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Luiz Antonio Dias: O papel da Folha e do Estadão no golpe de 64

21 de março de 2014 às 21h47

por Luiz Carlos Azenha

O professor Luiz Antonio Dias foi aos arquivos do Ibope doados à Unicamp. Descobriu pesquisas inéditas, demonstrando que: a) a reforma agrária tinha grande apoio às vésperas do golpe de 64; b) João Goulart era um político popular quando foi derrubado; c) a política econômica de Goulart tinha apoio da maioria; d) Goulart era forte candidato nas eleições presidenciais de 1965, se saisse candidato (o favorito era o ex-presidente Juscelino Kubistchek).

O professor também escreveu “Informação e formação: apontamentos sobre a atuação da grande imprensa paulistana no golpe de 1964 — O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo”, publicado no livro História do Estado de São Paulo/A Formação da Unidade Paulista, volume 2, República, publicado pela Imprensa Oficial paulista.

Anteriormente, Luiz Antonio havia feito seu mestrado estudando a atuação da Folha antes e durante o golpe de 64.

No artigo acima citado, ele reproduz trechos dos editoriais dos jornalões paulistanos, por exemplo, sobre a Marcha da família, com Deus, pela liberdade, em 19 de março de 1964.

Poucas vezes ter-se-á visto no Brasil tão grande multidão na rua, para exprimir em ordem um ponto de vista comum, um sentimento que é de todos, como o que ontem encheu o centro da cidade de são Paulo (…) Ali estava o povo mesmo, o povo povo, constituído pela reunião de todos os grupos que trabalham pela grandeza da pátria. (Folha de S. Paulo, 20.03.1964)

Meio milhão de paulistanos e paulistas manifestaram ontem em São Paulo, em nome de Deus e em prol da liberdade, seu repúdio ao comunismo e à ditadura e seu apego à lei e à democracia. (O Estado de S. Paulo, 20-03-1964)

Como sabemos, só a adoção do parlamentarista permitiu a João Goulart assumir o poder, quando Jânio Quadros renunciou.

Jango submeteu a questão a plebiscito: o presidencialismo foi restaurado com 80% dos votos!

Apesar da clara demonstração de apoio popular a Jango, o Estadão escreveu: “Acusarão um comparecimento de votantes suficientes para dar ao país a impressão de que houve uma adesão popular ao ponto de vista palaciano. (…) O plebiscito é apenas uma etapa. (…) Outras virão para completá-lo para permitir ao sr. presidente da República que dê mais um passo à frente no terreno da abolição de nossas franquias constitucionais”.

Ou seja, é a mesma lógica que se aplica hoje ao governo chavista da Venezuela: por mais que o governo vença eleições, ele é acusado de atentar contra a democracia!

Trecho do texto do professor Luiz Antonio Dias no livro:

“O Ipes [Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais] também e organizava organizações femininas. Dentre as mais importantes, merece destaque a Campanha da Mulher pela Democracia (CAMDE), composta de senhoras de classe média à alta burguesia, que via a presença do “demônio” do comunismo no governo João Goulart. O auge desses movimentos femininos foi em 19 de março de 1964 com a famosa ‘Marcha’. Seguindo os fortes ventos que sopravam para a direita, a Folha de S. Paulo exibiu — no dia seguinte à ‘Marcha’– a seguinte manchete: “São Paulo parou ontem para defender o regime”. As matérias e o editorial colocavam o povo de São Paulo como salvador da democracia”.

Importante lembrar que tanto os empresários Octávio Frias e Carlos Caldeira, da Folha, quanto os irmãos Mesquita, do Estadão, aderiram ao Ipes, uma espécie de Instituto Millenium anabolizado. Organizado por empresários, o Ipes promoveu uma campanha anticomunista que ajudou a demonizar Goulart.

