VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Igor Felippe: O que o Brasil oferece ao mundo


03/01/2012 - 17h59

Que crescimento é esse?

Contradições da sexta economia do mundo

publicada segunda-feira, 02/01/2012 às 10:43 e atualizada terça-feira, 03/01/2012 às 11:45

Por Igor Felippe Santos, no Escrevinhador

O maniqueísmo domina as análises sobre o Brasil e o desempenho do governo Lula/Dilma. De um lado, alguns avaliam que o governo é responsável por dádivas de Deus. Do outro, não fez nada que preste e merece as chamas do inferno. A leitura do estudo da consultoria britânica, especializada em análises econômicas, de que o Brasil ocupará o posto de sexta maior economia do mundo seguiu o mesmo padrão.

Nos últimos oito anos, o Brasil teve um crescimento baixo em comparação com os outros países emergentes, mas bem maior do que no sombrio período do FHC. No entanto, o principal fator para o Brasil chegar ao posto foi a crise capitalista de 2008, que derrubou países centrais.

O fortalecimento do mercado interno, com a valorização do salário mínimo, políticas de crédito e políticas sociais também foi importante, mas não central para o país se tornar a sexta economia do mundo. Isso acontece porque o mercado interno brasileiro, embora fortalecido, não está no centro da dinâmica da nossa economia, que é dependente do mercado externo.

Quem sustenta a economia brasileira é a exportação de matéria-prima mineral e agrícola, controlada por empresas transnacionais e do mercado financeiro que não paga impostos na exportação (por causa da Lei Kandir, uma herança maldita do governo FHC mantida até hoje), para China e outros países centrais.

Por isso, a “grande” vantagem comparativa do Brasil na disputa capitalista internacional é o baixo valor de troca da força de trabalho (nossos trabalhadores têm um nível de renda menor que dos países centrais, assim são superexplorados), a exploração de recursos agrícolas e minerais e o desrespeito a direitos sociais básicos.

O Brasil é uma formação social fundada na desigualdade social e violenta concentração de renda, riqueza e capital. Isso é o paraíso para as empresas transnacionais. Quanto maior essa concentração (viável pela falta de um sistema tributário progressivo, que taxe mais que tem mais e movimenta mais dinheiro), maior as possibilidades de investimentos e lucros.

Um dos elementos que garantem essas condições é o pagamento de salários baixos. Segundo dados preliminares do Censo divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria dos postos de trabalho criados a partir de 2000 foi ocupada por trabalhadores com remuneração de até dois salários mínimos (igual a R$ 1.244 com o novo salário mínimo). Essa faixa de remuneração representa 63% do total em 2010.

Em relação à exploração dos recursos naturais, o país passa por uma ofensiva do capital estrangeiro, para controlar as nossas terras e a produção agrícola.

A desnacionalização das terras e da agricultura chega a níveis inéditos, enquanto o governo não tem instrumentos para mensurar e controlar. De 2002 a 2008, empresas do agronegócio trouxeram uma avalanche de investimentos estrangeiros, que somaram US$ 46,91 bilhões, de acordo com dados do Banco Central.

Ao mesmo tempo, enquanto exporta matéria-prima mineral, para que os países centrais produzam máquinas, equipamentos e produtos eletrônicos, o Brasil passa por um grave processo de desindustrialização. Uma moção do Congresso Brasileiro de Economia, realizado em setembro, apontou que “o Brasil não pode continuar com o atual processo de aumento da dependência da importação de produtos industrializados. A atual substituição da produção interna por produtos importados ocorre antes que o país tenha alcançado o domínio dos processos tecnológicos estratégicos para assegurar a sustentabilidade de seu desenvolvimento soberano”.

Por fim, os direitos sociais dos brasileiros são desrespeitados, o que abre a perspectiva de investimentos do grande capital em empresas do setor de serviços e, ao mesmo tempo, “libera” o Estado de aplicar os recursos dos impostos nessas áreas para pagar os juros, amortizações e os títulos da dívida pública, que são controladas por bancos brasileiros e estrangeiros e empresas transnacionais. Do orçamento geral da União, apenas em 2010, R$ 635 bilhões (que representa cerca de 45% do montante total do orçamento) para o pagamento de juros, amortizações e o refinanciamento da dívida pública brasileira.

O que o Brasil oferece ao mundo, ou melhor, às empresas capitalistas transnacionais são trabalhadores mal remunerados, condições para concentração de renda e riqueza para novos investimentos, terras (além de sol e água) para a produção de commodities para exportação, minérios sem valor agregado para os países centrais e mercado para investimentos no setor de serviços.

Aplaudir com entusiamo e sem fazer necessárias ponderações ao 6º lugar do Brasil na economia mundial é comemorar a consolidação e expansão de um modelo econômico que se sustenta nas más condições de vida do povo brasileiro, na desigualdade de riqueza/renda e na desnacionalização/desindustrialização da economia, que fazem do Brasil o paraísos das empresas transnacionais.

Só valerá a pena para o povo brasileiro continuar crescendo na lista das maiores economias do mundo se foram realizadas mudanças estruturais – que possam garantir melhores condições de vida a toda a população, com maiores salários e a efetivação dos direitos sociais, e a independência econômica, industrial e tecnológica em relação às empresas estrangeiras – em torno de um projeto popular para o desenvolvimento do Brasil. Que o povo brasileiro se organize e lute para construí-lo em 2012!

