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Marat: Usuários do Bolsa Família, idealistas, precisamos nos mobilizar


05/07/2013 - 04h11

Carta aberta aos usuários do programa Bolsa Família e aos idealistas por todo o país

por Marat, via e-mail

Aqui na capital de SP há uma diversidade enorme na população. Muitos aqui são bons, honestos e trabalhadores. A essa gente, devo meu respeito. Quem me preocupa, de verdade, são os reacionários, que têm forte tendência para o fascismo e o golpe. Estes, infelizmente, existem aos milhares, não só aqui em SP, mas no Brasil como um todo!

Essa turma reacionária e vendida adora passar e repassar milhares de e-mails, com apresentações em Power Point, onde se lê coisas do tipo: “O Bolsa-Família é Bolsa-vagabundo”, “Bolsa-pilantragem” etc.

Eles debocham e falam que os usuários do BF são vagabundos, preguiçosos, arruaceiros, malandros que recebem esmolas do governo federal, e se acostumaram na vadiagem. Essa a visão deles. Essa mesma turma finge esquecer que o Governo do Brasil dá muitas bolsas a verdadeiros vagabundos. Vejamos:

Bolsa-banqueiro: Estes senhores sempre tiveram muito lucro, e sempre estão imunes às crises, graças aos montes de favores que recebem do atual e dos anteriores governos federais;

Bolsa-Sonegação: Sob o pretexto de reclamar dos altos e abusivos (e isso é verdade, em parte) impostos, os empresários brasileiros adoram sonegar. Sonegam e muitos não são punidos;

Bolsa-Justiça: Essa é a mais conhecida de todas. Ricos no Brasil podem contratar bons advogados e quase nunca ficam presos, mesmo que sejam banqueiros ladrões, motoristas embriagados que matam ou mutilam, ou estudantes de faculdades particulares, que depredam patrimônio público, inclusive aqueles tombados! Aqui no Brasil, para os pobres há a Vara Criminal, enquanto para os ricos há a Vara Cível.

As “bolsas” descritas acima nunca são questionadas pela turma do Power Point Indignado. Eles têm agenda clara. São sempre os mesmos, com as mesmas idéias de seus pais, avós e bisavós, descendentes de senhores de engenho, dos barões do café, do pessoal da Casa-Grande. Eles odeiam a senzala. Odeiam quando a senzala luta pela liberdade. Odeiam os quilombos!!!

No seio desta turma há muitos fascistas. Estes devem ser combatidos (ABIN, você está acordada?) pelos meios legais, constitucionais, já que somos uma nação, por mais que os complexados pelo vira-latismo não aceitem!

Cuidado, povo, com a união dos que sofrem do complexo de vira-latas com a banda podre da Justiça. Eles têm a imprensa golpista a seu lado. Eles têm a seu lado políticos corruptos que desejam ver o Brasil de novo nas garras sujas do FMI. Eles ganham muito dinheiro de governos estrangeiros, via ONGs de fachada!

Essa turma, a turma do Power Point agressivo aos nordestinos, pobres etc., é desagregadora e vê o Brasil como um país subdesenvolvido e atrasado, porém não faz nada para melhorar a situação. Eles apenas aumentam o complexo de vira-latas e odeiam o conceito de nação. Para eles, nação são apenas os Estados Unidos, o resto é resto, e merece sua sorte… Basta colher deles a opinião acerca da realidade atual dos povos, nos países invadidos pela OTAN, tais como Iraque e Afeganistão…

Que o governo do PT é fraco (têm muitas semelhanças com o PSDB), pusilânime e refém de uma esdrúxula aliança, todos sabemos, porém, ele ganhou as eleições NAS URNAS, e respeitar isso é cláusula pétrea numa democracia. Não é um grupo de golpistas que deve promover mudanças!

Quando alguém nos faz algo de bom, temos o DEVER MORAL de agradecer, e o governo do PT, mesmo sendo fraco e desunido, ainda têm em seus quadros (poucas) pessoas que lutam por mudanças e justiça social, e mantêm contato com o povo.

