VIOMUNDO

Diário da Resistência


Santayana: O grau de cegueira e ignorância a que chegou Telaviv
Política

Santayana: O grau de cegueira e ignorância a que chegou Telaviv


25/07/2014 - 20h23

porta-voz de Israel

 Porta-voz da Chancelaria israelense, Yigal Palmor

25/07/2014

DE CEGOS E DE ANÕES

por Mauro Santayana, no Jornal do Brasil, sugerido por Márcio Ramos

(Jornal do Brasil) – Se não me engano, creio que foi em uma aldeia da Galícia que escutei, na década de 70, de camponês de baixíssima estatura, a história do cego e do anão que foram lançados, por um rei, dentro de um labirinto escuro e pejado de monstros. Apavorado, o cego, que não podia avançar sem a ajuda do outro, prometia-lhe sorte e fortuna, caso ficasse com ele, e, desesperado, começou a cantar árias para distraí-lo.

O anão, ao ver que o barulho feito pelo cego iria atrair inevitavelmente as criaturas, e que o cego, ao cantar cada vez mais alto, se negava a ouvi-lo, escalou, com ajuda das mãos pequenas e das fortes pernas, uma parede, e, caminhando por cima dos muros, chegou, com a ajuda da luz da Lua, ao limite do labirinto, de onde saltou para densa floresta, enquanto o cego, ao sentir que ele havia partido, o amaldiçoava em altos brados, sendo, por isso, rapidamente localizado e devorado pelos monstros que espreitavam do escuro.

Ao final do relato, na taverna galega, meu interlocutor virou-se para mim, tomou um gole de vinho e, depois de limpar a boca com o braço do casaco, pontificou, sorrindo, referindo-se à sua altura: como ve usted, compañero… con el perdón de Dios y de los ciegos, aun prefiero, mil veces, ser enano…

Lembrei-me do episódio — e da história — ao ler sobre a convocação do embaixador brasileiro em Telaviv para consultas, devido ao massacre em Gaza, e da resposta do governo israelense, qualificando o Brasil como irrelevante, do ponto de vista geopolítico, e acusando o nosso país de ser um “anão diplomático”.

Chamar o Brasil de anão diplomático, no momento em que nosso país acaba de receber a imensa maioria dos chefes de Estado da América Latina, e os líderes de três das maiores potências espaciais e atômicas do planeta, além do presidente do país mais avançado da África, país com o qual Israel cooperava intimamente na época do Apartheid, mostra o grau de cegueira e de ignorância a que chegou Telaviv.

O governo israelense não consegue mais enxergar além do próprio umbigo, que confunde com o microcosmo geopolítico que o cerca, impelido e dirigido pelo papel executado, como obediente cão de caça dos EUA no Oriente Médio.

O que o impede de reconhecer a importância geopolítica brasileira, como fizeram milhões de pessoas, em todo o mundo, nos últimos dias, no contexto da criação do Banco do Brics e do Fundo de reservas do grupo, como primeiras instituições a se colocarem como alternativa ao FMI e ao Banco Mundial, é a mesma cegueira que não lhe permite ver o labirinto de morte e destruição em que se meteu Israel, no Oriente Médio, nas últimas décadas.

Se quisessem sair do labirinto, os sionistas aprenderiam com o Brasil, país que tem profundos laços com os países árabes e uma das maiores colônias hebraicas do mundo, como se constrói a paz na diversidade, e o valor da busca pacífica da prosperidade na superação dos desafios, e da adversidade.

O Brasil coordena, na América do Sul e na América Latina, numerosas instituições multilaterais. E coopera com os estados vizinhos — com os quais não tem conflitos políticos ou territoriais — em áreas como a infraestrutura, a saúde, o combate à pobreza.

No máximo, em nossa condição de “anões irrelevantes”, o que poderíamos aprender com o governo israelense, no campo da diplomacia, é como nos isolarmos de todos os povos da nossa região e engordar, cegos pela raiva e pelo preconceito, o ódio visceral de nossos vizinhos — destruindo e ocupando suas casas, bombardeando e ferindo seus pais e avós, matando e mutilando as suas mães e esposas, explodindo a cabeça de seus filhos.

Antes de criticar a diplomacia brasileira, o porta-voz da Chancelaria israelense, Yigal Palmor, deveria ler os livros de história para constatar que, se o Brasil fosse um país irrelevante, do ponto de vista diplomático, sua nação não existiria, já que o Brasil não apenas apoiou e coordenou como também presidiu, nas Nações Unidas, com Osvaldo Aranha, a criação do Estado de Israel.

Talvez, assim, ele também descobrisse por quais razões o país que disse ser irrelevante foi o único da América Latina a enviar milhares de soldados à Europa para combater os genocidas nazistas; comanda órgãos como a OMC e a FAO; bloqueou, com os BRICS, a intervenção da Europa e dos Estados Unidos na Síria, defendida por Israel, condenou, com eles, a destruição do Iraque e da Líbia; obteve o primeiro compromisso sério do Irã, na questão nuclear; abre, todos os anos, com o discurso de seu máximo representante, a Assembleia Geral da Nações Unidas; e porque — como lembrou o ministro Luiz Alberto Figueiredo, em sua réplica — somos uma das únicas 11 nações do mundo que possuem relações diplomáticas, sem exceção – e sem problemas – com todos os membros da ONU.

Finalmente, lembremos ao Senhor Yigal Palmor, uma marcante diferença entre nossos dois países, com um último exemplo da “irrelevância” brasileira no contexto geopolítico: enquanto Israel depende em quase tudo – incluindo sua sobrevivência militar – dos norte-americanos, o Brasil é o quarto maior credor individual externo do tesouro dos Estados Unidos.

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50 comentários

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FrancoAtirador

29 de julho de 2014 às 01h23

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Sem Olhos para Gaza

A tão sonhada paz na região depende de Israel,
a parte mais forte e equipada do conflito

É lamentável que o Humanismo que aprendemos a cultivar,
em boa parte, como reação aos sofrimentos causados ao povo judeu,
venha a dar lugar a outra visão, em que predominará a expressão da dor no rosto,
coberto de lágrimas, da menina palestina, perdida no meio dos escombros
causados pelos bombardeios israelenses,
e que busca desesperadamente seus pais ou seus irmãozinhos, provavelmente mortos,
ao mesmo tempo que procura, em vão, entender o mundo que a rodeia.

Por Celso Amorim, na Carta Capital

(http://www.cartacapital.com.br/revista/809/sem-olhos-para-gaza-6206.html)
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Responder

Brancaleone

28 de julho de 2014 às 23h56

A diplomacia petista-brasileira é burra.
Tentaram reconduzir ao cargo o tal do Zelaia (lembram??) que foi deposto conforme a constituição hondurenha…
A Argentina faz o que bem entende com o Brasil (e dane-se o mercosul…)
Não são anões. São incompetentes mesmo.

Responder

    Nelson

    29 de julho de 2014 às 17h25

    O cara vem apenas repetir o que a mídia hegemônica incute na cabeça dele e ainda tem a coragem de dizer que “A diplomacia petista-brasileira é burra”.

Nelson

28 de julho de 2014 às 23h02

Aos que seguem acreditando que são os foguetes (traques) do Hamás e os supostos sequestro e mortes de três jovens israelenses, os motivos para mais esta campanha terrorista do governo de Israel contra o povo palestino, sugiro uma leitura no artigo abaixo, do geógrafo e cientista político italiano, Manlio Dinucci, que pesquei em http://www.globalresearch.ca/gasa-com-o-gas-na-mira/5392990.

Gaza, com o gás na mira

Para compreender melhor uma das razões do ataque israelense contra Gaza é necessário se ir em profundidade, exatamente a 600 metros abaixo do nível do mar, a 30 Km da costa litoral. Lá, nas águas territoriais palestinianas encontra-se um grande depósito de gás natural, Gaza Marinha, estimado em 30 bilhões de metros cúbicos, num valor de bilhões de dólares. Outros depósitos de gás e petróleo, de acordo com um mapa estabelecido pela U.S. Geological Survey (agência governamental dos Estados Unidos), encontram-se em terra firme, em Gaza e na Cisjordânia.

