VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Luiz Claudio Cunha: Volte às pantufas, general Leônidas!


05/06/2012 - 12h02

por Luiz Claudio Cunha, em Sul21, via Quem tem medo da democracia?, sugerido por Silvio de Barros Pinheiro

Aos 91 anos, o general Leônidas Pires Gonçalves, oficial da artilharia e ministro do Exército do Governo Sarney, recrudesceu: tirou o pijama, trocou a pantufa pelo coturno, armou o canhão, mirou a presidente Dilma Rousseff e bombardeou a Comissão da Verdade. Tudo isso numa entrevista à repórter Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo(18 de maio), que funcionou como fogo de barragem para os velhos companheiros de farda envolvidos com a repressão, a tortura e o desaparecimento de presos durante a ditadura ardorosamente defendida pelo general quase centenário. É a voz militar mais graduada a contestar a determinação presidencial de investigar a verdade e é a opinião mais desastrada no coro cada vez mais idoso de velhos radicais que ainda respiram o ar saturado da Guerra Fria.

Leônidas defendeu o Exército (“sumariamente julgado e punido”), os militares (“injustiçados”), o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim (“ele se colocava”) e atacou a presidente da República (“deveria ter a modéstia de esquecer o passado e  olhar para a frente”), a Comissão da Verdade (“uma moeda falsa, que só tem um lado”) e os que clamam pelo fim da impunidade aos torturadores (“é impossível mexer na Lei da Anistia, fruto de um acordo no passado e que foi chancelada pelo Supremo Tribunal Federal”).

A bomba mais explosiva ficou para a resposta final, em tom de ameaça: “Se quiserem fazer pressão no Supremo, o Poder Moderador tem que entrar em atuação no país”. O general não fazia, aqui, uma menção nostálgica à bonomia dos monarcas da Casa de Bragança, que ocupou no Império brasileiro a posição de árbitro entre os poderes para dar estabilidade política à nação durante 67 anos, até o advento da República.  Leônidas não clamava pelo império da moderação, mas brandia a ameaça da república da repressão, que quebrou a ordem constitucional em 1964 e impôs a anarquia ilegal da ditadura militar durante 21 anos de treva.

Exercício do cinismo

Um regime que teve muito poder e, como bem sabe o general Leônidas, nada teve de moderador. Fechou o Congresso três vezes, prendeu, torturou, sequestrou e matou milhares de opositores, violou a soberania da universidade e a independência dos tribunais, cassou mandatos políticos e  aposentou professores, baniu e exilou opositores, fechou sindicatos e calou sindicalistas, amordaçou a imprensa e sufocou as artes, impôs o medo e jogou o país no porão de uma longa e nada branda ditadura de duas décadas, uma das mais sangrentas do Cone Sul do continente. O nostálgico general Leônidas agora quer repetir tudo aquilo, outra vez, sob o pretexto de  ‘proteger’ o Supremo? Conta outra, general!…

A memória seletiva e precária do general esquece que a Lei da Anistia, ao contrário do que ele diz, não foi “fruto de um acordo”. Passou apertado, raspando, por apenas cinco votos (206 a 201) num Congresso dominado pelo partido da ditadura, a Arena, que mantinha sua maioria a ferro e fogo, à custa das cassações de mandatos e da violência do AI-5, para controlar o irrefreável crescimento da legenda da oposição, o MDB.

A lei foi votada e formatada sob o arbítrio do general Figueiredo, em agosto de 1979, seis anos antes da queda do regime, num texto lapidado cuidadosamente pelos comandantes militares para acomodar uma esdrúxula invenção jurídica: o “crime conexo de sangue”, vil esperteza dos quartéis para equiparar torturados e torturadores com a mesma anistia — indiscriminada, desigual e injusta. Uma anistia costurada sob o molde caviloso da repressão para estender o espesso manto da impunidade sobre os crimes de quem nunca foi acusado, julgado, processado e condenado.

Com o cinismo que a idade avançada não desbotou, o general Leônidas tenta justificar os abusos de seus velhos companheiros de farda e truculência: “O soldado é um cidadão de uniforme para o exercício cívico da violência”, disse em entrevista a Geneton Moraes Neto da Globo News, sem explicar onde escavou este sofisticado raciocínio que nivela todos os exércitos pela vala comum do arbítrio. O general ignora os exemplos na História de forças armadas que se mobilizaram, em momentos cruciais, pela preservação de valores perenes da democracia e da civilização.

Fã clube do Reich

Um exército, esquece o cínico Leônidas, pode ser a reunião de homens fardados que lutam pelo exercício da liberdade contra o nazifascismo. Pode, por exemplo, ser a força armada que se levanta em defesa da Constituição, como fez o III Exército ao cerrar fileiras com o governador Leonel Brizola e o povo gaúcho na Campanha da Legalidade de 1961. Pode também se alçar pela afirmação da autoridade constitucional do presidente, como fez o marechal Henrique Lott para sufocar a quartelada golpista de 1955 que tentava bloquear a posse de Juscelino Kubitschek.  O general Leônidas, aparentemente, devia ser na sua tenra  juventude um cidadão fardado que se imaginava autorizado ao exercício cívico da violência contra a ordem constitucional e os direitos fundamentais da pessoa humana. Faz sentido.

Leônidas Pires Gonçalves perdeu a chance de ser um dos heróis brasileiros da luta da Força Expedicionária Brasileira contra o III Reich, na campanha na Segunda Guerra Mundial, simplesmente porque estava do lado errado. Aos 23 anos, foi alijado da FEB porque teve o azar de ser, na época, ajudante de ordens do coronel Álcio Souto, um notório simpatizante da Alemanha que o Brasil combateria, com seus pracinhas, na frente de batalha da Itália.

No livro A Ditadura Derrotada, o jornalista Elio Gaspari conta que Souto, então comandante da Escola Militar do Realengo e chefe de Leônidas, costumava levar seus cadetes nos primeiros anos da guerra a um cinema do subúrbio carioca onde o adido militar da embaixada de Adolf Hitler costumava exibir filmes sobre os avanços avassaladores da blitzkrieg da Reich alemão. O filho Alvir, general reformado, negou tempos atrás estas empolgadas matinês, dizendo que o pai não era nazista: “Ele não admirava o Reich, mas sim o Exército alemão”, justificou, como se fosse possível separar uma coisa e outra.

