VIOMUNDO

Diário da Resistência


Marcos Coimbra: Dilma caiu, mas adversários efetivos não subiram
Marcos Coimbra sobre as pesquisas pós-manifestações de junho: Tudo considerado, Dilma continua como favorita. Foto: Marcelo Camargo/ABr
Política

Marcos Coimbra: Dilma caiu, mas adversários efetivos não subiram


26/07/2013 - 16h18

Marcos Coimbra sobre as pesquisas pós-manifestações de junho: Tudo considerado, Dilma mantém-se favorita. Foto: Marcelo Camargo/ABr

Pesquisas pós-manifestações

por Marcos Coimbra, em CartaCapital, encaminhado via e-mail por Julio Cesar Macedo Amorim

Na recente safra de pesquisas, uma única coisa interessa: o que dizem a respeito da sucessão presidencial. O demais é secundário. Ou melhor, só é relevante por seus efeitos sobre essa questão fundamental.

Se não tivéssemos uma eleição daqui a pouco mais de um ano e se a presidenta não fosse candidata, perguntas sobre a avaliação do governo e de políticas seriam de relevância menor.

Todas concordam que Dilma Rousseff caiu do patamar onde estava até o início de junho. Naquelas, obtinha, no voto espontâneo, perto de 25%. Nas novas, minguou para 15%.

No chamado voto estimulado, ficava entre 50% e 58%, a depender dos adversários. Nas de agora, mal chega a 35% nas simulações de primeiro turno e vai, no máximo, a 42% naquelas de segundo.

É preciso lembrar que a predisposição a votar na presidenta estava em queda de março para junho. No voto espontâneo, fora de 35% para 25%, e caíra de 60% para 50% na estimulada. Ou seja, suas chances de vitória tinham se reduzido, apesar de permanecerem elevadas.

Nas atuais, a queda foi bem mais expressiva. O desgaste que se identificava foi intensificado e acelerado pelas manifestações de junho.

O que parece é que Dilma sofreu uma perda considerável de intenção de voto pelo fato de os cidadãos terem ido às ruas se manifestar e não pela preexistência de uma elevada insatisfação com ela ou com seu governo. Em outras palavras, as manifestações foram causa e não consequência do tamanho e do tipo de descontentamento retratado hoje pelas pesquisas (e que se reflete no despencar de suas chances, para usar a palavra que tanto alegra a “grande mídia”).

De um lado, o fato de elas eclodirem e receberem imensa (e favorável) cobertura dos meios de comunicação fez com que tivessem o que a sociologia chama de “efeito demonstração”. Mesmo quem tinha uma insatisfação “aceitável” passou a achar que devia “indignar-se”, ainda que não soubesse exatamente contra o quê.

Mas a razão primordial para as manifestações cumprirem esse papel foi o seu impacto na elevação da sensação de insegurança dos brasileiros comuns. E o que a provocou foi a visualização da violência em estado bruto nas principais cidades do País.

Nenhum governo resiste à repetição diária de cenas de mortes, sangue, tiros, quebra-quebras, depredações, incêndios. Durante três semanas, exatamente entre as pesquisas de junho e julho, foi ao que a sociedade brasileira assistiu na televisão, viu na internet, ouviu no rádio, leu em jornais e revistas.

Em outras palavras, o que de fato atingiu a avaliação do governo (com um consequente impacto na intenção de voto em Dilma) não foi o “lado bom” das manifestações, tão louvado pela mídia, das moças e rapazes a cantar o Hino Nacional enrolados na bandeira, mas seu “lado negro”, dos “baderneiros” e “arruaceiros”. Em relação xifópaga, um usou o outro.

Mas, se é verdade que Dilma desceu, é também verdade que nenhum de seus adversários efetivos subiu. Apenas Marina Silva teve desempenho positivo.

Ao comparar a performance de Aécio Neves e Eduardo Campos nas pesquisas de junho e julho, vemos que no voto espontâneo ambos permaneceram estacionados: o tucano em 4% e o pernambucano em 1%. No estimulado, Aécio tinha 14% e lá ficou. Eduardo obtinha 3% e passou a 4%.

Cresceu Marina (turbinada pela simpatia dos ricos) e o não voto, o agregado daqueles que disseram branco, nulo, nenhum ou não saber. Quando se considera apenas a indecisão, os resultados de julho foram iguais àqueles de junho, com 5%. O que poderia ser considerado voto de rejeição, a soma de brancos e nulos, dobrou, ainda que ficasse em menos de 20%.

Tudo considerado, Dilma mantém-se favorita, até pelo fato de essas pesquisas a flagrarem no que deve ter sido seu pior momento. Permanece à frente, tem a seu favor o tempo, a inércia da reeleição e, como mostram as pesquisas qualitativas recentes, continua a contar com a torcida de muitos que acham cedo para julgá-la.

E a única candidatura que cresceu foi de alguém que a maioria da população vê com simpatia, mas sem condições de se sentar na cadeira de presidente. Muita gente admira Marina, mas poucos ficam confortáveis ao imaginá-la no cargo.

