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NY Times: Brasil se torna ímã para trabalhadores estrangeiros


07/01/2012 - 16h20

Haitians Take Arduous Path to Brazil, and Jobs

By SIMON ROMERO, no New York Times

Published: January 6, 2012

BRASILÉIA, Brazil — Sobre a odisseia que o levou a esta cidade na Amazônia brasileira, Wesley Saint-Fleur só demonstrou um olhar de exaustão e atordoamento.

Meses atrás, ele embarcou em um ônibus no Haiti, antes de pegar um avião na República Dominicana, que pousou primeiro no Panamá e depois no Equador. Lá sua mulher deu à luz ao filho, Isaac, ele contou, balançando o bebê de quatro meses no joelho e mostrando o documento de identificação equatoriano do menino.

Então eles continuaram de ônibus  novamente, através do Equador e do Peru. Em seguida, foram a pé até a Bolívia, onde ele e a mulher tiveram as roupas e as economias furtadas pela polícia: 320 dólares em dinheiro.

“Então nós finalmente chegamos ao Brasil, que me dizem está construindo de tudo, estádios, barragens, estradas”, disse o sr. Saint-Fleur, 27, um operário da construção, um de centenas de haitianos que se juntam todos os dias em torno da praza cheia de palmeiras de Brasiléia. “Tudo o que eu quero é trabalhar e o Brasil, graças a Deus, tem empregos para nós”.

Apostando tudo, milhares de haitianos fizeram este caminho através das Américas para atingir pequenas cidades da Amazônia brasileira no ano passado, numa busca desesperada por trabalho. Houve a chegada de centenas em dias recentes, em meio a temores de que o governo brasileiro terá de reduzir o fluxo antes que as autoridades locais não dêem mais conta de recebê-los.

Suas jornadas improváveis — dos destroços de suas casas na ilha a esses lugares remotos da Amazônia — dizem muito sobre as difíceis condições econômicas que persistem no Haiti dois anos depois do terremoto, mas também sobre o crescente poderio econômico do Brasil, que está se tornando rapidamente um ímã para trabalhadores estrangeiros pobres, mas também para um número crescente de profissionais educados da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina.

Ao chegar neste e em outros pontos da fronteira, os haitianos recebem vacinas, água limpa e duas refeições por dia das autoridades. Alguns ficam por semanas em Brasiléia e outras cidades antes de receberem vistos humanitários que permitem a eles trabalhar no Brasil.

Mas com o grande número de novos imigrantes, outros não tem tido a mesma sorte. Depois de viajar milhares de quilômetros e superar muitos obstáculos, alguns se juntam em oito pessoas num pequeno quarto de hotel ou acabam dormindo nas ruas, quase revivendo a miséria que esperavam ter deixado para trás.

“Não posso permitir que a tristeza chegue, já que oportunidades virão depois desta fase”, diz Simonvil Cenel, 33, um alfaiate que está esperando o visto e que lidera animados cultos evangélicos para os que ficam no limbo depois de terem enfrentado de tudo para chegar aqui.

Cerca de 4 mil haitianos foram para o Brasil desde o terremoto de 2010, em geral passando primeiro pelo Equador, um país mais pobre e com políticas relaxadas de imigração. O Brasil fez uma exceção para os haitianos, em contraste com os que buscam emprego vindos do Paquistão, da Índia e de Bangladesh, que usam as mesmas rotas amazônicas mas são normalmente expulsos.

“O Haiti está se recuperando de um período de crise extrema, e o Brasil está em condições de ajudar essas pessoas”, disse Valdecir Nicácio, uma autoridade de Direitos Humanos do estado do Acre, onde fica Brasiléia. “Antes de chegar aqui, eles ficam à mercê dos traficantes de humanos”, ele disse. “O Brasil é suficientemente grande para absorver os haitianos que querem empregos”.

Com o número de haitianos crescendo fortemente em dias recentes, as autoridades em Brasiléia e Tabatinga, uma cidade fronteiriça do estado do Amazonas, alertam sobre dificuldades para alimentar e hospedar os haitianos enquanto os pedidos de visto são avaliados. Autoridades federais responderam mandando toneladas de comida para os haitianos, que hoje são mais de mil em cada uma das cidades.

Lidar com uma crise imigratória em suas fronteiras é um novo dilema para o Brasil, que até recentemente estava mais preocupado com a saída de seus próprios cidadãos que buscavam oportunidades nos países ricos do que com a chegada de milhares de estrangeiros empobrecidos.

Embora o crescimento econômico tenha se reduzido recentemente no Brasil, o desemprego permanece em um nível historicamente baixo de 5,2% e muitas companhias encontram dificuldades para encontrar trabalhadores e preencher vagas. Os salários também subiram para os que ocupam os níveis mais baixos do mercado de trabalho, com a renda dos brasileiros pobres subindo sete vezes mais que a renda dos brasileiros ricos entre 2003 e 2009.

“Estamos experimentando um declínio em nossa força de trabalho porque muitos brasileiros vão trabalhar em dois projetos hidrelétricos”, disse Ana Terezinha Carvalho, a analista de pessoal da Marquise, uma companhia de Porto Velho. A cidade fica no alto da bacia amazônica, onde o Brasil emprega milhares para construir duas grandes represas, chamadas Jirau e Santo Antônio.

