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Diário da Resistência


Fracking: Poluindo para se livrar da dependência do Oriente Médio
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Fracking: Poluindo para se livrar da dependência do Oriente Médio


12/04/2013 - 11h26

fracking

por Heloisa Villela

A cor da água, em alguns casos barrenta, em outros, leitosa, não é nada convidativa. Mas as duas jarras de água suja que os moradores de Dimock, na Pensilvânia, me mostraram, preocupados, não provam nada. São poucas.

Por isso a organização Aliança da Pensilvânia por Água e Ar Limpos reuniu uma amostra bem maior: 1.100 jarras de água. Todas contaminadas. Imprestáveis para o consumo. E a PróPublica documentou mil acidentes (vazamentos, incêndios e explosões) no estado de Dakota do Norte, apenas em 2011.

Muita coincidência… Mas a contaminação e os acidentes aconteceram depois que o fracking se instalou nos dois estados.

A tecnologia, criada nos anos 40 pela Halliburton (aquela do ex-vice-presidente Dick Cheney), foi usada de forma experimental nos anos 70. E se tornou uma febre depois do ano 2000, quando o preço do gás começou a subir.

As empresas se valem do fato de não haver regulamentação federal para esse tipo de exploração de petróleo e gás. Cada estado estabelece suas próprias normas. E ainda pior: o governo George W. Bush isentou o fracking das leis federais que regulamentam a qualidade da água e a qualidade do ar no país.

Ou seja, fica tudo por conta de cada estado. E aí, entram os lobistas e o dinheiro. Até mesmo o governador da Califórnia, Jerry Brown, conhecido amigo dos ambientalistas, está tentado.

A chance de encher o caixa do estado com arrecadação de impostos e gerar empregos é muito grande. Na Pensilvânia, alguns moradores que hoje tem uma água escura jorrando da torneira de casa, acusam o governador de ter recebido doações das empresas de fracking para engordar o cofre da campanha eleitoral. E por isso, ter facilitado o uso da nova técnica no estado.

Mas não são apenas os políticos que se encantam com os cifrões. As empresas dão aos donos das terras parte dos royalties faturados. Assim, vão comprando e dividindo a população. O governo federal vai fazendo vista grossa.

A Casa Branca de Barack Obama fez uma opção: diz que contar com os combustíveis fornecidos pelo fracking é melhor do que poluir o ar usando carvão.  Os ambientalistas discordam. Dizem que o metano liberado na atmosfera, na extração via fracking, é pior para o efeito estufa do que o dióxido de carbono que vai parar no ar quando se queima carvão. Sem falar na grande quantidade de água – hoje um bem cobiçado – que o fracking bebe.

O uso dessa nova técnica repete uma característica marcante da cultura americana: fazer primeiro para depois descobrir as consequências. Especialmente quando existe lucro na jogada. É assim com uso de agrotóxicos, sementes geneticamente modificadas, remédios, etc.

A sociedade do hoje não tem a menor preocupação com o amanhã. A não ser para garantir, na marra se necessário, o fornecimento de combustível futuro – vide a guerra do Iraque.

E justamente para depender menos de ditaduras ou países instáveis do Oriente Médio, a tentação de produzir aqui mesmo o que se consome é enorme.

Mas um grupo de seis pesquisadores, das duas costas do país, garante que a autossuficiência é viável sem petróleo ou energia nuclear.  E puseram tudo na ponta do lápis. Publicaram um estudo na revista Energy Policy defendendo que Nova York pode trocar toda a matriz energética do estado até 2030 para usar, exclusivamente, energia produzida a partir do vento, água e sol.

O grupo já fez o mesmo estudo para a Califórnia. “É o maior estado do país”, justificou um dos autores do projeto, o professor Mark Jacobson, da Universidade Stanford, na Califórnia.

Diretor do programa de Energia e Atmosfera da Universidade, o professor Jacobson disse ao Viomundo que o grupo já tem um mapeamento e uma proposta concreta de substituição energética para o mundo inteiro, e para os Estados Unidos em particular.

Eles garantem que o planeta poderia viver apenas com a energia das três fontes renováveis. Mas entendem que “vender” essa ideia tão abrangente seria impossível.

— É bem mais fácil trabalhar na esfera estadual, explicou.

O estudo sobre Nova York chegou na hora certa e não foi por acaso. O governador Andrew Cuomo está na bica de aprovar ou rejeitar o uso do fracking. Até agora, a técnica foi proibida em apenas um estado, Vermont. Maryland está discutindo os riscos e vantagens. Mas Dakota do Norte, Pensilvânia, Ohio e Texas mergulharam na novidade, que a França proibiu.

