VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Você escreve

Pepe Escobar: Irã, Sun Tzu e a Dominatrix


21/05/2010 - 14h34

Irã, Sun Tzu e a Dominatrix

22/5/2010, Pepe Escobar, Blog The Roving Eye [Olhar Distraído], Asia Times Online
http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/LE22Ak01.html

Vamos combinar: Hillary Clinton é Dominatrix, dessas que já não se fazem como antigamente.

Primeiro, a secretária de Estado dos EUA disse que a mediação de Brasil e Turquia para conseguir que o Irã aceitasse combustível nuclear em troca de seu urânio estaria condenada ao fracasso. Depois, o Departamento de Estado dos EUA disse que seria “a última chance” de algum acordo sem sanções. E finalmente, menos de 24 horas depois do sucesso das negociações em Teerã, Hillary, chicote em punho, põe de joelhos todo o Conselho de Segurança da ONU e proclama ao mundo, em triunfo, que tinha em mãos um rascunho de resolução preventivamente aprovado, para uma quarta rodada de sanções contra o Irã. Definiu o movimento a favor de sanções como “resposta aos esforços empreendidos em Teerã nos últimos dias”. Mas… Calma lá!

Imediatamente depois do trabalho genuíno e bem-sucedido de mediação em discussão tão sensível, levado a cabo por duas potências emergentes – e mediadores sérios, que contam com a confiança universal – nesse nosso mundo multipolar, Brasil e Turquia… Washington e seus dois aliados da União Europeia no Conselho de Segurança, França e Grã-Bretanha, só pensam em torpedear o acordo? É o que os EUA chamam de “diplomacia” global?

Não surpreende que Brasil e Turquia, aliados chave dos EUA, ambos membros não-permanentes do Conselho de Segurança e ambos poderes regionais emergentes, tenham respondido com fogo pelas ventas, indignados com a reprimenda absolutamente descabida. O Brasil, primeiro, disse que sequer discutiria sanções contra o Irã, na ONU. Depois, Brasil e Turquia enviaram carta à ONU, requerendo formalmente que sejam incluídos nas negociações do grupo “Irã 6” sobre as sanções, “para evitar que se adotem medidas que dificultem qualquer solução pacífica”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil – que dissera pessoalmente à Clinton, no início do ano, que “não é prudente empurrar o Irã contra a parede” – também criticou o Conselho de Segurança, que lhe parece decidido a impedir qualquer tipo de negociação.

O ministro das Relações Exteriores da Turquia Ahmet Davutoglu alertou que novo pacote de sanções só faria “estragar a atmosfera”.

E o primeiro-ministro da Turquia Recep Tayyip Erdogan disse que o movimento comprometia seriamente a credibilidade do Conselho de Segurança – e não deixou de lembrar, em tom ácido, o absurdo de haver cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, todos sentados sobre suas bombas atômicas, empenhados em desmantelar o programa nuclear legal e orientado para finalidades médicas e civis de um país em desenvolvimento.

Quanto à “credibilidade dos EUA”, está na lona. Não só na comparação com a credibilidade do Brasil de Lula e da Turquia de Erdogan, mas em todo o mundo em desenvolvimento – que é a verdadeira, a real, a única “comunidade internacional” de carne e osso e sangue que acompanha, interessada, esse sempre o mesmo golpismo incansável.

Frenesi de chicotadas contra o enriquecimento [do urânio]

Ao longo dos últimos meses, Clinton, a Dominatrix, acusou incansavelmente o Irã de ter rejeitado acordo semelhante, de troca de urânio baixo-enriquecido por combustível, proposto pelos EUA em outubro passado. Mais um movimento do script usual de Washington – um manual da eterna má-fé, insistindo que as sanções “nada têm a ver” com o enriquecimento do urânio, quando o mesmo enriquecimento, há apenas poucas semanas, era apresentado como o xis da questão e razão-chave para mais sanções.

E é ainda pior que isso. Como Gareth Porter revelou (“Washington queima pontes”, 21/5/2010, Asia Times Online e traduzido, em português, no Blog Viomundo, em https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/ira-diz-que-washington-queima-pontes.html), Washington só propusera alguma troca de urânio por combustível em outubro último, porque, desde o início, planejava forçar o Irã a suspender completamente seu programa de enriquecimento de urânio (programa perfeitamente legal e legítimo, ao qual o Irã tem direito, como signatário do Tratado de Não-proliferação Nuclear, NPT). Mas essa intenção dos EUA jamais fora anunciada publicamente: tudo foi apresentado como se o problema fossem as bombas atômicas que não há e das quais o Irã não cogita.

Seja como for, o Irã continuará a produzir urânio enriquecido a 20% (direito do Irã, nos termos do Acordo de Não-proliferação), e começará a construir uma nova usina de enriquecimento, das dimensões da usina de Natanz. É parte do projeto de construir outras 10 usinas, anunciado ano passado pelo presidente Mahmud Ahmadinejad. Além disso, a usina nuclear construída pelos russos em Bushehr já está em fase final de testes e será inaugurada no próximo verão. São fatos irreversíveis, a “realidade em campo”.