A sra. Carvalho disse que a companhia dela rapidamente contratou 37 haitianos que chegaram no ano passado, para coletar lixo em Porto Velho e levar até o aterro sanitário.  Alguns ganham mais de 800 dólares por mês, num trabalho que inclui seguro de saúde, hora extra e feriados pagos. “Não havia brasileiros, ficamos felizes ao contratar haitianos”, ela disse.

As autoridades estimam que cerca de 500 haitianos vivem em Porto Velho e cerca de 700 em Manaus, a maior cidade brasileira na Amazônia. Centenas de outros chegaram a São Paulo, a capital econômica do Brasil. Companhias como a Fibratec, um fabricante de piscinas do estado de Santa Catarina, enviaram gerentes até aqui para contratar dezenas de haitianos.

Além de atender a demanda por trabalho baraoa, o empenho em permitir que haitianos trabalhem no Brasil demonstra a ambição do país em ter maior influência regional, ao tentar aliviar os problemas da nação mais pobre do hemisfério.

Desde 2004, o Brasil manda tropas para liderar a missão de paz das Nações Unidas no Haiti. Mas agora há mais haitianos no Brasil do que soldados brasileiros no Haiti. Em setembro, o Brasil anunciou que começaria a reduzir o número de seus soldados — 2 mil — na nação caribenha.

A maioria dos haitianos espera passar algumas semanas no limbo da imigração em Brasiléia, antes de seguir viagem. Alguns, como Francisco Joseph, de 25 anos, aproveitam seu tempo aqui. Ele compra cartões de celular pré-pago atravessando a ponte até Cobija, na Bolívia, e os vende aos haitianos que ficam na praça de Brasiléia com 30 centavos de dólar de lucro por cartão. Ele ganha até 10 dólares por dia.

“Esse pouquinho de dinheiro me dá um pouquinho de dignidade”, ele diz.

Outros, como Jacksin Etienne, 31, tem sonhos maiores. Um poliglota que passa facilmente do inglês para o espanhol, deste para o francês e em seguida para o creole, o sr. Etienne diz que espera trabalhar como tradutor em um hotel.

“Quero ir direto para São Paulo, a Nova York da América do Sul”, ele diz. “O Brasil está em ascensão e precisa de gente como eu”.

Lis Horta Moriconi and Erika O’Conor contributed reporting from Rio de Janeiro.

PS do Viomundo: Eu não sei se o dado é real, mas fico imaginando o cara lá de Wisconsin lendo na primeira página do New York Times que a renda dos mais pobres subiu sete vezes mais que a dos mais ricos no Brasil…

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65 comentários

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Trita Parsi: Obama deveria ter ouvido o Brasil | Viomundo - O que você não vê na mídia

18 de janeiro de 2012 às 14h14

[…] NYTimes: Brasil se torna ímã para trabalhadores estrangeiros […]

Responder

augusto

09 de janeiro de 2012 às 08h48

Ué, mas no Haiti não tem somente um numero de uns 1500, algo menor que dois mil soldados brazucas?
Mas tem uruguaios, jordanianos, argentinos tambem, em numero um pouco menor.
Será que o que comunica é aquela bandeirinha verdeouro no braço?
O mandato é da ONU e trabalho melhor eles fizeram no TimorLeste, onde o proprio presid. xanana gusmão disse que as crianças timorenses se atiram nos braços dos soldados brasileiros ao partir.

Responder

ZePovinho

09 de janeiro de 2012 às 00h12

http://www.hariovaldo.com.br/site/2012/01/08/home

Homem bom é homenageado em poema épico
08/01/2012
By T. Mello Rego

E agora José ?

A farsa acabou

O apagão chegou

A grana esquentou

E agora José ?

E agora , você ?

Você que é contribuinte e trabalhador ,

Que faz a riqueza de outros ,

Que vota e não é representado ,

Você que twita e esperneia ,

Que ama e protesta ,

E agora José ?

Está sem o aborto ,

Está sem as bolinhas de papel ,

Está sem bandeiras ,

Já não pode mentir ,

Já não pode proibir os fumantes ,

Contar com o silencio da internet livre não pode ,

A noite caribenha esfriou ,

O dia da impunidade não veio ,

O bonde da privatização descarrilhou ,

Não veio uma nova bolinha de papel ,

E tudo acabou ,

Ricardo Sergio fugiu ,

Álvaro Dias silenciou ,

FHC para Paris zarpou ,

E agora José ?

Sua fina lábia ,

Seu instante de defensor da moral e da família ,

Suas obras grandiosas , seus dossiês , suas contas escondidas ,

Seus ternos caros , suas fanfarronices ,

Seu ódio aos blogueiros sujos e jornalistas inconvenientes-e agora José ?

Com a chave na mão ,

quer abrir a porta do partido ,

não existe partido ,

quer morrer no mar , más no mar a Chevron está a pique ,

quer ir para Minas ,

más Minas tem dono .

Solito

José , e agora ?

Se você gritasse ,

Se você gemesse ,

Se você tocasse

A valsa do adeus ,

Se você dormisse ,

Se você cansasse ,

Se você morresse…

Mas você não morre (nem com mil bolhinhas de papel ) ,

Você é duro José !

