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Golpe do petróleo dos EUA visa perpetuar “reciclagem extorsionista” do dólar


17/12/2014 - 11h36

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Acabou a alegria dos produtores

Subterfúgio saudi-estadunidense derruba ações e crédito

O Golpe do Petróleo

por MIKE WHITNEY, no Counterpunch, em 16.12.2014, reprodução parcial

“John Kerry, secretário de Estado dos Estados Unidos, alegadamente fechou um acordo com o rei Abdullah em setembro sob o qual os sauditas venderiam petróleo cru abaixo do preço de mercado. Isso ajudaria a explicar a queda do preço num momento em que, dada a confusão causada no Iraque e na Síria pelo Estado Islâmico, normalmente o preço estaria subindo”.  (Stakes are high as US plays the oil card against Iran and Russia, Larry Eliot, no diário britânico Guardian)

Os poderosos dos Estados Unidos estão colocando o país sob o risco de outra crise financeira para intensificar sua guerra econômica contra Moscou e para avançar em seu plano de “controle da Ásia”.

O que está acontecendo: Washington persuadiu os sauditas a abarrotar o mercado de petróleo para derrubar os preços, dizimar a economia da Rússia e reduzir a resistência de Moscou ao crescente cerco da OTAN e às novas bases militares dos Estados Unidos na Ásia Central.

O esquema saudita-estadunidense derrubou os preços do petróleo à metade desde o pico de junho.

O grande declínio dos preços ameaça estourar a bolha dos endividados, aumentou a turbulência nos mercados de crédito e derrubou as ações globais.

Os mercados em polvorosa e o contágio econômico não detiveram Washington e seu plano irresponsável, um plano que usa o regime marionete de Riyadh para a guerra dos Estados Unidos por recursos naturais.

Aqui vai um breve resumo de um artigo de F. William Engdahl intitulado “The Secret Stupid Saudi-US Deal on Syria”:

Detalhes emergem de um acordo secreto e estúpido da Arábia Saudita com os Estados Unidos sobre a Síria e o assim chamado Estado Islâmico. Envolve o controle de gás e petróleo em toda a região e o enfraquecimento da Rússia e do Irã, com os sauditas abarrotando o mercado mundial com petróleo barato. Os detalhes foram acertados em setembro numa reunião entre o secretário de Estado John Kerry e o rei saudita…

…o reino da Arábia Saudita está invadindo os mercados com petróleo barato, causando uma guerra de preço dentro da OPEP… Os sauditas estão dirigindo as vendas para a Ásia, em particular para seu grande comprador asiático, a China, com oferta de petróleo entre 50 e 60 dólares o barril, em vez do preço anterior de 100 dólares. A operação de desconto dos sauditas parece coordenada com uma operação de guerra do Tesouro dos Estados Unidos, através de seu Office of Terrorism and Financial Intelligence, em cooperação com um punhado de operadores de Wall Street que controlam os negócios com derivativos de petróleo. O resultado é pânico no mercado, que ganha impulso diariamente. A China está feliz de comprar petróleo barato, mas seus aliados — a Rússia e o Irã — estão sofrendo severamente…

De acordo com Rashid Abanmy,  presidente do Saudi Arabia Oil Policies and Strategic Expectations Center, baseado na capital saudita, o dramático colapso dos preços está sendo causado deliberadamente pelo maior produtor da OPEP. A razão pública alegada é a conquista de novos mercados, por conta da queda de demanda global. A razão real, segundo ele, é colocar pressão no Irã por causa de seu programa nuclear e na Rússia, para acabar com o apoio ao regime de Bashar al-Assad na Síria… Mais de 50% do orçamento russo vem da exportação de gás e petróleo. A manipulação do preço por parte dos Estados Unidos e da Arábia Saudita visa desestabilizar fortes oponentes das políticas globalistas dos Estados Unidos. Alvos incluem Irã e Síria, ambos aliados da Rússia na oposição aos Estados Unidos como único superpoder. O alvo principal, no entanto, é a Rússia de Putin, a maior ameaça hoje à hegemonia dos Estados Unidos (The Secret Stupid Saudi-US Deal on Syria, F. William Engdahl, BFP)

Os Estados Unidos precisam atingir seus objetivos na Ásia Central ou abrir mão da posição de único superpoder do mundo. É por isso que os formuladores de política dos Estados Unidos embarcaram numa aventura tão arriscada. Não há outra forma de sustentar o status quo que permite aos Estados Unidos impor o sistema dólar ao mundo, um sistema pelo qual os Estados Unidos trocam papel moeda produzido à vontade pelo seu Banco Central por recursos naturais, produtos manufaturados e trabalho duro. Washington está preparada para defender sua extorsionista reciclagem de petrodólares até o fim, mesmo se o resultado for guerra nuclear.