Em Ohio e Oklahoma, foi preciso suspender temporariamente a exploração em alguns condados, no fim de 2011, porque foram registrados vários tremores de terra. Segundo o geofísico Art McGarr, o fracking está apenas antecipando, forçando tremores que, eventualmente, aconteceriam mesmo.

Geólogos do Observatório Lamont-Doherty, da Universidade de Columbia, montaram um grupo somente para pesquisar se a nova forma de prospecção pode causar terremotos.

Pelo sim, pelo não, voltamos ao estudo das energias renováveis. Os cientistas perguntam se faz sentido arriscar a contaminação dos lençóis freáticos para extrair da terra um combustível que vai acabar de qualquer forma. É apenas uma questão de tempo.

Por que não partir logo para a substituição que será inevitável? O projeto dos cientistas está nas mãos da organização Solutions Project para ser levado aos políticos do estado de Nova York e ao governador Andrew Cuomo. No começo de março, Cuomo adiou a decisão a respeito do fracking, mas prometeu uma resposta em breve.

O professor Jacobson disse que o grupo submeteu todas as fontes de energia a uma análise rigorosa e avaliou primeiro o impacto de cada uma delas no meio ambiente, na saúde da população, no aquecimento global e se oferece garantias de fornecimento de energia a longo prazo.

Os riscos de catástrofes (energia nuclear) e o consumo de água também foram incluídos na análise. As energias hidráulica, eólica e solar saem na frente em todos os quesitos. Por isso os estudiosos partiram para a proposta de substituição completa da matriz energética de Nova York mapeando locais de instalação de turbinas, painéis, tetos solares, etc.

Garantem que para cada milhão de dólares investido na indústria de petróleo e gás, são criados 3,7 empregos diretos e indiretos, enquanto o mesmo investimento nas energias eólica e solar gera entre 9,5 e 9,8 empregos.

Segundo os cientistas, a substituição completa da matriz energética de Nova York, que inclui toda a frota de veículos públicos e particulares, geraria 4,5 milhões de empregos, no processo de substituição, sendo 58 mil deles empregos permanentes.

O professor Jacobson e seus colegas já fecharam o estudo sobre a Califórnia, estão bem adiantados no projeto sobre o estado de Washington e vão detalhar propostas para os 50 estados americanos.

Aqui, em inglês, o estudo completo sobre Nova York.

Aqui, uma explicação sobre o fracking e um filme que trata do assunto.

Leia também:

O fracking e a defesa das reservas de energia da América do Sul

Livro do Luiz Carlos Azenha
O lado sujo do futebol

Tudo o que a Globo escondeu de você sobre o futebol brasileiro durante meio século!

A Trama de Propinas, Negociatas e Traições que Abalou o Esporte Mais Popular do Mundo.

Por Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni e Tony Chastinet



17 comentários

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França confirma proibição da exploração de gás e petróleo por “fracking” Fundação Rosa Luxemburgo

06 de maio de 2016 às 14h49

[…] – Fracking: poluindo para se livrar da dependência do Oriente Médio, por Heloísa Vilela […]

Responder

ANP promove exploração que pode contaminar aquífero Guarani - Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de novembro de 2013 às 23h57

[…] Heloisa Villela: Fracking, poluindo para se livrar da dependência do Oriente Médio […]

Responder

luiz claudio

15 de abril de 2013 às 21h35

Temos o pró-álcool,mas parece que depois que descobriram o pré-sal ele foi relegado a segundo plano,é uma critica minha ao governo de nosso timoneiro-mor o lula,apostemos nas energia renováveis,a natureza levou milhões de anos para retirar todo o carbono da atmosfera,e acondicioná-lo no subsolo,livrando nosso planeta do efeito estufa,e nós seres-humanos estamos liberando-o de novo,estamos assinando nosso atestado de óbito,nossa extinção.

Responder

FrancoAtirador

13 de abril de 2013 às 12h02

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COINCIDÊNCIAS QUE CONSPIRAM A FAVOR DA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

02/04/2013
Reuters, via O Globo

“Incêndio atinge refinaria da YPF na Argentina”

Um incêndio atingiu a maior refinaria da Argentina, controlada pela petrolífera estatal YPF, em La Plata, na província de Buenos Aires, disse um porta-voz dos bombeiros municipais.
A unidade, que está 65 quilômetros ao sul da cidade de Buenos Aires, tem capacidade de refinamento de 188.000 barris de petróleo por dia.

