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Pepe Escobar: Para Obama, o Irã é caso de vazamento-gêmeo


27/05/2010 - 15h20

28/5/2010

por Pepe Escobar,

O primeiro-ministro da Turquia Recep Tayyip Erdogan é esperado para reunião com o presidente Luis Inácio Lula da Silva do Brasil, nessa quinta-feira, em Brasília. Embora o governo Obama tenha movido mundos e fundos para esvaziar o acordo de troca de combustível nuclear mediado por Brasil e Turquia, os dois líderes (e aliados dos EUA) nem pensam em deixar cair a peteca.

Asia Times Online

É possível que ainda tenham de escalar muitas montanhas, mas demonstraram o que queriam demonstrar, com eco em quase todo o planeta; não fosse a mediação de dois poderes emergentes e negociadores confiáveis, o Irã jamais teria aceito a proposta que, afinal, é a mesma que os EUA apresentaram em outubro de 2009, apenas ligeiramente modificada.

Nos termos do acordo, o Irã compromete-se a embarcar parte importante de seu urânio baixo-enriquecido [ing. low-enriched uranium (LEU)] para a Turquia, que ficaria como fiel depositária até que quantidade considerada equivalente de urânio enriquecido fosse entregue ao Irã, com combustível a ser usado num reator médico, fornecidos ostensivamente por Rússia e França.

De olhos fixos nos planos de dominação “de pleno espectro”, controle da Eurásia e derrubada do regime no Irã, o governo Obama acabou por perder o controle sobre “a questão nuclear” iraniana; Brasil e Turquia ocuparam esse vazio e puseram-se em movimento pelas vias diplomáticas. A verdadeira “comunidade internacional” avaliou imediatamente os sinais: Washington decidida a impedir a emergência de diplomacia independente da diplomacia global comandada pelos EUA; e atacando preventivamente Brasil e Turquia, como “ameaças” aos planos do clube platinado das grandes potências.

Quem quer confrontação?

No final de abril, Obama enviou carta a Lula, em que dizia que continuaria a pressionar o Conselho de Segurança da ONU por mais pressões, a menos que o Irã desistisse do programa de enriquecimento de urânio (ao qual o Irã tem pleno direito, nos termos do Tratado de Não-proliferação Nuclear; os EUA tentaram furiosamente mudar as disposições do Tratado, depois de aprovado). A carta – da qual só vazaram alguns trechos – confirma o que disse o governo do Brasil, de que o acordo de Teerã seguia fielmente os termos da proposta de Washington.

Essa semana, foi a vez de Lula enviar carta a Obama, na qual destaca que o Irã já aceitara “por escrito” a proposta que antes rejeitara; e que novas sanções pelo Conselho de Segurança só fariam reduzir a possibilidade de acordo geral negociado. Lula sugere que todas as partes envolvidas deem-se tempo para analisar a situação, antes de votar a favor de quaisquer sanções. Cartas semelhantes foram enviadas ao presidente Dmitry Medvedev da Rússia, e Nicolas Sarkozy da França.

Por mais que Lula e Erdogan saibam que os EUA têm poder para bombardear seus esforços diplomáticos e reduzi-los a cinzas, já não podem voltar atrás. Há risco à frente, também para o Irã. Depois que o Irã notificou oficialmente a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), essa semana, do acordo de troca de combustível nuclear, Ali Larijani, presidente do Parlamento iraniano, foi claríssimo. O Irã só ratificará o acordo a menos que seja aprovado por todos os 15 membros do Conselho de Segurança, e se não houver novas sanções.

Semana passada, o ministro de Relações Exteriores do Brasil Celso Amorim disse que “Pusemos a bola na grande área, mas só os membros permanentes do Conselho de Segurança e as autoridades da IAEA podem chutar ao gol.”

O problema é que Washington não quer saber de jogos diplomáticos. Nem a mídia corporativa nos EUA. Só se veem manchetes de confrontação – de “Papel da Turquia no impasse do Irã enfurece aliados” (da Associated Press) to “Ocidente minimiza gesto do Irã e acelera sanções” (Reuters). Para não falar de matéria do New York Times em que Lula é acusado [do crime] de agir como diplomata (“Acordo do Irã mancha herança do presidente brasileiro”.

