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Barry Lando: Nos Estados Unidos, seriam 27 mil crianças mortas
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Barry Lando: Nos Estados Unidos, seriam 27 mil crianças mortas


25/07/2014 - 11h20

Gaza Palestina

22 de julho de 2014

Imagine a revolta por conta de 27.000 crianças mortas…

Se os mortos de Gaza fossem norte-americanos

Barry Lando, no Counterpunch

As mortes em Gaza, à primeira vista, podem não ser tão horríveis para os norte-americanos – a não ser que você transporte o mesmo nível de morte e desordem para os Estados Unidos, que tem uma população 176 vezes maior que a de Gaza.

Por exemplo, até o momento, 571 palestinos foram mortos, incluindo entre eles 154 crianças. Número total de feridos: 3.550, dos quais 1.125 crianças.

Se os Estados Unidos fossem vítimas de uma chacina semelhante, o número de norte-americanos mortos – quase todos nos últimos cinco dias – chegaria a 101.000, dos quais 27.000 seriam crianças. O número de norte-americanos feridos seria de 627.000, dos quais 198.000 seriam crianças.

Outra comparação:

Esse número de mortos seria quase duas vezes o total de mortos em dez anos de guerra no Vietnã (58.000).

Quase se igualaria ao número de soldados norte-americnaos mortos na Primeira Guerra Mundial, que chegou a 116.000.

Seria mais de um terço dos norte-americanos (291.000) mortos lutando entre 1941 e 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.

E quase se igualaria ao número total de soldados norte-americanos feridos durante a Segunda Guerra Mundial (670.000).

E lembre-se:

– A maior parte dessas mortes de palestinos aconteceu em apenas cinco dias.

– Um grande proporção dos mortos e feridos não era de soldados.

E a matança continua.

BARRY LANDO foi produtor do 60 Minutes e agora vive em Paris. Ele é autor do livro “The Watchman’s File”.

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10 comentários

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Paulo

28 de julho de 2014 às 18h03

Eh bem verdade que o Israel tem muita culpa em tudo isto. Mas pouco se fala do Hamas. Que sao realmmente os seus chefes? As suas politicas e interesses? Os seus negocios no mundo capitalista. O povo palestiniano esta a sofrer dos dois lados. Infelizmente, povo eh para isso mesmo e em todo o mundo.

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Luís Carlos

27 de julho de 2014 às 22h03

Mas a leitura prioritária da elite brasileira e nos consultórios médicos privados, a Veja, acha isso normal e apoia matança de crianças. Esperar o que de empresa que tem com acionistas grupo que defendia Apartheid na África do Sul? Israel é país da violência e do genocídio, só se comparando a Alemanha hitleriana. Claro, com apoio dos EUA.

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anac

26 de julho de 2014 às 10h40

Se fossem crianças estadunidenses, o USA retaliariam com a BOMBA ATÔMICA. matando milhões de pessoas.

Responder

lauro c. l. oliveira

26 de julho de 2014 às 10h05

Israel flagelo no século 21 da humanidade.

Responder

FrancoAtirador

26 de julho de 2014 às 00h47

.
.
Netanyahu é um Drone Norte-Americano.
.
.

Responder

Edgar Rocha

25 de julho de 2014 às 16h02

Até entendo o uso de um discurso pra lá de batido pra sensibilizar americanos. Falo da história hollywodiana (real, porém com versão cinematográfica) daquele advogado que defende um negro acusado de assassinato, por este ter reagido ao estupro de sua filha (lembram do filme? Todos lembramos, né?) Então…

Por mais lógica e aceitável que seja tal evocação e a despeito de já ter caído em lugar comum, quando tentarem reciclá-la para algum contexto que lhe pareça apropriado, sugiro levar em conta a necessidade de algumas atualizações. Resumindo o postulado, diz a máxima do ilustre advogado que defendeu um cidadão negro: Imaginem as atrocidades cometidas contra outrem. Agora, imaginem que esta pessoa seja semelhante a você. Bingo! Pois bem:
– imaginem estas milhares de crianças palestinas sendo dilaceradas por bombas. Agora imaginem que estas sejam crianças americanas. Mas, não americanas negras pobres, senão a solidaridade vai pro brejo.
– Imaginem as famílias destruídas por um ataque de míssil israelense. Agora, imaginem que estas sejam famílias americanas. Mas, não famílias latinas formadas por fugitivos do tráfico, com carinha de pachuco, senão não funciona.
– Imaginem cidadãos desterrados em sua própria terra, lutando por sua dignidade enquanto são expulsos de seu espaço original e historicamente referendado. Mas, não imaginem que sejam índios americanos, senão vão achar que as coisas são assim, mesmo.
– Imaginem um povo que perde seu território, usurpado por invasores cuja única justificativa para tal ação seria a superioridade bélica. Agora pensem que seja um americano. Mas, não pensem que sejam mexicanos ilegais. Estes já perderam seu território no passado pra vocês e nenhum branco puritano e conquistador admite que entrem de volta no território já usurpado.
Enfim, a História caminhou, a roda da Fortuna girou várias vezes a favor dos americanos e, como qualquer vírus letal, a frieza doentia diante do diferente e a superioridade racial só fizeram adqurir defesas ideológicas contra os anticorpos capazes de combatê-la a partir das vísceras que as sustentam. Passaram-se os anos e a sociedade americana só fez adaptar-se às suas próprias contradições. Lembrar fatos históricos é o mesmo que tentar curar AIDS com aspirina. Trata-se de uma pandemia de cinismo, que por mais que retroceda às vezes, fica escondida em algum recanto do organismo social, esperando recuperação e adquirindo forças contra as defesas. Talvez, precisemos de um coquetel mais forte contra isto.

Responder

Francisco

25 de julho de 2014 às 15h28

Ai alguém do Oriente Médio se incomoda com essa moda de ser morto na sala de casa, pega um avião e vai aos EEUU e…

Tá armada a confusão!

Responder

Luiz

25 de julho de 2014 às 12h34

Hora de frear isso…

Responder

Urbano

25 de julho de 2014 às 12h10

Ah… isso depende…

Responder

    Urbano

    25 de julho de 2014 às 19h23

    Só me lembrei do Katrina…


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