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Marcos Coimbra: Por que a oposição cobra do PT o que nunca adotou?


04/05/2013 - 09h54

A mais radical “antecipação” de eleição presidencial na história do Brasil aconteceu no governo FHC, que levou a maioria parlamentar que o apoiava a aprovar emenda constitucional que lhe dava o direito de pleitear um segundo mandato

por Marcos Coimbra, em Carta Capital, sugestão Julio Cesar Macedo Amorim

É possível que as oposições brasileiras tenham, de si mesmas, uma péssima imagem. E que seus porta-vozes uma ainda pior. Haveria outra razão para que cobrem, do governo e das lideranças petistas, comportamentos aos quais nunca se sentiram obrigadas? Que clamem aos céus quando seus adversários fazem o que sempre foi sua marca registrada?

Por que só o governo e os petistas pecariam ao fazer como elas? Qual o motivo de denunciá-los, se suas práticas, em tantos momentos, foram iguais? Só pode ser porque, do PT, esperavam mais. Porque, no fundo, no fundo, achavam que o PT deveria ser diferente delas.

Por ser formado por pessoas mais idealistas e menos conspurcadas pelos velhos vícios de nosso sistema político, o PT não deveria agir do mesmo modo.

O que seria admissível para elas, considerando uma compreensível falta de escrúpulos, seria indesculpável em um petista.

Há, no entanto, outra hipótese. Talvez não seja uma espécie de pundonor envergonhado que as leve a exigir do PT que seja o que elas não conseguem ser. Talvez seja puro cinismo. Se, por decência, o PT não deveria fazer o que elas fazem, seriam elas as indecentes. Se, ao contrário, não era condenável o que fizeram quando estavam no poder, exigir que o PT deixasse de fazê-lo quando chegasse a sua vez chegaria a ser desfaçatez.

Tomemos, como ilustração, o debate dos últimos meses sobre a “antecipação” da eleição presidencial de 2014. O responsável por tê-la deflagrado seria Lula, ao afirmar que Dilma Rousseff é a candidata natural do PT na sucessão do ano que vem.

Nove em dez lideranças oposicionistas passaram a “denunciar” o gesto do ex-presidente, como se tivesse dito algo além do evidente: que Dilma faz um bom governo e tem todo o direito de buscar a reeleição. Os funcionários da mídia ligada à oposição, achando que faziam “jornalismo crítico”, engrossaram o coro de repúdio à “antecipação”.

Em primeiro lugar, a própria ideia faz pouquíssimo sentido. Reclamar da “antecipação” implica acreditar que exista uma “hora certa” para que o eleitorado de um país possa começar a discutir seu futuro. Que, até lá, todos deveriam ser proibidos de tratar do assunto. Quem ouviu a grita das lideranças oposicionistas e da “grande imprensa” pode ter pensado que nunca tínhamos tido a “antecipação” que questionaram. Que, antes de Lula “antecipar” a eleição de 2014, as anteriores aconteceram em sua “hora natural”.

Mas o fato é que a mais radical “antecipação” de uma eleição presidencial em nossa história aconteceu no governo tucano. Mais precisamente, quando Fernando Henrique Cardoso levou a maioria parlamentar que o apoiava a aprovar uma emenda constitucional que lhe dava o direito de pleitear um segundo mandato.

Exposto o interesse do Planalto na emenda da reeleição e revelados os bastidores da atuação de seus operadores para fazê-la passar no Congresso, ficou evidente que FHC era candidato a permanecer no cargo. Tanto que estava disposto a pagar para ter o direito de disputá-lo.

O que significa dizer que a eleição de 1998 começou, oficialmente e em razão do comportamento e das declarações do presidente da República e de seus assessores, quase dois anos antes da hora. Se alguém quisesse falar de “antecipação” melhor exemplo que esse não haveria.

Algo semelhante ocorre em relação a outra “denúncia”oposicionista, de que Dilma, após lançada “precipitadamente” sua candidatura, estaria “usando o governo” com “fins eleitoreiros”. O momento mais extraordinário de “uso eleitoral do governo” em uma sucessão presidencial moderna no Brasil ocorreu na eleição de 1994, a primeira vencida por FHC. Mas todas as manifestações recentes das oposições, aparentemente, o esquecem.

Existiria exemplo de uso eleitoral do governo maior que o lançamento do Plano Real em 1994? Seria possível fazer mais que implantar um programa anti-inflacionário em um cronograma fixado de forma a coincidir com o calendário eleitoral?

De teatro em teatro, o que as oposições partidárias e a direita midiática pretendem é atar as mãos do governo e do PT, impedindo que faça o jogo político dentro das regras que elas próprias escreveram. Na verdade, não é por autocrítica ou cinismo que fazem assim. É apenas por esperteza.

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63 comentários

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Sagarana

06 de maio de 2013 às 20h10

Que dia vai começar a Auditoria Cidadã da Dívida Pública?

Responder

Falando pra pobre

06 de maio de 2013 às 11h20

Já assistiram filmes sobre moralistas, xingam todos, desconfiam de todos e no final são eles que atacaram a filha?

Pois é: Sempre que vejo alguém moralista demais no governo e fora dele eu já desconfio.

Responder

Falando pra pobre

06 de maio de 2013 às 11h17

Falou por mim. Muito grata.

É o que sempre quis falar da Cantanhede, na verdade ela acha o PT muito melhor. CLovis Rossi também, Alkmin também, o supremo também, estou dizendo muito bom para o povo,- na visao deles, pois para o povo falta muito -.