Conclusão do professor, no texto acima citado:

Diante de tudo que foi apresentado, podemos concluir que o golpe de 1964 foi muito bem recebido pela Folha. O OESP também comemorou ao lado dos vencedores e, mais, com a vitória dos golpistas contribuiu com propostas para a nova ordem: ‘Uma terceira proposta vinha do jornalista Júlio de Mesquita Neto (…) e foi a primeira a chamar-se Ato Institucional. Sugeria a dissolução do Senado, Câmara e Assembleias Legislativas, anulava o mandato de governadores e prefeitos, suspendia o habeas corpus e pressupunha o primeiro de uma série (Gaspari, idem, p.122). É interessante notar que o Ato Institucional I, de 9 de abril de 1964, efetivou grande parte dessas sugestões, em especial, a autorização para a suspensão e cassação de políticos.

Se a posição do Estadão ficou bastante clara, ou seja, o jornal conspirou efetiva e abertamente contra o Governo Goulart, por outro lado a Folha aparentemente apenas ‘trabalhou’ de modo jornalístico contra o presidente João Goulart. No entanto, acreditamos que esse ‘trabalho’ jornalístico — de lançar matérias deturpadas e editoriais tendenciosos — teve tanta importância quanto as reuniões de Júlio Mésquita Filho com os militares golpistas.

Importante lembrar que, ironicamente, o Estadão foi o jornal mais censurado pelos militares (1.100 textos afetados em três anos).

Quanto à Folha, colaboracionista, depois do golpe ficou com o que restou do jornal que ajudou a destruir, a Última Hora, além de comprar o Notícias Populares – que havia sido montado para combater o UH de Samuel Wainer, jornal que apoiava o governo trabalhista deposto. Além disso, nos anos 70 os Frias entraram no espólio da destruída TV Excelsior e emprestaram um jornal à ditadura, a Folha da Tarde. Segundo o professor, entre 1964 e 1968 o patrimônio da Folha cresceu 5 vezes!

[Para saber mais, vá ao evento Globo: Do golpe de 64 à censura hoje, ao qual o pesquisador vai comparecer]

Abaixo, uma entrevista altamente recomendável com o professor Luiz Antonio Dias.

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Leia também:

A criminosa atuação dos encoxadores no transporte público

 

19 Comentários escrever comentário »

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Geraldo

04/04/2014 - 16h18

LEMBRAR PARA NÃO ESQUECER!Golpe Militar e Ditadura.(50 anos). Ontem 03/04, estive presente(como aluno) em uma mesa redonda promovida pela Unisa dentro do Campus 2 com a presença dos professores Luis Antônio Dias e Diogo Brauna. Muito bom! Embora ainda não estejamos vivendo uma plena democracia, mesmo por que muitos daqueles ainda estão no comando, dá para se ter uma ideia do que foi os 20 anos de repressão.

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JURIDICO

23/03/2014 - 23h38

Para mim, os maiores pecados são aqueles que vão na estrada da mentira, e são três: a desinformação, a calúnia e a difamação”, declarou Francisco

Responder

FrancoAtirador

23/03/2014 - 12h34

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No mês de setembro de 1964, a revista norte-americana ‘Fortune’
revelava o elo de ligação entre empresários de São Paulo
e a embaixada dos United States of America para dar o Golpe.

24/01/2014 – 06h00 | Felipe Amorim | São Paulo
OperaMundi

Apenas cinco meses após o golpe que depôs o presidente João Goulart, a tradicional revista norte-americana Fortune publicava uma longa reportagem narrando a parceria entre o então embaixador dos EUA, Lincoln Gordon, e os empresários paulistas que articularam a conspiração.

Enquanto setores civis e militares se armavam e ensaiavam a rebelião, lideranças golpistas foram pessoalmente à embaixada perguntar qual seria a posição de Washington caso fosse deflagrada uma guerra civil no Brasil.