Geisel e seu ídolo

O filonazismo verde-amarelo não era uma exclusividade do comandante do então tenente Leônidas, mas era extensivo aos chefes supremos do regime do Estado Novo, que se espelhava na pátria da Wehrmacht hitlerista. O major de artilharia Affonso Henrique de Miranda Corrêa, o segundo homem de Filinto Muller na chefia de polícia da ditadura de Getúlio Vargas, foi mandado à Alemanha para um estágio de um ano na Gestapo, onde acabou condecorado por seu chefe, Heinrich Himmler, o mentor da ‘solução final’ dos campos de concentração. Os dois maiores líderes militares do país, os generais Eurico Gaspar Dutra (ministro da Guerra) e Góis Monteiro (chefe do Estado Maior do Exército), não escondiam sua admiração pelo Reich.

Dutra comemorou a queda de Paris sob o tacão nazista com uma festa em sua casa. Meses antes, Góis Monteiro fazia as malas para chefiar uma comitiva de oficiais que viajaria a Berlim para conhecer a “gigantesca obra de reconstrução nacional” da Alemanha quando o embarque foi abortado. As divisões Panzer de Hitler acabavam de cruzar a fronteira da Polônia, dando início à Segunda Grande Guerra. Um dos oficiais da comitiva que perdeu a instrutiva viagem foi um capitão chamado Ernesto Geisel, que se confessava um admirador do líder fascista italiano Benito Mussolini. No Brasil, a afeição de Geisel era reservada ao chefe de Leônidas, coronel Álcio Souto, que chegou ao generalato como chefe do gabinete militar do presidente Dutra, o simpatizante nazista que se rejubilou com o desfile das tropas hitleristas sob o Arco do Triunfo parisiense.

Susto e chocolate

Foi neste festivo entorno nacional-socialista que o futuro cidadão de uniforme Leônidas Pires Gonçalves forjou o seu cívico espírito da violência. “Na hora de dar chocolate, não se dá tiro. E, na hora de dar tiro, não se dá chocolate”, filosofou o general Leônidas na Globo News. Debochado, o ex-ministro do Exército desdenha das vítimas da repressão: “Quem começa guerra não pode lamentar morte”.  Ironiza as denúncias (“Hoje todo mundo diz que foi torturado para receber a bolsa-ditadura”) e duvida do assassinato do jornalista Vladimir Herzog sob torturas no DOI-CODI de São Paulo, em 1975: “Eu não tenho convicção de que Herzog tenha sido morto… um homem não preparado e assustado faz qualquer coisa. Até se mata”, explicou a Geneton Moraes Neto.

O Leônidas que bate em Dilma e na Comissão da Verdade com espartana disciplina desenvolveu a exótica teoria de que os maiores líderes do regime deposto — Jango, Brizola, Prestes, Arraes — não foram exilados. “Eles saíram do Brasil porque quiseram. Eram fugitivos”, zombou o general, que tem a absurda certeza dos justos no regime injusto da ditadura: “Nós nunca prendemos ninguém que não tenha feito nada. De todas as pessoas presas, ninguém era inocente. Todos eles tinham alguma coisa que estavam cometendo de errado”. Na lógica cartesiana de Leônidas, a simples prisão já era, por si só, a condenação, líquida e certa. Os ídolos nazistas dos velhos comandantes de Leônidas ficariam orgulhosos do provecto general, ainda rijo na sua pétrea subordinação ao autoritarismo.

Desafio aos desaparecidos

Durante quase três anos da fase mais turbulenta da ditadura, de abril de 1974 a fevereiro de 1977, Leônidas foi o chefe do Estado-Maior do I Exército, sediado no Rio de Janeiro. Como tal, era o comandante imediato do DOI-CODI baseado no quartel da Polícia do Exército na afamada rua Barão de Mesquita, um dos endereços mais sinistros da repressão no Brasil.

Quando o quartel general do I Exército esteve sob o comando do general linha-dura Sylvio Frota,  entre julho de 1972 e março de 1974, conforme apurou o jornal O Globo, o DOI-CODI carioca era um centro de morte. Naquele espaço de 21 meses, contou o jornal, morreram 29 presos nas suas masmorras, então sob a administração do notório major Adyr Fiuza de Castro, um dos radicais mais temidos do regime. Pois bastou que ele chegasse ali em abril de 1974, diz o general Leônidas, e a paz celestial dos anjos se instalou naquele antro de terror e violência. “Não houve tortura na minha área”, jurou ele na Globo News. Na semana passada, n’O Estado de S.Paulo, o general voltou a desafiar: “Nunca apareceu nada, nem ninguém, que tivesse alegado ter sido torturado. Eu já desafiei que alguém se apresentasse na TV e nunca apareceu nada”.

Não apareceu, talvez, porque os desaparecidos jamais reapareciam, naqueles tempos amargos em que não se dava chocolate na hora de dar tiro. De acordo com o Dossiê Ditadura — Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil 1964-1985, publicado em 2009, a lista oficial de 138 desaparecidos políticos no país registra 31 nomes que se evaporaram no Rio de Janeiro entre 1970 e 1978. Desses, seis desapareceram justamente nos anos de 1974 e 1975, quando o DOI-CODI do Rio, que coordenava a repressão na área, estava sob o comando direto do general Leônidas. Integram a lista Armando Teixeira Frutuoso, Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, Jayme Amorim Miranda, Orlando da Silva Rosa Bonfim Júnior, Thomaz Antônio da Silva Meirelles Neto e Eduardo Collier Filho, que jamais poderão desmentir o general porque estão irremediavelmente desaparecidos.

Morte no entorno do general

Sabe-se agora o destino final de apenas um deles: o jovem pernambucano Eduardo Collier Filho, 25 anos, foi preso pelo DOI-CODI carioca em 23 de fevereiro de 1974, dois meses antes da providencial chegada do general Leônidas ao Rio, e acabou tempos depois virando cinzas num forno de uma usina de açúcar de Campos, interior fluminense, usada pela repressão para eliminar vestígios dos desaparecidos. A confissão foi feita pelo ex-delegado do DOPS capixaba Cláudio Guerra, que acaba de lançar Memórias de Uma Guerra Suja,  um livro devastador sobreas atrocidades do regime que dava pouco chocolate e muito tiro.