Responder

Messias Franca de Macedo

05 de maio de 2013 às 21h16

DA SÉRIE “O ‘brazil’ MUDADO POR UM MENINO POBRE CHAMADO JOAQUIM!” ENTENDA

##################

*STF paga viagem de jornalista do Globo
PAULO NOGUEIRA 5 DE MAIO DE 2013 15
Eis um caso inaceitável de infração de ética de mão dupla.
Um asterisco aparece no nome da jornalista do Globo que escreve textos sobre Joaquim Barbosa em falas na Costa Rica.
Vou ver o que é o asterisco.
E dou numa infração ética que jamais poderia acontecer no Brasil de 2013.
A repórter viaja a convite do Supremo.
É um dado que mostra várias coisas ao mesmo tempo.
Primeiro, a ausência de noção de ética do Supremo e do Globo.
(…)
… A quem apelar?

######################

*STF, vírgula: quem pagou mais essa escrotice foi o contribuinte brasileiro, ora bolas!…

‘NOIS’ merecemos!(?)…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Franca de Macedo

05 de maio de 2013 às 20h34

QUEM DIRIA: O TSE ACABA POR DESCONSTRUIR ‘O MENTIRÃO DO STF’! QUE VERGONHA!…

… Eu resolvi passar o dia sem acessar a internet! Permiti-me um domingo de paz, com a minha família! Não queria passar raiva, lendo as [terroristas/golpistas] manchetes anunciadas de final de semana do PIG, previsíveis e torpes!…

… No entanto, à noite, ao ler: ” TRIBUNAL IGNORA MENSALÃO E APROVA CONTABILIDADE DO PT

Justiça Eleitoral descartou investigação sobre dinheiro repassado por Valério. TSE levou cinco anos para tomar decisão sobre contas do partido no ano em que esquema começou a funcionar
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou as contas de 2003 do diretório nacional do PT e analisa uma recomendação para aprovar as de 2004, desprezando irregularidades que o processo do mensalão apontou nas finanças do partido nos dois anos.
A decisão que aprovou as contas de 2003 foi dada pela ministra Cármen Lúcia em junho de 2010, no início da campanha presidencial daquele ano. O despacho foi registrado semanas depois no Diário de Justiça eletrônico.
Ao contrário do que é costume no TSE, não houve nesse caso nenhuma divulgação da decisão para a imprensa… Ou seja, os ministros do STF com assento no TSE sabiam que o PT estava limpo. Os empréstimos não tem nada a ver com Marcos Valeriodantas. Tem a ver com bancos. O sucessor de Genoino, Ricardo Berzoini, renegociou com o banco a dívida original de R$ 2 milhões e teve que pagar R$ 7,5 milhões. Tudo pago judicialmente. Como é que são empréstimos fictícios? Como encarcerar o Genoino, se a Ministra Carmen Lucia e o corpo técnico do TSE o consideraram probo? E que quem tem conta no banco Opportunity é o pessoal de outro partido político, como se verá quando o Presidente Joaquim Barbosa legitimar a Operação Satiagraha. O julgamento do mentirão, para condenar o João Paulo Cunha, ignorou solenemente parecer técnico do Tribunal de Contas da União e da própria Câmara dos Deputados…”
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/05/1273573-tribunal-ignora-mensalao-e-aprova-contabilidade-do-pt.shtml
Texto repercutido em http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/05/05/tse-absolve-pt-do-mensalao-tse-escondeu-decisao/#comment-1119658

Bom, ao ler essa notícia, a raiva voltou em tom de denúncia: os ministros do STF e “a grande” imprensa que, muito antes do processo transitado em julgado, condenaram – e execraram publicamente – inocentes ficarão impunes?! Com a palavra os réus, inclua-se ‘o PT da governança’!…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Roberto Locatelli

05 de maio de 2013 às 20h15

Deu na coluna Radar (da Veja): Pesquisa do PSDB: Dilma 53%, Marina 18%, Aécio 15% e Campos 4%.

Foi pesquisa detalhada, com 6000 entrevistados.

Responder

Concordo

05 de maio de 2013 às 20h04

Essa história de a esquerda chegando ao poder seria menos corrupta do que todos já foram foi invenção da oposição, pois sabia que se chegasse lá e fosse ganhar só o honestamente possível iria ficar, como quase todo idiota que se mete a isso, morrer de fome.

Responder

IZA

05 de maio de 2013 às 19h19

Vejam essa!
Agora o povo brasileiro, além de pagar as privadas de 90 mil, tem que pagar jornalista de O Globo, para para puxar o saco do Deus Joaquim Barbosa .