O poderoso lobby pró-guerra de Washington, com suas mil ramificações, não quer saber de acordos com Teerã. Neoconservadores desbotados, aliados ao poderoso lobby pró-Israel, todos querem voltar aos dias de George W Bush, quando o Irã estava incluído no “eixo do mal”, pronto para ser “chocado e horrorizado”, sem delongas. O pessoal do Pentágono exige, no mínimo, sanções hardcore super “debilitantes”. A favor das negociações, os realistas e a ala esquerda do Partido Democrata.

Ao mesmo tempo, Obama afoga-se no óleo que vaza aos borbotões de seu próprio governo, com a secretária de Estado Hillary “Dominatrix” Clinton (ver “Irã, Sun Tzu e a Dominatrix”, Blog Viomundo, https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/pepe-escobar-ira-sun-tzu-e-a-dominatrix.html ) e o líder supremo do Pentágono Robert Gates martelando, às rédeas soltas, a ideia (falsa) de que o Irã seria uma imensa ameaça à segurança dos EUA.

Sob o fogaréu do noticiário 24 horas por dia, poucos lembram hoje que Obama, no início de 2009, queria iniciar contatos diretos com o Irã. Hoje, a lógica reinante é sanções a todo custo, como meio para acalmar o governo de Benjamin Netanyahu em Israel e obter (talvez) que não se ponha a bombardear as instalações nucleares iranianas. Depois, Obama tentará usar isso como cenoura nas negociações com os palestinos. Em resumo máximo, aí está a política do governo Obama para o Irã.

Roleta russa

Outra fonte de dúvidas e confusão generalizada no mundo é o que a Rússia realmente pensa; e se manterá no Conselho de Segurança o apoio que se diz que estaria garantindo hoje ao rascunho de sanções. Analista russo, Konstantin Makiyenko, disse, semana passada, que mais uma rodada de sanções detonará a cooperação técnico-militar entre Irã e Rússia, inclusive a entrega ao Irã dos mísseis S-300 terra-ar. “O primeiro contrato pra entrega dos sistemas de defesa aérea Tor M-1 foi assinado em 2006; e para entrega dos S-300 em 2007; mas o contrato ainda não foi cumprido. A Rússia, até agora, alegou problemas técnicos.”

Sem os S-300s será muito mais difícil para o Irã responder a um possível ataque aéreo dos israelenses. Diplomatas ocidentais insistem que Moscou obteve garantias dos fornecedores privados, de que não entregarão os S-300 ao Irã.

O que parece, isso sim, é que a Rússia reserva essa entrega, para usá-la como peão, em negociações maiores com ambos, EUA e Irã. É possível, sobretudo se se considera que o governo Obama tem feito o possível para seduzir os russos. Semana passada, os EUA levantaram uma sanção comercial que pesava sobre quatro fabricantes russos de armas – atendendo a pedido de Moscou. Por outro lado, a primeira usina nuclear iraniana, construída pelos russos em Bushehr, receberá finalmente o primeiro reator em agosto – apesar do alarme que a notícia provoca em Washington.

Pode-se prever que China e Rússia – insistentes proponentes e defensores de um mundo multipolar – não admitirão que as táticas linha-dura do governo Obama saiam vitoriosas no CS, contra a via diplomática de Brasil-Turquia. O que explica que o governo Obama esteja em posição antagonista contra Brasil e Turquia.

As elites de Washington simplesmente não conseguem engolir a ideia de que o Brasil possa usar a seu favor a reputação de que goza hoje, de ser negociador confiável e competente, contra os EUA, no Oriente Médio.

Árabes, persas, palestinos, identificam imediatamente quem é e quem não é negociador confiável.

O grande quadro é ainda mais sumarento. Envolve a floresta Amazônica e as enormes reservas de petróleo recentemente descobertas no sudeste do Brasil – as quais, conforme os militares brasileiros – são como ímãs a atrair forças imperiais. O Brasil está investindo muito na modernização de seu complexo industrial militar, sem usar as fontes tradicionais da esfera de influência de Washington. – Estão comprando de França e Rússia, com exigência expressa de transferência de tecnologia.

