríamos e ser unidos e pensar é em ajudar as pessoas que necessitam , respeitar a opinião do outro. Todos os povos deveriam é de ter mais respeito um com o outro. Com tanta coisas ruins acontecendo e as pessoas só pensam em falar mal umas das outras e prejudicar umas s outras. Deve ser falta de amor , carinho . Importante é ser feliz .Portugueses e Brasileiros vamos esquecer o passado e pensar no dia de hoje. Eu respeito todos os estrangeiros que quiserem vir morar no Brasil e gosto deles como se fossem Brasileiros . Eu respeito pra ser respeitada. Sou uma boa pessoa mas não sou boba e nem besta. Minhas atitudes dependem da deles e de qualquer pessoa.

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Igor

26/01/2012 - 05h22

Gente, é por isso que cada vez mais estou valorizando a TV Brasil, esta sim uma emissora que tem programação de qualidade, sem mostrar mulheres quase nuas. O programa Samba na Gamboa, que como o próprio nome já diz fala sobre o samba, é um programa que não tem essa de colocar mulheres semi nuas sambando como acontece no programa da Regina Casé na Globo, o objetivo do programa é mostrar apenas o valor cultural do samba. Aconselho a todos a assistirem mais a TV Brasil. Abraços.

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vagner

03/10/2011 - 22h56

É desesperadora a situação em que a União Européia se encontra, por culpa de seus próprios integrantes, e tende a ficar cada vez pior, antes da queda do comunismo no leste europeu a mídia, a vendida não a séria ferramenta auxiliar na formação de opinião, vendia a idéia que tudo era culpa do comunismo, pois bem, agora precisamos encontrar novos culpados pelas mazelas de nosso modo de vida, desregrado, consumista de recursos naturais, com o flagelo do obsoletismo programado. Bem então para os portugueses preconceituosos nada melhor que culpar os Brasileiros, que vão para seu país "roubar" seus empregos. Até parece a Alemanha pré nazista, onde as idéias miraculosas de seu ditador disseminou que os judeus eram a causa de toda a panacéia em que se encontravam. A história provou que tudo não passou de crime hediondo e covardia contra uma comunidade trabalhadora (judeus) que só era culpada de trabalhar honestamente, guardar seus recursos com mão de ferro e prosperar. Deveríamos nesse primeiro momento exigir medidas diplomáticas de desagravo nesse caso concreto (comparar mães e filhas de famíla brasileiras com prostitutas, o que nem acho ser crime apenas uma profissão que não foi regulamentada, pois o sujeito procura seus serviços se quiser, elas não vão na casa de ninguém forçar quem quer que seja a utilizar seus serviços, o resto é hipocrisia), num segundo momento exigir da justiça brasileira que propagandas sexistas não fossem consideradas "brincadeiras" ou "humor", pois de uma sociedade que num futuro próximo podemos ser o "farol" da humanidade em termos de justiça social e desenvolvimento é o mínimo que se espera dela, extirpar pequenas atitudes de alienação coletiva das massas seriam um excelente exercício de cidadania para quem sabe começarmos a combater no jogo democrático (voto), as vilanias que ainda prosperam em nossa pátria.

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Medo! Facebook sabe tudo o que você faz na rede | Viomundo - O que você não vê na mídia

26/09/2011 - 13h07

[…] O preconceito contra as brasileiras em Portugal […]

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sergio hungria

24/09/2011 - 18h03

Muito antigo esse xenofobismo português. O Brasil deveria virar as costas para esse povinho, tirar a tal igualdade entre brasileiros e portugueses que só existe do lado de cá do equador. E mais, tinham que rebatizar nossa língua para Brasilês e pedir visto de entrada para esses atrasados portugueses, que já começam a vir aos montes…

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    Canena

    01/10/2011 - 15h20

    Deixa de ser hipócrita, como podes julgar todos os portugueses da mesma forma.
    Qual a tua origem? És brasileiro nato? A tua origem é indigna? Então somos todos forasteiros neste pais.
    Para te dar um exemplo: Detesto o governo Nataniahu, não vai ser por esse motivo que não gosto de todos os judeus. Poderia dar vários exemplos, poste indignação, mas não fale no plural.
    Veja o video do Lula recebendo na França o título Honoris Causa, dá um exemplo de cidadão do Mundo, sem indignação mas com cordialidade, é isso que lhe falta.