Em 1999, com um acordo assinado por Yasser Arafat, a Autoridade Palestiniana confiou a exploração da Gaza Marinha a um consórcio formado pelo “British Group” e “Consolidated Contractors” (companhia particular palestiniana), com respectivamente 60% e 30% das ações, nas quais o Fundo de Investimento da Autoridade Palestiniana tem um porcentagem de 10%. Dois poços de petróleo foram abertos, Gaza Marinha-1 e Gaza Marinha-2. Mas eles nunca jamais entraram em função, porque foram bloqueados por Israel, que queria todos os dividendos desse gás confiscados. Por intermédio do ex-Primeiro Ministro Tony Blair, enviado do “Quarteto para o Oriente Médio”, foi preparado um acordo com Israel que retiraria dos palestinianos ¾ dos futuros rendimentos do gás, colocando a parte que se lhes retornaria, numa conta internacional controlada por Washington e Londres. Entretanto, imediatamente depois de ter ganho as eleições de 2006, Hamas recusou o acordo qualificando-o de roubo, e exigiu uma renegociação do mesmo. Em 2007, o atual ministro israelense da Defesa, Moshe Ya’ alon disse que “o gás não poderia ser extraído sem uma operação militar que erradicasse o controle de Hamas de Gaza”.

Em 2008 Israel lançou a operação “Chumbo Fundido” contra Gaza. Em setembro 2012 a Autoridade Palestiniana anunciou que, apesar da oposição de Hamas, ela tinha retornado as negociações sobre o gás com Israel. Dois meses depois, a admissão da Palestina como um “Estado observador não membro” na ONU, veio a reforçar a posição da Autoridade Palestiniana nas negociações. Gaza Marinha continua entretanto bloqueada, impedindo os palestinianos de explorar a riqueza natural deles. Mas nesse ponto deu-se uma reviravolta e a Autoridade Palestiniana entrou num outro caminho. Em 23 de janeiro de 2014, de quando do encontro do presidente palestiniano com o presidente russo, Vladimir Putin, discutiu-se a possibilidade de confiar à companhia russa Gazprom a exploração dos depósitos de gás, nas águas de Gaza. Foi a agência Itar-Tass que o anunciou, ressaltando que a Rússia e a Palestina tinham um entendimento para reforçar a cooperação no setor energético. Nesse cenário, além da exploração dos depósitos de gás, tinha-se em mente as jazidas de petróleo nos arredores da cidade palestiniana de Ramalá, na Cisjordânia. Nessa mesma região a sociedade russa Technopromexport está pronta a participar na construção de uma central termoelétrica com uma potência de 200 MW. A formação do novo governo palestiniano de unidade nacional, em 2 de junho de 2014, reinforçava a possibilidade de que o acordo entre a Palestina e a Rússia chegasse a um bom porto, e atracasse bem. Dez dias mais tarde, em 12 de junho, teve-se o desaparecimento de três jovens israelenses, que foram retornados mortos em 30 de junho : esse veio a ser o pontual casus belli – motivo de guerra – que levou a operação “Barreira Protetora” contra Gaza. Essa é uma operação que entra na estratégia de Tel Aviv, que tem em vista também o se apropriar das reservas energéticas da inteira Bacia do Levante, na qual as reservas palestinianas, libanesas e sírias estão incluidas. Depois tem-se a estratégia de Washington, que em apoiando Israel, tem o controle de todo o Oriente Médio, assim como o impedir a Rússia de restabelecer uma influência na região, nos seus próprios planos.

Essa é uma mistura explosiva, na qual as vítimas são, ainda mais uma vez, os palestinianos.

Manlio Dinucci

Responder

wendel

28 de julho de 2014 às 18h50

Pequeno, cego e imbecil é este senhor que se intitula porta-voz!! Port -voz talvez de uma nação invasora, assassina, expansionista e colonizadora, vassala dos Estados Unidos, e que não se enxerga como nação independente!
Li que os Estados Unidos mandam milhares de dólares para àquele país, e é ocaso de se discutir se não é o lobby judeu que detém as maiores fortunas no mundo o culpado pela manutenção de um enclave que só provoca mortes e destruição!
Caso continuem com este genocídio contra o povo palestino, e se apoderem das ultimas terras, seria o caso de sugerirmos que todos os judeus pratiquem a Aliah, e povoem a tão falada “Terra Prometida””!
Será?

Responder

Urbano

28 de julho de 2014 às 14h57

A cegueira maior é do mundo que nunca viu as aberrações desse holocausto perpetrado contra os palestinos, desde o pós-guerra. Que a humanidade fique esperta, pois esses fascistas coligados com os illuminatis e bildeberg pretendem eliminar três terços da população mundial, e o terço que sobrar será unicamente para compor a força escrava a serviço deles. Os vermes da oposição ao Brasil vêm fazendo serviço sujo para eles desde muito tempo, crendo que serão sócios deles e estarão a salvos, coitados. Para eles, uma vez traidor, sempre traidor; logo…

Responder

    Urbano

    28 de julho de 2014 às 15h00

    Tá cá peste! Onde eu disse três terços, leia-se dois terços.

Vander

28 de julho de 2014 às 10h31

O que o Mauro Santayana esqueceu de comentar a respeito da estória do anão e do cego da Galícia, é que para escalar a parede do labirinto, o anão, espertamente, subiu nos ombros do cego. Chegando lá em cima, cuspiu pra baixo e deixou o cego a ver navios.

Hoje o anão vive vida boa em um paiseco tropical.

Responder

Fernando Antonio Moreira Marques

28 de julho de 2014 às 09h41

Apesar de atribuir nanismo à Diplomacia Brasileira, além de cegos, são também os anões.
A Diplomacia do Roubo de Terra só se mantém pela força bruta. Descrentes da possibilidade da existência de solidariedade entre os humanos, resolveram ocupar e isolar uma terra só para eles. Não se preocuparam que nelas existissem populações que as ocupavam há milênios, não se preocuparam sequer com ao menos indenizações para o desalojamento de milhões de pessoas, que achavam que deviam ser abrigadas pelos vizinhos, já que também eram árabes.
Simplesmente receberam trilhões em apoio financeiro de alienígenas e foram em frente, sem se preocupar com as consequências futuras de seus atos.
Estão num mato sem cachorro! Não sobreviverão se perderem a supremacia bélica! Sabem disso e por isso pretendem exterminar o que restou de vida humana à sua volta. Precisarão exterminar cada vez mais longe, pois quanto mais terras ocuparem, mais vizinhos hostis terão.
É ou não é cegueira e nanismo ao extremo?

Responder

Euler

28 de julho de 2014 às 00h43

Um documentário que nos ajuda a entender um pouco a história do conflito e do massacre em Gaza:

https://www.youtube.com/watch?v=3jNYlUj2gMU

Responder

Nelson

27 de julho de 2014 às 18h24

Um dos fatos mais relevante da diplomacia brasileira nas últimas décadas foi justamente a criação do Estado de Israel em 1948 e o jornalista Mauro Santayana talvez tenha sido o único a mencioná-lo. Não concordo com as atrocidades e crimes de guerra praticados pelo governo de Israel, mas não podemos deixar de observar, o que impede que essas mesmas atrocidades ocorra em território israelense, é a sua capacidade de defesa antiaérea, pois milhares de foguetes palestinos foram lançados contra Israel neste mesmo período.
Quanto ao Brasil uma pergunta tem me inquietado nesses dias, apesar de sermos relevantes no atual contexto mundial em varias áreas, fato reconhecido até pelo porta-voz israelense, qual a moral que temos para criticar o genocídio praticado por outra nação se no ano de 2013 foram praticados 56.000 assassinatos em nosso território das formas mais cruéis? O porta-voz de Israel sabendo que damos mais importância ao futebol do que a vidas humanas só mencionou o 7 x 1, e não esses dados horrorosos que correspondem a 11% dos assassinatos praticados no mundo no mesmo período. Fazendo-se uma matemática macabra, o número de pessoas mortas nas guerras de todo o oriente médio no ano 2013 é bem inferior aos 56.000 brasileiros mortos, a maioria jovens. Não se trata de sermos anões ou cegos na diplomacia, mais de sermos, assim como israelitas e palestinos, insensíveis à matança que acontece bem a nossa frente. A dor das famílias palestinas que vemos na mídia, é a mesma dor das famílias brasileiras quando veem seus entes queridos mortos numa violência sem fim.
Não vejo na mídia brasileira nenhum articulista importante, talvez seja um assunto que não interessa aos seus leitores ou até achem que isso é assunto para páginas policiais, criticar de forma veemente estas atrocidades praticadas contra o povo brasileiro e quando o fazem sempre está acompanhado de um viés político. Para diplomacia do Brasil deixo um conselho milenar: O tolo quando se cala, é tido por sábio.