Como a inundação do mercado causa instabilidade

Os efeitos destrutivos e desestabilizadores deste plano lunático podem ser vistos em toda parte. Preços do petróleo em queda tornam mais difícil para as empresas de energia conseguir financiamento para rolar suas dívidas ou manter as operações atuais.

As companhias emprestam com base no tamanho de suas reservas, mas quando os preços caem quase 50% — como aconteceu nos últimos seis meses — o valor destas reservas cai, o que reduz o acesso delas ao mercado de crédito e força os dirigentes a vender bens a preço de liquidação ou enfrentar bancarrota.

Se o problema ficasse contido no setor, não haveria razão para se preocupar. Mas o que preocupa Wall Street é que a falencia de empresas de energia poderia afetar todo o sistema financeiro e engolir os bancos. Apesar de seis anos de taxas de juros zero e do chamado monetary easing, os grandes bancos estadunidenses estão perigosamente descapitalizados, o que significa que uma onda inesperada de falencias poderia causar o colapso das instituições mais fracas e jogar todo o sistema em nova crise. Aqui está um excerto de um post do Automatic Earth intitulado “O petróleo vai matar os bancos zumbis?”:

Se os preços cairem ainda mais, significa que a maior parte do edifício construído em torno do gás de xisto desabaria [PS do Viomundo: Um negócio que teve crescimento espetacular nos Estados Unidos em anos recentes]. E isso causaria um terremoto no mundo financeiro, já que alguém ofereceu os empréstimos sobre os quais o edifício se assentou. Um número imenso de investidores se endividou com taxas altas de juros, inclusive investidores institucionais, e eles estão quase se queimando… se o preço do petróleo continuar neste caminho, o Banco Central deve começar a pensar em outro resgate dos bancos de Wall Street. (Will Oil Kill the Zombies?, Raúl Ilargi Meijer, Automatic Earth)

O problema com a queda dos preços do petróleo não é apenas com a deflação ou a redução dos lucros; é o fato de que todos os setores da indústria — exploração, desenvolvimento e produção — está sobre uma montanha de tinta vermelha (junk bonds). Quando aquela dívida não puder mais ser refinanciada, os emprestadores primários (instituições financeiras e garantidores) vão enfrentar grandes perdas, que causarão efeito dominó em todo o sistema.

[…]

Na semana passada, preços do petróleo em queda começaram a impactar os mercados de crédito, com os investidores se livrando de dívidas que parecem impagáveis. Os sinais de contágio já são aparentes e devem piorar. Investidores temem que se não acionarem o botão de vendas agora, não encontrarão compradores mais tarde. Em outras palavras, a liquidez está secando rapidamente, o que por sua vez acelera o declínio do mercado. Naturalmente, isso afeta os papéis do Tesouro americano, que são vistos como livres de risco. Com os investidores jogando tudo nos papéis do Tesouro, as taxas de juros de longo prazo estão coladas no chão. Na sexta-feira a taxa de juros nos papéis de 10 anos do Tesouro bateu em minúsculos 2,08%, o que seria de se esperar no meio de uma Depressão.

A insurgência liderada pelos sauditas reverteu a direção do mercado, colocou as ações globais em mergulho e causou pânico nos mercados de crédito. Enquanto o sistema financeiro se aproxima de uma nova crise, autoridades de Washington permanecem em silêncio, nunca soltando mais que um pio sobre a política saudita que pode ser descrita como um ato deliberado de terrorismo financeiro.

Por que? Por que Obama e companhia ficam calados enquanto os preços do petróleo desabam, uma indústria nacional é demolida e as ações caem de um precipício? Pode ser porque atuam em conjunto com os sauditas num grande jogo para aniquilar os inimigos da gloriosa New World Order?

Tudo indica que sim.

MIKE WHITNEY lives in Washington state. He is a contributor to Hopeless: Barack Obama and the Politics of Illusion (AK Press). Hopeless is also available in a Kindle edition. He can be reached at [email protected]

PS do Viomundo: E o chamado PIG quer fazer você crer que quem está derrubando as ações da Petrobras na Bolsa é a Graça Foster!