Sozinho na sua mansão

Qual bicho do esgoto , sem álibi , sem parede de jornalistas

Para se encostar ,

Sem cavalo branco ( de “dos’corgos )

Que fuja a galope ,

Você marcha , José !

José , pra onde ?

Esta obra foi baseada no poema de Carlos Drumont de Andrade , todos os direitos estão reservados aos homens bons desta nação .

Responder

José do Ceará

09 de janeiro de 2012 às 00h04

A musa mor do Neoliberalismo (Tatcher), à época do governo tucano, falou sobre os problemas relativos ao endividamento dos países do terceiro mundo: Que vendam suas RIQUEZAS!Conselho levado ao pé da letra pelos tucanos;Perguntamos a ela agora: Seu conselho vale para os Ingleses também ?

Responder

Wildner Arcanjo

08 de janeiro de 2012 às 18h59

Esse é o nosso Brasil. Um País de oportunidades para todos que querem uma oportunidade (indiferente de quem são ou de onde vieram) e que as gera não só dentro de nossas fronteiras mas também fora delas. Exemplo que deveria ser ser seguido pelo resto do mundo.

Responder

Bonifa

08 de janeiro de 2012 às 18h05

Nunca esqueço o que a Tatcher falou sobre a dívida externa dos países do mundo, que naquela época se concentrava naqueles subdesenvolvidos. " Se eles não têm como pagar, que paguem com seus territórios! " Foi o que ela disse. Isso era o extremo que ela supor, jogando no lixo toda a diplomacia inglesa, para defender suas convicções liberais anexas aos intereses americanos. Na verdade, ela merece a glória: Acabou com a Inglaterra. Adeus, Inglaterra….!

Responder

FrancoAtirador

08 de janeiro de 2012 às 14h35

<img src="http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/mb106ca0f/8166661_fSmee.jpeg"&gt;

OS MAIS POBRES ALIMENTAM OS MAIS RICOS

A crise financeira mundial trouxe consigo, um número recorde de multimilionários, segundo a revista americana Forbes que, todos os anos compila uma lista dos mais ricos do Mundo. Estes são, em boa verdade, aqueles que governam o Mundo e ditam as leis do mercado, da concorrência e do trabalho.

É curioso verificar que, em tempos de severa crise económica, os mais ricos aumentam de número, assim como as suas fortunas, em contraponto, com o aumento de pobres e da pobreza a nível global. Interessante, mas este Mundo de contrastes, cada vez mais acentuados, está definitivamente em contra-mão.

Os países BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) produziram metade dos novos nomes que, entraram na lista em 2011.
Um em cada quatro bilionários é proveniente destes países.
Há cinco anos, a proporção era de um em cada dez bilionários.

O Banco Mundial publicou alguns dados relativos ao aumento da pobreza no mundo, no passado mês de Fevereiro, onde se pode ler que, por causa do aumento de preços dos alimentos verificado no último semestre, os novos pobres são 44 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza.

Mais de um bilhão de pessoas vive com menos de 1 dólar e 25 centavos por dia.

A maioria dos pobres concentra-se nos chamados países do quarto mundo, onde as pessoas não contam, nem para as estatísticas.

A ESCRAVATURA MODERNA ALIMENTA AS MULTINACIONAIS

A palavra trabalho tem a sua origem no vocábulo latino “tripalium”, que é a denominação de um instrumento de tortura formado por três (tri) paus (palium).
Originalmente, trabalhar significava ser torturado no tripalium.
Mas, à luz do direito do trabalho, trabalho significa labor no sentido de contraprestação, ou seja, há trabalho e, em contrapartida há (ou deveria haver) o pagamento justo por esse serviço.

A escravidão aparece como forma de trabalho na sociedade pré-industrial, em que o trabalhador era considerado coisa e não sujeito de direito.
No Império Romano e na Grécia Antiga a escravidão era considerada coisa justa e necessária e o trabalho não era remunerado. Na Idade Moderna os colonizadores obrigavam os nativos a trabalhar para seu proveito.
Após a Revolução Francesa a escravidão começa a ser abolida, mas ainda hoje perdura nos cinco continentes, de forma obscura.
Actualmente, nos países denominados BRIC (Brasil, Rússia; Índia e China) consideradas as economias emergentes, muita da sua foça de trabalho é escrava.
O caso mais recente passou-se em São Paulo, onde foram encontrados bolivianos e peruanos presos em pequenas confecções de roupa, que fabricavam roupa para a Zara, trabalhando 14 horas por dia, sem qualquer dignidade, ganhando apenas para a sua sobrevivência.

Esta escravidão chega a ser mais horrenda, pois o trabalhador não tem qualquer valor monetário para o empregador, podendo ser facilmente substituído.
Estes trabalhadores são vítimas da imigração ilegal, que tem vindo a crescer, sendo um próspero negócio para as redes de tráfico de seres humanos, que operam nesta aldeia global, a seu bel prazer.

Não será por acaso que as poderosas multinacionais deslocaram a sua produção para países localizados principalmente na Ásia e América do Sul.