Saeed Jalili, secretário do Conselho Superior de Segurança Nacional do Irã e principal negociador iraniano de facto nas questões nucleares, deve encontrar-se em breve com a chefe da política exterior da União Europeia Catherine Ashton na Turquia. Ashton, negociadora designada pela “comunidade internacional” seria representante da opinião pública global, nos termos de um press release distribuído pela British Petroleum sobre o vazamento de petróleo no Golfo do México. Isso, porque a União Europeia prepara-se para editar suas próprias sanções contra o Irã. Vale o mesmo para o Congresso dos EUA; como o senador Chris Dodd, Democrata de Connecticut, confirmou essa semana. Portanto, além das sanções do Conselho de Segurança, o Irã também terá de enfrentar sanções extra, declaradas pela coalizão de direita, dos poodles europeus decadentes, liderada pelos EUA.

China e Rússia, vêm de Sun Tzu

Antigo clássico general chinês, mestre estrategista, filósofo e autor de A Arte da Guerra, disse Sun Tzu: “Deixe que o inimigo erre. Não corrija erros do inimigo.” A China e a Rússia, também mestres estrategistas, aplicam aos EUA, em grande estilo, essa lição bem aprendida.

As dez páginas do rascunho de sanções da ONU de que ontem tanto se falou, já foram reduzidos a tirinhas inócuas de papel por China e Rússia, membros permanentes do Conselho de Segurança. Qualquer manifestação em linguagem mais belicosa, que ainda se ouça contra aquele rascunho, no Conselho de Segurança, virá dos membros não permanentes Brasil, Turquia e Líbano. (Qualquer sanção terá de ser aprovada por unanimidade; sem isso, as sanções de Clinton nascem mortas.) Não há meio pelo qual Washington consiga forçar todos os membros do Conselho de Segurança a aprovar nova rodada de sanções, sobretudo agora que não há como negar que o Irã está cooperando.

No pé em que estão as coisas, as sanções hoje rascunhadas impedem as importações de armas convencionais pelo Irã; cortam todas as importações relacionadas a mísseis balísticos; congelam bens e valores de membros-chave do Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos; e autorizam inspeção em portos e em águas internacionais. A maioria dessas sanções implicam adesão voluntária – i.e., os países não são obrigados a implementar o que determinem as sanções do Conselho de Segurança – e terão efeito zero no comércio global do Irã, de petróleo e gás.

Pequim e Moscou de modo algum lambem o chicote de Clinton. Imediatamente depois do bombástico anúncio em que ela falou do ‘rascunho’ de documento de sanções, o embaixador chinês na ONU, Li Badong, disse que o rascunho de Resolução “não fechava as portas à diplomacia” e, mais uma vez, reforçou a importância “do diálogo, da diplomacia e das negociações.”

E o ministro das Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov telefonou imediatamente a Clinton, insistindo na necessidade de melhor análise para o acordo de troca de urânio baixo-enriquecido por combustível, mediado por Brasil e Turquia. Lavrov repetiu que a Rússia absolutamente não considera oportunas quaisquer novas sanções unilaterais de EUA e União Europeia contra o Irã. O Chanceler russo disse que sanções unilaterais incluem medidas “de alcance extraterritorial, além do que permitem os acordos vigentes na comunidade internacional e contrariando princípios da lei internacional consubstanciada na Carta da ONU”.

E assim chegamos a uma situação em que um acordo real e válido, aprovado pelo Irã, sobre troca de seu urânio por combustível para seu reator está em estudos na Agência Internacional de Energia Atômica… ao mesmo tempo em que já está em curso um ataque contra o Irã, mediante sanções, na ONU. Em quem, afinal, a verdadeira “comunidade internacional” acreditará? Erdogan não poderia ter dito com mais clareza: “É tempo de decidir se acreditamos na supremacia da lei ou na lei dos fortes e supremos…”

De fato, o que todo o mundo em desenvolvimento está vendo é o passado – EUA, França, Grã-Bretanha, Alemanha – combatendo contra o avanço do futuro – China, Índia, Brasil, Turquia, Indonésia. A arquitetura da segurança global – policiada por uma camarilha de guardiões autonomeados e assustados – entrou em coma. O ocidente ‘atlanticista’ está naufragando feito Titanic.

Queremos guerra, e é pra já!

Só o poderoso lobby pró-guerra infinita nos EUA continua a considerar “um fiasco” o primeiro passo em direção a um acordo nuclear com o Irã. Inclui-se aí os cada dia mais desacreditados e pró-guerra-do-Iraque New York Times (a mediação Brasil-Turquia estaria “complicando a discussão das sanções”) e Washington Post (o Irã estaria “criando ilusões de avanço nas negociações nucleares”).

Para esse lobby pró-guerra, o acordo mediado por Brasil e Turquia seria “uma ameaça”, porque se opõe diretamente à decisão de atacar imediatamente o Irã (ataque a ser iniciado por Israel, e que os EUA seguiriam) e a promover lá uma “troca de regime” – sonho-desejo sempre acalentado por Washington.