Leia também:

John Pilger: EUA caçam guerra mundial no entorno da Rússia

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28 comentários

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Mário SF Alves

19 de dezembro de 2014 às 14h18

Ao FrancoAtirador:

“Digamos que 1% da Humanidade

transformou o Planeta Terra

no maior Latifúndio do Universo.”

____________________________________
E toma Thomas Piketty!

Algo fugiu ao controle. E não é de agora.
Ah! Esses derivativos! E essa vida movida a zeros e uns. E essa ambição desmedida e irrefreável! E esse dólar lastreado no destino manifesto de tola pretensão e toda prepotência.

Tinha dar nisso, nesse Latifúndio Universal. E, sim, não à toa, querem uma nova ordem mundial… porém, só pros detentores do tal latifúndio.

Uma nova, em realidade, velhíssima, ordem FEUDAL, escravagista, concebida e regrada só e unicamente pelo império do caos!
——————
É o superavit, prezado Franco. É o superávit de arrogância; o superávit de pensamento único midiático indutor da cegueira e do temor coletivo; o superávit de falsificação da realidade. É, enfim, o supervit de INJUSTIÇA.

Responder

Mauro Assis

18 de dezembro de 2014 às 17h26

Perguntas:

– Se os EUA tinham esse poder desde sempre, porque só agora o usariam? Não existe poder ocioso.

– Eles criaram a tecnologia que viabilizou o uso do xisto, e ela segue barateando cada vez mais. Afinal de contas, são mais de 2000 empresas trabalhando em um mercado de livre concorrência. Ou seja, a preocupação deles com isso é zero.

O capital, mais até que a natureza, encontra um meio.

Responder

yacov

18 de dezembro de 2014 às 16h11

Os eua + sauditas derrubam em conluio o preço do barril de petróleo de mais de 100,00 para 60,00 e o cara-de-pau do Brigadeiro Aécio tem a coragem de falar em PREVISIBILIDADE do mercado ?! Pelamor …

LONGA VIDA A NOSSA PETROBRAS !!!

“O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO de SONEGAÇÃO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO de SONEGAÇÃO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Responder

Mário SF Alves

18 de dezembro de 2014 às 12h50

Vivemos uma crise política internacional. E isso é verdade. Talvez a mais derradeira de todas. Porém, vivemos uma crise ainda mais grave: a crise mundial de civilização.

E não há solução para nenhuma delas que não seja pela Justiça.

Não à toa, as pessoas e povos mais justos são os mais éticos, os mais solidários e os mais educados politicamente.

Coincidemente, não à toa, a última palavra pronunciada pelo senador Eduardo Suplicy em seu contundente discurso de despedida do Senado, proferido ontem, dia 17/12, foi exatamente essa: justiça. Justo ontem, quando o imperialismo estadunidense decidiu que é hora de por fim ao criminoso embargo econômico imposto à Cuba há mais de 50 anos.

De fato, resta a certeza de que o parlamentar Eduardo Suplicy, PT-SP, desempenhou suas funções de forma tão digna e constitucional, e tão condizente com as expectativas e inadiáveis necessidades do povo brasileiro, que as homenagens que lhe foram prestadas ontem no Senado só poderão ser devidamente entendidas se as percebermos como profundo exercício dialético ante as igualmente profundas contradições expressas no Parlamento neste País. Quem dera o Congresso pudesse contar com pelo menos mais cem parlamentares de igual índole e determinação.

Hora de acordar. E contribuir na superação das crises que assolam o mundo.

Responder

O Mar da Silva

18 de dezembro de 2014 às 08h44

Uma chance extraordinária para o Brasil comprar as ações da Petro em NY. A dupla US-Arábia não vai poder manter essa política suicida por muito tempo sob pena de acabar com o mercado do xisto.

Responder

Roberto Locatelli

18 de dezembro de 2014 às 01h00

A saída para o Brasil é produzir, cada vez mais, seu próprio petróleo. Com a produção do pré-sal se aproximando rapidamente de UM MILHÃO de barris por dia (30% de nossa produção), essa meta é perfeitamente viável para os próximos anos.

Responder

    Mauro Assis

    18 de dezembro de 2014 às 17h28

    Roberto, essa conversa nos é aplicada há quanto tempo mesmo? Desde Getúlio!