“Cauteloso e diplomático, Gordon deixou a impressão de que,
se os paulistas conseguissem segurar [o comando] por 48 horas,
obteriam o apoio e o reconhecimento dos Estados Unidos”,
escreveu a publicação.

ssa é a apenas uma das revelações do artigo publicado por Philip Siekman na edição da Fortune de setembro de 1964, intitulado “When Executives Turned Revolutionaries” (Quando executivos viraram revolucionários)
Entre os fatos mais reveladores do texto de Siekman, a revista procurou destacar o papel central que o IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais) e seus líderes desempenharam na conspiração.

Primeiro, arrecadando fundos dos principais industriais paulistas e cariocas:

“No total, cerca de 400 empresas contribuíram para a instituição;
e o fluxo de caixa anual não passava dos US$ 500 mil”.

E, mais tarde, ao decidir adotar métodos mais diretos:

“Células de vigilância começaram a se equipar com armas leves,
instalar fábricas clandestinas de granadas de mão,
e escolher um local para levar a cabo operações de guerrilha
na guerra civil que consideravam inevitável e iminente”.

O IPES foi fundado em 1961 “oficialmente” para defender a livre iniciativa e a economia de mercado;
a entidade uniu acadêmicos conservadores, empresários e militares para desestabilizar o governo Jango.

Os principais nomes: Ayres, Mesquita e Resstel

O jornalista Philip Siekman reconta os pormenores da conspiração utilizando como personagens alguns líderes ipesianos e expoentes militares do golpe.

Três deles tiveram, segundo a Fortune, papel central:

Paulo Ayres Filho, representante da indústria farmacêutica [diretor do Ciesp (Centro de Indústrias do Estado de São Paulo), instituição que compartilhava membros, funções e objetivos com a Fiesp];

Júlio de Mesquita Filho, diretor-proprietário do jornal O Estado de S.Paulo;

e o coronel Rubens Resstel, responsável pelo planejamento da mobilização civil-militar em São Paulo.

Anticomunista ferrenho, Ayres Filho é descrito como um dos idealizadores do Ipês e principal incentivador da função marqueteira do instituto:
por meio de panfletos, cartilhas liberais, peças publicitárias
e vídeos “educativos”, o IPES deveria influenciar a opinião pública.

Segundo a revista, o diretor do Estadão, Júlio de Mesquita Filho —
“um dos recrutas mais proeminentes” e “líder nominal do grupo” —,
teve papel fundamental no setor logístico da conspiração,
sobretudo às vésperas do golpe, quando as células civis
já começavam a se preparar para o confronto.

“O grupo Mesquita sozinho gastou cerca de US$ 10 mil em armas,
incluindo uma série de metralhadoras”, relata a publicação.

O coronel Rubens Resstel, por sua vez, é caracterizado como o elo essencial entre os civis ipesianos e o Exército.

Militar graduado e egresso da tropa que lutara na 2ª Guerra Mundial, Resstel teve a função de convencer os altos comandos
e a jovem oficialidade de militares que permaneciam céticos e legalistas.

Também são citados na matéria como importantes conspiradores civis:

Gilbert Huber (proprietário das Listas Telefônicas Brasileiras),

Adhemar de Barros (governador de São Paulo),

e os advogados João Adelino Prado, Luiz Werneck

e Flávio Galvão (jornalista e advogado do Estadão).

Abaixo, primeira página do jornal ‘Última Hora’ repercutindo a matéria da ‘Revista Fortune’:


http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/33603/revista+fortune+revela+ja+em+64+elo+entre+empresarios+de+sp+e+embaixada+dos+eua+para+dar+golpe.shtml
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Mas não foi só a Folha e o Estadão
que espalharam para a Classe Média
o boato do ‘Mentirão – A Origem’:



Responder

Fabio Passos

23/03/2014 - 09h05

O PiG merece o nome!

E estas oligarquias corruptas e golpistas continuam mentindo, manipulando, omitindo e sabotando impunemente nossa democracia… e recebendo dinheiro público do Estado!

Até quando?

Responder

Nelson

22/03/2014 - 18h59

“Ou seja, é a mesma lógica que se aplica hoje ao governo chavista da Venezuela: por mais que o governo vença eleições, ele é acusado de atentar contra a democracia!”