Quando alguém sabota, mente e manipula, tal como os partidários da massa cheirosa, temos a OBRIGAÇÃO de evitar o pior, e mostrar que estamos atentos. Usuários do Programa Bolsa-Família, esquerdistas e idealistas: ACORDEM, enquanto é tempo!!! Precisamos nos mobilizar, e, democraticamente, e sem violência, fazer valer nossas ideias! Já que as TVs vendidas adoram televisar os protestos tutela dos por fascistas, por que não nós, que temos a OBRIGAÇÃO de lutar por um país digno, não podemos marchar também, só que em frente aos ícones desta direita burra, radical e atrasada?

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32 comentários

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denis dias ferreira

08 de julho de 2013 às 01h00

Existe um tal de MCC (Movimento Contra a Corrupção) que anda fazendo a cabeça de muitos jovens brasileiros desprevenidos. Notem que MCC sugere também Movimento de Caça aos Comunistas. Entrei no site deles: não é possível identificar quem está por trás dessa organização. Não existe no site a página “Quem Somos”, há apenas uma entrevista com um dos seus fundadores, um sujeito que afirma que estudou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco.

Responder

denis dias ferreira

08 de julho de 2013 às 00h29

No próximo dia 11 as centrais sindicais vão às ruas. Juntemo-nos a elas!

Responder

FrancoAtirador

06 de julho de 2013 às 09h09

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A explosão do ódio

Antropóloga detecta aumento de sites neonazistas brasileiros.
E o índice de arquivos baixados com estas características cresce a uma taxa média de 6% ao ano

por Márcio Sampaio de Castro, na CartaCapital

Durante a última grande manifestação organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL), para comemorar a revogação do aumento das tarifas do transporte coletivo em São Paulo, integrantes de partidos políticos e movimentos sociais foram atacados por jovens trajando toucas ninjas, roupas pretas e coturnos. Enquanto agrediam seus alvos, a multidão ao redor aplaudia e gritava “fora partidos, fora partidos”. Para a antropóloga Adriana Dias, que pesquisa há mais de 10 anos a atuação dos movimentos neonazistas no Brasil e já foi diversas vezes ameaçada de morte por seus integrantes, não resta a menor dúvida sobre quem eram esses jovens violentos e quais eram suas motivações.

A partir da análise de blogs, sites e fóruns de relacionamento, muitos deles com domínio no exterior, a pesquisadora documentou, ao longo de sete anos, que mais de 150 mil downloads de arquivos de teor nazista, superiores a 100 megabites cada, foram baixados por um número equivalente de computadores com endereços eletrônicos localizados no Brasil no mesmo período. De 2009 para cá, o índice de arquivos baixados com estas características tem crescido a uma taxa média de 6% ao ano e até postagens de crianças já foram detectadas por ela.

Para Adriana, um misto de despolitização da sociedade no período pós-ditadura e a transformação da política em escândalo por boa parte da mídia são o ovo da serpente para a expansão de manifestações crescentes de caráter nazifascista na sociedade brasileira. A omissão sistemática das autoridades às agressões perpetradas contra homossexuais, negros, judeus, nordestinos, moradores de rua e imigrantes bolivianos nas ruas de grandes centros urbanos completa o ciclo de terror, que silenciosamente avança junto a um número nada desprezível de jovens brasileiros.

Carta Capital: Nas manifestações populares das últimas semanas em São Paulo, um momento que chamou a atenção foi quando jovens, aparentemente ligados a esses movimentos, atacaram militantes partidários e militantes do movimento negro, destruindo suas bandeiras. Enquanto isso ocorria, a multidão à sua volta gritava “fora partido, fora partido”. Como explicar esses dois fenômenos simultâneos?