    O Brasil é o único país do mundo que, sabendo-se com reservas suficientes desde décadas, ainda não o é. E jamais será, com uma estatal monopolista.

    Lembre-se: a Idade da Pedra não acabou por falta de pedra… vamos micar em cima do pré-sal.

    vinícius

    19 de dezembro de 2014 às 12h11

    Mauro, tente me convencer sobre a necessidade de privatizar a Petrobrás.

    Esse argumento sobre sobre excessos de pedras e mudança de paradigma na idade da pedra não me convence.

    Trata-se de um argumento antigo, utilizado pelo “Bob Filds” (Roberto Campos, economista liberal do século XX e avô dos coxinhas do século XXI).

    Enquanto vc me dá um argumento vou dar um pulo no BB e comprar ações da Petr4 da Petrobrás (com acento no a, como em guaraná).

Márcio Gaspar

17 de dezembro de 2014 às 18h43

O Obama vai quebrar as empresas de energia pelo mundo afora e, depois, poderá comprá-las a preço de banana, incluindo a Petrobrás. Por Petróleo se faz qualquer coisa.

Responder

Mário SF Alves

17 de dezembro de 2014 às 17h28

Após 53 anos, EUA e Cuba anunciam conversas para ‘normalizar’ relações diplomáticas

Fonte: Opera Mundi/17-12-2014
_____________________________

Enfim, o “yes we can” cumpre uma de suas promessas de campanha.

Ou seria apenas mais uma cortina de fumaça em tempos tão bicudos?

Responder

    Miranda

    17 de dezembro de 2014 às 18h03

    A aproximação com Cuba mais parece uma tentativa de Washington de trazer a America Latina sob suas asas novamente. Por que será que essa aproximação se da ao mesmo tempo em que o governo Obama joga essa grande cartada do preço do petróleo? Afinal de contas, o Obama pode ser muito bonzinho para os EUA, mas a gente aqui no sul tem é que desconfiar…

    Verder

    17 de dezembro de 2014 às 20h44

    2 motivos: mercado e medo que a rússia coloque seus mísseis a 100 km da costa americana.

    Mário SF Alves

    18 de dezembro de 2014 às 13h03

    “essa grande cartada do preço do petróleo?”
    __________________
    Essa “grande cartada” é parte da estratégia imperialista de subjugar o mundo. Sua causa determinante é a ofensiva contra a soberania, o poder defensivo e o fantástico potencial de desenvolvimento da Rússia. E é parte integrante do pacote de maldades expresso no conjunto de medidas de sanções e sabotagens contra o referido País.

    Sabotagens… potencial de desenvolvimento… soberania… epa! Brasil no meio?

    Ou será à toa que o PiG anda tão alucinado em jogar a Petrobrás na lata do lixo?

Abelaardo

17 de dezembro de 2014 às 16h47

Considero muito arriscado para a economia mundial esse blefe político e econômico que os EUA tenta fazer. Usar o blefe do poquer na mesa de um cenário político mundial, que muito se aproxima de uma partida de xadrez, onde todos se movimentam como se pissassem em ovos, pode ser um grande erro estratégico contra quem é mestre em produzir xeque mate. Os EUA, para quem começa a sair de uma terrível crise, demonstra continuar sendo bastante irresponsável e, também, mostra ao mundo que seu egoísmo e sua faminta soberba continua impedindo-o de aprender lições e de exercitar a prática da humildade no relacionamento com muitos países no nosso planeta. O grande mal maior, é quando alguns desses países possuem algum tipo de riqueza natural que lhe é escassa, mas, ao mesmo tempo, estrategicamente necessária a seus planos e interesses imperialistas de jogar pesado para obter a sua conquista.

Responder

Julio Silveira

17 de dezembro de 2014 às 16h12

Com um PIG como esse os Yankes nem precisam gastar com seus agentes da CIA.

Responder

Mário SF Alves

17 de dezembro de 2014 às 15h46

Difícil mesmo é entender em que ponto da curva os celerados tiveram que acelerar no sonho de dominação do mundo.

1- Estresse de material, ou seja, as dimensões da própria crise econômica capitalista, turbinada por zeros e uns e ampla fusão de mega-corporações e respectiva nova engenharia financeira que desaguou nos derivativos e suas consequências?

