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Cartas de Minas
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Parlamentares europeus convocam democratas do mundo inteiro a reagir contra a prisão de Lula: “Arbitrária, sem provas”; leia a nota

16 de maio de 2018 às 22h12

Ricardo Stucker

Parlamentares europeus convocam democratas a reagir contra prisão de Lula

A nota, assinada por mais de 30 parlamentares de vários países da Europa, critica a parcialidade do Poder Judiciário, o complô da mídia e a interferência do Exército na crise política e jurídica

por Marize Muniz,no portal da CUT

Um grupo de políticos europeus de diversas tendências divulgou uma nota condenando a prisão do ex-presidente Lula, afirmando que nenhum democrata pode ficar indiferente ao golpe de Estado de 2016 nem tampouco à prisão sem provas do ex-presidente Lula, isolado em uma cela na sede da Superintendência da Polícia Federal desde 7 de abril.

A nota, assinada por mais de 30 parlamentares de países como França, Irlanda e Espanha, critica a parcialidade do Poder Judiciário brasileiro, a mídia golpista e até o exército que aproveitou o caos para interferir em questões políticas e encerra convocando os democratas do mundo inteiro a reagir “À detenção arbitrária do ex-presidente Lula”.

Confira a íntegra da nota:

Lula e o Brasil: uma situação alarmante

Nós, políticos europeus de diversas tendências, estamos particularmente inquietos com a prisão arbitrária do ex-presidente Lula da Silva, detido desde 7 de abril último, na cidade de Curitiba, PR.

Após o Golpe de Estado institucional contra Dilma Rousseff, em 2016, a recente prisão de Lula, sem provas, não pode deixar nenhum democrata indiferente. A quantas anda o respeito ao Estado de Direito no Brasil?

Levando-se em conta que as eleições presidenciais devem acontecer em outubro de 2018, Lula representa uma alternativa para numerosos brasileiros e brasileiras face à crise que o país atravessa atualmente.

Sob esse ponto de vista, ele é incômodo para aqueles que tomaram o poder e que não pretendem abandonar seus cargos.

O simulacro de processo contra Lula revelou igualmente a parcialidade de uma parte do Ministério Público e do Poder Judiciário brasileiro.

Ele deu-se com o apoio dos grandes meios de comunicação e de parte do exército, que aproveitou para interferir nas questões políticas e judiciárias em curso, o que é muito preocupante em um país ainda marcado pelos estigmas da ditadura militar que se estendeu de 1964 a 1985.

Esta detenção de Lula ocorreu em um contexto político particularmente tenso no Brasil, que teve como ponto culminante o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, no dia 14 de março passado, em meio à escalada de violências que assolam o Brasil, das favelas ao mundo político.

Em 27 de março último, a caravana do ex-presidente Lula foi, aliás, alvo de tiros quando de sua passagem pelo Sul do país.

Nenhuma oposição política poderia justificar a denegação democrática que reina hoje no Brasil.

Nenhum processo judiciário deve ser utilizado para fins políticos, a fim de reduzir ao silêncio um líder carismático porque este incomoda. Se a luta contra a corrupção é legítima e essencial, ela não deve ser travada em detrimento da presunção de inocência e do respeito à Constituição.

É por isto que convocamos os democratas do mundo inteiro a reagir e nos associamos a todas as forças políticas, sindicais e sociais, bem como a todos os brasileiros e brasileiras que se oponham à detenção arbitrária do ex-presidente Lula.