(http://oglobo.globo.com/economia/incendio-atinge-refinaria-da-ypf-na-argentina-dizem-bombeiros-8011842)
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10/04/2013
EBC/AGÊNCIA BRASIL

“Argentina anuncia congelamento dos preços de combustíveis”

O governo argentino anunciou hoje (10) o congelamento dos preços dos combustíveis por seis meses. Trata-se da terceira medida de controle da inflação anunciada este ano. No final de janeiro, o secretário do Comércio Interior, Guillermo Moreno, fez um acordo com supermercados e redes de eletrodomésticos para manter os preços estáveis até março. Faltando dias para o fim do congelamento, o governo renovou o acordo por mais dois meses. A medida foi publicada hoje (10) no Diário Oficial e determina que até outubro serão mantidos os preços de 9 de abril.

11/04/2012
Clarín, via JB

“A YPF precisa de mais dinheiro para importar o combustível que não poderá processar por causa do incêndio na destilaria de La Plata e deverá pagá-los a preços internacionais, muito maiores que os do mercado interno”

(http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/04/11/clarin-contrapoe-dilma-e-kirchner-sobre-inflacao)
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Prato feito para a Folha de S.Paulo deitar e rolar sobre CFK

“Argentina congela preço de combustível durante seis meses”

Medida foi tomada para tentar combater inflação que já chega a 25%, de acordo com as estimativas de analistas (SIC)

Determinação segue congelamento em supermercados e lojas de eletrodomésticos e vai até eleição legislativa

SYLVIA COLOMBO DE BUENOS AIRES

O governo argentino determinou ontem o congelamento dos preços dos combustíveis por seis meses.

A resolução, publicada no Diário Oficial, visa combater a inflação 10% segundo o governo; 25% segundo o setor privado (SIC).

O secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, ameaçou aplicar a Lei de Abastecimento aos que não acatarem a medida.
“É imprescindível ditar uma política para determinar o preço dos combustíveis líquidos, evitando dessa maneira que se produzam desajustes no que devem pagar os consumidores.”

O país foi dividido em regiões –província de Buenos Aires, capital, Patagônia, pampa, Cuyo, noroeste e nordeste– que terão tabelas diferentes.

Os seis meses de validade terminam, justamente, na época das eleições legislativas de outubro, que devem renovar parte do Congresso.

O kirchnerismo luta para manter a maioria nas duas câmaras, num contexto de baixa da popularidade da presidente Cristina Kirchner, atualmente em 36%.

A YPF é a principal atingida, porque abastece 60% do mercado local. As outras empresas afetadas são a Shell (19%), a Esso (9%), a Petrobras e a Oil (6% cada uma).

Segundo fontes do mercado (SIC), a Petrobras encontra-se num processo de venda de parte de suas ações no país. O principal candidato a comprador é o empresário kirchnerista Cristóbal López, que atua também na área de comunicações e é dono de um dos principais canais de notícias 24h do país, o C5N.

SUPERMERCADOS

Há dois meses, por pressão do governo, os supermercados e cadeias de eletrodomésticos chegaram a um acordo e congelaram também seus preços. Segundo a imprensa argentina, há especulações de que o congelamento se estenderia a vários setores.

As medidas surgem no mesmo momento em que os sindicatos estão negociando aumentos salariais. O congelamento torna-se um obstáculo para essas negociações.

Para o secretário da Federação de Distribuidores de Combustíveis e Afins do Centro (Fecac), Raúl Castellano, o congelamento dos combustíveis “vai complicar muito a negociação e trará um cenário conflitivo”. Os sindicatos do setor pediam 30% de aumento, baseados na inflação calculada por consultorias privadas.

A decisão do governo também surge depois do anúncio de que a petrolífera estatal YPF terá de importar 50% a mais de combustíveis neste ano devido a um incêndio em uma de suas unidades (!!!).

Os postos de gasolina independentes também apontaram que o cumprimento do congelamento deve causar um conflito com os trabalhadores.

Rosario Sica, presidente da Federação de Empresários de Combustíveis da República Argentina, diz que será “impossível” segui-lo sem que haja impacto nos salários dos trabalhadores.

Para Martin Lousteau, ex-ministro da Economia, o congelamento promovido pelo governo deve causar ainda mais inflação depois que as eleições passarem, além de levar ao desabastecimento. “A tendência é que os produtos menos rentáveis deixem de ser comercializados, o que prejudicará os consumidores.”

