VIOMUNDO

Luana Tolentino: Boneca fere dignidade das crianças negras

25 de janeiro de 2015 às 17h43

Neguinha do espanador

Eu

Luana Tolentino: “Choque, repulsa, raiva, meu sangue ferveu. Foi o que eu senti quando vi a foto da boneca, com a participação do MuBe e da Estrela. “

por Conceição Lemes

Muitos dos leitores assíduos do Viomundo  já conhecem um pouco Luana Tolentino, sua história, leram seus textos aqui.

Para quem está chegando aqui agora Luana teve uma infância e adolescência difíceis, como toda criança e adolescente pobre e negra. Foi faxineira, babá. Num desses empregos, a filha da patroa deu-lhe pão mofado para comer, enquanto a menininha mimada comia pão fresco e quentinho que Luana acabara de trazer da padaria..

Na raça, Luana deu a volta por cima. Hoje, aos 31 anos, é historiadora formada pela UN-BH e professora de História para o ensino fundamental numa escola pública de Belo Horizonte. É também ativista do movimento negro e de mulheres.

Pois há meia hora recebi de Luana um e-mail indignadíssimo com a boneca “Neguinha do Espanador”, que integra a exposição Mail Art Cupcake Surpresa, uma parceria do  MuBe — Museu Brasileiro de Escultura — e Brinquedos Estrela.

O site do MuBe explica:

O Museu Brasileiro de Esculturas pediu para a Estrela, fabricante da Boneca Cupcake, fazer uma versão toda branca desta boneca. Elas foram mandadas, pelo correio, para vários artistas ou aspirantes ao redor do mundo, para que pudessem customizar a boneca da forma que quisessem (costurar, pintar, criar looks e cenários etc). O resultado é a concepção de uma série de obras com características particulares, dentre as quais vários toyarts, numa mistura de arte, moda e design, que o público vai poder conferir numa mostra de 80 bonecas.

Neste momento, a exposição Mail Art Cupcake Surpresa está no Shopping Market Place, em São Paulo, onde ficará até 8 de fevereiro.

“Na manhã de hoje, ao acessar o Faceboook, me deparei com a imagem da boneca ‘Neguinha do espanador’, compartilhada na página de Thaty Meneses“, conta. “Choque, repulsa, raiva, meu sangue ferveu. Foi o que eu senti quando vi a foto, participação do MuBe e da Estrela. ”

A  Thaty Meneses reproduziu texto de Simone Nascimento Souza:

a legenda da boneca negra diz tudo: Ela tem um espanador na mão. É assim que as crianças negras se vêem em todo lugar. Em pleno 2015, é assim que somos representados. – “Tem pouquíssimas bonecas negras e a maioria delas está estereotipada sim. apenas uma delas está representada como algo não folclórico ou subserviente . Se não é a Estrela a responsável pela criação das caracterizações, ela é responsável pela curadoria da exposição e deveria saber que é inadmissível essa “neguinha do espanador” . Porque ninguém teve o input criativo de caracterizar uma das bonecas brancas como a loirinha do espanador?

“Gostaria que antes de acusarem nós, negros, de sentirmos vergonha da nossa cor, de vermos racismo em tudo, as pessoas tentassem por um instante se colocar no nosso lugar. Gostaria também que imaginassem o sentimento de uma criança negra ao olhar para essa boneca”, atenta Luana.

“‘Neguinha do Espanador’ fere a dignidade das crianças negras, contribui para a negação do pertencimento racial  e a baixa auto-estima delas”, denuncia Luana.

– Por que não a boneca lourinha com o espanador? 
“Porque  a ideologia racista incutiu na maioria da população brasileira a ideia de que homens e mulheres negras estão fadados a ocupações de menor prestígio-socioeconômico, como domésticas, faxineiras, cozinheiras, porteiros”, detona Luana.

“Nós, negras e negros, não aceitamos que nossas crianças sejam representadas como seres inferiores, destituídos de beleza e associados somente à profissões de menor prestígio social”, vai mais fundo Luana. “É sabido que no Brasil o emprego doméstico é ocupado majoritariamente por mulheres negras, na maioria das vezes, em situação degradante, com baixos salários, carga horária extensa e sem o recebimento de direitos trabalhistas.”

Na avaliação de Luana Tolentino, a boneca “Neguinha do Espanador” é ato de racismo explícito.
Por isso, já enviou à Ouvidoria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial — a Seppir, da Presidência da República, esta denúncia:

Venho por meio desta denunciar a fabricante de Brinquedos Estrela.

