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Roberto Amaral, a esquerda e o monopólio da desinformação


12/09/2013 - 17h42

A esquerda genuflexa (e pragmática)

Os avanços eleitorais têm servido para encobrir a derrota ideológica por WO, porque sua trágica característica é a renúncia da esquerda ao debate das teses que a justificam

por Roberto Amaral — publicado 10/09/2013 20:49, última modificação 10/09/2013 20:51, na CartaCapital

Olívio Dutra enobrece a política brasileira. Probo, coerente (guarda extraordinária harmonia entre a vida privada e a pública, ao que diz e prega e faz), culto (e aí torna-se avis rara na política brasileira de hoje) e de esquerda, formado na militância e na vida. Olívio está afastado das disputas eleitorais – graças aos erros rotundos de seu partido – mas não abandonou a política como espaço de reflexão. Isto pode ajudar nosso país, se a política lhe der ouvidos.

Em recente entrevista ao Correio do Povo (1º/9/2013), aparentemente referindo-se ao seu partido (PT), o ex-governador gaúcho na verdade está  advertindo a todos nós, de especial  – aos poucos, pouquíssimos, dirigentes de esquerda – sobre a trágica falência do sistema partidário brasileiro: “Precisamos de um partido que não se misture com as práticas tradicionais do toma-lá-dá-cá, do pragmatismo, do jeitinho, que fazem da política essa coisa que não transforma nada nas suas raízes, que acomoda fazendo de conta que muda, mexendo na superfície”.

É o diagnóstico redondo da crise dos partidos, mãe da crise da política, que não encontra no Parlamento (este que, entre outras estripulias, absolveu Donadon, dando luz à figura do deputado-presidiário) espaço para o que quer que seja.

Daí, a explosão das ruas. Explosão que não pode ser, porém, mera válvula de escape no momento de maior pressão, e que também não pode esvaziar-se em uma agenda negativista, um niilismo absoluto que nega tudo, mas nega principalmente a política – o campo da crise, é verdade, mas também, e acima de tudo, o único espaço da solução.

A política de terra arrasada do niilismo, o nada contra o nada, é, pretendendo o contrário, vassala dos que minam a política destruindo os partidos, por dentro, como caruncho, e, por consequência, minam a democracia.

Ao invés do nada, devemos, com as ruas, pleitear tudo, a começar pelas transformações estruturais. Mas essa tarefa não pode ser liderada por um governo condicionado por uma coalizão partidária caleidoscópica que não comunga com seus projetos, como também não pode ser dirigida por partidos de esquerda que vêm paulatina mas sistematicamente saltando para a outra margem do rio.

Nem com aquele grande partido cuja missão é garantir que tudo fique como está, em qualquer tempo e em qualquer governo.

Volto a Olívio Dutra: “Temos políticas de governo importantes, que tinham de ser feitas, mas precisamos de políticas de Estado, transformadoras e duradouras. Deve haver um compromisso de esquerda. O campo popular democrático precisa ser mais nítido na sua conformação ideológica, e os partidos que o compõem, mais compromissados  entre si em diferentes mandatos, com alternativas entre eles”.

O governo, nosso governo, esquiva-se de institucionalizar as conquistas e não lhes empresta significado político-ideológico, e assim elas se consomem como projetos burocráticos, não servem nem à sustentação dele, governo, nem à politização das massas.

A base aliada (alugada, com fidelidade que cobra taxas extras a cada votação significativa)  é liderada por um PMDB cuja sobrevivência depende da inexistência de mudanças, pois sua fonte de poder é a inércia social: é preciso deixar tudo como está para que ele continue governando os grotões e as casas legislativas, a começar pelo Congresso Nacional.

Diz  Olívio Dutra que “Nas últimas décadas, o PT secundarizou a vinculação aos movimentos sociais. Há um processo de burocratização que faz esse partido de transformação, aos poucos, entrar em acomodação, o que o coloca também como objeto das críticas das ruas. O povo quer mudanças muito mais profundas e amplas, para que o Estado funcione bem e melhor e não apenas para alguns. O PT precisa ser sacudido de baixo para cima”.

Eu vou mais longe: todos os partidos de esquerda precisam ser passados a limpo. A verdade é que, liderados pelo PT, os partidos do campo popular já aderiram a esse ‘pragmatismo’,  e, adotando a mesma política e praticando os mesmos métodos, e vícios,  se confundem com os partidos conservadores, principalmente em seus métodos, e na verdade se transformaram em partidos (e sindicatos) da ordem.

