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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Em cartazes, Federação das Indústrias e Itaú acusados de dar apoio à ditadura

09 de abril de 2014 às 12h03

Foto Beatriz Macruz

Região da avenida Paulista amanhece com cartazes acusando Fiesp e Itaú de suporte à ditadura

 Por Tatiana Merlino

 “Fiesp financiou a ditadura civil militar”, anuncia, em letras vermelhas, um cartaz colado num poste na Alameda Santos, zona oeste de São Paulo. “O Itaú apoiou a ditadura civil militar”, diz outro cartaz, colado na frente de uma agência do banco, na mesma rua. Postes, muros, lixeiras, pontos de ônibus  e até um posto da Polícia Militar dos bairros Cerqueira César, Jardins e Bela Vista foram forrados na noite desta terça-feira, 8, por centenas de cartazes acusando a  Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) de ter articulado durante a ditadura civil militar (1964-1985) reuniões de empresários que apoiaram financeiramente a repressão a opositores do regime.

“De 1971 a 1978, Geraldo Resende de Mattos, funcionário da Fiesp, visitou até quatro vezes por semana o Dops, um violento centro de tortura e repressão da ditadura”, denuncia o panfleto, assinado pela Frente do Esculacho Popular (FEP), organização formada por militantes de direitos humanos que denunciam a violência do Estado cometida durante a ditadura militar e também no período democrático. A sede da Fiesp está localizada no número 1313 da Avenida Paulista.

Sobre o Itaú, os cartazes dizem: “Os vínculos do Itaú com a ditadura foram tão grandes que um de seus controladores, Olavo Setúbal, foi prefeito nomeado (sem voto popular) de São Paulo, de 1975 a 1979”. No documento, os manifestantes lembram, ainda, que no começo deste ano o Itaú distribuiu uma agenda a seus clientes em que o dia 31 de março, data do golpe militar de 1964 que instaurou uma ditadura no Brasil, é chamado de “aniversário da revolução de 1964”, como os apoiadores da ditadura se referem a esse dia.

A participação de civis, em especial os empresários brasileiros, no golpe militar de 1964 e o apoio financeiro dado durante a ditadura tem sido tratada pelas Comissões da Verdade. A Comissão da Verdade de SP realizou audiências apresentando as relações da Fiesp com a ditadura e mostrando como o empresariado nacional se beneficiou do regime. Em fevereiro deste ano, o coronel reformado do Exército Erimá Pinheiro Mota relatou que a Fiesp subornou o general Amaury Kruel para que ele apoiasse o golpe de Estado de 1964, que derrubou o presidente João Goulart. Ele afirmou à Comissão da Verdade da Câmara Municipal de SP ter presenciado o ex-presidente da Fiesp Raphael de Souza Noschese, na companhia de três homens, chegar a uma reunião com o general com uma mala contendo 1,2 milhão de dólares.

PS do Viomundo: Recentemente, depois de mandar recolher agendas do banco impressas com o 31 de março assinalado como “aniversário da Revolução” de 1964, o banco afirmou em nota: “Em nada reflete o DNA e as crenças do Itaú Unibanco. Lamentamos o desconforto causado. Somos uma instituição financeira que respeita a diversidade de pensamentos e ideias e a democracia”.

Foto Caio Castor

Leia também:

Filho de Jango: Homem que declarou presidência vaga embolsou dinheiro gringo

 

19 Comentários escrever comentário »

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Augusto dos Anjos

11/04/2014 - 11h27

Não deu no Boechat:

sua compra foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras, que entre seus membros contava com a participação de Fábio Barbosa, presidente da Abril e ex-presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), de Jorge Gerdau, presidente do Grupo Gerdau, e de Cláudio Haddad, presidente-acionista da Ambev. – See more at: http://www.pt.org.br/noticias/view/gabrielli_demonstra_o_passo_a_passo_da_venda_de_pasadena_e_desconstroi_ment#sthash.Pph7OCGJ.dpuf

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Augusto dos Anjos

11/04/2014 - 10h41

Viva! Caiu a ficha da Dilma!
Não é no segundo turno que se faz contrato com o eleitor. É no primeiro!

Segundo relatos de participantes quanto ao debate sobre a reforma política, a avaliação da presidenta é que, sem pressão das ruas, a bancada governista não tem força suficiente para aprovar as mudanças no Congresso. A presidenta chegou a comparar a necessidade de pressão pela reforma política ao movimento Diretas Já, que entre 1983 e 1984 pediu a volta das eleições diretas no país.

“Ela disse que não é uma questão só de caneta, que a maioria que ela tem no Congresso não é uma maioria em todos os temas e que é preciso uma conjuntura que envolva as ruas para pressionar o Congresso a fazer a reforma política”, contou a criadora do movimento “Não mereço ser estuprada”, Nana Queiroz.