O exército brasileiro está aprofundando-se cada vez mais na Amazônia, como meio de contrabalançar a instalação de novas bases militares dos EUA na Colômbia. Mais uma vez, não há delírio algum em supor um cenário de longo prazo, em que EUA e Brasil disputarão as imensas riquezas naturais da Amazônia.

Fato é que o quadro atual implica risco imenso também para Obama e seu governo. Todo o mundo em desenvolvimento percebeu e anotou – que Obama, prêmio Nobel da Paz e tudo, apunhalou pelas costas Lula e Erdogan, ao insistir nas sanções. A ninguém passou despercebido o mau passo do governo Obama, depois de seus dois importantes aliados terem-se exposto a riscos e apostado o próprio prestígio em movimento sugerido pelo próprio governo Obama.

Tudo isso sugere fortemente que sanções, se vierem, virão muito diluídas, sem qualquer possibilidade de obrigar o Irã a mudar de atitude (para não falar em ‘mudar de regime’, de que os iranianos não cogitam). Quem ganha? Os fanáticos – neoconservadores desbotados de Washington, o lobby israelense, os soldados da “dominação de pleno espectro”.

Para o governo Obama, o Irã já virou caso de vazamento-gêmeo, com ‘a mancha’ de petróleo já chegando a Washington.

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42 comentários

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Carlos

28 de maio de 2010 às 17h02

Quem aqui terá a paciência de registrar as pontificações de Ubaldo, dvorak, Taques, supertramp,…?
No desenrolar do novelo, poderemos confrontar o que disseram, dizem e dirão sobre os fatos.

Responder

Roberto

28 de maio de 2010 às 11h18

Prezado Pepe,
No meu entender, toda essa movimentação, desde a carta a Lula até a negação do acordo, foi plano de Obama para enfraquecer a posição da direita norte americana e Israel, que queriam um enfrentamento mais parrudo dos EUA contra o Irã, em desacordo com a vontade de Obama. Obama e Lula são Estadistas que trazem uma nova ordem mundial, que tem como argumento o diálogo, a amizade e a parceria honesta entre os países. Pode parecer para alguns pieguice, mas essa é uma das boas novas que eles trazem. Obama deve estar super pressionado pela direita belicosa, avida por sangue, pode e dinheiro.

Responder

Albany Sampaio Jr.

28 de maio de 2010 às 10h36

Enquanto isso, Zé Chirico recebe a Madonna (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk) em breve, Rick Martin

Responder

    Jairo_Beraldo

    28 de maio de 2010 às 18h59

    Ou algum cover do Michael Jackson..

pluralf

28 de maio de 2010 às 08h19

Às vezes tenho a impressão de que esse algo misterioso Pepe Escobar é hoje o maior comentarista político do planeta – pela capacidade de pôr em relação vastas redes de fatos, com uma clareza excepcional, e em textos onde parece não sobrar nem faltar uma só palavra.

Responder

ana cruz

28 de maio de 2010 às 08h15

Os USA sempre promoveram o conflito e a GUERRA. À Israel interessa o controle do oriente Medio. Não se contentará apenas em expulsar os palestinos de sua terra. A tragedia é que por atos Israel demnstra sua politica de destruição do povo palestino sem deixar qualquer duvida quanto aos seus objetivos e utiliza a midia para convencer os incautos de que é vitima, quando alguem solta uma BRAVATA, como Ahmedinejad, reagindo ao exterminio promovido . Hilaria Clinton representa os interesses dos neocons da direita e israel, que como com o Iraque, antes mesmo do 11 de setembro, já decidiram pela invasão do Irã. Os USA e Israel querem a capitulação do Irã, O unico acordo que aceitariam seria a renuncia do Ahmedinejad e dos Ayatolás, com a condião de abandonarem o Irã.
Deveria ser confiscado a bem da humanidade o premio Nobel de Obama.
Esse premio perdeu o sentido depois de Obama.

Responder

    Carlos

    28 de maio de 2010 às 11h43

    Nobel é uma batata mui quente nas mãos dele. Que continue a segurá-la.

pluralf

28 de maio de 2010 às 08h08

Às vezes tenho a impressão de que esse algo misterioso Pepe Escobar é hoje o maior comentarista político do planeta – pela capacidade de pôr em relação vastas redes de fatos, com uma clareza excepcional, e em textos onde parece não sobrar nem faltar uma só palavra.