Igor Felippe Santos é jornalista, editor da Página do MST, do conselho político do jornal Brasil de Fato e do Centro de Estudos Barão de Itararé.

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44 comentários

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O projeto de Kassab para o centro de SP e a Favela do Moinho | Viomundo - O que você não vê na mídia

09 de janeiro de 2012 às 19h12

[…] Igor Felippe: O que o Brasil oferece ao mundo   […]

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Alberto

05 de janeiro de 2012 às 16h45

Um caso emblemático sobre o tema é a usina hidrelétrica de Belo Monte: uma obra (a principal do PAC) que servirá basicamente para sustentar a industria de alumínio (que será exportado como matéria prima para gerar empregos em outros países, claro), e que será construída apesar de ser uma afronta aos direitos humanos (das comunidades indígenas e ribeirinhas e, atualmente, dos operários da obra faraônica), à Constituição (artigo 231, se não me engano) e ao meio-ambiente.

Mas quem é que liga pra índio, mato e Constituição, quando tem interesse de gente rica?

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Lucas

05 de janeiro de 2012 às 12h18

O problema é que os governos do PT, apesar de infinitamente mais competentes do ponto de vista administrativo, fizeram pouco ou nada pra quebrar os paradigmas neoliberais e conservadores que ainda governam esse país.

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Matias Peixoto

04 de janeiro de 2012 às 15h29

O cerne do desrespeito aos direitos humanos no Brasil é a existência de um Poder Judiciário encastelado, elitista, e intocável. O maior câncer do Brasil chama-se Supremo Tribunal Federal. A Justiça defende os interesses dos ricos e das elites, e não está nem aí para os direitos humanos. E o que o povo pode fazer quanto a isso? Nada! Ninguém toca no Judiciário! Os juízes tem "vitaliciedade"! Não dá! Chega dessa casta de "nobres" intocáveis com poder absoluto! Os ministros das Cortes Superiores (STF, STJ, TST), deveriam todos ter mandato de 8 anos, igual senador, podendo ser reconduzidos ou não, dependendo da aprovação do Presidente da República e do Congresso Nacional! A Constituição precisa ser mudada!

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    Lucas

    05 de janeiro de 2012 às 12h09

    Não apenas no supremo. Em todas as cortes os ricos se dão bem e os pobres se dão mal. O problema não é a vitaliciedade dos juízes, mas o simples fato de que numa sociedade capitalista quem tem mais dinheiro tem mais poder, e quem tem mais poder usa esse poder pra ganhar mais dinheiro. Nós, assim como todos os outros países do mundo, somos governados por uma oligarquia plutocrática.

Nelson

04 de janeiro de 2012 às 15h15

O texto do Igor Felipe está perfeito. Que aqueles que ainda se sentem extasiados com os governos Lula/Dilma o leiam e reflitam profundamente. Não queremos mais, nem pintado de ouro, aquele modelo altamente deletério e desagragador implantado pelo neoliberalismo tucano.
E também refutamos a perpetuação de um modelo "meia-boca" que, se emergencialmente era o possível, o aplicável, vai ter que, necessariamente, passar por alterações profundas sob pena de, num prazo um pouco mais longo, nos deixar novamente à beira do abismo como nos deixou o governo de FHC e seus intelectuais "altamente especializados".

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Bernardino

04 de janeiro de 2012 às 12h05

MEU CARO FABIO Passios,sua indignaçao e analise esta corretissima,assino em baixo.So que voce esqueceu que viemos da Cultura Portuguesa ,covarde e corrupta,Aqui,tanto a Elite branca como o povao sao corruptos,adoçados por uma MIDIA corrtupta e manipuladora a servviço dos primeiros !!
A Ditadura durou 20 anos e eles ficaram quietinhos,O COLLOR tomou o Dinheiro de todos e Bovinamente todos aceitarram,numa naçao poltizada teria havido um levante e chuvas de polvoras na cara dele,mesmo protegido pelas forças armadas Covardes que temos!!Quer exemplos maiores que esses?Pra completar o balaio usam o Futebol e crenças neo pentecostais como anestesia!!!

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Eunice

04 de janeiro de 2012 às 11h52

Não há dúvida de que vivemos em absoluta miséria, mesmo sem estatísticas. Basta olhar ao lado quando você anda de metrô ou ônibus. Poltico não usa esses meios. Ao lado da Anhanguera e Bandeirante nasce um barraco a cada dez minutos. Basta guardar as fotos do ano Passado e comparar. O que não deve estar acontecendo em Fortaleza e Salvador – as mães de todas as favelas ?

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Eunice

04 de janeiro de 2012 às 11h48

1) não há dúvida de que o PT é melhor que o péssimo PSDB.
2) não há dúvida de que o PT precisa fazer muitissimo.
3) não há dúvida de que os estrangeiros estão nos surrupiando desde 90 e aumentando o surrupio geometricamente antes que acabe a chance.
4) Não há dúvida de que o agrotóxico está dizimando populações. Se mata 400.000 ao ano segundo a ANVISA….
5) não há dúvida de que a quase extinção da mosca doméstica se deve ao uso de mata-mato, que a maioria nem considera um veneno. Mas encheu de câncer o Vietnâ. Prefeitos autorizam o veneno para acabar com o mato das calçadas. Alguém tem visto alguém capinando calçadas?