Em recente discurso no Conselho de Relações Estrangeiras o luminar Dr. Zbigniew [Brzezinski] “vamos conquistar a Eurásia” alertou contra “gravíssimo perigo” de “um despertar político global” e de as elites globais se desentenderem”. Para o ex-conselheiro presidencial para assuntos de segurança nacional dos EUA, “pela primeira vez na história humana, toda a humanidade está politicamente desperta. É realidade totalmente nova, praticamente jamais aconteceu, em toda a história humana.” E quem, diabos, essas estrelas novas recém acordadas, como Brasil e Turquia, pensam que são, para atrever-se a perturbar ‘nosso’ governo do mundo?

Enquanto isso, norte-americanos sempre subinformados continuam a perguntar-se “Por que nos odeiam tanto?” Porque, dentre outras razões, visceralmente unilateral sempre, Washington nunca pensa duas vezes antes de meter-se a tentar erguer o chicote até para os seus melhores amigos.

Ajude o VIOMUNDO a sobreviver

Nós precisamos da ajuda financeira de vocês, leitores, por isso ajudem-nos a garantir nossa sobrevivência comprando um de nossos livros.

Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia

Edição Limitada

R$ 79 + frete

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único

R$ 40 + frete

Pacote de 2 livros - A mídia descontrolada e Rede Globo

Promoção

R$ 99 + frete

A gente sobrevive. Você lê!


51 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Pepe Escobar: Para Obama, o Irã é caso de vazamento-gêmeo « Projeto ORBIS – [email protected]ório de Relações Internacionais

17 de junho de 2010 às 15h56

[…] de Estado Hillary “Dominatrix” Clinton (ver “Irã, Sun Tzu e a Dominatrix”, Blog Viomundo, https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/pepe-escobar-ira-sun-tzu-e-a-dominatrix.html ) e o líder supremo do Pentágono Robert Gates martelando, às rédeas soltas, a ideia (falsa) de […]

Responder

Pepe Escobar: Para Obama, o Irã é caso de vazamento-gêmeo | Viomundo - O que você não vê na mídia

27 de maio de 2010 às 15h21

[…] Hillary “Dominatrix” Clinton (ver “Irã, Sun Tzu e a Dominatrix”, Blog Viomundo, https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/pepe-escobar-ira-sun-tzu-e-a-dominatrix.html ) e o líder supremo do Pentágono Robert Gates martelando, às rédeas soltas, a ideia (falsa) de […]

Responder

setepalmos

24 de maio de 2010 às 04h37

São sensacionais as análises do Pepe Escobar.

Sobre a política americana, soberania e josé serra: http://setepalmos.wordpress.com/2010/05/24/aliado

Responder

Roberto Locatelli

23 de maio de 2010 às 10h15

Fazendo coro a vários comentários: o Brasil precisa ter a bomba. Caso contrário os EUA nos invadirão.

Responder

alexANDRE

23 de maio de 2010 às 07h05

"Dominatrix' é muito chique pra designar a Hillary. Eu seria menos refinado e a classificaria como uma"Jararaca véia chifruda" e ainda acrescentaria,eventualmente,um"Dos inferno".

Responder

    mariazinha

    23 de maio de 2010 às 15h40

    Além de cara de bolacha.

    João

    28 de maio de 2010 às 10h23

    Essa Clinton não é aquela que teve que engolir uma "estagiárdia" (estagiária) inteira? Levou uma chifrada e agora quer descontar no mundo.

francisco.latorre

22 de maio de 2010 às 23h24

“Deixe que o inimigo erre. Não corrija erros do inimigo.”

lula-pt aplica essa com o golpismo midiático.

corda aos enforcados.

..

Responder

Souza Neto

22 de maio de 2010 às 19h03

O desenvolvimento e a fabricação de artefatos nucleares pelo Brasil é hoje uma necessidade. Sem poder de dissuasão, não conseguiremos garantir a soberania brasileira sobre a Amazônia e o Pré-Sal.

Neste artigo, aliás, muito bem elaborado, o autor cita Sun-Tzu como guru dos orientais. No caso brasileiro, prefiro citar a máxima de origem latina: "Si vis pacem, para bellum" – Se queres a paz, prepara-te para a guerra.

Responder

O Brasileiro

22 de maio de 2010 às 18h15

Os Democratas querem provar que podem ser tão violentos quanto os Republicanos, e com isso conquistar votos nas eleições deste ano para o Congresso Americano. Tentar explicar para os americanos ignorantes do interior, que orgulhosamente mandam suas "crianças" para as guerras injustificáveis, que o mundo é globalizado e que o sistema financeiro precisa ser regulado, é como "enxugar gelo". São fundamentalistas de causar inveja aos muçulmanos mais radicais!
Radicais por radicais, os radicais muçulmanos estão vencendo as batalhas diplomáticas e financeiras, e os radicais americanos estão vencendo as batalhas pelas armas. Quem vencerá a guerra? Quem viver, verá!