Vocês profissionais da área – será que estou exagerando na minha admiração, ou ela faz sentido? :-D

Responder

Leider_Lincoln

28 de maio de 2010 às 06h55

Somos dois! Três com o Ubaldo, não é mesmo?!?
Delenda est sionismus!

Responder

    ana cruz

    28 de maio de 2010 às 08h24

    Mesmo que Ahmednejad tivesse dito o que o acusam, não passou por enquanto de BRAVATAS.
    Já Israel demonstra por seus atos reiteradamente que já pratica o exterminio dos palestinos. Varre do mapa os palestinos. Israel se aproveita do holocausto para praticar com os palestinos as mesmas atrocidades que foi vítima. E como vitima Israel pode tudo contra todos. A midia trata de reverberar esse absurdo.

    Carlos

    28 de maio de 2010 às 11h48

    Quem controla a mídia?

Fabio_Passos

28 de maio de 2010 às 00h46

Carlos Latuff e a "paz" que eua-israel desejam:
http://fc03.deviantart.net/fs71/f/2010/144/4/9/Ir

Responder

Fabio_Passos

28 de maio de 2010 às 00h18

A intransigência do tio sam é tão evidente…

“One Day As A Lion – Last Letter” http://www.youtube.com/watch?v=v8FSVu0w8F8


Your god is dying much younger than Rome
He’s killed so many he can’t go home
Your god’s heart is a tumor now rotten
Born of a blood that’s never forgotten

The tears will fly like birds of vengeance
The sky will bury us all
The church bells will sound like sirens shrieking
The hole will be dug for the fall

Responder

beattrice

27 de maio de 2010 às 23h44

Concordo com Luciano,
nessa rodada Obama e Lula estão juntos, quem ficou presa no próprio blefe foi a avó da Barbie, mrs Calamity Hillary.
Com a declaração russa de apoio ao acordo, Obama fecha o cerco em torno dessa "secretária de estado" que lhe foi imposta deslavadamente pelo establishment em Washington.

Responder

    Fabio_Passos

    28 de maio de 2010 às 00h13

    establishment branco, aliás.

    Este pessoal ainda pensa que o planeta e todas suas riquezas estão aí para seu exclusivo usufruto.
    Uma ganância sem limites.

    mas na verdade sofrem de terrível escassez… de escrúpulos… e de melanina também.

    Ubaldo

    28 de maio de 2010 às 00h31

    Fábio,
    Você e seus comentários racistas. Qualquer dia desses você pode ser processado por isso. O racismo de pretos contra brancos é tão imoral e preconceituoso como o racismo de brancos contra pretos.
    Esqueça que há diferenças de cores de peles. O importante é que pertencemos a mesma raça: raça humana!

    Leider_Lincoln

    28 de maio de 2010 às 06h54

    Ubaldo, você e seus comentários estúpidos. A escola do Ali Kamel, entre os não-trols, não tem seguidores aqui não meu caro. Acaso o nosso presidente, quando falou dos "olhos azuis" estava sendo racista? É a tese de vocês? Ganhar as eleições com o voto "branco"?
    Faça-nos o favor!

    ana cruz

    28 de maio de 2010 às 08h35

    Ubaldo com sua estupides nos ajuda a provar que a logica dos trolls, PiG e demotucanos é a da guerra, do odio, do preconceito, Ao contrario de alguns, acho essencial a participação dos trolls de direita no Blog.
    Quem esta a favor da guerra esta ao lado dos demotucanos e dos trolls e PiG que os apoiam. Muito menos dizer que não sabiam foram enganados. É tudo questão de escolher o lado. E não venham mais adiante pedir desculpas pelo erro cometido como o New York Times fez na guerra do Iraque.Muito menos dizer que não sabiam, foram enganados. É tudo uma questão de escolha. Ou se está do lado da GUERRA ou da PAZ. Ou se está do lado do conflito ou do diálogo. Ou se esta do lado de Serra (fhc) ou da Dilma (LULA). É simples assim. É escolher…

    Ubaldo

    28 de maio de 2010 às 16h59

    Quando Lula disse que a crise mundial foi provocada pelos que têm olhos azuis, evidentemente que foi um comentário racista. Ele poderia ter dito que a crise foi deflagrada pelos EUA (onde há brancos e pretos).
    Mas quando falam de nordestino metalúrgico na presidência é preconceituoso e racista, não é?

    patrick

    29 de maio de 2010 às 13h27

    Ubaldo, sempre preocupado com discriminações aos pobres coitados dos senhores de engenho, oprimidos por escravos bestas feras.