Em exposição realizada no Shopping Market Place, na cidade de São Paulo, foi exposta a boneca “Neguinha do Espanador”, criada por Rita Caruso.

O brinquedo representa as crianças negras de maneira inferiorizada e ainda associa o povo negro às profissões de menor prestígio.

É sabido que o emprego doméstico é ocupado majoritariamente por mulheres negras, e na maioria das vezes em situação degradante, com extensa carga horária e sem direitos trabalhistas.

Acredito que a boneca fere a dignidade das crianças. Contribuiu para a negação do pertencimento racial  e para a baixa auto-estima. Acredito ainda que as crianças podem ser alvo de xingamentos e discriminação em função da boneca.

Encaminho uma foto para endossar a minha denúncia.

Certa de que providências serão tomadas, agradeço.

Luana solicita aos leitores que façam o mesmo. Basta enviar uma mensagem [email protected], com a imagem da boneca, o nome completo, identidade, CPF e o endereço do denunciante.

PS do Viomundo: Em nota ao Viomundo nesta segunda-feira 26, a Estrela diz que apenas cedeu as bonecas ao Mube. E que a empresa não pretende fabricá-las. Como é o correto e ético nessas situações, nós a reproduzimos na íntegra.

Ficam, porém, algumas perguntas, já que a exposição existe desde 2013:

Por que só agora, depois da denúncia do Viomundo, a Estrela se deu conta do racismo da boneca?

Por que a Estrela deixou esse tempo todo o seu nome associado à boneca “Neguinha do espanador”, como consta no estande da exposição?

Por que não vetou de imediato?  

Nessa segunda-feira 26, o  Shopping Market Place, onde está sendo realizada a exposição, também se eximiu de qualquer responsabilidade. Por que só agora depois da nossa denúncia?

O Mube continua na muda. Por quê?

Precisou o caso ser levantado por Luana Tolentino, para que os parceiros envolvidos na confecção e exposição da boneca se dessem conta do racismo e tirassem o corpo fora.

Se não houvesse a nossa denúncia, nada teria acontecido. Mais uma vez prevaleceu o velho ditado: Filho feio não tem pai. Lamentável. Conceição Lemes

Leia também:

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Mello

27/01/2015 - 12h59

Agora é só promover o boicote aos produtos da Estrela.

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felipem2

27/01/2015 - 04h59

Pelamordedeus. é uma exposicao de ARTE!!!!!! a neguinha do espanador é uma obra de arte. serve para o espectador refletir. Nao é uma boneca feita pela Estrela. Por favor, reflitam! Nao é pra ficar revoltado com o brancos nem com o artista. Vamos nos preocupar com o realmente interessa. E a peça, ofensiva ou nao, nao deve ser censurada.

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Prof. Fabíola Fraga

26/01/2015 - 19h05

Olá !!! Depois do impacto inicial, com o choque diante dessa notícia, passamos para ação… No ano de 2014 desenvolvemos um Projeto de nome KARINGANA( com crianças de 4 e 5 anos), nele tínhamos como prioridade resgate da auto estima, e resolvermos a questão: Bonecas negras, cadê? Agora, quando o segundo passo seria construirmos nossa BONECA AFRO BRASILEIRA, leio essa notícia… Bem quero PEDIR A VOCÊS QUE ME AJUDEM A CONSEGUIR ESSA BONECA, POIS DEVEMOS NOS APROPRIAR DESSES ESTERIÓTIPOS RACISTAS E EXTERMINA-LOS DE NOSSO MEIO… PENSO UTILIZANDO DELE MESMO… Então quem poder me ajudar a conseguir esse objeto eu agradeço. Meu face é : Prof.Fabíola Fraga, e o link da reportagem com o resumo do nosso Projeto é: http://g1.globo.com/espirito-santo/estv-1edicao/videos/t/grande-vitoria/v/professora-do-es-cria-projeto-com-criancas-sobre-a-consciencia-negra/3798240/

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Angelo Sergio

26/01/2015 - 16h19

Impossível à elite perceber o seu próprio racismo. Ele é tão forte que soa assim,como um ato falho, ninguém se deu conta que é ofensivo. Pois bem, aproveitemos a munição gratuita que nos entregaram. Sugiro a todos que podem que afiem suas canetas, vamos começar a construir um pensamento crítico, de modo que possamos reagir com categoria aos herdeiros do pensamento escravocrata! De minha parte lhes prometo um artigo a ser publicado aqui na Argentina, onde concluo o mestrado em Educação…