Responder

Marat

22 de maio de 2010 às 11h55

As pessoas que comandam o hospício, que é o Império do IV Reich jamais entenderiam Sun Tzu… É um exércirto comandado por psicopatas autoritários que têm a veleidade de comandar o mundo e impor suas idéias a todos… Talvez, antes de se destruírem a si próprios, eles aprendam…

Responder

claudio

22 de maio de 2010 às 14h17

Tá perfeito, é isso mesmo.
Isso é bullying diplomático pra poder invadir e ainda dizer que é retaliação, que os iranianos que provocaram.
E, na real, as outras duas guerras em andamento são só um "warm up" pra guerra que eles realmente querem.
Eles: US, UK, UE e Israel. Principalmente americanos e israelenses.
E no Irã, com a campanha de ódio e preconceito que vem sendo movida no Mundo Livre desde a expulsão do embaixador americano em 1979, eles vão poder usar todos os requintes de crueldade de que dispõem para assustar bem todos os possíveis "inimigos do Mundo Livre", além de afundar a mão nos recursos do país, que é bem mais rico do que Afeganistão e Iraque, que a opinião pública não vai se mexer.
Já li denúncias, inclusive, de que os comandantes já comentam com as tropas a beleza das iranianas, vistas como butim de guerra.
E, se as campanhas pacifistas nestes países não virarem o jogo – alguém aí aposta um centavo nessa possibilidade?, eles podem invadir à revelia do CS, como sói acontecer nestes casos.
Afinal, o que são alguns milhares de vidas comparados aos lucros e outros ganhos de uma boa guerra?
Rússia e China terão disposição pra peitar Os Aliados?
E nós, o Brasil, vamos fazer o quê?
Protestar? Protocolar uma moção de repúdio?
Tenho rezado pelos povos do Iraque e Afeganistão. Já incluí o Irã também.

Responder

    Sergio C Morales

    22 de maio de 2010 às 18h25

    Cláudio,

    Depois de nove anos de guerra, os EUA ainda não conseguiram subjugar o Afeganistão.

    No Iraque, esta calmaria do último período se deve mais à limpeza étnica em cada uma das regiões de população diversa já ter se completado e ao fato dos iraquianos estarem divididos entre si. Não à capacidade militar dos EUA de subjugar a guerrilha.

    Se atacarem o Irã, não poderão subjugá-lo, ocupá-lo. Podem, sim, causar uma imensa carnificina, mas a um custo que a classe dominante estadunidense não pode calcular. No entanto, eles não têm alternativa. Sua dominação está em franco declínio e seu único trunfo é a absoluta supremacia militar. Como verão, não será suficiente para lhes devolver a hegemonia perdida.

Roberto

22 de maio de 2010 às 13h21

Eles invadiram o Iraque e já ameaçaram invadir o próprio Irã. Os EUA ainda fazem o que querem. A atitude de Lula foi espetacular. Mas também, ele pode, não tem estudos. O risco é ele se tornar um Chavez. Chavez e o presidnte do Irã escraxam os Estados Unidos abertamente.

Responder

Eugênio

22 de maio de 2010 às 06h31

O desafio do Irão

"Talvez a chave reside na própria civilização iraniana. As relações diplomáticas são limitadas as opiniões dos diplomatas, secretários-gerais, presidentes e shahs. O não refletem o próprio país – O Irã antigo e sua cultura incrível. O futuro das relações russo-iranianas dependerá em grande parte das interações entre seus povos, independentemente das tensões entre seus governos. Chegou o momento para as pessoas a reconhecer oficialmente um ao outro, os Estados não só."
http://en.rian.ru/analysis/20100521/159107716.htm

Responder

Análise Pepe Escobar – Irã, Sun Tzu e a Dominatrix « PLANO BRASIL

22 de maio de 2010 às 03h21

[…] Fonte: Viomundo […]

Responder

Rocha

21 de maio de 2010 às 23h10

BOMBA ATÕMICA JÁ!!!!

Responder

Maria Dirce

21 de maio de 2010 às 23h09

Como os yanques ficaram muito mal com essa negociação que Teerã aceitou, como eles precisam de guerra como vampiro de sangue, investiram agora na Coreia do norte, dando a maior força pra Coreia do sul, a matrix desembarcou no japão dando chicotadas ultimatum a coreia do norte,ea continuidade dessa história o Azenha termina, pq ja esta começando a desenhar no mapa geo político uma 3 mundial.

Responder

Jorge Nunes

21 de maio de 2010 às 22h43

Se os EUA destruirem a infra-estrutura de um país de 70 milhões de habitantes será o maior desastre humanitário da história da humanidade.

Responder

    Fernando José

    22 de maio de 2010 às 18h16

    Amigo. E o que você diz da destruição, com artefatos nucleares, duas cidades sem objetivos militares apenas para testar a configuração das bombas? Se fosse outro pais da Terra iria para o banco dos réus….

jbmartins

21 de maio de 2010 às 20h43

O texto descreve o fragelo(Guerra) das reais inteções americano; Os americanos não possuem credibilidade internacional desde a invasão ao Iraque onde a ONU proibiu os EUA para não invadirem e desobedecendo ficou comprovado que não havia armas no Iraque, eles so tem força no conselho por que de seus cachorrinhos França e Inglaterra.