Responder

    Euler

    27 de julho de 2014 às 21h03

    Gozado, não sabia que o governo brasileiro tinha convocado o exército para executar 56 mil cidadãos brasileiros. Milhares de pessoas morrem no mundo e isto, para os defensores do genocídio que acontece em Gaza, é comparável à matança deliberada de crianças e idosos por militares treinados e tecnologia da morte. Poderia estender um pouco mais este raciocínio e dizer que, em vista do holocausto nazista, o número de palestinos mortos é quase insignificante. Faltou apenas usar a suástica.

    Graças a Deus e ao povo brasileiro que a diplomacia do nosso país não está dominada por sionistas, como acontece com Israel e boa parte do estado norte-americano. Do contrário já teríamos criado inimizades, guerra e ódio com o mundo inteiro.

    FrancoAtirador

    27 de julho de 2014 às 21h31

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    Realmente, Nelson.

    Esse levantamento estatístico da ONG ‘Mapa da Violência’
    sobre o nº anual de homicídios no Brasil em 2012 [não 2013]
    é extremamente lamentável e absolutamente preocupante.
    (http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2014/Mapa2014_JovensBrasil_Preliminar.pdf)

    Mas, mesmo na “MATEMÁTICA MACABRA”, deve-se levar em conta

    RAZÕES E PROPORÇÕES DE UM MASSACRE DE LESA-HUMANIDADE:
    .
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    julho 26, 2014 13:41
    Revista Fórum

    MORRE UMA CRIANÇA POR HORA EM GAZA,
    denuncia a ONG Save The Children

    (http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/07/morre-uma-crianca-por-hora-em-gaza-denuncia-ong-save-children)
    (http://migre.me/kFxUt)
    .
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    23/7/2014
    Esquerda.Net

    Ofensiva israelita ultrapassa 600 mortos:

    UM QUINTO (20%) SÃO CRIANÇAS

    Segundo a ONU, 80% das vítimas em Gaza são civis.

    Israel bombardeia habitações, mesquitas, hospitais.
    Terça feira, o alvo dos seus ataques foi uma escola da ONU.

    (http://www.esquerda.net/artigo/ofensiva-militar-israelita-causa-mais-de-600-mortos-dos-quais-pelo-menos-121-sao-criancas)
    (http://migre.me/kFy2m)
    .
    .
    ARITMÉTICA DO GENOCÍDIO DE ISRAEL NA PALESTINA

    1 Dia = 24 Horas
    1 Ano = 365 Dias = 8.760 Horas

    Se Israel mata 1 Criança Palestina/Hora, em Gaza,

    então, MATARÁ 8.760 CRIANÇAS PALESTINAS, EM 1 ANO.

    Sabendo que o nº de crianças palestinas assassinadas

    corresponde a 1/5 (20%) do total de mortos em Gaza,

    Então, pode-se afirmar que os Fascistas Israelenses

    matarão (5 x 8.760) 43.800 PALESTINOS, em 1 ANO.
    .
    .

    FrancoAtirador

    27 de julho de 2014 às 21h50

    .
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    27 de Julho, 2014 – 00:40h
    Esquerda.Net (Portugal)

    Ataque israelita já fez mais de mil mortos em Gaza

    Em Gaza, as horas de trégua deste sábado
    serviram para remover escombros e encontrar cadáveres.

    O último balanço dá conta de mais de mil mortos,
    sobretudo civis.

    Em Telavive teve lugar a maior manifestação de israelitas
    contra a incursão militar do Estada de Israel na Palestina.

    O protesto em Telavive foi o maior já realizado desde o início
    dos bombardeamentos israelitas à faixa de Gaza.

    Segundo o jornal israelense Haaretz, mais de sete mil pessoas
    juntaram-se na Praça Rabin para apelar ao fim imediato
    da incursão militar e o regresso às conversações de paz.

    Ao mesmo tempo, as horas de trégua em Gaza foram aproveitadas
    pela população para regressar aos bairros e localidades
    em escombros e tentar localizar mais vítimas
    dos 19 dias de bombardeamentos israelitas.

    Mais de 130 cadáveres foram encontrados
    e ao fim do dia o Ministério da Saúde de Gaza divulgou
    que o número de mortes confirmadas
    foi de 1030 e mais de 6000 feridos.

    Por seu lado, o exército de Israel
    confirmou a morte de 42 militares
    desde o início da operação.

    O Governo israelita decidiu na noite de sábado
    estender por mais 24 horas a pausa nos bombardeamentos,
    ao mesmo tempo que apelou à população de Gaza
    para não regressar às zonas evacuadas
    e garantiu que continuará a destruir
    os túneis utilizados pelo Hamas.

    A resposta do Hamas surgiu de imediato,
    com um porta-voz a considerar inaceitável
    “qualquer cessar-fogo humanitário
    que não assegure a retirada
    dos soldados ocupantes do território de Gaza,
    que não permita o regresso da população às suas casas
    e não proteja a evacuação dos feridos”.

    (atualização 27/7, 11h50:
    o exército israelita anunciou
    o fim do prolongamento da trégua).

    (http://www.esquerda.net/artigo/ataque-israelita-ja-fez-mais-de-mil-mortos-em-gaza/33541)
    (http://migre.me/kFzPn)
    .
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    27 Jul, 2014, 12:11 / atualizado em 27 Jul, 2014, 12:14
    RTP (Portugal)

    Hamas aceita trégua humanitária
    de 24 horas na Faixa de Gaza

    O Hamas aceitou este domingo,
    após mais uma vaga de confrontos com Israel,
    uma nova trégua na Faixa de Gaza,
    agora de 24 horas.

    O movimento islamita palestiniano
    tomou a decisão “em resposta”
    a consultas das Nações Unidas.

    (http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=755763&tm=7&layout=122&visual=61)
    .
    .

    Nelson

    27 de julho de 2014 às 23h32

    Caro Euler e Franco Atirador

    Em nenhum momento eu acusei o governo brasileiro como responsável palas mortes causadas pela violência no Brasil, embora saibamos que as políticas públicas adotadas até o momento têm surtido pouco efeito no combate a violência. Tampouco tentei justificar os crimes de guerra cometidos por Israel, apresentando os números alarmantes da violência no Brasil. A minha intenção foi mostrar a grande relevância dada pela maioria dos articulistas ao conflito entre Israel e Palestina e quase nenhuma relevância aos graves problemas brasileiros. Façamos urgentemente o nosso dever de casa, outros povos esperam pela nossa colaboração.

    FrancoAtirador

    28 de julho de 2014 às 20h25

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    Caro Nelson.

    Não há dúvida que o Direito à Vida deve ser defendido por todos, em qualquer lugar do Planeta, a começar pela própria Comunidade que se convive.

    Mas aqui se trata de Direito Internacional, de Independência e Soberania dos Países, e principalmente de Agressão Desmedida de um Governo Estrangeiro contra uma População Civil Inteira de Inocentes, não de litígios domésticos, crimes passionais, briga de vizinhos, acidentes de trânsito ou mortes violentas causadas por embriaguez.

    Mesmo que internamente enfrente problemas, em relação à violência proporcionada fundamentalmente pela Desigualdade Social característica dessa fase Neoliberal do Capitalismo, também sofrida, diga-se de passagem, pela maioria dos habitantes do Planeta, inclusive dos United States e da Europa,
    o Estado Brasileiro soberanamente fez o ‘dever de casa’, isto é, cumpriu com a Obrigação Moral e Institucional de Defesa dos Direitos Humanos Universais,
    quando, diante do Mundo, diplomaticamente censurou a Desproporcionalidade do Ataque Militar de Israel à Palestina,
    no momento em que ficou evidenciada a Tentativa de Extermínio de um Povo pela Invasão Territorial de um Exército Agressor.