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João-PR

04 de janeiro de 2012 às 10h33

Esperava ver aprovado no Congresso, ao menos o Imposto sobre grandes fortunas.
Seria um começo.

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CLÁUDIO LUIZ PESSUTI

04 de janeiro de 2012 às 09h38

hahha, agora , depois de passar o governo FHC inteiro criticando o pagamento de juros, os petistas , agora, fazem uma blitzkrieg para dizer que o dinheiro garantido no orçamento para pagamento de juros não passa de "lançamentos contábeis".Já já, vão dizer que não é com o dinheiro dos impostos que se pagam os juros, é com "novas captações"… durma-se com um barulho desses…

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Duodécimo

04 de janeiro de 2012 às 08h26

Não vou nem comentar muito.
Falar o óbvio como se ninguém mais estivesse entendendo os problemas que enfrentamos …
Eu acredito que o importante não é aonde estamos, mas sim de onde viemos e para onde estamos indo.
O Brasil tem uma quantidade enorme de problemas que precisam ser resolvidos, o principal, como Armando Marangoni e outros comentaram acima, é investir em EDUCAÇÂO. De resto, o Brasil não é uma unidade homogênea, mas um somatório de idéias, nescessidades, situações diferentes. Eu acredito que a partir de Lula estivemos melhor representados, mas o fato que conta, é que a maioria tornou isto possível. Respeito o direito do autor fazer a análise como quiser, mas não concordo com as conclusões sugeridas ou, talvez melhor, com o tom do artigo.

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jaime

04 de janeiro de 2012 às 03h55

A educação por si só, mantido esse modelo, vai produzir taxistas/engenheiros, taxistas/médicos, taxistas/economistas (principalmente), taxistas/pós graduados em qualquer coisa. A saída é atrelar a educação a uma demanda específica dentro de um programa de substituição de importações, voltado para a alta tecnologia. A área militar, mas não necessariamente, é uma das alternativas, com a vantagem de reforçar a nossa soberania. Mas para isso é preciso primeiro rever o currículo e o conteúdo do que está sendo ensinado nas Academias Militares, até o momento voltadas para o governo do povo, pelo povo, e para o povo norte americano.

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    pedro o grande

    04 de janeiro de 2012 às 11h36

    Taí, Jaime, acho que vc tocou num ponto interessante. A área militar é de fato uma alternativa para o desenvolvimento do pais embora alguns pense ao contrário. Só que primeiro seria preciso tirá-la da ociosidade crônica. Nenhum governo pós-ditadura teve coragem para mexer nas FFAA. Por isso ela continua um elefante fora do controle do governo pátrio. Nas grandes potências o sistema de defesa emprega um grande contingente de pessoas que bem administradas criam alternativas tecnológicas para o pais. Veja por exemplo o que seria dos EEUU a desmobilização de seus efetivos das forças armadas. Seria o caos no pais e por isso sempre inventam guerras. Muitas novidades tecnológicas nestes paises vieram das pesquisas militares, que além de fortalecerem a soberania alimentam a indústria com avançados projetos tecnológicos.

    Matias Peixoto

    04 de janeiro de 2012 às 15h12

    Concordo que é preciso modernizar as Forças Armadas brasileiras, e que isso dever feito a partir do desenvolvimento da tecnologia bélica nacional. Mas não é necessário depender apenas do setor militar. O país precisa investir no desenvolvimento das indústrias de alta tecnologia de modo geral. Começando pela indústria eletrônica. O Brasil tem que produzir suas próprias placas-mãe, memórias RAM, memory cards, além de chips ARM para smartphones. Outro setor que precisa de investimento pesado é o de energias limpas alternativas: solar, eólica, marés, além do "santo graal", a fusão nuclear. Não existe pais desenvolvido com dependência tecnológica. Superar a dependência tecnológica é passo fundamental para tornar-se de fato um país desenvolvido. Claro que nessa corrida para desenvolver tecnologia nacional, podemos e devemos buscar parcerias com outros países, como já estamos fazendo com a Ucrânia no setor aeroespacial…

FranX

04 de janeiro de 2012 às 00h51

Digite o texto aqui![youtube _VqRHGTeF0k http://www.youtube.com/watch?v=_VqRHGTeF0k youtube]

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pery

03 de janeiro de 2012 às 23h08

Os governos Lula/Dilma preteriram a reforma agrária em detrimento do agronegócio. Isso foi significativo. Essa guinada de planos provocou a saída de alguns quadros do governo Lula logo em seu inicio (Frei Beto, entre outros). E a pergunta é: Por que mudou? A reforma agrária foi plataforma de governo na campanha do PT. Não se fala mais nela, e hoje os capitais estrangeiros estão dividindo as terras entre si para a produção de "comodities" que vão alimentar as indústrias lá fora. Para compensar o governo vem subvencionando o MST (um cala boca) através de ONGs para evitar que o movimento se acabe. Que diabo de politica é essa? Claro, foi assim que o Lula alavancou o pais para o que é hoje. O setor do agronegócio e de mineração nunca ganhou tanto dinheiro como nesses tempos petistas. Temos um quase trilionário posando em revista especializadas de negócios. (Eike).

