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Diário da Resistência


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Fátima Oliveira: A atitude corajosa de Angelina Jolie


25/05/2013 - 15h06

por Fátima Oliveira, em O TEMPO
Médica – [email protected] @oliveirafatima_

Até agora, maio foi pródigo em temas palpitantes da política. Tantos que tive dificuldades em eleger um para abordar hoje.

Eis os assuntos que defini como merecedores de uma opinião: a PEC das Domésticas, que, desde abril, causou, conforme a grande imprensa, uma comoção nacional nos empregadores, revelando apenas quanta gente se dá bem mantendo resquícios de trabalho escravo numa profissão; a importação de médicos estrangeiros pelo Brasil (6.5); “Ipea: Bolsa Família não leva usuário à acomodação” (7.5); “Angelina Jolie torna pública dupla mastectomia preventiva por causa de câncer” (14.5) e “Padilha: ‘Não há consenso sobre eficácia da mastectomia’” (14.5); “Boato de suspensão do Bolsa Família causa movimentação em agências da Caixa” (18.5) e “Governo federal desmente boato sobre suspensão do Bolsa Família” (19.5); e “Sobe para 242 o número de mortos no incêndio na boate Kiss” (19.5).

São assuntos relevantes, que comportam diferentes análises, das sensatas às insensatas. Todavia, diante da impossibilidade de, em um espaço tão exíguo, opinar sobre todos de modo consubstanciado, como cada um requer, assumo a tentativa da abordagem de cada um em outros dias.

Hoje, aproveito para acolher a sugestão de um amigo, colega de trabalho e leitor, o médico mineiro René Coulaud, que, na última sexta-feira, ao telefone, disse-me que eu não poderia deixar “passar batido” a atitude corajosa e pedagógica da atriz Angelina Jolie de retirar os seios para evitar câncer de mama. De fato, a postura da atriz, embora passível de diferentes análises dos pontos de vista sociológico, bioético e médico, em si, foi um ato de coragem admirável.

No editorial “My Choice Medical”, escrito por Angelina Jolie e publicado no The New York Times, ela afirma que a dupla mastectomia preventiva a que se submeteu reduz as possibilidades de “sofrer um câncer de mama similar ao que causou a morte de sua mãe”.

E que a sua decisão foi tomada “após a descoberta de uma mutação genética que aumentaria as probabilidades de ter câncer de mama (87%) e de ovário (50%)”. No editorial, a atriz declarou: “Minha mãe lutou contra o câncer durante quase uma década e morreu aos 56 anos. Ela viveu o tempo suficiente para ver o primeiro de seus netos e pegá-lo em seus braços. Mas meus outros filhos nunca terão a oportunidade de conhecê-la nem a experiência de saber o quanto carinhosa e amável ela era”…

Angelina Jolie afirma que, “ao falar de sua mãe com seus próprios filhos, eles perguntavam se ela poderia sofrer o mesmo. “Eu sempre disse para não se preocuparem, mas a verdade é que tenho um gene defeituoso, o BRCA1, que aumenta drasticamente meu risco de desenvolver um câncer de mama e de ovário”… “Decidi não manter minha história em segredo porque há muitas mulheres que não sabem que poderiam estar vivendo sob a sombra do câncer. Tenho a esperança de que elas, também, sejam capazes de realizar exames genéticos e que, se tiverem um alto risco, saibam que há mais opções”.

Há diferentes opiniões, inclusive médicas, sobre a decisão da atriz, que desejo esmiuçar em uma próxima crônica. Até o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deveria ter tido um pouco mais de paciência para opinar, deu o seu veredicto: “Não há consenso sobre eficácia da mastectomia”. Ora, pitombas (que eu adoro!), vamos combinar: o que mais há em medicina, que nem é ciência nem tem nada das ciências exatas, são dissensos. Só em matemática que 1+1 dá dois! Medicina não é matemática! Ainda bem!

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37 comentários

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Luiz Carlos Azenha

22 de abril de 2015 às 12h29

I believe one of your commercials triggered my browser to resize, you might want to put that on your blacklist.

Responder

Roberto Locatelli

27 de maio de 2013 às 14h22

Há duas questões na atitude de A. Jolie. Uma é o machismo. Comentários como “acabou a Angelina Jolie” ou “pobre Brad Pit”, mostram que algumas pessoas olham a mulher como um corpo, e não como um ser humano.

A outra questão é a mercantilização da medicina e a coisificação do ser humano. Médicos adoram “extirpar”.

Tendência genética é só isso: tendência. Não é fatalidade. E tem mais: se é “genética”, então agora é aguardar para ver em qual parte do corpo Jolie terá câncer.

A medicina só será humanizada numa sociedade socialista. Sob capitalismo, somos mercadoria.

Responder

Eunice

27 de maio de 2013 às 14h18

Carambola!

Não entenderam nada: A angelina pode fazer o que quiser com seu corpo.

Mas a revista Veja não deveria fazer propaganda dessa atitude, até porque ninguém sabe se é isso mesmo.Temos genes pra tudo. Para o bem e para o mal. Assim é feito nosso corpo. Isso não assegura que tendo o gene teremos câncer. Aí está o erro.

Se ela não iria ter câncer, aapós essa dose cavalar de antibióticos e outros bichos para a cirurgia, claro que seu sangue vai virar água podre e ela vai ter cancer sim. E a medicina mercantilista vai ficar muito satisfeita e ganhar muito dinheiro.

Responder

    Eunice

    27 de maio de 2013 às 14h20

    Um cancer a mais nos States não indica que é hereditário. A maioria das pessoas tem, isso, lá. Pois se alimentam de drogas e venenos e hormonios.

    Aqui já está ficando assim.

    Eunice

    27 de maio de 2013 às 14h21

    Afinal, um robô se dá muito bem com essas coisinhas, cirurgias, remédios,

Jane

27 de maio de 2013 às 09h57

Angelina Jolie fez “a coisa certa”. Respeitemos, cada pessoa tem autonomia para valiar o que fazer diante de riscos. O resto é firula, especulação paranóica.

Tia de Angelina Jolie morre de câncer de mama
Irmã da mãe da atriz perdeu a batalha contra a doença na noite desse domingo (26)
iG Gente | 27/05/2013 07:28:13

Tia de Angelina Jolie morre de câncer de mama duas semanas após atriz anunciar que retirou

Morreu nesse domingo (26) a tia de Angelina Jolie , Debbie Martin . Aos 61 anos, a irmã biológica da mãe da atriz perdeu a batalha contra um câncer de mama. De acordo com a revista americana “People”, Debbie foi hospitalizada na quarta-feira (22), na Califórnia.
Angelina não estava com a tia na hora da morte, mas visitou Debbie muitas vezes durante seu tratamento, garante o tio, Ronald Martin . “Ela e minha esposa se comunicavam por mensagem de texto. Era difícil para minha mulher, durante esses últimos meses, se comunicar verbalmente.”
A notícia da morte de sua tia veio duas semanas depois de Angelina Jolie anunciar que se submeteu a uma mastectomia preventiva para retirar as glândulas mamárias. Assim como a tia e a mãe, a atriz era portadora do gene BRCA, causador deste tipo de câncer.
Ainda para a publicação, o tio da atriz parabeniza a coragem da sobrinha. “Por causa do gene BRCA no lado materno da família, Angelina fez a coisa mais inteligente do mundo. É preciso muita coragem para ter seus seios removidos.”

Responder

Berenice

27 de maio de 2013 às 02h05

http://diversao.terra.com.br/gente/,48cd68c03c2ee310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html?fb_ref=FBRecommPluginTerra
26 de Maio de 2013•18h39• atualizado às 18h40

Com câncer de mama, tia de Angelina Jolie entra em coma

Apenas duas semanas após Angelina Jolie ter revelado ao mundo a sua decisão de fazer uma dupla mastectomia para evitar o cêncer de mama, a tia da atriz, que sofre da doença, entrou em coma. As informações são do Sunday People.
Debbie Martin, 61 anos, teve desligados os aparelhos que a mantinham viva na última sexta-feira (24). O marido de Debbie, Ronald, que a acompanha no hospital desde quarta-feira, quando ela foi internada, disse: “ela teve um colapso e nós a trouxemos para o hospital”.
“Eles desligaram os aparelhos e toda a família está aqui segurando a mão de Debbie. Ela é o amor da minha vida”, completou Ronald. “Ela está em coma. É câncer de mama, mas acho que se espalhou por todo o corpo”, finalizou o cunhado Rick Martin.

Responder

Fátima Oliveira

26 de maio de 2013 às 23h26

Complementando: um trecho do Capítulo 7 O CAMPO DE AÇÃO DA BIOÉTICA X TERCEIRA REVOLUÇÃO DA BIOLOGIA, do meu livro “Bioética: uma face da cidadania” (Moderna http://migre.me/eK0AM)

A sociedade precisa ficar alerta e assumir a responsabilidade de decidir o que é bom e melhor para si. Há um fosso entre a curiosidade de grande parte da comunidade científica e as prioridades da sociedade. Como enfrentaremos tal contradição? Urge que coletivamente possamos encontrar meios de demonstrar que as nossas necessidades, em geral, não são as mesmas que movem a “curiosidade” inesgotável de cientistas.
As questões mais candentes de bioética diretamente relacionadas com as decorrências da descoberta da molécula de DNA aparecem na área da hereditariedade, da procriação/“reprodução” e da saúde mental/sistema nervoso/comportamento. Todas precisam de uma análise que as considere como questões imbricadas à industrialização da vida e às idéias que defendem o patenteamento de seres vivos.