    Para se ter uma idéia do Morticínio ocasionado pelos Fascistas Israelenses contra os Palestinos em Gaza,
    é até possível se aproveitar dos dados estatísticos constantes da Pesquisa da ONG ‘Mapa da Violência’ [MV], acima mencionada.

    Observe-se a seguinte comparação:

    ARITMÉTICA DO GENOCÍDIO DE ISRAEL NA PALESTINA [2]

    BRASIL

    Área: 8.515.767 Km²

    População (2012) [Pág. 12 MV]: 194 MILHÕES de habitantes

    Nº Homicídios/Ano (2012): 56.337

    Taxa Homicídios (2012) [Pág. 17 MV]:

    29 [VINTE E NOVE] POR 100 MIL habitantes

    GAZA

    Área: 360 Km²

    População (2014): 1,8 MILHÃO

    Nº Homicídios/Ano: 43.800 PALESTINOS ASSASSINADOS POR ISRAEL

    Taxa Homicídios:

    2.400 [DOIS MIL E QUATROCENTOS] POR 100 MIL habitantes
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    [Vide comentário Dom 27/07 21:31]

    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Faixa_de_Gaza)
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Euler

27 de julho de 2014 às 10h36

Mais um ótimo texto do jornalista Santayana. Eu, pessoalmente, considero que Israel é um caso perdido. Um arremedo de estado bancado pelos judeus ricos e pelos EUA, com o apoio da mídia golpista do mundo inteiro, e que se julga no direito de fazer o que bem entende. Não respeita as leis internacionais; não faz o menor esforço para uma solução pacífica do conflito com os palestinos – que são os verdadeiros prejudicados, pois perderam sua terra, suas casas, suas vidas, sua cultura, enfim.

Se a política internacional tivesse um pouco mais de equilíbrio de forças – e não apenas o poderio militar dos EUA e países ricos da Europa como um bloco hegemônico – seguramente os sionistas do estado de Israel seriam levados às barras da Justiça, condenados e presos. Cometem crimes lesa-humanidade o tempo todo, exterminando crianças e idosos sem qualquer chance de defesa, e ainda são apoiados por cretinos, que apresentam justificativas ridículas, do tipo: Israel tem direito de se defender. Claro que tem. Mas, genocídio contra um povo desarmado não pode ser confundido com o direito de defesa, não; é crime contra a humanidade! Simples assim.

Quantos judeus morreram com as bombinhas do Hamas? Praticamente nenhum, graças ao avançado sistema de defesa de Israel. Quantos palestinos, que vivem cercados em campo de concentração, sem qualquer sistema de defesa, morreram com os mísseis teleguiados e os tanques de Israel? Mais de 1.000 em poucos dias, fora os milhares de feridos e a destruição total das moradias, hospitais, escolas e mesquitas.

Chamar este cenário de uma defesa legítima por parte de Israel é algo cínico, sórdido, que só se pode esperar de algum ser insensível. É preciso ser muito mau caráter, até, para não ver que o que acontece ali é um criminoso genocídio contra um povo já humilhado e massacrado pelo covarde cerco israelense.

Responder

FrancoAtirador

26 de julho de 2014 às 23h37

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A VERDADE HISTÓRICA CONTRA OS MITOS MIDIÁTICOS FASCISTAS:

Intervenção na II Conferência Internacional
de Solidariedade com o Povo Palestiniano,
realizada no México em 15/Maio/2002:

DO GENOCÍDIO FASCISTA ISRAELENSE À HERÓICA SAGA PALESTINA

Por Miguel Urbano Rodrigues

O Genocídio que atinge o Povo da Palestina
será recordado pelo Tempo adiante
como uma Mancha Repugnante na História da Humanidade.

Menos transparente é outra realidade.

A criação do Estado de Israel, responsável pela tragédia que nos reúne nesta Conferência, assenta sobre Mitos que deturpam a História.

A acumulação e difusão desses mitos está na origem de situações, actos políticos e crimes que tornaram possível a repetição no inicio do século XXI de uma monstruosidade civilizacional.
Apoiado pelos EUA o Estado construído por vítimas do holocausto nazi concebe e executa um moderno holocausto.

Uma pirâmide de falsidades e mentiras sinaliza a estrada do tempo
que conduziu a chacinas como as de Sabra, Shatila
[(http://migre.me/kECzY), (http://migre.me/kECBJ) e (http://migre.me/kECOP)]
e Jenin [(http://migre.me/kECMQ) e (http://migre.me/kECHs)].

Na base delas está o Mito Básico, o mais trabalhado de todos,
aquele que desencadeou o movimento do regresso dos judeus
à ‘Terra Santa dos Antepassados’.

A esmagadora maioria dos israelenses que vivem no Estado de Israel
e se assumem como judeus não descendem do povo que invocam.

A saga da diáspora judaica, alavanca das teses de Theodor Herzl que promoveram a ‘Volta à Pátria Perdida’,
foi edificada sobre uma Inverdade Histórica.

Jerusalém era uma cidade pequena quando, por duas vezes, a sua população, maioritariamente de judeus, foi expulsa pelos Romanos.
Não eram mais do que alguns milhares os que dela saíram após a revolta esmagada por Tito, no ano 70.
Adriano, no século II, arrasou totalmente Jerusalém como castigo de nova insurreição.
Os judeus deportados após a mortandade foram também poucos.

Não ha milagres na multiplicação dos seres humanos.
Olhamos hoje para os askenazis, vindos da Alemanha, da Polónia, da Europa Ocidental e para os sefarditas, chegados de países muçulmanos, e tudo nos seus traços fisionómicos difere, a denunciar origens étnicas diferentíssimas.
Nuns e noutros, a percentagem de sangue judaico, após cruzamentos processados ao longo dos séculos, é mínima.
Os primeiros tratam aliás os segundos com sobranceria, considerando-os cidadãos inferiores.
E os judeus negros da Etiópia e de outros países africanos?

É a religião e não o sangue que estabelece a ponte do judaísmo entre essas comunidades e a suposta pátria de origem.

Mas, porventura, será hoje a religião o denominador comum aglutinador da nação que se diz descendente de Abraham?

A resposta é negativa.

Muitos judeus israelenses não praticam actualmente a religião hebraica
e as suas convicções religiosas são, pelo menos, débeis.

A tradição, o culto dos antepassados, o acervo de uma cultura defendida com tenacidade
e condensada [primeiro, pelos judeus, na Tanakh:
(http://migre.me/kEDiS), (http://migre.me/kED7N), (http://migre.me/kEDlA)
e, depois, pelos cristãos] na Bíblia, (o Antigo Testamento)
aí estão as raízes do sionismo e a explicação da especificidade contraditória de um estado confessional
cujos filhos duvidam (uma percentagem considerável) da existência de Deus [tal como pré-concebido tradicionalmente pela Religião Judaica, isto é: o ‘Senhor dos Exércitos’ Vingativo e Castigador, cuja concepção foi também adotada, mais tarde, por algumas denominações religiosas ‘cristãs’ (http://migre.me/kEFi3)].

É inquestionável que os antepassados dos palestinos árabes chegaram à Palestina há uns 5000 anos, subindo da Península Arábica, muito antes das primeiras comunidades hebraicas.
Eram aparentados, como povos semitas vindos de um tronco comum.
Uns e outros assumiam-se como descendentes de Sem
e falavam idiomas muito parecidos que ainda hoje apresentam grandes afinidades.

Os primeiros fundiram-se rapidamente com algumas das tribos que povoavam a região; os segundos muito menos.

O processo de miscigenação dos antigos palestinos foi tão complexo que a própria palavra Palestina deriva dos Filisteus,
descendentes dos chamados Povos do Mar, invasores arianos e não semitas.

Não cabe aqui acompanhar a história dos primitivos hebreus e as suas aventuras desde o Nilo ao Eufrates, com passagem pelo vale do Jordão. Encontramos uma síntese muito interessante no livro de Ernesto Gomez Abascal ,que foi embaixador de Cuba na Síria e na Jordânia (1).

