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Artur Henrique diz que Vaccarezza amarelou na Veja


12/12/2010 - 11h07

Vaccarezza amarelou na Veja

do blog de Artur Henrique, o presidente da CUT

O deputado Cândido Vaccarezza deu uma entrevista à revista Veja e disse que a pauta sindical tem de mudar. Para nós, quem tem de mudar é o Vaccarezza.

A Executiva Nacional da CUT, que se reúne amanhã em São Paulo, vai refletir sobre a entrevista e deve se pronunciar oficialmente sobre seu conteúdo.

Mas algumas considerações já são possíveis.

O deputado disse que o movimento sindical é contra qualquer mudança. De que mundo veio o Vaccarezza? O movimento sindical, especialmente a CUT, já deu numerosas demonstrações de sua capacidade propositiva para mudar a realidade e as relações a seu redor. Crédito consignado, política de valorização do salário mínimo e agenda positiva no combate à crise são alguns exemplos mais recentes.

E nunca tivemos medo de debater mudanças. Continuamos defendendo a reforma sindical – organização por local de trabalho, convenção 87 e fim do imposto sindical – para que se possa, depois, alterar a legislação trabalhista.

E atenção Vaccarezza: a reforma sindical está parada na Câmara dos Deputados desde 2005.

Como o próprio Vaccarezza disse na entrevista: a Câmara não pode ser um obstáculo às mudanças.

Ele também criticou a multa de 40% na rescisão contratual, indicando-a como custo impeditivo à formalidade no mercado de trabalho.

Quer discutir isso, especialmente na condição de deputado? Vamos lá: pressione o Congresso para apreciar e aprovar a ratificação da Convenção 158 da OIT, que tramita por lá desde fevereiro de 2008.

A 158 colocaria rédeas na absurdamente alta rotatividade que existe no mercado de trabalho brasileiro – e que a multa de 40%, em tese, deveria conter.

Nosso nobre parlamentar também critica as contribuições ao INSS e as classifica como “custos” abusivos para o empresariado.

Nós não. Sugerimos a leitura da Constituição no capítulo que fala de seguridade social. Conquista do povo, instrumento de justiça – vejam só a falta que um sistema semelhante está fazendo nos EUA – a seguridade social não é custo. Aliás, a importância da seguridade no combate à miséria foi um ponto crucial durante o processo eleitoral.

Mesmo assim, se queremos desonerar a folha de pagamentos, por que não passar a cobrar a contribuição para o INSS sobre o faturamento das empresas? Incentivaríamos as atividades que mais empregam e ainda manteríamos o financiamento do sistema.

E, naquilo que mais parece uma tentativa de minimizar a importância do tema em questão, a reforma trabalhista, o deputado cita bizonhices como a obrigatoriedade de existir banquinhos para os funcionários de lojas ou a exigência de pé direito de três metros no ambiente de trabalho como provas da obsolescência da CLT.

Ele deve saber que a luta e o processo histórico fazem a legislação. Temas como o banquinho e o pé direito estão superados e a existência deles na CLT pouco importa. Se é para mudar essas coisas, nem precisava ter dado a entrevista. O que ele não falou, e que está por trás da proposta, é o que nos preocupa.

Vaccarezza discorre também sobre Previdência, e chega ao absurdo de defender a existência de idade mínima para aposentadoria. É preciso lembrar ao prezado deputado que, num país onde a maioria das pessoas começa a trabalhar muito cedo, a exigência de idade mínima seria uma injustiça.

Como deputado ele deve se lembrar que foram seus colegas que não levaram adiante a proposta de superação do fator previdenciário através da fórmula 85/95 – um projeto feito em conjunto com a maioria das centrais e que, entre outros méritos, pensa o financiamento futuro da Previdência com muita responsabilidade.

O projeto está parado na Câmara.

Há outros projetos de mudança parados no parlamento. A regulamentação da terceirização é um deles. A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais é outro. A PEC contra o trabalho escravo também está na lista dos projetos à espera de votação no Congresso.

Enfim, a Câmara não pode ser obstáculo para as mudanças. Muda, Vaccarezza!

Aqui, a reação do deputado Paulo Teixeira às críticas que o presidente da CUT fez a Vaccarezza.