STF paga viagem de jornalista do Globo

Paulo Nogueira

Eis um caso inaceitável de infração de ética de mão dupla.
Um asterisco aparece no nome da jornalista do Globo que escreve textos sobre Joaquim Barbosa em falas na Costa Rica.
Vou ver o que é o asterisco.
E dou numa infração ética que jamais poderia acontecer no Brasil de 2013.
A repórter viaja a convite do Supremo.
É um dado que mostra várias coisas ao mesmo tempo.
Primeiro, a ausência de noção de ética do Supremo e do Globo.
Viagens pagas já faz tempo, no ambiente editorial mundial e mesmo brasileiro, são consensualmente julgadas inaceitáveis eticamente.
Por razões óbvias: o conteúdo é viciado por natureza. As contas do jornalista estão sendo bancadas pela pessoa ou organização que é central nas reportagens.
Na Abril, onde me formei, viagens pagas há mais de vinte anos são proibidas pelo código de ética da empresa.
Quando fui para a Editora Globo, em 2006, não havia código de ética lá. Tentei montar um, mas não tive nem apoio e nem tempo.
Tive um problema sério, na Globo, em torno de uma viagem paga que um editor aceitou.
Era uma boca-livre promovida por João Dória, e o editor voltou dela repleto de brindes caros, outro foco pernicioso de corrupção nas redações.
Fiquei absolutamente indignado quando soube, e isso me motivou a fazer de imediato um código de ética na editora.
Surgiu um conflito do qual resultaria minha saída. Dias depois de meu desligamento, o editor voltou a fazer outra viagem bancada por Dória, e desta vez internacional.
Bem, na companhia do editor foi o diretor geral da editora, Fred Kachar, um dos maiores frequentadores de boca livre do circuito da mídia brasileira.
Isto é Globo.
De volta à viagem de Costa Rica.
Quando ficou claro que viagens pagas não podiam ser aceitas eticamente, foi a Folha que trouxe uma gambiarra ridícula.
A Folha passou a adotar o expediente que se viu agora no Globo: avisar que estava precaricando, como se isso resolvesse o caso da prevaricação.
A transparência, nesta situação, apenas amplia a indecência.
A Globo sabe disso. Mas quando se trata de dinheiro seus limites morais são indescritivelmente frouxos.
Durante muito tempo, as empresas jornalísticas justificaram este pecado com a alegação de que não tinham dinheiro suficiente para bancar viagens.
Quem acredita nisso acredita em tudo, como disse Wellington. Veja o patrimônio pessoal dos donos da Globo, caso tenha alguma dúvida.
É ganância e despudor misturados – e o sentimento cínico de que o leitor brasileiro não repara em nada a engole tudo.
Então a Globo sabe que não deveria fazer o que fez.
E o Supremo, não tem noção disso?
É o dinheiro público torrado numa cobertura jornalística que será torta moralmente, é uma relação promíscua – mídia e judiciário – alimentada na sombra.
Para usar a teoria do domínio dos fatos, minha presunção é que o Supremo não imaginava que viesse à luz, num asterisco, a informação de que dinheiro do contribuinte estava sendo usado para bancar a viagem da jornalista do Globo.
Como dizia meu professor de jornalismo nas madrugadas de fechamento de revista, quando um texto capital chegava a ele e tinha que ser reescrito contra o relógio da gráfica, a quem apelar?

Responder

    Fabio Passos

    05 de maio de 2013 às 21h25

    Era so o que faltava.
    joaquim barbosa consegue desmoralizar a “justica” sem fazer esforco.
    O capacho da casa-grande desviando dinheiro do povo… para a globo!

    Devolva o dinheiro do povo, joaquim barbosa!

Delano Pessoa

05 de maio de 2013 às 18h57

A repercussão da aliança do PT com Paulo Maluf na época da eleição pra prefeitura de SP inlustra bem o que Marcos Coimbra apontou.

Responder

Ricardo C.L.

05 de maio de 2013 às 18h38

LOUCURA TOTAL!

No Conversa Afiada: “TRIBUNAL (TSE) IGNORA MENSALÃO E APROVA CONTABILIDADE DO PT”

Justiça Eleitoral descartou investigação sobre dinheiro repassado por Valério. TSE levou cinco anos para tomar decisão sobre contas do partido no ano em que esquema começou a funcionar

RUBENS VALENTE
ANDREZA MATAIS
DE BRASÍLIA

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou as contas de 2003 do diretório nacional do PT e analisa uma recomendação para aprovar as de 2004, desprezando irregularidades que o processo do mensalão apontou nas finanças do partido nos dois anos.

A decisão que aprovou as contas de 2003 foi dada pela ministra Cármen Lúcia em junho de 2010, no início da campanha presidencial daquele ano. O despacho foi registrado semanas depois no Diário de Justiça eletrônico.

Ao contrário do que é costume no TSE, não houve nesse caso nenhuma divulgação da decisão para a imprensa.

Responder

Fabio Passos

05 de maio de 2013 às 15h34

Por que a oposição cobra do PT práticas que nunca adotou?

Porque precisa de alguma arma para disputar as eleicoes… como o projeto politico da direita e claramente mais atrasado, so resta ao psdb-PiG atacar o PT pelas praticas usuais do sistema politico brasileiro.

So que isso e muito pouco…
Enquanto o PT mantiver expansao da renda para a maior parte da populacao, vai merecidamente derrotar psdb-PiG nas eleicoes.

E os racistas que leem veja, no max. uns 6% da populacao, tem de se acostumar a tomar na tarraqueta. rs
Chupa, PiG!

Responder

augusto2

05 de maio de 2013 às 15h20

Voces pecam todos por nao ser mais compreensivos e condescendentes com a oposiçao.
Eles governavam para 25, 30%. Agora ja tem ai uns 60% de recem chegados no minimo que NAo aceitarao mais isso. Eles faziam discursos bonitos para
arrochar salarios, obedecer ao FMI, comprar tudo la fora porque ”tamos na globalizaçao”… Falavam que aumentar valor REAL d minimo iria destruir as prefeituras e empresas.So melhorou.
queriam exclusividade de uma elite nos aviões, casas proprias e universidades. Agora nesses locais tá “assim” de preto, pobre e empregadas domesticas. Queriam Dilma prisioneira. Tá muito leve e solta. Berrarem que era Tsunami. Deu marolinha.
queriam o Lulão com cancer e quietinho. O cara vai para onde quer, e escreve para o Niuiorqui taims.
Queriam um JBarbosa impoluto e inatacavel. Ficou claro que não é.
Nao queriam reduçao do preço do KWh. Reduziu-se.
Sonharam com apagao, inflaçao, jurão…Deu zebra.
Estenderam o pires pra Eduardo. Ano que vem fecha a cortina. Tripudiar sobre esta situaçao chega a ser crime.

Responder

Carlos Lopes

05 de maio de 2013 às 13h05

Historicamente falando Marcos Coimbra sempre foi de esquerda e progressista, bem como sempre esteve ao lado de Lula e dos trabalhadores.

Responder

José Antônio Pinto Pereira

05 de maio de 2013 às 12h43

Parabéns ao Marcos Coimbra pelo excelente texto. Ainda bem que o povo brasileiro, parece já está compreendendo, que no Brasil não existe oposição às práticas políticas e sim, aos interesses do próprio povo, que o atual governo representa.