Quanto a fabricar alguém de última hora, a chance é pequena, mas não pode ser descartada. Em 1989, por exemplo, a um mês da eleição, a direita inventou a candidatura de Silvio Santos.

Terá outra na algibeira para 2014?

Leia também:
A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



39 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

FrancoAtirador

28 de julho de 2013 às 15h29

.
.
Entrevista

JOAQUIM BARBOSA À QUEIMA ROUPA

“Brasil não está preparado para um presidente negro”

Por Mirian Leitão, em O Globo

RIO – Para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda há bolsões de intolerância racial não declarados no Brasil.
Ele afirma não ser candidato e diz que seu nome tem aparecido com relevância em pesquisas eleitorais por causa de manifestações espontâneas da população.
Segundo ele, que se define politicamente como alguém de inclinação social democrata à europeia, o Brasil precisa gastar melhor seus recursos públicos, com inúmeros setores que podem ser racionalizados ou diminuídos.

GLOBO: O senhor é candidato à presidente da República?

JOAQUIM BARBOSA: Não. Sou muito realista. Nunca pensei em me envolver em política. Não tenho laços com qualquer partido político. São manifestações espontâneas da população onde quer que eu vá. Pessoas que pedem para que eu me candidate e isso tem se traduzido em percentual de alguma relevância em pesquisas.

GLOBO: As pessoas ficaram com a impressão de que o senhor não cumprimentou a presidente.

JOAQUIM BARBOSA: Eu não só cumprimentei como conversei longamente com a presidente. Eu estava o tempo todo com ela.

GLOBO: O Brasil está preparado para um presidente da República negro?

JOAQUIM BARBOSA: Não. Porque acho que ainda há bolsões de intolerância muito fortes e não declarados no Brasil. No momento em que um candidato negro se apresente, esses bolsões se insurgirão de maneira violenta contra esse candidato. Já há sinais disso na mídia. As investidas da “Folha de S.Paulo” contra mim já são um sinal. A “Folha de S.Paulo” expôs meu filho, numa entrevista de emprego. No domingo passado, houve uma violação brutal da minha privacidade. O jornal se achou no direito de expor a compra de um imóvel modesto nos Estados Unidos. Tirei dinheiro da minha conta bancária, enviei o dinheiro por meios legais, previstos na legislação, declarei a compra no Imposto de Renda. Não vejo a mesma exposição da vida privada de pessoas altamente suspeitas da prática de crime.

GLOBO: Como pessoa pública, o senhor não está exposto a todo tipo de pergunta e dúvida dos jornalistas?

JOAQUIM BARBOSA: Há milhares de pessoas públicas no Brasil. No entanto os jornais não saem por aí expondo a vida privada dessas pessoas públicas. Pegue os últimos dez presidentes do Supremo Tribunal Federal e compare. É um erro achar que um jornal pode tudo. Os jornais e jornalistas têm limites. São esses limites que vêm sendo ultrapassados por força desse temor de que eu eventualmente me torne candidato.

GLOBO: Que partido representa mais o seu pensamento?

JOAQUIM BARBOSA: Eu sou um homem seguramente de inclinação social democrata à europeia.

GLOBO: Como ampliar o Estado para garantir direitos de quem esteve marginalizado, mas, ao mesmo tempo, controlar o controle do gasto público para manter a inflação baixa?

JOAQUIM BARBOSA: O primeiro passo é gastar bem. Saber gastar bem. O Brasil gasta muito mal. Quem conhece a máquina pública brasileira, sabe que há inúmeros setores que podem ser racionalizados, podem ser diminuídos.

GLOBO: O senhor disse que o Brasil está numa crise de representação política. O que quis dizer com isso?

JOAQUIM BARBOSA: Ela se traduz nessa insatisfação generalizada que nós assistimos nesses dois meses. Falta honestidade em pessoas com responsabilidade de vir a público e dizer que as coisas não estão funcionando.

GLOBO: Quando serão analisados os recursos dos réus do mensalão?

JOAQUIM BARBOSA: Dia primeiro de agosto eu vou anunciar a data precisa.

GLOBO: Eles serão presos?

JOAQUIM BARBOSA: Estou impedido de falar. Nos últimos meses, venho sendo objeto de ataques também por parte de uma mídia subterrânea, inclusive blogs anônimos. Só faço um alerta: a Constituição brasileira proíbe o anonimato, eu teria meios de, no momento devido, através do Judiciário, identificar quem são essas pessoas e quem as financia. Eu me permito o direito de aguardar o momento oportuno para desmascarar esses bandidos.

GLOBO: Por que o senhor tem uma relação tensa com a imprensa? O senhor chegou a falar para um jornalista que ele estava chafurdando no lixo.

JOAQUIM BARBOSA: É um personagem menor, não vale a pena, mas quando disse isso eu tinha em mente várias coisas que acho inaceitáveis. Por que eu vou levar a sério o trabalho de um jornalista que se encontra num conflito de interesses lá no Tribunal. Todos nós somos titulares de direitos, nenhum é de direitos absolutos, inclusive os jornalistas. Afora isso tenho relações fraternas, inúmeras, com jornalistas.