Faces Classista, Sexista e Racista do Monopólio do Conhecimento

Imitar a natureza não é invenção. Todas as formas de vida conhecidas são de uma simplicidade exagerada, compõem-se apenas de seis átomos: Carbono (C), Oxigênio (O), Enxofre (S), Hidrogênio (H), Nitrogênio (N) e Fósforo (P). Só uma vida com uma composição química diferente dessa poderia ser considerada invenção.
A constatação de que a vida não é um invento coloca os seres vivos fora do leito conceitual das patentes, contrato entre a sociedade e quem inventa uma novidade de interesse industrial. Ou seja, é uma maneira de a sociedade retribuir a quem pesquisa e consegue produzir uma invenção: o tempo, o saber e os investimentos financeiros empregados na obtenção de um novo produto. Os critérios universais exigidos para patentes são a simultaneidade de invenção, novidade e interesse industrial.
A síntese, a degradação e a associação da matéria viva (biotecnologia) através de erros e acertos remonta aos primórdios da humanidade, mais precisamente desde quando as mulheres inventaram a agricultura. Recentemente (a partir de 1953, data da descoberta da molécula de DNA) os processos biotecnológicos vêm sendo realizados de forma consciente.
Nas biotecnologias tradicionais e nas bioengenheiradas não existe invenção, apenas novidade, e o interesse industrial em geral nem sempre é evidente e imediato. Ou seja, nas manipulações genéti–cas apenas descobrem-se e imitam-se “processos” que a natureza vem realizando há milênios (vide Teoria da Evolução). Descoberta não é invenção.
A engenharia genética e outras biotecnologias SABEM e PODEM muito. Mais do que dizem, mais do que sabemos. Desconhecemos os segredos “guardados” nos laboratórios/“oratórios” de biologia molecular*. As biofábricas “fabricam” desde coisas úteis para a humanidade até armas bioengenheiradas. As bioilhas de edição* e os “filhos da ciência”/bebês à la carte já estão no “mercado”. Esse poder de vida e de morte é controlado pelos países ricos, os donos desses saberes.

Implicações Políticas e Sociais

Na atualidade as patentes são a matriz do enfeudamento dos saberes tecnocientíficos, pois a monopolização desses conhecimentos é essencial para a sobrevivência do capitalismo. Logo, não é à toa nem por razões humanitárias que a ideologia neoliberal, hegemônica no poder político capitalista, defende — a ferro e fogo — patentes para TUDO; posto que elas garantem “mercados” com muita segurança, estabelecem barreiras contra a difusão do saber e criam feudos de conhecimento tecnocientífico.
A concentração desses saberes no Primeiro Mundo cerceia o direito de aprender dos países pobres, pois até a socialização do conhecimento (transferência de ciência e tecnologia) é feita conforme a “boa vontade” de seus donos. Entre EUA, Japão e Comunidade Econômica Européia essa transferência (venda) é realizada via as chamadas “alianças estratégicas”, e desses países com os demais, através de “acordos estratégicos”. São terminologias que falam por si.
Vejamos o que Vandana Shiva e Mira Shiva dizem em seu artigo “Traiçoeiramente contra a nossa vontade”:

“(…) Há um conflito de interesses evidente entre aqueles que querem proteger os lucros e aqueles que querem proteger a vida. As patentes e os direitos de propriedade intelectual estão no centro da proteção aos direitos aos lucros. Os direitos humanos estão no coração da questão das novas tecnologias que estão expandindo o domínio e a direção da acumulação do capital e introduzindo novos riscos e perigos para os cidadãos.
A universalização das leis de proteção à vida é um imperativo ético (…) As leis de proteção aos direitos de propriedade privada, especialmente aqueles referentes às formas de vida, não podem e não devem ser impostas globalmente e precisam ser freadas.
O duplo critério existe também quando se vai do lucro privado para a responsabilidade social pelos custos aos danos ambientais. Quando o patenteamento da vida está em questão, argumentos como ‘novidades’ são usados. Novidade deveria significar que o objeto do patenteamento é novo, resultante de um processo inventivo e não de algo que já existia na natureza. Por outro lado, quando se trata da legislação de salvaguarda, o argumento desliza para a ‘semelhança’, estabelecendo que os organismos geneticamente engenheirados são pouco diferentes dos organismos parentais.
O fato de se ter uma lei para a responsabilidade ambiental e outra para os direitos de propriedade é uma expressão de duplo critério. Esse tipo de critério é ilegítimo e eticamente injustificável, especialmente quando se trata da vida.”

As biotecnologias precisam de uma regulamentação que, em primeiro lugar, atenda ao controle social e à ética dessas “coisas novas”; em segundo, que seja capaz de frear práticas racistas, sexistas, genocidas e bélicas; por último, que garanta compensação financeira a quem pesquisa e descobre. É evidente que tais princípios são incompatíveis com o sistema de patentes. Defendemos uma legislação especial que contemple essas questões em conjunto.

É Preciso Resistir

Parte fundamental da luta de resistência em defesa da espécie humana é tornar o conhecimento tecnocientífico acessível às pessoas comuns, como elemento necessário ao exercício da cidadania social e política. Para tanto, urge que encontremos meios de decodificar a linguagem científica, notadamente na área da genética, em especial porque o Projeto Genoma Humano (PGH) e o Projeto da Diversidade do Genoma Humano (PDGH) gerarão saberes que aumentarão muito o biopoder, bem como sofisticarão bastante as técnicas de opressão. Colocar esses conhecimentos ao alcance das pessoas não especialistas está na ordem do dia, pois ao compreendê-los elas poderão decidir, com conhecimento de causa e segurança, quais os caminhos a eleger para o futuro da humanidade.
É emergencial que a sociedade trate de redefinir a sua postura e o seu relacionamento com a ciência (comunidade e instituições científicas públicas e privadas), buscando elaborar mecanismos de controle social e ético sobre o que estão fazendo os “deuses da ciência” e os países que monopolizam esses saberes. E que, ao fazer isso, procure entender que a ciência não é neutra, bem como está prenhe de esperanças e ameaças. O recorte classista, racista e sexista nas rotas de pesquisas em geral tem sido a regra da produção científica sob as rédeas do capitalismo.

Responder

Fátima Oliveira

26 de maio de 2013 às 23h01

Obrigada a quem empregou o seu tempo para ler o artigo e fazer comentários. Aprendo muito com todos os comentários: elogios, críticas e novos aporte. E gosto, pois escrevo para tocar as pessoas.

Apenas para ilustrar, um trecho do Capítulo 1 .OS DESAFIOS DAS DOENÇAS, do meu livro “Bioética: uma face da cidadania” (Moderna http://migre.me/eK0AM)

As doenças representam, em toda a história da humanidade, um desafio. E a “arte de curar” é o centro da medicina ocidental. As “corridas” da medicina visam a cura. A impotência de profissionais da saúde diante de doenças incuráveis torna a busca de novos meios diagnósticos e terapêuticos tarefas centrais. Neste capítulo demonstramos os desafios atuais do câncer, da aids e da saúde mental e suas implicações bioéticas
………………
O Câncer

O câncer é uma doença originada pela multiplicação exacerbada de células que perderam o padrão de normalidade. Uma célula “cancerosa” é uma célula “enlouquecida”, descontrolada. Conhece-se pelo menos cerca de uma centena de tipos de câncer, que acometem qualquer tipo de célula, de qualquer tecido ou órgão.
Comenta-se que a incidência de câncer está aumentando muito e que isso se deve aos problemas inerentes à complexidade da vida urbano-industrial. Sabemos, no entanto, que essa é uma doença muito antiga. Foram encontrados indícios dela em fósseis de dinossauros, e antigos documentos egípcios e gregos fazem referência a processos cancerígenos.
Até hoje não se sabe exatamente como surgem (o que causa) os diferentes tipos de cânceres, entretanto muitas “causas” (fatores que o desencadeiam) já foram identificadas. Para alguns cânceres, acredita-se que as causas são psicossomáticas (sobretudo estresse); fatores genéticos (“defeito”, predisposição biológica; mutações); alimentos (gordurosos; sem fibras; com aditivos químicos, como conservantes e corantes); hormônios; poluição ambiental; radiação, ou algum mecanismo físico que provoque “irritação” na célula. Para outros, o câncer é desencadeado por um vírus.
Em janeiro de 1975 foram descobertos os oncogenes — genes que, quando estimulados, desencadeiam o crescimento desordenado de uma célula, processo preliminar do câncer. Na metade da década de 1990 já se conhecia cerca de setenta tipos de oncogenes.
Em 1990 foi descoberto que o cromossomo* 17 das pacientes com câncer de mama e de ovário apresentava alterações. Esse estudo foi realizado pela geneticista Mary-Claire King, da Universidade da Califórnia, EUA. Em 1994 localizou-se o gene BCRA1, que nas mulheres com câncer de mama apresenta algumas modificações.
Existem dados demonstrando que 5% das mulheres que desenvolvem câncer de mama nascem com o BCRA1 alterado. O que é significativo, pois sabemos que uma em cada oito mulheres no mundo desenvolve esse tipo de câncer. Em 95% dos casos as alterações aparecem depois e estão relacionadas a fatores como radiações, alimentação, emoções intensas. As pesquisas indicam a existência do gene BCRA2. Tais descobertas apontam para uma provável predisposição biológica, portanto de forte componente genético, pelo menos para alguns tipos de câncer.
Para a grande maioria dos cânceres não existe ainda uma certeza de cura. Um terço deles são curáveis com êxito na fase inicial.
O câncer, como qualquer doença ainda incurável ou de cura incerta, possui conotações éticas profundas, sobretudo porque, em geral, conduz as pessoas ao estágio de “doença terminal” e ao enfrentamento “cara a cara” dos dilemas da “morte e do morrer”.