2- Excesso de destino manifesto no cálculo ou dosagem da prepotência após a derrocada da URSS e subsequente ida com muita sede ao pote via hipótese de inequívoco e rápido estrangulamento da China via corrupção capitalista?

3- Ida com muita sede ao pote na hipótese de fácil e rápido estrangulamento estratégico via corrupção capitalista da China, e na sequência a tomada do Iraque, do Irã e da Rússia, imediatamente após a derrocada da URSS?

3- Frustração de expectativas em relação às papoulas do Afeganistão, o que teria contribuído para acelerar ainda mais as decisões dos celerados na luta pela tomada e hegemonização do mundo?
_________________________________
“El tiempo de recreo ha terminado. Niños, guarden sus juguetes. Ahora es el momento de que los adultos tomen decisiones.
Rusia está lista para hacerlo
¿Lo está el mundo?”

Livre interpretação do discurso¹ de V. Putin pronunciado no Clube de Valdai.

¹«Discours de Vladimir Poutine au Club de Valdai» (Fr-«Discurso de Vladimir Putin no Clube Valdai»-ndT), por Vladimir Poutine, Traduction sayed7asan, Réseau Voltaire, 24 octobre 2014.

Fontes: 1- Rede Voltaire. Tradução Alva. 2- http://www.vermelho.org.br/noticia/253426-9

Responder

    Mário SF Alves

    17 de dezembro de 2014 às 16h13

    Ou… além disso… o que tá pegando mesmo é a cada vez mais presente perspectiva de inovações tecnológicas inimagináveis batendo-lhes nos fundos e aterrorizando-os ante a possibilidade de perderem do controle frente a uma nova revolução na base produtiva a ferrar-lhes de vez a tal pretensa hegemonia imperialista?

FrancoAtirador

17 de dezembro de 2014 às 15h18

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Blefe do Gás de Xisto: Questão de Curto Prazo

Muitos Países da OPEP já estão no prejuízo.

A Margem de Manobra da Arábia Saudita é limitada.

E os United States não aguentarão muito tempo.

Provável é que os U.S.A. pretendam acumular petróleo

da Arábia Saudita, a baixo preço, em troca de armamentos,

numa estratégia de antecipação ao declínio da produção

de Gás de Xisto (Share Oil) que atingirá o auge em 2020.

Depois disso deixará de ser rentável, levando os U.S.A.

a aumentar as importações convencionais de petróleo e gás.

Quem tiver Bala na Agulha para segurar,

até Meados do Ano que vem, se salva.

O Brasil será um destes, se a Petrobras

conseguir resistir aos ataques até lá.

(http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_12_04/Cientistas-EUA-hiperbolizam-suas-reservas-de-g-s-de-xisto-4558)
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ESTOQUE DE PETRÓLEO DOS UNITED STATES DIMINUI

Estoques de petróleo nos EUA,
o maior consumidor de petróleo do mundo,
diminuiu em 1,36 milhão de barris,
para 356,6 milhões na semana encerrada
em 26 de setembro, disse a AIE,
braço estatístico do Departamento de Energia.

Previa-se uma alta nos suprimentos de 1,5 milhões,
de acordo com a estimativa de oito analistas
entrevistados pela Bloomberg News.

Os estoques de gasolina diminuíram 1,84 milhões de barris,
para 208,5 milhões na semana passada, é o que mostram os dados.

Isso é o mais baixo desde novembro de 2012 para os destilados,
incluindo óleo para aquecimento e diesel,
esses caíram 2,89 milhões para 125,7 milhões.

WTI caiu 13% no período
de julho a setembro,
enquanto o Brent caiu 16%,
o maior em nove trimestres.
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AGOSTO/2014

Houve redução do preço, seguido de um corte de 408 mil barris por dia
na produção da Arábia Saudita em agosto para 9,6 milhões por dia,
segundo dados do país submetidos à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
O país vai manter a produção nesse patamar até o final do ano, disse uma pessoa familiarizada com a sua política no dia 26 de setembro.

(https://www.mql5.com/pt/blogs/post/56360)
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NOVEMBRO/2014

Arábia Saudita produziu menos petróleo mas aumentou oferta

DUBAI (Reuters) – O principal exportador mundial de petróleo,
a Arábia Saudita, produziu 9,610 milhões de barris por dia (bpd) em novembro,
80 mil bpd a menos que em outubro, disse sexta-feira uma fonte do setor.