Outros seis militantes da esquerda, da lista carioca de 31 desaparecidos, sumiram em 1973, um ano antes de Leônidas desembarcar no DOI-CODI do Rio.  Entre eles, Caiupy Alves de Castro, Ramires Maranhão do Vale, Umberto Albuquerque Câmara Neto, Vitorino Alves Moitinho, Honestino Monteiro Guimarães — e o ex-major do Exército Joaquim Pires Cerveira, 50 anos, sequestrado em Buenos Aires pela ‘Operação Condor’ e trazido ao Brasil clandestinamente pelo delegado Sérgio Fleury, do DOPS paulista. Cerveira foi visto no DOI-CODI da Barão de Mesquita, duramente torturado, e acabou também incinerado no forno da usina, conforme denúncia do delegado Guerra.

No ano da graça de 1971, sumiram outros 10 militantes da lista de 31 desaparecidos do Rio, incluindo o deputado Rubens Paiva e Stuart Edgar Angel Jones, 26 anos, filho da estilista Zuzu Angel. Ela passou os cinco anos seguintes denunciando ao mundo a responsabilidade direta da ditadura brasileira na tortura e morte do jovem. Fez isso, incansável, até a estranha madrugada de abril de 1976 em que o carro que dirigia, um Karmann-Ghia, capotou no túnel Dois Irmãos e despencou na ladeira da Estrada da Gávea, morrendo na hora — um acidente forjado pelo DOI-CODI carioca do achocolatado general Leônidas, conforme denúncia do ex-delegado Cláudio Guerra. Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara na casa do compositor Chico Buarque de Holanda um documento em que escreveu:. “Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho”.

A nostalgia de 1964

Quando essas coisas sinistras aconteceram, o general Leônidas era o chefe imediato da central de repressão mais ativa e bem informada do Rio de Janeiro. Mas as cenas estranhas que atormentavam a cidade e a alma brasileira pareciam não dizer respeito ao chefe do Estado-Maior a que se subordinava o DOI-CODI, que o general Leônidas garantia estar subitamente domado em sua pacífica administração. Os desaparecimentos que teimavam em acontecer nas redondezas e nos porões, aparentemente, não quebravam a imaculada mansidão de seu comando: “Desafio, desafiei lá e desafio agora alguém que tenha sido torturado, ou tenha sofrido qualquer restrição maior do que as técnicas nos prometiam, que era o isolamento”, repete Leônidas.

O general não nega, com a vaidade previsível, a responsabilidade direta pela chamada “Chacina da Lapa”, a morte da cúpula do PCdoB numa casa do bairro paulistano onde o partido se reunia em dezembro de 1976 para avaliar a guerrilha do Araguaia. A revelação nasceu no comando de Leônidas, que admitiu ter pago R$ 150 mil à filha de um ex-dirigente da organização, Manoel Jover Telles, para delatar o dia e o local do encontro. A operação de cerco e extermínio foi planejada na central de repressão da rua Barão de Mesquita pelo coronel Freddie Perdigão, chefe da Agência Rio do SNI e braço executor (lato sensu) do DOI-CODI, conforme denuncia o ex-delegado Guerra. “Pagamos aos presos para eles delatarem os outros”, explicou-se o general Leônidas, com a convicção do soldado dedicado ao exercício cívico da violência. Ele não se arrepende do que enfrentou: “Guerra é guerra”, disse na Globo News. “Guerra não tem nada de bonito — só a vitória. E nós tivemos. A vitória foi nossa. Porque este país caiu na democracia que nós queríamos”.

Agora, assustado com a aparição da Comissão da Verdade que ameaça dissecar a ‘democracia’ e o ciclo de violência em que caiu o país que queriam os militares em 1964, o general Leônidas ameaça resistir à pressão da verdade com o surrado tacape do ‘poder moderador’. Alguém precisa avisar ao veterano golpista dos idos de 64 que a democracia brasileira já não teme cara feia, nem se assusta com fantasmas do passado.

Mais consolador ainda seria ouvir dele um educado e cabal pedido de desculpas ao país pela grosseria. Na sua idade, o velho e imoderado chefe militar não merece nada mais do que um chocolate. Por favor, general Leônidas, volte às pantufas!

A lista dos 31 desaparecidos no Rio de Janeiro, segundo o Dossiê Ditadura — Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil 1964-1985, publicado em 2009:

Antônio Joaquim Machado, 31 anos, desaparecido em 1971

Armando Teixeira Frutuoso, 54, desaparecido em 30/8/1975

Boanerges de Souza Massa, 34, desaparecido em 1972

Caiupy Alves de Castro, 45, desaparecido em 21/11/1973

Carlos Alberto Soares de Freitas, 32, desaparecido em 1971

Celso Gilberto de Oliveira, 25, desaparecido em 10/12/1970

Eduardo Collier Filho, 26, desaparecido em 23/2/1974

Félix Escobar Sobrinho, 47, desaparecido em agosto de 1971

Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, desaparecido em 1974

Heleny Telles Ferreira Guariba, 30, desaparecida em 1971

Honestino Monteiro Guimarães, 26, desaparecido em 1973

Ísis Dias de Oliveira, 30, desaparecida em 1972

Ivan Mota Dias, 28, desaparecido em 1971

Jayme Amorim Miranda, 48, desaparecido em 1975

Joaquim Pires Cerveira, 50, desaparecido em 1973

Joel Vasconcelos Santos, 23, desaparecido em 1971

Jorge Leal Gonçalves Pereira, 31, desaparecido em 1970

Mariano Joaquim da Silva, 41, desaparecido em 1971

Norberto Armando Habeger, 29, desaparecido em 1978

Orlando da Silva Rosa Bonfim Júnior, 60, desaparecido em 1975

Paulo César Botelho Massa, 26, desaparecido em 1972

Paulo Costa Ribeiro Bastos, 27, desaparecido em 1972

Paulo de Tarso Celestino da Silva, 27, desaparecido em 1971

Ramires Maranhão do Vale, 22, desaparecido em 1973

Rubens Beirodt Paiva, 41, desaparecido em 1971

Sérgio Landulfo Furtado, 21, desaparecido em 1972

Stuart Edgar Angel Jones, 26, desaparecido em 1971

Thomaz Antônio da Silva Meirelles Neto, 36, desaparecido em 1974

Umberto Albuquerque Câmara Neto, 26, desaparecido em 1973

Vitorino Alves Moitinho, 24, desaparecido em 1973

Walter Ribeiro Novaes, 31, desaparecido em 1971

Luiz Claudio Cunha é jornalista.