O genial Millor Fernandes tinha uma frase curta e grossa que define esse comportamento da direita:

“Democracia é quando eu mando em você; ditadura é quando você manda em mim”.

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    Bode do Lula

    23/03/2014 - 04h29

    “Ou seja, é a mesma lógica que se aplica hoje ao governo chavista da Venezuela: por mais que o governo vença eleições, ele é acusado de atentar contra a democracia!” de fato democracia quem faz é a quantidade de voto, não importa como obteve, mesmo se fraudar. Cuba é democrática, pois foi o povo que definiu por lei que não pode ter candidato de oposição, assim como o Kim da Correia do Norte que obteve 100% os votos.

    francisco niterói

    24/03/2014 - 09h51

    Em duas comparacoes sem nexo, vc tenta discordar da afirmacao de que o governo da venezuela ganha eleicoes sugerindo que as mesmas sejam fraudadas.

    Vc pode discordar do governo daquele pais, etc, MAS NAO DEVERIA distorcer as informacoes. Ou melhor, vc poderia apresentar dados que se contraponham, por ex, às informacoes de observadores intenacionais, como o JIMMY CARTER que disse que eram as eleicoes mais livres e justas que ele tinha visto.

Mário SF Alves

22/03/2014 - 18h47

E não à toa esse é o País onde a luta pela superação dos entraves à Democracia é confundida com luta de esquerda e com o finado comunismo.
_________________________
Mas, vai passar. Vai passar este tempo de TENEBROSAS TRANSAÇÕES permitidas e viabilizadas pelo império do apartheid social encastelado na concentração de riqueza, terra e meios de comunicação.

Responder

FrancoAtirador

22/03/2014 - 17h49

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QUEM TE VIU… QUEM TE VÊ…

Hoje às 16h10 – Atualizada hoje às 17h21
Jornal do Brasil

‘Marcha da Família’ não tem adesões pelo país

No Rio de Janeiro, cerca de 150 pessoas, vestindo camisetas pretas, caminharam da Candelária à Cinelândia, no Centro da cidade.
Carregando cartazes, os manifestantes pediram a volta dos militares ao poder.

Em São Paulo, cerca de 200 adeptos do movimento se reuniram na Praça da República com o objetivo de relembrar a marcha anticomunista e de apoio ao golpe militar realizada há 50 anos.
Os organizadores pedem uma intervenção militar para retirar do poder os políticos corruptos, moralizar os poderes da República, promover valores morais e então convocar novas eleições apenas para “fichas limpas”.
Durante a concentração dos manifestantes houve um pequeno tumulto.
Um fotógrafo chegou a ser agredido.

Já em Belo Horizonte, o fiasco da marcha foi maior.
Apenas 50 pessoas se concentraram na porta da 4ª Companhia de Polícia do Exército, na rua Juiz de Fora, no Santo Agostinho, região centro-sul da capital.

APESAR DE VOCÊ, HOJE MESMO HÁ DE SER OUTRO DIA

Já o protesto contra a Marcha da Família reuniu público maior

Cerca de mil pessoas se reuniram na tarde deste sábado na Praça da Sé, em São Paulo, para a Marcha Antifascista, evento organizado em resposta à Marcha da Família

Também no centro de São Paulo foi realizada neste sábado a “Marcha Antifascista”.
Convocada através das redes sociais, os manifestantes se dirigem ao Largo General Osório, 66, onde fica o antigo prédio do Doi Codi.
A manifestação é foi um protesto contra a “Marcha da Família Com Deus pela Liberdade – O Retorno”.

MARCHA ANTIFASCISMO

Cerca de mil pessoas se reuniram na tarde deste sábado
na Praça da Sé, em São Paulo, para a Marcha Antifascista,
evento organizado em resposta à Marcha da Família.

