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Instituto da Cultura Árabe repudia Ana Amélia: “Difusão do discurso do ódio”
Waldemir Barreto/Agência Senado
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Instituto da Cultura Árabe repudia Ana Amélia: “Difusão do discurso do ódio”


19/04/2018 - 22h05

Waldemir Barreto/Agência Senado

Nota de repúdio às declarações da senadora Ana Amélia sobre os árabes

O Instituto da Cultura Árabe repudia veementemente a declaração da senadora Ana Amélia (PP-RS) em sessão do Senado transmitida pela TV que, ao criticar um depoimento da senadora Gleisi Hoffmann sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à rede de televisão Al Jazeera, relacionou a emissora a grupos terroristas.

A Al Jazeera é um dos grupos de comunicação mais respeitados do planeta. Além de praticar um jornalismo que serve de referência, entrevista e promove reportagens com líderes, artistas, intelectuais e ativistas que se identificam com a luta em defesa dos direitos humanos, respeitando a diversidade de opiniões.

Relacionar uma emissora de TV do mundo árabe a grupos terroristas, além de demonstração de desconhecimento em relação aos países árabes, é prática explícita de preconceito racial e islamofobia.

A Constituição brasileira é clara quanto aos delitos de racismo e discriminação e quaisquer formas de sistemas religiosos e profissões de fé. Partindo de uma senadora da República, constitui-se em um constrangimento ainda maior para nossa a sociedade.

O Brasil historicamente é destino de imigrantes de diversas partes do mundo, entre eles, os árabes.

Os imigrantes sempre viram no país um local acolhedor para recomeçarem suas vidas.

Seu legado está presente em todas as áreas do conhecimento e na construção do próprio país.

Temos certeza de que a sociedade brasileira em geral não aceita e não compactua com atos dessa natureza, que incitam crimes de ódio, abrindo-se as portas à barbárie.

O ICArabe, organização autônoma, laica, de caráter científico e cultural, trabalha desde sua concepção para desconstruir esses estereótipos, via promoção e divulgação da rica cultura árabe.

Valorizamos o caminho da harmonia entre as comunidades e entre os povos e o respeito às diferenças. Acreditamos que a integração entre as culturas e o diálogo são essenciais, assim como o respeito aos direitos humanos de todas as pessoas, brasileiras ou não.

O incentivo a práticas preconceituosas, de qualquer natureza, e a difusão do discurso do ódio constituem atos hediondos e instrumentos de fragmentação e de segregação de um povo conhecido em todo mundo por sua união e amabilidade nas relações com todas as etnias de sua constituição.

Diretoria do Instituto da Cultura Árabe

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7 comentários

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Gersier

23 de abril de 2018 às 10h10

Essa senhora aí, que se alimenta de alfafa, não é aquela que “defende os interesses” (o tal lobby que os marinho condenam veementemente, mas dos outros) da famigerada globo em Brasília?

Responder

Julio Silveira

20 de abril de 2018 às 19h55

Francamente? Nunca me enganei com a elite brasileira, saida de um imperio para uma republica mantendo os vicios do imperio. Ana Amelia Lemos não se enganou, premeditou oportunisticamente navegar na mare de imbecis que os golpistas construiram no Brasil do anti PT. E que funciona contra eles proprios, por que também que são as origens do PT, e seu berço. E onde, certamente, ela nunca esteve em sua vida de bela burguesa, mas de infeliz cultura. É herdeira e propagadora da cultura da manutenção do poder como um direito perpetuo hereditário, definido atraves da afirmação de preconceitos, que vão de raças até o de classe social, para se firmar, em cima da aceitação de uma cultura de diferenças pré estabelecidas. Como se tivessemos numa sociedade de formigas programadas, cada uma para exercer seu papel pré determinado pela rainha. Essa gente na verdade trata o humanismo com hipocrisia, para justificarem-se. Justificarem-se como golpistas até dentro dos moldes culturais filosofico religioso que exige humanismo. Mas aceita que seja da boca para fora, aceitando o hipocrita, boquirroto, o exibicionista, camuflado, que aceita a contradição. Que faz da precaução para uma eventual transição dessa vida para um outro momento, introduzido pelos dogmas religiosos, um bom negocio, comum a essa maior parte feita de catolicos apostolicos romanos, rsrsrs. Completamente em dessintonia com o verdadeiro legado cristão da simplicidade, humildade e amor ao proximo, que são ignorados por gente sabotadora do humanismo.
E tem gente aqui no Brasil inocente inutil que adula ideias de Monarquia, não devem perceber ter sido esse, o pior dos conceitos politico filosoficos já firmados pelo homem, e a razão das heranças marcantes de preconceitos que vivemos até hoje, sem perceberem nele, o principio doutrinario de que existam elementos naturalmente superiores, para reinar sobre uma legião de inferiores, independente de qualidades humanas e morais. E dos quais, aos suditos, o populacho, serão eternamente negados os direitos a igualdade, contrariando a propria visão de isonomia que deve existir entre humanos. Pois, como disse, apesar de quererem os do topo da escala social, sem meritos, cleptocratica, venais; nós, cidadão comuns, populares, não temos nada em comum com formigas.

Responder

Cleiton do Prado Pereira

20 de abril de 2018 às 14h54

Esta senhora tem um cérebro de Al Finete e andou comendo muita Al Fafa. Por isto confunde Al Jazeera co IE. Alem de não ter ideia do que seja jornalismo e se diz jornalista.

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henrique de oliveira

20 de abril de 2018 às 09h27

Ana Ameba não passa de “miss” Lagoa Vermelha KKKKKKKKKKKKKKK.

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Humberto Luiz Lima de Oliveira

20 de abril de 2018 às 09h11

Como brasileiro e cidadão do mundo só posso repudiar a enorme estupidez que a ignorância faz esta senhora cometer contra a humanidade e contra a própria educação dos brasileiros. Indivíduos que não se envergonham de serem ignorantes não deveriam estar representando um Estado, uma cidade, um país. Deveriam se esconder. todo o respeito pela humanidade, seja árabe, saxônica, asiática, indígena, não importa sua aparência.

Responder

FrancoAtirador

19 de abril de 2018 às 23h36 Responder

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