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Operante Livre

03 de janeiro de 2012 às 22h55

Descobriram o Brasil e os brasileiros e nos engam como enganaram os índios com bugigangas. E, central no texto do Igor, é institucionalização do desrespeito aos direitos humanos que guarda muitíssima semelhança com a escravatura e a servidão. Sempre exploraram nossos minérios e se um dia acabar deixarão morrer à míngua os que sobreviverem à expropriação.
É absurdamente crescente a quantidade de queixas formais e informais sobre assédio moral no trabalho. O assédio é o novo chicote nas mãos dos senhores e seus capatazes. É o que temos. De lombo riscado no tronco à mentes destroçadas com sutis e escancaradas formas de construir riqueza fazendo o mal.

Já não são as mesmas bugigangas da época da colonização. Agora entregamos nosso tempo por bugigangas tecnológicas. E se não aceitamos o desrespeito aos direitos humanos no trabalho e fora dele também, entra a mídia que amansa mentes subversivas e aprisiona nossos corpos em fazeres desumanos, como se fossem humanamente naturais.

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Armando S Marangoni

03 de janeiro de 2012 às 22h15

Concordo com o Igor em muitas idéias, mas acho que ele ainda não viu.

Só há uma forma de tirar milhões de pessoas da escravidão imposta pelos meios de produção: por meio de educação. Formal ou informal, pouco importa se forem coerentes com a cultura daqueles a que se destinam.

Preservar a cultura e sua diversidade é obrigação do país, assumida na Constituição de 1988 (art.216). A Lei que regula seu fomento e preservação é 12343, de 2.12.2010.

Qualquer mono ou oligopólio da comunicação é um crime por ferir os princípios defendidos na Carta Magna.
A diversidade de cultura só permanece se não houver imposição de pensamentos monolíticos, e a televisão é poderosa o suficiente para oferecer aparelhos receptores de graça, porque sabem da importância de entrar na casa das pessoas e dizer a elas o que é certo e o que é errado, diretamente, como em telejornais, ou por subterfúgios, como novelas, "talk" e "reality" "shows", entrevistas direcionadas etc.

Pois bem, se os eleitores brasileiros, na sua maioria alienados da política pelos representantes que compram lugares nas Câmaras com dinheiro emprestado pelos grandes grupos econômicos, continuarem a ser conduzidos por pessoas jurídicas, empresas ou conglomerados que têm liberdade de expressão mesmo quando afrontam os princípios adotados pelo Estado que as abriga.

É um poder imenso, e combatê-lo exige determinação, não teimosia, nem violência. Vinganças são metástase do ódio, e ódio é o que não nos falta. Precisamos de tempo.

Enquanto isso, a garantia pelo Estado de uma qualidade de vida minimamente digna é a prioridade. No nosso caso, o de uma nação doente, o mais importante é melhorar.
Confraternização com o inimigo não é tão ruim assim, se tomarmos o passado como referência.

Todos nós sabemos disso, mas insistimos em colocar a culpa nos outros, sem percebermos que a concepção foi nossa, e nossa é a imaginação. Se nos colocarmos no lugar daqueles que mal sobrevivem, que se submetem a prazeres baratos para suportar a angústia, talvez consigamos ter uma vaga noção do que significa ter uma casa, ter um trabalho, ter um posto de saúde por perto, ter escola, ter comida, ter algum descanso e alguma diversão.

Criticar sem pensar e sem se comprometer em se reposicionar é chutar o balde do mesmo jeito que seria
pedir uma ditadura para impor suas vontades.

Há crescimento a olhos vistos. Há investimentos na educação e na saúde.
Mas não há controle social sobre aqueles que têm o poder de controlar a sociedade. Poder mantido pelo dinheiro, que compra inclusive amor.

Que crescimento é esse? É o crescimento natural, aquele que dura e melhora. Sem sobressaltos, sem aventuras, porque é das vidas de todos que estamos falando, não é?

Responder

    Scan

    04 de janeiro de 2012 às 02h28

    PQP, Marangoni!
    Seus textos estão cada vez melhores!

    Armando S Marangoni

    04 de janeiro de 2012 às 11h18

    Nada como presenciar e sentir a injustiça para conseguir vê-la em seus redutos.
    Como já havia dito à Conceição, os blogs sujos, em especial o Viomundo, são mais que uma contrapartida real ao mecanismo desagregador que a mídia corporativa usa para se manter na posição de poder, o trabalho dos blogueiros é esclarecedor.
    Se há algum mérito na melhora de meus textos, devo-o a esses guerreiros.
    Mesmo assim, obrigado Scan.