Laurence Cohen, Senadora, PCF, França, Martina Anderson, Deputada europeia, Sinn Féin, Irlanda, Eliane Assassi, Senadora, Lider da bancada comunista no senado, França, Clémentine Autain, Deputada, FI, França, Esther Benbassa, Senadora, EELV, França, Ugo Bernalicis, Deputado, FI, França, Eric Bocquet, Senador, PCF, França, Lynn Boylan, Deputada europeia, Sinn Féin, Irlanda, Alain Bruneel, Deputado, PCF, França, Matt Carthy, Deputado Europeu, Sinn Féin, Irlanda, Luc Carvounas, Deputado, PS, França, André Chassaigne, Deputado, PCF, Lider da bancada comunista na Assembleia Nacional, França, Pierre-Yves Collombat, Senador, Esquerda, França, Eric Coquerel, Deputado, FI, França, Nikos Chountis, Deputado Europeu, Unidade Popular, Grécia, Javier Couso Permuy, Deputado europeu, Izquierda Unida, Espanha, Cécile, Cukierman, Senadora, PCF, França, Pierre Dharréville, Deputado, PCF, França, Caroline Fiat, Deputada, FI, França, Elsa Faucillon, Deputada, PCF, França, Eleonora Forenza, Deputada europeia, Altra Europa con Tsipras, Italia, Fabien Gay, Senador, PCF, França, Guillaume Gontard, Senador, Esquerda, França, Tania Gonzalez Peñas, Deputada europeia, Podemos, Espanha, Michelle Gréaume, Senadora, PCF, França, Patrice Joly, Senador, PS, França, Michel Larive, Deputado, FI, França, Joël Labbé, Senador, Ambientalista, França. Pierre Laurent, Senador, PCF, Secretario nacional do PCF, França, Jean-Paul Lecoq, Deputado, PCF, França. Patrick Le Hyaric, Deputado europeu, PCF-Frente de Esquerda, França, Serge Letchimy, Deputado, PPM, França, Marie-Noëlle Lienneman, Senadora, PS, França, Paloma Lopez Bermejo, Deputada europeia, Izquierda Unida, Espanha, Edouard Martin, Deputado Europeu, PS, França. Emmanuel Maurel, Deputado Europeu, PS, França, Luke Ming Flanagan, Deputado europeu, Independente, Irlanda, Liadh Ní Riada, Deputada europeia, Sinn Féin, Irlanda, Danièle Obono, Deputada, FI, França, Pierre Ouzoulias, Senador, PCF, França, Stéphane Peu, Deputado, PCF, França, Joao Pimenta Lopes, Deputado europeu, PCP, Portugal, Loïc Prud’Homme, Deputado, FI, França, Christine Prunaud, Senadora, PCF, França, Adrien Quatennens, Deputado, FI, França, François Ruffin, Deputado, FI, França, Pascal Savoldelli, Senador, PCF, França, Neoklis Sylikiotis, Deputado Europeu, AKEL, Chipra, Estefanía Torres Martinez, Deputada europeia, Podemos, Espanha, Marie-Christine Vergiat, Deputada europeia, Frente de Esquerda, França, Marie-Pierre Vieu, Deputada europeia, PCF-Frente de Esquerda, França e Dominique Watrin, Senador, PCF, França.

Traduzido pelo Coletivo Alerte France Brésil

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7 Comentários escrever comentário »

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Eduardo

17/05/2018 - 12h39

República das bananas! Terra de escravos, o maior quilombo que ja se viu na história! ” Quilombão” de negros e pobres denominamos “povo” enganados pelas instituiçōes que deveriam proteger a constituição.! Fico em dúvida sobre quem de fato são os Senhores e os Capitães instituídos! Ainda bem que não sou eterno! Mas desejo viver, conviver e amar por um bom tempo, ,porisso prefiro dizer que estou na dúvida!

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Julio Silveira

17/05/2018 - 12h04

Enquanto essa mediocre tchurma anti soberania brasileira se refestelam na sua cidade dos sonhos do seu país preferido. O Brasil, pelas mãos deles, desce a ladeira da mediocridade para chegar ao estado do desprestigio mundial. Esse é o resultado de se deixar conduzir por pessoaa que vendem, e entregam, a mãe por dinheiro. A mãe? Patria. Eles? Parias.

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henrique de oliveira

17/05/2018 - 11h40

Enquanto isso nosso MOROso corrupto e ineficaz judiciário , continua a usar nossa constituição como papel higiênico.