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jõao

10/04/2014 - 19h15

Bomba: Pagamento a doleiro Alberto Youssef por sócia da CEMIG complica Aécio.

Na ânsia de atacar a Petrobras, a revista Época, sem querer deu um tiro de canhão em Aécio Neves (PSDDB-MG).

A revista apontou um pagamento da empresa Investminas Participações a uma empresa que a revista diz ser de fachada do doleiro Alberto Youssef.

Acontece que a Investminas não tem negócios com a Petrobras. Teve com a CEMIG.

E as datas dos acontecimentos são devastadoras para Aécio Neves (PSDB-MG), pelas suspeitas que a revista Época levantou:

11-07-2012: CEMIG tem 49% da empresa Guanhães Energia e a Investminas tem os outros 51%. A CEMIG é sócia também da LIGHT (distribuidora de eletricidade no RJ), e vota para a Light comprar os 51% da Investminas.

28-08-2012: LIGHT anuncia a compra dos 51% da Guanhães, pagando R$ 26,6 milhões pelo negócio.

19-09-2012: A Investminas depositou R$ 4,3 milhões na conta da MO Consultoria – empresa de fachada usada pelo doleiro Youssef, segundo as palavras da revista Época.

O jornal Estadão vai além. Diz que a MO Consultoria “seria uma espécie de central de distribuição de valores para políticos ligada ao doleiro Alberto Youssef”.

A CEMIG é estatal mineira, hoje sob domínio tucano, que também controla a LIGHT. Há 12 anos que a principal liderança do tucanato mineiro é Aécio Neves.

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,empresa-de-ex-ministro-pagou-r-4-3-milhoes-a-

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Augusto dos Anjos

10/04/2014 - 17h18

licença para colocar o endereço.
http://outraspalavras.net/destaques/gerindo-a-desordem-rumo-ao-estado-de-controle-global/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=gerindo-a-desordem-rumo-ao-estado-de-controle-global

acorda brasileiro, estudante, sindicalista, dona de casa, trabalhador, empregado domestico (vc mesmo, que ainda não teve sua PEC regulamentada e está aí com a boca cheia de pipoca….)

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Augusto dos Anjos

10/04/2014 - 12h32

19h – Sessão Magna Pública da Maçonaria Paulista

Local: Templo Nobre da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo.

Rua São Joaquim, 138 – Liberdade, São Paulo.

Aécio estará neste local hoje.

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Eunice

10/04/2014 - 12h04

“O nosso modelo de educação ensina o verbo to be do sexto ano ao final do ensino médio, e agora o governo cobra fluência? Já sabemos agora que os próximos a irem para o CsF serão as pessoas que teriam condições de ir por conta própria”, diz usuário do Facebook.

Verdade: ou mudamos a educação ou mudamos a educação.

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Fabio Passos

09/04/2014 - 18h06

Nome aos bois.
Apoiaram e financiaram os carniceiros que torturavam e assassinavam cidadãos brasileiros.

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Julio Silveira

09/04/2014 - 16h56

Tem gente que fala em corruptos hoje. Mas pegunto, qual o nome que podemos dar a quem participa de articulações para um golpe militar, visando se beneficiar economicamente dele, em prejuízo, inclusive econômico, da grande maioria da cidadania? Que sequer sentiu os tão propalados benefícios daquele período de arbítrio? Afinal até aonde podemos estabelecer um nível para o que caracterizamos como corrupção?
Falem sério, trombones midiáticos corporativos das virtudes, o problema da corrupção no Brasil tem sido endêmico e cultural. E isso vem de cima para baixo e apesar de haver muita gente honesta no país (aliás a maioria da cidadania e são esses os que sofrem as más consequências dela), são os fariseus, os que seguem a endêmica cultura e a propagam sob diversos artifícios, inclusive na propriedade das palavras, da “verdade”, que vêm hipocritamente gritar contra ela. Se beneficiam da corrupção, inclusive como difusores dela, para se beneficiarem de privilégios, como as mais altas elisões fiscais do país. Agindo nos mais altos níveis e difundindo os mais baixos valores a cidadania, tudo para aplicar na comprar de suas poses e tranquilidade econômica. Fazem isso também para não verem transferidas as suas fontes de poder para outros, considerados aventureiros. Mais ou menos aprendizes de D. João VI quando aconselhou a seu filho Pedro I para fazer a independência do Brasil, disse ele, “tome a coroa antes que algum aventureiro o faça”.

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Jacó do B

09/04/2014 - 16h44

Com a palavra a Marina traíra Silva! A Dona do Itaú é criadora, financiadora, palpiteira do Rede Sustentabilidade.

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Lafaiete de Souza Spínola

09/04/2014 - 15h58

Sofri tanto, no passado e ainda sofro as consequências, nas mãos desse banco, que não me agrada ver e ouvir o seu nome.