GLOBO: A primeira vez que conversamos foi sobre ações afirmativas. Nem havia ainda as cotas. Hoje, o que se tem é que as cotas foram aprovadas por unanimidade pelo Supremo. O Brasil avançou?

JOAQUIM BARBOSA: Avançou. Inclusive, entre as inúmeras decisões progressistas que o Supremo tomou essa foi a que mais me surpreendeu. Eu jamais imaginei que tivéssemos uma decisão unânime.

GLOBO: Nos votos, vários ministros reconheceram a existência do racismo.

JOAQUIM BARBOSA: O que foi dito naquela sessão foi um momento único na história do Brasil. Ali estava o Estado reconhecendo aquilo que muita gente no Brasil ainda se recusa a reconhecer, e a ver o racismo nos diversos aspectos da vida brasileira.

GLOBO: Os negros são uma força emergente. Antes, faziam sucesso só nas artes e no futebol, mas, agora, eles estão se preparando para chegar nos postos de comando e sucesso em todas as áreas. Como a sociedade brasileira vai reagir?

JOAQUIM BARBOSA: Ainda não vejo essa ascensão dos negros como algo muito significativo. Há muito caminho pela frente. Ainda há setores em que os negros são completamente excluídos.

GLOBO: Como o Brasil supera isso?

JOAQUIM BARBOSA: Discutindo abertamente o problema. Não vejo nos meios de comunicação brasileiros uma discussão consistente e regular sobre essas questões.

GLOBO: Como superar a desigualdade racial, mantendo o que de melhor temos?

JOAQUIM BARBOSA: O que de melhor nós temos é a convivência amistosa superficial, mas, no momento em que o negro aspira a uma posição de comando, a intolerância aparece.

GLOBO: Como o senhor sentiu no carnaval tantas pessoas com a máscara do seu rosto?

JOAQUIM BARBOSA: Foi simpático, mas, nas estruturas sociais brasileiras, isso não traz mudanças. Reforça certos clichês.

GLOBO: Reforça? Por quê?

JOAQUIM BARBOSA: Carnaval, samba, futebol. Os brasileiros se sentem confortáveis em associar os negros a essas atividades, mas há uma parcela, espero que pequena da sociedade, que não se sente confortável com um negro em outras posições.

GLOBO: O senhor foi discriminado no Itamaraty?

JOAQUIM BARBOSA: Discriminado eu sempre fui em todos os trabalhos, do momento em que comecei a galgar escalões. Nunca dei bola. Aprendi a conviver com isso e superar. O Itamaraty é uma das instituições mais discriminatórias do Brasil.

GLOBO: O senhor não passou no concurso?

JOAQUIM BARBOSA: Passei nas provas escritas, fui eliminado numa entrevista, algo que existia para eliminar indesejados. Sim, fui discriminado, mas me prestaram um favor. Todos os diplomatas gostariam de estar na posição que eu estou. Todos.

(http://oglobo.globo.com/pais/joaquim-barbosa-brasil-nao-esta-preparado-para-um-presidente-negro-9224636)

Responder

J Souza

28 de julho de 2013 às 12h05

Concordo que a Dilma é favorita. Mas, mais por falta de opção mesmo…
Se fosse em qualquer outro lugar, com uma crise política (pois não existe crise econômica!), todos os ministros teriam colocado seus cargos à disposição.
Se os ministros do PT fossem fiéis à Dilma já teriam entregado os cargos.
Nem os ministros do próprio PT pensam no país nem no governo!

Responder

Marmeladov

28 de julho de 2013 às 11h46

Lula, em Salvador, durante evento comemorativo dos 10 anos de poder do PT: “Hoje, eu descubro o quanto eu poderia ter feito mais”.

Responder

    lulipe

    28 de julho de 2013 às 15h12

    Ele não perde a mania de fanfarrão, não é Marmeladov???

FrancoAtirador

28 de julho de 2013 às 10h13

.
.
A REVOLTA E A DERIVA DA ‘VELHA’ CLASSE MÉDIA

A politização do cotidiano, a classe média e a esquerda

Por Carlos Henrique Pissardo*, na Carta Maior

As mobilizações que tomaram conta do país nas últimas semanas – as “jornadas de junho” – caracterizaram-se, em um primeiro momento, por uma pauta tradicional da esquerda: a luta por um direito social, o transporte público. A forma de organização do movimento que impulsionou essas mobilizações (autonomista e horizontal) e sua estratégia de luta tampouco são originais: existe uma larga experiência histórica que as antecede. O mérito do Movimento Passe Livre (MPL) foi o de ter sido capaz de resgatar essa experiência em um momento no qual ela parecia ultrapassada; no qual a esquerda permanecia na confortável ilusão de que seria possível avançar na luta por direitos sociais sem mobilização popular e sem a politização do cotidiano. Não é.