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“Bioética: uma face da cidadania, Fátima Oliveira
(Moderna http://migre.me/eK0AM)

A bioética chegou ao século XXI consolidada como um pólo de reflexão e de luta pelos direitos humanos, da ampliação da cidadania e de delegação de responsabilidade e de poder à sociedade para desenhar o caminho e o cenário que interessam a si e às gerações futuras. Nesta segunda edição, atualizada e ampliada, a autora mantém a principal característica de sua obra – uma visão panorâmica da bioética que possibilita a pessoas não iniciadas entender as singularidades da ética da vida. A novidade é a enfâse nos antigos e novos conflitos das biociências, que tanto causam indignação, sofrimento, encantamento e sedução quando o que está em debate é a dignidade da pessoa e suas múltiplas vulnerabilidades diante da ciência, da assistência e da pesquisa em saúde.
http://migre.me/eK0Q7

Responder

    alexandre moreira

    27 de maio de 2013 às 11h23

    Fátima. Já muito comentei sobre esta publicação da Atriz, “figura pública” Angelina Jolie.
    De fato o que temos?
    Números e probabilidades com forte apoio em evidências científicas.Com isto, a decisão da atriz pareceu radical, mas,aquela que “no lance de dados” da vida “imperfeita” lhe daria maior chance “científica” de sobreviver a uma “quase” inevitável loteria do previsível que seu DNA lhe contemplou.Então, quanto a escolha “individual” num debate inicial nos parece que com suas circunstâncias pessoais foi a escolha “certa”. Pelo menos os seios o cancer só atacaria o silicone …que é intercambiável.
    O que de toda esta divulgação me parece fora do lugar?
    Quem divulgou, por que e principalmente Como.
    Quem divulgou não foi a pessoa angelina mas a figura pública, heroína feminista, mãe de todas, sexualidade carnuda e Seios Troféus do imaginário hollywoodiano que num gesto de absoluta coragem vem publicamente exorcizar sua quase auto imolação pública dos consagrados troféus num ritual bizarro de “fé” na ciência publicizada; por que enfrentar os 13% de chance de não ter a doença seria um ato de covardia não é mesmo?
    Aí entramos no Como. O que estamos publicizando, é um ato radical, numa doença muito específica de um cenário bastante restrito de pacientes e, dando a ela um caráter de show de rock catártico. Mal comparando é como fazer um show de circo de pulgas para 70 mil pessoas!
    Aí o que ficou mais importante?
    O circo de pulgas em si ou as 70 mil pessoas que talvez saibam que o que aconteceu ali foi a exposição do grão mágico do pé de feijão que leva ao castelo do Gigante?!
    Qual a consequência de tudo isto ?
    Você é da área de saúde e deve saber das consequências da excessiva medicalização do parto no Brasil que traz mais males que bens para mães e bebes. Este cenário se deu em consequência de uma condição equivocada de publicidade de “invervenções médicas sauvadoras”. Por isto sabemos das dezenas de milhares de operações cesarianas praticadas sem necessidade e, mais grave, praticadas de forma quase que “cosmética” diante do terror que foi imposto pela maioria da classe médica diante deste evento natural e fisiológico que é o parto através da publicidade equivocada.
    Assim, quando uma figura pública, com todo seu peso e “eficácia” publicitária vem a público, desta FORMA heroica, fazer esta apologia de um procedimento “salvador” para uma parcela tão específica que pode como consequência desencadear uma “tendência”, ancorada na cultura do medo e não da evidência científica gerar equívocos trágicos eu não ficaria tão feliz assim como o Título do seu post, lembrando que a operação plástica de seios goza de certa popularidade principalmente nos EUA.
    Não há eficácia do procedimento se desencadeia não a cura, mas a disseminação do medo e a eliminação perigosamente “cosmética” dele.
    Não Angelina não deveria ter divulgado desta forma. Não é coragem, é medo e, muito sincero.De fato, tenho pena dela e desta expiação pública que ela tenta fazer para superar sua tragédia pessoal. Do ponto de vista da doença e do procedimento médico, o tipo de publicidade foi equivocado, exagerado e manipulado dramaticamente.
    No final o que temos que discutir é se foi a forma adequada de expor esta informação para o bem de quem eventualmente tivesse que ter de fazer o mesmo procedimento.
    Quanto lucratividade das ações da firma que tenta deter a patente do DNA da doença…bem isto é só mais um efeito colateral(intencional ou não) da FORMA pela qual se decidiu dar PUBLICIDADE deste procedimento médico brutal que evidencia nossa infeliz incapacidade de ainda não conseguir lidar com esta doença de forma menos “deselegante”.

Mário SF Alves

26 de maio de 2013 às 22h16

O tema é oportuno. E, convenhamos, a atitude da atriz ao divulgar a decisão foi, no mínimo, inusitada. Fez ver ao mundo inteiro que Hollywood também sangra; que é feito de gente de carne e osso. De gente transformada em deuses, mas, ainda assim, gente de carne e osso.
__________________________________

Muito bem, Fátima.

Responder

Alberto

26 de maio de 2013 às 21h05

“Meu corpo me pertence” é uma frase alicerce do feminismo, se não estou enganao.
O corpo de Angelina Jolie a ela pertence. Vamos respeitar suas decisões e PONTO. FINAL.
É uma vergonha quem acha que não deve respeitar as decisões de Angelina Jolie sobre o próprio corpo. O ministro Padilha deveria ter ficado CALADO! A decisão de uma mulher sobre o seu corpo tem de ser respeitada, pois o corpo é dela!

NOSSO CORPO NOS PERTENCE
FOLHA DE SÃO PAULO
13/03/2012
MIRIAN GOLDENBERG

Nosso corpo nos pertence

Que tal pararmos de esconder nossos corpos e nos libertarmos de pressões sociais que ainda nos aprisionam?

No final dos anos 60, as feministas norte-americanas queimaram sutiãs em praça pública para protestar contra a dominação masculina. Elas gritaram: “Nosso corpo nos pertence”. Não sabemos se houve realmente a queima de sutiãs, mas o poder dessa imagem é tão forte que, até hoje, simboliza a luta contra a opressão das mulheres.

Leila Diniz, em 1971, exibiu a barriga grávida de biquíni na praia de Ipanema. Até então, as grávidas escondiam as barrigas em roupas largas e escuras. A barriga grávida de Leila Diniz representa a mesma mensagem: “Meu corpo me pertence”.

Quase meio século depois desses dois eventos libertários, como as brasileiras se sentem com seus corpos?

Uma psicanalista de 59 anos afirma: “Muitas mulheres, inclusive as mais jovens e magras, não usam biquínis ou shorts porque sentem vergonha das celulites e estrias. Deixam de ir à praia, festas e até de trabalhar quando se sentem gordas ou feias. Só fazem sexo de luz apagada. Colocam uma lente de aumento nas imperfeições e são cegas para todo o resto. Algumas estão viciadas em cirurgias plásticas, botox, preenchimentos. Outras passam a vida inteira reféns de regimes malucos”.

Ela constata um enorme sofrimento em função da busca do corpo perfeito. “As mulheres estão obcecadas com a aparência e têm pânico de envelhecer. O pior é que elas são muito mais cruéis com a aparência feminina do que com a masculina. Dizem que os homens ficam charmosos com rugas e cabelos brancos, mas são extremamente críticas com as mulheres que engordam e não pintam os cabelos.” Ela conclui: “É a verdadeira prisão do século 21”.

Simone de Beauvoir disse que só existe uma saída para as mulheres: elas devem recusar os limites que lhes são impostos e procurar abrir para si e para as outras mulheres os caminhos da libertação.

O Dia Internacional da Mulher provoca uma reflexão: o que estamos fazendo, no nosso dia a dia, para deixar de ser coniventes com a imposição de um modelo de corpo que exclui a maior parte das brasileiras?

Por que não resgatamos o famoso slogan feminista “nosso corpo nos pertence” e nos tornamos protagonistas de uma nova revolução? Que tal pararmos de esconder nossos corpos e nos libertarmos das pressões sociais que ainda aprisionam as mulheres brasileiras?