    Agora, sério, por que você não entra pra equipe do Professor Hariovaldo?

    O índio

    28 de maio de 2010 às 11h19

    Concordo muito, muito. E lembro que, semana passada, em entrevista (sensacional!) ao Mauro Santayana, publicada no JB, o Chanceler Celso Amorim disse, com ar de quem não dizia coisa alguma, mas dizendo, que "pode ser interessante considerar que a Secretária Mrs. Clinton e o Presidente Obama disputam a indicação do Partido Democrata para as próximas eleições e há diferenças ideológicas entre ambos".

    Entendi, dessa frase, que a secretária Hilária joga para o time dos mais conservadores, lobby de Israel e tal. O pobre presidente Obama vai levando como pode. Não estou dizendo que seja santo. Estou dizendo que está no meio de uma briga dura, lá mesmo.

Tweets that mention Pepe Escobar: Para Obama, o Irã é caso de vazamento-gêmeo | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

27 de maio de 2010 às 22h43

[…] This post was mentioned on Twitter by Dr. Rosinha (PT-PR), Thiago Tavarez and Sergio Milleto, Carla. Carla said: RT @DrRosinha: 'Obama, prêmio Nobel da Paz e tudo, apunhalou pelas costas Lula e Erdogan ao insistir em sanções' http://ven.to/7QU via A … […]

Responder

Ubaldo

27 de maio de 2010 às 22h03

Penso que o Lula e seus nanicos já conseguiram que o Irã ainda não fosse bombardeado. As sanções da Conselho de Segurança são inevitáveis e virão num prazo muito curto. Tudo certo, pois o que o Ahmadinejad e os radicais islâmicos querem mesmo é que o povo do Irã fique de seus lados contra o terrível poder americano.

Responder

    ana cruz

    28 de maio de 2010 às 08h39

    Ubaldo pensa?
    Deve ser com os intestinos…

    @jgnunes

    28 de maio de 2010 às 13h03

    Ubaldo, sua bola de cristal pode revelar quem vai ganhar a Copa?

    Nem o departamento de Estado dos EUA tem essa certeza.

    Jairo_Beraldo

    28 de maio de 2010 às 22h03

    Ubaldo…raciocine um pouco…dá para ver a dimensão de uma revolta destes "nanicos" contra os grandes? Não seria um fto novo, que repercutiria de forma a assustar estes que se julgam senhores do chicote?

Luciano Prado

27 de maio de 2010 às 21h46

Posso estar enganado, mas acho que há um descompasso entre o que pensa Obama e o que vem pregando Hillary Clinton. O teor da carta de Obama ao governo brasileiro não bate com o discurso de Hillary. E o fato de a carta ter sido publicada – provavelmente pelo governo brasileiro – demonstra que ou o Brasil cometeu um erro grave comprometendo inclusive a confiança nas relações Brasil/EUA ou foi autorizado por Obama a publicá-la enfraquecendo assim as posições de Hillary. Mas são apenas conjecturas.

Responder

    ana cruz

    28 de maio de 2010 às 08h43

    Se Obama não corrobora com as maluqices de hilaria e neocons da direita, no minimo, peca por omissão. Por sua fragilidade diante dos senhores da guerra, Obama é culpado tanto quanto estes.

    O índio

    28 de maio de 2010 às 22h01

    Acho que é hora de todos começarem a pensar mais politicamente e menos pelos padrões das tramas de novelão. É culpa da mídia — e das elites sempre safadas no Brasil — mas o caso é que muito facilmente todos escorregam para análises nas quais se pressupõe que, só porque alguém é eleito, o cara realmente ganharia poder para fazer o que (sabe-se lá, mas pode até ser) gostaria de sair fazendo.