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Carlos José

17/05/2018 - 10h06

Bandidos no congresso votaram o impeachment em troca de dinheiro. E votaram outras leis tb em troca de dinheiro. O Temer comprou todo mundo. Se não comprasse as reformas não passavam.
A Dilma não cometeu nenhum crime, é uma mulher honesta, vive num apartamento bem modesto.
O que houve e há no Brasil é um Golpe de Estado que surrupeou 55 milhões de votos. Todo mundo pedala e pedalou e só a Dilma sofreu impeachment. Até em Minas pedalaram. Anasttasia, Aecio. 2 dias após o Temer assumir foram legalizadas as pedaladas para o temerário pedalar a vontade.
Esse juízeco do Paraná é indecoroso, não tem decoro, não tem ética, não tem honestidade, não tem limites.
No sábadao véspera da eleição o superjenio vai prender todos os eleitores da Dilma, Lula e do pt, e o psdb vai ganhar por W.O.
OU então, domingao, dia da eleição o super inteligente vai conduzir coercitivamente os eleitores do pt para votar no partido do juiz, o psdb.
Foi e é um Golpe de Estado. Isso é fato. Não dá para negar.

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Aroldo

17/05/2018 - 09h38

ESSE É O LULA EM QUEM EU PRETENDO VOTAR. CASO OS GOLPISTAS NÃO DEIXEM, EU VOTAREI NO CANDIDATO QUE ELE APONTAR.MENOS NO CIRO GOMES. PORTANTO, EU NÃO TENHO PRESSA.

Já escolhi os meus candidatos ao senado e à câmara dos deputados, escolhas da mais alta importância. Agora, veja o que o grande Lula escreveu no Le Monde.

Lula escreve no Le Monde: Por que eu quero voltar a ser presidente

ATUALIZADO EM 17/05/2018 – 09:15
Foto Ricardo Stuckert

Lula escreve no Le Monde: Por que eu quero voltar a ser presidente

Leia a íntegra do artigo publicado hoje pelo jornal francês

Sou candidato a presidente do Brasil, nas eleições de outubro, porque não cometi nenhum crime e porque sei que posso fazer o país retomar o caminho da democracia e do desenvolvimento, em benefício do nosso povo. Depois de tudo que fiz como presidente da República, tenho certeza de que posso resgatar a credibilidade do governo, sem a qual não há crescimento econômico nem a defesa dos interesses nacionais. Sou candidato para devolver aos pobres e excluídos sua dignidade, a garantia de seus direitos e a esperança de uma vida melhor.

Na minha vida nada foi fácil, mas aprendi a não desistir. Quando comecei a fazer política, mais de 40 anos atrás, não havia eleições no País, não havia direito de organização sindical e política. Enfrentamos a ditadura e criamos o Partido dos Trabalhadores, acreditando no aprofundamento da via democrática. Perdi 3 eleições presidenciais antes de ser eleito em 2002. E provei, junto com o povo, que alguém de origem popular podia ser um bom presidente. Terminei meus mandatos com 87% de aprovação popular. É o que o atual presidente do Brasil, que não foi eleito, tem de rejeição hoje.
Nos oito anos que governei o Brasil, até 2010, tivemos a maior inclusão social da história, que teve continuidade no governo da companheira Dilma Rousseff. Tiramos 36 milhões de pessoas da miséria extrema e levamos mais de 40 milhões para a classe média. Foi período de maior prestígio internacional do nosso país. Em 2009, Le Monde me indicou “homem do ano”. Recebi estas e outras homenagens, não como mérito pessoal, mas como reconhecimento à sociedade brasileira, que tinha se unido para a partir da inclusão social promover o crescimento econômico.

Sete anos depois de deixar a presidência e depois de uma campanha sistemática de difamação contra mim e meu partido, que reuniu a mais poderosa imprensa brasileira e setores do judiciário, o momento do país é outro: vivemos retrocessos democráticos, uma prolongada crise econômica, e a população mais pobre sofre, com a redução dos salários e da oferta de empregos, o aumento do custo de vida e o desmonte de programas sociais.

A cada dia mais e mais brasileiros rejeitam a agenda contra os direitos sociais do golpe parlamentar que abriu caminho para um programa neoliberal que havia perdido quatro eleições seguidas e que é incapaz de vencer nas urnas. Lidero, por ampla margem, as pesquisas de intenções de voto no Brasil porque os brasileiros sabem que o país pode ser melhor.

