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A proposta de Martin Wolf para regulamentar a mídia britânica


25/08/2011 - 15h57

July 14, 2011 11:25 pm

Aproveitar a oportunidade para reformar a mídia

By Martin Wolf, no Financial Times

Crianças intimidadas cercando o valentão do parque — este é o espetáculo no Reino Unido desde que estourou o escândalo da violação dos telefones pelo [tablóide] News of the World. Como alguém que há muito acredita que a influência de Rupert Murdoch na vida pública do Reino Unido era bastante intolerável, estou encantado ao ver essa reversão de fortunas.  Mas raiva não basta. O Reino Unido precisa aproveitar a oportunidade para rever a estrutura e a regulamentação de sua mídia.

A mídia é um negócio. Mas não é um negócio qualquer. Ela não apenas reflete, mas também modela a opinião pública e assim controla uma imensa influência política. É por isso que ditadores buscam controlar a mídia e políticos democratas buscam usá-la. Uma pessoa que controle uma porção substancial da imprensa e da televisão exerce grande influência sobre a vida pública, sem prestar contas a ninguém. Esta é (ou pelo menos era) a posição da News International, [a empresa] do sr. Murdoch.

Alguns poderiam argumentar que, ainda assim, é melhor deixar a questão da propriedade para o mercado resolver e deixar a questão do conteúdo regulamentada apenas sob os direitos da liberdade de expressão, sujeito apenas às leis da difamação ou da invasão de privacidade. Mas a questão da propriedade, sim, faz diferença. A mídia tem uma relação íntima com o funcionamento da política democrática ou, em outras palavras, com a capacidade das pessoas de desempenharem seus efetivos papéis como cidadãos.

Somos tanto consumidores quanto cidadãos, indivíduos em busca de nossas vidas privadas e participantes da vida pública. Liberais clássicos, que começam por assumir que o papel do Estado deveria ser estreitamente circunscrito, enxergam na mídia não mais que uma arena para gladiadores comerciais. Mas, nas palavras de Aristóteles, o homem é um “animal político”.  Precisamos tomar várias decisões juntos. No Ocidente fazemos isso através de um estado governado pela lei e responsável perante os governados. Assim, este é um governo do debate permanente. A mídia é o forum para a política democrática. E é por isso que ela é importante.

Diversidade de mídia requer diversidade de propriedade. Mas forças econômicas podem gerar um grau de concentração incompatível com a desejável diversidade. Os políticos, assim, acabam rastejando diante dos proprietários da mídia, que controlam a comunicação dos políticos com o público. Nos piores casos, o proprietário de mídia pode de tal forma torcer e distorcer esta comunicação necessária de forma a transformar a vida pública. Eu argumentaria que o populismo direitista da rede Fox fez justamente isso nos Estados Unidos. Isso não deveria acontecer no Reino Unido.

Ainda assim, paradoxalmente, um proprietário poderoso, como o sr. Murdoch, também pode promover diversidade. O Times — um jornal decente — existe hoje por causa das subvenções da News International. Esta necessidade de apoio reflete parcialmente a situação econômica dos negócios jornalísticos, num momento em que a internet devasta os modelos de negócio tradicionais, baseados em publicidade.

Se tratar a mídia da mesma forma que tratamos as mercearias é um erro grave, é igualmente enganoso ignorar o lado econômico destes negócios. A mídia precisa de financiamento. Se os fundos não vierem do mercado, precisam vir de algum outro lugar. Isso, também, cria riscos, e o domínio pelo Estado não é o menor deles. Cada país terá de conseguir seu próprio equilíbrio, alerta para os dilemas, particularmente em nossa era de profunda mudança tecnológica.

O que agora é necessário é um reexame abrangente do papel e da regulamentação da mídia no Reino Unido. Além disso, quaisquer conclusões desta revisão devem incluir um compromisso explícito com novas revisões futuras, para considerar transformações em andamento na tecnologia e no ambiente de negócios. Tal revisão ampla deveria abranger: lei sobre privacidade e difamação; regulamentação da imprensa; concentração de propriedade dentro e através das diferentes mídias; papel do serviço público de radiodifusão; financiamento público da mídia em geral e da produção de notícias em particular.