Adriana Dias: Desde a ditadura militar nós avançamos por um processo de despolitização espantoso em todas as camadas sociais. Os cursos de sociologia e filosofia foram retirados do currículo escolar. Em segundo lugar, há no Brasil uma proliferação da teologia da prosperidade. Na Alemanha, ela foi fundamental para a ascensão do nazismo. A ideia aqui é que não são as ações do governo que auxiliam nessa prosperidade. Por exemplo, o indivíduo consegue comprar uma casa pelo programa Minha Casa, Minha Vida e vai a um culto religioso e acredita que conseguiu por sua própria conta. Esse afastamento gradual do Brasil de um estado laico torna tudo mais difícil. Tanto na Igreja Católica, em sua linha carismática, quanto em certas igrejas protestantes. Por fim, a política de escândalos, patrocinada pela mídia, criou uma personalização da política como um eterno escândalo. Eu chamo isso de um carnaval às avessas. Se no carnaval o povo vai pras ruas para expor sua alegria, nessas manifestações as pessoas têm ido às ruas para expor suas insatisfações, fazendo reivindicações que não são mensuráveis e de um fundo conservador muito forte.

CC: Quais as alternativas para isso?

AD: A alternativa é a volta para o diálogo com os movimentos sociais. Nas elites políticas, em um sentido mais geral, há um movimento totalitário, dentro do que analisa Hannah Arendt. Particularmente na direita brasileira. Em São Paulo, por exemplo, muitas práticas do Estado são totalitárias. Veja a atuação da polícia. Já em um campo mais específico, entram esses movimentos neonazistas e suas ações, como essa verificada nas manifestações.

CC: Como esses jovens neonazistas são cooptados?

AD: Há um proselitismo muito forte no Brasil. Os grandes líderes têm entre 35 e 50 anos e normalmente são pequenos empresários e profissionais liberais. Estes não vão para as ruas. Em um segundo grupo, temos os mais jovens, que vão para as ruas e não se importam por que sabem que, se forem presos, serão soltos. E temos também as mulheres neonazistas, que são vistas somente como reprodutoras, dentro de um ideal paternalista e machista. Os grandes líderes atuam dentro de universidades, por exemplo, distribuindo material de divulgação do movimento e, principalmente, nas redes sociais.

CC: Como surgiu a ideia de pesquisar o movimento neonazista no Brasil?

Adriana Dias: A partir de uma disciplina que cursei na Unicamp, em 2002, na graduação, onde se discutia a negação do holocausto, tive a ideia de fazer um trabalho para conhecer um pouco os grupos neonazistas brasileiros. Como sou programadora, criei uma aranha de busca e percebi que estava entrando em um mundo muito grande. No início, eram apenas 7500 sites, em 2009 já eram mais de 20 mil. Existem também os blogs, que cresceram 450% nesse período, e as redes sociais.

CC: Quais as características desses sites?

AD: São compostos por páginas profundas, com diretórios dentro de diretórios. Nos diretórios mais profundos encontramos incentivos ao genocídio e assassinatos. Muitos deles são de origem norte-americana. Fazem apologia ao número 88, já que o H é a oitava letra do alfabeto e duplicado faz referência ao Heil Hitler. Uma frase muito comum de ser encontrada é o “nós devemos assegurar um futuro para as crianças brancas”, o slogan de 14 palavras inspirado em uma passagem do Mein Kampf, livro escrito por Hitler. Da combinação desses dois números, temos o 14/88, que é uma saudação. Muitos membros nos fóruns de internet se utilizam desses números como nicknames associados a nomes nórdicos. Coisas como Odin88 ou Thor 14/88.

CC: Por que esta forte influência dos sites norte-americanos?

AD: Eu fiz a minha pesquisa em inglês, espanhol e português. Os grandes pensadores do movimento estão nos EUA e um dos principais deles foi o David Lane, que morreu na prisão em 2007. O movimento surge muito forte lá por que a questão racial é muito dura entre eles. Esse lado mais duro permite a expansão desses pensamentos, ao lado do conceito de liberdade de expressão. Nos Estados Unidos, esses sites são legais. É um discurso público e consequentemente é mais fácil de reproduzi-lo. Só que para mim, a liberdade de expressão se interrompe quando chega à dignidade humana. Representar outro ser humano como animal ou como um demônio está muito além da liberdade de expressão.