(http://www.jb.com.br/pais/noticias/2014/03/22/marcha-da-familia-nao-tem-adesoes-pelo-pais)

APESAR DE VOCÊ (1970)
Chico Buarque de Holanda

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu

Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia

Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro

Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia

Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai se dar mal
Et cétera e tal
Lá lá lá lá laiá

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Apesar_de_Voc%C3%AA)
(http://www.youtube.com/watch?v=xbH2E1XfscA)
(http://www.youtube.com/watch?v=oMV00IZbRtw)
(http://www.youtube.com/watch?v=R7xRtSUunEY)

Responder

    Bonifa

    22/03/2014 - 21h52

    Na manifestação do Rio, a bandeira do integralismo de Plínio Salgado estava desfraldada à vista de todos, carregada por um guri. Sem polêmicas sobre o caráter “humanista” do fascismo brasileiro, ninguém garante que ele agora não seja mais brutal, consoante com os irmãos de aquém (Venezuela) e além mar. O fato é que o fascismo não está mais se escondendo.

Julio Silveira

22/03/2014 - 15h31

Acho muito legal esse papel que alguns estudiosos impõem a esses grupos, de não permitirem que se passem por críticos, opositores, daquele regime ditatorial a época. A cidadania brasileira, sempre propensa a falta de memória deve marcar na paleta esses que foram e ainda são capazes de urdir para prejudicar o andamento democrático sempre quando a democracia não ir ao encontro dos interesses deles. Parabéns aos desmistificadores.

Responder

Urbano

22/03/2014 - 13h28

Na groubostonoma nunca houve debate sobre o bem para o Brasil, mas sempre uma armação para a sua debacle, independentemente de sua corja se encontrar no poder ou fora dele.

Responder

Euler

22/03/2014 - 13h16

Ótima entrevista, Azenha, muito esclarecedora. Com base nesta entrevista, você poderia produzir um documentário, com ilustrações e tudo mais. Pense nesta possibilidade. Você tem o material principal em mãos. Além disso seria um ótimo material para se trabalhar nas salas de aula de todo o Brasil, que não pode continuar com este desconhecimento da nossa história. Até para se prevenir contra práticas de golpismos tão presentes na nossa atualidade – e em alguns pontos tão semelhantes com as que aconteceram há meio século. Parabéns por mais este trabalho jornalístico de primeira qualidade.

Responder

Lindivaldo

22/03/2014 - 12h52

Parabéns, Azenha!

Responder

Bernardino

22/03/2014 - 11h29

MATERIA IRRETOAVEL e Verdadeira.Veio em boa hora quando o PIG quer ressuscitar a Ladainha anticomunista,totalmente ridicula,para semear a baderna;Agora com a crise na Crimeia que felizmente aderiu em boa hora à RUUSSIA os Pilantras da MIdia nao param de mentir e atacar as esquerdas.

FOSSA de S.PAULO E ESTRAGO DE S PAULO,logo logo irao pro Vinagre!é questao de tempo alem do complexo Globo e seus capatazes!!!

PArabéns ao AZENHA E EQUIPE por nos DIsponibilizar tao brilhante artigo do LUZ ANTONIO DIAS!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Marcio Ramos

22/03/2014 - 09h30

… tem aqueles que mesmo com tudo isso ainda creditam no PIG e amam os EUA… uma vez reaça sempre reaça…

… este Azenha é porreta… muito legal e para minha surpresa tem gente boa no PIG, mas com desconfiança, sempre…

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Marcos K

22/03/2014 - 06h43

Eis um exemplo dos sórdidos valores da imprensa brasileira. Nunca estiveram do lado do povo e mesmo assim posam de “democratas” e “imparciais”. É nojento. Mas o pior é quem ainda gente ignorante o suficiente para acreditar nessa ladainha anti-comunista.

Responder

Norma Dias da Costa

22/03/2014 - 02h38

Pig. Perverso!
Parabéns pelo excelente trabalho,Luiz Antono Dias.

Responder

altamiro souza

22/03/2014 - 01h02

excelente entrevista!
desmascara o pig e o esquema empresarial-militar no golpe!

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