O neoliberalismo económico exerce muita pressão para que as empresas produzam mais, num curto espaço de tempo, a um ritmo mais elevado e a menor custo.
Para cortar os custos de produção, as empresas cortam direitos dos trabalhadores e os pagam cada vez menos, até ao ponto que os trabalhadores deixam de ter qualquer dignidade.

É esta a escravidão dos nossos dias.

http://www.mundocontramao.com/53220.html
http://www.mundocontramao.com/67819.html

Responder

Regina Braga

08 de janeiro de 2012 às 12h29

Que venham mesmo…Nenhum dinheiro chegou ao povo do Haiti…Ao contrário foram CONTAMINADOS ,pela cólera,com 7 mil mortes e 520 mil contaminados. Com certeza,podemos abriga-los e de coloca-los em empregos dignos.O Governo Brasileiro, pode arcar com esse compromisso,já aceitamos tantos, de outros países.

Responder

    Luca K

    09 de janeiro de 2012 às 01h09

    Quando o Brasil conseguir resolver o problema dos milhões de brasileiros miseráveis, muitos dos quais vivem como cachorros nas ruas de nossas grandes cidades, pedintes e sem-teto pra todo lado, aí pode até ser… tem muita gente de esquerda realmente desconectada da realidade.

    SILOÉ-RJ

    09 de janeiro de 2012 às 22h21

    A realidade é que esse resgate de miséria centenária começou só agora, há apenas 9 anos atrás. Nem sendo mágico com a maior boa vontade do mundo se conseguiria melhor. Todos nós se tivéssemos feito lá atrás, as cobranças que fazemos agora, com certeza estaríamos mais conectados e orgulhosos do nosso papel na sociedade.
    Agora, há que se ter honestidade em reconhecer tudo de bom que já foi feito.
    Pois é muito fácil criticar quem faz.

    Wildner Arcanjo

    09 de janeiro de 2012 às 18h18

    Pois é importar gringo que lava dinheiro o Brasil pode, mas pobre e negro do Haiti não pode, mesmo que eles queiram trabalhar. Não entendo nunca essa lógica?!?

ALEX

08 de janeiro de 2012 às 11h05

Se o Haiti é aqui,haitianos, venham para casa.

Responder

zeca

08 de janeiro de 2012 às 07h40

Visto de outro ângulo, no caso específico dos Haitianos, que não são nossos vizinhos, penso que há outro fenômeno que origina essa migração: a presença das tropas brasileiras, no território do Haiti. O Brasil talvez se torne a próxima "vítima" do maldito bumerangue que se volta sobre os colonizadores. Se esse for o caso, os haitianos não vão ficar no Acre, imagino que eles irão, em sua maioria, para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Do mesmo modo, como os antigos colonizados das ex-colônias portuguesas na África, se concentram em Lisboa, os das colônias francesas, em Paris, os de todos os continentes, em Londres. Só que no caso do Haiti, foi mais rápido. Quem se queixa da chegada dos haitianos, poderia ter reclamado quando as tropas brasileiras foram pra lá. Eu penso que os dois casos tem relações muito estreitas e não é exatamente pela mesma razão que estão chegando trabalhadores de alta qualificação de países europeus e dos Estados Unidos. Essa coisa tem que ser mais esmiuçada, penso que o New York Times não é uma boa fonte para nos ajudar a entender isso, aliás os americanos do norte, pouco entendem sobre a presença dos "hispânicos" e de outros imigrantes (agora, aliás, é a vez dos afegãos, dos paquisnases, dos bengalis, dos iraquianos, que fazem o trajeto inverso ao dos haitianos, via Equador) em seu território.

Responder

muniz

08 de janeiro de 2012 às 03h10

Azenha,

O cara lá em Wisconsin pensa que o NY Times não assina a Globo Ineternacional ou a FSP e, portanto, aquele jornal sabe do que está falando, como demonstrou o Oliveira acima. Ademais, o cara lá em Wisconsin sabe que a demanda por professores de português tem crescido nos EUA em virtude do autmento de interessados em aprender a língua, por exigência profissional ou por interesse cultural. O cara lá em Wisconsin também já foi consultado por jovens profissionais, sobretudo na área de engenharia e TI, sobre os prospectos de emprego no Brasil e afirmaram grande interesse pelo país. O cara lá em Wisconsin vê a cotação da Bovespa todos os dias em um dos mais influentes jornais econômicos (Business Report) dos EUA. Finalmente, o cara lá em Wisconsin ouve que o Brasil não é apenas o país do futebol e do carnaval mas a 6a. economia do mundo.

Responder

ZePovinho

08 de janeiro de 2012 às 00h27

O cabôco ZePovinho não baixou mais no terreiro VIOMUNDO porque a entidade que manda nele(a patroa) fez obras aqui no nosso barraco.Só agora consegui reconectar com esse cabra que eu uso para teclar,no mundo físico.
Fui.SARAVÁ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Sidharta Filoco

08 de janeiro de 2012 às 00h09

Enquanto isso, o Globo publiqua uma matéria sobre o mesmo assunto, cheio de racismo e negatividade. Que situação, hein?

Responder

    SILOÉ-RJ

    10 de janeiro de 2012 às 00h34

    Situação vexatória para globo, que expõe sem disfarces, suas víceras.

