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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Rogerio Correia: Entre o contracheque e o “choque de gestão”

04 de agosto de 2011 às 16h14

por Rogerio Correia

O governo tucano em Minas Gerais vem divulgando na mídia comercial um comunicado enganador: que em Minas é pago o piso salarial nacional da educação. Seu objetivo foi tentar jogar a população contra a justa greve de professores e professoras que se amplia e chega a dois meses.

A peça é mentirosa.

Por isso o Sindicato fez um cartaz de um contracheque real e o expusemos na tribuna do plenário da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Não há como enganar todos o tempo todo: R$ 369,00 é vencimento básico. Quando o STF diz outra coisa!

Sofremos críticas dos deputados tucanos e afins pelo gesto que, segundo eles, contribuiria para desgastar o parlamento. Ora, temos uma categoria de educadores em greve, que tiveram seu salário cortado (logo, estão desobrigados a repor os dias parados) e centenas de milhares de estudantes que já estão prejudicados pela intransigência do governo. E que podem inclusive perder o ano letivo, não fazer o ENEM etc. A imagem do parlamento se arranha quando se impermeabiliza.

Como era de se esperar a mídia comercial relatou o fato, mas não registrou a foto. Não a deste deputado, mas da cena inusitada de se ter um cartaz de um holerite afixado na própria tribuna do plenário.

O fato concreto é esse: Minas Gerais inova em termos de política remuneratória. Há um tipo de professor que mantem “vantagens” (quinquênios etc). Há um segundo tipo que teve tais vantagens suprimidas em 2005. Há os não “optantes”. E há os que optaram pelo “subsídio”, que é o drible do piso nacional de salário. Essa barafunda é a verdade do choque de gestão tucano: quatro referências remuneratórias para uma mesma atividade.

Basta imaginar o que isso significa para 200 mil trabalhadores em educação, divididos em “modelos” remuneratórios concorrentes.

A alegação do governo Anastasia (PSDB) para não aplicar o piso salarial é que não teria sido publicado o acórdão pela Justiça. Pura embromação.

A verdade é outra. Sabendo que seria reconhecido como constitucional, no Supremo Tribunal Federal, o governo tucano preparou a burla com mais de seis meses de antecedência, criando a “política de subsídios” e estimulando à adesão dos servidores a tal política. Nessa política se tem um salário base miserável, ao qual é somado um monte de penduricalhos para se atingir “nominalmente” o que eles chamam de piso. Só que isso incide negativamente na carreira dos servidores e, consequentemente, na aposentadoria.

Implementar o Piso Nacional é uma decisão política. Corte-se gastos com publicidade, evite-se o pagamento das obras superfaturadas como as do estádio Mineirão, do Centro Administrativo, o inchaço fisiológico e eleitoreiro da máquina governamental, desmonte-se o governo paralelo (chamado Escritório de Prioridades Estratégicas), dentre tantas as medidas, para que sobrem recursos que remunerem os servidores.

Rogerio Correia é deputado estadual e líder do Bloco Minas Sem Censura

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25 Comentários escrever comentário »

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Geralda

08/03/2012 - 00h04

As mentiras são tantas, que até na Folha de São Paulo publica-se uma vergonhosa mentira dizendo que o salário do educador de Minas é maior que o piso nacional. Quanto dinheiro em propagandas enganosas…O governo mais ordinário que eu nestes trinta e nove anos na educação de Minas já vi,ele com seus deputados famigerados nos aguarde…

Responder

Geralda

26/12/2011 - 15h41

O governador de Minas passou um trator em cima da educação, os tucanos,traidores que nos aguarde as e-
leições, nos assassinaram,quem sabe o mineiro vai aprender votar…

Rogério Correia, nós educadores temos muito que agradecer a sua coragem e dinamismo estaremos sempre em sua caminhada conte conosco.