É até admissível que, no governo e nele mal sustentados, esses partidos renunciem ao ideário revolucionário, mas ninguém lhes pediu que renunciassem, até, ao reformismo dos anos 60 quando as ruas de então pediam reforma agrária, reforma universitária, reforma tributária, reforma política etc., a saber, as reformas de hoje, as quais, no seu conjunto, pedem mais Estado.

Em entrevista a Daniela Pinheiro (“O comissário”, Piauí, setembro de 2013, p. 26), o historiador Lincoln Secco vaticina, como futuro do partido de Lula, “transformar-se em um partido totalmente eleitoral”, apesar de o Brasil, acrescenta, ter ainda muitos miseráveis “que podem ser atingidos pelas ações de assistência social”, donde se conclui que, na sua opinião, o PT depende dos assistencialismo tradicional que depende da sobrevivência da miséria que nossos governos têm o dever programático e ético de eliminar.

Penso que esse fenômeno deve ocorrer no médio prazo – se a conservação no poder constituir-se em fim que justifica quase todos os meios –, e estou convencido de que se tratará de processo coletivo: sob as largas asas do PT governista e pragmático voarão todos os partidos do campo da esquerda com, talvez, a exceção dos partidos da extrema esquerda que ainda se consideram revolucionários, pelo menos enquanto não puderem ter maiores expectativas eleitorais.

A pequena política termina vencendo a grande política.  Assim é aqui, assim foi na Europa.

A tendência dos partidos de esquerda, conquistado o governo, ou para conquistá-lo, é transitar para a socialdemocracia e os originalmente socialdemocratas tendem para o centro e o centro para a direita enrustida, como a brasileira de hoje.

Neste processo fomos antecedidos pela prática europeia. Lá, a esquerda sucumbiu ideologicamente, com seus partidos transitando de suas posições originárias – oriundas da luta antifascista na Segunda Guerra Mundial, da luta operária e das greves – donde a identificação com o socialismo – e dos movimentos sociais, para a socialdemocracia e várias concordatas com a direita.

Compare-se a primeira presidência de Mitterrand com o governo de Hollande, ambos do mesmo PSF;  o trabalhismo de Clement Attlee e Harold Laski com a degenerescência ético-política de  Tony Blair. Os fracassos sucessivos dos partidos socialistas português, espanhol, grego e italiano, ensinando que não vale a pena ganhar eleitoralmente se o partido está disposto a fazer o governo dos adversários.

Nessa Europa decadente, museu de impérios esvaziados pela perda das colônias exploradas, a decadência ideológica fez-se acompanhar das seguidas derrotas eleitorais: Inglaterra, Espanha, Suécia, Austrália, Portugal, Grécia, Hungria, Polônia…

Diferentemente da lamentável lição europeia, na América do Sul as ditaduras e os governos neoliberais foram seguidamente substituições por formações progressistas, populares e mesmo de esquerda, como  Venezuela,  Uruguai, Bolívia, Equador, Brasil, e os controvertidos governos dos Kirchners.

No Brasil, porém, as vitórias eleitorais não foram  acompanhadas de avanços ideológicos.

A questão de fundo – e a separação entre causa e consequência não me parece clara – é, entre nós, a falência do pensamento de esquerda, a ausência de reflexão e produção teórica, a renúncia ao socialismo (pelo menos de sua defesa), donde quadros despreparados para o embate, desmotivados para a luta, presas fáceis do pragmatismo, a um passo da redução da revolução social à  ‘revolução pessoal’, e do niilismo que absolve tudo, das omissões ao adesismo à ordem.

Talvez tudo isso, e mais o que não sei, possam explicar a surpresa de nossas esquerdas diante da irrupção das ruas, que já deviam estar ocupadas e lideradas por elas, se elas, nossas esquerdas, não estivessem silenciadas diante das questões mais graves do pais, e nossos partidos esquecidos daquela velha lição que dizia que seu papel era estar à esquerda do governo.

A sustentação que oferecemos ao governo é puramente política, conservadora e tradicional, e, por  tradicional,  alimentada pelo assistencialismo despolitizante.

Dá-se, assim, entre nós, aquela maldição que Secco atribui  aos partidos, em seu caminhar da oposição ao governo, da esquerda para a direita: primeiro, a ação extraparlamentar, a prioridade à luta sindical, o grevismo e o socialismo; depois o exercício do papel de oposição de massa e a formação de bloco parlamentar e, por fim, e no fim, a conquista do governo, onde, para se manter, adota as práticas da velha política, antes condenadas.