Responder

Paulo

21 de maio de 2010 às 23h38

A velha ladaínha – Ora, o discurso, o velho discurso da guerra ele trouxe, ele quem, Lula. Dá para rir. Mas a minha opinião é essa. Querem meter o pau no Lula nós temos pessoas inteligentes. Falar é fácil Mas o pior está alojado no congresso.

Responder

Paulo

21 de maio de 2010 às 23h09

Genialidade e inveja. A gente cresce, somos educados para lidar com a baixaria. O mundo está globalizado. Atualmente só quem vai fazer sucesso é o venéreo Afolf. Tiro pra todo lado. Mata todo mundo, o que sobrar sobrou.

Responder

Paulo

21 de maio de 2010 às 23h02

Nova velha ordem. Não sejamos tão ingênuos. O quê vem por aí? Meu Deus, vamos esperar o quê? Cadê os sabujos? O encadeamento histórico não diz outra coisa. Lula deduziu. Beliscou o futuro. Esse Lula é ótimo. Se a confusão lá fora aumentar eles vão pra cima da gente. O "letrado Lula" beliscou.

Responder

Miguel do Rosário

21 de maio de 2010 às 22h55

Prezado Azenha e amigos, segue uma tradução quentinha, saída agora, de artigo publicado há pouco no FT: http://www.ft.com/cms/s/0/f9f1a54e-6458-11df-8cba

Tentei publicar aqui, mas é grande. Confiram lá no final desse post:
http://oleododiabo.blogspot.com/2010/05/entreguis

Responder

mariazinha

21 de maio de 2010 às 19h26

Perfeita análise Escobar.

digo mais:
no dia em que o povo do OM se unir para derrubar os bélicos crueis que disseminam a discórdia no meio de seu povo para usufruir ganhos, aí, não ficará pedra sobre pedra. Talvez que esse dia não esteja tão longe….

[…]Abu Saeda concorda, dizendo que em termos de promoção da democracia e dos direitos humanos, o governo Obama tem, inclusive, pior desempenho do que o de George W. Bush (2001-2009), apesar da esmagadora impopularidade deste último no Oriente Médio. “Durante o segundo mandato de Bush, Washington exerceu considerável pressão sobre os regimes árabes para que realizassem reformas democráticas, o que desatou um significativo movimento político no Egito”, acrescentou Saeda. “Obama prometeu manter essa pressão, mas agora parece desdizer suas palavras”, ressaltou.

Saeda disse, ainda, que pouco depois de assumir a Presidência Obama reduziu em mais de US$ 200 milhões a ajuda financeira para a promoção da democracia no mundo árabe. “Isto não é tão importante quanto o apoio moral que antes os Estados Unidos davam às reformas políticas no Egito, e que disparou o ativismo político em 2004 e 2005”, prosseguiu. “De fato, desde a posse de Obama, em muitos regimes árabes aumentaram as violações à democracia e aos direitos humanos dos cidadãos, com prisões arbitrárias, criação de tribunais militares, leis de emergência, etc.”, afirmou Abu Saeda.[…] http://www.mwglobal.org/ipsbrasil.net/nota.php?id

Responder

Ricardo Medeiros

21 de maio de 2010 às 18h57

Belo artigo – vai para meu twitter !

Responder

JBh

21 de maio de 2010 às 18h40

INFELIZMENTE VÃO ATACAR O IRÃ…..

Responder

Irani

21 de maio de 2010 às 18h38

Precisamos estar atentos a guerra midiática da demonização de um povo que tem sido recorrente, sobretudo no mundo Ocidental e o que realmente está por trás disso, bem como as políticas que são tomadas pelo Departamento de Estado, isto é, são políticas que visam mostrar diferenças pejorativas diretamente o modo de vida, a cultura e a formação daquele povo. Em contrapartida, é sempre a tentativa de compararmos nós com eles. Assim, está formada a opinião pública, como disse o Sérgio Guerra na sua declaração infeliz,na minha opinião, o mundo civilizado e o mundo incivilizado. Para tanto vamos ao cinema assistir árabes , muçulmanos fanáticos e o seu ódio mortal ao Ocidente.

Precisamos saber até onde isto é verdade dos dois lados. A China também não é boba nisso, sua ambiguidade está voltada apenas áquilo que lhe interessa, idem a Russia, pois tenta apoiar uma sança branda e continua vendendo arma na clandestindade e tecnologia para o Irã. De uma coisa eu sei, a China não tem interesse nenhum na invasão Americana no Irã.

Responder

Tweets that mention Pepe Escobar: Irã, Sun Tzu e a Dominatrix | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

21 de maio de 2010 às 18h38

[…] This post was mentioned on Twitter by James Russo and Ronaldo Barbieri, AntonioLuiz MCCosta. AntonioLuiz MCCosta said: "Irã, Sun Tzu e a Dominatrix" (Hillary), de Pepe Escobar. Em inglês http://3.ly/jV3R Em português (@VIOMUNDO ) http://3.ly/VU9J via @veramcp […]

Responder

Irani

21 de maio de 2010 às 18h32

Se vc for ao site Strategic Studies Institute, vc verá uma infinidade de monografias sobre o islâ e o que é proposto. Aqui mesmo vc postou o artigo do Wall Street contrário ao acordo tripartite. Enfim, são perguntas que levantamos e certamente há uma infinidade delas para que possamos montar este quebra cabeça na política de estado de cada país com deficiência energética. Curiosamente, Europa, EUA têm deficiências, bem como a China. Enquanto nós, temos todas as reservas disponíveis.

