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Ascensão conservadora em SP: Suas repercussões na educação pública


16/09/2012 - 14h40

 Veja também as apresentações do primeiro debate da série Ascensão Conservadora em São Paulo

Chauí: Na greve dos professores, governo cometeu uma “burrice política completa”

Vladimir Safatle: O conservadorismo filho bastardo do lulismo

André Singer: No Brasil, neoliberalismo é retardatário

Marilena Chauí e a classe média: “Como se o mundo tivesse posto em risco todos os seus valores”





6 comentários

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Julio Silveira

17 de setembro de 2012 às 10h04

Sou residente no RS, mas um admirador da integridade politica da Erundina. E ao verificar seu nome entre os debatedores não pude deixar de pensar em como funciona a critica e a utilização do efeito manada tornada util pelos pastores do rebanho. Digo isso quando penso que a Erundina em passado recente foi defenestrada do partido que integrava por defender as posições que defende ainda hoje, mas que na epóca não atendia aos pastores do rebanho que utilizou o efeito manada para apartá-la do grupo e isolá-la a própria sorte até sucumbir politicamente. Só não aconteceu por que é convicta e valente, procurando outros campos.
Surpreendentemente hoje os pastores que antes a criticavam e a isolaram não só abraçaram com convicção a prerrogativa dela como desvirtuaram o seu idealismo, para algo mais particular. E não tenho como não pensar, como o mundo da voltas, como o tempo desmascara. A Erundina, continua a mesma com o passar dos tempos, integra, mesmo depois de utilitária para o sistema. Os pastores, esses, cairam suas mascaras, eram apenas oportunistas querendo ter espaços exclusivos de poder.

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FrancoAtirador

16 de setembro de 2012 às 22h17

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‘Querem criar uma guerra santa na cidade de São Paulo’

No Último Segundo, via Vermelho

O candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta sexta-feira (14), após visita a um centro de idosos em Ermelino Matarazzo, que considera “um equívoco grave” introduzir o tema da religião nas eleições.

“Me parece um equívoco grave que alguns dirigentes de partido introduzam no debate político um debate doutrinário que é próprio da igreja fazer com seus fiéis. Tem lugar e momento para fazer isso. E não é no debate eleitoral”, afirmou Haddad a jornalistas.

“Querem criar uma guerra santa na cidade de São Paulo (…) cada um pode ter a religião que quiser. Prefeito não tem que ficar privilegiando um e atacando o outro. Nós não vamos entrar nessa”, disse o candidato ao final do evento, no microfone do carro de som, após fazer uma caminhada pelo centro do bairro, localizado na zona leste de São Paulo.

Ele acrescentou, ao dirigir-se aos militantes e às pessoas que passavam pela calçada, que seu governo combaterá todo o tipo de intolerância, seja em relação ao gênero, cor ou orientação sexual.

As declarações de Haddad foram feitas em meio à repercussão de um texto publicado no ano passado no blog do presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, braço direito do rival Celso Russomanno, e bispo licenciado da Igreja Universal. Seu texto foi criticado em uma nota publicada na quinta-feira pela Arquidiocese de São Paulo, a pedido do arcebispo d. Odilo Scherer. A igreja acusou Pereira de fomentar a discórdia e fazer críticas destemperadas aos católicos.

O texto publicado no blog de Pereira, em maio de 2011, afirmava que a Igreja Católica tem o “controle das ações do governo, seja federal, estadual ou municipal” e a responsabiliza indiretamente pela distribuição em escolas brasileiras do chamado “kit gay” – material didático de combate à homofobia quando Haddad era ministro da Educação.

“O nosso desejo é nos guiarmos por princípios que estão na nossa Constituição e que não estão sendo respeitrados. O Estado é laico no Brasil. Isso exige de cada um que se candidata a um cargo eletivo uma responsabilidade muito grande em não estabelecer conflitos que não existem em nosso País”, afirmou Haddad.