Responder

    Marta D.

    26 de maio de 2013 às 21h49

    Todo o meu apio ao comentário do Alberto. Nota mil.

Berenice

26 de maio de 2013 às 17h17

Faço minhas as palavras de Fátima Oliveira. A decisão de Angelina Jolie não foi fácil. Mas ela conseguiu fazer a coisa certa. As especulações de muitos comentários aqui são apenas especulações. Nada mais.

Responder

Betinho

26 de maio de 2013 às 16h58 Responder

Laís Almada Cordeiro

26 de maio de 2013 às 08h32

Minha escolha médica

Angelina Jolie

MINHA MÃE lutou contra o câncer por quase uma década, e ela morreu aos 56 anos. Ela aguentou o suficiente para conhecer e segurar o primeiro dos seus netos. Porém, meus outros filhos nunca terão a chance de conhecer ela, nem saber o quanto ela era amorosa e graciosa.

Nós sempre falamos da “Mamãe da Mamãe”, e eu me pego tentando explicar a doença que a levou de nós. Eles me perguntaram se o mesmo poderia acontecer comigo. Eu sempre falei para eles não se preocuparem, mas a verdade é que eu carrego um gene defeituoso, BRCA1, que aumenta em muito o risco de eu desenvolver câncer de mama e/ou de ovário.

Meu médico estimou que eu tenho um risco de 87% de risco de câncer nas mamas e 50% de risco de desenvolver câncer de ovário, apesar do risco ser diferente para cada mulher.

Apenas uma fração dos casos de câncer de mama são resultado da herança genética. Aqueles com defeito no BRCA1 têm em média 65% de risco de desenvolvê-lo

Quando soube que essa era minha realidade, decidi ser proativa e minimizar meus riscos o quanto eu pudesse. Decidi em fazer uma dupla mastectomia preventiva. Comecei pelos seios por meu risco ser maior que o câncer de ovário, além da cirurgia ser mais complexa.

Em 27 de abril acabaram os 3 meses de procedimentos médico que a mastectomia envolvia. Durante esse tempo eu mantive o segredo e pude continuar com meu trabalho.

Agora estou escrevendo sobre isso porque espero que outras mulheres podem se beneficiar da minha experiencia. Câncer continua a ser uma palavra que incita medo dentro do coração das pessoas, e produz um profundo sentimento de impotência.

Meu tratamento começou dia 2 de fevereiro com um procedimento conhecido como “atraso mamilar”, que restringe a doença aos ductos mamários atrás dos mamilos e aumenta o fluxo sanguíneo na área. Isso causa alguma dor e muitos hematomas, mas aumenta a chance de salvar o mamilo.

Duas semanas mais tarde eu enfrentei a cirurgia maior, na qual o tecido mamário é removido e expansores para preencher seu lugar são colocados. A cirurgia durou 8 horas. Você acorda com drenos e os expansores em seus seios. O sentimento é o de estar em um filme de ficção científica. Alguns dias depois, você pode voltar a sua vida normal.

Nove semanas depois, a última cirurgia foi realizada para a reconstrução dos seios com os implantes. Não houve muito avanço nesse procedimento nos últimos anos, e o resultado pode ser belíssimo.

Eu quis escrever isso para falar para outras mulheres que a decisão em fazer a mastectomia não foi fácil. Porém é uma decisão que estou muito feliz de ter tomado. Minhas chances de desenvolver câncer caíram de 87% para 5%. Eu posso dizer para minhas crianças que elas não precisam ter medo de me perder para o Câncer de Mama.

É tranquilizador saber que ele não verão algo que os deixe desconfortáveis. Eles podem ver minhas pequenas cicatrizes e pronto. Todo o restante é apenas a mamãe, a mesma que ela sempre foi. Eles continuarão a saber que eu os amo e eu farei de tudo para estar com eles o tempo que eu puder. Nota pessoal: Eu não me sinto nem um pouco menos mulher. Me sinto empoderada pois fiz uma escolha difícil que em nenhum momento diminuiu minha feminilidade.

Sou tão afortunada em ter um parceiro, Brad Pitt, que é tão amoroso e solidário. Então, para todos que tem uma esposa ou uma namorada que esteja passando por isso, saiba que você é uma parte muito importante nessa transição. Brad foi comigo ao Pink Lotus Breast Center, onde fui tratada, em todos os minutos das cirurgias. Nós arrumamos tempo para rirmos juntos. Nós sabíamos que isso era o certo a fazer para nossa família, e isso poderia nos aproximar muito. E aproximou.

Para qualquer mulher que esteja lendo isso, espero que isso a ajude entender que você possui opções. Eu quero encorajar todas as mulheres, especialmente se você possui histórico de câncer de Mama ou de Ovário, a procurar informações e especialistas que podem ajudá-la nesse aspecto da sua vida, e a fazer a melhor decisão informada.

Eu sei que existem muitos médicos que estão trabalhando em uma alternativa a cirurgia. Meu próprio tratamento sera dividido no site do Pink Lotus Breast Center. Espero que possa ajudar outras mulheres.

O Câncer de mama mata 458 mil pessoas todos os anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, principalmente em países mais pobres. É uma prioridade assegurar que mais mulheres possam ter acesso aos testes genéticos e tratamentos que salvam vidas, não importando os meios e o senário, em qualquer lugar. O custo para testar o BRCA1 e o BRCA2 é mais de 3000 dólares nos Estados Unidos, por isso permanece um obstáculo à muitas mulheres.

Eu escolhi não manter segredo sobre a história porque existem muitas mulheres que não sabem que elas podem estar vivendo sob a sombra de um câncer. Espero que elas possam, também, ter seus genes testados para que em caso de positividade decidam a partir de suas opções.

A vida vem com muitos desafios. Aqueles que não devem nos assustar e aqueles que dominamos e tomamos o controle.

Angelina Jolie é atriz e diretora.
New York Times.
http://www.academiamedica.com.br/aprendendo-com-angelina-jolie-sobre-decisoes-medicas-dificeis/

Responder

Lu Witovisk

26 de maio de 2013 às 08h12

Não é possível que não te pareça estranho, que alguém com tanto $$, parta para a mutilação prévia. Conheço mulheres que fazem acompanhamento de “carocinhos” há anos e até hoje estão saudáveis e com suas mamas.

Pelo menos o Padilha foi sensato.

Responder

    Marta D.

    26 de maio de 2013 às 21h47

    O ministro Padilha quase nunca é sensato, uma pena que ele seja assim. Fala demais. Não escuta quase nunca. Só ele fala.
    Agora desandou mais ainda, com essa conversa que é ele o candidato do PT a governador de São Paulo. E desandou porque é um ministro que não cinseguiu imprimir uma “marca dele” no Ministério da Saúde, que não fossem as trapalhadas que criou, primeiro com a Rede Cegonha e foi detonado pelas feministas, obrigando á presidenta Dilma até colocar no Ministério da Mulher a feminista Eleonora mennicucci, com a finalidade de acalmar os ânimos e de dar alguns LIMITES no Padilha no que se refere à saúde da mulher, porque o cara é puro Vaticano.
    Agora nos últimos dias ele tentou trazer, primeiramente 6 mil médicos cubanos, agora médicos estrangeios de qualquer parte, como uma grande jogada de dizer que era para coloccá-los nos lugares que os médicos brasileiros não querem trabalhar, nas periferias das grandes cidades e em cidadas remotas. Assim teria o slogan de “o ministro que levou médicos para os pobres”.
    Slogan perdido, tantas as confusões que ele criou.
    Criou confusão pra todo lado porque o argumento dele é mentiroso. Os médicos brasileiros querem empregos de verdade e não contratos temporários, com prefeituras que se sentem donas dos médicos e mandam médicos embora por qualquer cara amarradado prefeito.
    Alegam que há prefeituras pagando 25 mil por mês a médico e não arruma. Claro que não arruma e nem vai arruma. @5 mil mensais qualquer médico que não seja preguiçoso ganha isso em qualquer capital. Então por que vai para o interior ser capacho de prefeito e com o risco de ser mandado embora a qualquer hora?

Lu Witovisk

26 de maio de 2013 às 07h58

Seria coragem, seria talvez admiravel SE não houvesse o lado do mercado. SE não houvesse o interesse em que as ações da Myriad Genetics subissem. SE não estivesse no STF dos EUA o processo para patentear o gene… São tantos SE, que é melhor vcs lerem o que postei aí embaixo. Eu não duvido nada do jogo sujo do mercado. Quem tiver mais experiência em saber se é verdade ou mentira, poderia dar uma olhada nisso aqui:

“Talvez alguns tenham percebido a sincronicidade entre as notícias sobre a clonagem de um embrião humano com o anúncio de Angelina Jolie de que ia remover a mama como prevenção ao surgimento de um câncer.