CC: A ligação com movimentos estrangeiros tem crescido?

AD: Já houve casos de grupos brasileiros serem rejeitados por serem sul-americanos, mas nos últimos tempos esta visão tem mudado e o ideário da raça branca tem aproximado esses grupos ao redor do mundo.

CC: O jornalista espanhol Antonio Salas, autor de O Diário de Um Skinhead, se infiltrou em grupos neonazistas. A senhora chegou perto de ter alguma experiência deste tipo?

AD: Antonio Salas produziu um trabalho heroico, se fazendo passar por um neonazista para conhecer estes grupos a fundo. Atualmente, ele tem que se manter oculto, pois é ameaçado de morte em 16 países. Eu pesquiso os sites e fóruns. Conheço perto de 500 desses fóruns e muitos funcionam como páginas de relacionamentos, mas os mais representativos chegam a um número de 12. Eles se dividem por temáticas, como o Fórum Verde, sobre ecologia, o Solar General, sobre religiosidade e o Movimento Cristão Identitário, que é protestante radical de direita e que tem a plataforma de criar um estado branco dentro dos EUA.

CC: Em sua pesquisa, o que mais chamou a atenção?

AD: A quantidade de ódio, a idolatria ao ódio. A ideia de achar que ele estrutura a personalidade. Eu, que tenho uma formação humanista, posso dizer que fiquei chocada com isso. Outro aspecto é a crença na noção de sangue que ultrapassaria a substancialidade. Ou seja, o sangue não seria material, estaria na alma. Isto explica por que entre eles a nação, tal qual nós a concebemos, não existe. O que existe é a nação racial. Por isto, é preciso destruir os movimentos populares, que estão associados a outra concepção de nação. Por fim, me chamou a atenção a facilidade para encontrar inimigos. Eu, como antropóloga, não acredito em raças, somente na raça humana, mas para eles, o casamento chamado de inter-racial, por exemplo, é considerado um genocídio.

CC: E no Brasil?

AD: No Brasil, existe o discurso separatista, que traz elementos complicadores.

CC: Como assim?

AD: Cada um quer uma coisa. Veja o caso do (Ricardo) Barollo, que mandou matar o (Bernardo) Dayrell, em 2009, no Paraná. Eles estavam lutando pela liderança do movimento no país, mas o que cada grupo defende a seu modo é a separação de São Paulo ou dos estados do sul do restante do Brasil. Nessas explosões de ódio, que mencionei há pouco, é exigido que eles ataquem os inimigos. Aliás, um dos critérios para aceitar um novo membro é que ele cometa uma violência contra um inimigo. Os grupos neonazistas têm matado e agredido gays em São Paulo, na região da rua Augusta, e ninguém fala nada. A polícia não faz nada. Já conversei com policiais que não consideram crime um indivíduo portar uma suástica bordada na blusa.

CC: Somente os gays?

AD: Não. Atacam bolivianos, negros, gays, nordestinos, judeus e depois relatam nos fóruns. Eles são organizados. Possuem inclusive estratégias de defesa. Muitos, quando são pegos, alegam loucura. São estratégias previamente montadas e as autoridades, por sua vez, não dão importância.

CC: Isto seria em função da cultura brasileira de deixar as coisas acontecerem para depois tomar uma atitude?

AD: Não, não acho. Acontece que no Brasil as minorias não têm importância e é por isso que ninguém faz nada.

(http://www.cartacapital.com.br/politica/a-explosao-do-odio-7327.html)
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Responder

Caracol

06 de julho de 2013 às 09h02

Muito bem, Marat.
abraço.