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=193853&id_secao=1

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FrancoAtirador

16 de setembro de 2012 às 21h21

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Caminhada pede fim do preconceito e da perseguição religiosa

Por Isabela Vieira, repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro- Milhares de pessoas participaram hoje (16) da 5ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, na Orla da Copacabana, zona sul do Rio. O objetivo da caminhada era pedir o fim do preconceito e de atos de violência contra praticantes ou templos no país, além de cobrar políticas públicas para combater a discriminação.

Como o protesto coincide com o período eleitoral, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (Ccir), proponente da marcha, aproveitou para reforçar que o estado é desvinculado de qualquer religião e que os representantes escolhidos para cargos públicos “não podem fazer valer sua lógica religiosa”, disse o interlocutor, Ivanir dos Santos.

A Ccir surgiu em 2008, depois que religiosos de matriz africana foram expulsos de uma comunidade na Ilha do Governador por traficantes que, em presídios, se converteram a segmentos neopentecostais.

“Uma coisa que tem crescido no Brasil é a ideia fascista de que só tem um caminho. Isso vem interferindo na educação e no mercado de trabalho, por exemplo, porque excluiu pessoas de oportunidades com base na opção religiosa”, disse Santos. Para pôr fim ao problema, ele cobrou do governo federal um Plano Nacional de Combate á Intolerância Religiosa.

Participando pela primeira vez com uma delegação oficial, os budistas do Rio defenderam “a convivência com praticantes de outras religiões como forma de combater o preconceito”. Vindo de Itaguaí, única cidade do estado com um templo budista instalado há 53 anos, o sacerdote descendente de japoneses Jyunsho Yoshikawa sugeriu que as pessoas “não se fechem em um aquário e conheçam várias fés”.

A comunidade Bahá’i no Brasil protestou, mais uma vez, contra violações de direitos humanos no Irã. Com uma faixa de 6 metros, em persa, deram apoio aos Bahá’i daquele país, em que “são segregados cada vez mais das atividades como ir a uma universidade”, citou a porta-voz Marilúcia Pinheiro. Lá, onde são minoria, os praticantes da religião são presos injustamente, têm negócios boicotados e cemitérios invadidos, disse.

Entre o público, os praticantes de diversas crenças e religiões se misturavam. Evangélicos neopentecostais, que, convidados, não participaram da organização do evento, estavam representados entre os participantes. É caso de Raimundo Sales, de 40 anos. “Já fui espírita, de umbanda, hoje sou evangélico. Acho que a gente não deve ter nada contra religião nenhuma”, disse.

Crianças e adolescentes também foram incentivados a comparecer. Do Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Miguel Cervantes, de Manilha, no Grande Rio, uma turma de jovens estava contente em ver, muitos pela primeira vez, hare krishnas , candomblecistas e praticantes de Wicca, estes com seus chapéus pontudos.

“Eu nunca vi gente dessas religiões. A gente só ouve falar, mas não sabe bem como são. Esta é uma oportunidade para conhecê-las, saber no que acreditam e como praticam sua fé”, disse a estudante católica, de 14 anos, Isabel Pereira, acompanhada da professora de religião.

Ao protesto se somou gente de outros estados. Depois de viajar 15 horas de ônibus, de Uberlândia (MG), um grupo praticante do candomblé revelou que recentemente foi hostilizado por candidatos naquela cidade. “Ainda não temos liberdade de religião”, diz a mãe de santo Maria da Silva Ferreira.

A caminhada também propôs aos candidatos à prefeitura do Rio uma carta-compromisso para erradicar o problema do preconceito e da perseguição religiosa, com a criação de uma ouvidoria para apurar denúncias de ataques contra lideranças e templos, além de ações que promovam uma cultura de paz.