Os avanços eleitorais têm servido para encobrir a derrota ideológica por WO, porque sua trágica característica é exatamente essa, a renúncia da esquerda ao debate das teses que a justificam, pois, para aqueles avanços eleitorais, paga o preço da auto descaracterização.

Em plena crise do capitalismo, o movimento socialista mundial nega-se a formular sua crítica e renuncia à possibilidade de construir um sistema alternativo. No Brasil ficamos na janela, olhando a banda passar.

As seguidas e salutares derrotas eleitorais da direita, destacadamente as de 2006 e 2010, levaram muitos de nossos ‘estrategistas’ a decretarem o fim do papel manipulador dos grandes meios de comunicação e da capacidade da classe média, deles refém ideológica, a influir na formação do pensamento político nacional, acentuado seu lado mais preconceituoso, conservador e reacionário.

Passados dez anos de governos progressistas, simplesmente acentuou-se o monopólio da (des)informação, controlado por umas três ou quarto famílias, proprietárias de três ou quarto empresas comerciais que entre si controlam o que a população brasileira pode ler, ouvir e ver, sem qualquer ordem de contraditório.

A história cobrará alto preço pela nossa leniência.

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12 comentários

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Gilles

13 de setembro de 2013 às 15h00

Gostei da definição do articulista.

Toda vez que digo alguma coisa fora do consenso aqui — e não é sempre; eu não venho aqui causar polêmica por esporte, acontece meio por acidente — me chamam de tucano. Como se fosse um partido que aceitasse inscrições e fizesse primárias, e não um clube que decide tudo em jantares em São Paulo.

Eu? Afirmo “nada contra o nada” como postura política.

Responder

Urbano

13 de setembro de 2013 às 14h48

Seria bom que ele avisasse ao eduardo moita, que UPA sem gesso para corrigir fraturas e sem ambulância para transferir pacientes para um hospital apropriado para a situação, aí deixa de UPA e passa a ser opa!

Responder

    Urbano

    13 de setembro de 2013 às 14h49

    “… aí deixa de ser UPA…”.

Julio Silveira

13 de setembro de 2013 às 10h02

Como vivente no RS, não tenho como não dizer já saber que o Olívio é realmente uma Avis rara, como diz o articulista. Tenho reiterada vezes aqui mesmo neste espaço dito isto. Ele infelizmente, não teve e não tem o reconhecimento merecido por seus méritos enquanto gestor nos seus momentos na politica do estado. Quando prefeito, foi o responsável pela qualificação no sistema de transporte coletivo da cidade, quando num primeiro momento enfrentou as empresas, adeptas do lucro máximo, mantinham uma frota velha e sucateada cobrando preços exorbitantes para o que ofereciam aos cidadãos da cidade, também qualificou a frota publica trazendo uma inusitada (até para os padrões do centro do país, e posso dizer sou natural do RJ e conheço a cidade de SP ) humanização, com conforto nos veículos públicos, inclusive ar condicionado, para a cidadania, e a valores iguais aos demais oferecidos pela iniciativa privada com sua frota de qualidade inferior.
Também, foi o prefeito que levou o asfalto e infra estrutura em geral, as vilas (favelas) da periferia da cidade, além de inaugurar uma faze onde a transferência de moradores carentes situados em regiões consideradas atraentes deixavam de ser prioridade, mas sim modernizar suas moradias e esses locais, como na vila Planetário que se não me falha a memoria foi a primeira a colher os frutos positivos dessa nova visão. Fora outras e outras ações levadas a efeito por esse cidadão, que teve árdua oposição em seus governos por aqueles grupos que não estavam acostumados a dividir atenções com os mais carentes, insuflados por um grupo de mídia, que sempre os representou na sociedade gaúcha, que aprendi a reconhecer desde que estou aqui.
Quando governador, a pressão foi ainda mais intensa, ignoraram fatos como um período de alto crescimento do estado, com mudanças de paradigmas na leitura da justiça, desacostumada, como no Brasil, a respeitos a ordem constitucional sobre direitos humanos e justiça, como vemos em arroubos diversos em diversos estados até hoje, passando esses sim a serem os exemplos para nossa cidadania que muitas vezes não compreende a consequência para si próprios. Além do que foi um dirigente diligente no trato com as coisas do estado, incompreensivelmente maculado por isso, na defesa de uma negociação justa para o estado com a multinacional Ford, fruto de um oposicionismo burro e de uma cidadania sem consequência de que os custos de uma mal negocio ou negocio de poucas garantias pode no futuro recair sobre os próprios. E não é a toa que o estado ostenta índices de endividamento que tem inviabilizado investimentos públicos em diversas áreas e dividas sociais que impedem promessas de serem atendidas. O Olívio realmente é um grande cidadão, como politico é uma avis rara de fato, inclusive dentro de seu próprio partido que optou pela continuidade da mesmice, inclusive tendo hoje muito bem representado neste grupo o governador do estado Tarso Genro. Homem que cria uma lei quando ministro, mas quando no poder de implantá-la recorre a diversos estratagemas para fugir de sua (i)responsabilidade. Infelizmente no Brasil Olivios são Avis cada vez mais Raras.