Responder

Geralda

18/12/2011 - 02h21

A nossa luta agora é para reconquistarmos o que foi confiscado através de um ato sórdido que não respeitou os direitos adquiridos o AI-5, é assim que Minas é governado, os traidores da educação que se cuidem as eleições vêm aí,aguarde somos uma força,derrubar a ditadura em Minas é preciso, chega PSDB nunca mais…

Responder

V.Barsanulfo

12/08/2011 - 09h09

A premissa do ANAstasia, simplesmente mentir e mentir. Mas ele tem dinheikro para contratar 3.000 professores provisórios. Esse ANAstasia é um poço de complexos e de enganação.

Responder

José Oliveira

12/08/2011 - 00h32

No Brasil, o desrespeito ao professor é enorme. Não há valorização desse profissional de jeito nenhum.

Responder

    Romero Barcelos

    17/08/2011 - 11h04

    Além da falta de respeito, infelizmente a classe é muito desunida. Basta ver que enquanto uma escolas paralizam as atividades, outras simplesmente ignoram a posição dos colegas. Muitos se vangloriam de não participar da greve por achar que é um movimento de baderneiros.
    Infelizmente.
    Obrigado.

José Oliveira

12/08/2011 - 00h02

No Brasil, o desrespeito ao professor é enorme. Não há valorização desse profissional de jeito nenhum.
Em Minas, existem muitos que mamam, mamam e mamam, são os espertos e os aproveitadores,os quais
agem nos bolsões de ignorância. Isso é muito antigo. Como que os políticos se elegem? Como que os
mesmos se perpetuam no poder? Será que é trazendo esclarecimentos e saber, à população? Isso é um
dos tantos papéis do professor, e, há algum apoio a esse profissional? Os nossos políticos são verdadeiros profissionais e os professores não estão trabalhando com o mesmo profissionalismo dos políticos. Para
tudo que fazem, os políticos são remunerados. E você professor, recebe o mesmo tratamento? Muitos gos-
tam de querer nos desmoralizar, dizendo que ganhamos bem, pois a nossa jornada é de 24 horas. Será
que se conhece, algum professor, que encerra o seu trabalho diário, exatamente com o término de sua derradeira aula diária? Será que já hora de se acabar com qualquer tipo de romantismo, ou seja, o exercício
de todas as tarefas do professor, apenas dentro da escola. Todas as preparações de provas, tarefas, tra-
balhos e exercícios sendo realizados, apenas na escola ( ambiente de trabalho ). E o Estado, não vai nunca
querer dar boas condições de trabalho para nós professores? Será que é de bom alvitre, sermos ameaçados
pela violência ( dioturnamente ) dentro das nossas salas de aula? E a "Escola de Empurração Empurrada"?
Por que somos intimidados ( obrigados ) a aprovar, aprovar e aprovar, qualquer tipo de aluno? Será que a
noção de mérito acabou? Por que há tanto apego à " Escola de Empurração Empurrada "? Quem conhece
melhor o aluno, o professor ou uma senhora inspetora de educação? Tudo que foi exposto anteriormente,
forma um forte conjunto de medidas que apenas vizam ofuscar a importância do professor e o consequente
aniquilamento do mesmo. Assim esse modelo privilegiado por " ôtoridades " do nosso País, irá vigorar e
se perpetuar, perpetuar e perpetuar! Algumas dessas " ôtoridades ", realmente se preocupam com a boa
escola e a consequente formação de alunos civilizados? Será que se conhecem verdadeiros/as Ministros/as
e secretários/as de EDUCAÇÂO do País hoje e ontem? Ou será que essa gente pensa apenas politicamente,
para servir à política e a seus maiorais? E o pior é que essa gente, gosta de atribuir um caráter político
partidário às ações dos professores, os quais sobevivem com extrema dificuldade. A propósito, será que dá
para se pagar aluguel residencial e se inscrever em qualquer plano de aquisição de casa própria ( popular)?
Bem, acho que não há nem mesmo espaço para se enumerar tanta " SACANAGEM " e eu que tenho sim, o
que falar, vou ficando por aqui. Ah, não posso deixar de perguntar: essas horríveis " ôtoridades " possuem
filhos ou entes próximos, estudando em escolas públicas de Ensino Médio? Seja qual for a resposta, expli-
quem! Aliás, essas " ôtoridades ", não vivem a elogiar as suas próprias ações e até a INDUCAÇÂO que
elas manipulam? Será que a DITADURA realmente acabou para todos? Para os professores, eu afirmo e
provo que não! Já viram que aqueles que usam a palavra de DEUS para se elegerem, não estão do nosso lado? Por que será? Quem usa a bondade da Renovação Carismática, está do nosso lado? Por que querem
que nós trabalhemos sob eterna pressão psicológica, sem autonomia e em eterna penúria financeira? Outros demagogos que se elegem a vários mandatos, também não podem ser esquecidos e mesmo que eu o faça agora, cada ser consciente, na certa, os vão vislumbrar, acredito!