Apenas o candidato Marcelo Freixo (PSOL), assinou. Eduardo Paes (PMDB) e Otávio Leite (PSDB) mandaram representantes, que não puderam assinar. A candidata Aspásia Camargo (PV), que em campanha em Copacabana, cruzou com as lideranças religiosas, não se pronunciou.

Edição: Fábio Massalli

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-09-16/caminhada-pede-fim-do-preconceito-e-da-perseguicao-religiosa

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FrancoAtirador

16 de setembro de 2012 às 21h05

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Para onde vai o capitalismo?

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, no Valor, via Vermelho

“Desgraçadamente, no momento em que escrevo este artigo, os espaços de informação e de formação da consciência política e coletiva são ocupados por aparatos comprometidos com a força dos mais fortes e controlados pela hegemonia das banalidades.
Desconfio que o mundo não padeça apenas sofrimentos de uma crise periódica do capitalismo, mas, sim, as dores de um desarranjo nas engrenagens que sustentam a vida civilizada, sob o olhar perplexo e impotente das vítimas.”

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=193813&id_secao=2

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FrancoAtirador

16 de setembro de 2012 às 20h53

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A pedagogia dos antigos

“Nas condições de segmentação, especialização e burocratização do saber, num ambiente de brutal concentração do poder de informar e de definir temas para a discussão, é impossível cumprir a promessa moral e intelectual das ciências sociais de que a liberdade e a razão continuarão como valores aceitos e serão usados de forma séria.”

Por Luiz Gonzaga Belluzzo, na CartaCapital

http://www.cartacapital.com.br/economia/a-pedagogia-dos-antigos/?autor=13

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FrancoAtirador

16 de setembro de 2012 às 15h54

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MÍDIA NEOCON REPLICANTE, NEOCONSERVADORISMO REPLICADO
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Argentina: um protesto mais raivoso que ruidoso

Um ponto que impressionou na manifestação de quinta à noite é revelador da índole da mesma.
Nas palavras de ordem ouvia-se frases extremamente agressivas, gritadas a todo pulmão.
Algumas ressoavam pelos alto-falantes dos carros de som.
“Morra, sua égua”, “Cai fora, sua puta ladra e terrorista” ou “Vai para Cuba, sua putona” são as mais suaves e publicáveis.
Esse ódio de classe contra os peronistas, não é nenhuma novidade no país, e especialmente em Buenos Aires.
Poucas vezes, porém, foi tão ferozmente exibido em público.

O artigo é de Eric Nepomuceno, na Carta Maior

Buenos Aires – Na verdade, desta vez foi diferente, bem diferente: não eram apenas algumas centenas de granfinóides protestando em esquinas elegantes de Buenos Aires. Não: na manifestação de quinta à noite havia, em Buenos Aires, vários milhares de pessoas, que se concentraram em diferentes pontos da capital mas principalmente na Plaza de Mayo, diante da Casa Rosada, a sede da presidência. Também houve manifestações em Córdoba, Rosário, Mar del Plata, Mendoza, as cidades mais importantes do país. É algo a ser levado em consideração, sem dúvida. Mostra um grau de polarização que começa a se tornar cada vez mais nítido, e do endurecimento das classes médias e altas.

Outra diferença notável, se comparada aos panelaços portenhos de maio e junho: foi uma mobilização muito bem organizada, convocada ao longo de mais de uma semana pelas redes sociais, que na Argentina são muito utilizadas. E outra: assim que as pessoas começaram a se concentrar na Plaza de Mayo, o canal TN, do grupo Clarin, passou a transmitir tudo ao vivo. Os comentaristas se esmeravam em destacar o caráter multitudinário da manifestação, ressaltando que “o mal estar finalmente chegou às ruas”, título, aliás, do editorial do jornal impresso que circulou no dia seguinte.