Zamora

03 de janeiro de 2012 às 22h07

Pelo jeitão, esse maluco quer que o FHC volte ao poder. Consertar um país continental como o Brasil em pouco mais de 9 anos é um trabalho hercúleo que demanda muito sangue, muito suor e muitas lágrimas. O desenvolvimento de um país é como o subir de uma escada, degrau por degrau. O que ele deseja? Que o Brasil seja um novo Japão (do ponto de vista tecnológico e não financeiro, evidentemente) em pouco menos de uma década. É preciso abocanhar cada naco de uma vez. Afinal, o boi se come por bife. E quem foi que disse que produzir computadores é mais importante do que produzir comida? Qual é o futuro do mundo? Alguém aí tem bola de cristal?
Vinte e cinco anos de uma ditadura terrível, somados aos cinco anos do Sarney, e mais oito do tucanato levaram o grogue Brasil a nocaute. Tudo só não degringolou de vez graças ao surgimento de Lula e Dilma, os verdadeiros pais da nova civilização brasileira. Graças a Deus. Avante Brasil que o povo brasileiro confia no seu futuro.

Responder

    FranX

    03 de janeiro de 2012 às 23h38

    Digite o texto aqui![youtube _VqRHGTeF0k&context=C3c7e7b5ADOEgsToPDskJlrrDE10QZuu4lV35T3nK- http://www.youtube.com/watch?v=_VqRHGTeF0k&context=C3c7e7b5ADOEgsToPDskJlrrDE10QZuu4lV35T3nK- youtube]

    Wilson Araújo

    04 de janeiro de 2012 às 00h18

    O maniqueísmo domina as análises sobre o Brasil e o desempenho do governo Lula/Dilma. De um lado, alguns avaliam que o governo é responsável por dádivas de Deus. Do outro, não fez nada que preste e merece as chamas do inferno. (perfeito)

Rafael

03 de janeiro de 2012 às 21h59

Muito bom o texto. PSDB foi um desastre somente aprofundou essa exploração. Votei no PT e continuarei votando no PT, espero que quando chegar o momento de acabar com essa exploração, de acabar com esse sistema parasita faça o que tem que ser feito, impressão que tenho é que não conseguirão romper essa exploração, não conseguirão mudar isso. Pelo que vejo o PT se acomodou a fazer um governo bom, sem comparação com o o governo psdb muito melhor que o psdb, mas que não incomode a elite, que não mexa nos privilégios dos sempre poderosos do Brasil. Exemplo disso o sistema de telecomunicação, o PT tem tudo que precisa para aprovar a lei das teles e não faz nada, pode mudar para o sistema de financiamento público e pouco faz, pode melhorar a previdência que duvido que no mundo seja tão cruel quanto o nosso sistema, vc se aposenta com 10 salários mínimos e depois de um tempo recebe 4 salários, sistema tributário cruel, que recebe na faixa dos 4000 reais paga uma fortuna de imposto de renda e ainda tem que pagar escola, tem que pagar plano de saúde. Reforma agrária muito distante do que se esperava do PT.
Duvido que algum país no mundo o Estado seja tão ausente quanto o brasileiro, o Brasil entrou nessa onda neoliberal nos anos 90 e ainda tem influência, pagamos a tarifa de telefone mais cara do mundo, se vc andar numa estrada boa, não muito boa só se pagar pedágio e enquanto isso pagamos imposto para financiar tudo isso e ainda assim entregam para a inciativa privada lucrar fácil com serviços péssimos.
O que trava essa mudança com certeza o principal "ator" é a imprensa formada por globo, abril e os jornalões sem falar da timidez do PT.

Responder

    Laura Ricardo

    04 de janeiro de 2012 às 06h39

    O problema é que ´modelo não é discutido. Como bem diz o articulista, há um maniqueismo nas análises em uma espécie de Fla-Flu. Não há uma real discussão do modelo.
    Gostaria de ver aprofundado e discutido o fato de que no atual modelo brasileiro, que está, de fato favorecendo a base da pirámide, mantendo os privilégios do rentismo e jogando a fatura nos ombros da classe média( também assediada pelo ajuste brutal neo-liberal de precarização do trabalho e ajuste de preços "financeiro"- precificação alta e brutal dos itens de alimentação entre outros) via perda de direitos previdenciários, cobrança de Imposto de renda (27% do salários- mais altos- mais alto que o imposto ao capital), rebaixamento de salários e/ou arrocho( medidas junto ao MPrevidencia social, o maldito fator , perda de direitos no funcionalismo público, aposentadorias).Ou seja temos um sistema que injeta dinheiro e direito na base da piramide e injeta neo-liberalismo na veia e rebaixamento completo de condições de vida na classe média. Basta ver qualquer família de classe média.Pais desempregados ou em trabalho precário depois do 45, 50 anos. Filhos que antes eram sustentatos pelos pais, passam a fazer faculdade trabalhando e sustentando os pais. "Aposentadorias" de 2 mil reais depois de contribuições por longos anos de 10 salários mínimos e por outro periodo de tempo pelo novo teto, cerca de R$3600,00. Seguro Saúde na velhice:R$ 1000,00.Pagar previdencia privada? Seu próprio dinheiro para o rentismo com taxa de administração Condomínio de qualquer predio de classe média, R$ 600,00. A conta não fecha.Quem paga? Filhos, quando os há, ou capital recebdido da poupança da geração anterior. A CONTA NÃO FECHA. ESSE O REAL BURACO DA PREVIDENCIA, NO SEU BOLSO.
    Há um modelo duplo no Brasil hoje- desenvolvimentista, digamos, para a "classe D que vira C", D e E. E neo-liberal na veia para a classe média."Cumpridor dos contratos" para o capital financeiro. O projeto do PSDB é mil vezes pior, claro, mas há que dizer que o que temos não está bom, notadamente para a classe média que está se arrebentando. Basta olhar ao lado em qualquer família, o naufrágio, sustentado ainda pelas economias (bens) ou aposentadorias do serviço público (quando existiam )da geração anterior.Gostaria de ver artigos e reportagens sobre isso.