Responder

Rogerio

05 de maio de 2013 às 10h37

Enquanto não denunciarmos os laços da mídia e da oposição golpista com a CIA, nunca triunfaremos.
Verdade já!
Azenha, publique o relatório da ABIN sobre quem recebeu dinheiro dos EUA para derrubar os governos Lula e Dilma!

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/politica/noticia/2013/05/documentos-apontam-que-cia-via-em-brizola-a-principal-ameaca-a-ditadura-4127255.html

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Jose Mario HRP

05 de maio de 2013 às 10h17 Responder

Roberto Locatelli

05 de maio de 2013 às 09h44

Realmente, do PSDB, Dem, PSD e outros esperamos TODAS as baixarias, sujeiras e canalhices. E os próprios líderes desses partidos, pela sua atitude, reconhecem que, sim, eles são desonestos.

Mas do PT espera-se mais.

Não há nenhuma decepção se o PSDB entrega nossas riquezas aos gringos a preço de fim de feira. O que não se aceita é o PT também se rebaixar a esse ponto.

Responder

guilherme

05 de maio de 2013 às 00h58

O artigo do Coimbra põe o dedo no centro da ferida. Com essas concessões e leilões de petróleo faz com que o PT fique igualzinho a eles nesse aspecto, logo, isso eles é que gostariam de fazer. Evidentemente que não concordo de maneira nenhuma com o comportamento do PT. Coerência é algo em desuso na nossa política. O discurso eleitoral é sempre dizer que vai fazer aquilo que na realidade não vai fazer.

Responder

Fabio Passos

04 de maio de 2013 às 20h45

A direita golpista da piti porque nao aceita que a esquerda venca uma eleicoao atras da outra… dai tudo e desculpa para tentar o golpe.

Melhor os 6% de racistas que leem veja se acostumarem a tomar na tarraqueta.
Chupa, PiG!

Responder

    LEANDRO

    05 de maio de 2013 às 07h55

    Privatização de aeroportos, estradas e agora portos, desoneração para as grandes empresas (a tabela de IR defasada para pessoa física ninguém fala), entrega do etanol as multis, nova licitação de petróleo, financiamento bilionária para a grande imprensa, alianças com a direita mais atrasada (Sarney, maluf, etc..), paralização da reforma agrária, é realmente a esquerda tá governando, chupa direita.

    José Silva

    05 de maio de 2013 às 09h39

    Vc esqueceu de citar a falta de aumento de salário para servidores, professores, aposentados, e até para o salário mínimo que salvou o Brasil da crise (devido ao pífio crescimento do PIB o salário mínimo é o mais atingido). Quero ver qual movimento social vai embarcar na defesa da Dilma em 2014, pois ela trata todo mundo mal (exceto empresários e banqueiros especuladores), não conversa com ninguém, só com os pelegos dela. Por isso a “esquerda” bate tanto em Eduardo Campos, mas não deveria fazê-lo, pois quanto mais ele se fortalecer maior a probabilidade do Lula voltar em 2014.

Zanchetta

04 de maio de 2013 às 20h01

Caro Marcos Coimbra…talvez seja porque o PT se elegeu dizendo que ia fazer tais práticas…

Responder

Francisco

04 de maio de 2013 às 19h37

Acusar um gestor eleito de “fazer uso eleitoral do mandato” é bizarro, até para os padrões brasileiros…

Fico imaginando a cara de Obama se alguém viesse lhe dizer que ele esta tornando público o sistema de saúde (tornando “comunista” diria o cantor Lobão…) “apenas para ser reeleito”.

Qual é o nome do sistema?

Piada ainda maior é o uso criminalizante da palavra “populista”.

Por não serem “populares”, todo aquele que tem mais votos que eles viram “populistas”.

Responder

    Roberto Locatelli

    05 de maio de 2013 às 10h15

    Pois é, Francisco, é hilário. O sistema democrático se baseia justamente no fato de que o governante tem que tomar atitudes a favor da população pois, caso contrário, corre o risco de ser rejeitado nas urnas.

    No entanto, os “analistas” do PIG (Partido da imprensa Golpista) frequentemente elogiam governantes que tomam medidas que prejudicam a população, dizendo que são medidas “corajosas”. Por exemplo, a tal “austeridade” da Europa, que está produzindo desemprego, miséria e fechamento de empresas. No entanto, os banqueiros estão sorrindo de orelha a orelha.

    O colunista polaco Waldemar Kompala, falando sobre a crise grega, disse, em resposta ao filósofo Zlavoj Zizek: “Enquanto a crise durar, a União Europeia deve ser gerida com eficácia, mesmo não democraticamente.” Ou seja, ele confessou que capitalismo e democracia são cada vez mais incompatíveis, pois quem se curva aos banqueiros mostra a b… para o povo, e o povo lhe nega votos.

    _______________________________
    Dicionário SAP

    “austeridade” ==> TECLA SAP ==> tirar do povo para dar aos banqueiros

Guilherme Scalzilli

04 de maio de 2013 às 19h20

Caras de pau

Até outro dia as manobras de reformulações partidárias eram tratadas pela imprensa corporativa como safadezas inaceitáveis. Nem precisamos lembrar a gritaria que acompanhou o surgimento do PSD. Simples trocas individuais de legenda costumavam receber a imediata ojeriza do colunismo político, que sempre usou esses episódios para exigir dos congressistas a tal reforma política.