(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/103273-argentina-congela-preco-de-combustivel-durante-seis-meses.shtml)

Responder

FrancoAtirador

13 de abril de 2013 às 01h12

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Nesta quinta-feira, o povo venezuelano mostrou ao mundo que as lideranças políticas são fundamentais, mas que a consciência forjada em 14 anos de revolução bolivariana é a base da formação do principal protagonista do processo político em curso na Venezuela: o Povo.

E foi este povo que ocupou dezenas de quilômetros de ruas e avenidas de Caracas para demonstrar seu apoio irrestrito à revolução, sua lealdade ao Comandante Hugo Chávez e gritar bem alto que

“Chávez, te lo juro, mi voto és pá Maduro!”

(http://comunicasul.blogspot.com.br)

Responder

Hélio Pereira

12 de abril de 2013 às 17h31

Se em terras americanas os cidadãos recebem este tipo de tratamento,imagina quando eles resolverem explorar outros paízes em busca de Petróleo e Gás,sera que vão se preocupar com “Nátivos ignorantes”?
Acho que esta tecnica,pode não ser tão danosa como foi citado na reportagem,mas sem duvida causa danos ao meio ambiente e quando os “GRINGOS” esgotarem seus recursos,não vão vacilar em buscar em outros locais,como nosso Pré-sal por ex.

Responder

    JOTACE

    13 de abril de 2013 às 14h35

    Certo, Hélio, esta é a grande questão pois no Brasil, da forma que se antevê, não haverá freio algum para a avidez das transnacionais. E não só na área do pré-sal, mas da Amazônia também, cujas portas, já abertas, serão definitivamente arrombadas, Nesta região, o prejuízo brasileiro será redobrado, pois os grandes recursos de água doce, serão irremediavelmente poluídos, como está acontecendo em grande escala por todos os Estados Unidos. Como infelizmente sucede no Brasil, o poderoso lobby das transnacionais estadunidenses, ao qual se subordina a grande mídia, afeta todas as áreas do poder naquele país. Para isso é (também) mantida a ignorância da grande maioria do povo às grandes questões que estao levando a nação norte-americana às portas de um grande e já irremediável desastre ambiental. Pois estimulada pelo modelo agrícola e industrial vigentes, a ampliação dos desertos naturais vem ocorrendo em escala cada vez maior, no processo chamado de desertização (formação dos desertos pelo homem). Mas o mesmo modelo, que vinha atuando também como responsável pela poluição das águas de superfície ou dos aquíferos e que cria as chmadas ‘zonas mortas’ no mar, tem sua ação intensificada já de muito tempo pelo fracking. Certo que não é possível mudar a matriz energética de um país a curto prazo. Além disso nos Estados Unidos ela é mantida pelos grandes lobbies do petróleo e do carvão, que impedem o avanço na inrodução em maior escala de outras formas energéticas, como é o caso das energias solar e eólica, ou mesmo no campo dos biocombustíveis. Neste último caso, até com a pirólise da madeira, como o conseguiu a Universidade da Carolina do Norte muito recentemente com a ajuda de supercomputadores nas pesquisas de desdobramento da celulose. No Brasil, não se justifica a adoção do infeliz modelo norte-americano que está levando o país à ruína. Por que agora o fracking? Contudo, com o atual governo submisso que temos ou o do PSDB se vier a ganhar as eleições, só resta mesmo rezar… Abraço cordial do Jotace

Willian

12 de abril de 2013 às 17h10

Fico aqui pensando que fontes de energia os ambientalistas acham viáveis: atômica é perigosa, petróleo polui, hidroelétricas destroem a natureza.

Responder

    Julio Silveira

    12 de abril de 2013 às 18h53

    Willian, o que esses paises pretendem é manter essa matriz energetica pelo maior tempo possivel, por que sabem que mudar essa matriz tem um grande peso economico, e mudar uma estrutuda economia tem peso politico imprevisivel. Tecnologias mais ambientalmente corretas, se voce lê sobre o tema, saberá que já existem. A questão é o cronograma meu caro, os administradores do mundo vão dosando a inserção de novas tecnologias de acordo com o interesse e a agenda deles. As tecnologias lançadas hoje pode ter certeza já é de conhecimento cientifico a pelo menos, por baixo, 30 anos atrás.