Responder

ma.rosa

06 de julho de 2013 às 08h57

Boa Marat, muito legal e encorajador o teu texto e que bom que estás aqui no Viomundo. A luta é esta sim por uma Nação de brasileiros para os brasileiros. Estou contigo.

Responder

marcosomag

05 de julho de 2013 às 22h21

Sou totalmente favorável ao Bolsa-Família. Universalizado como foi nos governos petistas, ele representou um rompimento com as políticas “focadas” neoliberal na assistência social. Sua função, não podemos deixar de lembrar, é assistir aos brasileiros definitivamente excluídas do mercado de trabalho pelo estágio atual do capitalismo, e também dar uma esperança de inserção para seus filhos através da escola. No entanto, uma política abrangente como o Bolsa-Família deveria ter sido sucedida por uma grande mudança nos impostos e nas comunicações. Lula e Dilma não tiveram a coragem de enfrentar a concentração da mídia e os impostos regressivos(a velha conversa da “correlação de forças). Deu no que deu. As conquistas históricas do povo brasileiro nos governos do PT estão ameaçadas pela histeria que ora acomete setores da classe média. Histeria esta que foi cultivada com paciente durante anos pelos meios de comunicação.

Responder

Renato M

05 de julho de 2013 às 22h16

Muito bom caro “l’ami du peuple”. Discuti com um sujeito que havia gasto num restaurante mais de duzentos reais e após refastelar-se pôs-se a atacar o governo por causa do Bolsa Família. Perplexo, lembrei da Revolução Russa e pensei: “como procederam bem os bolcheviques quando desencadearam o “terror vermelho”. Em nosso país, há elite ( e uns coitados que pensam que são da elite – vários jornalistas por exemplo) econômica perversa. Devemos combatê-los diariamente.

Responder

Adilson

05 de julho de 2013 às 22h08

muito bom, Marat!

Responder

Mário SF Alves

05 de julho de 2013 às 19h09

Faltou incluir o super bolsa. Faltou incluir o “super bolsa dívida pública interna”: 10 TRILHÕES de reais vazados pelo ralo e indo direto ao bolso de banqueiro e de umas poucas famílias de acionistas desde 1988. Com essa super bolsa família seria possível, por exemplo, pagar bolsa família para todo os atuais usuários até o final deste século e ainda sobraria dinheiro.

Responder

FrancoAtirador

05 de julho de 2013 às 18h43

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O DISCURSO DO DITADOR

(http://www.youtube.com/watch?v=fcbCk7PmnnQ)

Responder

abolicionista

05 de julho de 2013 às 17h59

11 de julho: Dia nacional de luta!
O povo nas ruas muda o mundo!
Nós, movimentos sociais e populares, centrais sindicais, organizações políticas e partidárias, no próximo dia 11 de julho pararemos o país. São 11 pontos que nos reúnem e em torno aos quais queremos ver mudanças reais e profundas no Brasil e em nossas cidades.
Iremos às ruas por:
1. Transporte público de qualidade
2. Reforma política e realização de plebiscito popular;
3. Reforma urbana
4. Redução da jornada de trabalho para 40 horas;
5. Democratização dos meios de comunicação.
6. Educação pública e de qualidade;
7. Saúde pública e universal;
8. Contra a PL 4330 (terceirização);
9. Contra os leilões do petróleo;
10. Reforma Agrária;
11. Pelo fim do fator previdenciário.
Nesse mesmo dia denunciaremos:
A repressão e a criminalização das lutas e dos movimentos sociais;
O genocídio da juventude negra e dos povos indígenas;
A impunidade dos torturadores da ditadura;
E afirmaremos nossa posição contra a aprovação das propostas do
estatuto do nascituro; contra a redução da maioridade penal
e contra o projeto de “Cura Gay”;

