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Petista rebate ataque a manifesto de líderes europeus em defesa de Lula: “O atual chanceler gosta é de agradar os EUA”
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Política

Petista rebate ataque a manifesto de líderes europeus em defesa de Lula: “O atual chanceler gosta é de agradar os EUA”


16/05/2018 - 19h46

Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pelegrino rebate ataques de Aloysio Nunes a manifesto de líderes europeus em defesa de Lula

do PT na Câmara

O deputado Nelson Pelegrino (PT-BA) rebateu nesta quarta-feira (16) os ataques do chanceler golpista Aloysio Nunes a seis líderes europeus que em manifesto defenderam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cobraram sua participação nas eleições para a Presidência da República em outubro.

“O atual chanceler gosta é de agradar aos Estados Unidos, não entende nada de diplomacia – o manifesto de ex-presidentes e ex-primeiros-ministros europeus é de conteúdo político e confirma que o mundo vê Lula como prisioneiro político”, disse Pellegrino.

Aloysio Nunes, que é investigado pela suspeita de ter recebido propina da empreiteira OAS, afirmou ter recebido o manifesto com “incredulidade” e o tachou de “preconceituoso, arrogante e anacrônico”.

Pelegrino destacou que quem causa incredulidade é o chanceler, que apoiou o golpe contra Dilma Rousseff, em 2016, e assumiu o cargo em um governo que está levando o Brasil a um dos mais baixos níveis de credibilidade internacional na história do País.

“O governo Michel Temer especializou-se em destruir conquistas do povo brasileiro obtidas ao longo de décadas e, neste afã de terra arrasada, conseguiu até implodir a política externa brasileira, transformando o Brasil em País sem importância no concerto das nações”, afirmou o deputado petista.

Democracia 

O manifesto em que se reconhece Lula como preso político, divulgado na terça-feira (15), foi assinado pelo ex-presidente da França François Hollande e os ex-premiês da Itália, Massimo D’Alema, Romano Prodi e Enrico Letta, da Bélgica Elio di Rupopelo e da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero.

Para Pelegrino, o texto reflete a preocupação dos europeus com os rumos da democracia no Brasil e com a perseguição arbitrária do juiz Sérgio Moro contra Lula, condenado à prisão sem nenhuma prova.

Pelegrino rebateu a argumentação do chanceler de que os europeus, ao sugerirem que Lula concorra à Presidência, estão pregando “a violação do Estado de direito”.

O parlamentar do PT observou que o rompimento do Estado de direito foi feito por Michel Temer e seus apoiadores, ao destituírem uma presidenta legitimamente eleita que não cometeu nenhum crime.

“Os europeus não cometem ingerência em nossos assuntos internos, apenas assinaram um documento de conteúdo político que confirma o fato de Lula ser prisioneiro político”, completou Pelegrino.

Aloysio Nunes, assim como seu antecessor no cargo, o também senador tucano José Serra (SP), demonstrou total “incompetência e inabilidade” para conduzir a diplomacia brasileira”, ponderou Pelegrino.

Os dois chanceleres do governo Temer, em dois anos de governo golpista, já criaram problemas com o Uruguai, Venezuela, implodiram o Mercosul e a Unasul, entre outras trapalhadas. “Enterraram a diplomacia brasileira e o Brasil virou um anão diplomático, sem respeito no mundo”, criticou Nelson Pellegrino.

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2 comentários

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David

17 de maio de 2018 às 08h55

Os europeus que assinaram o manifesto conhecem o “chanceler” brasileiro?
Devem estar cagando e andando pro Aloysio.

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lulipe

16 de maio de 2018 às 20h42

A resposta do Chanceler brasileiro foi firme e precisa.

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