Fabrício Barros

12 de abril de 2013 às 15h05

O Fracking não tem nada a ver com o Oriente Médio, nem tampouco é novo. A técnica é usada comercialmente desde o fim da década de 1940, e atualmente em mais da metade dos poços de petróleo do mundo. E ele não possibilita ter uma pequena sobrevida de um dado poço de petróleo, mas sim a uma quantidade enorme de óleo, chegando a dobrar a capacidade. Esse texto, bem como o site anglófono citado, defende aquelas tolices apocalípticas dos ambientalistas (e, talvez, os interesses de quem tencione ganhar dinheiro a vender equipamentos elétricos, como células fotovoltaicas, geradores eólicos etc.), afinal de contas porque atentaram para o ‘fracking’ apenas agora, mais de sessenta anos após o seu uso comercial? Porque ele é o bicho papão da vez? Tem que ser muito ingênuo para crer que os atacam não o fazem a partir dos seus restritos interesses pecuniários e não com o pretexto de termos ‘um mundo melhor’.

Responder

    Julio Silveira

    12 de abril de 2013 às 16h38

    Vá dizer isso para as vitimas apresentadas na reportagem.

    Fabrício Barros

    13 de abril de 2013 às 01h23

    Se os democracia norte-americana permite esse tipo de desregulamentação, azar é o deles. Eles que lutem politicamente para reverter o quadro. Esse tipo de coisa não aconteceria no Brasil, dado que a exploração do subsolo está sujeita à fiscalização federal, sabidamente bem dura.

    Julio Silveira

    14 de abril de 2013 às 14h39

    É Fabricio logo se vê que não vivemos no mesmo Brasil, eu vivo no real aquele em que o sitema publico é escandalosamente corrupto e os orgãos fiscalizadores são escandalosamente fracos.
    E, para ampliar mais as diferenças entre os nossos países, o meu é escandalosamente conhechido pela impunidade.

    Fabrício Barros

    14 de abril de 2013 às 18h21

    Júlio, eu vivo no Brasil e não tenho complexo de vira-lata. A exploração do subsolo e a nossa legislação ambiental são reconhecidas internacionalmente pela sua dureza. O complexo de vira-lata não me tolhe a objetividade. Demais, se está tão ruim, emigre.

Luca K

12 de abril de 2013 às 13h19

Adicionando outras perspectivas ao assunto em tela, recomendo a leitura do artigo do ótimo William Engdahl http://www.voltairenet.org/article177874.html

Aos donos do Viomundo: já se vão 10 anos da criminosa invasão e ocupação estadunidense do Iraque!! Que tal se publicassem algumas matérias sobre o tema?! A invasão – e as sanções antes dela – foi um dos maiores crimes contra a humanidade já cometidas! Me ofereço para indicar alguns bons artigos q vcs poderiam traduzir! rsrs
[]s

Responder

    Nelson

    12 de abril de 2013 às 16h08

    Meu caro Luca K.

    Permita-me sugerir um artigo que li há poucos dias. É de Dirk Adriaensens, membro do comitê executivo do Tribunal Bertrand Russell e do Comitê Organizador Internacional do Tribunal Mundial sobre o Iraque (2003-2005). O artigo foi publicado no sítio espanhol http://www.rebelion.org no dia 25/03/2013 sob o título “2003-2013: Resistencia iraquí, guerra sucia estadounidense y la remodelación de Oriente Próximo”.

    Adriaensens apresenta esse artigo como sendo uma primeira parte de um trabalho sobre os impactos da invasão/ocupação imposta pelos EUA ao Iraque. É um artigo bastante longo, mas vale a pena lê-lo para termos uma visão clara das consequências devastadoras, aterradoras mesmo, da “democracia made in USA” sobre os iraquianos e seu país. Adriaensens nos oferece ainda as razões verdadeiras para a invasão.

    Enquanto isso, dos nossos órgãos da mídia hegemônica e seus (de)formadores de opinião, que apresentam-se como defensores intransigentes dos direitos humanos, não ouvimos nem vimos palavra sobre os crimes cometidos contra o povo iraquiano.

    Luca K

    14 de abril de 2013 às 11h19

    Obrigado pelo link, Nelson!
    Vc está corretíssimo sobre nossa nojenta mídia! Há pouco tempo, li uma matéria na Folha q dava conta q o Iraque tinha melhorado(!!!!) um pouco, “nao o suficiente”, após a invasão! Devemos sempre lembrar tb das sanções criminosas impostas antes da invasão e q dizimaram milhares de iraquianos, principalmente crianças. Obra do democ-Rat Bill Clinton, um gigantesco criminoso de guerra não indiciado.
    Abs


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