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65 comentários

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Entre a suástica e a palmatória no interior paulista « Viomundo – O que você não vê na mídia

13 de janeiro de 2013 às 22h41

[…] Luiz Claudio Cunha: Volte às pantufas, general Leônidas […]

Responder

LUIZEDZ

01 de julho de 2012 às 22h43

Realmente Sérgio, o Brasil é de todos os “corruptos”.

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vinicius

07 de junho de 2012 às 22h44

a vcs críticos:
para se fazer uma análise digna de ser lida é necessário “observar o passado” com os “olhos do passado”. caso contrário estarão realizando o chamado anacronismo histórico. o gen leônidas tem o direito (o qual julgam que o regime militar limitou) de livre expressão. desta forma julgo incoveniente e mal educado alguns tipos de represárias e Comentários à respeito do General…. Se não aceitam algo que tenha acontecido no passado é importante que vcs não os repitam com esses comentários no presente. O desrespeito a um senhor de 91 anos é exemplo disso.Eesse ódio aparente contra o General pode ser comparado com o mesmo ódio que vcs julgam que os militares “torturadores” sentiram…..
pensem nisto…..
e a propósito meu caro jornalista:
Acredito que uma reportagem séria e correta (eticamente falando) não deveria conter sua opinião a respeito do assunto e sim a reportagem propriamente dita afinal, nem um historiador pode tomar um lado a respeito de um determinado fato histórico….. pense nisto….
Rebater as palavras do General em nada vai alterar fatos histórico pois os mesmos ja passaram.
Mortos houveram dos dois lados…. e vc sabe muito bem disto…..

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    abolicionista

    08 de junho de 2012 às 23h45

    Vinícius, na Alemanha nazista, houve quem quisesse sentar com os generais e fazê-los por a mão na consciência. Pois é, nem a Pollyana, nos seus melhores dias, acharia que isso ia render muita coisa. Aliás, gente como o general continua alimentando uma cultura corporativa que é responsável pelo extermínio sistemático de jovens pobres no Brasil. Gente como o saudoso Ustra, um velhinho inofensivo que comanda até hoje grupos de extermínio. Fácil se apiedar dos velhinhos quando não é o seu que está na reta, né? Pois eu chamo a isso de omissão! Você também é responsável pelo que está acontecendo, pois vive em uma democracia (ou não) e tem obrigação de participar da vida na pólis. E aí, vai ficar de braços cruzados?

Jotace

07 de junho de 2012 às 17h05

DO JORNALISMO CORRUPTO E TORTURA

Muito útil de parte do Gerson Carneiro apresentar no blog mais uma sujeira da Globo, esteio apodrecido de torturadores, patrona do entreguismo, da corrupção e da manipulação do material que publica. Com relação ao twitter daquela empresa que pretende demonstrar com uma de suas ‘pesquisas’ que a tortura é bem aceita pela maioria do povo, uma sugestão para a maior parte dos jornalistas que atuam na Rede Globo, como de resto na‘grande mídia’ brasileira: observar o que está se passando com seus colegas europeus. A matéria ‘Los periodistas españoles avergüenzan aún más a su pueblo’, publicada na Aporrea deixa bem claro como o povo dia a dia vê o jornalismo e jornalistas corruptos. Cordial abraço, Jotace

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glauco

06 de junho de 2012 às 23h19

Caros amigos, os CANALHAS também envelhecem. Mesmo que venham a viver 200 anos, continuarão sendo CANALHAS. Mesmo “bicentenariamente” esclerosados continuam a cuspir na nossa cara o grande orgulho que sentem de serem CANALHAS. CANALHAS!!! CANALHAS!!! CANALHAS!!! CANALHAS!!!

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Sergio

06 de junho de 2012 às 20h09

Fico aqui pensando, “o que faz um gêneral de 91 anos” ? Comanda os bisnetos no quintal ? Quem o ouve ? Que poder tem ? Esse velhinho é uma piada.

Responder

Sergio

06 de junho de 2012 às 20h09

Fico aqui pensando, “o que faz um gêneral de 91 anos” ? Comanda os bisnetos no quintal ? Quem o ouve ? Que poder tem ? Esse velhinho é uma piada.

Responder

Fabio Passos

06 de junho de 2012 às 17h34

Responder

LUIZ EDUARDO-AMPARO

06 de junho de 2012 às 15h51

O general decrépito Leônidas, aos 91 anos de vida e muitos de cinismo, de anti-democrata, de golpista, perdeu a grande oportunidade de ficar calado. Provalmente nessa idade sequer seja capaz de trocar as pantufas pelo coturno e portanto não está autorizado por ninguem para atacar com seus canhões de rolhas todos os massacrados nos anos de chumbo, principalmente a torturada PRESIDENTA DILMA.
Que volte novamente à sua insignificância, já! Isso é uma ordem!!!

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Mário SF Alves

06 de junho de 2012 às 13h32

Leônidas. Aquele dos trezentos de Esparta. Esse, sim, era um Leônidas. Esse outro daqui é o avesso do primeiro. Aquele defendia uma Cidade-Estado,um País. Esse outro, de triste lembrança, quando muito, defendia uma elite econômica dentro de um País. Defendia a casa-grande contra a ameaça de desenvolvimento que poderia fazer desaparecer o Brasil-senzala. Mas, não lamento, não. Na falta de um Leônidas de verdade. Temos um Xerxes, que é nosso. Não é Rodrigo?