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Valdir Estrela

26/01/2015 - 15h55

O racismo é uma prática política cotidiana usada pelas classes dominantes para inferiorizar as camadas oprimidas em todos os aspectos (econômicos, políticos, culturais, ideológicos, etc.) visando manter o status quo que no Brasil é burguês, branco, judaico-cristão e patriarcal. O exemplo da boneca criada pela “artista” é só mais um dos artifícios usados pela classe dominante brasileira para dizer quem manda neste país, e aí não importa nem a cor nem a classe social a que essa “artista” pertence.

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Estelina Rodrigues de Farias

26/01/2015 - 15h38

Meus parabéns por reagir e ferver o sangue, Luana. Todos nós, negros e brancos, temos o dever moral de reagir contra todo tipo de racismo. O da “Neguinha do Espanador” é chocante e revoltante porque em pleno 2015 era de se esperar que pelo menos as criancas negras fossem poupadas de chutes na sua auto-estima e na esperanca de que tenham um futuro melhor do que tiveram seus pais. A falta de sensibilidade é um espanto!

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Fernando Schinimann

26/01/2015 - 13h40

Cara Luana Tolentino,
Tu tens meu apoio integral. De ha muito a Empresa que produz o “brinquedo” capitalista precisa se curvar a dignidade daqueles que efetivamente mantiveram com seus suores e trabalho hrrculeo o capital branco. Historia nao se julga mas contemporaneamente necessita cada vez mais da critica engajada como tu faz.
Cansei de ver desde a infancia ver as lindas mulheres afro serem referencia para a chacota e motivo de menosprezo
Quao guerreira era minha mae na sua negritude, e minha irma, sobrinhas, tias, primas, amigas,contigo grito um pouco por elas e digo nao ao ranso velar racista no Brasil sob a egide da pseudo democracia racial.

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Elias

26/01/2015 - 13h22

Talvez seja ridículo o que vou dizer. Talvez? Não. É ridículo o que vou dizer mesmo porque tal fato está repleto de ridículos. Então procurei uma saída que por mais que me esforce fatalmente será ridícula. Não há como escapar das armadilhas do imponderável que essa notícia nos impõe.

Vamos supor que Rita Caruso chamasse a boneca de Neguinha da Beija-Flor. Seria menos ou nada “racista”? Aliviaria o contexto na medida em que existe o cantor Neguinho da Beija-flor? Ou então, se Rita Caruso tivesse bom senso para intitular sua “obra” de Passista de Escola de Samba. Não. Ela preferiu “neguinha” e ainda acrescentou o “espanador”.

Então, a que entendimento pode-se chegar? Rita Caruso jamais leu o a Lei de Igualdade Racial. É mais uma analfabeta política que tenta aparecer com seu artesanato estúpido, sem criatividade e preconceituoso.

Pior é que a curadoria (ou seja lá quem decide exposições no MuBe) aceita e expõe tal coisa degradante às brasileiras de cútis distinta. E como se não bastasse, usando a figura de uma boneca, algo tão vinculado às crianças, seres que ainda estão definindo realidades.

O MUBE e a ESTRELA são duas instituições particulares. A primeira é de ordem cultural (com muito apoio da prefeitura) e a segunda é uma industria de brinquedos que conta quase 80 anos de existência. Não dá para aceitar tamanha falta de noção histórica a ambas as administrações.

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Elizabeth Sá Fonseca

26/01/2015 - 11h21

É chocante perceber que ainda existem pessoas que tem coragem de criar (e exibir), sem nenhum pudor, a sua face racista e despudorada. Estou indignada, nunca mais comprarei brinquedos da Empresa Estrela.

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Kelly

26/01/2015 - 10h55

E a tal da “artista” Rita Caruso, não sofrerá nenhuma punição? Acho que todos (museu, estrela e autora) deveriam responder por isso e sofrer as consequencias!

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Morvan

26/01/2015 - 10h39

Bom dia.