Fernando

22/09/2011 - 14h21

Tem que combater o preconceito na tv brasileira, que mostra as mulheres como se fossem meras bundas, como por exemplo o programa A Fazenda da Rede Record.

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Claudius

21/09/2011 - 20h54

Deixa ver se entendi direito , pelo que me consta brasileira tem fama de puta em Portugal , assim como pro resto da Europa , e faz um protesto contra esse preconceito … Mostrando a bunda feito puta numa fantasia de odalisca.

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    Lucas

    22/09/2011 - 00h47

    Não. O protesto é o Slutwalk. Teve aqui no Brasil também, lembra?

    E esse conceito de que a mulher que mostra a bunda é puta é exatamente aquilo contra o que o slutwalk protesta. A bunda é dela e ela mostra pra quem quiser.

mucio

21/09/2011 - 18h11

Dentro em breve estarão passando fome mais uma vez. Com a mentalidade arcaica, mesquinha e egoísta que os caracterizou desde de sempre junto com os problemas sexuais nunca resolvidos em breve tentarão chegar em nossos aeroportos fugindo da crise em Portugal aí sim, será hora da onça beber água.

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Gerson Carneiro

21/09/2011 - 12h30

Semana passada, mãinha, 79 anos, durante o jantar, levantou-se calada, pegou o controle da tv e mudou de canal (estava na Rede Globo), motivada pelo constrangimento causado por determinada cena da novela.

Observei. Calado estava, calado fiquei. Mas meu coração não se segurava de emoção e alegria.

Sou do tempo em que pedíamos a benção à mãe e ao pai, à noite ao ir deitar, e pela manhão ao se levantar; do tempo em que cantávamos o hino nacional na escola; do tempo em que, na escola, era vergonha maior ser chamado à Diretoria.

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Alexandre Felix

21/09/2011 - 11h43

Há alguns anos eu morei numa capital da região amazônica. Levantava uma graninha recepcionando gringos no porto e levando este pessoal para conhecer a cidade. Os extrangeiros que vinham da Europa… alías, os homens europeus, constantemente me pediam para levá-los aos pontos de prostituição para gringos. Não sou o guardião da moral, mas sempre me recusei a fazer isto pois este lugares são frequentados por garotas menores. Mas o pior de tudo é que eles sabem exatamente onde ir, dizem os nomes dos bares, das boates, dos passeios de barco…Certamente, algum brasileiro dono de agência de turismo já informou muito bem esse pessoal. Infelizmente muitos brasileiros passam essa imagem do nosso país: "o homem brasileiro é um bossal que fará de tudo pra ver o gringo feliz…a mulher brasileira fará mais ainda…e ainda há caipirinha." – Apesar de tudo, vamos construindo um país melhor e confio nas novas gerações para mudar essa visão tão triste do nosso país…abraço!

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Armando S Marangoni

21/09/2011 - 11h41

Qualidades reveladas pelo fotógrafo que juntou o cartaz de uma manifestante com o traseiro de uma mulher agachando-se: oportunismo, … e só.

Viva a fotografia!! Vivaaaaa!

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Julio Silveira

21/09/2011 - 10h26

Acredito que parte desse problema esteja aqui mesmo em nosso país. Costumamos vender nossa imagem através do requebrado das nossas mulheres. Elas sem se dar conta, os irresponsaveis que vendem isso e lucram, vão firmando no exterior essa imagem deturpada de nossas mulheres e de nosso país como sendo o paraiso da libertinagem. Por isso é tão comum o indesejado turismo sexual. Existe muita irresponsabilidade nisso, creio até que o problema não se restrinja só as mulheres, mas elas certamente são mais discriminadas.
O dia que nós brasileiros resolvermos nos respeitar mais, que entendermos o conceito basico de que para cobrarmos temos que ser exemplares, muito de nossa imagem ruim irá mudar como consequencia.

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henrique de oliveira

21/09/2011 - 09h45

Gringo ultimamente eu e minha familia tratamos eles como lixo , isso no país deles , no BRASIL nem olho na cara , afinal eles estão virando mendingos.

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Damastor Dagobé

21/09/2011 - 09h43

perguntadas pelo motivo que levam essas mulheres a deixar o Brasil e imigrar para a Europa invariavelmente vc vai ouvir que elas vão em busca de respeito, que aqui os homens espancam, maltratam, aviltam. E não querem voltar..quer dizer, por ruim que esteja lá aqui é pior ainda..

Responder

Gerson Carneiro

21/09/2011 - 09h34

Vou cutucando a memória e vêm fatos que afirmam a assertiva da comentarista Ana Paula.