43 comentários

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Denis Libanio

19 de dezembro de 2010 às 02h33

Muito interessante a lucida esplanação da companheira Tita Dias, que fala com a experiência de sua luta sindical e de hoje como empresaria:
Tita Dias | dezembro 10, 2010 às 12:02 am | Responder Vacarezza se supera a cada dia. Mas, o que eu quero mesmo é dialogar com o Arthur. Depois de anos no sindicalismo bancário, hoje sou empresária numa pequena empresa enquadrada no regime do SIMPLES NACIONAL. Quero meter o bedelho nessa conversa. http://arturcut.wordpress.com/2010/12/08/vaccarez…

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Fernando Antonio

14 de dezembro de 2010 às 18h47

Alguns trocadilhos possíveis, se me permitem;
O nobre deputado foi "Cândido' ou foi "Vagarezza"?
Será que a vaca (rezza) começa a ir para o brejo?
Vaca Reza ? Se reza : Ora pro nobis.
Agora o mais curioso é sindicalista ficar dando ibope pra ( in ) Veja.

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katytasv

14 de dezembro de 2010 às 14h06

É lamentável ver tanta gente se dar a este papel de ofender alguém que sempre esteve ao lado do PT e do Governo Lula.
O Deputado Vaccarezza foi coerente em sua Entrevista a Veja e digno de méritos, afinal uma Revista que se ocupa em denegrir o nosso Governo teve que se render as respostas sensatas e coerentes do nosso Companheiro Vaccarezza.
As Centrais Sindicais sim , deveriam se preocupar em lutar pelos Direitos dos trabalhadores informais. Me causa estranheza ver um Sindicato ser contra ao direito de trabalhadores que estão lutando para conseguir direito a um emprego formal. Em nenhum momento o Dep. Vaccarezza ''amarelou'', ele foi mais VERMELHO do que nunca a mostrar a realidade que as Categorias Sindicais fazem vista grossa.
Afinal os Sindicatos, vivem das mensalidades dos empregados , e aqueles que não tem trabalho em carteira, não podem contar com sua defesa.
Volto a afirmar, o Deputado Vaccarezza, é um Líder atuante, ele não fica de conversinha só para agradar A ou B, ele luta pelos direitos dos trabalhadores. É só ver a sua última atuação que garante benefícios aos trabalhadores Estudantes. O que vi aqui foi comentários injustos de pessoas , que querem apenas desmoralizar nosso Líder, sem embasamento político e nem trabalhista algum.
O Dep. Vaccarezza só mostrou a verdade ao dizer que a CLT precisa se adaptar as novas realidades trabalhistas como o serviço terceirizado, que existe, mas não é regularizado de fato.
Saudações a Todos!!

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Roberto Locatelli

14 de dezembro de 2010 às 11h49

É por isso que devemos nos mobilizar, fortalecer os sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais.

Foi importante a vitória de Dilma e o crescimento da bancada progressista no Congresso. Mas não adianta esperar sentado que os eleitos de 2010 resolvam as questões. Só a população mobilizada fará isso.

O PT não é um partido marxista. É uma agremiação de centro-esquerda, com alguns parlamentares muito combativos e outros nem tanto…

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Jo Rolex

13 de dezembro de 2010 às 15h01

Como pode um deputado falar em idade mínima para aposentadoria, quando sua classe assalta os cofres públicos com polpuda aposentadoria após 8 anos de mandato?

Isto sim é lixo legislativo. Os canalhas forjam seus próprios aumentos salariais nas noites de final de ano, quando as notícias deste nível não têm repercussão, e então aplicam índices estratosféricos, numa imoralidade que só não os fazem corar por desprovidos de vergonha que são os PICARETAS que decidem os destinos dos trabalhadores.

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Osmar

13 de dezembro de 2010 às 14h23

Vacareza…inimigo dos aposentados e trabalhadores….vai procurar tua turma.

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Jairo_Beraldo

13 de dezembro de 2010 às 13h04

O PT vem amarelando há muito tempo…Tarso Genro amarelou para Daniel Dantas, e barrou a Operação Satiagraha. Lula amarelou para Gilmar Mendes e colocou Johnbin, o traíra no Ministério da Defesa. Agora Dilma está amarelando na montagem de seu governo, com nomes duvidosos e sem nenhum respaldo moral como Malocci, Cardozo Dantas, Johnbin, Moreira Franco, Garibaldi Alves e outros.