Todas e todos às ruas no dia 11 de julho!
Em São Paulo, a concentração do Ato Unitário será a partir das 12 horas, no Vão Livre do MASP, ao lado da estação Trianon MASP do metrô.
Participe você também!
Movimentos Populares: Ação da Cidadania, Agenda 21, AHD, ANPG, Assembléia Popular – SP, Associação dos Servidores da Defensoria Pública do Estado de SP – ASDPESP, Associação de amigos da ENFF, Bocada Forte Hip Hop, Canto Geral – FDUSP, CBC, CDDH Frei Tito, Cebrapaz, CEDISP, CEEPS, CGGDH, CIMI, CMB, CMP, Comitê Bandeira Vermelha, Comitê de Lutas Contra o Neoliberalismo – SP, Comitê Memória, Verdade e Justiça, CONAN, CONEN, Cuba sem bloqueio, Dolores Boca Aberta, ENESSO, FACESP, Fala Mulher, Fala Negão, FDIM, FEPAC, Flaskô Fabrica Ocupada, FLM, FMP, Frente do Esculacho Popular, Frente Nacional pelo Saneamento, Fundação Campo Cidade GET – Mulheres Encarceradas , GTO Garoa, ILS, Instituto Ethos, Instituto Irish Direitos Civis, Instituto Paulista da Juventude – IPJ Interludium, Kilombagem, Levante Popular da Juventude, MAB, Marcha Mundial das Mulheres, MDM, MMC, MMPT, MMRC, Movimento da População de Rua , Movimento dos Pontos de Cultura, Movimento em Marcha, Movimento Nacional de Luta Antimanicomial, MPVMR, MST, Nação Hip Hop, Plataforma dos Movimentos Sociais para a Reforma Política, Promotoras Legais Populares – PPP, REMES, Revic, Roda Viva, SAJU – USP, SOMA, UBES, UBM, UEE – SP, UJB, UMES, UMM, UNE, UNEAFRO, UNEGRO, UNMP.

Movimento Sindical: CGTB, CTB, CUT, Intersindical, UST, APEOESP, Contraes, Federação Nacional dos Sociólogos, FETAM, Fitmetal , FUP, SEEL, Sindicato dos Jornalistas, Sindicato dos Químicos de São Paulo, Sindicato dos Químicos do ABC, Sindicato dos Advogados, Sindipetro – SP, SINTAEMA, SINDVIP.

Partidos e juventudes partidárias: Consulta Popular, PCdoB, PPL, PSB, PT. Juventude 05 de julho – SP, JPL, JPT, JR, UJS.

Caso alguma organização queira aderir a essa convocatória é só enviar um e.mail [email protected]

Responder

    Paulo

    05 de julho de 2013 às 23h01

    Eu só não entendo a lógica do PT e do PCdoB estarem neste movimento!

    Afinal, quem está(des)governando este país? Quem é oposição?
    A lealdade com a Dilma, eleita pela “esquerda” e abençoada por Lula, foi pro saco?

    Por coerência “coligatória”, se for para valer este 11 de julho, aonde estão os outros partidos da base: PMDB e afins?

    Marat, não se esqueça de levar a guilhotina portátil!

    Saudações anarquistas!

fog

05 de julho de 2013 às 15h30

A direitinha proto-fascista paulista usa o feixebook (feixe = fascio – fascismo)para se manifestar e marcar suas baladas da indignação. Espertalhões fascistas de quatro costados tomaram o facebook de assalto e aproveitando-se do movimento fechabook que fechou livros e mentes, insuflam, com o apoio luxuoso do PIG e principalmente as imagens editadas da Globo, a meninada a bater os pezinhos e exigir seus “direitos”, como por exemplo a derrubada da Dilma e a desmoralização do PT, bem como a diminuição do peço da Nutela e de 20 centavos no preço do ônibus que nunca andaram.
(esses meninos precisam de umas palmadinhas no bumbum …fácil e eficaz….de efeito terapêutico acelerado, mas a mamãe só dá toddynho).

Responder

    ma.rosa

    08 de julho de 2013 às 07h34

    Na veia a tua analogia “facebook x feixe…(fascismo)”. Lamentável, pois tudo que a direita “toca”, vira “M” e estamos a merce deles. NÃO ao “feixebook”, “fechabook”.Viva os velhos e bons livros!!

