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Altamiro Borges: Estadão coloca Aécio na “oposição selvagem”


04/01/2015 - 11h34

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Estadão descarta Aécio, o “selvagem”

Por Altamiro Borges, em seu blog

A mídia tucana, concentrada em São Paulo, já começa a descartar Aécio Neves, o cambaleante mineiro.

Na semana passada, “Veja” deu nota zero para o senador, o pior no ranking da revista.

Nesta quinta-feira (1), o Estadão publicou artigo venenoso contra o presidenciável derrotado.

Assinado por Isadora Peron, o texto é demolidor. Afirma que Aécio Neves tenta se consolidar com a imagem de líder da “oposição selvagem”, mas terá de enfrentar “adversários fortes” para se viabilizar como candidato do PSDB em 2018.

O jornalão da oligarquia paulista, que no passado já disparou o petardo “pó pará, Aécio”, numa insinuação tóxica, não esconde a sua simpatia pelo governador Geraldo Alckmin. Vale conferir trechos do artigo:

Mesmo após ter conquistado cerca de 51 milhões de votos na eleição presidencial, o senador Aécio Neves (MG) ainda não conseguiu se firmar como nome natural do PSDB para 2018. Para se candidatar novamente ao Palácio do Planalto, ele terá de superar disputas internas e enfrentar adversários fortes, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Até agora, os dois tucanos têm adotado estratégias diferentes para alcançar o mesmo objetivo. Enquanto Aécio investe num estilo mais agressivo, Alckmin procura manter o seu perfil moderado.

Aclamado como líder inconteste da oposição no Congresso, o mineiro passou a atuar na linha de frente da “oposição selvagem” que o PSDB tem feito ao governo da presidente Dilma Rousseff. Desde que voltou ao Senado, após o 2.º turno das eleições, ele já chamou o PT de “organização criminosa”, deu apoio a protestos contra denúncias de corrupção e mostrou que o partido aprendeu a usar as manobras regimentais para complicar a vida da base aliada. “Vamos perder, mas vamos sangrar esses caras até de madrugada”, disse a correligionários durante a votação para alterar a meta fiscal.

Já Alckmin investe numa relação republicana com Dilma, para não perder o apoio da União em projetos importantes para o Estado. No final do ano, enquanto o PSDB armava todas as suas artilharias contra Dilma, chegando a pedir a cassação da candidatura da petista, o governador se encontrou com ela para negociar um pacote de ajuda bilionário a São Paulo.

Na maior caradura, o jornalão – que fez campanha escancarada para o presidenciável do PSDB – revela agora que “Aécio foi um senador ausente em seu primeiro mandato, com uma passagem pouco expressiva pelo parlamento”.

Confessa, desta forma, que cometeu estelionato eleitoral e ludibriou os seus leitores mais tacanhos. O Estadão ainda tira uma casquinha ao lembrar a “dupla derrota” que o cambaleante tucano sofreu em Minas, seu Estado natal. “Além de o candidato ao governo do PSDB ter sido derrotado pelo PT, o próprio Aécio recebeu menos votos que Dilma em seu reduto eleitoral”.

Quanto a Geraldo Alckmin, o jornal afirma que ele terá apenas “de fazer uma gestão muito melhor do que a primeira”. Melhor do que a primeira? Só se for na Cantareira!

Durante a campanha de 2014, Aécio Neves contou com o apoio obstinado da maior parte da mídia. O objetivo era derrotar o chamado “lulopetismo” e impedir o segundo mandato de Dilma Rousseff.

Em seus raivosos editoriais, o Estadão não escondeu essa postura militante. Nas capas espalhafatosas, o jornalão poupou o senador mineiro-carioca e só apresentou manchetes negativas contra o atual governo.

Passada o pleito, porém, a famiglia Mesquita já se reposiciona politicamente. Ela descarta Aécio Neves, o “selvagem”, como bagaço, e ingressa no ninho tucano para alavancar o “moderado” Geraldo Alckmin. O senador mineiro que se cuide! Pode não sobrar pó na sua carreira política!

Em dezembro, por solicitação do comando de campanha de Aécio Neves, a Justiça determinou a quebra dos sigilos cadastrais e eletrônicos de 20 usuários do Twitter que criticaram o presidenciável do PSDB.

Com base nesta decisão arbitrária, os advogados do tucano terão acesso aos dados desses internautas, o que possibilitaria a identificação e o pedido de punição individual. O cambaleante justificou a perseguição alegando que foi vítima de “caluniadores” e “detratores”.

Caso insista em concorrer novamente em 2018, desafiando os paulistas Geraldo Alckmin e até o eterno candidato José Serra, o senador mineiro-carioca sentirá no lombo como se dá a ação dos “caluniadores” e “detratores” da grande imprensa! Ele até sentirá saudades dos tuiteiros censurados!