Minhas posições preliminares são: a privacidade dos sem-poder precisa de mais proteção e os malfeitos dos poderosos, de menos; a reparação por cobertura maliciosa precisa ser mais dura, preservando a liberdade de expressão; regras para a propriedade cruzada da mídia deveriam ser muito mais duras, com a debatida posição da News Internacional tanto em jornais como na televisão descartada a priori; o país deveria continuar a apoiar a BBC através de financiamento estável, porque ela define a noção do bem público; e deveríamos considerar se a coleta de notícias e análises de alta qualidade merecem financiamento público.

Estes são tempos notáveis. Mas eles também são, até agora, em grande parte uma explosão de raiva daqueles que foram humilhados pela imprensa de Murdoch. A investigação de duas partes planejada pelo primeiro-ministro [David Cameron] sobre o escândalo das violações telefônicas e questões relacionados cobre muito, embora nem todo, o campo necessário.

Não basta acertar as contas com o valentão do parque, ainda que os desvios de comportamento dele tenham sido tão escandalosos. É essencial projetar uma estrutura de regulamentação que preserve a liberdade da mídia, que ao mesmo tempo contenha os abusos, inclusive a concentração de poder sem prestação de contas. Os meios de comunicação são muito importantes para serem deixados à mercê de políticos ou juízes. Mas são também muito importantes para ficar sob proprietários dominantes. O Reino Unido tem uma oportunidade de ouro para encontrar um novo equilíbrio. Se isso acontecer, este escândalo ainda pode dar frutos.

PS do Viomundo: Trouxemos este post de volta, com outro título e tradução revisada, por considerarmos o assunto importante neste momento. Sugerimos a releitura.

Leia também:

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43 comentários

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jaime

05 de setembro de 2011 às 21h32

"A mídia é um negócio. Mas não um negócio qualquer." Isso me lembra uma afirmação do Jô Soares, feita em seu programa: a televisão, ora, é apenas mais um eletrodoméstico…

Responder

FrancoAtirador

05 de setembro de 2011 às 21h03

.
.
Então foi daí que o PT copiou essa proposta comunista de controle e censura.

O Financial Times é um jornal subversivo mesmo.

E a Inglaterra não pode ser mais socialista do que é.
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Responder

Reforma na mídia… | Brunofranchini's Blog

05 de setembro de 2011 às 20h21

[…] o próprio blog alega: ”Trouxemos este post de volta, com outro título e tradução revisada, por considerarmos o assunto importante neste […]

Responder

EU, PECADOR, ME CONFESSO A… « Martins Andrade E Você…

05 de setembro de 2011 às 19h28

[…] Do Blog Viomundo […]

Responder

Luís

05 de setembro de 2011 às 16h41

Cadeê o pessoal que fala que regulamentar a mídia é o mesmo que censura?

Responder

Marcio H Silva

05 de setembro de 2011 às 14h45

Chamaram um dia de quarto poder. Atualmente é o primeiro poder. Os Blogs sujos tem que massacrar mesmo este assunto, repetir exaustivamente os diversos pontos de vista do mesmo assunto. Principalmente os Blogueiros que estão sendo censurados judicialmente. E nós, leitores e simpáticos aos blogs sujos, temos que repercutir na internet e pessoalmente para todos que pudermos. Não podemos deixar a minoria dominar a maioria. Tenho discussões homéricas no Facebook por causa da ley de media. Mão não desisto.