Em certo sentido, não há como não reconhecer nessas manifestações um eco daquilo que, no momento mesmo de constituição da Nova República, quando a esquerda encontrava-se alijada do poder estatal, intelectuais como Eder Sader teorizavam como os “novos movimentos sociais”. As “lutas do dia a dia”, “as queixas do cotidiano”, nas palavras de Sader, apareciam nesses movimentos não como um obstáculo à crítica do todo, como um fetichismo do parcial, mas como pautas a um só tempo particulares e universais. Sem expectativas imediatas de tomada do poder estatal, esses “novos movimentos” apostavam em uma dialética entre o particular e o sistêmico como o foco da disputa hegemônica pela sociedade. Os novos atores que então “entravam em cena” revelavam o potencial questionador da ordem que demandas aparentemente ordinárias carregavam.

Nesse processo, reivindicações, por exemplo, por iluminação pública da própria rua, de caráter local, levariam a um questionamento das relações de poder no bairro, que levaria a um processo de politização da organização urbana, que, por sua vez, traria um posicionamento em relação ao poder municipal e assim por diante. Por isso, a esquerda sabia então que não deveria esquivar-se de qualquer debate particular: qualquer luta pontual por direitos sociais, do esgoto na frente de sua casa à descriminalização do aborto, da denúncia do vereador corrupto aos mutirões, tudo era palco para um questionamento progressivo de problemas sistêmicos da sociedade. Em qualquer um dos casos, eram e não eram “apenas 20 centavos”.

A recepção que esse tipo de política teve em amplos setores da classe média foi marcante: de médicos sanitaristas a professores, de ambientalistas a estudantes universitários, passando por juristas, funcionários públicos, jornalistas e artistas, havia um reconhecimento claro da legitimidade de diversas demandas políticas pontuais, que, no entanto, eram interpretadas de forma também sistêmica.

A própria natureza – e latitude – da Constituição de 1988 é tributária dessa experiência histórica, da ideia de que a garantia de direitos específicos é condição necessária para a garantia de direitos gerais.

Como se sabe, esse modelo de política extraestatal, paralela à hegemonia cultural que a esquerda cultivava desde os anos 1950, resultou em um jogo de forças políticas peculiar: o PT, partido originário da interseção entre sindicatos, movimentos de base da igreja e intelectuais de esquerda, encontrava, nos anos 1980, um apoio mais fiel entre a classe média relativamente intelectualizada que entre os próprios trabalhadores, salvo os organizados em sindicatos e movimentos sociais.

As eleições de 1989 e, especialmente, a derrota de Lula no segundo turno da eleição para presidente foram reveladoras desse desequilíbrio. Os setores não organizados da classe trabalhadora inclinaram-se para a direita durante a campanha, e o apoio da classe média foi insuficiente para evitar a eleição de Fernando Collor no segundo turno (embora Lula tenha saído vitorioso entre os eleitores com ensino médio ou superior concluído).

Trinta anos depois, não é descabido retomar essa história: o que foi posto em jogo, com “as jornadas de junho”, é precisamente a natureza da relação entre a esquerda, as mobilizações populares por direitos sociais e a classe média. Comecemos pela última.

Grande parte da sociologia produzida nos últimos anos, em larga consonância com o discurso da grande mídia e mesmo de instituições estatais como o IPEA, acostumou-se a um empobrecido conceito de classe social como idêntico à renda.

Acreditou-se que bastava dividir a sociedade em quartis de salários mínimos, que a questão da distribuição das classes sociais estaria resolvida.

Acontece que, se a definição de classe social por meio da renda é de fato útil para agências de publicidade e para cadernos de comportamento veiculados pela grande mídia (especialmente sobre a “nova classe C”), ela é insuficiente para a compreensão da dinâmica de poder em jogo na sociedade brasileira de hoje. Por meio do fetiche sociológico da “classe C”, abriu-se mão de uma reflexão sobre as disputas de classes e pouco se avançou na problematização política dessa dinâmica.

Sabemos apenas que todas as “classes sociais”, nesse sentido estatístico fraco, tiveram uma elevação na renda nos últimos anos e que houve uma considerável migração da “classe C” para o bloco “AB” (de cerca de 15 milhões de pessoas, desde 2005) e, ainda mais visível, uma ascensão das “classes DE” para a “classe C” (de cerca de 45 milhões).

Da base ao topo da pirâmide social brasileira, todos saímos ganhando e o desenvolvimentismo recente teria demonstrado que disputas políticas classistas já não estavam mais na ordem do dia.
A surpreendente ida às ruas da classe média nas últimas semanas nos faz pensar que talvez não seja bem assim.

Alguns dados elaborados, em 2011, por Celi Scalon e André Salata, na contramão da sociologia dominante, apresentam-se como um ponto de partida relevante para a problematização desse consenso.

Adotando o esquema de classes EGP (elaborado originalmente por Erikson, Goldthorpe e Portocarero), eles conceituam a classe média como aquela formada por profissionais e administradores, trabalhadores não manuais de rotina e pequenos proprietários;
diferenciam essa classe média da chamada “classe trabalhadora”, formada por trabalhadores manuais qualificados, trabalhadores não qualificados e trabalhadores rurais.