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Mauro

13 de dezembro de 2010 às 09h10

O PT tem que voltar a dar cursos de formação política para seus dirigentes. Voltar ao BAba do socialismo: luta de classes, partido, esquerda, direita, estado. Eles não aprendem. A esquerda tem que andar junto a seus pares. Entrevistas só para órgãos que representam a classe defendida; no caso trabalhadores.

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Joaquim Aragão

13 de dezembro de 2010 às 08h58

O Vaccarezza está sofrendo é uma crise de indigestão de tanta lagosta que comeu com os empresários…

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Denis Libanio

13 de dezembro de 2010 às 01h55

Pela publicação que li no dia 10/12/2010, causou estranheza por parte de um dirigente sindical querer interferir em questões partidárias. Os dirigentes sindicais deveriam ficar menos nos gabinetes parlamentares e fortalecer a CUT combativa e a luta dos trabalhadores. Mais estranheza é a publicação do artigo do dirigente sindical no site da própria CUT, afirmando que hoje iria chamar uma reunião para se posicionar. Porque não se reuniram 1º antes de colocar um artigo no ar. Ainda mais, a CUT que nasceu da costela da militância do PT, causa estranheza. Ventilar tal artigo sem ninguém saber!
Ele não amarelou, a Veja sim desde sua fundação!Aqui na Zona Leste de São Paulo o Vaccarezza é bem vermelho, atuante, solidário nas lutas, um cidadão e dirigente político de palavra.
Devemos ocupar os espaços que se abrem, como este na imprensa. Vamos falar sim na Veja, por que não? A Veja em quase sua totalidade das capas e conteúdos são contra o PT, governo Lula,…
Na democracia deve-se respeitar posições contrarias e lutar por suas posições “sem perder a ternura jamais”.
Ora, falar de bandeiras de luta, o Vaccarezza saiu do nordeste no final da década de 70(em pleno regime militar) vindo para São Paulo ser solidário e atuante em várias lutas que não preciso apontar neste momento, sendo fundador do PT, ajudou na fundação da CUT como membro do PT, e tantas outras lutas. É muito triste ver um artigo com essa abordagem e deselegância.
Devemos lutar sempre pela liberdade de imprensa é um pilar da democracia.
Saudações socialistas e petistas,
Denis Libanio
DZ PT –Tatuapé e fui militante voluntário de várias campanhas da CUT em vários sindicatos de SP.

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Almeida Bispo

13 de dezembro de 2010 às 01h00

Salvo honoríssimas exceções, o PT de São Paulo vive querendo tomar o lugar dos tucanos de São Paulo em São Paulo e no coração do PIG. É um tal de ximar espaço no PIG… por é que eles acreditam que aparecer no PIG dá votos pra eles?

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alexandre

12 de dezembro de 2010 às 23h22

vc so coloca opiniões que detona a imagem de um deputado muito bom, analise sua posição

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jbmartins

12 de dezembro de 2010 às 23h13

Notaram que um representante, cai nas garras do PIG falam só besteiras, o PIG faz as perguntas chaves, induzindo respostas que lhe interessam, é interessantes, pessoas representantes do Povo saber se defenter ou ter uma noção de como funciona uma entrevista induzida, para não deixar o PIG colocar a corda no pescoço e dizer para o entrevistado puxe.

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alexandre

12 de dezembro de 2010 às 21h08

Acho que os comentários sobre o deputado Vaccarezza, são totalmente injustos, pois trabalho no congresso e vi surgir um deputado como a muito não se via. Teve importância tão grande que no seu primeiro mandato foi líder do PT e logo depois líder do Governo. Seus comentários sobre a mudança sindical, em momento algum fala em perda salarial ou de qualquer outro benefício ao trabalhador, pelo contrario, favorável as quarentas horas semanais e sobre desoneração da folha é justamente o contrário, o objetivo é criar emprego. E para quem tem um mínimo de visão sabe que desta forma poderíamos dobrar o número de empregos formais no país. O sindicalismo precisa sim mudar.