Carissimi del VOM:
Luana Tolentino:

Choque, repulsa, raiva, meu sangue ferveu. Foi o que eu senti quando vi a foto da boneca, com a participação do MuBe e da Estrela. “

Num desses empregos, a filha da patroa deu-lhe pão mofado para comer,¹ enquanto a menininha mimada comia pão fresco e quentinho que Luana acabara de trazer da padaria…“

Luana, todo nosso apoio. Você é forte (mais forte ainda há ficado com [ou sem] o pão embolorado, mesmo que não fosse a intenção da menina que sovinara pão). Que bom ver pessoas quais você, a lutar pela dignidade humana. Parabéns, brasileira de luta.
¹Vocês precisam ler o linque sobre o pão mofado. Não é só uma crônica de Luana e de sua pugna pela sua dignidade. É um retrato fiel da Casa Grande.

Saudações bolivarianas; {♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥}; “E No Paraná, Ainda Há Juízes, Ou Só Moros?“,
Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

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Stay Puft

26/01/2015 - 10h19

“– Por que não a boneca lourinha com o espanador? ”

“É sabido que o emprego doméstico é ocupado majoritariamente por mulheres negras, e na maioria das vezes em situação degradante, com extensa carga horária e sem direitos trabalhistas.”

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Abelardo

26/01/2015 - 09h57

Esse desprezível e repugnante ato cometido pelo fabricante ESTRELA, merece que seja enquadrado e processado por infringir a seguinte lei contra a prática de racismo:

Art. 1º Os arts. 1º e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passam a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.”

“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Pena: reclusão de um a três anos e multa.

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Shelm

26/01/2015 - 08h32

Concordo com voce Luana, é absurdo e inadimissivel esse tipo de racismo ecarnecedor e revoltante.

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Norma Nascimento

26/01/2015 - 02h11

Enviado à Seppir. Inacreditável.

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Edgar Rocha

26/01/2015 - 01h18

Minha solidariedade a todos os negros e negras, humilhados por esta aberração cínica criada para ser exposta num Shopping Center reduto do consumo e local reivindicado como privilégio dos mais abastados e, obviamente, brancos.
Contudo, gostaria que se revisse o termo da seguinte frase:
“Nós, negras e negros, não aceitamos que nossas crianças sejam representadas como seres inferiores”. A boneca representa alguém em situação subalterna e, de forma humilhante e preconceituosa, pressupõe que negros e negras tenham como lugar na sociedade as profissões SUBALTERNAS. Isto já é suficiente para gerar indignação. Mas, por favor, já que a discussão aqui passa pela conotação e pelo simbolismo, peço que não se use o termo “inferior”. No que se refere ao trabalhador braçal ou às profissões mais humildes, como se trata no texto, é uma definição errônea e igualmente depreciativa. Não há nada de inferior ou indigno em ser uma faxineira, um peão, uma empregada doméstica. Minha mãe era lavadeira, meu pai pedreiro. Subalternos, portanto. Mas, não inferiores.
Sejamos também cuidadosos com os termos, principalmente quando a intenção é cobrar significados e conotações. Negros não estão fadados à condição ou a empregos subalternos. Mas, aqueles que trabalham nestas áreas não podem ser confundidos como praticantes de atividades “inferiores”. Inferior é ser bandido. Ser faxineira é ser subalterna, nada mais. Não chega a ser, por si, algo indigno.

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    Carlos

    26/01/2015 - 14h52

    Perfeito. É preciso tomar cuidado com as palavras.

    Norma Nascimento

    26/01/2015 - 14h59

    Também tinha sentido isto, Edgar. Ou mudamos para “subalternos”, conforme sua sugestão, ou explicitamos o contexto: “não aceitamos que nossas crianças sejam representadas como seres inferiores segundo os critérios desta sociedade.” (sem vírgula). Não há nada de inferior em ser faxineira ou pedreiro. Muito pelo contrário. (Quem for espiritualista e tiver estudado o carma das profissões sabe bem o “passivo cármico” de um químico,um advogado, um engenheiro de armamentos, um farmacêutico etc.etc.etc.)

ricardo

25/01/2015 - 22h24

Sinto repulsa ao ver qualquer tipo de boneca. Brinquedo mais macabro que boneca não existe.

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Orivaldo Guimarães de Paula Filho

25/01/2015 - 21h21

Indignado com esta boneca montada e já encaminhei a mensagem. Racismo nunca, racismo não!

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valdir mg

25/01/2015 - 21h20

A Estrela deveria não produzir este produto.