No entanto, a quantidade de óleo fornecido ao mercado foi 40.000 bpd superior
à do mês anterior, para 9,42 milhões de bpd, acrescentou a fonte à Reuters.

O mais importante membro da OPEP abasteceu o mercado com 9,36 milhões de bpd em setembro.

(http://noticias.r7.com/economia/arabia-saudita-produziu-menos-petroleo-em-novembro-mas-aumentou-oferta-diz-fonte-12122014)
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DEZEMBRO/2014

A Arábia Saudita reduziu abruptamente nesta quinta-feira (4/12)
seus preços de petróleo para entrega em janeiro aos Estados Unidos.

Para as vendas aos EUA – aliado estratégico do reino –
os preços foram reduzidos em US$ 0,10 a US$ 0,90 o barril.

Já os preços para países do Mediterrâneo e do Nordeste da Europa
foram elevados em US$ 0,20 a US$ 0,50 o barril em comparação com dezembro.

Apesar da contínua queda do preço internacional do petróleo,
a Arábia Saudita tem sido o principal opositor ao corte da produção dos países integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Analistas atribuem a postura do reino a um movimento sincronizado
com os Estados Unidos para desestabilizar econômica e politicamente
países hostis aos interesses de Washington, como Rússia, Irã e Venezuela.

(http://www.monitormercantil.com.br/index.php?pagina=Noticias&Noticia=163122)
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CONTRADIÇÃO INTERNA DOS MEMBROS DA OPEP: U.S.A. x ‘Resto do Mundo’

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP)
vai manter a sua produção, conforme a decisão tomada na sua última reunião
de 27 de Novembro, ainda que os preços desçam para os 40 dólares.

A garantia foi deixada pelo Ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos
que acredita numa estabilização natural do mercado e “a OPEP vai esperar,
pelo menos, três meses, antes de considerar um encontro de emergência”,
disse Suhail Al-Mazrouei à agência especializada Bloomberg.

“Não vamos mudar de ideia, só porque os preços
recuaram para os 60 dólares ou para os 40 dólares o barril.
Não estamos a apontar para um valor;
o mercado vai estabilizar por si.
Temos de esperar pelo menos um trimestre para considerar
a realização de uma reunião extraordinária”,
afirmou o ministro árabe unido.

A próxima reunião da OPEP está marcada para 5 de Junho.

Na última, o cartel decidiu manter a produção em 30 milhões de barris por dia.

O Secretário-Geral da OPEP, Abdalla Salem el-Badri [que nasceu na Líbia,
estudou na Universidade da Flórida/USA e mora na Áustria]
disse que o cartel não fixou metas para o preço do petróleo,
nem há mudanças na política de manutenção dos níveis de produção.

Abdullah el-Badri afirmou que o preço do petróleo, que caiu nos últimos dias
para mínimos sucessivos de cinco anos, está mais baixo do que o determinado
pelos fundamentos do mercado mundial de hidrocarbonetos.

O secretário-geral da OPEP pediu às economias do Golfo
que continuem a investir na exploração e produção,
pois os Estados Unidos vão continuar a depender
durante muitos anos do petróleo do Oriente Médio.

Estes foram os primeiros comentários de el-Badri
desde que a OPEP decidiu na reunião de Novembro
manter os níveis de produção inalterados.

“Os fundamentos não deviam levar a esta redução dramática dos preços”, disse o secretário do cartel responsável por um terço da produção mundial do petróleo.

A queda dos preços do petróleo pressiona as ações dos produtos energéticos e as moedas expostas às exportações de crude, o que faz com que os investidores bolsistas reduzam a procura por ativos de maior risco, escudando-se na segurança de institucionais, como é o caso da dívida pública.

El-Badri declarou que a OPEP procura
um nível de preços ‘adequado e satisfatório
tanto para os consumidores como para os produtores’.

Especulação desenfreada.

No mercado internacional, o preço do “ouro negro” tem vindo a afundar e já tocou em mínimos de cinco anos.

O secretário-geral da OPEP, Abdullah el-Badri,
disse que os princípios fundamentais do mercado petrolífero,
incluindo a oferta e a procura,
não justificam a queda de preços atual.

Abdullah el-Badri, que acusa a existência de uma “especulação” de preços,
solicitou as verdadeiras razões que levaram à queda do barril de petróleo:

“A oferta e a procura têm tido um aumento ligeiro
que não explica esta queda repentina
de 50 por cento desde meados de Junho”,
sublinhou o secretário-geral da Organização de Produtores e Exportadores do Petróleo.