Há muito tempo se sabe que esta bela atriz, filha (não reconhecida até a maioridade) do ator Jon Voight, que é um ativista da elite, a utiliza em campanhas de imagem da ONU, enquanto participa no perverso think tank do Council of Foreign Relations (CFR).
Há dois días, enquanto Obama enfrenta uma séria acusação de ter participado no ataque à embaixada USA em Bengasi, Líbia – Angelia Jolie consegue a primeira página da imprensa mundial ao anunciar que tinha removido as mamas porque uma corporação especializada em genética, após estudar sua árvore genealógica, decidiu que possui 87% de possibilidades de desenvolver câncer de mama!

Pois bem, demoramos um pouco em interpretar o verdadeiro significado desta decisão, e têm a ver com a outra notícia que aparecia no mesmo dia: o anúncio da clonagem do primeiro embrião humano coincide com uma pronta decisão do Supremo Tribunal norteamericano sobre a legalidade ou não de patentear genes humanos. De fato, o que está em litígio é se a corporação radicada em UTAH, a Myriad Genetics, pode patentear os genes ASSOCIADOS COM O CÂNCER DE MAMA E O DE OVÁRIOS: BRCA1 e BRCA2, respectivamente, que serviriam, segundo eles, para regenerá-los.

Acho que nem é necessário que seja explicado onde isto nos levaria, já que o mesmo ocorreu com as sementes transgênicas da Monsanto: em definitivo, as companhias acabariam conseguindo a propriedade do corpo humano, porque nos transformariam em seres transgênicos e eles teriam a propriedade da regeneração. Não é nada exagerado comparar isto com os aberrantes cartuchos de tinta de impressora: como a companhia possui as recargas, você terá de pagar por ela.

Mas é claro, é necessário “vender” esta aberração como se fosse um progresso que os “conservadores” te impedem de conseguir, e para isso está Angelina Jolie, óbviamente. Querem converter a patente dos genes num tema que afeta os “direitos das mulheres”, como antes fizeram com o aborto, e aqui entra o “efeito emocional Angelina Jolie”, que empatiza com os homens e com as mulheres.

Nada estranho o assunto Angelina Jolie aparecer no New York Times, as ações da Myriad Genetics, “proprietária desses genes” subiram 3%, mas durante a semana aumentaram 52%! Não por acaso, se calcula que esse mercado poderia significar 3 bilhões de dólares nos próximos anos porque os testes custam entre 3.000 e 4.000 dólares.

O assunto é que, segundo relata Mike Adams em Infowars, 87% do perigo que contaram à Jolie é uma estimativa manipulada, a partir de velhas estatísticas sobre uma população mal segmentada.

A “política pré-crime” de Minority Report aqui se converte num “pré-diagnóstico genético”: ou seja, te avisam antes de que adquira a doença, em base a suas próprias, e interessadas, estimativas.

Segundo o autor do referido artigo, a mutação do gene BRCA1 pode ocorrer a uma de cada 600 mulheres e é dessa porcentagem (0′125-0′25) que um 56% (e não 78%) as que podem desenvolver câncer.

As estatísticas estão, portanto, manipuladas!

No dia seguinte à publicação deste anúncio, Jolie anunciava que seria melhor também remover os ovários, justo o outro gene sobre o qual o Supremo Tribunal irá se pronunciar. Alguma dúvida?”

Responder

    Carina

    26 de maio de 2013 às 09h26

    Ora LU, a sua conspiração diabólica é apenas uma hipótese bem trabalhada. Sim, ela foi corajosa. Quanto ao mercado, a corrida para patenteamento de material biológico humano está realmente fazendo misérias, mas dizer que Angelina Jolie se submeteu à dupla mastectomia para ganhar dinheiro é forçar barra. Se acalme. Pense mais

    Lu Witovisk

    26 de maio de 2013 às 11h40

    Oi Carina, “corajosa” ou enganada ou mercenaria… e as opções nao param por ai.

    Coloco o corajosa entre aspas não é para polemizar não, é pq pra mim mulheres corajosas de verdade seriam as que lutariam com unhas e dentes contra o problema e não fugindo dele. Ainda mais dessa maneira tosca. Ela pode ser só mais uma vitima, ou nao.

    Nem eu nem vc nunca saberemos o que de verdade motivou a atriz, a duvida é sadia, ainda mais neste mundo de gente louca por lucros.

    claudia

    26 de maio de 2013 às 17h10

    Oi Carina,
    A “conspiração diabólica” não foi criada pela Lu, não!
    É matéria discorrida em diversos veículos e jornais da imprensa estrangeira.
    Aqui vão dois links mas basta que vc coloque no Google Angelina Jolie e Myriad Corp e surgirão centenas de artigos e discussões a respeito do timing existente entre o anúncio de Angelina e o julgamento da patente dos genes pela Suprema Corte Americana.
    A lu está certíssima em questionar a divulgação da cirurgia da atriz na mesma semana em que uma mega corporação quer a patente sobre os meus, os seus, os nossos genes…
    Ninguém está dizendo porém, que a Angelina em sã consciência retirou as duas mamas sem necessidade apenas para ganhar cachê. Claro que não! No entanto, nada impede que se tenha unido uma necessidade( médica )aos interesses lucrativos de uma mega corporação.
    http://www.femalefirst.co.uk/board/viewtopic.php?f=40&t=391865&start=15

    http://www.theatlantic.com/national/archive/2013/05/the-supreme-court-case-looming-over-angelina-jolies-breast-cancer-column/275857/

Gerson Carneiro

26 de maio de 2013 às 07h10

Ora, guabirobas (que eu adoro!), vamos combinar: câncer de mama mata, e não exige consenso.

Responder

Ana Cruzzeli

26 de maio de 2013 às 07h03

A atitude de Angelina Julie foi mesmo corajosa, contudo lembra a historia daquelas saidas radicais do passado. Não era raro mulheres diagnosticadas com cancer não só amputarem os seios como até o braço também.

Naquela ocasião não havia técnicas de tratamento pos-operatorio tão eficientes quantos o de hoje, então o radicalismo tinha sua explicação, mas no caso de Angelina, eu confesso que quando li a noticia , me lembrei dessa amputações de braço tão questinada hoje como algo radical demais. A morte da mãe de Angelina realmente foi traumática, mas para cada caso há seu oposto

Meu pai teve um cancer raro na prostata diagnosticado aos 42 anos de idade e havia a suspeita que já havia dado sinais há pelo menos 4 anos.Meu pai só buscou tratamento quando não conseguia mais urinar, mas se meu irmão for diagnosticado com essa mutação rara do meu pai a extirpação da prostata seria a saida segundo o médico que atendeu Angelina?

Dá para viver sem seio, sem ovário, sem testiculo, mas sem prostata? Fica complicado demais, teria que usar sonda a vida inteira. Tudo bem, usar sonda é melhor que morrer, mas com tanto avanço na medicina, ainda submeter a esses ritos radicais?

O que me causou medo na solução do médico de Angelina é que até hoje ainda existem essas saidas radicais. O corpo é uma arte tão perfeita, que toda vez que alguém acha de cortar para prevenir eu fico arrepiada. Ainda estamos tão primitivos no cuidado dessa joia ou os grupos interessados em doenças não querem que tudo avance como se deve?

No caso da Angelina, há outro dado que me assustou. Foi noticiado, que ela tomou hormonio para engravidar em sua segunda gestação e os gêmios que teve foi por essa via. Tomar hormonio para ovular é QUESTIONÁVEL sob a tese que hormonios podem acelerar o processo cancerogênico.

A morte da mãe da Angelina foi realmente chocante, morreu tão cedo! Por essa razão eu fiquei mais chocada ainda quando soube que seu ginecologista mesmo sabendo desse historico familiar tenha prescrito hormonio para ovular. Na minha humilde opinião foi no minimo irresponsável.

Como os médicos em Hollywood tratam tão mal suas estrelas…

Responder

    Lu Witovisk

    26 de maio de 2013 às 10h09

    Pois é, são vários pesos e várias medidas:

    1) Qdo tive aulas de genética, a professora sempre falava: vc pode ter um gene para determinada doença, mas ele pode ou não se manifestar, depende de vários fatores, incluindo seus hábitos de vida. Ela teria todos os meios ($$ e tempo) para manter hábitos saudáveis. SE ela foi enganada por medicos inescrupulosos, vai tascar um mega-processo. Agora se ela for mesmo uma peça de marketing, ja esta contando o dindin da campanha publicitaria.

    2) qdo alguém tem cancer e dizem: vc tem 10% de chance de sair dessa. Não esperam que a pessoa se jogue de um prédio, esperam que ela se agarre a esses 10% e lute pela vida. E muitos saem da doença.

    3) Pq os 87% de chance transformam-na numa heroina pela mutilação previa? Seria heroina se viesse a publico e ao inves de vender o medo, se engajasse numa campanha por habitos saudaveis, sobre o perigo de tomar hormonios por anos a fio (nas pilulas), se incitasse as mulheres a visão positiva da vida, pela luta diária contra tudo o que consumimos de cancerígeno.

    4) A sociedade ocidental está sob o jugo midiatico há décadas. Vai crescer sim o número de exames geneticos, vai ter muita louca se mutilando, vai ter muito lucro nesse mercado.