O que me parece útil recordar é que a agressividade genocida do estado de Israel tem um precedente na agressividade expansionista dos judeus vindos do Egipto.
Actuavam então por ‘Mandato Divino’, como ‘Povo Especial’.

Segundo o Antigo Testamento [vide: Pentateuco (http://migre.me/kEFq6)],
Jeová informou Moisés de que seria dos hebreus todo o território
desde o deserto até ao mar e ao Eufrates, isto é, a Palestina, o Líbano, a Síria e parte do Iraque, isto é, o hoje chamado Crescente Fértil (http://migre.me/kEFs0).

Como tentaram apossar-se de tão vasta e povoada Região?

O livro de Josué iluminou-lhes o caminho:
‘Quando tiverdes atravessado o Jordão entrando pela terra de Canaã, afastareis do vosso caminho todos os moradores do país e destruireis todos os seus ídolos de pedra, e todas as suas imagens fundidas e destruireis todos os lugares elevados: e expulsareis os moradores da terra e residireis nela porque eu vô-la dei para que seja a vossa propriedade’ (cap. 33, vers 50 a 53).
‘Porque tu és povo santo para Jeová, o teu deus. Jeová, o teu deus te escolheu como povo especial, mais do que todos os povos que estão sobre a terra’ (cap. 7, vers 6).
‘E destruíram a fio de espada tudo o que havia na cidade; homens e mulheres, moços e velhos, até os bois, as ovelhas e os burros.» (cap. 8, vers 24 e 26 (…) Subiu logo Josué e todo Israel com ele de Eglon a Hebron e combateram esta (…)matou tudo o que tinha vida, como Jeová, deus de Israel, lhe tinha ordenado'(cap. 10, vers 34 e 40).

Não faltam a Ariel Sharon, como se verifica, fontes bíblicas de inspiração.
Jeová nada tinha de humanista, era um deus violento, racista,
que fazia da guerra e das chacinas alavanca da história.

A agressividade actual dos dirigentes israelenses não é, portanto, um fenómeno circunstancial.
Tem raízes antiquíssimas.

O movimento sionista nasceu agressivo numa época em que contou com a simpatia da ‘intelligentsia’ europeia,
justamente indignada com o anti-semitismo que se manifestava nos repugnantes ‘pogroms’ da Polónia e da Rússia.

Nos finais do século XIX, na Palestina, então submetida ao domínio turco, 91% da população eram árabes palestinianos.
Os judeus, de imigração recente, não ultrapassavam 50 mil.
Quase 99% das terras pertenciam aos camponeses árabes.
Mas os pioneiros do sionismo já projectavam o futuro Israel.

Theodor Herzl no seu livro ‘O Estado Judaico’, de 1896, escreveu:
’em Basileia fundei o estado judaico (se hoje dissesse isso em voz alta todos me responderiam com uma gargalhada). Talvez dentro de cinco anos, mas certamente dentro de cinquenta toda a gente o saberá’.

Em 1914, Chaim Weizman, que seria o primeiro presidente de Israel, escreveu nas suas Memórias:
‘Na actualidade somos um átomo mas é razoável afirmar que se a Palestina cair na esfera da influencia britânica, e se a Grã-Bretanha incentivar o estabelecimento de um estado judaico, então como dependência britânica, podemos esperar ter ali dentro de 25 a 30 anos, um milhão de judeus, pelo menos, e eles se encarregarão de constituir uma guarda eficaz para o Canal de Suez’.

Weizman tinha os ‘dons dos antigos profetas’.
O que não previu foi que ao decadente Império Britânico sucederia o vigoroso Império Norte-Americano e que o Estado de Israel, imaginado por ele, se transformaria no seu Cão de Guarda para todo o Médio Oriente.

Israel, gerado por decisão do imperialismo britânico ao criar o chamado ‘Lar Nacional Judaico’, nasceu, não se pode negar a evidência, de um Facto Colonial.

Entretanto, transcorrido mais de meio século sobre a partilha da Palestina aprovada pelas Nações Unidas, Israel é uma realidade.
Os próprios revolucionários palestinos reconhecem essa evidência.

Os mais de cinco milhões de israelenses que vivem hoje no Estado judaico ali implantado não são colectivamente responsáveis pelas políticas que tornaram possível a sua formação.
Israel não pode ser apagado do mapa, por mais monstruosos que sejam os crimes dos seus actuais dirigentes.

Mas a solidariedade com a Palestina árabe exige a desmontagem do edifício de mentiras históricas montado pelo Imperialismo e pelo sionismo na tentativa de justificar o injustificável.

Genocídios como os de Sabia e Shatila e o recentíssimo de Jenin não foram tragédias ocasionais.

Nos últimos anos do mandato britânico as organizações terroristas israelenses Haganah (http://migre.me/kEFFH), Irgun (http://migre.me/kEFEZ) e Stern [(http://migre.me/kEFIS) cometeram incontáveis crimes (http://migre.me/kEFKY) numa escalada de violência dirigida contra os árabes palestinos, então amplamente majoritárias.

Segundo o censo de 1946, os árabes palestinos residentes
eram 1.237.000 [um milhão e duzentos e trinta e sete mil]
e os judeus apenas 608.000 [seiscentos e oito mil].
E somente 8% das terras pertenciam aos segundos.
O Plano de Partilha aprovado pela ONU atribuiu, entretanto,
ao futuro estado judaico, 56% da superfície da Palestina.

E que aconteceu?
Os israelenses ocuparam 75% do território, inviabilizando a criação do Estado Palestino.

Quando a ONU tentou fiscalizar o cessar-fogo, o bando terrorista Stern assassinou em Jerusalém o Conde Bernardotte [que havia sido indicado pela Assembléia Geral da ONU como Mediador do conflito Árabe-Israelense, em 1948: (http://migre.me/kEFUF)].

Em tempo brevíssimo 400 mil palestinos foram expulsos das suas terras.
Quase 500 aldeias foram arrasadas numa orgia de barbárie.
Em poucas horas a Irgun massacrou 254 palestinos na aldeia de Deir Yassin.

Aterrorizar as populações, esvaziar a Palestina de árabes era o objectivo dessas acções de terror.

Mais tarde, Menahem Beguin, que foi primeiro ministro, comentou assim a chacina por ele comandada:
‘O massacre não somente se justificou
como o Estado de Israel não existiria
sem essa vitoria’.(2)

Sob essa apologia do genocídio, transparece a política que Yossef Weitz,
dirigente do Fundo Nacional Judaico, ordenou numa sentença monstruosa:
‘Entre nós deve ficar claro que não existe espaço para dois povos neste país(…) não há outro caminho que não seja a transferência dos árabes para os países vizinhos, a mudança de todos eles; nenhum deles, nenhuma tribo deve permanecer aqui’.(3)

Três guerras com estados vizinhos irromperam desde a criação de Israel.

Uma Resolução das Nações Unidas, entre todas famosa, a 242, de 22 de Novembro de 1967,
intimou Israel a devolver os territórios ocupados pela força das armas.
Outra, fundamental também, determinou o regresso dos refugiados aos lugares de onde haviam sido expulsos pelo exército de Israel.

A posição israelense sobre essas questões cruciais encontramo-la condensada num cínico comentário de Golda Meier:
‘Como vamos devolver os territórios ocupados?
Não existe ninguém a quem devolver algo.
Essa coisa a que chamam palestinos não existe’.(4)

A história recente é melhor conhecida.

Se há uma palavra que defina bem os acontecimentos
que nas últimas décadas tiveram por cenário a Palestina
é a palavra ‘Tragédia’.

O Estado comandado por Ariel Sharon não renuncia ao cumprimento das profecias da Torah
que apontam o caminho da violência para a realização do sonho de ‘Eretz Israel’, ou seja, a ‘Grande Israel’.

Em Tel Aviv as tácticas e o discurso político mudaram ao sabor do ocupante da Casa Branca, sempre o grande aliado.
Mas o objectivo de aniquilar a Nação Palestiniana manteve-se.

A Primeira Intifada (http://migre.me/kEGZV) demonstrou claramente que o Povo Árabe da Palestina não renuncia ao Direito Inalienável de construir o seu próprio Futuro
como Nação Independente, Plenamente Soberana, no que resta – Cisjordânia e Gaza –
dos territórios povoados pelos seus antepassados
muitos séculos antes da chegada ali das primeiras tribos de judeus.