Quem não se lembra do concurso no Programa do Faustão para escolher as dançarinas do É o Tchan?
Coisa de 15 anos atrás. O youtube está abarrotado de vídeos desse concurso aonde o Fasutão apresentava "a qualidade da mulher brasileira".

E o que falar sobre o vídeo abaixo exibido em canal aberto a qualquer momento do dia? Alguém se levantou contra? Não, né. É a Rede Globo, "é lindo, é maravilhoso, é belo".

"Vem pra ser feliz!"

[youtube TGrgSIvAQ8U http://www.youtube.com/watch?v=TGrgSIvAQ8U youtube]

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    Augusto

    01/10/2011 - 15h33

    PÔ Gerson, depois desta muitos postradores b,,,,,s, não devem ter gostado do teu texto, mas do video gostaram.

Adriana M Carvalho

21/09/2011 - 09h32

Brasil é um pais de Tolos, enquanto aqui tratamos gringos como deuses, lá nos tratam como lixo!!!.

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augusto

21/09/2011 - 09h32

AH sim.!
E que a nossa publicidade, os nossos negocios brasileiros, as nossas mocinhas brasileiras continuem a adotar os valores : bunda, bu***, perna, lingerie de oferta como valores que desejam. e como sonhos mulheris!!
Quando nao passarem de Barajas, Fiumicino ou Heathrow (nomes de aeroportos) em suas viagens de turismo perguntem porque? porque? porque?
Ora pela razao que nao fizeram estes protestos muitos anos antes, nao é mesmo?

Responder

leo

21/09/2011 - 09h08

Tudo começou na carta do Caminha. O(A) brasleiro(a) abre as pernas pra gringo. A imprensa local pautou o país como paraíso tropical de Carmen MIranda. Uma Cuba continental. Deu no que deu. O país do samba e do carnaval. De resto, quanto ao manifesto, tenho minhas ressalvas. De onde vem, compromete as palavras de ordem.

Responder

Operante Livre

21/09/2011 - 09h04

Digite o texto aqui![youtube wZL7EnZtBss&feature=mfu_in_order&list=UL http://www.youtube.com/watch?v=wZL7EnZtBss&feature=mfu_in_order&list=UL youtube]

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    Armando S Marangoni

    21/09/2011 - 10h53

    Não sei o propósito da postagem desse vídeo, mas ele é bem atual e mostra como se pode transformar uma manifestação artística em manipulação. Sustenta e dá corpo à covardia do "pão e circo".

    Gonzaguinha, muito admirado pelos aristocratas em construção por suas letras, fala das vantagens da ignorância e da conformação. Nada do que diz escapa do fulcro do arsenal do pensamento neoliberal.

    Ótimo exemplo de entretenimento. Diversão pura, e com direito a um aliviozinho na consciência.

    fabio

    21/09/2011 - 12h42

    Eu acho bonita a música.

Maria Ferreira

21/09/2011 - 09h04

Mas, a maioria destes preconceitos foram criados pelos Tucano Demos: Eles achavam que o neo-liberalismo era o fino do fino!
Para eles Nova Yaork é o máximo, Dysneilandia então!
Tirar osapato para entrar no
EUA era coisa chique.
COMPLEXOS DE VIRA LATAS!

Responder

    Canena

    01/10/2011 - 15h51

    Maria Ferreira, criados pelos tucanos e seus representantes na mídia.

Operante Livre

21/09/2011 - 09h03

Como mostrou a Ana Paula acima, a coisa é mais complexa do que aparenta.

A luta deve ser contra um tipo de comportamento ou traço cultural que desrespeita o ser humano, e que deve ser condenado onde quer que ocorra. Não acho interessante personalizar (especificar país, região, raça, religião, sexo ou outra característica) como se o "mal " precisasse de endereço para fazer-se presente.

Algum tempo atrás fui perguntado por que o povo brasileiro era bem avaliado em termos de felicidade. Era sobre alguma pesquisa de opinião. Não titubeei em dizer que não somos o país do carnaval e do futebol e sim, um país de alegria. Devemos muitíssimo, se não for toda essa alegria, às nossas origens africanas.

Então, voltando à matéria do post, não vejo inconveniente em sermos vistos como pessoas sexualizadas e sim em estigmatizar a a sexualidade, a sensualidade que está, estreitamente associada à felicidade.