    3)

Gina

26 de maio de 2013 às 00h36

Tenho a impressão que o ministro fala demais e acaba falando o que não deveria.
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‘Não há consenso sobre eficácia da mastectomia’, diz ministro da Saúde

Recomendação, segundo Padilha, é que mulher com histórico de câncer na família seja acompanhada a partir dos 35 anos
14 de maio de 2013 | 15h 49
Lígia Formenti – O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou ser questionável a retirada dos seios como estratégia para prevenir o câncer de mama, a exemplo do que foi feito pela atriz Angelina Jolie. “Como política pública, a recomendação é de que toda mulher com histórico na família de câncer deve procurar o médico e fazer um acompanhamento, a partir dos 35 anos”, afirmou. “Esse é o consenso.”

Ele observou que medidas mais radicais, como a mastectomia, apresentam uma série de riscos, como complicações da cirurgia e infecções, além do impacto psicológico. “Não há consenso no mundo sobre a eficácia de tal medida. Há relatos de pessoas que se submeteram à mastectomia e num segundo momento foi demonstrado que elas não tinham risco elevado de desenvolver o câncer”, completou.

Responder

tania

25 de maio de 2013 às 23h22

O anúncio de Angelina Jolie se submeter a uma dupla mastectomia(remoção cirúrgica de ambos os seios), mesmo que ela não tenha câncer de mama não é algo inocente, espontâneo, nem ”uma escolha heróica“, como foi retratado na mídia mainstream.

NaturalNews percebeu que tudo coincide com uma bem-cronometrada campanha corporativa com fins lucrativos que foi sendo planejado durante meses e só aconteceu de modo a coincidir com a próxima tomada de decisão da Suprema Corte Federal dos EUA sobre a viabilidade da patente sobre o gene BRCA1…

Angelina Jolie é parte de um esquema empresarial inteligente ( e DIABÓLICO) para proteger e gerar bilhões de dólares em patentes de genes BRCA1, e para influenciar a decisão do Supremo Tribunal dos EUA (uma opinião)

Tradução, edição e imagens: [email protected]

Fonte: http://www.naturalnews.com

por Mike Adams , um Ranger da Saúde – Editor NaturalNews.com

Quinta-feira, 16 de maio, 2013

… Esta é a investigação que a grande mídia mainstream se recusa a fazer e focar. Aqui, vamos explicar os laços financeiros corporativos, de investidores, fusões de companias, registro de patentes de genes humanos, processos, uma medicina traficante do medo levado ao extremo, e os trilhões de dólares que estão em jogo aqui. Se você levantar a cortina e der uma olhada de verdade, você encontra muito mais do que uma mulher inocente no exercício de uma “escolha”. O caso é sobre proteger trilhões de lucros através da implantação de cuidadosa e trabalhada campanha de relações públicas destinada a manipular a opinião pública das mulheres ocidentais.

Os sinais estão todos lá, desde o início do esquema: o artigo muito polido e educado, e obviamente uma peça corporativa escrita para Angelina Jolie (afinal de contas ela é uma atriz) publicada no New York Times (um ícone da imprensa mainstream controlada), os pontos de discussão cuidadosamente trabalhados invocando “uma escolha” como palavra-chave politicamente (uso do “livre arbítrio”) carregada, e até mesmo a óbvia declaração de seu marido Brad Pitt (outro influente ator), que cuidadosamente descreve a experiência inteira da esposa usando palavras chaves como “mais forte” e “orgulho” e ” família”.

Mas a arma fumegante é o fato de que o anúncio aparentemente espontâneo de Angelina Jolie magicamente apareceu na capa da revista People Magazine esta semana – uma revista que geralmente é finalizada para publicação três semanas antes de aparecer nas bancas (a impressão de qualquer revista demanda imensa logística e tempo). Essa capa, não surpreendentemente, usa a mesma linguagem encontrada na peça publicada pelo NYT: “Sua BRAVA escolha” e “Essa foi a coisa certa a fazer”. A linguagem florida, pró-escolha não é uma coincidência. E o que isto prova é que o anúncio de Angelina Jolie foi uma campanha de relações públicas corporativas muito bem planejada com mensagens cuidadosamente concebidas e trabalhadas para influenciar a opinião pública (feminina). Mas o que poderia Angelina Jolie realmente estar tentando influenciar e beneficiar? … Que tal trilhões de dólares em lucros das grandes corporações?

Supremo Tribunal Federal dos EUA esta próximo da decisão sobre a viabilidade da patente para o gene BRCA1

O anúncio de Angelina Jolie e toda a sua linguagem cuidadosamente bem trabalhada TEVE quatro impactos imediatos notáveis:
■1) Esta causando às mulheres em toda parte a ter pavor de câncer de mama por meio da publicação de estatísticas falsas que levaram medo aos corações de qualquer pessoa com seios. (Veja abaixo a explicação.)
■2) Causou que muitas mulheres saíssem correndo para buscar procedimentos de testes para o gene BRCA1. Esses testes acontece que estão para serempatenteados por uma corporação COM fins (MUITO) lucrativos chamada “Myriad Genetics”. Devido a essa patente, os tais testes BRCA1 pode custar entre US $ 3.000 – $ 4.000 (entre $ 6 mil a $ 8 mil reais) cada um. O custo para se fazer o teste por si só já é um mercado gerador de multi-bilhões de dólares, mas somente se a patente for mantida em uma próxima decisão do Supremo Tribunal dos EUA (ver abaixo).
■3) O anúncio de Jolie fez com que o preço das ações da Myriad Genetics (MYGN) subisse rapidamente a um índice elevado de 52 semanas. ”As ações da Myriad fechou em alta de 3% terça-feira, após a publicação “da peça” do New York Times, escreveu o Marketwatch.com .
■4) levou a opinião pública para influenciar a próxima decisão da Suprema Corte dos EUA para decidir em favor da propriedade das grandes corporações dos genes humanos (ver mais abaixo). Mulheres de todo o mundo estão sendo enganadas (a grande maioria inconscientes dos interesses paralelos) em apoiar Angelina Jolie , sem ter ideia de que o que ela realmente esta fazendo é vendendo as mulheres para a LUCRATIVA indústria do câncer. Mas para compreender o que está acontecendo, você tem que cavar ainda mais fundo …

As ações da Myriad Genetics sobem como um foguete graças a Jolie, e o plano de saúde de Obama, o Obamacare vai canalizar bilhões em seu caminho

A empresa Myriad Genetics (MYGN) de Salt Lake City, detém a patente sobre o teste que determinou que a atriz poderia ter uma chance de 87% de desenvolver câncer de mama, bem como possuir os próprios genes”, escreveu MarketWatch.com.

E isso é só o começo. Se a Suprema Corte dos EUA puder ser influenciada para defender a propriedade da patente genética da Myriad, isso poderia significar uma indústria de trilhões de dólares em apenas poucos anos seguintes à decisão. Ainda mais, a Myriad Genetics esta declaradamente “madura para fusões”, segundo a imprensa financeira, porque faz parte da indústria super-quente do genoma humano.

A “maior fabricante mundial de testes de DNA e ferramentas de análise, a empresa Life Technologies Corp, esta previsto para ser adquirida pela Thermo Fisher Scientific por um preço recorde de $ 13,6 bilhões de dólares “, escreve MarketWatch.com . ”A corrida que começou em alta velocidade há mais de 26 anos, agora está esquentando, com os (des)governos estrangeiros e empresas estrangeiras se juntando aos EUA no financiamento da missão de mapear todos os genomas humanos. E mesmo que a recente onda de fusões e aquisições no espaço genômico tenham estimulado os retornos, os investidores ainda têm a oportunidade de lucrar muito com esta indústria multibilionária”.

Quanto mais alto os preços das ações da Myriad atingir, mais rentável é o lucro que uma fusão proporcionará aos seus atuais proprietários. Então, usar a atriz Angelina Jolie como um dublê só passou a gerar milhões de dólares em valor para as pessoas que pretendem ter o monopólio de patentes sobre os genes de câncer de mama que residem nos corpos das mulheres. Coincidência? Dificilmente.

Mandatos do Obamacare para os contribuintes pagarem para fazer os testes do gene BRCA:

Mas aqui está mais um fato, ainda mais escandaloso sobre tudo isso: Você sabe como Obama gosta de falar do “livre mercado”, mas na verdade se envolve em conexões chamadas de ”capitalismo entre compadres” com a distribuição de dinheiro para todos os seus amigos corporativos, desde Wall Street para os seus generosos doadores da campanha presidencial? Parte do pacote do Obamacare (programa de assistência médica federal) – o “Affordable Care Act” – determina que os contribuintes paguem para fazer testes genéticos BRCA1

A empresa Myriad Genetics, em outras palavras, está para receber uma colheita em larga escala dos lucros de recursos gastos pelo governo cujo medo que esta sendo forçado sobre a (in)consciência dos veículos de comunicação mainstream dominantes através de uma campanha de “terror médico” liderada por Angelina Jolie e pelo New York Times. Você está começando a ver como tudo isso se encaixa?