Seria uma solução aceitável simultaneamente por palestinianos e israelenses.
Mas para isso seria, obviamente, necessário cumprir os Acordos.
Ora, essa nunca foi a intenção dos dirigentes israelenses.

O aparecimento exibicionista, em acto de provocação, de Ariel Sharon
na Esplanada das Mesquitas, na Velha Jerusalém,
assinalou o início da Segunda Intifada (http://migre.me/kEH6Q)
e da actual Escalada Genocida contra o Povo Árabe da Palestina.

Nem a imaginação de um Sófocles ou de um Shakespeare concebeu tragédia comparável à que se abateu sobre as cidades e aldeias dos territórios governados pela Autoridade Nacional Palestiniana.

Os bombardeamentos diários de áreas urbanas e rurais, a destruição das estruturas básicas da sociedade, como escolas, hospitais, edifícios administrativos, estabelecimentos comerciais, serviços de luz, água e comunicações, o assassínio de mulheres e crianças, o cerco à sede de Yasser Arafat em Ramallah, e chacinas colectivas como a de Jenin –

serão pelo tempo afora recordados como exemplos da Barbárie de um Estado Confessional Responsável por uma das Páginas mais Repugnantes da História da Humanidade.

James Petras encontra para Jenin, como analogia, o Gueto de Varsóvia destruído pelas SS de Hitler.
A José Saramago, a aldeia palestiniana eliminada traz à memória Auschwitz, paradigma da loucura assassina nazi.
A mim faz-me recordar ambos.

O ‘buldozer’ Sharon, como já lhe chamam, é, pelos métodos e pela ideologia, um discípulo eficiente de Hitler.

Creio enunciar uma evidência ao afirmar que em cada um de nós, aqui reunidos no México, por iniciativa do Partido do Trabalho e da OSPAAAL,
a angústia e a indignação provocadas pelo Genocídio que atinge a Nação Palestiniana
são acentuados pela Consciência de que esse Crime de Lesa-Humanidade não seria possível sem a cumplicidade e o apoio ostensivo dos EUA.

Por si só, Ariel Sharon não teria condições mínimas
para empreender o seu Plano de Destruição da Palestina.

Os seus Crimes contam com o Respaldo de Washington,
mais exactamente do Sistema de Poder que Governa os EUA,
um Sistema igualmente Monstruoso, cuja Estratégia de Dominação Mundial
deixa já transparecer o Perigo de uma Ditadura Militar Planetária,
ou seja, uma Ameaça Global à Humanidade.

Os Povos Condenam com Firmeza Crescente o Genocídio Palestiniano.

Mas a Matança Prossegue.

É Financiada.
Ultrapassa 3 Bilhões de Dólares anuais a ajuda Norte-Americana
ao Estado Assassino de Ariel Sharon.

A Passividade dos Governos da União Europeia perante o Genocídio
é outra Indignidade.
Afirmam lamentá-la, mas a sua atitude é de Submissão à Estratégia dos EUA,
que transformaram o Conselho de Segurança da ONU em Dócil Instrumento da sua Política Imperial.

A Íntima Aliança entre a Extrema-Direita Israelense e o Governo dos EUA
Contribui para Evidenciar o Significado Internacionalista e Humanista
da Luta Heróica do Povo Árabe da Palestina.

Essa Pequena e Valente Nação, ao Resistir com Firmeza Homérica
à Tentativa de Holocausto Contra Ela Comandada Pelos Filhos e Netos
das Vítimas do Holocausto Judeu da Segunda Guerra Mundial —
essa Palestina de Raízes Milenárias Assume na Realidade
a Defesa de Valores Eternos da Humanidade.

A Palestina Resiste!
O seu Povo Sobrevive e Multiplica-se
sob o Vendaval de Metralha do Fascismo Israelense.

Segundo um Estudo da Universidade Judaica de Haifa, no ano 2020
a população total de Israel, da Cisjordania e Gaza terá ultrapassado os 12 milhões.
Desse total 58% serão árabes palestinos.
De maioria que são hoje os israelenses terão nessa época passado a minoria.

Represento nesta Conferência o PCP. É com orgulho que aqui lembro ter sido permanente, fraternal e incondicional ao longo do tempo a Solidariedade dos portugueses com o Povo Épico da Palestina.

Ao reafirmá-la calorosamente desta Tribuna, expresso a nossa Confiança Inabalável
na Vitória Final desse Pequeno-Grande Povo
que se bate hoje pela Humanidade Inteira.

Vocês Vencerão, Companheiros da Palestina!

_______________
Notas
(1) Ernesto Gomez Abascal, Palestina – Crucificada la Justicia, Editora Politica, Havana, Abril de 2002
(2) OB.ctda, pg 203
(3) Idem, pg 32
(4) Idem, pg 54

(http://resistir.info/mur/palestina_mexico.html)
(http://migre.me/kEBHB)
.
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SOMOS TODOS PALESTINA LIVRE!

HASTA LA VICTORIA!

SIEMPRE!
.
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Responder

Marat

26 de julho de 2014 às 23h10

Todos sabemos que Israel é um monstro criado pelos Estados Unidos, com a anuência de um brasileiro!
De todo modo, tal país, que mais se assemelha a um adolescente tosco, assassino e psicopata, que só se garante porque tem um pai alcoólatra e terrivelmente ignorante, e vive a praticar roubos e assassinatos…
Bem, com mais esse genocídio (e quantos mais virão) este triste país se coloca no panteão do terrorismo internacional, enquanto a tal “comunidade internacional” continua agindo como uma prostituta (especialmente a europa – com minúscula mesmo!) que faz qualquer coisa por dinheiro, mesmo que manchado de sangue!

Responder

francisco de Castro

26 de julho de 2014 às 20h25

Israel, o Estado assassino nazi-sionista que NÃO merece existir. Seguramente, representa hoje, um dos maiores erros da humanidade.

Responder

Luiz

26 de julho de 2014 às 18h06

Sanção econômica, das bravas para Israel

Responder

Jacinto

26 de julho de 2014 às 17h58

Se tirar o sistema financeiro internacional e a mídia do golias ele se transforma em anão.

Responder

juarez

26 de julho de 2014 às 17h07

parabens Brasil,por ter a coragem de puxar a orelha do filho rebelde dos norte americanos,um dia a tutela acabara.

Responder

juarez

26 de julho de 2014 às 14h59

parabens a voce Brasil, que teve a coragem de puxar a orelha do filho desobediente dos americanos,quero ver qdo papai nao puder mais sustentar essa desobediencia,ai a coisa vai ficar preta.

Responder

HESS

26 de julho de 2014 às 14h40

SIONISMO: CANCER DO PLANETA

Responder

augusto2

26 de julho de 2014 às 13h16

acontece com o autor o que em sua epoca acontecia com gente como Elis regina. Ninguem sabia lá muito bem que determinada canção era linda, embora ja estivesse saido na voz de varios.
Até que elis a gravasse.

Responder

    Elias

    26 de julho de 2014 às 14h34

    Dá pra desenhar? Não entendi nada. Quem é burro, eu ou você?

Elias

26 de julho de 2014 às 12h56

“Antes de criticar a diplomacia brasileira, o porta-voz da Chancelaria israelense, Yigal Palmor, deveria ler os livros de história para constatar que, se o Brasil fosse um país irrelevante, do ponto de vista diplomático, sua nação não existiria, já que o Brasil não apenas apoiou e coordenou como também presidiu, nas Nações Unidas, com Osvaldo Aranha, a criação do Estado de Israel.” Mauro Santayana

Este parágrafo basta para demonstrar a estupidez e a ignorância de Yigal Palmor, porta-voz do Sionismo que é irmão mais velho do Nazismo. O Sionismo, graças às forças democráticas do mundo matou o Nazismo. Mas numa comparação profunda vamos ver que a cara de um é focinho de outro. É como Caim e Abel. E o Sionismo é o Caim.