Penso que pouco ou nada podemos fazer para que deixemos de ser vistos como somos: alegres, sensuais, com mais abertura para viver uma vida sexual que causa inveja a alguns outros grupos. Penso que nosso foco deve ser valorizar nossos traços identitários como coisas positivas e não tentar mudá-los ou escondê-los.

A abertura para o contato na cultura brasileira não deve ser inibida pelo assédio de grupos que não sabem como ser felizes e vêm ao Brasil para aprender brincar, conversar, ser gentil, desenvolver a sensualidade, a ginga, e outras coisas que fazem de nós um povo do qual me orgulho de pertencer.

Ainda sobre as trocas sexuais, no Brasil nós "transamos" afeto e sexo sem medo de ser feliz como somos.
Este é meu olhar. Eu gosto da bunda grande, do contato, do sorriso largo, da mestiçagem, das cores do que está à flor da pele…

Responder

Rogério Floripa

21/09/2011 - 09h02

Perfeito. Gerson Carneiro.

Documentário – Pro Dia Nascer Feliz – Uma lente Sobre a Educação http://fwd4.me/0A62

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Klaus

21/09/2011 - 08h47

Acho que é de bom tom por aqui se criticar apenas a mídia brasileira e estrangeira ou os países europeus, né? Mas alguém ter que ser do contra, fazer o que. Porque existe esta imagem da mulher brasileira em todo mundo? Qual a imagem da mulher argentina, da venezuelana, da belga ou da costarriquenha? É outra? Por que? Acho que durante muito tempo o Brasil foi o país do futebol e do carnaval. Só assim o país aparecia na mídia. E as imagens do carnaval brasileiro que passam no exterior geralmente não exploram a cultura do país, mas as curvas da mulher brasileira. Mas uma imagem só pode ser explorada se aquela retratada se deixar explorar. O que as mulheres nuas nos desfiles de carnaval, "dançar na boquinha da garrafa", as popozudas do funk e as mulheres frutas fazem pela imagem da mulher brasileira? Há algumas palavras que estão totalmente fora de mora hoje no Brasil, que são pudor e recato.

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orlando

21/09/2011 - 08h24

Este protesto deveria ser feito aqui no Brasil. É a prórpria mídia brasileira que cria essa "indústria da sensualidade da mulher brasileira". Há pouco tempo, estava no ar um comercial de Havaianas que ressaltava isso (aquela em que um casal francês pensa em passar lua de mel no Brasil e a mulher acaba desistindo quando vê fotos de brasileiras de biquini exibindo suas curvas).
Só pra provocar: piada de português contada por brasileiros, pode?

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Virginia Langley

21/09/2011 - 08h09

Podem observar: chega um atorzinho fuleiro qualquer no aeroporto, um gringo, claro; qual a primeira pergunta lhe faz a mocinha reporter, de cara, na lata???
"que vc achou da mulher brasileira????" quer dizer…a mulher brasileira é uma coisa meio assim, na bacia das almas…
dia desses deu no jornal: Uma jovem reporter vibrante de incontido orgulho patriotico e feminista porque uma certa Luciana Gimenez que tem um filho com um desses velhos e decadentes dinossauros do rock, tinha ganhado um ingresso para si e para a prole em comum, para a primeira fila do espetaculo do rebolante macróbio…mas no caso do serpenteante ancião o maior sinal de sua decadencia é que o indigitado ja dividiu o leito com ninguem menos que Marianne Faithfull, essa sim, alguem que honra o genero em grau máximo.. e la nave vá.

Responder

Gerson Carneiro

21/09/2011 - 06h02

Difícil esperar de estrangeiros respeito à mulher brasileira quando a imprensa nacional ridiculariza a história da Dilma Rousseff e aclama a história da Bruna Surfistinha.

Responder

    Canena

    01/10/2011 - 15h56

    Gerson, vc não está de brincadeira, em uma frase disseste o que muitos postadores não conseguem em várias.

Benito

21/09/2011 - 02h52

Esperar o que dos habitantes de um país que logo, logo não existirá mais. Portugal será apenas mais uma província espanhola assim como a Galícia e depois desaparecerá. O povinho atrasado p.q.p.

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Gustavo Pamplona

21/09/2011 - 01h37

Eu já sabia disto…. mas o mais interessante é que u nunca considerei gente que fala português estrangeiro, ou seja qualquer pessoa que vive nos 8 países da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

E até gente que fala espanhol, sempre vi o espanhol como um português torto e "mal-hablado". :-P

Responder

    Gerson Carneiro

    21/09/2011 - 08h36

    Smurf Ogênio,

    Segundo a sua tese, todos os mudos-surdos do mundo pertencem a uma único país. Qual?