Isso tudo é uma grande campanha de traição corporativa e do governo coordenada contra as mulheres, e está tudo sendo escondido sob o manto ”do poder das mulheres” e usando a linguagem de “livre escolha” para manipular mais facilmente as próprias mulheres através de mais medo. Angelina Jolie, lembrem-se, é uma porta-voz chave para as Nações Unidas, uma organização já pega envolvida em escravidão sexual infantil e mesmo tráfico de drogas. Embora Jolie, obviamente, não se envolva nesse tipo de comportamento, seu trabalho é influenciar secretamente as mulheres americanas (e alhures mundo a fora) em apoio a uma campanha de lucro das grandes empresas, cuidadosamente planejado, traçado e executado que transforma o corpo das mulheres em meros objetos para lucros fantásticos para as grandes corporações.

Aqui está o porquê da futura decisão do Supremo Tribunal Federal dos EUA colocar trilhões de dólares em jogo …

Os Detalhes sobre a próxima decisão do Supremo Tribunal

A ACLU (American Civil Liberties Union- União norte americana para liberdades civis) e o Public Patent Foundation entrou com uma ação em 2009, questionando a propriedade corporativa (de grandes empresas) sobre os genes humanos. Quem acredita nos direitos das mulheres, direitos humanos, direitos civis, ou mesmo o direito de comer alimentos não-transgênicos deve imediatamente concordar que as corporações não devem ser capazes de patentear genes humanos para, em seguida, usar essas patentes para produzir um produto e assim arrecadar bilhões de dólares em lucros, enquanto sufocam a investigação científica sobre esses mesmos genes.

Uma pergunta para todas as mulheres que estão lendo este artigo: Você acredita que uma corporação em Utah seja dono do seu corpo? Se não, você deve se opor a propriedade corporativa dos genes humanos. Isso também significa que você deve se opor a campanha de relações públicas da Angelina Jolie, porque embora ela esteja executando uma brilhante (e diabólica) campanha de relações públicas, nos bastidores as suas ações estão alimentando potencialmente trilhões de dólares de lucros diretamente na LUCRATIVAindústria de patenteamento de genes humanos que nega a propriedade aos seres humanos sobre o seu próprio código genético.

A ACLU explica os fundamentos de sua ação judicial contra a Myriad Genetics como pode ser vista neste link e como segue:

“Em 12 de maio de 2009, a ACLU e a Public Patent Foundation (Fundação de Patentes Públicas-PUBPAT) entrou com uma ação alegando que as patentes sobre dois genes humanos associados com câncer de mama e ovário, o BRCA1 e o gene BRCA2, são inconstitucionais e inválidas. Em 30 de novembro de 2012, a Suprema Corte concordou em ouvir argumentos sobre a patenteabilidade de genes humanos. A ACLU argumentou o caso perante a Suprema Corte dos EUA em 15 de abril de 2013. Esperamos que saia uma decisão neste verão (Junho a setembro no hemisfério norte) . Em nome de pesquisadores, conselheiros genéticos, mulheres pacientes, sobreviventes de câncer, portadoras de câncer de mama e de grupos de saúde da mulher e associações científicas representando 150.000 geneticistas , patologistas, e os profissionais de laboratório, temos argumentado que os genes humanos não podem ser patenteados porque são produtos clássicos da natureza. O processo acusa que as patentes de genes violam a Primeira Emenda e sufocam os testes de diagnóstico e de pesquisa que poderiam levar à cura da doença e que limitam as opções das mulheres sobre seus cuidados médicos”.

Entenderam o caso? Se a Suprema Corte decidir contra os interesses da Myriad Genetics, essa decisão irá causar o colapso, praticamente durante uma noite, na indústria multibilionária de testes genéticos de câncer de mama. Isso significa uma perda enorme não apenas para os proprietários da Myriad, mas também para as muitas outras empresas de genes humanos que querem explorar o corpo humano – incluindo os corpos de mulheres – para os seus lucros monopolistas. (Todas as patentes são monopólios concedidos pelo governo.) Em última análise, trilhões de dólares em patentes de genes corporativos estão em jogo aqui .

Patentear genes humanos é um negócio enorme

Hoje, cerca de 20 por cento dos seus genes humanos já estão patenteados por empresas e universidades. Como a ACLU, explica: “A empresa proprietária titular da patente genética tem o direito de impedir que alguém a estude, faça testes ou mesmo simplesmente olhe para o “seu” gene. Como resultado, a pesquisa científica e os testes genéticos ficam impedidos e tem sido adiada, limitada ou mesmo se desiste devido a preocupações com as patentes sobre os genes”.

Isso significa que, quando as corporações possuírem patentes sobre os genes humanos, elas sufocarão a pesquisa científica, enquanto a concessão do monopólio garante a corporação proprietária a “propriedade intelectual” dessa corporação do gene codificado sobre o seu próprio DNA, caro leitor! (O quão diabólico e criminoso isso poder ser? Você decide …) O que isto significa é que, se o STF decidir contra a Myriad, seria um precedente que desmontaria a indústria e exploração comercial do genoma humano, afetando trilhões de dólares em lucros futuros.

Este “detalhe”, creio eu, é a verdadeira razão por trás do anúncio de Angelina Jolie. Parece projetado para invocar reações emocionais das mulheres e criar uma onda de apoio para propriedade dos genes humanos por empresas, entregando, assim, a essas empresas um precedente o Supremo Tribunal irá lhes garantir trilhões em lucros futuros. É um golpe de relações públicas COM fins lucrativos que tenta enganar as mulheres em apoio a um sistema corporativo de patentes e os monopólios que corporações reivindicam, agora, pelas próprias partes dos corpos de todas as mulheres que estão vivas hoje.

“Enquanto a maioria dos meios de comunicação não faz nenhum comentário ou dá alguma pista sobre as questões de patentes em jogo aqui, o Detroit Free Press tomou conhecimento do assundo, dizendo: . “A decisão de uma atriz de Hollywood para fazer o teste de mutação do gene que leva ao câncer de mama, passando por uma mastectomia dupla e, em seguida, se escrever sobre isso esta chamando a atenção para um caso pendente no Supremo Tribunal. Os juízes tem apenas algumas semanas para decidir se a patente requerida pela empresa ‘Myriad Genetics nos dois genes que podem identificar um risco aumentado de câncer de mama e de ovário é legal. Os críticos da aprovação do pedido alegam que o monopólio da empresa Myriad vai colocá-los como a única fonte fornecedora dos testes com custo unitário de cerca de US$ 4 mil dólares para determinar o risco de cada mulher desenvolver a doença”.

Enganando com dados estatísticos: 87% exagerou o risco de Jolie

Há mais nesta história do que apenas as patentes sobre genes BRCA1 e BRCA2. Angelina Jolie também está usando descaradamente estatísticas enganosas para aterrorizar as mulheres a pensar que seus seios podem matá-las (n.t. é muito mais provável que a ignorância generalizada, que expõe às mulheres a “doença do MEDO”, continue matando mais do que qualquer “outra” doença) .

Na peça teatral publicada no NYT, estrelada por Angelina Jolie, ela diz que seu médico lhe disse que ela teria um “risco de 87% de desenvolver câncer de mama. Mas o que ela (a notícia do NYT) não diz é que esse número não se aplica a toda a população: é, na verdade, os dados antigos provenientes quase exclusivamente de famílias que foram documentados anteriormente e que tinham elevados riscos de câncer de mama, para começar.

Um estudo publicado no site do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano e realizado por cientistas do National Institutes of Health (Instituto Nacional de Saúde) revela que os riscos de câncer de mama associados com os genes BRCA1 são significativamente mais baixos do que o que está sendo alardeado por Jolie, seu médico e os “principais meios de comunicação”.

Na verdade, em uma grande sala com 600 mulheres, apenas uma terá provavelmente uma mutação genética pelo gene BRCA em seu código genético. A incidência real é de 0,125-0,25 de cada grupo de 100 mulheres, ou 1 em 400 a 1 mulher em 800. Eu usei 600 como a média entre 400 e 800.

E de que 1 em cada grupo de 600 mulheres que tem a mutação, o risco de câncer de mama é de apenas 56 por cento e não 87% por cento como alegado por Jolie. Mas 13 por cento das mulheres sem a mutação BRCA tem câncer de mama de qualquer maneira, de acordo com esta pesquisa científica, de modo que o aumento do risco é de apenas 43 de cada 100 mulheres.

Então, o que nós realmente estamos falando aqui é de 1 em cada 600 mulheres que têm um mutação do gene BRCA, em seguida, menos de metade das pessoas terão câncer por causa disso. Em outras palavras, apenas cerca de 1 em cada 1.200 mulheres serão afetadas por isso.

Mas graças a pessoas como Jolie e os mercadores do medo e da morte, os principais meios de comunicação, as mulheres de todo o país foram aterrorizados em acreditarem que os seus seios podem matá-las e de que a melhor maneira de lidar com o problema é cortá-los FORA!

Isto, meus amigos, é a essência do medo do tipo traficantes do fim do mundo. Esse problema afeta menos de um décimo de um por cento das mulheres, mas está sendo exasperado em uma campanha de medo por todo o país que só acontece para alimentar os lucros para a indústria do diagnóstico e a indústria de tratamento de câncer de mama, com enormes fins lucrativos, para não mencionar o monopolista e cartelizado patenteamento dos genes humanos. Essa é a verdadeira história do que está acontecendo aqui. Não espere ler isto no New York Times (e nem assistir na TV Globo).