Mesmo com muito mais para relatar,

Prof. José Oliveira
P.S.
E vários importantes profissionais do País, agem de acordo com o tão opressor modelo atual. Sabem por que? Porque o salário deles é sempre defendido sob uma espécie de corporativismo. Os salários dessa
gente são reajustados em cascata, são salários que possuem vinculação. É por isso que a coisa continua como está e o professor é o profissional mais desprotegido e desvalorizado no BRASIL! Até parece que
essa gente graúda nunca precisou de um professor! Quando eu preciso de me recorrer à tratamento de
sáude, tenho que fazer milagres e PAGAR praticamente TUDO! O IPSEMG, é muito fraco no interior. Prati-
camente não há médicos que nos queiram atender. Por que será?

CHEGA, TCHAU!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Denise Romano

05/08/2011 - 15h08

Professores que não receberam salário arrecadam dinheiro em porta de agência bancária em Venda Nova

Responder

Delegado mineiro denuncia maquiagem de boletins de ocorrência | Viomundo - O que você não vê na mídia

05/08/2011 - 10h21

[…] Deputado Rogerio Correia escreve sobre a greve dos professores de Minas Gerais   […]

Responder

Arnaldo

05/08/2011 - 09h55

É muito bom ter um deputado na Assembleia para desmascarar esse governo mentiroso. O Governador deva está vivendo no país das maravilhas, o povo não é idiota, essa não cola mais. Não acredito em conto de Fadas, Parabéns Rogério Correia, belo trabalho do seu mandato na ALMG.

Responder

João PR

05/08/2011 - 00h43

Tem um ponto interessante na matéria: como cortaram os salários dos Professores, eles não serão obrigados a repor os dias parados. E espero que não reponham mesmo!

Quem sabe, daí, os pais mineiros queiram saber porque seu filho só vai terminar o ano letivo em 2012, depois das férias de janeiro. Quem sabe, assim, os pais (eleitores) fiquem sabendo quem é o Anestesia que governa Minas.

Responder

Marcio H Silva

05/08/2011 - 00h41

SP e RJ é diferente de MG? Os 3 estados mais ricos da federação cometem estas violencias contra o trabalhador e o Governo federal assiste? O MPF só assiste? Não vão fazer nada? Afinal o Governo federal repassa verba para o estadual e tem que cobrar o bom uso da grana.
E os outros estados, como estão?

Responder

    FJP

    05/08/2011 - 06h58

    Amigo, penso que o Governo Federal faz a função dele. Ele repassa a verba para os governos, se o estado Minas, que optou por ter um tucano no executivo (com todas as conseqüencias deste ato: muita propaganda, perseguição aos funcionários de carreira e aos seus salários, investimento de menos, privatização de mais, etc..) é outra coisa. O Governo Federal não pode fazer esta cobrança sem suspender o envio da verba, o que vai piorar ainda mais a situação dos próprios professores.
    Eu acho ainda que é ingerência, ou não?
    1 abraço,