SILOÉ-RJ

07 de janeiro de 2012 às 23h05

O BRASIL é hoje, o que os EUA e EUROPA foram em décadas passadas, como atrativo de mão de obra melhor remunerada.

Responder

    Luca K

    09 de janeiro de 2012 às 01h06

    Minha Nossa Senhora!! Em que planeta vc está? Cara Siloé, mesmo os EUA estando na M, e estão mesmo, ainda atraem centenas de milhares de imigrantes do mundo todo, inclusive do Brasil. O mesmo ocorre com vários países Europeus, tenho inclusive amigos e amigas, gente de classe média, q partiram pro velho continente procurando algo melhor… recentemente. Portanto a comparação não é válida. O Brasil melhorou mas há muito , muito ainda por fazer. Temos q cuidar dos NOSSOS pobres e miseráveis q ainda são MUITO numerosos.

    SILOÉ-RJ

    09 de janeiro de 2012 às 21h32

    Eu sei que os EUA e Europa ainda atraem muita gente incauta em busca do sonho dourado, que antes era possível realizar pela desvalorização da nossa moeda e por uma melhor remuneração do trabalho. Só que agora lá não dá mais.
    Já no BRASIL esta atração e essas possibilidades agora são bem maiores.
    Mesmo tendo muito que fazer pelos NOSSOS, não podemos bater a porta na cara de quem nos procura, pois além de desumano seria anticonstitucional.

Adriana M Carvalho

07 de janeiro de 2012 às 22h18

Qualquer migração em massa para o Brasil terá conseqüências graves, em um país onde quase 50% não tem educação de qualidade, não têm qualificação, muitos não sabem ler ou escrever, onde + de 11 milhões moram em favelas, onde têm regiões ainda com focos de miséria ….como o norte e o nordeste, é INACEITÁVEL essas migrações em massa, seja de europeus, americanos, chineses ou haitianos. NÃO TEMOS ESTRUTURA PARA RECEBER ESSA GENTE TODA!. TEMOS QUE RESOLVER OS NOSSOS PROBLEMAS PRIMEIRO!. Ainda há muitos brasileiros desempregados!!!!.

Responder

    Adriana M Carvalho

    08 de janeiro de 2012 às 00h46

    Eu esqueci do "i", o certo é imigração.

_Rorschach_

07 de janeiro de 2012 às 21h50

(desculpem-me pela acentuacao, mas estou com problemas no teclado)

A historia vai se repetindo…

La em Americana, SP, onde morei ate o mes passado, o contingente de bolivianos imigrantes eras muito grande. Voces devem ter ouvido falar sobre a intervencao do Ministerio Publico do Trabalho num confeccao que fornecida roupas para a marca Zara.

Foram encontrados 45 bolivianos em situacao analoga a de escravos.

Muito em breve, tal como fazem nossos irmaos do norte, o brasileiro estara se servindo de mao de obra barata imigrante seja como domesticas, construcao civil, etc…

E ainda os discriminarao, podem apostar (ouvi de um feirante em Americana que ele nao contratava bolivianos para carregar caixas de tomate porque eles " cheiravam mal" …

E a suspota cordialidade brasileira se rendendo a realidade.

Responder

    SILOÉ-RJ

    08 de janeiro de 2012 às 12h31

    Não se preocupe. Acentuação, pontuação, erros gráficos, nada disso importa aqui. Só pensamentos, idéias, informações e comunicação é o que vale, senão eu estaria ferrada.

Fernando César Oliveira

07 de janeiro de 2012 às 21h38

Creio que o repórter retirou a informação sobre a desigualdade no país de um estudo do Marcelo Neri, da FGV:

"[…] Ao completarmos as séries pela taxa de variação da PME observadas nas extremidades da década, chegamos a uma taxa acumulada de crescimento na década passada de 10,03% para os 10% mais ricos e 67,93% para os 50% mais pobres. Ou seja, a taxa de crescimento da metade inferior foi 577% mais alta que a dos 10% mais ricos. […]"

Fonte: http://www.cdes.gov.br/noticia/20434/o-espelho-da

"[…] No período 2003 a 2009 o crescimento da renda real per capita da Pnad dos 10% mais pobres foi 69%, caindo monotonicamente na medida em que nos aproximamos décimo a décimo dos 10% mais ricos quando atinge 12,8%. Ou seja, a taxa de crescimento dos mais pobres foi 550% maior que a dos mais ricos. É o que se pode chamar de espetáculo do crescimento, mas apenas dos mais pobres que tem crescido a taxas chinesas. Países desenvovidos como Estados Unidos e Inglaterra, ou emergentes como China e na Índia, ocorre o posto, aumento da desigualdade. […]"

Fonte (em PDF): http://www.fgv.br/cps/bd/DD/DD_Neri_Fgv_TextoFim3

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    07 de janeiro de 2012 às 21h51

    Ô, Fernando, ter leitores como você é uma maravilha. abs

    Luiz Fortaleza

    08 de janeiro de 2012 às 00h16

    "Ficar conformado em ter triunfos legais e não buscar mais os triunfos revolucionários, é parar a locomotiva da história, a Revolução." (Engels).
    Plagiando: Se conformar com triunfos econômicos efêmeros do capitalismo, sazonais, é se contentar com as mudanças voláteis na ordem do capital. O problema é que os números no capitalismo podem mudar e se inverter, dependendo do seu movimento irracional… Queremos ser a EUROPA dos anos 1950-1960 que fracassou a posteriori. Um neokeynesianismo em moda…
    Só pra provocar…