    leandro

    04 de janeiro de 2012 às 07h13

    O pt tá 9 anos no poder e não mudou nada que considerava errado. Voce sabe qual a carga tributária na telefonia? Com a arrecadação batendo recordes, porque não melhora as estradas, portos e aeroportos? Não consegue melhorar a educação e por isso temos que pagar escolas particulares. Não melhoram a saúde e quem não quer sofrer em filas e péssimo atendimento tem que pagar a saúde privada. IPVA, seguro obrigatório, emplacamento e para andar em estradas melhores só pagando pedágio onde a carga que incide sobre a tarifa chega a 40%. Qual o plano para melhorar os aeroportos e estradas do governo federal?….privatizando tudo. A br-101 no trecho entre o Rio e o Espirito Santo foi privatizado em 2009 e quando voce sai do trecho privatizado aparecem os buracos. Governo de continuidade, só isso.

    zezinho

    04 de janeiro de 2012 às 10h08

    É impressionante como a economia tem papel fundamental em pautar o pensamento da populacao. Assim como afirma o texto, a atuacao do governo PT tem grande mérito em ampliar as acoes sociais que permitiram que muitos miseráveis tenham um pouco mais de dignidade. O fato do Brasil ter crescido e melhorado muito economicamente nao foi fruto do Bolsa família nem do PAC. Essas acoes foram possíveis devido ao crescimento da economia ao contrario do que se prega. Claro que durante o processo também fomentaram a economia mas nao foram as causadoras do processo. O ponto ao qual quero chegar é o de que o PT nao foi capaz de fazer nehuma reforma estrutural, seja tributário, político e etc, mesmo com grande aprovacao da populacao. O PT se preocupa mais em se manter no poder do que governar. É covarde. Porque manter essa base aliada colossal e o cabide imenso de apadrinhados que nem sequer tem aptidao técnica para gerenciar as áreas a que foram destinados? A culpa é do sistema? A culpa é da mídia? Faca-me o favor, isso é desculpa de covardes. Realmente nao entendo tanta babacao de ovo para o PT. Ao invés de ficar idolatrando o partido e satanizando a oposicao vcs que se dizem esclarecidos e nao enganados pelo PiG deveriam ter coragem de cobrar do seu partido por mudancas verdadeiras e democráticas para que o Brasil deixe de ser uma república de bananas. É muito fácil culpar o outro pelos problemas do mundo. É preciso que se pare de olhar para o passado e que se comece a olhar para o futuro. Me digam uma medida estrutural que o PT tomou que mudou o Brasil, zero. Nao adianta chegar esbravejando e dizer que só nao ve quem nao quer o que o PT fez, quero que me apontem A MEDIDA que tornou possivel o salto que o Brasil deu nos últimos anos. Nao há. O PT estava simplesmente no lugar certo e na hora certa.

    Nelson

    04 de janeiro de 2012 às 15h07

    Concordo contigo, em parte, Zezinho.
    Tenho críticas severas aos governos Lula/Dilma, das quais não abro mão: reforma da previdência restritora de direitos, a não retomada do estrito controle público sobre a geração de energia elétrica, privatização de bancos estaduais, privatização de rodovias, privatização de aeroportos e muitas outras.
    Não estou nem um pouco satisfeito com tudo iso. Porém, sou obrigado a reconhecer que com Alckmin ou Serra a coisa estaria muito pior do que está. É só vermos a que ponto chega a degradação no Estado de São Paulo que está sob domínio do PSDB há 16 anos.

    simas

    08 de janeiro de 2012 às 20h39

    Zezinho, meu caro, vc se lembra de 1964? Vc se lembra das Reformas de Base defendidas pelo Gov do Pres Jango? Vc já reparou q estamos em pleno 2012 e nada dessas reformas estruturais? O Pres Goulart foi deposto, não pq queria implantar uma República Sindicalista; não pq Socialista …. Ele foi deposto, justamente, por se movimentar em direção dessas reformas, aê, q vc e os demais tanto sentem falta…. Então, meu querido, se o PT correr atrás dessas mudanças estruturais, simplesmente terá o mesmo fim q o Gov Goulart. Ou vc não percebe e vê q foi necessário o Pres Lula, pra tomar posse, em seu primeiro mandato, dar uma passadinha em Washington? E levou no bolso o nome do Meirelles e do Ministro da Fazenda; além de ter feito aquela tal Carta aos Brasileiros…. os loiros e com olhos azuis. Como vc tem esse discernimento, de q o PT é lerdo e interesseiro?…. Claro, q o PT tem dificuldades para governar, sem ferir a classe dominante e conservadora; ou vc não entende q a mídia, maldita, é o veículo das elites…. Pq os partidos conservadores são os elementos políticos, ponta de lance, da efetivação do pensamento da elite e só batalham dentro da escrita da imprensa oligárquica…. Ou não é assim, descaradamente? Na verdade, meu caro, o Gov do PT só pode fazer coisas, onde seus braços alcançam…. q são colocar em práticas Políticas de Estado, descentralizadoras do Desenvolvimento Econômico. Essas medidas sociais são, sim, desencadeadoras de melhoria das diferenças da distribuição de Renda e seu nível… Meu caro, se vc tomar o Estado de São Paulo, onde os partidos de oposição imperam, por força do conservadorismo eleitoral, vc poderá perceber as passadas no mesmo lugar de seus governantes e suas respectivas obras… Poderá, inclusive, se fizer comparações estatísticas, de como a evolução do PIB, regionais, estão se comportando… E graças às Políticas de Estado, petista… Eu aconselho ao prezado dar mais valor às estatísticas; já q não quer aceitar o nível de bem -estar do eleitor, nacional; nele se inserindo, tbm, a classe média, alta e o empresariado…. risos Aquele abraço, esperançoso