João Herbert

21/09/2011 - 01h37

Em muitos lugares têm esses assédios às brasileira, na Argentina é a mesma coisa, por causa dessa propaganda que fazem delas aqui. Não é à toa que vem muitos estrangeiros atrás de um turismo sexual, e vem em sua maioria para o nordeste, pois depois de propagandas, fica instigante vir ao Brasil.

Responder

Zepovinho

21/09/2011 - 01h09

Eles arranjaram um bode expiatório para fugir de um fato,Azenha:o país deles vai desaparecer sob as ordens do FMI e,como queria Saramago,voltar a ser uma província da Espanha sob o mando de Castela- que aliás é a Espanha.

Responder

Marcio H Silva

21/09/2011 - 01h06

Lá já tem Lei de medios há muito tempo. Funciona?
Eles fazem parte dos PIIGS europeus e vem dizer que no Brasil, sétima economia mundial só tem prostitutas e futebolistas? é piada portuguesa? A Europa toda é racista, basta doer o calo no sapato apertado.

Responder

francisco p. neto

21/09/2011 - 00h53

Sou neto de portugues e me envergonho dos meus ancestrais que com certeza alguns descendentes habitam a pequena península.
Paiseco de quinta categoria que os recebemos aquí no Brasil com o maior carinho, como foi o caso do meu avô materno, que aquí construiu sua vida.
Não me surpreende nos tempos atuais que a Europa e EUA vivem um processo de decadência e degradação cultural em contrapartida as ex-colônias de Portugal e Espanha, a América Latina, vive momentos de transformações, o que provoca a ira e a inveja deles.
O povo europeu e norte americano se comportam como feras acuadas, mostrando seu comportamento atávico frente as dificuldades econômicas que seus países vivem na atualidade, que no intuito de livrarem dos seus fracassos nos atacam das formas mais torpes possíveis.
Porque eles não atacam a Holanda e a Dinamarca cuja a liberdade sexual é escancarada para todos os turistas, expondo suas prostitutas em vitrines no centro de Amsterdã?
Onde e de que forma eclodiram a primeira e segunda guerra mundial?
Foram nas ex-colônias?
Para cá refugiram os nazistas nas tristes terras da América Latina.
Hoje não. O futuro se encontra aquí com todos os recursos naturais que eles não tem mais.
Até ontem pensou-se em Portugal ser anexado ao Brasil, mas hoje vejo que eles devem se ferrar mesmo porque são as escórias da Europa.

Responder

Ana Paula

21/09/2011 - 00h43

Me desculpem o ceticismo… mas se forem fazer um manifesto contra cada país que manifesta preconceito contra brasileiras, Sísifo ganhará uma nova representação.
Não digo que há razão na postura dos portugueses (aqueles que manifestam o preconceito). É evidente que qualquer generalização é uma postura ingênua, ignorante a anti-científica.
No entanto há que se convir que determinados profissionais que controlam a mídia e a publicidade no Brasil construíram muito do imaginário que os estrangeiros têm do país. Imaginário este que não é descontruído no convívio diário com os estrangeiros, ao contrário, é reforçado com um certo orgulho de quem está representando a identidade nacional. É de dar vergonha (alheia) ver o jeito que alguns brasileiros tratam os estrangeiros, tanto aqui como quando viajam. Subserviência, complexo de vira-lata – reforçam os estereótipos.
A mulher brasileira já internalizou a idéia de que é "diferente", "quente", "que tem mais bunda", "que é mais sensual", "que dança melhor", "que é bronzeada", "que cuida da aparência", "que é receptiva", etc… Como esperar que os portugueses não manifestem o que os próprios brasileiros patrocinam e internalizam?
Alguns panfletos turísticos distribuídos pelas agências (patrocinados, às vezes, por orgãos públicos de incentivo ao turismo) nos países alvo às vezes mais parecem um convite ao turismo sexual. Um caso recente no Rio de Janeiro não me deixa mentir. Uma dessas peças publicitárias era literalmente um manual de como conseguir sexo casual (pago ou não) na Cidade Maravilhosa.
Faz-se necessária uma avaliação crítica. Quanto trabalho será necessário para desconstruir um imaginário de décadas?

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    21/09/2011 - 01h44

    É, você tocou em questões importantes. Obrigado.