Responder

Flávia

05 de setembro de 2011 às 14h19

Bom , pelo menos o PT se manifestou claramente a favor da lei de regulamentação da mídia. E é um partido de peso. Logo o que estamos, nós todos, o povo brasileiro, esperando para nos mobilizarmos em apoio a uma urgente Regulamentação da Mídia? E ao mesmo tempo para apoiar a instituição da Comissão da Verdade? http://www.tijolaco.com/a-faxina-de-uma-angustia/
E os demais Partidos da coalizão, vão ou não vão marchar junto?
Se os argentinos,venezuelanos, equatorianos, bolivianos, nicaraguenses e uruguaios puderam avançar, se os chilenos estão a caminho, porque nós seremos os eternos acomodados medrosos?
Miremos o exemplo do que está acontecendo no Chile. A partir da luta pela volta de uma educação pública de qualidade gratuita – como existia antes da ditadura e foi por ela abolida – todos os movimentos populares( estudantes, operários, camponeses, sem terra, índios mapuches, entidades de professores, etc) se uniram e estão avançando politicamente com rapidez e obtendo vitórias. Hoje 80% ( oitenta por cento!) do povo chileno está com esse movimento que reune tão amplos setores da população. A luta é árdua, com muitos presos, feridos e um jovem estudante assassinado pelos policiais de Piñera. Mas a organização popular se fortalece e nem pensam em recuar.

Textos: http://www.une.org.br/noticias/A-militancia-e-alghttp://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-17596
ler El Clarín do Chile. ( tem um Clarín da Argentina que é a FSP argentina)
Vídeos: http://www.youtube.com/watch?v=TKxfLF9VQJk http://www.youtube.com/watch?v=DnSBIo99p5w

Exemplos não nos faltam.Ficar só criticando o Governo, como se tudo dependesse de canetadas da Dilma,é pueril e faz o jogo do inimigo.

Responder

ZePovinho

05 de setembro de 2011 às 13h40

Pode ser paranóia minha,Azenha.Vc sabe que eu sou neurótico de guerra,mas acabo de assistir no Jornal hoje da Globo que um "vândalo" destruiu uma parte daquela fonte que tem na Praça Navona.A parte da fonte destruída se chama "O mouro".Como sabemos,os mouros eram islâmicos que dominaram a península ibérica por 800 anos.
Será que tem fascismo aí???????

Responder

Rafael

05 de setembro de 2011 às 13h10

Muito bom o texto. E a globo já trava uma batalha contra qualquer mecanismo de controle, piorhá pessoas que não têm qualquer envolvimento com a globo a defendem, claro que pelo ódio que têm do PT ou qualquer partido de esquerda. É urgente para defesa da nossa democracia a regulação da mídia e infelizmente a globo, não só a globo, mas esse conjunto formado por folha, estadão, abril são ameaça à democracia. Não adianta negar a história esses meios cresceram graças ao apoio ao regime militar e hoje sobrevivem pela chantagem política, vejam os contratos sem licitação da abril com o governo do estado de SP, o contrato que a globo fez sem licitação para realização de festa seleção dos grupos da copa. Ou seja a mídia no Brasil já passou a ponto de se infiltrar no Estado. Sem esquecer também o caso da Proconsult, edição debate de 1989. Já é mais que tarde para criar a regulação da mídia em defesa da democracia, de uma verdadeira democracia que sirva ao povo, que defenda os interesses dos trabalhadores, da população em geral, um Estado de bem estar social porque ou é isso ou então viveremos em uma anarquia.

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Carta Maior: Começa o debate sobre o marco regulatório | Viomundo - O que você não vê na mídia

03 de setembro de 2011 às 16h17

[…] Martin Wolf, no Financial Times: Hora de regulamentar a mídia britânica […]

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Independent: Documentos secretos revelam relações carnais com Gaddafi | Viomundo - O que você não vê na mídia

03 de setembro de 2011 às 13h48

[…] Martin Wolf: Aproveitar a oportunidade para reformar a mídia De um liberal clássico […]

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Beto Almeida: As duas derrotas no campo da comunicação | Viomundo - O que você não vê na mídia

29 de agosto de 2011 às 01h01

[…] do Viomundo: Enquanto isso, no Reino Unido, o influente colunista Martin Wolf, do Financial Times prega o fortalecimento do campo público da comunicação! […]

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Zé Dirceu: Denúncia de revista sofre de um problema cronológico | Viomundo - O que você não vê na mídia

28 de agosto de 2011 às 01h27

[…] Martin Wolf: Aproveitar a oportunidade para regulamentar a mídia (no Reino Unido)   […]

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Arno Mayer: Livres da economia, políticos poderão se dedicar às guerras | Viomundo - O que você não vê na mídia

27 de agosto de 2011 às 18h19

[…] Martin Wolf: É hora de uma nova regulamentação da mídia […]

