VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Nassif: Marco Aurélio não endossou versão sobre encontro


28/05/2012 - 15h39

Ontem à noite o site Consultor Jurídico – que presta assessoria ao Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) – publicou matéria em cima de duas entrevistas, com os Ministros Celso de Melo e com Marco Aurélio de Mello.

Celso de Melo emite juízos sobre hipóteses: “se” os fatos de fato ocorreram e “se” Lula ainda fosse presidente, haveria impeachment.

O título da matéria atribui a ambos a afirmação de que o comportamento de Lula foi “indecoroso”:

“EPISÓDIO ANÔMALO”

Comportamento de Lula é indecoroso, avaliam ministros

por Rodrigo Haidar

Agora há pouco, conversei com Marco Aurélio, que afirma não ter a menor condição de saber qual versão sobre o encontro é a correta – a de Gilmar Mendes ou de Nelson Jobim -, mas enfatiza que jamais viu qualquer sinal de Lula tentando influenciar o Supremo.

“O ex-presidente tem um modo peculiar de falar, mas jamais emitiu qualquer sinal de tentativa de influenciar o Supremo”, diz Marco Aurélio.

Mello considera que o episódio em si é lamentável porque enfraquece o Judiciário e logicamente não se pode imaginar o STF vulnerável a tais pressões. “Mas o leigo acaba imaginando que integrantes do Supremo sejam sujeitos a pressão”, lamenta ele.

Pergunto se é correto um Ministro do STF emitir juízo sobre hipóteses não confirmadas. Diz ele: “A liturgia do Tribunal realmente é incompatível com certas óticas. Apenas costumo dizer que cada qual assuma a responsabilidade”.

Digo-lhe que não cometerei a indelicadeza de pedir que ele analise a atitude do Ministro Celso Melo – emitindo juízos sobre hipóteses. Ele concorda: “Fica muito difícil para mim criticar o meu decano. O que se tem é esse contexto. Temos que esperar para ver o que ocorre durante a semana”.

As declarações de Marco Aurélio de Melo – reproduzidas no Consultor Jurídico – refletem exclusivamente sua preocupação com o quê a opinião pública poderia pensar do STF, após o episódio. Ele rebate apenas a possibilidade de ocorrerem pressões.

Mostra pelo menos um Ministro preocupado com a imagem de sua instituição:

“Não concebo uma tentativa de cooptação de um ministro. Mesmo que não se tenha tratado do mérito do processo, mas apenas do adiamento, para não se realizar o julgamento no semestre das eleições. Ainda assim, é algo inimaginável. Quem tem de decidir o melhor momento para julgar o processo, e decidirá, é o próprio Supremo”.

Para Marco Aurélio, qualquer tipo de pressão ilegítima sobre o STF é intolerável: “Julgaremos na época em que o processo estiver aparelhado para tanto. A circunstância de termos um semestre de eleições não interfere no julgamento. Para mim, sempre disse, esse é um processo como qualquer outro”. Marco também disse acreditar que nenhum partido tenha influência sobre a pauta do Supremo. “Imaginemos o contrário. Se não se tratasse de membros do PT. Outro partido teria esse acesso, de buscar com sucesso o adiamento? A resposta é negativa”, afirmou.

De acordo com o ministro, as referências do ex-presidente sobre a tentativa de influenciar outros ministros por via indireta são quase ingênuas. “São suposições de um leigo achar que um integrante do Supremo Tribunal Federal esteja sujeito a esse tipo de sugestão”, disse. Na conversa relatada por Veja, Lula teria dito que iria pedir ao ministro aposentado Sepúlveda Pertence para falar com a ministra Carmen Lúcia, sua prima e a quem apadrinhou na indicação para o cargo. E também que o ministro Lewandowski só liberará seu voto neste semestre porque está sob enorme pressão.

Marco Aurélio não acredita em nenhuma das duas coisas: “A ministra Cármen Lúcia atua com independência e equidistância. Sempre atuou. E ela tem para isso a vitaliciedade da cadeira. A mesma coisa em relação ao ministro Ricardo Lewandowski. Quando ele liberar seu voto será porque, evidentemente, acabou o exame do processo. Nunca por pressão”.

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4 comentários

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Gilson Araújo

29 de maio de 2012 às 09h04

O senhor Gilmar Mendes, será que é aquele mesmo do caso Daniel Dantas. Dantas, aquele que o Protôgenes botou as algemas, e que doeu nos pulsos do senhor Gilmar mendes; tem maracutaia nessa cachoeira de lama.

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Bernardino

28 de maio de 2012 às 17h52

O SR LULA nao é estadista,demonstrou fraqueza ao visitar um escritorio inimigo.Quem muito se abaixa,mostra a BUNDA.O que queria ele lá?Defender o patife DIRCEU e seus cupinchas.Se for verdade o sr lula fumou maconha estragada e jogou sua credibilidade na LATA do LIXO.Pra mim so um COVARDE e Fruxo iria ao ENcontro desses DOIS

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Julio Silveira

28 de maio de 2012 às 16h57

É o que dá, botarem um gambá no supremo. O problema é que a ser acuado o gamba esguicha seu odor fétido para todo lado. Não demora vão pensar que só gambá vive lá dentro.

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Richard

28 de maio de 2012 às 16h11

Que coisa hein? Independente do que foi tratado nessa reunião, qual das versões é a verdadeira? Isso não importa! A pergunta que os petistas devem fazer é: – o que nosso timoneiro altíssimo estava a fazer num quartel general adversário com alguém o chamou às falas no passado. Pelo jeito, foi chamada às falas novamente, fez o jogo da direita e vai salvar a pele da mídia, do GM e do poderoso esquema de corrupção encastelado no Estado brasileiro seja o que governo que for. Quem acredita na versão da armadilha deve acreditar também nisso: http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?&tagIds=284889&time=all&orderBy=mais-recentes&edFilter=editorial&video=mae-dinah-faz-previsoes-para-neymar-hebe-e-obama-04028D1C3460E4B12326

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