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    Mário SF Alves

    06 de junho de 2012 às 16h50

    Agora, sendo um pouco mais sério, o assunto exige. E não tenhamos dúvida: uma vez golpista, capaz de sequestrar um Estado e instituir uma ditadura, sempre golpista.
    Por outro lado, se queremos combater os inimigos da democracia – essa, sim, a democracia que queremos e que nosso País merece – temos de nos colocar no lugar de nossos adversários. Temos de saber quais as razões deles. O que realmente os motivou a nos submeter a 21 anos de escuridão; de censura sobre os livros educacionais que precisávamos; de proibições de toda ordem; de medo; de tutelamento; de tortura física e mental; de assassinato e posterior sumiço de corpos. Temos de saber a quem eles serviam e quais eram seus reais interesses. Temos de saber se à época a democracia (relativa deles) estava realmente sob ameaça. E ameaça de quem? É certo que o Prestes organizou a coluna e com ela percorreu quase que o Brasil inteiro. Assim como, parece certo que o extinto PCB tentou um golpe de Estado, e que ficou conhecido como a intentona comunista.
    Mas, por que tanto medo dos comunistas? Na coluna até Lampião foi instrumentalizado contra o Prestes. A dita intentona… um fracasso geral, e que só fez alimentar a sanha dos ultra-conservadores. Então, qual o medo? Mesmo porque, pelo visto a KGB, ou estava de folga, ou estava pouco se lixando para os revolucionários do partidão.
    E a influência ideológica de extrema direita que o texto mostra com tanta clareza como sendo relevante?
    E a realidade socio-econômica do Brasil em 64, que poderia ter sido totalmente mudada se o Goulart tivesse tido chance de continuar com as reformas de base?
    Mas, a pergunta que não quer calar é a quem eles serviam? Pois nem com o poder da ditadura eles tiveram conseguiram executar o Estatuto da Terra,e que era uma das políticas públicas mais importantes naquela contigência?

Regina Braga

06 de junho de 2012 às 12h25

È general,de ilusão tbém se vive.Mas volte para as panfufas,para o chá da tarde,para as novelas…As Forças Armadas ,de hoje,sabem que: comunistas não comem criancinhas e quem manda no país, é uma elegante,forte e corajosa brasileira.Que as Forças Armadas RESPEITAM.

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Valdeci Elias

06 de junho de 2012 às 10h55

Parece que , a politica de “Dividir e Conquistar”. Está sendo aplicada no Brasil. Espero que Dilma não caia nessa, de icentivar divisões e atritos.

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carlos dias

06 de junho de 2012 às 10h21

A idade que deveria cobrir um homem de respeito e sabedoria parece que foi desperdiçada pelo ex-ministro Leônidas.

Fico meditando: como é difícil sair de cena!

Isso vale prá nós todos… É preciso saber sair de cena.. Fico pensando em tanta gente que, se tivesse morrido antes, não teria tido tempo de avacalhar a própria reputação. São tantos… Robert Freire, Caê Veloso, Gagabeira, FHC (“esqueçam o que escrevi”!).. a lista é bem longa.. paro por aqui.. mas há expoentes de direita e de esquerda, de diversas profissões, homens e mulheres… Que horror! Ser lembrado pelo que se tem de pior…
Caro Ministro Leônidas, é hora de olhar o passado revelador… A grandeza de um homem pode se fazer nos últimos instantes. Faça. Os grandes brasileiros sabem entender e perdoar.. Queremos a verdade. Acho que declarações desastradas como essas suas devem causar grandes danos à nobre instituição do exército… O povo não é mais idiota! Sabemos muito bem separar os maus profissionais do servidores honrados. Não serão alguns poucos que mancharão a imagem do nosso Exército. Dentre outras coisas de suma importância, a comissão da Verdade irá resgatar o melhor das forças armadas, aqueles homens que, obscurecidos pela brutalidade de alguns, não puderam aparecer para nos orgulhar.

Responder

Mardones Ferreira

06 de junho de 2012 às 09h50

Além dos torturadores de pijamas, do PIG, dos patrocinadores da ditadura de 1964, dos partidos da direita, por quem mais esse generalzinho fala? PElos atuais militares? NÃO!

E mais: não adianta o PIG tirar esses generais das pantufas (deveriam ser algemas, mas aqui ainda não é a Argentina, infelizmente!).

Mesmo que a Comissão da Verdade e o Congresso Nacional – composto por tantos crápulas – não revejam a Lei da Anistia e não juntem provas para ações do MPF e afins, a ditadura de 1964 e seus componentes serão sempre um crime contra os Direitos Humanos e contra a Humanidade.

Com ou sem punição das viúvas, como o general Leo…

O Brasil de hoje de amanhã é o país daqueles que saem às ruas para ESCRACHAR!

Responder

Gerson Carneiro

06 de junho de 2012 às 08h45

Milicos entram em ação com o apoio do PIG

“@JornalOGlobo Quase metade dos brasileiros aprova obtenção de provas por tortura http://oglobo.globo.com/pais/quase-metade-dos-brasileiros-aprova-provas-obtidas-por-tortura-5130102

Precisamos ficar de olho e combater essa propaganda.

Responder

Marianne (Serrote)

06 de junho de 2012 às 05h10

O pior não é o general, pior é quem divulga suas idéias quem acredita nelas.

Responder

sérgio

06 de junho de 2012 às 00h37

Melhor ir dormir vovô, cuidado com as algemas. O Brasil é todos.

Responder

Armando do Prado

05 de junho de 2012 às 22h30

Uma vez nazista, sempre canalha covarde! Agora, além de tudo escudado na idade, gagá. Mas, continuamos atentos com o covardes como esse senhor.

Responder

sebastiao

05 de junho de 2012 às 22h17

Este velho horroroso já passou da hora de vestir o pijama de madeira(de preferencia verde-oliva),e ir morar com Satanás.

Responder

José X.

05 de junho de 2012 às 21h54

Acho que nem vale a pena repercutir esse general. Deixa ele falando sozinho…

Responder

Svibra

05 de junho de 2012 às 21h53

O irônico Bolsa-Ditadura do Gel Leônidas é um tapa na cara de milhares, milhões de brasileiros que justificadamente afastaram-se de suas atividades pelo receio de serem perseguidos, torturados e mortos. Ainda que numerosos e terem modificados suas vidas, nada pleitearam e nada receberam de compensação. Do outro lado, riquezas foram obtidas na bajulação e proximidades aos que assaltaram a nação, riquezas estas que ainda estão aí, nunca devolvidas, legitimadas por leis espúrias votadas e aprovadas com a ausência de lideranças que foram criminosamente alijadas, exiladas, encarceradas, cassadas.