ZePovinho

03 de janeiro de 2012 às 21h42

VEJAM A RELAÇÃ CORRUPTA ENTRE ENDINHEIRADOS E JUÍZES PARA SE TORNAREM DONOS DE PRIAS NO GUARUJÁ.ONDE FICA O DIREITO DE IR E VIR DO CIDADÃO NESSA POCILGA???????
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia…

SP: Caiçaras denunciam “milícia” de segurança de condomínio

Segurança privada contratada por milionários de Guarujá, litoral paulista, estaria “apavorando” os caiçaras com a finalidade de “convencê-los” a abandonar ou vender suas moradias, localizadas na Estrada Guarujá-Bertioga, próximas às entradas dos quatro loteamentos de alto padrão. A ordem seria impor obstáculos para que cidadãos comuns não possam acessar as praias mais bonitas de Guarujá. Representantes dos loteamentos negam……………………………………………………………………….

………………………

Direito de ir e vir virou letra morta

Há 30 anos, praias paradisíacas de Guarujá praticamente “pertencem” aos endinheirados do litoral, uma comunidade fechada e bastante protegida. Além de escolher quem pode e quem não pode tomar banho de mar, os “donos das praias” guarujaenses têm influência: todas as ações judiciais que tentaram garantir acesso irrestrito às praias por eles escolhidas aufragaram na mesa de algum juiz.

As quatro praias encobertas pelos condomínios estão localizadas na encosta da serra do Guararu, numa área quatro mil hectares, conhecida como Rabo do Dragão, tombada em 1992 pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, por intermédio do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), é também protegida por decreto federal de 1993.

Na conquista de território vale tudo, como criar obstáculos físicos, documentais e até usar o manto da preservação ecológica. Menos seguir a lei mais básica da Nação: a de ir e vir. Algumas praias são designadas como privativas. Outras, exclusiva para hóspedes do hotel e ainda há aquelas de uso restrito ao condomínio…………….

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ZePovinho

03 de janeiro de 2012 às 21h31

O DISCRETO CHARME DA MILÍCIA,DIGO,DA BURGUESIA:
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia…

3 de Janeiro de 2012 – 19h30
SP: Caiçaras denunciam “milícia” de segurança de condomínio

Segurança privada contratada por milionários de Guarujá, litoral paulista, estaria “apavorando” os caiçaras com a finalidade de “convencê-los” a abandonar ou vender suas moradias, localizadas na Estrada Guarujá-Bertioga, próximas às entradas dos quatro loteamentos de alto padrão. A ordem seria impor obstáculos para que cidadãos comuns não possam acessar as praias mais bonitas de Guarujá. Representantes dos loteamentos negam.

A história começou em 19 último, com a decisão do juiz Gustavo Gonçalves Alvarez, da 3ª Vara
Cível de Guarujá, que pôs em cheque a desculpa que a preservação ambiental é a responsável pela restrição às praias de Guarujá, cercadas por loteamentos de luxo.

Depois, o DL conseguiu o testemunho de um ex-funcionário do Sítio São Pedro, loteamento que se interliga ao Tijucopava e ao Iporanga, denunciando as artimanhas dos endinheirados para não deixar um cidadão comum pisar na areia e tomar banho de mar nas praias “dominadas” por eles. Agora, uma nova peça entra no tabuleiro: a versão dos caiçaras. A reportagem descobriu que os milionários criaram uma espécie de milícia, formada por policiais, encarregada de intimidar as quase 350 famílias que moram às margens da Estrada Guarujá-Bertioga, entre os quilômetros 11 e 22 – via onde estão as portarias dos condomínios.

Conforme apurado, os policiais não têm o menor escrúpulo e seguem com rigor às ordens dos donos de mansões nos loteamentos da conhecida Pérola do Atlântico, que pisam nas constituições estadual e federal, usando uma lei municipal e influência política para aumentar a distância social entre as classes brasileiras.

Durante o dia e, especialmente, entre às 18 e seis horas da manhã, os milicianos – “seguranças” à paisana (sem fardas) e dirigindo carros com adesivos dos loteamentos – saem dos condomínios e circulam pela estrada intimando pescadores artesanais, trabalhadores, donas-de-casa, estudantes e qualquer morador que ouse estar na rua neste período……………………….