Precisamos analisar com mais razões de Estado a mediação brasileira no Oriente Médio e a reação imediata americana, pois atingiu definitivamente suas necessidades energéticas. Olha a situação, detem o conhecimento científico, mas não tem a mola mestra que move o conhecimento, como eles não gostam e não transferem tecnologia, jamais vão negociar, haja vista as regras do Congresso quanto a isto.

Responder

Irani

21 de maio de 2010 às 18h32

Não estou afirmando que nem Venezuela nem o Brasil irâ à Guerra, mas eles estão sim, se precavendo, na minha opinião.

Com o desenvolvimento da China, e de outras potências energéticas o consumo será intenso. Às vezes pensamos que o consumo resume-se apenas no uso de combustível, mas não, há uma infinidades.

Responder

Irani

21 de maio de 2010 às 18h25

No site militar fala sobre os pontos positivos e negativos do tratado entre Russia e EUA para a extinção de ogivas, o negativo é que os americanos não se desfizeram em nada de suas ogivas não declaradas.

Perguntas:

Por que após o fim da Guerra Fria os americanos começaram a demonizar o mundo islâmico?

Por que Venezuela se armou militarmente, mesmo sabendo que não pode vencer uma potência como a Americana?

Por que o Brasil tem tradição na sua diplomacia do pragmatismo e o Brasil na condição de ser a quarta reserva em petróleo foi mediar a paz com o Irã, outro país cheio de reserva?

Por que o Brasil está a comprar todo um potencial bélico se seus vizinhos não são ameaça?

À semelhança de Portugal ter escolhido Salvador para ser a capital, não por sua beleza, mas por localização estratégica no Atlântico, a base aérea de Salvador será a base dos caças adquiridos? A localização de Salvador para capital da colônia foi militar.

Responder

    josimar

    22 de maio de 2010 às 12h50

    porque 7 bases estadunidenses na colombia ? Não esquecendo a do Peru ?

    André

    23 de maio de 2010 às 10h25

    O interesse no Irã não é só petróleo, mas também em gás natural e, especialmente, ESTRATÉGICO, é só olhar a posição do Irã no oriente médio. Mas o Irã não é um Iraque, é um país de 1,5 milhão de Km² e 70 milhões de habitantes,os EEUU não tem, efetivamente, condições técnico financeiras de atacar o país, por isto os EEUU instigam Israel para atacá-lo, pois o ataque só pode se dar em forma de ataques cirurgicos na infraestrutura energética, militar , mas este ataque terá um custo político enorme, por isto Israel é chamado a sacrificar seu capital político na empreitada, outra forma de ataque, econômico neste caso seria na cúpula política (esta seria atingida pelas sanções, através da insatisfação das elites)…

Irani

21 de maio de 2010 às 18h19

No mundo de hoje, tudo depende do petróleo, combustíveis alternativos tem sido utilizados, carros elétricos estão sendo testados, mas o petróleo não será substituído facilmente, pois a própria tecnologia militar, à qual os americanos dependem, são imensamente integrada aos derivados do petróleo.

No episódio do Iraque não havia armas, o processo que está sendo desencadeado em relação ao Irã é a mesma coisa. Os sites abaixo um fala sobre a questão de segurança energética e o outro fala sobre desafios militares. Há uma palestra do Delfim Neto na TV Bolsa que ele está abordando a questão da deficiência energética americana e como foi descoberto o pré-sal n Brasil já no ano 2000.
http://www.areamilitar.net/ http://www.jornaldefesa.com.pt/opiniao.asp

Responder

Irani Leite

21 de maio de 2010 às 18h13

Azenha,

Vc já pensou em pesquisar sobre as dificuldades energéticas americanas? Vc já leu o livro O Fim do Petróleo de James Howard Kunstler?

No passado, para vencer o inimigo, a demonização foi a Rússia, a mídia nacional e internacional, o cinema, fomos todos levados a crer veladamente no bem contra o mal. Hoje, trabalha-se novamente na demonização de um povo, os árabes, ou melhor o mundo muçulmano.

Já na década de 90 pensava-se em estratégias para combater regimes hostis e fundamentalistas, que eram ameaça à América, é o que Samuel P. Huntington no Choque de Civilizações. Os EUA detem o poder tecnologico, mas não tem reservas energéticas

Responder

william porto

21 de maio de 2010 às 17h06

os americanos jamais vao qurer a paz, a guerra para eles e um negocio, nao podem viver sem ela, a guerra faz parte do modo americano de vida, os americanos amam a guerra, esses falcoees precisam ser isolados. urgente, o lula e peca chaves na desmoralizacao doo imperialismo americano.