É interessante notar que a classe média, assim definida, não se identifica, como tornou-se costume pensar, com a faixa C de renda, situada grosso modo entre os 50% mais pobres e os 10% mais ricos da pirâmide social. Segundo dados de 2009, apenas 30% dessa faixa C era ocupada pela classe média, enquanto a classe trabalhadora urbana respondia por 59,2% dela e os trabalhadores rurais, por 10,6%.

Pois, no limite, foi essa “velha” classe média, e não a classe trabalhadora mais próxima à faixa de renda C, que saiu às ruas em junho.

Segundo pesquisa do Datafolha de 20/6, 78% dos manifestantes tinham ensino superior completo.
De acordo com pesquisa do IBOPE do mesmo dia, essa taxa seria de 43% (sendo que 49% teriam entre ensino médio completo e superior incompleto); da mesma forma, 49% tinham renda superior a 5 salários mínimos (e 30% de 2 a 5 salários).
Na pesquisa de Scalon e Salata, com dados de 2009, apenas 7,7% dos trabalhadores manuais qualificados e 4,4% dos trabalhadores não qualificados tinham mais de 12 anos de estudo, enquanto que, para a classe média, essa taxa chegava a 71,8% para os profissionais e administradores, mais próximo do universo pesquisado pelo Datafolha e IBOPE.

O apoio da classe trabalhadora garantiu as vitórias do PT nas urnas; o apoio da classe capitalista –disciplinada pelo desenvolvimentismo–garante sua governabilidade.
Abre-se mão da disputa pela classe média, que resta perdida para uma direita desorganizada e sem projeto depois de sucessivas derrotas eleitorais.
A aposta implícita foi a de que uma parcela dessa classe média se contentaria com os ganhos indiretos do crescimento.
As manifestações de rua do último mês são expressões das contradições imanentes desse arranjo político.
A variedade de reivindicações difusas e abstratas é correlata dessa orfandade política a que ela, a classe média, foi relegada nos últimos anos.

Não é de se estranhar, portanto, que, na falta de um discurso estruturado, ela apenas repita certas palavras de ordem vazias veiculadas pela imprensa ou por setores da direita.

Por um lado, são pautas consensuais no debate político brasileiro: mais investimentos em saúde e educação, combate à corrupção, gasto responsável do dinheiro público, etc.
(…)
Por outro lado, essas pautas são apresentadas de modo abstrato e pouco articuladas: pouco se diz sobre a forma de encaminhamento político dessas demandas.

Pois é nessa fissura entre demandas políticas legítimas e certa incapacidade de formulação de modos concretos de encaminhamento dessas demandas que se dará a disputa política daqui para frente.

Parte da direita e da grande mídia pretende manter o debate nesse nível abstrato, asséptico.
Ela não quer ir para o particular porque isso implicaria colocar em xeque seus próprios interesses.

*Carlos Henrique Pissardo é mestre em filosofia (USP) e diplomata.

Íntegra em:

(http://www.cartamaior.com.br/templates/analiseMostrar.cfm?coluna_id=6196)

Responder

    FrancoAtirador

    28 de julho de 2013 às 10h31

    .
    .
    ALERTA

    Parte da direita e da grande mídia pretende manter o debate nesse nível abstrato, asséptico.

    Daí seu discurso “boa praça” que apenas projeta o narcisismo dos manifestantes: “o gigante acordou”, “a avenida Getúlio Vargas está linda”.

    Ela não quer ir para o particular porque isso implicaria colocar em xeque seus próprios interesses.

    Ela tampouco ganharia com a instabilidade institucional: ao que tudo indica, a tendência é tentar manter essa “insatisfação geral” em voga até que, nas eleições do próximo ano, um voto contra “tudo que está aí” leve, nas urnas, a uma mudança de governo.

    Isso não significa que outra parcela da direita, minoritária, porém mais oportunista, não tente jogar suas cartas.
    Ela sabe que essa equação entre anseios políticos legítimos, mobilização popular e despolitização da classe média (no sentido de uma inconsciência sobre os mecanismos de encaminhamento daqueles anseios) pode ser explosiva se bem manipulada.

    Essa direita algo alucinada parece surgir da “internet profunda” e, por meio de boatos, personalismos e propostas fáceis demonstra sua falta de compromisso com as instituições democráticas.
    Decerto, esses grupos são minoritários e pouco relevantes politicamente.

    Mas podem aproveitar-se de uma situação que é, sim, vulnerável…

    (Carlos Henrique Pissardo, no artigo acima indicado)
    .
    .

Marmeladov

28 de julho de 2013 às 07h50

“Dilma não é mais do que uma extensão da gente lá. Nós seremos responsáveis pelos acertos e pelos erros que ela cometer”.

Responder

Eunice Feitosa

27 de julho de 2013 às 22h23

Não deixa de ser uma análise. Que é, é. Mas eu nunca acreditei em popularidade estrondosa de Dilma. Não cabia na figura dela o povo morrer de amor por ela. Mas na queda estrondosa eu também não creio. Há algo errado no reino das pesquisas.