[youtube 7Z50Gg_16H4 http://www.youtube.com/watch?v=7Z50Gg_16H4 youtube]

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Fabio_Passos

03 de janeiro de 2012 às 20h48

Outrora eram os "negócios da China"
Agora são "negócios do Brasil"

O capitalismo predatório está depenando o Brasil e sua população.
Saqueiam nossas riquezas naturais, exploram nosso trabalho, roubam a renda produzida no Brasil.

O Brasil tem potencial de ser a nação mais rica e desenvolvida do planeta.
No entanto somos controlados e dominados pelos interesses do capital internacional em sociedade a uma "elite" sátrapa que despreza o próprio povo.

Já passou da hora de rolar uma pusta Revolução que de cabo deste regime de exploração sem limites.

É preciso fazer justiça e recuperar toda a riqueza roubada da nossa nação por esta minoria branca, rica… e ladra!

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    leandro

    04 de janeiro de 2012 às 07h22

    Mas, esse governo não entrou para mudar isso tudo?? Mais rica e desenvolvida do planeta, só investindo pesado em educação, vide Coreia do Sul, China, etc, que é investimento de longo prazo e não da voto na próxima eleição.

Carlos Cruz

03 de janeiro de 2012 às 20h37

A realidade do nosso abismo social é o que mostra o terror vivido hoje em Fortaleza-CE. Sem futuro a marginalidade toma conta do país, as drogas destroem vidas, revoltas se propagam. Uma verdadeira bomba social. E destinamos 50% para pagamento do serviço da dívida…

Responder

Claudio Machado

03 de janeiro de 2012 às 19h51

É isso aí. Sem endeusar nem satanizar, muito menos minimizar os avanços dos últimos nove anos, que foram vários e significativos se considerarmos o curto espaço de tempo para os feitos e os mais de quinhentos anos de mazelas acumuladas. Para que insistir também com esse açoite de "45% do OGU para pagar dívida e juros das mesma"?!! Até o mundo mineral sabe que são lançamentos contábeis, rolagem e não gastos efetivos. A maior parte dos recursos vinculados a essa parte do orçamento vem de captações no mercado e não da arrecadação de impostos. Se todo esse dinheirão fosse destinado ao pagamento da dívida, em pouco mais de 2 anos estaria tudo quitado. Nem os juros da dívida são pagos integralmente com os impostos arrecadados. Parte é paga com captações.
Mas o último parágrafo do texto vale por todo ele.

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souza

03 de janeiro de 2012 às 19h39

o que o mundo (1° mundo) não tem, humildade.
se o seu vizinho não tem, não significa necessariamente que ele não quer ter, talvez ele não pode ter, com humildade pergunte a ele ou o ajude.
avante BRASIL.

Responder

nadiê

03 de janeiro de 2012 às 19h03

Estou de acordo de que não adianta sermos brindados com postos importantes, se prosseguirmos com a desigualdade social, que ainda é gritante. Mas, a meu ver, para que haja real desenvolvimento o governo tem que investir muito mais na educação básica, qualificando melhor os professores, e estimulando os jovens a perseguirem um futuro através da boa escolaridade. Nosso ensino básico na escolas públicas é muio precário e desestimulante, tanto que muitos não partem nem mesmo para o segundo grau. a educação é a base de tudo.

Responder

    Professor Descrente

    03 de janeiro de 2012 às 20h05

    A educação no Brasil está precisando é de dar salário digno pros professores. Todos já estão cansados de ouvir o mesmo discurso de sempre. O Brasil nuuuuuuunca vai chegar em patamares reais de desemvolvimento se não investir em Educação, concordo. Porém, a Educação no Brasil nuuuuunca vai melhorar se não der salário digno ao professor! O resto é balela, conversa pra boi dormir… Pode dar tudo pra Educação, pro aluno e tals, mas sem estímulo ao professor… Tchau

    Fabio_Passos

    03 de janeiro de 2012 às 20h37

    É um Apartheid Social construído pela pior "elite" do mundo.

    O 1% mais rico abocanha mais renda que 50% da populasção mais pobre do Brasil.
    É estarrecedor. Estamos sempre entre as 10 nações mais injustas do planeta.

Souza santos

03 de janeiro de 2012 às 18h25

Tudo o que os ruralistas e ideários do "novo" código florestal tanto queriam.
Ou seja o mais absoluto atraso.

Responder

    M. S. Romares

    03 de janeiro de 2012 às 21h30

    Não somente os ruralistas. Os banqueiros, o judiciário de forma geral, a educação elitista, etc,etc. Quanto maior o atraso, mais lucros, menos cobranças, mais de tudo que seja ruim.

    FranX

    03 de janeiro de 2012 às 22h03

    Viva Aldo Rebelo! Alguém tem que ter coragem e defender esse país!

    leandro

    04 de janeiro de 2012 às 07h18

    Perái, o governo tem maioria e aprovou tudo que quiz. Culpar o Aldo e tentar tirar o do governo da reta é brincadeira. Sabe porque o governo não enfrenta os ruralistas? Porque depende deles para fazer superavit. Porque nossa industria tá se desintegrando e vamos viver de exportar matéria prima. Culpa do cambio, carga tributária, infraestrutura. Tudo em que a China investe pesado, ferrovias, estradas, energia barata o brasil vai em sentido contrario.


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