Triste o partido que apóia o financiamento privado. Mais triste, ainda, se recebe apoio desse banco.

Só um PAÍS UNITÁRIO, com mandato único em todos os níveis, para mudar esse país.

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Fernando

09/04/2014 - 15h21

E quando os black blocs quebram a vidraça do Itau logo aparecem vítimas da ditadura pra defender o banco…

Francamente!

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    J Fernando

    09/04/2014 - 15h59

    Porque não é pelo fim do banco que “as vítimas da ditadura” lutaram e lutam até hoje.
    É pela democracia.
    A acusação visa esclarecer a população sobre o passado dos donos deste banco.
    Com a esperança de que eles reconheçam o erro e passem a atuar a favor da democracia e, consequentemente, dos seus clientes.
    (Minha última frase é uma utopia, mas tenhamos fé…)

Heitor

09/04/2014 - 15h13

Faltam cartazes falando da Folha e principalmente da Globo.

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pap

09/04/2014 - 14h27

Quanto a Fiesp, como diria paulo henrique amorim não são mais referência para nada, só vácuo que ocupa vazio!

Quanto ao itaú, e agora, com que cara fica o “descolado” e “antenado”
luciano huck?

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    pap

    09/04/2014 - 14h31

    Retificando e usando uma expressão de paulo henrique amorim, a fiesp hoje
    virou uma produtora de vácuo.

    Pedro Ribeiro

    10/04/2014 - 12h17

    É um prédio sem utilidade nenhuma ao país, tanto para economia quanto cidadania, e os sem tetos morando nele dariam uma arejada na área (Gente diferenciada) e aí sim a Fiesp estaria fazendo algum sentido.

    Augusto dos Anjos

    10/04/2014 - 17h20

    Vácuo, não.

    Reuniões de como influenciar governos.

Guilherme Scalzilli

09/04/2014 - 14h02

Ditadura nunca mais

Há cinqüenta anos o país foi tomado por uma tenebrosa onda reacionária que instaurou duas décadas de atraso, corrupção, violência e injustiça. A ditadura assassinaria centenas de cidadãos, torturaria milhares e deixaria um legado ainda maior de traumas pessoais. Suas conseqüências trágicas sobrevivem ao esquecimento e à impunidade.
A historiografia fornece muitas versões acerca das origens sociopolíticas do fenômeno. Podemos recuar até aos tempos de Getúlio Vargas, talvez mesmo antes, seguindo a linha genealógica do ressentimento das Forças Armadas e das facções partidárias que as apoiariam em 1964. Mas existem falácias inaceitáveis, que não dependem de interpretações e metodologias.
A maior delas se refere às boas intenções contrarrevolucionárias dos golpistas. É a tal “culpa do Jango”. O temor infundado de uma insurreição comunista sempre serviu para amenizar a culpa dos setores antidemocráticos, particularmente na imprensa. Essa mentira continua sendo utilizada, sugerindo que em algumas situações a inconstitucionalidade e o cinismo são “aceitáveis”.
O segundo mito é o do protagonismo militar na efeméride. O golpe foi um ato civil, articulado por empresas, partidos e lideranças políticas, inclusive governadores, deputados e senadores. Recebeu apoio veemente e mesmo institucional da igreja católica, dos veículos de comunicação, de amplos setores das classes médias urbanas e de certas personalidades que depois abraçariam a causa democrática e hoje posam de heróis. A famigerada Marcha da Família serve como símbolo dessa união.
A terceira inverdade refere-se às supostas “conquistas” do regime. Os anos militares foram marcados pelo endividamento financeiro, pela decadência do serviço público brasileiro, principalmente na educação, e pelo comprometimento do país com opções equivocadas nas mais diversas áreas estratégicas. Não houve herança positiva daquela infeliz aventura da direita local.
Há outros delírios interpretativos sobre o período: a pretensa “brandura” da violência militar brasileira, a natureza autoritária da resistência armada, o papel saneador e reativo do endurecimento do regime, a participação do governo dos EUA (J. F. Kennedy) na preparação do golpe, etc. São temas para muitas relativizações pontuais, que os debates midiáticos se incumbem de provocar.
O importante, agora, é reconhecer nesses discursos as marcas de um espírito antidemocrático que jamais arrefeceu. Pois o golpismo também se manifesta na manipulação e no logro.

http://guilhermescalzilli.blogspot.com.br/2008/09/o-esquecimento-conciliador.html

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Urbano

09/04/2014 - 13h23

Deve ser apenas a certificação porque a coisa em si mesmo, quem não souber que pergunte aos minerais… Hoje em dia é da forma que é em que o apoio à oposição ao Brasil até skafede a cadaverina, imagine-se dentro de uma ditadura fascista.

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