Pois agora a turma decidiu que nem todo oportunismo é sinal de malandragem. Os partidos que Marina Silva e Roberto Freire tentam inventar para concorrer às eleições presidenciais de 2014 recebem tratamento de nobres causas, direitos soberanos que o malvado governo Dilma Rousseff estaria sufocando. Mesmo a legitimidade do Congresso para refrear uma prática tão reprovada já não parece mais incontestável.
Hipócritas descarados, eis o que são esses comentaristas. Distorcem os fatos a ponto de apelidar de “bolivarianista”, de “rolo compressor”, a limitação de um hábito indecoroso que eles mesmos condenavam, em situações idênticas, meses atrás.

Como se a óbvia conveniência dos novos partidos para o projeto oposicionista fosse um mero efeito colateral de qualquer interesse republicano maior. Então a atitude ética do governo federal seria se submeter ao casuísmo alheio, aceitando uma esperteza forjada para derrotá-lo.

Vale tudo em nome da famosa alternância democrática, não é mesmo?

http://guilhermescalzilli.blogspot.com.br

Responder

Edgar Rocha

04 de maio de 2013 às 18h32

Está claro que o alvo destes questionamentos da oposição frente as atitudes do governo e do Lula não são direcionadas para a opinião pública em geral, muito menos como instrumento de embate político direto contra o Governo. Isto não funcionaria mais, como já ficou provado. O alvo é a militância petista. Ainda que o Governo adote a lógica de que “se eles podem, por que não poderíamos?”, isto não é unanimidade nas bases de apoio históricas que ainda fazem diferença na hora do voto. A ideia é dividir, comprovando a tese de que ambos os lados atuam da mesma forma e disputam o mesmo espaço na construção de suas bases políticas. O que, convenhamos, não é de todo mentira. Fica o gosto amargo de traição de classe quando vemos a total negligência sobre questões que sempre compuseram a pauta política da esquerda (como o caso das minorias e direitos humanos), como também o distanciamento das representações políticas de esquerda em relação às instâncias governamentais, como ocorre nos ministérios. Isto tudo justificado sobre a necessidade de “cooptação”, de ceder àqueles que são na realidade, o grande fiel da balança entre o governo e a oposição. Falo das bancadas extrapartidárias com pauta própria e representação amplamente distribuída entre os partidos. Eles agem com independência e são capazes de bagunçar o coreto de qualquer governo ou oposição, atuando como eminências pardas, se mascarando como baixo clero, porém coesos e conscientes de seu poder de voto. É isto que dá partidos fracos, movimentos sociais abandonados, pulverização programática… Evangélicos, ruralistas, funcionários públicos, sindicalistas: todas estas “bancadas” formam a nova ordem político-representativa do país, interferindo diretamente nos cronogramas partidários sem nenhuma fidelidade ou ética. Se por um lado a oposição não pode reclamar do governo agir da mesma forma que ela, por outro lado a esquerda paga o preço por se deixarem conduzir pela lógica imposta pela direita, a fim de cortar caminho para o poder. Quem mandou adotarem esta política horrorosa de representação corporativa? Diversidade de ideias não tem a menor importância se não se define uma pauta em comum. Há divergências que não podem ser contornadas, nem decididas no grito dos mais fortes. É preciso que haja posicionamentos claros pra que o eleitor e, sobretudo a militância, saiba em que projeto está realmente votando. A pauta deve ser mínima, mas consistente. E as pessoas deveriam voltar a se unirem em torno disto. Senão, corre-se o risco de que esta oposição hipócrita consiga o que quer: afastar a base consistente e deixar o governo à mercê cada vez mais da base volátil, graças a descaracterização da representação partidária. E esta base volátil vai pro lado que pagar mais. Saibam que a oposição, por questões óbvias (falta de escrúpulos, de limites éticos, de compromisso com o próprio discurso e, sobretudo, com muito dinheiro), tem muito mais a oferecer.

Responder

    José Silva

    05 de maio de 2013 às 09h49

    Gostaria muito de estar de frente contigo para lhe apertar a mão, pois nunca vi um comentário descrever tão claramente o que penso, e me permita opinar que isso tudo está sendo potencializado devido a falta de “jogo de cintura” da Presidenta Dilma. Hoje eu me sinto a vontade para dizer que Dilma não é Lula e Lula não é Dilma!!!

    Edgar Rocha

    05 de maio de 2013 às 21h46

    Só reiterando, José, acabou de sair a notícia da eleição do novo presidente estadual do PSDB. Ao final da entrevista com o dito cujo, vem a alfinetada:
    “Em um ataque direto ao ex-presidente Lula, Nogueira disse que Lula afirmou que o PT precisa reencontrar seus valores. “A gente só encontra o que perdeu. O PT abandonou os seus valores”, disse Nogueira”. (in: http://www.jornalacidade.com.br). É ou não é um recado pra militância petista? Mas, se quer saber, acho que esta estratégia também não vai colar.

Saçuober

04 de maio de 2013 às 17h47

Discordo de quem defende que o Lula teria sido eleito independente das alianças com políticos com governistas, políticos que sempre acompanham o governo seja qual for.
Embora Lula seja o maior líder político do Brasil, se ele não muda para o Lulinha paz e amor, não o teríamos como presidente.
O que a Casa Grande não esperava aconteceu o governo Lula acertou nas políticas econômicas sem adotar medidas contra as elites, conseguiu ter êxito em seu governo agradando a gregos e troianos.
Só que a Casa Grande tinha articulado o Mentirão para retornar o mais rápido ao poder, hoje vivemos na insegurança democrática, a Casa Grande quer retornar ao poder, se não conseguir no voto, vai de golpe.
Cabe aos verdadeiros brasileiros, rechaçar as atitudes golpistas e fazer valer a democracia, independente de quem esteja no comando, exigir do congresso altivez.
Aqueles que mostram as redundâncias, aqueles que traem a democracia e o povo, não podem ser eleitos usando o brasão socialista e democrático, devem ser desmascarados em seus redutos.