Responder

Zé Dirceu: Repórter Gustavo Nogueira Ribeiro cometeu crime | Viomundo - O que você não vê na mídia

26 de agosto de 2011 às 23h12

[…] Martin Wolf: É hora de rediscutir a regulamentação da mídia (no Reino Unido, ministro Bernardo, … […]

Responder

FrancoAtirador

26 de agosto de 2011 às 09h06

.
.
Liberdade de Imprensa

Por Izaías Almada*, no Escrevinhador

Liberdade de imprensa é chantagear políticos…
Liberdade de imprensa é acusar sem provas…
Liberdade de imprensa é espionar celebridades…
Liberdade de imprensa é defender o cartel da informação…
Liberdade de imprensa é fazer lobby em favor próprio no Congresso Nacional…
Liberdade de imprensa é fazer escutas telefônicas ilegais em Londres
Liberdade de imprensa é inventar escutas telefônicas ilegais no Brasil…
Liberdade de imprensa é extinguir o contraditório…
Liberdade de imprensa é criar fichas falsas…
Liberdade de imprensa é criar factóides para a oposição…
Liberdade de imprensa é a oposição repercutir os factóides…
Liberdade de imprensa é acusar os blogs democratas de “chapa branca”…
Liberdade de imprensa é aceitar e barganhar anúncios do governo…
Liberdade de imprensa é especular hipocritamente com a doença alheia…
Liberdade de imprensa é testar hipóteses…
Liberdade de imprensa é assumir-se como partido político de oposição…
Liberdade de imprensa é denunciar a corrupção dos adversários…
Liberdade de imprensa é fazer vistas grossas à corrupção dos amigos…
Liberdade de imprensa é acusar Chávez, Fidel, Morales e Lula…
Liberdade de imprensa é defender Obama, Berlusconi, Faiçal, FHC…
Liberdade de imprensa é banalizar a violência…
Liberdade de imprensa é disseminar o preconceito e o racismo…
Liberdade de imprensa é vilipendiar, caluniar e fugir para Veneza…
Liberdade de imprensa é inventar bolinhas de papel…
Liberdade de imprensa, no Brasil, é para inglês ver…
Liberdade de imprensa na Inglaterra é para brasileiro aprender…
Liberdade de imprensa é divulgar partes do “relatório” do terrorista norueguês…
Liberdade de imprensa é ocultar o direito de resposta ao MST…
Liberdade de imprensa é manipular a opinião pública…
Liberdade de imprensa só vale para o dono do jornal, do rádio e da televisão…
Liberdade de imprensa é para quem paga mais…
Liberdade de imprensa é apoiar as invasões americanas ao redor do mundo…
Liberdade de imprensa é escamotear os genocídios no Iraque, no Afeganistão…

Liberdade de imprensa é apoiar greve de fome de um único dissidente cubano…
Liberdade de imprensa é jogar sujo contra governos progressistas…
Liberdade de imprensa é acusar sem oferecer o direito de defesa…
Liberdade de imprensa é que nem mãe: só a minha é que presta…
Liberdade de imprensa é a liberdade de se criar novas máfias…
Liberdade de imprensa é dar dicas sigilosas para concorrências públicas…
Liberdade de imprensa, às vezes, se compra com 500 mil dólares…
Liberdade de imprensa é aquela que só vale para os apaniguados…
Liberdade de imprensa é ser arrogante com os pequenos…
Liberdade de imprensa é bajular os grandes…
Liberdade de imprensa é difamar celebridades vivas…
Liberdade de imprensa é enaltecê-las depois de mortas…

A Liberdade de imprensa, tal qual é defendida e praticada nos dias de hoje
pelos setores mais conservadores da sociedade brasileira,
é o apanágio dos ressentidos e a nova trincheira dos hipócritas…

*Izaías Almada é escritor, dramaturgo, autor – entre outros – do livro “Teatro de Arena: uma estética de resistência” (Boitempo) e “Venezuela povo e Forças Armadas” (Caros Amigos).
Publica artigos na coluna Reflexões, no blog Escrevinhador do jornalista Rodrigo Vianna.

http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/reflexoes
.
.