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Francisco

25/01/2015 - 19h06

O simples fato de ter de chamar atenção sobre o fato mostra que desde a Revolta dos Malês a sociedade brasileira (branca) brinca com fogo…

Responder

Marat

25/01/2015 - 18h32

Se depender exclusivamente da burguesada estúpida de SP, leitora do Reinaldo Azevedo, do Mainardi et caterva, e eleitora do PSDB, a escravidão voltará ao Brasil. A pena de morte (de direito) será sancionada, deverá haver trabalho escravo para os que eles considerarem inferiores. Para os pobres com algum estudo, haverá trabalho duro (16h por dia) e quem chiar, vai pro pelourinho. Além disso, essa corja será totalmente a favor da prostituição (infantil ou adulta) e apoiará a venda de órgãos de crianças pobres, para as crianças dos países ricos (aqueles que bombardeiam diariamente países pobres e miseráveis).

Responder

    Mauro Assis

    26/01/2015 - 08h26

    Marat, eu como burguês estúpido paulistano não penso em nada disso…

    Marat

    26/01/2015 - 22h30

    Mauro, você talvez não esteja no rol dos estúpidos…

    Julio Silveira

    26/01/2015 - 08h30

    Meu caro Marat, concordo em quase tudo, discordo apenas do que demonstras, a meu ver, ser uma ingenuidade quando dizes que a pena de morte neste país não esteja instituida, leia os jornais é verificarás o quanto estás longe da verdade. Agora se você se você se refere a pena de morte estatal, até esta já esta vigindo leia quantos casos acorrem no pais cometidos por agentes do estado. Vejo a pena de morte com outros olhos, como a questão das drogas, que tanta gente quer descriminalizar para facilitar o controle pelo estado. Talvez, e apenas talvez, se o estado estivesse como senhor dessa situação muito menos vidas honradas seriam perdidas, e muito mais justiça poderia ser feita. Sem o que, quem sabe se evitaria tantos assassinos desnaturados que nutrem uma indiferença brutal sobre a vida, alheia e propria. Se uma vida fosse salva das mãos desses selvagens que vestem modelito humano, já seria uma grande coisa para melhorar o mundo. Eu, pelo menos, não quero ter nas mãos e na consciencia, por hipocrisia, a irresponsabilidade de me acumpliciar com assassinos quando tiram a vida de inocentes, se eu tiver wue escolher quem prefiro que viva preferirei sempre a preservação da vida de um cidadão de bem, sem os lero leros dos humanistas de meia tigela. Sds.

    Marat

    26/01/2015 - 23h18

    Olá Julio.
    A pena de morte de fato, já temos. Basta o cara ser preso, e já estará morto. Seja para a sociedade, ou morto de morte morrida!
    Essa turma ai deseja (como bons imitadores dos EEUU) a pena de morte de direito, e ai, como todos já sabemos o filme, só os PPPs irão para o patíbulo. Um ou outro diferente dos PPPs tomarão o mesmo caminho, para dar um ar de “justiça”…
    Abraços

    Julio Silveira

    28/01/2015 - 11h01

    A questão da pena de morte meu caro, a meu ver, não é questão de justiça é questão de estado.
    Vivemos num país tão injusto, sob diversos aspectos, que desvirtuamos as coisas. Passamos a acreditar ser injusto a morte, qualquer morte, mesmo sabendo que ela é inevitável no fim das contas, inclusive aquelas que são provocadas por aqueles que as banalizam, matando iguais sem qualquer cerimonia ou parcimônia ou legalidade. Esses que se lixam para você, para mim, para qualquer norma legal democrática instituída.
    Ser contra a pena de morte, para qualquer ser civilizado, nem vou dizer espiritualizado, é obrigação. Mas o mundo ainda é cão e não vivemos em utopia, e até que estejamos preparados para um mundo sem crimes, sem mortes e sem armas, a vejo como necessária e sem hipocrisias. Eu, pelo menos, não gostaria de ser devorado por um bando de lobos, e acredito que o estado deva sim criar formas duras de prevenir isso, e por mais contraditório que possa parecer, inclusive as severas como a morte do lobo. Para evitar que pessoas produtivas, contribuintes para o estado, para a comunidade, para a sociedade, não venham a ter a vida retirada, de forma covarde e antecipada, pelas mãos de algum lobo selvagem vestido de humano, que vê gente civilizada, humanizada, como presa. Abraço. Sds.

    Zanchetta

    26/01/2015 - 08h40

    Vc é o exemplo acabado do que é ódio …

    Marat

    26/01/2015 - 22h31

    Zanchetta, não seja obtuso, por favor… Eu falo o que ouço diariamente… Grande parte da classe média e média alta de SP tem ódio de preto, de pobre e de nordestino!

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