A continuar este colapso, acrescentou, isso significa que “a especulação desenfreada contribui fortemente para empurrar os preços para baixo”.

A Agência Internacional de Energia cortou a previsão de crescimento da procura mundial de petróleo para o próximo ano devido a uma recuperação econômica ainda tímida, apesar da queda dos preços devida ao excesso de oferta.

O consumo de petróleo vai aumentar 900 mil barris diários no próximo ano e alcança os 93,3 milhões de barris por dia em comparação com os 93,6 milhões de barris dia previstos antes, informa a Agência Internacional de Energia no seu relatório mensal de Dezembro.
Manteve em 92,4 milhões de barris dia a previsão de procura para 2014.

‘Aversão ao Risco’ [Leia-se: Fuga de Capitais Especulativos]

“O crescimento da procura deve fortalecer em 2015 em relação a 2014, mas esta aceleração parece mais modesta que o previsto anteriormente devido ao ritmo cada vez mais hesitante da recuperação econômica mundial”, explica.

Além disso, é preciso considerar a supressão dos subsídios públicos aos produtos petrolíferos em alguns países e o aumento do curso do dólar, que encarece a compra em divisas locais, assim como a frágil progressão dos salários nos países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No seu relatório, a OPEP informa que o consumo mundial de petróleo vai alcançar em 2015 os 92,26 milhões de barris diários, 1,2 por cento mais que o atual, mas levemente inferior ao que tinha previsto até agora.

Os investidores continuam fortes na aversão ao risco em todos os mercados acionistas globais face à decisão da OPEP de manter inalterada a produção da matéria-prima.

(http://www.noticias.co.ao/ver-noticia/meta-da-opep-resiste-a-volatilidade-de-precos)
.
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(http://en.wikipedia.org/wiki/Abdallah_Salem_el-Badri)
(http://abre.ai/abdalla_salem_el-badri)
.
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Responder

    Mário SF Alves

    17 de dezembro de 2014 às 16h22

    “Estoques de petróleo nos EUA, o maior consumidor de petróleo do mundo,
    diminuiu em 1,36 milhão de barris, para 356,6 milhões na semana encerrada
    em 26 de setembro, disse a AIE, braço estatístico do Departamento de Energia.”
    _______________________________
    Odeio injustiça e já estou começando a sentir pena do “Destino Manifesto”.
    __________________________________________
    Porém, caro FrancoAtirador, tudo é possível.

    Penso que enquanto não se tiver certeza do que os acelerou nessa aventura doida pra cima da Rússia, nada feito.

    FrancoAtirador

    17 de dezembro de 2014 às 22h16

    .
    .
    Você pode ter razão, Mestre Mário.

    Mas apesar de a Redução de Estoque de Petróleo
    ser relativamente pequena para os United States,
    a verdade é que diminuiu, em vez de aumentar
    – o que seria lógico – dada a alegada superprodução
    de Gás de Xisto* extraído pela Fractação Hidráulica.

    Aliás, essa Técnica de Extração já é proibida em vários países,
    como França e Bulgária, governos locais da Irlanda, Holanda,
    Espanha, Alemanha, Irlanda, República Tcheca, Romênia
    e África do Sul, além de Nova Gales do Sul, na Austrália,
    e até em alguns estados de países norte-americanos, tais como:
    Nova York e Ohio, nos próprios United States, e Quebec, no Canadá;
    todos considerando o risco de contaminação dos lençóis freáticos.

    (http://horadopovo.com.br/2013/04Abr/3144-19-04-2013/P8/pag8a.htm)
    (http://www.cartacapital.com.br/sustentabilidade/brasil-quer-usar-fraturamento-hidraulico-para-explorar-gas-de-xisto)
    (http://www.cartacapital.com.br/revista/775/o-bagaco-da-terra-3728.html)
    .
    .
    *Em inglês: ‘Shale’; e não ‘Share’,
    como constou em comentário anterior.
    .
    .

    Mário SF Alves

    18 de dezembro de 2014 às 13h33

    “Mas apesar de a Redução de Estoque de Petróleo ser relativamente pequena para os United States, a verdade é que diminuiu, em vez de aumentar
    – o que seria lógico – dada a alegada superprodução de Gás de Xisto* extraído pela Fractação Hidráulica.”