Responder

Carlos

26 de julho de 2014 às 12h23

Bom,
Vai ficando cada vez mais divicil chorar pelas vítimas do Holocausto. Uma pena que Hollywood não vá fazer nenhum filme sobre vítimas Palestinas na faixa de Gaza e que Jack Bauer não vá se empenhar por salvar os palestinos do terrorismo do Estado de Israel.

Responder

Zanchetta

26 de julho de 2014 às 11h12

O grau de ignorância que chegou ao Itamaraty…

Até 2002 o Brasil era visto como um mediador por ambos os lados.

Depois disso, graças ao ranço anti-EUA, conseguimos descontentar um dos lados e ainda somos ridicularizados por isso…

Responder

    João

    26 de julho de 2014 às 14h50

    Au Au Au, vira-lata legitimo.

    Nelson

    28 de julho de 2014 às 23h58

    Até 2002, éramos respeitados, né Zanchetta. Só tinhamos que tirar os sapatos para entrar nos EUA. Mas, para quem é bajulador, sabujo, baba ovo isso não é problema. É feito com “mucho gusto”.

    Luís Carlos

    29 de julho de 2014 às 13h53

    Silencias diante do assassinato de crianças? Apoias a morte de crianças por um exército? Não aguentarias 1h dentro de um presídio. Os mais violentos assassinos não admitem assassinos de crianças, como você parece apoiar silenciando diante do governo assassino e covarde de Israel.

maria do carmo

26 de julho de 2014 às 10h30

Vergonhosa reacao da colonia de Higienopolis nao ha justificativa para o genocidio dos Palestinos em Gaza e e so verificar o tamanho do antigo territorio da Palestina e o que restou. Israel nao soube ser grata a ninguem e quem nao sabe ser grato nao tem qualidade alguma, seria bom que os esquecidos lessem o belissimo texto de Santayana.O mundo e um lugar perigoso de se viver, nao apenas por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam acontecer’ os omissos e daqueles que justficam.

Responder

Edgar Rocha

26 de julho de 2014 às 01h51

Se Israel levar um caldo em função de sua atual peleja contra a Palestina, este será derradeiro. Sinto isto quando vejo o modo esperneante como defende suas posições políticas. Não é só falta de argumento diante dos fatos. É o temor estar perdendo a força moral e política em função de sua arrogância. Neste momento, o máximo que conseguiu Israel diante das representações internacionais foi um alto grau de abstenções quanto às medidas que propostas contra si, de países que não têm interesse em peitar os EUA no momento. Mas, isto já é um sinal. Não é um apoio a Israel. É o temor aos EUA. E este é seu último aliado.

Chegar ao ponto de desrespeitar o Brasil, um país que historicamente sempre foi aliado, é coisa de falastrão, com medo de tudo e ciente de sua fragilidade. Quando o pragmatismo americano pender estrategicamente para a opinião pública internacional (e isto depende de certos fatores bastante complexos, como a pressão dos países com algum poder de fogo contra a economia americana, muito mais que o poder bélico, além das pressões internas), podem esperar um novo Êxodo, possivelmente. Árabes não vão deixar barato os tantos anos da incômoda presença sionista na península.

Responder

LeX

26 de julho de 2014 às 01h26

Varias coisas que foram ditas no texto e nos comentarios levam a crer que a culpa dos conflitos é de Israel, o que mostra a clara lateralidade e falta de conhecimento sobre as verdadeiras motivações das guerras no oriente medio, que parece desconhecer as declaraçoes do HAMAS, o que é Jihad e da resolução de Cartum ou os 3 nãos onde os paises arabes assinaram que Não reconheceremos Israel, Não negociaremos com Israel, Nâo haverá paz enquanto houver um judeu vivo…
E acham que o Brasil é grande coisa por que fez uma copa, e recebeu os politicos do mundo, que aqui vieram de ferias…
sobre o Brasil ter mandado a força expedicionária, o amigo precisa estudar mais sobre a historia do brasil na 2ª guerra, episodio este em, que o Brasil nao queria tomar partido, pois nao queria se indispor com a Alemanha, e mandou os expedicionários quase que obrigado pelos americanos…
Expedicionários mal treinados ( ou não treinados) que não fizeram feio, mas que sofreram horrores.
O brasil teve seu papel e “NO PASSADO” o fez bem, mas como diz um amigo meu:
Sabe quando vc está numa reunião (seja de trabalho, da faculdade, grupo de estudos, etc., etc.) e aquela pessoa, que todos conhecem pelos seus comentários totalmente impertinentes e sem sentido, pede a palavra? O que acontece? Todos na reunião simplesmente ignoram o que foi dito e tocam a reunião como se aquele comentário – esdrúxulo – não existisse!!!
Alguém já passou por uma situação parecida?

Então, é exatamente assim que eu vejo o Brasil no campo das relações internacionais e da política mundial, realmente, irrelevante e um “anão na diplomacia”.

Isso é culpa do governo que dá pitaco onde e quando não deve e quando é solicitado a emitir alguma opinião, só fala besteira!

Responder

    Gabriel

    26 de julho de 2014 às 10h13

    Lex eu não costumo escreve neste post brasileiro, mas deipois destas afirmaçôes que vc colocou acima fui obrigado a colocar.Não sei se vc é professor de história pelo que coloca e argumenta,mas ser for tá explicado o porque o professof recebe pouco devido a sua irrelevância e despreparo. Bem o que colocou sobre a postura do Brazil em comparação a uma reunião foi infeliz e sem fundamento pois este é o mal do brasileiro achar que sabe e tecer aqui como verdade, pura ignorância. Eu moro em NY e trabalho na ONU e posso afirmar que pelo pelo memos aqui o Brasil não é como mencionou então para de escreve besteira e se informa e se quiser posso mandar para vc texto mostrando isso. Não sabe nada!!!!

    Pedro Martins

    27 de julho de 2014 às 17h35

    Este tipo vira latas, que não vale a comida que come, é o maior mal do Brasil. Felizmente, está se tornando minoria. Viva a Palestina!

    Silvio - Sampa

    26 de julho de 2014 às 11h29

    Tu és um VIRA LATA com pedigree, caro Lex. Mauro Santayana o perdoa, certamente.

    maria do carmo

    26 de julho de 2014 às 14h39

    Lex desinformado o que esta fazendo no Brasil va para Israel, voce nao merece o Brasil que pequenez!

    Luís Carlos

    29 de julho de 2014 às 13h58

    Como diria um matador de elefantes e sonegador de impostos da monarquia europeia, que você deve adorar, porque não te calas Lex?

FrancoAtirador

26 de julho de 2014 às 01h03

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Netanyahu Mata e Israel se transforma em Anão Moral

Por Davis Sena Filho, no Blog Palavra Livre

Quem ler o título do artigo poderá pensar que eu sou contra o povo israelense ou contra os judeus, o que, sobremaneira, não sou e não me dou o direito de sê-lo. Considero qualquer povo ou nação dignos de respeito, com direito à independência, à autonomia, à soberania, à liberdade de escolha, além de viver em segurança.

Contudo, a desproporção de força bélica utilizada pelo Estado de Israel contra os palestinos na Faixa de Gaza transforma qualquer causa, mesmo a que diz respeito ao direito de defesa, em uma questão por si só injustificável pelo fato que o extermínio em massa de pessoas não é aceitável pelos regulamentos e leis internacionais de guerra.

Israel, a ter seu premier, Benjamin Netanyahu, como líder político, alega estar apenas a se defender dos ataques do grupo armado Hamas.

Todavia, não há ponderação ou exposição de motivos que possam fazer com que a maioria dos países que forma o conjunto da comunidade internacional se acumplicie com um Estado de histórico beligerante que, em nome de se defender, comete um dos piores genocídios de civis que a humanidade teve o horror de ver e observar.

A questão primordial não se resume mais sobre o embate entre as forças regulares de Israel e o grupo armado Hamas.
Em hipótese alguma se deve tergiversar ou dar uma conotação dúbia a esse tão importante e fundamental capítulo escrito com o sangue de palestinos civis mortos às centenas até agora pelos bombardeios de aviões e pela artilharia pesada das forças armadas israelenses.

País de dimensões pequenas e com apenas cinco milhões de habitantes, Israel é um gigante armado até os dentes e, no momento, por intermédio do Governo Netanyahu, transformou-se em um anão moral.