    Luiz Fortaleza

    08 de janeiro de 2012 às 10h38

    Mas esses 550% sobre uma renda tão miserável não seria "quase" um "nada", enquanto basta uma taxa de crescimento de 12,8% em cima de grandes fortunas que já seria uma coisa gigantesca, logo a estatística também não poderia estar mascarando a realidade? Qdo ainda vejo pobres estirados nas calçadas do Brasil, dormindo nas praças e ruas das grandes cidades, não significa que essa política da "esquerda moderna" é apenas a política do "melhorismo" a curto, médio e longo prazo? Pois bem, esse longo prazo é tempo humano perdido; são vidas submissas ao tempo do capitalismo periférico querendo se desenvolver às custas da paciência temporal e histórica dos pobres para reduzir a perversidade que produziu e produz, logo muitos morrerão sem alcançar os benefícios do capitalismo administrado pela esquerda. (construindo a provocação ideológica).
    Digredindo agora: Me deu náuseas ontem à noite qdo vi um Boni querendo, no programa "Altas horas", aliviar politicamente a imagem do senhor Roberto Marinho com seu livro fajuto, e também vendo Gal e Caetano e cia. numa rendição silenciosa aos impropérios falaciosos do Boni, ou seja, uma classe artística submissa à ideologia da GLOBO. Com exceção de um estudante que fez uma pergunta mais arrogante.

    Marx: "a verdade de um pensamento se prova na terrenalidade da realidade" (Teses sobre Feuerbach)

    JOSE DANTAS

    08 de janeiro de 2012 às 18h07

    Melhorismo, seja lá qual for, na verdade é um avanço em relação ao piorismo de antes, principalmente para aqueles que se contentam com menos do que precisam, enquanto os abastados jamais estarão satisfeitos com a fortuna que tem. Se os haitianos encontram trabalho por aqui é sinal de que os brasileiros que querem trabalhar não estão atendendo a demanda, que jamais será suprida pelos moradores de rua por diversas e numerosas razões.

    Luiz Fortaleza

    08 de janeiro de 2012 às 19h54

    com certeza, Dantas. Só que no capitalismo incerto, os números não são permanentes e poder retroagir… que vivamos o BOOM CAPITALISTA BRASILEIRO… mas pode ser apenas conjuntural.

Alan Viana

07 de janeiro de 2012 às 21h33

Alô ONG's biopiratas e indígenas que não querem trabalhar em nome da 'herança cultural'!

O que vão fazer agora, uma vez que existem pessoas dispostas a trabalhar nesse imenso Brasil, alavancando nosso desenvolvimento!

Vão chorar para o James "Avatar" Cameron?

Responder

    José Ricardo Romero

    08 de janeiro de 2012 às 09h31

    Muitíssimo bem lembrado, Alan. Na verdade, estas ONGs não têm ideais a não ser de fachada. Elas trabalham para grandes empresas, que descontam imposto de renda para financiá-las, na defesa subrepitícia dos interesses destas empresas, e esses interesses não tem nada a ver com humanismo ou herança cultural. Patético é ver o entusiasmo pueril dos marchadeiros destas "causas", o quanto eles são enganados.

João-PR

07 de janeiro de 2012 às 20h33

O Brasil é suficientemente grande, e rico, para acolher os haitianos que aqui chegaram.
Qualquer coisa dita contra esta atitude é puro preconceito contra um povo que precisa, mais do que auxílio, de um trabalho digno para poder sobreviver.
Toda solidariedade ao povo haitiano.

Responder

Paulo P.

07 de janeiro de 2012 às 19h51

Grandes transformações no campo abrem a perspectiva do MST se reposicionar na luta

A agricultura passou por uma grande transformação no Brasil nos últimos 10 anos, com o avanço do modelo do agronegócio. Esse modelo está baseado na produção de monoculturas em latifúndios, em uma aliança dos fazendeiros capitalistas com empresas transnacionais e capital financeiro, promove uma mecanização que expulsa as famílias do campo e utiliza de forma excessiva venenos, os agrotóxicos.

Essas mudanças operaram transformações na base material na agricultura, que impõem novos desafios para os movimentos que lutam pela Reforma Agrária e pela agricultura familiar e camponesa. “A dinâmica da luta mudou muito e isso também nos obriga a rever todo o processo. A conjuntura da década de 1980 era uma. Hoje é completamente diferente e muito mais complexa. O inimigo de classes é muito mais poderoso”, avalia o integrante da Coordenação Nacional do MST, Elemar do Nascimento Cezimbra.

Nesta entrevista, Elemar avalia a Reforma Agrária sob o governo Dilma,
http://www.mst.org.br/Grandes-transformacoes-no-c

Responder

RicardãoCarioca

07 de janeiro de 2012 às 19h38

Em relação a FHC, Lula e Dilma inverteram o significado daquela música "O Haiti é aqui…'.