    Gerson Carneiro

    21/09/2011 - 05h22

    Corroborando, cito o caso, no último carnaval, da revista NOVA da editora Abril que chegou a publicar dicas de "Como descolar um gringo no carnaval”.

    “arranje um gringo para chamar de seu. A gente ajuda!” (sic). http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-abril-

    E recentemente, um programa "sério", como são os programas da TV brasileira, em uma tarde de domingo, no chamado “horário nobre”, também deu sua contribuição para reforçar o estigma alvo do protesto noticiado no post. A apresentadora,“linda, maravilhosa” chegou até a perguntar: “Qual foi a MELHOR proposta que você já recebeu?”

    Cito também a “promoção” da imagem da mulher brasileira feita através dos criativos nomes tais como “Mulher Melancia; Mulher Melão; Mulher Samambaia; Nãoseioquê Bananinha… etc”.

    Presenciamos também, em qualquer evento comemorativo na tv, "cantoras" mais preocupadas em aparecer "gostosas" do que cantoras; exposição na tv de mulheres desesperadas que se submetem a todo tipo de humilhação para participar dos tais "espetáculos de realidade"…

    De fato, chega a ser um contra-senso protestar contra “o preconceito dos protugueses” e acusá-los de “desrespeito à mulher brasileira” quando aqui, no próprio país, um filme sobre a história da Dilma é motivo de ridicularização e um filme sobre a história da Bruna Surfistinha é aclamado.

    [youtube 30dw_rAitfE http://www.youtube.com/watch?v=30dw_rAitfE youtube]

    Júlio Rodriguez

    21/09/2011 - 10h20

    Não vejo como um contra-senso, faz parte de um processo de repensar as relações de gênero em todos os lugares, seja no Brasil, seja em Portugal, seja no bairro, em casa e etc… O manifesto é específico sobre o preconceito contra as mulheres brasileiras em Portugal e veja bem, refere-se a um conjunto de produções que atuam para reforçar estes estereótipos e preconceitos. O Brasil fazer ou ser o grande "produtor" desta imagem não invalida o fato, apenas o torna mais grave e com uma necessária expansão do debate ao âmbito nacional. Se for produzido um manifesto contra a imagem da mulher brasileira que é divulgada pela mídia do país, principalmente da Rede Globo, não há dúvida que terá grande apoio. Respeito todas as contribuições, mas sou cético quando a crítica vem na direção de afirmar que é incompleto ou que não é suficiente. Sempre há falhas em manifestos específicos, mas que, penso eu, cumprem um propósito específico de problematizar e conscientizar sobre um determinado assunto, fato e etc…

    Gerson Carneiro

    21/09/2011 - 11h57

    Eu acho que primeiro temos que fazer o dever de casa.

    Não adianta combater em Portugal, ou aonde quer que seja, e aqui dentro a gente avacalhar.

    Tem que cortar na própria carne.

    Luci

    02/10/2011 - 14h41

    Está na hora de Associações, Entidades de Mulheres e a própria sociedade exigirem na Justiça investigação sobre esta difusão da idéia estereotipada e preconceituosa de "peitos e bundas" para vender, para entretenimento. Quem está ganhando dinheiro com esta imagem "mito" que prejudica as mulheres do Brasil no mundo.
    O que voce define como cortar na carne é saber quem mantém e divulga esta imagem? Quem está patrocinando programas na TV que difundem estas "bundas e peitos", que parece a primazia nacional.