Leo V

05 de julho de 2013 às 14h38

O que se viu esse mês é que a turma do Power Point Indignado adora a idéia de Nação.

Se não se tira essa lição do que se viu em junho, não se tira praticamente lição nenhuma.

O que eles odeiam é a idéia de “classe”, as idéias socialistas. Não á toa queimavam bandeiras vermelhas e não do brasil.

Por que será que o “lider” das páginas amarelas da Veja aparece de cara-pintada verde-amarela?

Responder

    Daniel Braga

    05 de julho de 2013 às 16h09

    Ah, mas aí você está misturando as coisas…

    Na verdade verdadeira, no fundo do coraçãozinho deles, as cores que eles amam são: vermelho, azul e branco, não por causa do Baêa, mas porque são as cores dos EUA.

    Eles USARAM o verde e amarelo apenas para MANIPULAR o povão, e claro, para manipular também os meninos da “tropa de choque” deles, que eles utilizam para as “tarefas mais físicas”, que são os skinheads e “carecas” dos movimentos integralistas.

    Não, eles não gostam do conceito de nação, pelo menos não do de nação brasileira. A lealdade deles é para com “as estrelas e as listras” dos ianques. Eles usam o verde e amarelo para se disfarçar, e para manipular os sentimentos das massas.

    Sentimento aliás, legítimo. O nacionalismo e o patriotismo são sentimentos legítimos, desde que não sejam associados com xenofobia e com fascismo. O nacionalismo e o patriotismo devem servir para combater o imperialismo. Que mal há em amar o seu país? Nenhum, desde que se entenda que amar o país é antes de tudo amar o seu povo, e querer que o povo melhore de vida e se desenvolva.

    O que nós temos que fazer é DISPUTAR o nacionalismo. Não podemos deixar que esses PILANTRAS que na verdade amam a bandeira listrada dos ianques se APROPRIEM do nacionalismo, da nossa bandeira, do verde e amarelo, para MANIPULAR e MANOBRAR o povo.

    Até porque, o VERDADEIRO nacionalismo, aqui na América Latina, incluindo no Brasil, é o nacionalismo de esquerda. Quem é que sempre lutou contra o imperialismo, e pela soberania nacional do Brasil? A esquerda, ora bolas!

    Quando existia a ameaça da ALCA, que FHC estava negociando com Bush, quem é que foi pras ruas, protestar, fazer plebiscito, e o escambau, e no fim conquistou a VITÓRIA de enterrar de vez as negociações da ALCA? Foi a direita? Claro que não, né… Todo mundo lembra quem é que tava lá lutando contra a ALCA: a ESQUERDA, o MST, as Pastorais sociais… Os verdadeiros LUTADORES contra o imperialismo e pela SOBERANIA NACIONAL do Brasil.

    Como diria a música cantada pelos camponeses do MST em suas marchas: “Esse é o nosso país / essa é a nossa bandeira / é por amor a essa pátria Brasil / que a gente segue em fileira!”

    Leo V

    05 de julho de 2013 às 19h07

    Chame isso de ‘manipulação’ ou não, não muda nada o fato do ‘nacionalismo’ não servir à luta de classes. A idéia de nação é antagônica à idéia de classes. Unifica os desiguais, exploradores e explorados dentro de um a abstração chamada Nação.
    O que deve-se disputar é a identificação dos de baixo de todo mundo, do trabalhador e oprimido aqui, na China, em Chiapas, na Argentina, na Europa… o internacionalismo dos oprimidos.
    O fascismo não veio pela direita. O fascismo joga com idéias e propostas da esquerda e da direita, ele anda pelos dois campos. E a idiea de uma ‘nação proletária’, que substitui a guerra de classes pela guerra entre nações (uma exploradores e outras exploradas) está na âmago, na gênese do fascismo.
    Recomendo a leitura do livro Labirintos do Fascismo, do João Bernardo.