Responder

    El Cid

    05 de setembro de 2011 às 12h07

    É isso aí, FrancoAtirador !! Regulamentação não é censura !!

ZePovinho

25 de agosto de 2011 às 23h51

Digite o texto aqui![youtube eyQyy88t9l8 http://www.youtube.com/watch?v=eyQyy88t9l8 youtube]

Responder

ZePovinho

25 de agosto de 2011 às 22h11

Tem urubu voando de costas em New Jersey,Azenha!!!A ricaiada está convertendo o dinheiro deles em ouro!!!!Amanhã,na reunião do FED,pode ser lançada mais uma Quantitative Easing (a de número 3)- um eufemismo para impressão de dólar sem lastro.É SÓ LIGAR A IMPRESSORA E NÃO TEREMOS DÍVIDAS!!!
http://tv.globalresearch.ca/2011/08/federal-reser

Federal Reserve Admits "We Have No Gold"
Ron Paul
Posted on: August 24, 2011

[youtube 0OkITedQrek http://www.youtube.com/watch?v=0OkITedQrek youtube]

Responder

ZePovinho

25 de agosto de 2011 às 21h36

Joe Wallach não fez a GLOBO.Joe era,apenas,um operativo da CIA que fazia a interface do Marinho com o submundo da política americana.
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/wallach-

Wallach, o homem que fez a Globo
Enviado por luisnassif, qui, 25/08/2011 – 20:31
Autor:
FABIO VICTOR
Por Gilberto Cruvinel

Responder

LuisCPPrudente

25 de agosto de 2011 às 21h35

Então vamos lá, "Ley de Medios", já!

Responder

Regina Braga

25 de agosto de 2011 às 20h34

Dilma foi eleita pela Forbes com a terceira mulher mais poderosa do Planeta…Pois o comentarista do SBT,o Sr J.N.Pinto,num ataque grotesco, de puro machismo,ressentimento,inveja,etc…atacou a Presidenta,de forma vil…Como conviver com uma mídia da idade das trevas?Como conviver com jornalistas ou comentaristas que se comportam como bárbaros? Lei dos Médios,já. Não precisa nem pensar.

Responder

    Rafael

    05 de setembro de 2011 às 13h24

    Regina nesse caso não são comentaristas, a gente vê comentaristas que expressam a sua opinião e eu não quero saber da opinião deles eu quero somente os fatos e eu vou analisar, eu vou julgar e ter a minha postura. Um termo muito utilizado por jornais, revistas é os "formadores de opinião", considero isso extremamente autoritário, é como se dissese que eu não penso que preciso que algum jornalista me diga o que significa cada fato. Se eu julgar errado, se eu tiver uma opinião diferente é problema meu,cada um pensa do jeito que quer, dentro da sua lógica. Espero que um dia acabe esses comentaristas, informação, fatos têm que ser passados sem qualquer manipulação, sem qualquer adaptação. Fiel ao fato, ao acontecimento. Formador de opinião nada mais é que manipulador, se utilizam do efeito manda para influenciar cidadão conforme interesses de seus financiadores.

    Polengo

    05 de setembro de 2011 às 13h49

    Ai, se fosse o serra…

    jaime

    05 de setembro de 2011 às 21h29

    Prezada Regina Braga, mesmo que a Dilma fosse o que sobrou do resto do refugo da escória, quando você olha para o lado e vê um José Nêumanne, e ainda por cima Pinto, não há a menor dificuldade em identificar de onde vem o esgoto. Se eu fosse você, não me preocuparia muito. José Nêumanne poderá vir a ser alguma coisa quando virar Frango…

Bonifa

25 de agosto de 2011 às 20h04

Sobre este assunto não há como puxar a linha para refazer o tricô. A Mídia não é apenas um negócio, restrito à venda do produto e da publicidade. Sem a devida regulamentação, a Mídia é um super-negócio que vende posições políticas e pode encaminhar os rebanhos de cidadãos para a boca dos lobos. Regulamentação séria, obrigações explícitas, punições severas aos infratores. É o que se espera de uma mídia democrática.

Responder

Orlando Bernardes

25 de agosto de 2011 às 19h18

Se encaixa perfeitamente em nossa realidade.