Responder

JOTACE

27 de julho de 2013 às 20h18

O “ACHÔMETRO”
DE MARCOS COIMBRA

Excelente a análise de Darcy Brasil! Pois, mais uma vez, o Marcos Coimbra tenta iludir o povo com seus comentários, e tapar o sol com uma peneira.Para isso usa um “achômetro” como bem explicitou o comentarista em sua análise. É incrível como certas pessoas dotadas de inteligência usam-na para mistificar, interpretando os fatos não como eles acontecem ou para onde vão conduzir, mas à luz de sua própria imaginação ou dos seus desejos pessoais. Como absolutamente faltam bases para sustentar seus argumentos, será que o escriba governista se baseia nos seus conhecimentos das ciências ocultas para as insólitas conclusões que apresentou ? E se afunda no próprio tremedal de suas inconsequências, ao refletir o temor que grassa nas hordas dos comensais palacianos quando, ao menos pela segunda vez, quer insinuar que não há em toda a população brasileira, alguém digno realmente para postular o cargo. Um ano é pouco, mas é tempo bastante para que possamos ter um candidato realmente digno, corajoso, e sobretudo portador do mais verdadeiro patriotismo. REQUIÃO é um deles! Abaixo o entreguismo!

Responder

DARCY BRASIL RODRIGUES DA SILAV

27 de julho de 2013 às 17h15

Há algum tempo que Marcos Coimbra desandou a dizer besteira. Trata-se da limitação dessa sociologia numerológica, onde o cara fica tentando interpretar números a partir de sua auto-suficiência analítica. A análise parece genial, com começo, meio e fim. O autor , reconhecidamente inteligente, pois o seu achômetro para operar a todo vapor. E tome assertiva subjetivista : “O que parece é que Dilma sofreu uma perda considerável de intenção de voto pelo fato de os cidadãos terem ido às ruas se manifestar e não pela preexistência de uma elevada insatisfação com ela ou com seu governo”. Por que Marcos Coimbra só nos fala agora da insatisfação preexistente? Por que não chamou a atenção para a mesma na oportunidade que lhe deu a pesquisa que a indicava? Trata-se de análise metafísica que desconhece o papel politizador das lutas de rua, das manifestações populares, como em geral acontece com os intelectuais não marxistas, como Marcos Coimbra, que , devido a enorme influência que exercem, posto que figuram supostamente do nosso lado, se tornaram profundamente perniciosos, nos desarmando politicamente com suas aparências de pitonisas modernas. Mais à frente a absurda afirmação de que “o que de fato atingiu a avaliação do governo (com um consequente impacto na intenção de voto em Dilma) não foi o ‘lado bom’ das manifestações, tão louvado pela mídia, das moças e rapazes a cantar o Hino Nacional enrolados na bandeira, mas seu ‘lado negro’, dos ‘baderneiros’ e ‘arruaceiros'”. Primeiro, qual pesquisa de campo séria, que demanda tempo, muito tempo, foi realizada para confirmar essa inusitada e surpreendente “causa”? Segundo, mais uma vez o rebaixamento das lutas populares, a incapacidade dos Marcos Coimbras de perceber a dinâmica luta de classes, que opera como uma reação em cadeia, produzindo pré-disposição onde não havia a partir de uma coisinha de nada chamada politização! Sim, para o nosso guru as manifestações são penduricalhos inúteis, que não prestam para pressionar os governos, para despertar a consciência de outras pessoas para as bandeiras defendidas. Não! O que de fato pode desgastar os governos não são os militantes de esquerda, em passeatas, em protestos pacíficos, mas os provocadores da direita! Sim senhor! Queimemos todos os livros marxistas! Fechemos todos os partidos de militantes! Comecemos a estocar gasolina, estilingue, pedras e bilhas para desgastar um eventual governo do PSDB, com os nossos coquetéis molotovs, nossas badernas progressistas. Marcos Coimbra acaba de nos ensinar o caminho das pedras!

Até um dia , companheiros!

Responder

Coimbra: Dilma cai e ninguém sobe | Conversa Afiada

27 de julho de 2013 às 14h31

[…] Marcos Coimbra: Dilma caiu, mas seus adversários efetivos não subiram […]

Responder

Urbano

27 de julho de 2013 às 14h01

Neste exato momento, afora o Eterno Presidente Lula, o Justo, não há ninguém com um cacife mais confiável do que o dela, apesar dos pesares.

Responder

Apavorado por Vírus e Bactérias

27 de julho de 2013 às 13h04

Acorda povão – R$ 425 milhões saem da urina de qualquer corrupto merdinha do PSDB. O rombo é muiiiiito maior. Muitas vezes maior. Não se iludam. Os R$ 0,20 da passagem, mesmo que sejam de milhões de pessoas todo dia, não é nada perto do propinoduto bicudo. Acorda povão dorminhoco. Impeachment nos pilantras. Fazer manifestação é ótimo, mas politizada e direcionada a quem ferra o Brasil e os brasileiros, principalmente os mais pobres, que não têm assistência médica e ficam a mercê da polícia e do crack. Com a escalada do crack, os meninos adquirem esquisofrenia e as meninas sofrem a violência, pois os esquisofrênicos cismam com as garotas, as violentam e as matam. Isso está ocorrendo assombrosamente na periferia. Mas o silêncio da mídia para essa calamidade pública é total. Esse quadro é uma das maiores obras do PSDB em São Paulo.