Responder

    Falando pra pobre

    06 de maio de 2013 às 11h22

    Não se diz que não seria eleito. Mas se diz que não conseguiria governar e isso é fato.

Urbano

04 de maio de 2013 às 15h33

A farsa é o mote principal, somente. Na verdade, a farsa e a burrice; pelAmordeDeus… é burrice muita. Os asnos ficam até abestados de verem tanta burrice assim.

Responder

souza

04 de maio de 2013 às 15h17

a grande sacada.
usar as regras que a oposição sempre usou.

Responder

Ze' Ninguem

04 de maio de 2013 às 15h16

Sem levar em consideração a veracidade das acusações (tanto de um lado como do outro), o que me incomoda nesse tipo de debate é a velha (e perigosíssima) máxima de que “se outro fez, também posso!” E, convenhamos, o PT tem feito isso como ninguém sempre que colocam o dedo em suas feridas… Afinal de contas, um erro justifica o outro?

Responder

Fabio Passos

04 de maio de 2013 às 14h57

fhc comprou votos no congresso para aprovar medida em beneficio proprio… e apos comprar a reeleicao, aprofundou a entrega do brasil aos interesses imperialistas. O pulha vendeu a nacao!
O que merece fhc… este servical da casa-grande?

Responder

ricardo silveira

04 de maio de 2013 às 14h55

Muito educadamente, Marcos Coimbra mostra a mediocridade da oposição. O problema não é os PSDBs da vida não terem o que dizer, o que os empurra para fora da arena política, e isso é ótimo para o país. O problema é que não surge nenhuma oposição com projeto para que o país melhore ainda mais.

Responder

Bertold

04 de maio de 2013 às 14h25

Não que na política tudo pode de imoral mas que na política tudo é possível desde que se tenha como principio a razoabilidade. Este último me parece mais próximo do fazer político do PT.

Responder

Urbolino PIgao

04 de maio de 2013 às 14h21

http://ela.oglobo.globo.com/moda/eu-sou-muito-petulante-diz-cantor-escritor-lobao-8291987#ixzz2SKrt21Bk
Finalmente Lobao ganha as paginas do Globo. Foi só falhar mal do PT.

Responder

    Fabio Passos

    04 de maio de 2013 às 14h59

    reacionario ignorante e muito diferente de petulante. rsrs

Tomudjin

04 de maio de 2013 às 13h46

Deve ser porque o PSDB também nunca adotou práticas.

Responder

Carlos Lopes

04 de maio de 2013 às 12h30

Uma coisa temos que reconhecer: Marcos Coimbra sempre esteve ao lado de Lula desde o começo de sua carreira quando ainda operário no ABC. O fato de Marcos Coimbra ser um petista de primeira hora, sempre apoiando Lula, os movimentos sociais e a esquerda progressista brasileira, tudo isso só conferam mais credibilidade aos artigos de Marcos Coimbra, um aliado de Lula e do PT desde sempre.

Responder

Marcelo Rodrigues

04 de maio de 2013 às 12h24

Lembrando: Lula só falou que a Dilma será a candidata porque estavam querendo intrigá-lá com ele, dizendo que tramava a própria candidatura à revelia da presidenta.

Responder

Euler

04 de maio de 2013 às 11h42

Em parte a oposição tem razão mesmo em reclamar do governo federal do PT, que tinha um discurso antes da primeira eleição de Lula, e depois adotou boa parte da política neoliberal que a oposição tucana pensava ser exclusividade dela.

Por exemplo: quando o governo federal manteve (mantém) a política de privatização de FHC, ou quando deixou de investir na Educação básica (a proposta atual, para o futuro, dos royalties, não resolve o problema); ou quando manteve a política de pagamento da dívida interna, que consome mais de 100 bilhões anuais para poucas famílias; ou quando manteve o vergonhoso monopólio da mídia, sonegando ao povo brasileiro o direito de expressão, a liberdade de imprensa, que só acontecerá com a real democratização da mídia; e até mesmo quando enveredou para práticas como o chamado mensalão, etc., etc., etc., nestes casos o governo federal “roubou” ou copiou a oposição tucana.

Ou seja, o lado ruim do governo federal do PT é o da continuação das práticas corriqueiras dos governos tucanos.

O trágico ou cômico dessa história é que a oposição reclama para si o direito autoral exclusivo a essas práticas lesivas aos interesses da maioria da população; e o que é pior: o PT briga com os tucanos para que a paternidade seja dele, PT, e não dos tucanos.

Deveria aproveitar a deixa, agradecer aos tucanos, e dizer: toma que o filho é teu! E mudar os rumos do governo, promovendo uma desprivatização do estado, investindo mais e melhor na Educação, na Saúde, na moradia popular, no saneamento; destruindo o monopólio da mídia, apoiando o controle social de meios públicos de comunicação e incentivando iniciativas alternativas; realizando uma profunda reforma política, no judiciário, na distribuição de renda, a começar pelo serviço público, que deveria existir uma relação máxima de 1 para 10 entre o piso e o teto salarial.

Aí sim, o governo federal romperia de vez com o lado negativo de sua gestão, que é justamente a parte reclamada pela oposição neoliberal.