    _________________________
    Esse fato, acrescido à questão ambiental como bem lembrado, entendo que, sim, é mais uma evidência.

    Seja como for, continuamos em pleno terreno das hipóteses.

    Resta saber o que determinou essa corrida alucinada, aventureira, mesmo, em direção à hegemonização imperialista do mundo visando a plena dominação dos recursos naturais do Planeta?

    O fantástico potencial de desenvolvimento da economia russa e o formidável potencial de desenvolvimento de países como Brasil? A China? Os Brics?

    Ou, junto a isso, a crise econômica, o esgotamento de potencial de desenvolvimento e respectivo estresse de modelo econômico nos US Sociedade Anônima e na Zona do Euro? Contradições “políticas” decorrentes da lógica matemática que engendrou os derivativos e o consequente risco de perda de hegemonia imperialista no Ocidente?

    FrancoAtirador

    18 de dezembro de 2014 às 23h17

    .
    .
    Mestre Mário.

    Digamos que 1% da Humanidade

    transformou o Planeta Terra

    no maior Latifúndio do Universo.
    .
    .

Roberto de Souza

17 de dezembro de 2014 às 14h51

Vale lembrar que o inverno na Europa esta chegando e da Rússia vai a maior parte de gás para abastecer os europeus. A Rússia deve aumentar o preço do gás para suprir as perdas no petróleo. Os Estados Unidos pune desta forma sua maior aliada. Bem feito Europa, quem manda ser subserviente.

Responder

    Mário SF Alves

    17 de dezembro de 2014 às 16h46

    É… mas se a corda esticar demais e a coisa em nível econômico começar a fugir ao controle, ainda restaria a terrível hipótese de alguém plantar uma bomba tática em algum vazio da Ucrânia visando embaralhar as peças no tabuleiro de xadrez da Rússia, não?

    Mário SF Alves

    19 de dezembro de 2014 às 12h53

    Adequando:

    Em lugar de “alguém” leia-se algo ou alguma coisa comandada por alguém e que em determinadas circunstâncias possa fugir ao controle.

    Até porque gente-gente jamais cometeria uma loucura como essa.

José Souza

17 de dezembro de 2014 às 14h29

O objetivo principal dos EUA é salvar o dólar norte-americano. Os EUA já perceberam que, mais dias menos dias, sua moeda (que não possui lastro) poderá vir a ser questionada como base de trocas no mundo. Há um movimento surdo no sentido de se voltar ao padrão ouro ou considerar o petróleo como lastro para emissão de moedas. Todos os países possuem a necessidade de produzir e vender seus produtos para conseguir dólares para honrar seus compromissos, menos os EUA. Para eles basta imprimir os dólares e contabilizá-los na dívida que já está estratosférica. Isso assusta a todos ao redor do mundo mas não tem solução devido ao poderio bélico desse país.

Responder

Mário SF Alves

17 de dezembro de 2014 às 14h23

1- A China está feliz de comprar petróleo barato, mas seus aliados — a Rússia e o Irã — estão sofrendo severamente…
___________________________
Até aí inteligência aplicada, ou seja: afasta-se a China sem único disparo diretamente contra ela.

2- Os Estados Unidos precisam atingir seus objetivos na Ásia Central ou abrir mão da posição de único superpoder do mundo. É por isso que os formuladores de política dos Estados Unidos embarcaram numa aventura tão arriscada. Não há outra forma de sustentar o status quo que permite aos Estados Unidos impor o sistema dólar ao mundo, um sistema pelo qual os Estados Unidos trocam papel moeda produzido à vontade pelo seu Banco Central por recursos naturais, produtos manufaturados e trabalho duro. Washington está preparada para defender sua extorsionista reciclagem de petrodólares até o fim, mesmo se o resultado for guerra nuclear.
_______________________________
Aí a a porca já torce o rabo.

Qualquer erro ou aventura estratégica contra a Rússia, seja
na Ucrânica, seja no Irã e mesmo na Síria, pode resultar em desastre irreparável. Inclusive ou até mesmo se a China depois de satisfeita em sua necessidade estratégica/turbinada a petróleo a preço de banana, resolver lançar umas bombinhas mais verdadeiras sobre o EI, dos USSA/UE.

Responder

Wladimir

17 de dezembro de 2014 às 12h51

Canalhas de várias bandeiras!

Responder

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