Responder

Gustavo Pamplona

25 de agosto de 2011 às 19h04

Vão sonhando…

Responder

Ernando Peluso

25 de agosto de 2011 às 18h41

Boa Noite,

Olha o artigo serve como uma luva na situação dos meios de comunicação no Brasil. A concentração deste "quarto" poder é muito perigosa. É preciso implementar a Lei dos Meios.

Abraços.

Responder

Pardalzinho

25 de agosto de 2011 às 18h27

Esta questão abordada neste post é de uma importância que, parece-me, a maioria dos comentaristas, inclusive os que combatem o PIG, parece não terem se dado conta. Vejam que hoje foi anunciado que temos o menor desemprego da história (desde que o índice foi criado). Também fomos informados que a Standard & Poors elevou a nota do Brasil. Mas a sensação é a de que o Brasil está afundando, engolfado – apenas no nivel federal – por uma corrupção que o estrangula.

Será que os gringos são tão bobos assim? Elevar a nota do Brasil quando só se fala em corrupção? O que de fato acontece com nossa mídia nessa escalada suicida rumo ao ridículo total? Que tipo de força os respalda nesta insensatez a que se entregaram? Mistério profundo…

25/08/2011 16h08 – Atualizado em 25/08/2011 16h32
Agência eleva perspectiva de nota do Brasil para positiva
Nota em moeda local foi mantida em BBB+, segundo a Standard & Poor's.
Revisão da perspectiva se deve a uma mudança na metodologia.
Da Agência Estado
imprimir
A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) afirmou nesta quinta-feira (25) que revisou a perspectiva para a nota (rating) do Brasil em moeda local de estável para positiva. A perspectiva em moeda estrangeira foi mantida em positiva.

Responder

Robert Fisk: “Eles só conseguem sobreviver pendurados em nossos umbigos ocidentais” | Viomundo - O que você não vê na mídia

25 de agosto de 2011 às 18h07

[…] Martin Wolf: Hora de regulamentar a mídia (no Reino Unido, ministro Bernardo, no Reino Unido……   […]

Responder

oswaldo j. baldo

25 de agosto de 2011 às 17h40

A mídia faz sua (campanha) e a dos políticos com financiamento público desde sempre!

Responder

Hans Bintje

25 de agosto de 2011 às 17h06

O que está em jogo é a capacidade de se reinventar.

Eu sempre me pergunto porque o Azenha, com toda a capacidade que possui, não varia mais os temas do site.

Isso tornaria a parte política ainda mais eficiente. Cito como exemplo o Pepe Escobar, que incorpora temas da arte pop nas ótimas análises que escreve.

A mais recente foi aproveitar uma música do Guns N' Roses, "Sweet Child O' Mine" e reciclá-la no devastador artigo "Sweet Crude of Mine" ( http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/MH26Ak01… ).

Eu não costumo ler o jornal Folha de São Paulo, mas foi impossível deixar de ver as cabras "da peste" do caderno "Comida" de hoje (25/08/2011).

Cabras associadas à pobreza, desprezadas pelo pensamento elitista brasileiro, de repente aparecem bem tratadas, capazes de produzir verdadeiros artigos de luxo.

Mas as cabras "da peste" sempre estiveram do lado da gente. Bastou cuidar delas com carinho e elas retribuiram com ainda mais alegria.

É uma perfeita metáfora do que pode ser feito com o povo brasileiro, com qualquer povo.

Acho que seria legal o Viomundo trabalhar nesse caminho.

Responder

    Cronopio

    25 de agosto de 2011 às 18h10

    desculpe mas a expressão "reinventar" soa péssima para mim. A primeira ressonância que ouço vem do filme dos irmãos Cohen "queime depois de ler", em que uma professora de ginástica inicia uma série de ações sem sentidos ao tentar conseguir dinheiro para "reinventar-se" vendendo dados sigilosos ao governo. Dados que o governo não queria. O resultado do filme é uma série de ações sem sentido conduzidas por imbecis. Acho, no que tange às suas sugestões, que o Azenha precisa, acima de tudo, manter sua postura crítica e respeito à inteligência e capacidade analítica dos leitores. Mas isso é uma decisão deles. Pessoalmente, digo que, a partir do momento em que sentir que o presente site se idiotiza para conquistar mais leitores, deixarei este grupo que acabo de mencionar. Em outras palavras, prefiro ser cabra da peste, que cabrito de madame.