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    Fábio

    13 de dezembro de 2010 às 15h05

    Prezado Alexandre.
    O PT de São Paulo transformou-se em algo lamentável. Bando de oportunistas, carreiristas, espertalhões, etc.. Em nada difere dos outros partidos. Aliás difere para pior. Os membros dos outros partidos assumem o que fazem, os petistas se fingem de santos, corretos, íntegros.
    A cidade em que resido é administrada pelo PT há 10 anos. É impressionante a mudança do padrão de vida dos que estão pendurados na Prefeitura. Em contrapartida, os que se mantiveram fiéis aos seus ideais (e vários participaram da fundação do Partido), estão amargando desemprego, passando necessidades, em razão da idade e terem seus nome em "listas negras", não conseguem emprego.

gonçalves

12 de dezembro de 2010 às 20h53

o nobre deputado esta louco pela presidencia da camara^ para isso vende ate a alma para o diabo , esse traidor que engavetou a PEC 300 negando aos trabalhadores da segurança um salario justo . o parlamentar assim como a maioria so pensa no sucesso proprio vai se dar muito mal e para lamentar vaca louca.

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Carlos

12 de dezembro de 2010 às 20h18

Prezados leitores,

Venho por meio deste comentário pedir desculpas a todos.
Fui um dos responsáveis pela eleição desse Vaccarezza.
Por um momento pensei que o Vaccarezza fosse uma peça chave no Congresso em prol do Governo. Mas, infelizmente, vejo que ele possui idéias do mundo do trabalho totalmente desprovidas de embasamento (Economia do Trabalho e Sociologia do Trabalho).

Enfim, lamento que ele tenha mostrado essa faceta após a eleição.

Um homem que é incapaz de compreender o papel dos sindicatos no mundo do trabalho não merece a tutela de Lula (vida pregressa) e, muito menos, participar de Comissões na Câmara para votar matérias sobre o assunto.

Pior voto que eu dei na vida, antes eu tivesse votado no Tiririca.

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Romério Rômulo

12 de dezembro de 2010 às 19h42

este vacarezza é um desastre político. na câmara é muito fraco.
vá ser um DEMO na vida, vacarezza! aí a VEJA te dá mais espaço.
romério

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trombeta

12 de dezembro de 2010 às 19h36

Espero que o complexo Bachelet não baixe no governo Dilma como tentaram no governo Lula e não conseguiram.
Complexo Bachelet é aquele que ocorre quando um partido de esquerda (coligado ou não) vence a eleição e quer ser bem visto pela direita e pela mídia amiga, passando a ser pautado pela agenda liberal.
Aliás cada vez que alguém da esquerda, principalmente a turma de SP, é convidado pelos veículos do PIG para uma entrevista a coisa acaba mal.
Eu prefiro que a direita trabalhe sua agenda e a esquerda a sua, é mais simples.

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    @walterthe

    12 de dezembro de 2010 às 20h45

    bem colocado.

    a turma de sao paulo.quase" impichou "o lula. nao fosse o resto do partido , o pt que presta ,para salvar o governo…
    abre o olho dilma…palocci eh traidor.

    esse eh o perigo
    palocci,joao paulo.genoino.ze dirceu, vaccarezza, mercadante,marta,favre e o impagável suplicy.
    essa turma eh burguesa. gosta de aparecer na globo e dar entrevistas na veja

Antonio Silva

12 de dezembro de 2010 às 19h24

Tá lá no blog do Ancelmo ( empregado dos marinhos) :

" Tem culpa eu? "

" O que se diz no Palácio do Planalto é que uma das missões do futuro ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, seria tentar restabelecer as relações diplomáticas entre o governo e a grande imprensa. "

Responder

Luis

12 de dezembro de 2010 às 18h38

Esse cara entende mesmo é de planilha do Excel. Ele quer que o partido que se diz representante do mundo do trabalho (o PT) se torne o partido da unidade universal entre patrões e empregados. A história da luta dos trabalhadores é cheia desse tipo de trânfuga.

Responder

Alvaro Tadeu Silva

12 de dezembro de 2010 às 18h28

Fossem outros outros tempos, fossem outros militantes, fosse outro tipo de vergonha na cara, bastaria marcar uma reunião formal do Partido para as 15,00h da segunda-feirqa 13 de dezembro (aniversário do AI-5) e expulsar essa vagareza do Vacarezza. Ele que vá sentar-se à mesa com Serra, FHC, Jereissati e Aécio para comer lagosta.

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Gerson Carneiro

12 de dezembro de 2010 às 18h05

Esse enredo já é manjado. Não vai durar muito e teremos mais um ex-petista no PSOL.