A Mídia corporativa (e controlada) se recusa a falar de prevenção real e opções de tratamento contra o câncer.

Como parte do medo do câncer de mama e o golpe dos traficantes de tratamento agora estar sendo executado em toda a mídia, quase todas as fontes de mídia estão proibindo qualquer menção à cura holística ou opções naturais para o tratamento ou prevenção do câncer de mama. Claro, a mídia fala sobre “opções”, mas todos aquelas que são as opções que só visam a levar a paciente de volta para a indústria do câncer com fins lucrativos.

Como exemplo, leia esta história pela ABC News, que faz parte da grande mídia e que desinforma as mulheres desavisadas e empurra a agenda corporativa da indústria do câncer:

“Se você fizer teste positivo para o gene BRCA, você tem opções, e você não precisa necessariamente tomar o caminho que Angelina Jolie tomou. Algumas mulheres escolhem não fazer a cirurgia. Em vez disso, elas aumentam a vigilância do câncer com exames de imagem. Estes incluem mamografias regulares para detectar a presença do câncer de mama, e ultra-sonografias pélvicas regulares e exames de sangue para observar a presença do câncer de ovário”

Agora este artigo da ABC News não menciona outros modos de se suprimir o gene BRCA1, por exemplo, comer vegetais crucíferos crus que contenham Indole- 3-carbinol (I3C) , um potente nutriente anti-câncer que interrompe o desenvolvimento do câncer de mama em andamento. Em nenhum lugar a ABC News menciona que a vitamina D, previne de 4 a 5 tipos de câncer de todos os tipos, incluindo câncer de mama.

(n.t. – Para a reptiliana Angelina Jolie, não existe tratamente que possa esconder a sua condição de um ser alienígena reptiliano que manipula a consciência humana. Quando a sua real forma se materializar será impossível remover suas placas ósseas de reptiliana que já começaram a se manifestar. Saiba mais emhttp://thoth3126.com.br/reptilianos)

Não mesmo, pois as “opções” de tratamento que estão sendo empurradas pela grande mídia não são nada mais do que a mamografia, a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia – todos de propriedade e geridos pela indústria do câncer COM ENORME fins lucrativos que se alimenta de mulheres e explora seus corpos para o lucro.

Também não existe nenhuma discussão sobre a farsa total das “fitas cor de rosa” da indústria da cura do câncer, que é focada principalmente em dar às mulheres a doença do câncer através de mamografias ”de graça”. Como qualquer cientista ou físico já sabe, as mamografias CAUSAM câncer porque eles emitem radiação ionizante diretamente no peito e nos tecidos cardíacos. Ao fazer um determinado número suficiente de mamografias, mais cedo ou mais tarde eles vão detectar o câncer de mama na mulher, porque eles próprios causaram a doença!

Jolie em momento errado de shapeshifting.

Até o momento, 1,3 milhões de mulheres já foram prejudicadas pela mamografia.

Muito obrigado, Angelina Jolie, por manter o véu (n.t. da ignorância e do medo) puxado sobre os olhos das mulheres em todos os lugares, enquanto a venda para gerar lucrativos ganhos, e os monopolistas interesses corporativos que incessantemente procuram explorar as mulheres para o seu lucro, continuam.

Crédito da foto de Jolie: capa de revista PEOPLE, utilizada sob Fair Use paracomentários do público e educação.

n.t. Para compreender um pouco mais sobre a participação de Angelina Jolie em toda esta história, acesse:

Para saber (INFORMAR-SE) mais veja em:

http://thoth3126.com.br/reptilianos-do-sistema-estelar-de-draco/

http://thoth3126.com.br/guerra-nuclear-no-oriente-medio-esta-proxima/

http://thoth3126.com.br/fraude-em-laboratorio-gigante-glaxosmithkline-gsk/

http://thoth3126.com.br/grandes-surpresas-dentro-de-vacinas/ http://thoth3126.com.br/diet-coke-zero-e-mortal/ http://thoth3126.com.br/o-colapso-do-nosso-mundo-comecou-veja-14-sinais-disso/

http://thoth3126.com.br/category/nova-ordem-mundial-nwo/

http://thoth3126.com.br/reptilianos-mais-informacoes/

http://thoth3126.com.br/pleiades-mensageiros-do-amanhecer-3/

Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e mencione as fontes.

http://www.thoth3126.com.br

SITE COM AS INFORMAÇÕES ACIMA!

http://thoth3126.com.br/angelina-jolie-e-parte-de-um-esquema-de-controle-muito-sutil-e-inteligente/#more-12019

Responder

    Alice Matos

    26 de maio de 2013 às 12h48

    Tânia, “manere”, modere, admita que no mundo há mais pessoas que prestam além de você. Angelina Jolie jamis faria mastectomia bilateral para ganhar dinheiro. Nem precisa.

Magda Viana Areias

25 de maio de 2013 às 21h53

Ora Alemão, qual é o problema de Angelina Jolie ser republicana e ter tido uma postura corajosa e pedagógica? Vamos deixar de lado as viseiras… E você conhece democratas dos EUA que tiveram a mesma coragem que ela?

Responder

renato

25 de maio de 2013 às 18h47

Não é quase a mesma coisa, que abortar, porque a criança, tem um
problema genético cancerígeno?
O Conhecimento Humano tem o saber advindo da arvore da sabedoria.
E quando chegar aos finalmente? Pensará? Será que devo fazer o homem
no sexto dia? Será que aí terá a resposta?
Ou, vai ter que apelar para Deus, para dar uma olhadinha na Árvore da
Vida!
Angelina, gosto muito dela (Tomb), mas não é exemplo nem para Cirurgia!
Ou esta vendendo algo, mas não recolhendo dinheiro para Entidades Filantropicas. Medicina a muito deixou de ser Social!

Responder

    Lu Witovisk

    26 de maio de 2013 às 08h04

    Está vendendo sim, 1º) os exames que custam de 3 – 4 mil dolares; 2º) as ações da Myriad Genetics; 3º) o medo enlatado para a mulherada; 4º) em último caso, as próteses para reconstrução de seios.
    Já patentearam quase tudo e estão em vias de patentear nossos genes.

    claudia

    26 de maio de 2013 às 17h29

    Interessante que o anúncio ocorreu também com o lançamento do novo filme do marido Brad Pitt, World War Z, cujo orçamento bateu U$ 400 milhões!
    O marido aproveitou para dar entrevistas também dizendo que a recuperação foi tão fácil,a cirurgia tão tranquila e rápida que eu fiquei na dúvida se ele estava falando de uma dupla mastectomia ou retirada de unha encravada!!
    Veja que interessante o link que surge nesta página da Variety que trata sobre o lançamento do filme, vai direto para a mastectomia da Angelina. Mórbido, para dizer o mínimo:

    http://variety.com/2013/film/news/brad-pitt-makes-surprise-appearance-at-world-war-z-screening-1200487358/

Alemao

25 de maio de 2013 às 17h24

Vcs sabem que ela é republicana não?

Responder

    Domingues

    26 de maio de 2013 às 06h17

    E o que isso tem a ver?

    Gerson Carneiro

    26 de maio de 2013 às 07h15

    Se toca Alemão. Tu não entende nem piada pronta.

    Carina

    26 de maio de 2013 às 08h45

    28 de Agosto de 2012
    Pai de Angelina Jolie, Jon Voight pede apoio a candidato republicano

    O ator Jon Voight, pai de Angelina Jolie, foi uma das celebridades que compareceram à convenção do Partido Republicano, realizada na cidade de Tampa, Estado da Flórida. Com ideais bem distantes dos da filha, conhecida por defender o candidato à reeleição presidencial Barack Obama, dos Democratas, ele pediu aos americanos para apoiarem Mitt Romney, pois “alguém precisa endireitar o ‘navio’ e nos trazer de volta para o lugar onde estávamos”.

    “É importante que todos estejam aqui por Mitt Romney, pois ele é um cara que pode ajudar a mudar as coisas”, disse Voight, famoso pelo papel de garoto de programa no longa Perdidos na Noite, de 1969, pelo qual foi indicado ao Oscar ao lado do colega de cena Dustin Hoffman. “Estamos com muitos problemas na economia, na política e no âmbito militar.”

    O evento deveria ter começado na segunda-feira (27), mas precisou ser adiado em um dia devido ao furacão Isaac, que passou pelo Estado localizado ao sul dos EUA. Romney chegou à cidade pela amanhã, com o objetivo de evitar o ofuscamento da convenção devido ao fenômeno natural, que se aproxima do Golfo do México. É nele que fica a cidade de Nova Orleans, devastada pelo furacão Katrina, sete anos atrás.

    http://diversao.terra.com.br/gente/pai-de-angelina-jolie-jon-voight-pede-apoio-a-candidato-republicano,720cdfd3c5a6a310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

    Domingues

    26 de maio de 2013 às 11h06

    Continuo sem entender o que isso tem a ver com mastectomia dupla.


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