Responder

    Saçuober

    04 de maio de 2013 às 14h42

    Quem sustententaria estas reformas?
    O congresso, certamente não.
    O povo, tambem não, ficaria em casa assistindo o pig.
    Quem?
    Sem base de sustentação parlamentar realmente compromissada com as ideias propostas, será suicídio.
    As forcas de oposição, pig, STF, os traíras oportunistas, os camaleões disfarçados de socialistas, têm a maioria, facilmente conseguiram derrotar o Lula e a Dilma.
    O Chavez tinha parte do apoio militar, o que a Dilma e o Lula não tem nada.
    O congresso não tem coragem para fazer valer suas prerrogativas, vai ter coragem de defender o executivo.
    O povo da Argentina, da Venezuela é mais politizado, estamos bem atrás neste quisito, as classe média que teria condições de apoiar as reformas, é na sua grande maioria contra.
    Para melhorar a condição do povo, se faz necessário renuncias.
    Por muito menos derrubaram Jango, e não houve reação.
    Um ministro do STF fecha o congresso e fica por isto mesmo.
    Com um congresso frouxo, com uma classe média egoísta, com as classes C e D despolitizadas, os verdadeiros brasileiros serão derrotados e o Brasil sofrerá o golpe judicial midiático.

    Fabio Passos

    04 de maio de 2013 às 16h20

    Eu tenho certeza que Lula e capaz de por o povo na rua para sustentar reformas sociais profundas.

    Se a opcao for enfrentar os interesses da “elite” branca e rica… o caminho e a pressao popular.
    Ja passou da hora de acabar com o Apartheid Social contruido pela pior “elite” do mundo.

    Nao existe atalho… temos de colocar a casa-grande abaixo!

    Euler

    04 de maio de 2013 às 23h27

    Por esta sua lógica, caro Saçuober, estamos irremediavelmente perdidos. Aliás, é uma análise que serve para todos, inclusive para os tucanos. Eles poderão dizer que não fizeram mais ou melhor porque o Brasil seria invadido pelos EUA.

    Mas, política não se faz assim. Se o seu projeto de poder ou de governo é diferente, você precisa lutar para colocá-lo em prática. O Executivo tem muitos instrumentos para mobilizar a sociedade. Se o governo federal, dirigido pelo PT, com 10 anos no governo, até hoje não conseguiu promover uma camada nova, mais arejada e comprometida com mudanças sociais no interior das Forças Armadas, é porque não teve nem competência, nem coragem, nem interesse em fazê-lo.

    Da mesma forma, se não conseguiu quebrar o monopólio da mídia, é porque não quis mesmo, e acho até que foi por conveniência de alguns caciques do PT. O governo federal dispõe de verbas publicitárias e poderia muito bem bancar projetos alternativos, com jornalistas independentes. Nem precisaria, a priori, ter quebrado o monopólio; bastaria inicialmente ter incentivado a criação e o fortalecimento de uma mídia popular, alternativa, com muitas cores, muitas tribos, e por si só isso levaria ao questionamento social do monopólio privado. Mas, não, o PT se calou e se omitiu, talvez sonhando com o apoio da mídia burguesa.

    O congresso e o STF a gente sabe que não ficarão ao lado de reformas sociais. Mas, quem foi que indicou a maioria dos ministros do STF, incluindo Fux e Joaquim Barbosa? Sim, meu caro, foi justamente o partido que você diz que não quer fazer as reformas com medo desse STF que ELE, o PT, indicou.

    E no mais, se houvesse uma campanha pública, em favor de reformas que fossem debatidas com a sociedade, nas escolas, nas ruas, nos horários de TVs e rádios a que o governo tem direito, caso convoque redes nacionais, certamente a realidade seria outra. Mas claro que isso implica correr riscos de ser atacado pela mídia, pelo STF que o PT indicou, e por parcelas do congresso.

    Mas e daí? Quem quer mudar de verdade tem que enfrentar a oposição. Se o Lula e Dilma contam com 80% de respaldo popular, por que não mobilizar a população para mudanças mais profundas? A resposta é simples: uma parte do PT se acostumou a esse status vigente, e aos privilégios do poder, e não quer este tipo de enfrentamento, tal como acontece na Venezuela ou na Argentina.

    Ao que parece, por aqui, só a direita é “politizada”, pois pelo menos ela tenta o tempo todo dar golpes, derrubar o governo, usa todos os instrumentos de que dispõe para tentar tomar o governo e quando o alcança, como na era FHC, privatiza tudo, sem dó. Agora a esquerda no poder vem com essa ladainha de que o povo brasileiro não está preparado, que o STF é da direita, que a mídia é da direita, então é melhor resignar-se. Me poupem desses argumentos!

    Saçuober

    06 de maio de 2013 às 12h28

    Caro Euler, sou somente eleitor, já votei no MDB, no PMDB,no PDT, no PT e PSB para governo no Ceara, diga-me qual o partido?
    No momento, estou votando por eliminação.

Fabio Passos

04 de maio de 2013 às 11h38

fhc comprou uma lei no congresso em beneficio proprio… sob apoio e aplausos do PiG.
O que sera que estes canalhas da casa-grande merecem?

Responder

    Willian

    04 de maio de 2013 às 12h55

    E Lula se aproveitou dela e se elegeu duas vezes. Se FHC não tivesse aprovado a emenda da reeleição o que Lula faria? Se contentaria com um mandato só? Agradeçam a FHC, por favor.

    E o restante dos aliados na Amércia do Sul estão querendo três ou mais mandatos.

    A cara de pau não tem limite por aqui.