Guilherme Milani, SP

04/08/2011 - 23h54

Enquanto isso, na DEMO-TUKANOLÂNDIA paulista… "O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), usou no primeiro semestre menos de 20% das verbas previstas no Orçamento para construir e reformar escolas, limpar e canalizar córregos, urbanizar e regularizar favelas, implantar parques e melhorar a rede de iluminação pública… isso ocorreu apesar de a receita ter crescido acima da inflação pelo segundo ano consecutivo." Link: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/954340-ges

Responder

Neila

04/08/2011 - 23h48

A ousadia da máquina de propaganda de Anastasia é impressionante. Dizer que paga o piso tendo clara a diferença entre salário base e a remuneração composta de vários penduricalhos é lamentável. O "fantástico" governo tucano se revela agora: o choque de gestão, o "déficit zero" e o "estado para resultados" não passam de um mito. Se MG está acima do Brasiil, por que não paga o piso?

Responder

    FJP

    05/08/2011 - 07h04

    Cara Neila, é impressionante como são repetitivos e sem criatividade. Já vi esta história no início da década de 1990, no Ceará, com o Sr. Tasso ' tenho jatinho porque posso' Jereissati, na época chamado de "galeguim dos ói azul" . Foi do mesmíssimo jeito.
    Mas aparentemente o povo gosta disso, tanto é que volta e meia votam nesta tchurma…., ou tem a memória curta.
    1 abraço,

Gersier

04/08/2011 - 22h35

E o PIG ,incluso o mineiro,está cadinho ignorando a greve e também os protestos dos professores que estão pipocando em váras cidades mineiras.

Responder

Gilvando Oliveira

04/08/2011 - 21h16

Será que é possível os 23 deputados pedirem à Dilma para suspender todos os recursos federais para o estado Mineiro e só liberá-los depois que esse governador implantar o piso?
Gilvando Elen de Oliveira- Professor de Química.

Responder

geogama

04/08/2011 - 21h04

Queremos avisar o governo, que com ou sem salário, não vamos deixar de lutar. Ousar lutar, ousar vencer

Responder

josaphat

04/08/2011 - 19h11

Pergunta: Se foi feito acórdão pelo STF, por que não se entra com mandado de segurança coletivo para proteger direito líquido e certo?

Responder

Professores de Minas ganham o pior salário do Brasil | A Tal Mineira – Blog da Sulamita

04/08/2011 - 18h59

[…] sob mordaça, aproveite para saber o que se passa em território de alvorada tucana – também aqui, em artigo do deputado estadual Rogério Correia (PT), líder do bloco Minas Sem Censura. Contra os […]

Responder

Luis

04/08/2011 - 18h39

Viu, isso serve de exemplo para o Brasil, para os demais estados e para os municípios: criar dezenas de opções remuneratórias para atividades similares e deixar o servidor escolher. Quem sabe sortear o tipo de remuneração que o servidor pode ter. Isso é brincadeira. Isso é Aécio Neves e tucanos legam ao Brasil.
Outra coisa é a desobediência tucana ao STF. Se a moda pega…

Responder

    Augusto

    05/08/2011 - 13h16

    Um das táticas para vencer o inimigo é, primeiramente, separá-lo. Assim fica mais fácil acabar com as greves, haja vista que cada um defende os seus proprios interesses. Aqui em SP, o PSDB fez a mesma coisa. Separou em várias categorias os professores. Uma vergonha, porque, no final das contas, não são todos professores?

Julio Silveira

04/08/2011 - 18h21

E tem gente que não acha certo os professores manifestarem suas afinidades ideológicas e politico partidárias.
Tem que manifestar sim, é no reconhecimento das afinidades que surgem as possibilidades de construção. E quando identificam isso burrice é apoiar os que subestimam suas inteligências.

Responder

Sindifisco sobre Aécio: Sabemos o que você fez no verão passado | Viomundo - O que você não vê na mídia

04/08/2011 - 18h19

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