Responder

    SILOÉ-RJ

    07 de janeiro de 2012 às 23h47

    Bem lembrado Ricardão. Até hoje não consigo entender como CAETANO VELOSO autor dessa realista música e, de outras tantas líndíssimas, tenha uma visão tão deturpada do governo LULA e Dilma.
    Ele que sabe muito bem que saco vazio não fica em pé, como pode criticar essa mísera ajuda que o governo dá aos carentes, até que eles se aprumem, se esse foi só o primeiro passo.

    ZePovinho

    08 de janeiro de 2012 às 11h54

    Caetano e família,Siloé,são ligados à política baiana pelo lado de ACM.Sempre foi.ACM foi quem ajeitou para ele dar shows na Globo.
    Caetano só quer manter o bom padrão de vida da família.Já pensou se a Globo não usar mais as músicas dele nas novelas??????????Quanto de direitos autorais ele vai perder????

    SILOÉ-RJ

    10 de janeiro de 2012 às 00h25

    Apesar de torpe, ACM era carismático, dono de um cinismo inigualável, com a sua fala mansa e um sorriso maroto conquistou muita gente na Bahia, não só os Veloso.
    O que me decepciona Zé, é ver uma mente tão prodigiosa se expor ou ridículo de ser um lambe-botas.

    Wildner Arcanjo

    08 de janeiro de 2012 às 19h06

    Tem uma coisa que eu aprendi na minha vida, mais notadamente com um professor de português e literatura que eu tinha no curso técnico e que deve ficar P da vida quando eu escrevo errado aqui no VIOMUNDO: "nem sempre o artista escreve o que pensa, mas sempre o que ele escreve é arte".

    Seu Adão, desculpa eu!

Lucas

07 de janeiro de 2012 às 19h11

Já que nós mandamos nossos soldados para ocupar o Haiti depois do golpe contra o Aristide, o mínimo que nós podemos fazer é aceitar os imigrantes haitianos que vêm pra cá fugindo daquele país destroçado, agora governado por títeres estadunidenses.

Melhor seria se nós contribuíssemos para a reconstrução, ao invés de ocupação daquele país, mas dificilmente isso acontecerá, já que nosso governo está mais preocupado com as relações com os EUA e com um assento no Conselho de Segurança do que com o povo haitiano.

Responder

iza

07 de janeiro de 2012 às 19h00

Só não podemos é deixar os fascistas começarem a falar.

Responder

    zeca

    08 de janeiro de 2012 às 07h42

    melhor deixar os fascistas falarem, um fascista vc reconhece em primeiro lugar pelo discurso.

    Vlad

    08 de janeiro de 2012 às 11h55

    Exatamente. Amordaça, prende e arrebenta!
    Morte aos fascistas!

    Hehehe…monarquia boa é quando somos o rei.
    Mas nem ligue…todos somos assim…quem falar que não é está mentindo (até para si mesmo).

    º,..,º

Luciana Fröhlich

07 de janeiro de 2012 às 18h22

Azenha, creole é crioulo. Na faculdade, como os governos de países lusófonos têm convênio, eu estudei com vários africanos que falavam entre si nessa língua.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    07 de janeiro de 2012 às 18h23

    Obrigado pela tradução. abs

    Lucas

    07 de janeiro de 2012 às 19h07

    Quando se refere a línguas, creole significa qualquer "língua" composta de pedaços de outras línguas. É comum em regiões colonizadas por europeus que os habitantes falem uma mistura de dialetos locais e línguas estrangeiras.

    No caso do artigo, obviamente creole se refere ao creole haitiano, um vocabulário francês com gramática influenciada por línguas africanas.

    Rodolfo Matos

    07 de janeiro de 2012 às 19h44

    Mas o crioulo falado pelos haitianos é diferente. O crioulo haitiano é derivação do francês e não do português, como no crioulo caboverdiano.

    Luca K

    09 de janeiro de 2012 às 00h59

    Sim, exatamente. Depende da colonização. O Creole que eu escutei no Caribe era uma corruptela do Inglês. Mas é impressionante, não dá pra entender quase nada!! Existem ainda linguas crioulas de origem holandesa, francesa, espanhola, etc e inclusive misturas destes idiomas.

Relme

07 de janeiro de 2012 às 17h32

Deixa eu dá um sugetão: a sra. da massa cheirosa, Eliane Catanhêde, poderia avisar para as madames dos jardins, as quais não encontram mais doméstica para servirem em suas manções, a irem até ao Haiti, já que as nossas brasileiras aspiram um futuro bem melhor, já perceberam que é chegada a hora de deixar a senzala rumo a Casa Grande. Viva o Brasil.

Responder

    zezinho

    07 de janeiro de 2012 às 19h45

    Ah claro, as nossas brasileiras aspiram um futuro bem melhor já que agora o Brasil possui educação de qualidade e a grande maioria dos que até ontem viviam do bolsa família agora têm formação em algum curso técnico e já fazem parte de um mercado de trabalho mais especializado. Acorda! O Brasil não precisa de mão-de-obra barata, o Brasil precisa de engenheiros e técnicos.

    Wildner Arcanjo

    08 de janeiro de 2012 às 19h01

    O Brasil precisa de todos aqueles que queiram trabalhar para fazer esta nação grande e forte.