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11 comentários

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Eduardo

05 de janeiro de 2015 às 10h26

É muito triste um partido politico ter que investir e tentar ganhar eleição com Geraldo xuxú para presidente da república! É como o PFL lançando José Agripino! Decadência! Quem sabe mudando de nome emplaque? Sugiro PAP: Partido da Avenida Paulista ou PSC: Partido do Serra da Cantareira !

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Marat

04 de janeiro de 2015 às 23h00

Estadão apoia Aécio, Serra, Alckmin, Aloysio et caterva, ou seja, qualquer um que esteja a serviço da direita no Brasil. A diferença é que, dependendo da conjuntura, um fará o papel de mocinho, outro de vilão (mas um vilão temporário), para que o vetusto (de idade e de ideias)jornal prossiga com seus embustes de liberdade, igualdade e fraternidade (para milionários), porque o resto, o resto o arcaico jornal quer mesmo é que se exploda…

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valdir mg

04 de janeiro de 2015 às 20h48

A oposição é a mídia golpista.
A cada eleição ela escolhe que irá representá-la.
Serra, aécio, alckim, marina, eduardo campos, etc….
Só esquece de combinar com o outro lado que tem o PT, tem Lula, tem Dilma.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Henrique

04 de janeiro de 2015 às 20h36

O recorde de SP/gov/tucano/20 anos, imbatível no planeta: 74 Km de metrô para 11 milhões de pessoas.
O paulista adora isto.
O ‘exuberante’ gov tucano/SP/20 anos disse que não faltará água em 2015 – a mídia confirmou a mentira do ‘exuberabte gov/SP.
O paulista diz ‘amém’ a qualquer notícia?) da mídia tucana.
A foto do ‘exuberante’ gov alckmin com o senador nota zero aécio, na campanha passada dizia: ‘o melhor para São Paulo”.
E o despolitizado povo paulista acreditou e acredita nesta outra mentira.
Quando o paulista vai sair desta letargia alienante de mais de 20 anos!?!?!

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Heitor

04 de janeiro de 2015 às 17h10

Dr Janot, em que gaveta anda aquela lista que o ConversaAfiada mostrou uma semana antes das eleições, no valor de R$ 166.000.000,00 do governo de Minas Gerais endereçada ao senador Aecio, com nomes de doadores e receptores de caixa 2?

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Tenho Pressa

04 de janeiro de 2015 às 16h42

Como se posicionara o PT com relacao a SP¿¿
Marta sera vice de Ak?
E verdade q PSDB vai mudar de nome por edtar muito corrompido a maneira de Assab?

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    valdir mg

    04 de janeiro de 2015 às 20h50

    kkkkkkkkkkkkkkkk que diferença nacional traz marta suplicy
    é só relaxar, rir e gozar

Cezar Gouvêa

04 de janeiro de 2015 às 16h01

Para quem conhece a História não tão antiga do Brasil, tudo isso cheira a “República Velha”, ao período que mediou entre a Proclamação e a Revolução de 30. É a velha disputa do “café com leite” onde o PRP paulista dava as cartas e o resto do Brasil assistia. Talvez seja por isso que FHC tenha se proposto a enterrar a era Vargas; talvez por isso não existe uma homenagem a Getúlio em nenhuma avenida paulistana. A solução tucana é essa: a volta aos bons tempos anteriores à CLT.

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Eunice

04 de janeiro de 2015 às 14h45

Ha uma duvida me martelando.A conta nao fecha.Passada a euforia e otimismo de mais uma festa dos trabalhadores e apos assistir ao documentario Dividocracia umas vezes devo fazer estas perguntas:
-se o desejo do governo e estimular a industria com juros mais altos nao seria um desestimulo?
-se nao e isso e o governo quer atrair capital,com juros a 11 nao atrairia, mas com mais 0,5 vai atrair?
-nao sendo nada disso,entao foi mera combinacao?
-por que um crescimento de 1 e tao pouco se a Europa vai crescer 0,1 e esta bom?
-qual sera o ponto da meta onde se vai mudar a politica?

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Julio Silveira

04 de janeiro de 2015 às 13h57

Rsrsrs. Esses caras são muito caras duras.
Espero que a maioria do povo nunca mais reconduza esses “nacionais” de coração estrangeiro ao principal poder do Brasil. Deus nos livre de virarmos um protetorado Yanke, ou quem sabe Ingles, subserviente, como já fomos.

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Mancini

04 de janeiro de 2015 às 12h46

Ai teria que perguntar ao Lula qual dos dois seria mais fácil para ele… http://refazenda2010.blogspot.com.br/

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