Lidero as pesquisas mesmo depois de ter sido preso em consequência de uma perseguição judicial que vasculhou a minha casa e dos meus filhos, minhas contas pessoais e do Instituto Lula, e não achou nenhuma prova ou crime contra mim. Um juiz notoriamente parcial me condenou a 12 anos de prisão por “atos indeterminados”. Alega, falsamente, que eu seria dono de um apartamento no qual nunca dormi, do qual nunca tive a propriedade, a posse, sequer as chaves. Para me prender, e tentar me impedir de disputar as eleições ou fazer campanha para o meu partido, tiveram que ignorar a letra expressa da constituição brasileira, em uma decisão provisória por apenas um voto de diferença entre 11 na Suprema Corte.

Mas meus problemas são pequenos perto do que sofre a população brasileira. Para tirarem o PT do poder após as eleições de 2014, não hesitaram em sabotar a economia com decisões irresponsáveis no Congresso Nacional e uma campanha de desmoralização do governo na imprensa. Em dezembro de 2014 o desemprego no Brasil era 4,7%. Hoje está em 13,1%.

A pobreza tem aumentado, a fome voltou a rondar os lares e as portas das universidades estão voltando a se fechar para os filhos da classe trabalhadora. Os investimentos em pesquisa desabaram.

O Brasil precisa reconquistar a sua soberania e os interesses nacionais. Em nosso governo, o País liderou os esforços da agenda ambiental e de combate à fome, foi convidado para todos os encontros do G-8, ajudou a articular o G-20, participou da criação dos BRICS, reunindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e da Unasul, a União dos países da América do Sul. Hoje o Brasil tornou-se um pária em política externa, que os líderes internacionais evitam visitar, e a América do Sul se fragmenta, com crises regionais cada vez mais graves e menos instrumentos diplomáticos de diálogo entre os países.

Mesmo a parte da população que apoiou a queda da presidenta Dilma Rousseff, após intensa campanha das Organizações Globo, que monopolizam a comunicação no Brasil, já percebeu que o golpe não era contra o PT. Era contra a ascensão social dos mais pobres e os direitos dos trabalhadores. Era contra o próprio Brasil.

Tenho 40 anos de vida pública. Comecei no movimento sindical. Fundei um partido político com companheiros de todo o nosso país e lutamos, junto com outras forças políticas na década de 1980, por uma Constituição democrática. Candidato a presidente, prometi, lutei e cumpri a promessa de que todo o brasileiro teria direito a três refeições por dia, para não passar fome que passei quando criança.

Governei uma das maiores economias do mundo e não aceitei pressões para apoiar a Guerra do Iraque e outras ações militares. Deixei claro que minha guerra era contra a fome e a miséria. Não submeti meu país aos interesses estrangeiros em nossas riquezas naturais.

Voltei depois do governo para o mesmo apartamento do qual saí, a menos de 1 quilômetro do Sindicato dos Metalúrgicos do da cidade de São Bernardo do Campo, onde iniciei minha vida política. Tenho honra e não irei, jamais, fazer concessões na minha luta por inocência e pela manutenção dos meus direitos políticos. Como presidente, promovi por todos os meios o combate à corrupção e não aceito que me imputem esse tipo de crime por meio de uma farsa judicial.

As eleições de outubro, que vão escolher um novo presidente, um novo congresso nacional e governadores de estado, são a chance do Brasil debater seus problemas e definir seu futuro de forma democrática, no voto, como uma nação civilizada. Mas elas só serão democráticas se todas as forças políticas puderem participar de forma livre e justa.

Eu já fui presidente e não estava nos meus planos voltar a me candidatar. Mas diante do desastre que se abate sobre povo brasileiro, minha candidatura é uma proposta de reencontro do Brasil com o caminho de inclusão social, diálogo democrático, soberania nacional e crescimento econômico, para a construção de um país mais justo e solidário, que volte a ser uma referência no diálogo mundial em favor da paz e da cooperação entre os povos.

Artigo originalmente publicado pelo jornal francês Le Monde. Acesse a versão original.

Responder

Maria Adélia cezar varejão

16/05/2018 - 22h54

estou muito feliz com este apoio dos Democratas do mundo em defesa do es presidente Lula Da Silva

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Jose fernandes

16/05/2018 - 22h26

Por um lado e louvável e nescessário, as manifestações,as por outro e vergonhoso que a grande maioria dos políticos e representante do povo daqui, estão com olhos vendados pra essa vergonha e este absurdo e insanidade que se instala no nosso País.

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