Mardones

05 de julho de 2013 às 14h34

Usuários e solidários também!

Apoiado!

Responder

Taques

05 de julho de 2013 às 13h54

Vai Marat, força!!!

Com sorte, sua convocação encherá três, quiçá quatro, kombis.

Ah! mas não esqueça: tem de levar lanchinho pra turma.

Responder

    abolicionista

    05 de julho de 2013 às 16h57

    Diz aí, Traques, quantos você consegue mobilizar?

    G.A Almeida

    05 de julho de 2013 às 16h57

    o mundo é fascista do latim fascio – fas + demo – cio + nio

    eles aqui são idealistas

    ahahahaha

    cumulo da alienação. quando assinei isso aqui realmente achei que fosse uma midia independente

    G.A Almeida

    05 de julho de 2013 às 16h58

    eles eo pessoal da kombi claro.

    idealistas do latim idealis – idea + comu + nista – alis = comunista.

    como é bom ter os ideais distorcidos por gente que vc julga ignorante não é

    abolicionista

    05 de julho de 2013 às 18h26

    É isso aí: vazem daqui, reaças!

jaime

05 de julho de 2013 às 13h01

A visibilidade do programa Bolsa Família contrasta com o anonimato das demais bolsas e não há bolsa maior do que PPPs, privatizações e juros da dívida pública. A essas compete à esquerda dar maior visibilidade, denunciar, porque a grana que sobra em algumas, falta em outras.
Desde que me conheço rola essa história da elevada carga tributária. E da sonegação. Uma é desculpa para a outra, só isso. Se não fosse assim, por que as tentativas de reforma tributária nunca avançaram?
O governo é do povo, pelo povo e para o povo, não das empresas, pelas empresas e para as empresas.

Responder

jose carlos lima

05 de julho de 2013 às 12h50

Estes que atacam o Bolsa-Familia andam de carro zero e agora querem o Bolsa-ônibus, pegaram carona na luta dos que de fato usam ônibus. Esses boys (ou bois) desinformados não se importam se a OTAN tomar de conta do pré-sal

Responder

Cibele

05 de julho de 2013 às 12h42

Grande Marat!
Quero ir pra porta da globo também!!!

Responder

Gina Nogueira

05 de julho de 2013 às 12h27

Concordo plenamente, fico pasma principalmente quando acesso o facebook, fico mais espantada ainda quando vejo pessoas de origem humilde que estudaram com crédito educativo (e em alguns casos não pagaram)que tem um ódio mortal pelo governo do PT. Concordo que não é o PT dos nossos sonhos, mas pela primeira vez temos um país que não está de joelhos com o pires na mão mendigando ao FMI.
Tenho muito medo dessas manifestações reacionárias desestabilizarem a democracia, não podemos retroceder, o que podemos fazer para defender a nossa democracia?

Responder

Julio Silveira

05 de julho de 2013 às 12h00

Concordo completamente contigo. E já gostei da forma que fazes o chamamento. Considero-me estar entre os considerados, inclusive, por muitos esquerdistas “pragmáticos”, um utopista da cultura do idealismo.

Responder

J Souza

05 de julho de 2013 às 08h46

Ninguém tem um Michel Temer como vice e fica impune…

Essa bola foi cantada em 2010. Esse PT marasmático que está em Brasília vai entregar o poder de bandeja…

Responder

    Horridus Bendegó

    05 de julho de 2013 às 12h02

    Não se faz mesmo avanços na construção de uma sólida Nação com cupins atuando em suas bases…

    FrancoAtirador

    05 de julho de 2013 às 16h56

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    E a madeira já tá na casquinha…
    .
    .

    Mário SF Alves

    05 de julho de 2013 às 20h05

    Fora a controvérsia quanto à casquinha da madeira do Franco, no mais, só elogios, prezado Horridus.


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A mídia descontrolada

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