    Quem pode fazer acontecer é a multidão, os muitos, muitos muitos, que, nas tramas de novelão jamais são personagem. Nós, aqui, estamos fazendo a luta mais importante. Os Obamas e Lulas até que podem, mas, como o presidente Lula já disse, muito bem, "vocês tem de reivindicar. Sem isso, não posso nem tentar fazer alguma coisa". Claro que muito depende do homem, mas, de fato, nem é muito o que depende deles. Estamos andando.

    patrick

    29 de maio de 2010 às 18h14

    Cara Ana, talvez o Luciano tenha razão. Tal como no Brasil, onde o Ministério de Lula comporta um Celso Amorim, mas também um Hélio Costa e um Nelson Jobim, não é demais imaginar que Hillary Clinton na Secretaria de Estado tenha sido o preço que Obama teve que pagar para sacramentar o apoio interno no Partido Democrata.

Julio Silveira

27 de maio de 2010 às 20h56

Pior ainda para nós e sabermos que aqui dentro de nosso país tem gente com mais afinidades com esses: fanáticos – neoconservadores desbotados de Washington, o lobby israelense, os soldados da “dominação de pleno espectro”, do que com nossos interesses de estado.

Responder

Bonifa

27 de maio de 2010 às 22h53

Esperamos que as Forças Armadas do Brasil estejam se preparando rigorosamente para o maior desafio de toda a existência de sua maravilhosa pátria: Defender a Amazônia e defender a Amazônia Azul.

Responder

Maria Dirce

27 de maio de 2010 às 22h47

Folha de S.Paulo: Ele disse que Lula é "o cara".
Oliver Stone: Eu não confiaria nos EUA. Os americanos sempre jogaram com os brasileiros desde que pudessem controlá-los. Apoiaram o golpe militar no país em 1964. O Brasil sempre esteve no bolso de trás dos EUA, mas agora eles têm que ser mais espertos. Sabem que não podem controlar o Brasil. E Lula é muito importante. Ele se dá com Chávez, com os Kirchner, e com a Colômbia, o Peru e o México, que são aliados dos Estados Unidos.

Responder

Artur

27 de maio de 2010 às 18h16

Hillary…
O Ahmadinejad não é a Mônica Lewinski.
Você está tendo visões.
Quem são os verdadeiros invasores e assasinos ?
A qual país o Irã fez ameças ou invadiu ?
Quem os nomeou a polícia do mundo ?
Não compre produtos EUA.

Responder

ECRG

27 de maio de 2010 às 18h08

Impressionante. E com que cara fica a maior parte da nosso midia, que acreditou no pega ratão que a Sra. Clinton e seu presidente quiseram passar no Brasil e na Turquia, em vez de acreditar no nosso Governo. Será que o Sr. Obama havia esquecido a carta autorizando acordo, mandada 15 dias antes. Que trapalhada. Que sirva de lição para os nossos afoitos jornalistas e seus chefes, e também os "especialistas" não irem com tanta sofreguidão apoiar o que lhes vem da Matriz, mesmo contra o Brasil. Ainda há oportunidade de se retratarem e dizer "mea culpa".

Responder

    Carlos

    28 de maio de 2010 às 11h50

    "…e também os "especialistas" não irem com tanta sofreguidão apoiar o que lhes vem da Matriz, mesmo contra o Brasil. Ainda há oportunidade de se retratarem e dizer "mea culpa".

    Pro Ubaldo, o dvorak, o Taques,….?

dukrai

27 de maio de 2010 às 18h01

Multipolar é isto, cada um com seus interesses, diplomáticos, militares, comerciais, tecnológicos estratégicos, táticos, formando um emaranhado de alternativas que fica difícil para o velho e poderoso paquiderme impor a sua vontade.

Responder

José Tadeu

27 de maio de 2010 às 20h47

Azenha;
a Frustração.
Infelizmante o Prêmio Nobel da Paz , "ganhou" o prêmio por intensões de campanha eleitoral. Caso sui generis.

Na realidaede ele não passa de moleque de recado dos falcões.

Cabe bem a ele o Nobel da frustração.

sds

José Tadeu

Responder

    Carlos

    28 de maio de 2010 às 11h52

    Pra não se sentir frustrado, encare de outro modo: o prêmio é uma batata quente, mas muito quente nas mãos do Obama.


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O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.