Responder

    Jotace

    08 de junho de 2012 às 01h17

    Caro Svibra,

    Extraordinário o seu comentário pela atenção ao drama quase sempre esquecido, relegado, de milhões de brasileiros, muitos dos quais purgam ainda hoje no estrangeiro pelo ‘crime’ de amar e defender a pátria. Grande abraço do, Jotace

Fabio Passos

05 de junho de 2012 às 21h18

O PIG está desenterrando estes facínoras para atacar Dilma na esperança de intimidar os trabalhos da comissão da verdade.

Só que o efeito é o contrário do esperado pelo PIG.
O cinismo e a arrogância deste facínora só reforçam a necessidade de investigar e punir os covardes que cometeram crimes contra a humanidade e permanecem impunes.

Responder

    Jotace

    06 de junho de 2012 às 00h44

    Caro Passos,

    Bem certo o que você disse. Mas temos que estar sempre lembrados do que foi a campanha do PIG quando das eleições presidenciais. Com vistas às próximas, os Cerras e Fhcs lutarão pela impunidade dos gorilas, certos de que terão neles além todo apoio de que necessitam para sua atividade de vendepátrias. Abs, Jotace

    Mário SF Alves

    06 de junho de 2012 às 17h41

    É… E eu só gostaria de saber onde é que estava o ponto na orelha dele.

Luiz Moreira

05 de junho de 2012 às 19h49

Para quem não sabe, o GLORIOSO EXERCITO do LEONIDAS, pregava em fins de 61 e inicio de 62, a REPRESALIA MILITAR.Em palavras claras dos oficiais instrutores, isto significava que era uma medida correta prender os familiares de qualquer guerrilheiro ou opositor, submete-lo a regime “militar”, ate que o dito guerrilheiro se entregasse. Isto era o que fazia o exercito de HITLER. Procurem as ordens do dia neste período de tempo e poderão comprovar isto. Estes caras depois cultuam TIRADENTES?
Foram seus antepassados cretinos que o executaram.

Responder

Hélio Jorge Cordeiro

05 de junho de 2012 às 18h46

Gente, é mesmo da natureza do ex-general e tantos outros civis que ainda anda sobre esse planeta!Se ele tiver a sorte de morrer antes desse país se torna numa democracia mais proxima da ideal, aí é que devemos lamentar. Até lá, rezemos para ele continue vivo para ver cair sobre sua cabeça, todas as culpas de seus coadjuvantes militares e civis, pela passagem mais suja da nossa história, depois de Canudos, promovida pelo exército republicano do Brasil contra seu povo.

Responder

Francisco

05 de junho de 2012 às 18h20

A Lei só poderia ser intocável se fosse fruto de um plebiscito.

Aliás, que tal encerrar essa discussão estúpida com um plebiscito?

Aproveitava o embalo e fazia o plebiscito da pena de morte para homicidio doloso.

E aí general?

Responder

Urbano

05 de junho de 2012 às 17h53

O dito cujo nunca ouviu falar que corda espichada demais se parte e muito menos em guerra-civil. Ou ele acredita que o Brasil de hoje vai se sujeitar outra vez às idiossincrasias deles?

Responder

    Mário SF Alves

    06 de junho de 2012 às 17h11

    Urbano,
    Ainda tenho dúvidas quanto a isso. Guerra civil?!! Talvez, uma revolta popular urbana. O mais possível seria a conflagração de um conflito generalizado, tumultos de toda ordem e um circo de horrores resultante de tantas mortes desnecessárias. E é por essa e por outras que creio mesmo que só a radicalidade democrática – ainda que meio a conta-gotas, às vezes – pode livrar o Brasil da sanha golpista (e antipovo) típica desses abutres e seus cupinchas, regiamente recompensados pelos seus senhores reais; tanto os daqui, como os de lá.

Maria Cristina

05 de junho de 2012 às 17h43

Caros amigos do Viomundo, sei que o assunto não tem a ver com esse post, mas, por favor, deem uma olhada no que aconteceu com os estudantes da UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) nesse fim de semana: https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=jxCBi7S9chs

Mais informações aqui: http://quebradadoguevara.blogspot.com.br/2012/06/nota-de-esclarecimento.html

Responder

    Jotace

    06 de junho de 2012 às 00h22

    Prezada Maria Cristina,

    Li o teu comentário e fui ao site que sugeristes. Penalizado, me dei conta da ação covarde da polícia de Foz do Iguaçu em seu espancamento brutal dos estudantes, inclusiva da jovem universitária. Por estar situado na região da Tríplice Fronteira, depositária de imensos recursos naturais e de grandeimportância estratégica, aquele município não está imune à ambição das grandes potências e à sua ação nefasta mesmo disfarçada. Creio que, no Brasil, cabe uma denúncia aos órgãos competentes e autoridades do estado do Paraná assim como, no plano federal, aos Ministros da Educação e o da Defesa, e à Ministra dos Direitos Humanos. É absolutamente necessário que seja dada a mais ampla publicidade de como se porta a Polícia do Paraná com relação aos estudantes e sua arrogante discriminação quanto àqueles de outros países. Abs, Jotace

    Mário SF Alves

    06 de junho de 2012 às 17h33

    Isso, essa violência policial e que é, sim, violência do Estado é ainda um nada pálido resquício da tal democracia deles, os encarregados/linha de frente da ditadura civil-militar. Diálogo, maturidade, compreensão com a pouca idade dos estudantes? Qual nada, isso nem pensar. Como dizem, o hábito do cachimbo põe a boca torta.
    Agora, imaginemos uma cena dessas em plena ditadura civil-militar. Imaginemos a desproporção de forças empregada. Imaginemos tal violência em escala ampliada sujeitando um País inteiro em nome de uma ameaça, a dita ameaça comunista. Se para combater a “baderna” dos estudantes agiram assim, imagine para combater a tal referida ameaça (e que é uma suposição, que bem pode ter sido uma obra de ficção, um ente incorpóreo)? Onde ou quem se sujeitaria a razão? Loucura, minha amiga, loucura. Foi assim, na loucura, na megalomania, no ódio e no orgulho que surgiu o Reich alemão.