Responder

Apavorado por Vírus e Bactérias

27 de julho de 2013 às 12h55

A pesquisa da Falha é feita por telefone. As populações mais pobres não têm telefone fixo, quando têm é celular. A Falha só liga para os fixos. Aí já tem uma distorção enorme, pois a pesquisa não representa o todo da população. Assim, o buraco dos governadores é mais embaixo. E nesse contexto, a Dilma sobe muito. Dessa forma, a pesquisa é distorcida, uma Falha proposital.

Responder

Jose Mario HRP

27 de julho de 2013 às 12h36

Do blog do Saraiva!

Responder

    Ednaldo Vieira osta

    27 de julho de 2013 às 21h22

    Todos esses pilantras estão a serviço dos EUA.

    Euler

    28 de julho de 2013 às 10h48

    Canalhas e vendidos até a alma. Isto sim, é o que eles são.

    Apavorado por Vírus e Bactérias

    28 de julho de 2013 às 13h52

    Já pensou se a humanidade fosse formada de todo esse lixo aí ilustrado? Seria um grande esgoto fétido e pernicioso, além de, em certos momentos marcantes, muito burra, toscamente burra, rastejante.

Moésio

27 de julho de 2013 às 08h03

Vídeo impressionante!!! Se eu fosse a Dilma eu dava uma olhadinha nele. Sobre as manifestações “espontâneas” dos jovens que adoram vídeo games, no mundo inteiro.

Denúncia: EUA financiam “protestos de jovens” no mundo inteiro – See more at: http://www.ocafezinho.com/2013/07/25/denuncia-eua-financiam-revolucao-no-mundo-inteiro/#sthash.yVTC1wgc.dpuf

http://www.ocafezinho.com/2013/07/25/denuncia-eua-financiam-revolucao-no-mundo-inteiro/

Responder

Sebastião

27 de julho de 2013 às 06h18

DEU NO JORNAL NACIONAL, QUERO DIZER, NO CONVERSA AFIADA QUE COPIOU DA ISTO É.

Propinoduto Tucano
sumiu com R$ 425 milhões

Bem que o Papa condenou a corrupção tucana !!!

Acorda, Barbosa!!!

Ao analisar documentos da Siemens, empresa integrante do cartel que drenou recursos do Metrô e trens de São Paulo, o Cade e o MP concluíram que os cofres paulistas foram lesados em pelo menos R$ 425 milhões

Na última semana, ISTOÉ publicou documentos inéditos e trouxe à tona o depoimento voluntário de um ex-funcionário da multinacional alemã Siemens ao Ministério Público. Segundo as revelações, o esquema montado por empresas da área de transporte sobre trilhos em São Paulo para vencer e lucrar com licitações públicas durante os sucessivos governos do PSDB nos últimos 20 anos contou com a participação de autoridades e servidores públicos e abasteceu um propinoduto milionário que desviou dinheiro das obras para políticos tucanos. Toda a documentação, inclusive um relatório do que foi revelado pelo ex-funcionário da empresa alemã, está em poder do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para quem a Siemens – ré confessa por formação de cartel – vem denunciando desde maio de 2012 as falcatruas no Metrô e nos trens paulistas, em troca de imunidade civil e criminal para si e seus executivos. Até semana passada, porém, não se sabia quão rentável era este cartel.

Matéria completa: http://www.conversaafiada.com.br/economia/2013/07/26/propinoduto-tucano-sumiu-com-r-425-milhoes/

Responder

Carlos Silva

27 de julho de 2013 às 02h37

De fato, quando a movimento é contra o Sistema Político, de fato todos perdem a menos que provem ser úteis, o que não aconteceu com nenhum por enquanto, do Presidente a Vereadores…

Responder

Sagarana

26 de julho de 2013 às 21h57

É impressão minha ou o vendedor de pesquisas está nervoso? Fica não Marquinho, aumenta o preço que sua clienta paga.

Responder

    Abel

    27 de julho de 2013 às 13h08

    No voto, vocês não ganham. Só no golpe, camarada ;)

    Sagarana

    27 de julho de 2013 às 23h53

    Vão perder no primeiro turno, de novo!

Isidoro Guedes

26 de julho de 2013 às 20h33

É o que eu tenho dito aos meus amigos (pró ou anti-Dilma, pró ou anti-PT). Ruim com Dilma (que teve sua popularidade abalada menos pelas manifestações de rua e mais pela manipulação e mistificação que a mídia direitista e reacionária tem feito delas…).
Afinal a oposição continua sem ter o que dizer, continua sem projeto de Nação (a não ser o de sempre, de Cabral a Silvério dos Reis, de Silvério dos Reis aos dias atuais: a espoliação do povo brasileiro). E continua também apostando no quanto pior melhor. Aposta que tem cada vez mais se ancorado na mídia direitista, que cada vez mais assume o papel de oposição diante de uma oposição absolutamente incompetente no campo político.