    Erica

    13/10/2011 - 01h05

    Alto lá, se elas querem ser frutas, problema delas, mas respeito é bom e gostamos, frutas ou não. E vão me desculpar, a gente é mais alto astral, mais bacana, e daí, gostar do nosso jeito é pecado agora? só porque nós mulheres brasileiras achamos que somos as melhores do mundo, e somos mesmo =) e não estou falando de corpos e desejos, to falando que a gente é legal, mais companheira do que percebi com as européias, não é crítica, é fato e não quer dizer que somos as P do mundo. Até porque, se tem brasileira se prostituindo lá é porque tem mercado. A tendencia é diminuir, pq Portugal já faz tempo, não está mais na crista da onda economica. Isso vai mudar com a distribuição de renda e melhor educação no Br, não é de um dia para o outro… aí esses gringos vão ter que ralar pra descolar uma mulher brasileira, que está evidentemente como já dizia a música, "em primeiro lugar". Impressionante como os homens costumam nos culpar pela violência que sofremos, não é a toa que morre uma mulher assassinada a cada duas hrs. no Br., se até gt bem informada fala isso. Agora dar banho em bb, acordar a noite pra trocar fralda, fazer o jantar qdo a patroa chega cansada, ficar com as crianças pra ela sair com as amigas e relaxar, isso é bem díficil achar entre a fauna masculina brasileira. Homens, sejam mais gentis, mais carinhosos, ajudem suas mulheres, não adianta só pagar a fatura do cc e depois ficar jogando na cara, amem suas mulheres de verdade pra uma revistinha furreca como a Nova, não fazer tanto sucesso entre as nossas. Meu marido é gringo, não, não nos conhecemos nesse esqueminha sujo que vcs. falam, foi na net, somos casados a quase 10 anos e temos uma filhota linda. Ele, tanto qto eu, lava, passa, varre, trocou fralda, vai em reunião da escola, não enche meu saco com ciúme besta e me dá a maior força em quase tudo que eu quero fazer, além de sempre deixar a minha moral alta, ela acredita em mim, apesar de minhas inumeras inseguranças e defeitos. Ah, e até aonde eu sei, o Ministério do Turismo durante o governo Lula, justamente pra mudar esa imagem tosca, mudou a postura do samba, suor e cerveja na propaganda do turismo. E não me venham regurgitar a ladainha que desuniu homens e mulheres na blogosfera, to falando de boa, sem sexismo na parada, só tô defendo minhas irmãs, filhas, mães, amigas, tias, avós, vizinhas, etc.

Valdeci Elias

21/09/2011 - 00h34

Portugual não é o país onde todas as meninas são raparigas, e os homens pra comprarem alguma coisa no mercado tem que entrar numa bicha.

Responder

    Klaus

    21/09/2011 - 10h27

    E usam camisola pra jogar futebol.

joao barbosa

21/09/2011 - 00h16

Portugal é aquele País que já teve várias colônias no mundo afora e hoje está de pires na mão e quebrado?
Orgulho de ser português, europeu ?
Curuz-credo!!!

Se voces soubessem a quantidade de europeu (portugues, italiano, espanhol) que tem aqui na Australia procurando emprego!!!

Todo dia eles chegam aos montes aqui no escritorio…

Coitados!

Quando digo que sou brasileiro…eles me olham assustados!?!

Como assim…Brasileiro?
Eles não dizem, mas posso ler na mente deles:
– Você é negro, fala o inglês fluentemente e ainda trabalha legal num país estrangeiro!!!

Pois é…
Eles ficam mais assustados ainda quando digo que já estou de passagem comprada para o Brasil!!!
Pois o Brasil está crescendo e tem mais oportunidades que qualquer outro país!!!

Pois é…o mundo gira e hoje os filhos dos "bravos" colonizadores…não passam de hippies usuários de drogas, sem destino e sem tradicional abrigo da terra natal.

Se não fosse a M.E.R.D.A da mídia brasileira que deprimi, rebaixa e tira a moral do nosso povo, poderíamos ser uma nação de gigantes!!!

Responder

    Crissy

    21/09/2011 - 08h37

    Falou tudo João! Estou em Londres e aqui também acontece a mesma coisa!

    Patricia

    21/09/2011 - 13h11

    Excelente. Disse tudo João.

    Bonifa

    21/09/2011 - 18h25

    Não cometamos o mesmo erro que eles. Não condenemos Portugal inteiro por isso. Estupidez existe lá e cá. Isto não é briga de torcidas de futebol.

    beattrice

    24/09/2011 - 16h01

    Exatamente, respondem a um preconceito com outro. Lamentável.

    Lucas

    21/09/2011 - 18h40

    "Pois é…o mundo gira e hoje os filhos dos "bravos" colonizadores…não passam de hippies usuários de drogas, sem destino e sem tradicional abrigo da terra natal."

    Duas coisas:

    1- Demonstrando seu preconceito contra hippies e usuários de drogas, acaba de perder qualquer razão que poderia ter.

    2- Portugal está passando por um momento econômico difícil, claro que os portugueses buscam oportunidades em outros países. Muito brasileiro emigra para outros países (você mesmo diz que mora na Austrália) nem por isso o Brasil é assim tão ruim. Não é preciso denegrir o povo português, tão bom e tão ruim quanto todos os outros, pra defender a mulher brasileira.