    Renato

    07 de janeiro de 2012 às 21h24

    Já pensaram que coisa fina ? Estas madames que nem português sabem falar direito (escrever então é covardia) terem empregadas falando francês ?

Alberto

07 de janeiro de 2012 às 17h21

Essa onda migratória é ótima para os grandes fazendeiros e empreiteiros com atividades na Amazônia: mais trabalho escravo potencial disponível!

Responder

Klaus

07 de janeiro de 2012 às 16h29

Como é difícil governar! O que Dilma pode fazer no caso dos haitianos? Não pode devolvê-los ao Haiti e, ao mesmo tempo, não pode fazer nada que incentive que outros venham.

Responder

    SILOÉ-RJ

    07 de janeiro de 2012 às 23h22

    Exatamente. É um dilema que se impõe as nações do primeiro mundo e em desenvolvimento. O Brasil em especial pela atratibilidade: do clima, da democracia e do carisma do seu povo e governantes.

    Klaus

    08 de janeiro de 2012 às 14h44

    Siloé, você concordou comigo e teve 11 positivos e eu, oh pobre direitista!, tive 12 negativos. O mundo é muito injusto…hehehe Mas sobre a atratibilidade brasileira, não se esqueça que estamos no Haiti em nome da ONU e também de nossas vastas fronteiras pouco vigiadas, o que facilita o trabalho dos coiotes.

    JOSE DANTAS

    08 de janeiro de 2012 às 17h30

    De cima do muro, confesso que não entendi os 12 pontos negativos em relação ao seu comentário, com o qual concordo inteiramente.

    andre i souza

    08 de janeiro de 2012 às 17h31

    Hê, hê. Estranho mesmo. Será que pontuam apenas baseados no comentarista e não no comentário?

    Mas, para aliviar, pois não poderá fazer muita diferença, vou dar-lhe um positivo, e, agora, de menos treze vai para menos doze. Ok?

    Ah!, sim, o seu comentário sobre a situação da Presidenta é bem oportuno.

    SILOÉ-RJ

    09 de janeiro de 2012 às 00h08

    Primeiro, acho vc no fundo, um esquerdista endireitado. Sua visão mais profunda da política brasileira, lhe causa revolta e desejo que todas as mazelas se resolvam de imediato, tal qual o nosso desejo também.__ Segundo, não se trata de injustiça. A sua colocação dá a entender que Dilma está numa sinuca de bico, como se ela não tivesse a capacidade de resolver o problema.__Depois desta fase de segurança resolvida, já com o novo governo estabelecido, virá a fase da reconstrução física e moral do país. E quem estará lá coordenando isso??? O Brasil.__O governo de LULA e agora a Dilma, foge um pouco desses padrões políticos pré- estabelecidos e vai criando em torno de si uma áurea de positividade dentro e fora do país, difícil de ser aceita pelos opositores, mas que se evidenciará cada vez mais quebrando todos os paradigmas.__ Daí surgirem tantas críticas, que com certeza serão refutadas depois que todas as cartas estiverm na mesa.__Sempre é bom lembrar que: Mais do que política, Dilma é uma estrategista.

    SILOÉ-RJ

    09 de janeiro de 2012 às 19h50

    Esta resposta que serve pra vc também, foi publicada no seu comentário por engano.
    ela é endereçada ao KLAUS
    Desculpe-me o transtôrno e obrigada.

    SILOÉ-RJ

    09 de janeiro de 2012 às 21h40

    Agora você me intrigou!!!
    Será que eles sabem que eu sou bonita e gostosa???

    andre i souza

    10 de janeiro de 2012 às 00h08

    Aí, não sei, Frenética Siloé.

    Eu sou irônico muitas vezes, porém, muitas vezes, não capto uma boa ironia. Mas se bem noto, e correndo o risco de ser um tolo, esclareço que é pelo fato de você ter comentários bem mais próximos ao que pensamos a maioria de nós neste blog, já o sr Klaus, faz uma linha bem oposta. Daí, a minha observação sobre o que pode ser apenas um reflexo condicionado por parte de alguns comentaristas, ou seja, pontua o sujeito e não o comentário.

    Independe dos seus atributos físicos, deixo-lhe o meu abraço com um ótimo 2012.

    Wildner Arcanjo

    09 de janeiro de 2012 às 12h54

    Neste caso é questão de afinidade mesmo. Uma lástima!

    Luca K

    09 de janeiro de 2012 às 01h18

    Se o Brasil algum dia de fato resolver os problemas q tem, a ENORME quantidade de pobres que continua a existir, o fosso enorme entre os ricos e os pobres, a ponto de de fato se tornar um ímã para imigrantes, espero que nossos governantes pensem estrategicamente e tragam mão de obra qualificada. O país nada tem a ganhar trazendo os miseráveis de todos os cantos para cá. É fria e nem sequer resolve o problema da pobreza no mundo. Os EUA são o melhor estudo de caso possível.

    tigu

    09 de janeiro de 2012 às 08h29

    "Kumá ye mesier" Cada pais africano o de populacao originária da africa tem o seu KRËYOL e nem sempre é o mesmo. No haiti é o Kreyol, creole e nao necessariamente.
    Vejam: http://www.eldesafiodelaconvivencia.blogspot.com


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