Lendo o jornal, tem-se a impressão que o povo decidiu sair às ruas para manifestar sua discordância implacável com um governo de absurdos. Inevitável, surgiu na emissora do grupo Clarín a comparação com as gigantescas mobilizações populares que, em dezembro de 2001, culminaram com a renúncia de Fernando de la Rúa, um presidente amorfo, inepto, sem apoio popular algum, que acabou indo embora de helicóptero pelo telhado da Casa Rosada. Tão forçada e sem base era a comparação, que foi deixada de lado.

Aliás, vendo as imagens transmitidas pelo canal aberto do mesmo grupo que detém, e quer manter, o monopólio da informação no país, saltava aos olhos uma contradição: a esmagadora maioria dos manifestantes distava milhas náuticas do que normalmente é chamado de popular. Eram senhoras e senhores bem vestidos, jovens em roupas de estirpe, moçoilas maquiadas como se fossem para algum lugar da moda.

Os gritos de reivindicação também chamaram a atenção, porque normalmente na Argentina – um país extremamente politizado – as mobilizações populares são bastante precisas em suas reivindicações. Desta vez, não: protestava-se contra um pouco de tudo. A questão da segurança pública, a suposta reforma constitucional que permita que Cristina Kirchner se candidate à presidência pela terceira vez, o controle sobre o câmbio, que impede aos mais abastados que continuem poupando e especulando com o dólar, a censura à imprensa (que tanto não existe que tudo isso saiu nos jornais do dia seguinte), os impostos, a inflação (que efetivamente é altíssima no país, enquanto o governo teima em difundir índices nos quais ninguém, nem no próprio governo, acredita), o desemprego (que há décadas não é tão baixo), a intromissão do Estado nos currículos escolares, e contra várias coisas mais.

O próprio governo confessou não ter conseguido saber contra o quê, exatamente, protestavam aqueles senhores circunspectos e aquelas senhoras bem vestidas. Nenhum líder político da oposição apareceu, embora vários deles deitassem falação nos dias seguintes, advertindo sobre a falta de diálogo com um governo que ignora os anseios populares. A propósito: na mesma quinta-feira a presidente havia anunciado um aumento de 26% no valor da bolsa família local.

Um ponto que impressionou, e muito, é revelador da índole da manifestação. Nas palavras de ordem ouvia-se frases extremamente agressivas, gritadas a todo pulmão. Algumas ressoavam pelos alto-falantes dos carros de som. “Morra, sua égua”, “Cai fora, sua puta ladra e terrorista” ou “Vai para Cuba, sua putona” são as mais suaves e publicáveis.

Essa espécie de furor descabelado, esse ódio de classe contra os peronistas, não é nenhuma novidade no país, e especialmente em Buenos Aires. Poucas vezes, porém, foi tão ferozmente exibido em público.

O antagonismo definitivamente explícito entre governo e o maior grupo de comunicação do país, o Clarín, também chegou ao nível máximo de exacerbação. Cristina Kirchner não tem limites ou pudores na hora de criticar o grupo, que por sua vez não tem o mais tênue verniz de escrúpulos na hora de distorcer, de forma quase bizarra, seu noticiário.

Esse enfrentamento vai além, bastante além, das descargas elétricas entre governo e um monopólio de comunicação.

Por trás do grupo Clarín há interesses de todos os calibres e parâmetros.

Chego a pensar que não seria por acaso que aconteçam, daqui para a frente, panelaços como o de quinta-feira.

E que suas dimensões e repercussões, embora suficientes para dar ao governo o quê pensar, serão infinitamente infladas pelos grandes meios de comunicação, para gáudio de uma classe média furiosamente inconformada com tudo (‘não nos deixam comprar dólares, não nos deixam poupar, não nos deixam viajar, não nos deixam nada, o que é isso, outra ditadura?’, esbravejava na televisão uma senhora elegante, que já teve dias melhores mas não perdeu a pompa e a soberba).

Afinal, convém não esquecer que, em dezembro, entra em vigor a nova lei de meios de comunicação no país, e que, se aplicada, será o golpe mortal no maior conglomerado da Argentina – exatamente o grupo Clarín.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20891

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