Não é a primeira vez e, pelo andar da carruagem, nem vai ser a última vez que os líderes israelenses e judeus por etnia cometem barbarismos premeditados, que envergonham a condição humana.

Israel é useiro e vezeiro em bombardear e invadir cidades de países vizinhos e não deixar pedra sobre pedra.

Estratégias repetidas de tempos em tempos como forma, inclusive, de fazer com que seus inimigos tenham de viver em uma “eterna” reconstrução de suas cidades, pois suas infraestruturas são totalmente destruídas, bem como setores da economia, a exemplo da indústria e do comércio, são obrigados a começar do zero.

Por sua vez, o pequeno e poderoso país do Oriente Médio aparentemente não se importa com as resoluções da ONU, uma organização internacional ultrapassada, criada no pós-guerra e que tem sérias dificuldades para ter suas resoluções atendidas.
Até porque os Estados Unidos, o fiador e financiador das barbáries do Estado de Israel e de seus dirigentes sionistas, são seus únicos interlocutores, em um mundo diversificado, multirracial e cultural, bem como há muito tempo questionador do sistema de poder que domina a ONU desde 1945.

A verdade é que a comunidade internacional de 2014 não é a mesma da metade da década de 1940 do século XX.

Por seu turno, se mostram, hoje, inviáveis as condições políticas ou geopolíticas para que Israel e seu financiador e sócio de interesses múltiplos, os EUA, continuem em uma toada muda e surda, sem se importar com os valores e princípios morais e religiosos que sempre nortearam os dois países.

Israel se comporta como o 51º estado do país yankee, e atua e age como ponta de lança dos interesses estadunidenses no Oriente Médio e, consequentemente, no mundo.

Afinal, os Estados Unidos tem uma população de judeus de cinco milhões de habitantes, sendo que outros dez milhões vivem em diferentes países e continentes, sendo que essa população de judeus que vive fora do território norte-americano tem profundas ligações com a potência mundial e, evidentemente, com a forte e influente comunidade judaica dos EUA.

Como todo mundo sabe, os judeus são importantes homens e mulheres de negócios, sobretudo no que concerne ao controle de bancos, pedras preciosas, petróleo e indústrias diversas, desde a cinematográfica à de laboratórios farmacêuticos, além da armamentista.
Estão presentes, de forma singular, nas artes e ciências.
São dedicados, determinados, competentes, pois realizaram e realizam grandes obras para o desenvolvimento e o bem-estar da humanidade, em todos os tempos e épocas. Ponto!

Entretanto, a partir da criação do Estado de Israel, no ano de 1948, em que o Brasil teve uma participação fundamental e histórica — o que comprova a competência diplomática do importante País da América do Sul —, Israel aumentou seus territórios por intermédio de vários conflitos armados e nunca mais retornou ao que estava estabelecido no ano em que o estado dos judeus foi criado.

Quaisquer resoluções e censuras contrárias e determinadas pela ONU contra as ações de guerra de Israel eram e são desrespeitadas, com o apoio sistemático e irrestrito dos EUA, o país mais poderoso do mundo e dono de um arsenal militar sem precedentes na história da humanidade.
Além disso, os estadunidenses são um dos cinco membros do Conselho de Segurança da ONU, criado no longínquo ano de 1945 e transformado em fórum de debates e, principalmente, de embates da Guerra Fria.

Esta semana, dezenas de países votaram contra Israel e o censuraram por ter cometido assassinatos em massa de civis desarmados e indefesos na Palestina, sendo que a maioria dos mortos era composta por crianças, mulheres e idosos.
Os EUA mais uma vez, apesar da carnificina de caráter hitleriano, votaram a favor de Israel, ao tempo em que enviava às pressas o secretário de Estado, John Kerry, para mediar um acordo de paz entre Israel e o movimento islamita Hamas.

Seria trágico se não fosse dantesco. Porque a comunidade internacional e os dirigentes norte-americanos sabem que o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, somente vai mandar parar de matar — ao que já é considerada limpeza étnica — quando o seu governo sionista conseguir realmente deixar totalmente de joelhos seus inimigos.

Esse fator importante se torna uma grave imprudência estratégica de guerra cometida pelos sionistas, além de ser a destruição moral daqueles que, mesmo sendo inimigos e derrotados belicamente, precisam de um desafogo e de uma saída para respirar, e, por conseguinte, negociar, mesmo contra sua vontade.

E por quê?
Porque sabedores que também os ativistas radicais do Hamas vão ter de parar de lançar foguetes pelo menos momentaneamente, para que o extermínio de inocentes não continue.
O Hamas tem grande quinhão de culpa, mas a reação de Israel é por de mais desproporcional e as mortes de pessoas indefesas vão constar para sempre em suas escrituras.

Criminosos de guerra como o senhor Benjamin Netanyahu podem não ser derrotados e nem punidos, no decorrer de toda uma vida.
Porém, o nome de Bibi (seu apelido) já consta como um dos monstros da humanidade.
A matança desenfreada, a ausência de qualquer dignidade, honra e consciência sobre os atos e as ações do governo e das forças militares israelenses contra os civis palestinos enclausurados em pequeno território cercado de muros e de guardas armados fazem a humanidade retornar à barbárie do mundo antigo ou aos tempos das cavernas.

Os assassinatos sistemáticos na Faixa de Gaza não permitem arbítrio, porque impedem que os palestinos acossados pelos bombardeiros não tenham para onde correr e, por sua vez, escaparem da morte.
Os ataques são de uma covardia ímpar e de uma desumanidade inominável, inenarrável e incomensurável, que marca fundo a condição humana e a consciência coletiva para sempre.

Israel e qualquer país deste planeta eternamente em conflito tem o direito de se defender. Ponto!

Isto posto e dirimidas as dúvidas, nenhum ser humano ou governo tem o direito de massacrar populações indefesas, pobres e desarmadas, a exemplo dos civis da Palestina.

O grande irmão de Israel, os Estados Unidos, são tão ou mais responsáveis do que os sionistas do Oriente Médio.

Os expansionistas e territorialistas que não medem conseqüências para terem seus interesses concretizados, a despeito da dor que causam e da morte contínua da esperança.

Netanyahu está no limbo da história…

(http://davissenafilho.blogspot.com.br)
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Responder

Liz Almeida

25 de julho de 2014 às 23h46

Seria otimo se a Dilma colocasse o Santayanna no lugar do Marco Aurélio Garcia… ja que este último se rebaixou ao nível de Israel ao dizer que o porta voz israelense é o sub do sub do sub.. nao que seja mentira, mas ficar batendo boca nesse nível com essas pessoas? Que vexame!

O Santayanna, ao menos, sabe argumentar de forma extremamente lúcida e sem baixo nível.

Responder

FrancoAtirador

25 de julho de 2014 às 23h22

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“CEGOS CONDUTORES DE CEGOS”

“Mateus 15:14”

(http://migre.me/kDHC2)
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Responder

Moyses Nunes

25 de julho de 2014 às 21h20

Ler este texto, só reforça meu orgulho por nosso País.

Responder

Maria Carvalho

25 de julho de 2014 às 20h54

Seria muito oportuno e conveniente para o “apresentador” do Jornal da Globo, william waack lesse esse excelente artigo do Mauro Santayana, no Jornal do Brasil, em face do comentário(?) que fez, na abertura do referido programa, nessa madrugada.
(William José Waack é um jornalista brasileiro formado pela Universidade de São Paulo. “É formado” também em “Ciência política”, “Sociologia e Comunicação” na Universidade de Mogúncia, na Alemanha bem como fez “mestrado em Relações Internacionais”. Wikipédia)

Responder

    Wagner Souza

    26 de julho de 2014 às 01h40

    O tal Wack trabalha para eles e nao para o Brasil, assim como a rede Globo, se eu fosse aquele reporter eu enfiaria o microfone na garganta daquele F D P!

Wladimir

25 de julho de 2014 às 20h47

Fenomenal!!
Esse texto mostra a real posição do Brasil em relação ao mundo.
Israel se mostra cada vez mais cego…..

Responder

    Wilza

    26 de julho de 2014 às 10h10

    Posição do Brasil sempre de amizade com todos os países do nosso imenso mundo.
    Parabéns Santayana!


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