Responder

Francisco

26 de julho de 2013 às 19h14

A direita e a oposição em geral, no Brasil, é tão ruim que não consegue preencher nem o vacuo…

Já imaginou a carantonha de Cerra tentando “falar com o jovem”?

E Aécio? Ingrenando um “eu também sei como é duro começar a vida…”.

Marina e Barbosa podem até dar caldo: o problema deles é se conseguem fechar o Congresso. Com esse Congresso (e sem a reforma politica proposta por… Dilma) eles vão virar churrasco na mão de Kátia Abreu e do PMDB.

Eduardo Campos… se ele conseguir demonstrar que fez um mísero mictório público sem a ajuda do PT, também pode dar caldo.

Mas, no geral? Que desgraça, meu Deus!

O horror, o horror…

Responder

lulipe

26 de julho de 2013 às 18h33

E o Coimbra buscando todo tipo de malabarismo para justificar a queda acentuada da aprovação de Dilma. Vai terminar cansando….

Responder

    Abel

    26 de julho de 2013 às 20h51

    E você, achando que o seu candidato ganha sem ter que dar um golpe de estado primeiro. Senta e chora ;)

    lulipe

    26 de julho de 2013 às 21h59

    Essa lorota de “golpe”, caro Abel, só existe na cabecinha dos alienados e seletivos ideológicos, aqueles que não conseguem conviver com situações desfavoráveis, com o indefensável!!!

    Aristides Bartolomeu Novaes

    26 de julho de 2013 às 21h39

    O interessante em tudo isso foi retratado na análise do Marcos Coimbra: a queda da presidenta era previsível, e tem um porquê?
    Há bastante tempo a velha mídia vem batendo muito no governo, criando todo tipo de mentira, e todas elas vem sendo derrubadas pelos fatos.
    Coincidiu com as manifestações das ruas buscando melhoras nas condições de vida do dia a dia, fato esse criado pelos 12 anos de um GOVERNO PROGRESSISTA, e que se encontra instalado no país.
    No início da manifestação, como iniciou em São Paulo, berço do PSDB, retrataram o movimento como balburdia, e só depois,(veja vídeo da Globo), com o crescimento, é que tomaram para si as vantagens, mas não mostraram na telinha o que aconteceu contra os meios de comunicação, em especial contra a Globo.
    Mas, como disse o Coimbra, a Dilma caiu, e quem subiu do PSDB, DEM, PPS e outros?
    Li em algum blog que, a velha mídia, já sabia da possibilidade de se decidir a eleição de 2014, no 1° turno, fato que não está descartado ainda, pois os eleitores que vieram às ruas não são àqueles que trabalham de sol a sol, como os que ficaram na porta do Governador Sergio Cabral, em Ipanema, ou Leblon,não sei ao certo aonde mora, acampados por tanto tempo.
    Os do “Programa Bolsa família” nem sequer chegariam lá. É ver para crer!´

Elias

26 de julho de 2013 às 18h03

Há quem prefira dizer: “não acredito em pesquisas”. Eu acredito. E tenho uma forma simplista de avaliá-las. Nessa última do Ibope, ontem, Dilma aparece com 31 de Ótimo/Bom – 37 de Regular – e 31 de Ruim/Péssimo. “Regular” me parece o fiel da balança. Quem responde que o governo Dilma é “regular”, não quer dizer nem que é ótimo/bom e nem que é ruim/péssimo. “Regular”, em muitas avaliações, inclusive escolares, significa que atende aos padrões mínimos desejados. Então creio que mais da metade dos que respondem “regular” aceitam o desempenho do governo. Nesse sentido (para mim) o governo Dilma tem hoje ao menos 51% de aprovação.

Responder

    KARLO BRIGANTE

    26 de julho de 2013 às 19h00

    Onde Assino?

    Abel

    26 de julho de 2013 às 20h52

    Bingo!

    elizabeth pretel

    27 de julho de 2013 às 00h37

    Eu também.

Zanchetta

26 de julho de 2013 às 17h10

O Ministério é ruim porque tem 39… quando completar 40, aí fica do jeitinho…

Responder

Acássia

26 de julho de 2013 às 17h02

Tudo considerado, Dilma mantém-se favorita, até pelo fato de essas pesquisas a flagrarem no que deve ter sido seu pior momento. Permanece à frente, tem a seu favor o tempo, a inércia da reeleição e, como mostram as pesquisas qualitativas recentes, continua a contar com a torcida de muitos

Responder

Fabio

26 de julho de 2013 às 16h45

Dilma precisa fazer uma faxina nesse ministério dela que é um lixo, cito aí o Paulo Bernardo, o Patriota, o Cardozo, Helena Chagas e tantos outros.
Isso ministério lixo trava o governo da presidenta.

Responder

    daniel taubkin

    26 de julho de 2013 às 17h49

    Discordo do nome do candidato, citado no artigo acima, que “a direita inventou em 1989”. Seu nome verdadeiro é Fernando Collor de Melo.


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.