Responder

    Sérgio C Morales

    22 de maio de 2010 às 22h50

    Não são os americanos (aqui entendidos os estadunidenses, claro!) como um todo. A maioria do povo estadunidense é desinformada, dependendo da mídia corporativa para informar-se a respeito do mundo. Quando o povo estadunidense acaba recebendo informação a respeito do que ocorre fora dos EUA (como quando foi revelado que o Iraque não tinha armas de destruição em massa, o custo da guerra e a destruição que causou), se posiciona contra as guerras. O problema é que ele é frequentemente manipulado pela distorção das informações efetuada pela mídia corporativa.

    O problema é a classe dominante estadunidense e o "establishment" (aqui entendido como o complexo governamental e as grandes empresas), que têm o domínio absoluto, inquestionável da definição das políticas (nos EUA, não há nenhuma força capaz de desafiar minimamente esse "establishment" atualmente; a esquerda estadunidense, embora muito boa teoricamente – cito Chomsky, p ex, não tem praticamente nenhuma influência de massas).

    Não sejamos antiamericanos!

Engajarte

21 de maio de 2010 às 16h35

O Lula e os Irãnianos deram o drible da vaca nos EUA, assinaram o acordo, desmanchando a justificativa bélica.
Os EUA ficaram com segurando na brocha, agora com o país em crise econômica braba, vão para a guerra, parecem os milicos argentinos invadindo as Malvinas.
O Barack Hussein, como primeira providência depois de ganhar o prêmio Nobel da Paz, vai declarar uma guerra, vai bombardear instalações civis de um país em desenvolvimento com poucas defesas.
Dá vergonha de ver a imprensa aqui no Brasil dando cobertura sistemática a política belicista dos EUA, contra os interesses do nosso próprio país, e igual ao que fizeram com o Iraque, repercutindo e aumentando as mesmas mentiras acerca das armas de destruição em massa.

Responder

    Maria Dirce

    21 de maio de 2010 às 23h12

    Sera que eles aguentam uma guerra na Coréia do norte e outra com Irã?sendo que os 10 ou 15 membros do conselho de segurança da ONU não vai ser unânime, que fiasco hein??????a matrix vai perder o chicote

    Sérgio C Morales

    22 de maio de 2010 às 23h05

    Os EUA não têm como sustentar uma guerra com o Irã. No máximo, fariam um maciço bombardeio aéreo e com mísseis (se a coisa ficasse feia, porderiam usar ataques nucleares "preventivos" segundo a atual doutrina militar desenvolvida por Bush e ratificada por Obama), o que causaria imensa destruição. A esperança deles é que tal ataque provocasse a queda do governo iraniano e a sua substituição por uma facção entreguista (Mussavi-Rafsanjani?).

    É perfeitamente possível que mesmo um ataque maciço relâmpago fosse incapaz de destruir a capacidade retaliatória iraniana (lembremos que, em 1999, os iugoslavos conseguiram preservar boa parte do seu equipamento militar intacto usando simples técnicas de camuflagem; no entanto, o objetivo de mudança de regime foi conseguido pelos ataques e Milosevic foi derrotado politicamente logo a seguir; ou seja, os EUA conseguiram o que queriam). Se as forças iranianas conseguem preservar a capacidade retaliatória, poderiam bloquear a navegação no Golfo Pérsico e o suprimento de petróleo para o mundo, abalando a já frágil economia mundial. Poderiam, também, causar pesadas baixas nas bases estadunidenses na Península Arábica e em Israel. Muito provavelmente, nesse cenário, a guerra sairia de qualquer controle, se tornaria uma tragédia humanitária no Oriente Médio, os EUA e Israel estariam tentados a usar armamento atômico, mas dificilmente conseguiriam subjugar o Irã. As consequências de tal conflito seriam imprevisíveis, mas duvido que os EUA prevalecesse (embora, com certeza, causariam imenso sofrimento e destruição).

    Se observarmos em uma perspectiva histórica, percebemos que os EUA de hoje assemelham-se muito à Alemanha do início do século XX (com o diferencial de que a Alemanha era uma potência em ascensão buscando conquistar militarmente uma posição hegemônica, enquanto que os EUA é uma potência em declínio buscando manter militarmente uma posição hegemônica). Como naquela ocasião, as aventuras e provocações militares, em uma perspectiva de mais longo prazo, estão fadadas ao fracasso, mas os estrategistas desta via estão tentados a tentá-la de qualquer maneira (até porque o trunfo militar é o único que resta ao "establishment" estadunidense para tentar barrar o declínio hegemônico). Trata-se de uma fuga para a frente. E depois são os iranianos e norte-coreanos os que são chamados de "loucos"!

Engajarte

21 de maio de 2010 às 16h35

Começou o reforço militar americano para a guerra com o Irã.
Novos porta-aviões foram deslocados para as cercanias do país.
O Irã já está completamente cercado, a frota americana domina os mares da costa iraniana, os países fronteiriços do Irã ou estão ocupados pelos EUA (Iraque, Afeganistão) ou tem grandes bases aéreas americanas (Quatar, Quait, Turquia, além das antigas repúblicas soviéticas ao norte), além do Paquistão, aliado de primeira hora dos EUA.
A desproporção de forças é tremenda, o Irã, um país de limitados recursos, a 30 anos sobre bloqueios para a compra de armamento, mal tem forças defensivas, pouco equipadas, e tradicionalmente pobremente comandadas.
O objetivo dos EUA não vai ser invadir o Irã, são 70 milhões de habitantes, o ataque será limitado ao bombardeio aéreo, levando a destruição da infra-estrutura do país, causando uma regressão econômica de 20 anos, fora o massacre de sua população civil.