Responder

Marcio

12 de dezembro de 2010 às 17h46

O deputado está em campanha pela presidência da Câmara. E precisa dos votos de quem???? Do dem, do psdb, de parte do pmdb, pois tem dificuldades com o PT, o seu partido que está dividido nas indicações. O discurso mostra mais uma vez que "eles" fazem qualquer coisa por um votinho. Sem execões.

Responder

Fábio

12 de dezembro de 2010 às 16h05

O Vaccarezza foi reeleito?
É possível saber quem doou e quanto de doações ele recebeu?
As respostas a essas duas questões talvez expliquem a entrevista.

Responder

@walterthe

12 de dezembro de 2010 às 14h36

vaccarezza eh um covarde
tipico do PT paulista, um autentico derrotado.
toma porrada da veja o ano inteiro e depois fica no twitter se gabando de dar entrevista para as paginas amarelas da veja
traidor dos servidores do judiciariio federal.
o pt de sp eh atucanado.
fora com eles

Responder

Richard Jakubaszko

12 de dezembro de 2010 às 14h04

Azenha, tenho lido vários de seus posts sobre o Código Florestal. Há um viés de apoio às questões ambientalistas, o que é natural, visto ser vc um cidadão urbano, assim como a grande mídia. Os ambientalistas não conseguiram todo o apoio que desejavam para aprovar algumas propostas inexequíveis contidas na reforma do projeto de lei, se consideram derrotados, mas os ruralistas também se consideram derrotados. O PL não tem base em nenhum estudo consistente, seja agronômico, afora o da Embrapa, que aponta redução drástica da área plantada (e faltaria alimento…), e nem geográfico, sobre quantas famílias seriam desalojadas de suas casas por estarem construídas a 15 ou 30 metros de beira de um rio ou lagoa, e nem estudos de impacto econômico sobre o quanto reduziria a produção de alimentos, seja com as APPs, seja com as áreas de reserva legal dentro de cda propriedade rural. Posso afirmar a vc, com base em 40 anos de jornalismo agrícola, que não existe APP no planeta, nem na Dinamarca, Finlândia ou Canadá, que exija 30 ou 50 metros de distância de rios. Há, no máximo, de 5 ou 10 metros. No Brasil as matas ciliares foram combatidas e estimuladas sua extinção no início do século passado para evitar dengue e febre amarela. É por isso que se faz no rio Tietê em SPaulo a canalização com uma "calçada" na beira do rio. Outro problema é que o Código Ambiental deveria aquinhoar as áres urbanas na proteção do solo, pois os mesmos em áreas urbanas não têm mais lençol freático, "protegidos" pelo asfalto e concreto, que leva a água da chuva a transbordar os rios em questões de minutos de chuvas intensas.

Responder

    Fábio

    13 de dezembro de 2010 às 15h14

    Dá para comparar o Canadá com o Brasil quanto a extensão terrtorial. Quanto a Finlândia e Dinamarca é piada.
    Para sua informação:
    – Canadá: 9,9 milhões de km2;
    – Brasil: 8,5 milhões de km2;
    – Finlândia: 0,337 milhão de km2;
    – Dinamarca: 0,043 milhão de km2.

franklin

12 de dezembro de 2010 às 14h01

Mais pra ser expulso no próximo PLEITO.

Responder

Fabio_Passos

12 de dezembro de 2010 às 13h14

O PT neoliberal é uma tragédia.
Este vacarezza é mais um vendido.

Responder

Jordam

12 de dezembro de 2010 às 12h55

Os erros cometidos pelo Vacarezza na entrevista da Veja, demosntra o despreparo e a falta de sintonia não somente entre os parlamentares, mas entre o programa do partido, e todas suas resoluções, concordo com o Morvan, mas temos que ponderar junto com o parlamentar que sua base de sustentação também vem do movimento sindical, além da sociedade, ele representa um leque muito amplo e expressivo dentro da sua votação, e neste momento histórico estes erros custam muito caro.
Lamento profundamente que um militânte com a experiência do Vacarezza, possa ter sido colocada em xeque, e o PIG consegue mais uma vez mostrar por que é um Partido Sedutor, mexendo com as vaidades do ser humano e manipulando as pessoas.

Saudações Fraternais a todos

AntiPIG sempre.

Responder

Gerson Carneiro

12 de dezembro de 2010 às 12h45

Concedendo entrevista para as páginas amarelas da revista Veja?!!!
Ingênuo não é. Ignorante também, não.