    Giovane Tucci

    05 de setembro de 2011 às 13h05

    Todos os artigos do Pepe Escobar estão sendo traduzidos por um "Coletivo Vila Vudu". São sempre excelentes e estão em muitos blogs. Esse artigo acima citado, por exemplo, está no Blog do Abelha http://oblogdoabelha.blogspot.com/2011/08/308-bru… . O Maria Fro também publica todos os artigos.
    Faz muita falta, no Brasil, melhor jornalismo sobre questões internacionais. Esse é problema histórico: no Brasil, só se lê matéria de agências, sempre norte-americanas e sempre notícias parciais e enviesadas. Entre os blogs, que discutem temas intenacionais, o melhor, na minha opinião é um que se chama Redecastorphoto. O artigo do Escobar, citado acima, também está lá http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/08/pepe-

    Rafael

    05 de setembro de 2011 às 14h07

    As vezes a palavra reinventar nada mais é que dar outro nome para a mesma coisa que já se faz.

Julio Silveira

25 de agosto de 2011 às 16h44

O problema, para o povo atingir esse objetivo, vem do fato que todos os nossos governos inclusive o atual, mas principalmente o atual (que não quer reconhecer essa necessidade para a cidadania), que é visto quase como paria pela nossas "quatrocentonas famiglias" detentoras do direito cartorial de autenticar pedigrees, para não autorgarem uma elite vinda de outra origem e são tratados como filhos bastardos. Geram a sindrome da necessidade do reconhecimento. Percebemos isso no afã de querer agradar quem lhes maltrata desde sempre para ganhar algumas luzes que só vem para reconhecer defeitos. Enquanto isso perdem todos os demais cidadãos.

Responder

    nilda

    25 de agosto de 2011 às 22h47

    Essa sindrome de estocolmo ainda afasta definitivamente a militancia e depois chorem na caminha que é lugar quente.

NilvaSader

25 de agosto de 2011 às 16h33

MÍDIA & PRECONCEITO
Imprensa geograficamente incorreta
Por Luis Fernando Manassi Mendez em 22/08/2011 na edição 656

Estudamos, na faculdade de Jornalismo, que um dos valores da noticiabilidade é a proximidade geográfica com os fatos. Consequentemente, notícias a níveis estadual e nacional terão maior impacto do que uma de fato internacional. Há, todavia, exceções. No dia 11 de setembro de 2001, qualquer relato de caráter nacional, por mais impactante que tenha sido, deu lugar ao atentado ao World Trade Center. Feita a ressalva, o jornalismo, principalmente o telejornalismo brasileiro, parece que desaprendeu lições da academia. http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/vie

Responder

    Giovane Tucci

    05 de setembro de 2011 às 13h16

    Esse negócio de "noticiabilidade", pra mim, é golpe. É parecido com "credibilidade". Noticiabilidade é invenção de curso de jornalismo e, desses, nenhum presta. Claro que, se explodir uma bomba e destruir o Pentágono, há notícia. Mas o que teria mais noticiabilidade? A bomba, o Pentágono destruído, os mortos e feridos, o cara que fez a bomba, o motivo? Vai depender do interesse do dono do jornal.
    "Credibilidade" é o seguinte: o que tem mais credibilidade? Uma notícia enviesada sobre fato acontecido, ou um fato inventado, bem noticiado, apresentado como se fosse, mesmo, fato, mesmo que não seja fato?
    Se alguma faculdade ensina que a proximidade geográfica é fator de noticiabilidade, o que explicaria que, no Brasil, todos acompanhem como se fosse assunto importante, qualquer ventania que vente nos EUA?

Luiz Rogerio

25 de agosto de 2011 às 16h19

E ele nem conhece a mídia do Brasil…

Responder

Fabio Fonseca

25 de agosto de 2011 às 16h18

Fábio Barbosa pode aproximar Abril de Dilma. (E o Cerra?) http://bitw.in/OhO

Responder

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