Responder

    Carlos

    21 de maio de 2010 às 17h41

    China e Rússia – e vice versa – fcompactuarão com a agressão?

    Claudio Kirsten

    22 de maio de 2010 às 13h13

    Engajarte, bom dia.
    E você acredita que se o Irã fosse uma potência bélica Israel e EUA estariam planejando um ataque? Jamais.
    Êles não atacam quem tem condições de se defender.
    Você está lembrado do ataque de Israel ao reator nuclear do Iraque? Na época, matou muitos engenheiros e técnicos russos, franceses e alemães que estavam trabalhando nas instalações, além de centenas de técnicos e operários iraquianos. Segundo a Comissão Internacional de Energia Nuclear estima-se que 80 000 pessoas que moravam nas imediações da usina iraquiana sofreram os efeitos indiretos da contaminação do lixo atómico, destas 2000 apresentaram problemas respiratórios irreversíveis e contaminação corporal intensa vindo a falecer ou desenvolver sintomas cancerígenos irreversíveis. No total, foram 5490 crianças internadas, sendo que 400 não resistiram e acabaram morrendo já nos primeiros dias ao ataque e 210 internadas com queimaduras graves, precisando sofrer tratamento intensivo.

    Ainda, segundo apurou-se "tomando por base o acidente nuclear de Chernobyl", as 300 gramas ou 600 de Césio-137 espalhadas durante o bombardeio da usina iraquiana, foram o suficientes produzir 133 400 toneladas de lixo atômico espalhadas pelo vento na superficie e que, até agora, não foram acondicionados. Para isso precisariam ser prensadas e hermeticamente fechadas em 140.000 contêineres (contentores), algo impraticavel considerando a economia deficiente de um pais destruido pelas guerras; mesmo que as devidas providencias fossem tomadas o lixo permaneceria perigosamente ameaçador ao meio ambiente durante 180 anos.

    Daí se vê que o efeito da bomba suja que mesmo com poucos quilos de lixo atômico, quando dispersado diretamente na atmosfera pode ocasionar uma nuvem de material radioativo e envolver uma cidade inteira provocando a morte de milhares de pessoas.
    Isso foi o que Israel fez contra uma instalação civil, contra um pais que sabidamente não tinha condições de se defender. Estão preparando algo semelhante ou pior contra o Irã, pois sabem muito bem que o Irã não tem como se defender das maiores potências bélicas do mundo, EUA e Israel.

    dukrai

    23 de maio de 2010 às 01h27

    Se Israel atacar mesmo o Irã, os EUA vão assinalar o ponto zero da derrocada da potência, que perdeu a legitimidade e a hegemonia para se apoiar no que sobrou do antigo império, a sua força bélica e um orçamento militar que assumiu um gigantismo de 50% do orçamento militar mundial. O poderio econômico dá sinais, como dizia um velho general fascista, de um lento, gradual e seguro declínio, hoje em torno de 20% do PIB mundial, as finanças se tornaram o centro nervoso do sistema econômico, tirando a força da potência industrial e tecnológica.
    A morte da velha potência pode se dar pela incapacidade de manter a enorme máquina de guerra, o seu instrumento de dominação, e seria o equivalente à morte natural e a desligar os equipamentos na UTI. A sua morte pode se dar ainda ao se afundar no pântano de uma guerra localizada que transborda das fronteiras, o cenário pode se tornar aterrador e na contagem dos mortos descobrir a ex-potência que o seu último instrumento falhou.

augustinho

21 de maio de 2010 às 16h32

Conclui-se que, se o mundo continuar a dar voltas desse jeito, as grandes potencias tradicionais vao estar
a toda a hora, diante de NOVOS e maiores constrangimentos. Ai elas vão negociar e adaptar-se ou…vão insistir nos esquemas de força, coerçao e chantagem tradicionais. Este episodio tem sido um novo mais recente constrangimento.
Em Kopenhage ano passado houve outro, de autoria do brasil tambem (fixou voluntariamente uma meta ambiciosa) quando ninguem se comprometia.
Muitas emoçoes parecem aguardar os estudiosos de relaçoes internacionais no futuro.

Responder

edson sanches

21 de maio de 2010 às 16h23

Pepe Escobar é aquele que escrevia para a Bizz nos idos anos 80?

Responder

    Klaus

    21 de maio de 2010 às 17h05

    Sim, o próprio.

Luiz Augusto Barroso

21 de maio de 2010 às 15h53

Eles, os ianques agressores, são capazes de tudo. Não podemos nos esquecer as circunstâncias "misteriosas" da morte do Embaixador Sergio Vieira de Mello e do bombardeio da Embaixada da China em Belgrado.

Responder

Luiz dos Campos

21 de maio de 2010 às 15h41

Gracias, Pepe!! Análise perfeita!!

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.