    Ana Paula

    22/09/2011 - 12h39

    Ter desconfiança/menosprezo com relação aos supracitados "hippies usuários de drogas" não é preconceito, é uma percepção que se funda em processos de ponderação eminentemente racionais. O preconceito é caracterizado por prescindir de dados para a configuração de uma concepção precipitada muito semelhante à falácia ecológica.
    Ter um pé atrás com "hippies usuários de drogas" não é preconceito, é bom senso.
    Basta ver as estatísticas do perfil dos perpetradores de uma série de crimes nas cidades. A incapacitação por meio de drogas como GHB, LSD ou ecstasy é a via mais utilizada nas universidades para que o jovem de classe média cometa violência sexual contra a mulher. Quem você acha que os perpetra?
    Como pesquisadora e professora, conheço bem o tipo social exemplificado por Joao Barbosa. São jovens displicentes, desordenados, indisciplinados e que não se empenham nem nas aulas, nem quando têm a oportunidade de pesquisar.

    Joao Barbosa

    22/09/2011 - 22h55

    Aê Lucas…sabichão!!!

    Três coisas:

    1- Quem não tem argumentos consistentes para oferecer (como você) julga todas as opiniões contrárias as suas como pré-conceito. Falou mau de "negro", racista. Falou mau de Israel, "sionista". Falou mau dos gays, "homofóbico". Menino…todos os grupos ou minorias são passíveis de serem criticados. Como eu deveria chamar alguém que é usario de drogas?

    2- Eu convivo com quem eu quero, gosto e sei que vai fazer bem para a minha vida! Eu não sou obrigado a aturar drogados e desorientados sejam eles: hippies, punks, católicos, flamenguistas, ou qualquer outra demonimação que você queira incluir aqui.

    3- Eu moro na Australia, mas eu não emigrei para a Australia. Moro aqui há 2 anos, onde adiquiri a minha proeficiencia no idioma inglês e conclui um curso de especialização. Volto para o Brasil no final do ano para seguir a minha carreira, bem sucedida, na área de TI.

    Você têm que comer muito "arroz com feijão" para vir aqui passar lição de moral, rapaz.

    Depois que você ler algum livro do Eric Hobsbawm, sobre a história da humanidade, a gente volta a conversar. Você não sabe quem é Eric Hobsbawm? Huummm… vai assistir sessão da tarde, vai….

O_Brasileiro

21/09/2011 - 00h26

Se eu puder, NÃO vou a Portugal e à Espanha nem pra fazer conexão…
Aqui no Brasil só o que se ouve falar desses países é racismo e xenofobia!

Responder

    Cesar Constantino

    21/09/2011 - 00h37

    Portugal é uma nação ingrata! Nos ansoo 90, escorraçava os brasileiros e se achava 1º mundo porque estava na comunidade europeia. Hoje, está com o rabinho entre as pernas e começa a mandar seus filhos para trabalahr no Brasil e a dizer que copiará o modelo econômico brasileiro!
    The Economist é que tem razão! Portugal deveria se render de vez e se oferecer para ser colnÔnia do Brasil!

    Canena

    01/10/2011 - 17h49

    Cesar, esse Constantino é descendência Grega ou é coincidência?
    Foste logo pegar carona no The Economist, que tal Grobo, Foia, e outros, seja nacionalista, prestigie a sua mídia.

    Erica

    13/10/2011 - 01h08

    Falou tudo, como disse Carlota Joaquina sobre nós "desta terra não quero levar nem o pó". Nunca mais porei meus pézinhos em Portugal, que me perdoem os queridos amigos/amigas portugueses que tenho, tem um povo lá que pega pesado pra cima de nós.

    Helena

    20/02/2012 - 18h55

    Vejo falar tanto sobre a mídia, o preconceito contra nós os brasileiros, nos programas de televisão, mas não estão atentos as redes sociais, onde ha um grande numero de homens portugueses a procura de sexo virtual com mulheres brasileiras na internet, eles usam toda a arte , para conquistar a confiança dessas mulheres, escolhem os perfil de mulheres que exercem as seguintes profissões , massagistas, cabeleiras, secretarias, usam uma falsa imagem de um homem educado, intelectual, bem sucedido , que vem ao Brasil, que vai casar, quando conseguem o que deseja, começam, ignora-las, humilham, julgando-as analfabetas e prostitutas..eles frequenta muito as redes socias Orkut, facebook, Skype. bate papo Uol. Acho que esta na hora das mulheres brasileiras, tomar conhecimento das más intenções dos portugueses, quando estão interessados num contato com mulheres brasileiras nas redes sociais.

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