Quem do governo Lula concederia entrevista para a revista Veja?
Só pode ser alguém que está lá para sacanear.

E esse deputado Cândido Vacarezza é o tipo que se junta ao time a fim de marcar gol contra.
Inclusive é ele quem trava a votação do PCS (Plano de Cargos e Salários) dos servidores do Judiciário. Esse é velho conhecido dos trabalhadores.

Responder

    @walterthe

    12 de dezembro de 2010 às 14h58

    vaccarezza .traidor dos servidores do judiciario federal. fora pelego

    Geysa Guimarães

    12 de dezembro de 2010 às 15h44

    Gerson:
    Bom saber que Vacarezza trava o PCS. Aqui na região ele é especialista em favorecer prefeitos tucandemos, faz tudo sozinho, entrega verbas sem avisar o PT.
    Resultado: em Rio Preto a votação dele foi ridícula ( 299 votos), e aqui, Guapiaçu, nem sei. Bem feito!
    Jogasse limpo e conseguiria mais votos do que com essas alianças espúrias.

Eduardo Sarturi

12 de dezembro de 2010 às 12h37

PELEGO E COVARDE!

Responder

Bertold

12 de dezembro de 2010 às 12h26

Uns militantes da esquerda brasileira levam radicalmente ao pé da letra a maxima da metamorfose ambulante. Ela é uma citação discarada e frequente para negar princípios e compromissos históricos destas pessoas em sua trajetória política. A flexibilidade das idéias é um parâmetro fundamental na filosofia mas na política é nefasta. O relativismo assumiu definitivamente o status de fundamento radical para a falta de coerência entre discurso e pratica social. Os velhos companheiros de sindicalismo de de pt, que sempre foram da mesma corrente maoritária interna, hoje estão divorciados dos projetos de ação política que defendiam. Será que Artur Henrique, também seria coerente se chegasse ao degrau de projeção política que Vacarezza alcançou?

Responder

    Jordam

    12 de dezembro de 2010 às 16h19

    Caro Bertold, pelo jeito vc conhece as correntes internas do PT e sabe que a CUT por muitos anos recebeu a influência do campo majoritário e maioritário do PT, então a resposta é sim ele também mudaria, mas isso não significa que devemos compactuar com um discurso como o que o companheiro Vacarezza pregou na Veja, até por que está fora e muito daquilo que se construiu internamente durante anos.

Marcelo Ramos

12 de dezembro de 2010 às 12h13

Ué, o Vacareza é do PT? Defende trabalhadores? Parece que ele virou 5ª coluna, está defendendo os empresários. Recado ao Vacareza: os empresários sabem se defender muito bem, assim como a galera do Agronegócio. Como foi que esse sujeito se reelegeu? Com um discurso desses? O mandato deveria ser cassado pelos eleitores.

Responder

Eduardo Lima

12 de dezembro de 2010 às 11h55

é uma absurdo o que este Vacarezza tá falando. O discurso dele não é nem um pouco diferente do discurso do Serra. Só faltou falar em República sindicalista.

Responder

Marcilio

12 de dezembro de 2010 às 11h46

o PT atualmente abraça umas figuras dificil e não palataveis, afrouxar para a VEJA não faz parte do repertorio
http://sujoseempoeirados.blogspot.com/

Responder

Morvan

12 de dezembro de 2010 às 11h19

Obrigado, a quem, de estômago blindado, leu a nefanda para nos relatar a "vagareza" do Sr. Vaccarezza. Todos amarelam, até ora, invariavelmente, e não especificamente em suas páginas assim denominadas. A pergunta que eu faço, faz uns 150 (cento e cinquenta) anos, é a seguinte: o que move estes senhores a concederem interrog., digo, entrevistas, ao PIG? Medo, vontade de aparecer, mesmo às custas de ser interrog., digo, de novo, entrevistado de modo enviesado, por achar que só o PIG poderia ter a repercussão que eles buscam?
E o que dizem os mandatários sobre quando seus Ministros se expõem ao PIG? Acham normal? Não tem como afinar o discurso, quanto a isto?
Saudações AntiPIG,

Morvan, Usuário Linux #433640

Responder

    Antonio Silva

    12 de dezembro de 2010 às 12h15

    O PTucana deputado Vacabraba deve adorar ser xingado de petralha !

    UMA VERGONHA DE PARLAMENTAR !! UM LIXO !!


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