Responder

    Julio Silveira

    13 de setembro de 2013 às 10h22

    Pensando bem Olivios sempre foram Avis Raras.

Mardones

13 de setembro de 2013 às 09h21

Eu gostei apenas da comparação da situação da da esquerda sul-americana com a europeia, a qual achei coerente em termos de falência ideológica e direcionamento à direita quando no poder.

Olívio Dutra e Raul Pont, ambos do PT, já ocuparam cargos no executivo e estão em movimento de transição para o retorno à luta ideológica de esquerda. Foram vencidos dentro do maior partido de esquerda do Brasil. Suas correntes não encontraram maioria dentro de um PT em transformação em direção ao poder central, contando já com negociações com grupos financeiros e políticos para sustentar seus governos.

O que não gosto nesses textos são os lugares comuns. Já é de conhecimento de todos que o PT deixou de lado sua ideologia de transformação social que defendia na oposição para se conformar em fazer transformações superficiais, mantendo as estruturas que recebeu do PSDB. Incluindo a manutenção do oligopólio da comunicação entre outros tão importantes quanto este.

É preciso escrever sobre o que fazer para conseguir as transformações que eram defendidas pela esquerda quando na oposição.

Responder

carlos dias

13 de setembro de 2013 às 01h59

um bom texto, várias frases de efeito….
alguns pensamentos interessantes, mas um jeito meio coxinha…
Enfim…

Responder

Dudu Cartucho

12 de setembro de 2013 às 21h13

Bonito o texto, mas a teoria na prática é outra.

Responder

Cleo

12 de setembro de 2013 às 20h18

Ok, tudo bem. É uma boa teoria. Precisamos iniciar a prática.
Talvez o início possa ser os pelos pontos mais básicos e fundamentais em que houver um acordo progressista. Metas objetivas, definidas em comum acordo, após as quais se possa discutir os diferentes meios para serem realizadas.
O Viomundo poderia dar um “peitaço” e promover uma espécie de plano de metas para o Brasil, como forma de traçar este plano para o Brasil que queremos.
Poderia iniciar desafiando, por exemplo:
Quantas consultas médicas gratuitas o Brasil precisa, por ano, para resolver as questões de atendimento na saúde pública? Qual a estratégia para se conseguir este número?
O Brasil precisa mais de projetos do que de recursos, e já está na hora da blogosfera assumir seu papel na projeção de um novo país.

Responder

Elize Lima

12 de setembro de 2013 às 18h07

Nós, da esquerda, não temos o poder, estamos no governo onde o que domina é o capital, em um regime de produção visa a acumulação de riquezas. Isso se dá há mais de 500 anos. Governar em uma sociedade capitalista, com todas essas dificuldades e mais o pessoal do “vamos tacar fogo”, sem considerar todo o processo histórico ( ou a morte da História), é recusar os avanços e festejar, junto com os oligopólios, as derrotas que temos sofrido. Apenas uma breve reflexão sobre um texto puramente academicista.

Responder

    João Corrêa Bremm

    13 de setembro de 2013 às 03h09

    Mas que papo brabo é esse? Parece um comunista! Amigo, o capitalismo é o que nos resta, e devemos aprimorá-lo com inteligência, e não apenas ficar criticando-o. Seja bem-vindo ao nosso século XXI.

    Mauro Assis

    13 de setembro de 2013 às 12h11

    Amigão, a esquerda está no poder há 10 ANOS! Se pouco fez para implantar os seus programas originais (ainda bem!) foi porque refestelou-se no poder. Não há nada mais parecido com um PSDB do que um PT no poder…


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