Valter

05 de junho de 2012 às 17h06

Esse excelente e esclarecedor artigo deixa claro que, ao contrário do que apregoa esse facínora, a Comissão da Verdade respeita e admira a instituição cujos soldados e oficiais, em sua maioria, não comungam as mesmas teses de assassinos, como este cínico e triste ex-comandante, que ajudou a emporcalhar a história do Exército Brasileiro! Ao morrer, seu nome ficará marcado para sempre com a desonra que acompanha os covardes e traidores daqueles que lutavam por liberdade de expressão, crenças e ideias, somente possíveis com o diálogo e as disputas democráticas com garantias constitucionais!

Responder

    Jotace

    05 de junho de 2012 às 23h42

    Caro Valter,

    Falastes por milhões de brasileiros, inclusive este que assina. É vergonhoso, mas é útil para a nacionalidade que esse general frustrado exponha o seu ódio aos valores democráticos. Evidencia o que temos ainda pela frente nessa luta por um Brasil independente, soberano, realmente dono dos seu destino. É de tipos assim que se valem os vendepátrias e os
    grandes salteadores internacionais no assalto que praticam há séculos das riquezas do país em detrimento da grande maioria do povo brasileiro, grande parte da qual ainda imersa na mais triste pobreza. Que a Comissão da Verdade não vacile e assim afirme pelo seu desempenho o assinalado respeito e admiração às nossas Forças Armadas, possibilitando que sejam julgados e punidos os criminosos, bandidos torturadores que as enlamearam. Cordial abraço, Jotace

    Mário SF Alves

    09 de junho de 2012 às 00h26

    Jotace,
    Bem observado. O ódio manifestado pelo entrevistado dá bem uma idéia do que ainda temos pela frente. E, por conta disso, haja estratégia. Haja conhecimento e respeito pelo inimigo. Haja inteligência. Haja boa vontade. Haja espírito solidário. E haja determinação.
    Abraço,
    Mário.

ricardo silveira

05 de junho de 2012 às 16h56

Esse é um completo boçal que já deixou de ser perigoso e, pela idade e pelo fato da boçalidade fugir ao controle não tem mais tempo de se tornar um ser humano decente. A esperança como brasileiro é que tipos como esse não tenham mais lugar no exército brasileiro.

Responder

abolicionista

05 de junho de 2012 às 16h51

Ontem, torturador covarde, hoje, um nazista. O jornal que o publicou, aliás, tem um passado a esclarecer.

Responder

maria ribeiro

05 de junho de 2012 às 16h16

Apesar de você…
É impressionante o medo dos covardes!

Responder

Paulo Nolasco

05 de junho de 2012 às 15h52

Tem gente que fica no lugar onde não deveria ficar. Esse Leônidas talvez desse valor a uma verdadeira democracia se tivesse seguido seus instintos ideológicos e tivesse ido acompanhar seus ídolos nazifascistas, mas certamente faltou-lhe coragem e preferiu o aconchego dos amigos locais. Que o peso do inferno lhe seja proporcional ao que aprontou em vida.

Responder

Jr. Dalprà

05 de junho de 2012 às 15h29

Lógico que ele vai para um lugar baixo e quente!

Responder

augusto2

05 de junho de 2012 às 15h29

A sociedade brasileira nao tinha liberdade nem conhecimento, nem condiçoes reais de promulgar na ocasiao uma lei de anistia para sempre.
Depois do que vier a luz nas comissoes da verdade, terá.
Ai o que o congresso decidir estará decidido,com todas as condiçoes para tal,muda-la, nao mudar, refazer.
Quem se excedeu, que pague ao menos o preço do desprezo do publico.
As instituiçoes militares nao perdem nada. Vamos olhar os fato de frente e enterrar os mortos, virar a pagina.

Responder

Julio Silveira

05 de junho de 2012 às 15h15

Mas fazer o que? As F.A. cultuam-se como organismos nacionais acima das instituições. Entendem-se como uma coisa a parte, como a responsabilidade da espada de Dámocles, sempre pronta a intervir nas ocasiões em que seus luminares entenderem que fugimos da expectativa cultural que seus pensadores pensaram para nós.
Vejo grande semelhança em iniciativas que vêm principalmente desses expoentes militares, lógico como diferenças circunstanciais e culturais, com a pretendida pelo revisionismo maoista, que procurou implantar nas províncias chinesas uma visão unica dos seus lideres. Lá ocorreu de forma mais atuante, mas não mais nociva, a tentativa fazer uma educação cultural limitadora das prerrogativas da cidadania, conforme a conveniência dos senhores estado, sim senhores estado, o estado são eles.

Responder

Gersier

05 de junho de 2012 às 14h07

““deveria ter a modéstia de esquecer o passado e olhar para a frente”)
Qual é a sua ô general?
Quem foi espancado, quem foi torturado, quem foi humilhado nunca esquece general.
Agora quem bateu, achando que estava cumprindo o dever, deveria era ter vergonha na cara e se penitenciar, porque vcs não estavam defendendo a democracia porrr nenhunha. Vcs estavam defendendo os interesses de empresários norte americanos que nos tinha como seu quintal e portanto, como uns “cahorrinhos” vira latas que deveriam ficar com o rabo enfiado entre as patas traseiras. Vcs general, não passaram de um bando de babacas que inclusive sabe-se agora foram motivo de chacota pelo corpo diplomático norte americano.
Se vc general estivesse no Chile ou na Argentina, estaria trancafiado e pagando pelas atrocidades cometidas contra os que tiveram a honradez de lutar, esses sim, pela democracia.
O BRASIL e o seu POVO generaleco, é maior que vcs, uns marionetados pela CIA.