    PauloH

    04 de maio de 2013 às 13h35

    A cara de pau é vossa, amigo. De tentar manipular a realidade dos fatos. Lula não mudou a Constituição em proveito próprio. Já o que FHC fez foi o maior estelionato da história democrática do Brasil. Comprar votos de deputados pra mudar a Constituição a seu favor é mais grave do que 100 pretensos mensalões. Lula seguiu “as regras do jogo” que estavam vigentes quando assumiu. Não tentou conseguir um terceiro mandato, para o qual seria eleito com um pé nas costas (ao contrário de FHC, aliás, que chegou ao final do segundo governo com a popularidade no buraco). Só por aí a gente vê quais são as credenciais democráticas de cada presidente. Um que sai de cena exatamente quando manda a lei (Lula) e outro que suborna deputados pra ficar mais tempo no poder.

    renato

    04 de maio de 2013 às 18h47

    Por que a oposição cobra do PT práticas que nunca adotou?
    Simples, é de uma simplicidade, anormal.
    É porque agora eles sabem que aquelas práticas eram uma
    merda, e querem que o PT se esborrache. P PT já as conhece.
    Qual é o problema existencial para com isto.
    Me auxilie Willian as vezes eles se perdem!

    renato

    04 de maio de 2013 às 18h51

    Concordo Willian, acho até que ficaram devendo dois anos ao Lula.
    Há que fazer recontagem de quanto tempo ele ficou no Brasil. e quanto tempo ficou viajando, obvio se não estava no Brasil, então contando os dias que não ficou governado ainda tem um crédito de 2 anos.
    Como vamos passar para cinco anos, e depois criamos mais a reeleição, são ao todo 12 anos sem viagens.
    Então poso dizer que posso morrer tranquilo.

    abolicionista

    05 de maio de 2013 às 11h03

    Lendo o Willian e o Renato dá até vontade de votar no PT…

willian

04 de maio de 2013 às 11h35

Pelo mesmo motivo que o PT adota posturas no governo que condenava na oposição. Lembrem-se sempre o que o mestre Lula disse uma vez: quando a gente tá na oposição a gente faz muita bravata.

Respondido, Marcos Coimbra? Se um analista político não sabia a resposta para uma pergunta tão simples, estamos muito mal…

Responder

    PedroAurelioZabaleta

    04 de maio de 2013 às 18h28

    willian, bonner ou waack?

paulo roberto

04 de maio de 2013 às 11h33

“Talvez não seja uma espécie de pundonor envergonhado que as leve a exigir do PT que seja o que elas não conseguem ser. Talvez seja puro cinismo.”…
Eu tiraria o talvez, e ao cinismo acrescentaria a hipocrisia.

Responder

RicardãoCarioca

04 de maio de 2013 às 10h29

Ficar chamando o Aético Never de presidenciável, de candidato a presidência desde o – aliás – anúncio da sua candidatura, pode, né, grande mídia?

Como a direita política é burra e a midiática idem, quanto mais candidatos, melhor para a reeleição da Dilma.

Responder

Roberto Locatelli

04 de maio de 2013 às 10h22

Caramba, Marcos Coimbra está cada vez mais demolidor.

De fato, FHC não só antecipou sua campanha como comprou a reeleição a R$ 200 mil por deputado. Não sou eu que afirmo. Pelo menos um deputado, Ronivon Santiago (PFL-AC), confiante na proteção da mídia de direita, declarou despudoradamente ter vendido o seu voto favorável a reeleição. O link está aqui: http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/pre_mer_voto_1.htm

Gostei desse argumento: “Reclamar da ‘antecipação’ implica acreditar que exista uma ‘hora certa’ para que o eleitorado de um país possa começar a discutir seu futuro”. É como se eleição fosse uma coisa suja. E, se depender da direita, é muito suja mesmo. Por isso a direita é contra o financiamento público exclusivo de campanha.

Quanto ao “jornalismo” praticado pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista), sabemos que não é jornalismo, e sim militância partidária de direita.

Por isso, aproveito o post para falar sobre a importante campanha nacional pela democratização das comunicações. Mais informações aqui: http://mariafro.com/2013/05/02/por-que-assinar-o-abaixo-assinado-para-o-projeto-lei-de-democratizacao-da-midia-e-como-fazer-para-assinar/

Note-se que não se trata de “mais um” abaixo-assinado. Este não é via internet, é em papel, tem que pôr nome, RG, título, e remeter pelo correio para Brasília. Isso porque trata-se de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular. Acho que todos os blogs progressistas, os sindicatos e os movimentos populares deveriam entrar na campanha. A CUT já aderiu.

Precisaremos coletar um milhão e trezentas mil assinaturas. Será um teste para sabermos qual a nossa força.

Responder

    Alemao

    04 de maio de 2013 às 12h22

    Lá vem vcs com esse blábláblá que o FHC comprou votos. Ora, não foi ele o único beneficiado, foram TODOS os governadores e prefeitos.

    Essa reportagem da Folha mostra bem isso, foram dois governadores que encomendaram o voto.

    Paulo Figueira

    04 de maio de 2013 às 14h30

    O fato de ele não ter sido o único benefeciado, faz da compra votos no congresso para aprovar a reeleição uma atitude moralmente aceitável?

    Maria José Rêgo

    04 de maio de 2013 às 14h43

    A primeira medida que tomou foi extinguir por decreto a Comissão Especial de Investigação criada pelo presidente Itamar Franco, provavelmente para deixar escapar e jogar debaixo do tapete, via procurador Brindeiro, todas as mazelas praticadas por ele e seus comandados. Pasta Rosa, Banestado, Ambulâncias, explosão da torre do projeto espacial em Alcântara-MA, Privatização da Vale, Privatização da Telebras, Construção do TRT-SP, Proer, Desvalorização do real por motivos eleitoral, Sudam, Sudene, Sivam. Ufa! tem muito mais….

Julio Silveira

04 de maio de 2013 às 10h17

A resposta e essa pergunta é facil. Por que o PT ganhou espaço politico prometendo que as adotaria, hoje não cumpre. E apesar de ter ogeriza a essa oposição, se cumprisse o PT faria um favor ao país e a cidadania, consequentemente a si proprios. A sordida oposição critica é a concorrência desleal, repetem as praticas e ainda são donos do melhor discurso.

Responder

Saul Leblon: O PSDB quer terminar o desmonte que começou - Viomundo - O que você não vê na mídia

04 de maio de 2013 às 10h12

[…] Marcos Coimbra: Por que a oposição cobra do PT práticas que nunca adotaram? […]

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