(Desculpem,mas o primerio comentário foi enviado,como diria o Chaves,sem querer querendo)

Responder

    Luiz Moreira

    06 de junho de 2012 às 19h33

    Gersier!
    Se estes nobres generais, lideres da DEMOCRACIA e SEUS DEFENSORES, tivessem na época um pouco de coragem, iriam para o VIETNAME, combater os esmilinguidos guerrilheiros Vietcongs, e auxiliariam seus patrões americanos a implantar sua DEMOCRACIA NO SUDESTE ASIATICO. Em compensação, o que fizeram foi importar americanos especializados em tortura, para implantar sua DEMOCRACIA aqui. E diz que ninguem falou que foi torturado pelo EXERCITO. GAGA MENTIROSO! Será que ele esqueceu o DON MITRIONE, tecnico em arrancar confições e depois matar. Ele não sabe que a POLICIA DO EXERCITO, em POA, proxima a escola de engenharia, torturava prisioneiros? Mentir é coisa de covarde, GENERALECO. PENA que um filho teu não foi morto sob tortura. Para sentir a dor de muitos outros pais.

Gersier

05 de junho de 2012 às 14h04

““deveria ter a modéstia de esquecer o passado e olhar para a frente”)
Qual é a sua ô general?
Quem foi espancado, quem foi torturado, quem foi humilhado nunca esquece general.
Agora quem bateu, achando que estava cumprindo o dever, deveria era ter vergonha na cara e se penitenciar, porque vcs não estavam defendendo a democracia porrr nenhunha. Vcs estavam defendendo os interesses de empresários norte americanos que nos tinha como seu quintal e portanto, os “cahorrinhos” vira latas deveriam ficar com o rabo enfiado entre as patas traseiras. Vcs general, não passaram de um bando de babacas que inclusive sabe-se agora foram motivo de chacota pelo corpo diplomático norte americano.
Se vc general estivesse no Chile ou na Argentina, estaria trancafiado e pagando pelas atrocidades cometidas contra os que tiveram a honradez de lutar, esses sim, pela democracia.
O BRASIL e o seu POVO generaleco, é maior que vcs, uns marionetados pela CIA.

Responder

Nádia

05 de junho de 2012 às 14h03

Caramba! esse homem está velho, já está fazendo hora extra na Terra, pode morrer a qualquer momento, devido ao avanço da idade, e ainda NÃO APRENDEU??????????? continua pensando como CRIMINOSO???? Sr. Leônidas, reconheça e PAGUE pelos seus crimes, não morra com este hediondo crime nas costas, senão para onde você vai, pode ter certeza será muiiiittoooooooo pior que a comissão da verdade.

Responder

Moacir Moreira

05 de junho de 2012 às 13h46

Divulgar as opiniões desse cão fardado nazi-fascista é o mesmo que dar voz a bandidos comuns na imprensa.

Esses criminosos golpistas envergonham as Forças Armadas do Brasil.

Responder

Alf

05 de junho de 2012 às 13h44

Cadeia para esse facínora!

Responder

ZePovinho

05 de junho de 2012 às 13h43

Covarde.Fez de tudo para não ir para o front na segunda guerra mundial.Só não desço o nível em respeito à família desse elemento.

Responder

Francisco

05 de junho de 2012 às 13h35

Ao General Leonidas, informo que a verdade vai emergir indepedente da vontade dele!

Vivas para a VERDADE, única e imperiosa!

General Leonidas, tá na hora de fazer a passagem dessa vida e ajustar as contas com o lado de lá!

Responder

Remindo Sauim

05 de junho de 2012 às 13h31

Um grande covarde o general Leônidas Pires Gonçalves. Isto já diz tudo. Enfrentou crianças com canhões ao seu lado.

Responder

Francisco

05 de junho de 2012 às 13h11

Volte às pantufas? É pouco. Torturadores merecem prisão pérpetua

Responder

CarlosI

05 de junho de 2012 às 13h03

A “dica” foi dada pelo velho general: “Se quiserem fazer pressão no Supremo,o Poder Moderador tem que entrar em atuação no país” e, quase em seguida, o gilmar tentou transformar em realidade, a ameaça do militar. Apregoou aos quatro ventos que o ex-Presidente Lula antes o havia pressionado a adiar o julgamento do suposto “mensalão”. Coincidências, apenas coincidências .. .

Responder

    Mário SF Alves

    07 de junho de 2012 às 16h27

    É verdade. Co-incidências, apenas co-incidências. O que não é coincidência é a aquela entrevista com o Mentes onde ele de forma notadamente descontextualida dizia quase que a todo momento da necessidade de parar com isso; dar um basta nisso; e outros “issos” de igual gênero, que me fugiram da memória agora.
    Não seria o caso de nos perguntarmos o significado disso? Dada a falta de contexto dos “issos/nissos”, não seria “isso” uma mensagem cifrada para a convocação geral de um novo golpe tipo samba do supremo doido?

Marcel

05 de junho de 2012 às 12h53

Azenha, parabéns pela aula de história.
Esse velho vai morrer feliz, sabe que nenhuma condenação vai alcançá-lo, “Justiça tardia não é justiça!”

Responder

    Nádia

    05 de junho de 2012 às 14h08

    Marcel, pode ter a certeza que a morte desse infeliz não será nada feliz. Esse sr. terá a morte mais doída que um ser já experimentou, estou com pena dele. As sombras escuras já estão ao seu lado, só esperando o espectro desligar da matéria, e ele no último momento de vida começará a ver essas sombras e ficará muitíssimo assustado, é nessa hora que ele vai sofrer muito, e tudo que fez passará como filme em sua consciência e isso o torturará.

    Fábio Rezende

    05 de junho de 2012 às 15h05

    Nada, Nádia: não vai doer, não, por que há muita morfina no mundo. Ele está tão tranquilo que até ameaçando. Ele se considera vencedor e imbatível. Aquele pessoal do esculacho deveria dar uma passadinha na casa desse maldito.

abolicionista

05 de junho de 2012 às 12h49

Gente, bora esculachar esse General!

Responder

Horridus Bendegó

05 de junho de 2012 às 12h46

O general caquético é um espasmo só de covardia, amparado na força da arma, como sempre demonstrou a imortal tradição de nossas “gloriosas forças armadas”, que sempre estiveram do lado oposto ao do povo brasileiro.

Responder

Pedro

05 de junho de 2012 às 12h42

Este artigo já pode ser considerado peça fundamental da Comissão da Verdade.

Responder

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